Prata da Casa #19: Tião Duá



Após um mês dedicado ao rock and roll, o Prata da Casa abriu outubro propondo um olhar sobre a brasilidade musical de três grupos, e nada melhor do que inaugurar a programação do mês com o trio mineiro TiãoDuá, ode ao começo tropicalista dos anos 70, com muito suingue, ginga e boas ideias. Um ótimo público bateu ponto na Choperia do Sesc Pompeia para conferir Luiz Gabriel Lopes (violão e baixo), Gustavito Amaral (violão e baixo) e Juninho Ibitiruna (bateria) e dançar descalço num clima contagiante.
O trio mostrou boa parte das canções de “Tião Experiença”, primeiro álbum do grupo, lançado em 2012, e algumas faixas inéditas que irão compor “Rádio Mandinga”, segundo álbum em fase de finalização. Entre os bons momentos da noite estiveram “Na Quebrada” (com boa parte do público cantando o trecho em holandês: “Ruychaverstraat”), “Rui Macacada” e a empolgante “Mint Sun Drops”, que contou com a participação de Juliana Perdigão (ex-parceira de Luiz Gabriel no Graveola). Para encerrar uma grande noite, dois bis.
As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.
outubro 20, 2014 Encha o copo
Na rota dos vinhos na Argentina (parte 2)

O terceiro dia começou puxado com um voo de Buenos Aires para Neuquén, na Patagonia, e se ao ler “Patagonia” você imaginou aqueles cenários idílicos de Ushuaia, saiba que um voo de Neuquén pra lá demora cerca de seis horas e que a Terra do Fogo não é lá dos melhores territórios para plantio de uva (e essa viagem que estou fazendo é sobre vinhos argentinos).

Não é a toa que a grande concentração de vinicultura na Argentina acontece em Mendoza, região responsável por 75% da produção anual de vinhos do país. Neuquén responde por 0.82% da produção de toda a Argentina, e, ainda assim, apenas uma das grandes vinícolas da região, a Bodega Del Fin Del Mundo, produz sozinha anualmente 9 milhões de garrafas de vinho.

Nosso passeio começou assim que deixamos o aeroporto. Uma van no esperava para nos levar para a Bodega Humberto Canale, fundada em 1909 no coração do Alto Vale do Rio Negro, na Patagônia, e hoje dirigida pela quarta geração da família, Guillermo Barzi Canale, que nos recebeu junto ao enólogo da casa (desde 2003), Horacio Bibiloni, que nos recebeu para falar sobre a bodega, nos mostrar alguns de seus vinhos e nos presentear com um almoço coordenado pelo chef Walter, um churrasco maravilhoso que se saiu como a melhor refeição (até agora) da viagem.

Entre os vinhos, provamos cerca de 10 garrafas e o Humberto Canale Cabernet Franc 2012 foi bastante elogiado (também foi um dos meus preferidos), mas a linha toda me agradou, com destaque também para o Humberto Canale Gran Reserva Merlot 2011. Para o almoço seguimos com um Humberto Canale Gran Reserva Malbec e, depois, outro dos melhores vinhos da viagem: Humberto Canale Centenium, um blend de Malbec, Merlot e Cabernet Franc (envelhecidos em barris norte-americanos e franceses) com produção iniciada em 2005 para festejar os 100 anos da vinícola.

Após a passagem na Bodega Humberto Canale, e ainda com as malas na van, fomos conhecer a pequena (mas apaixonante) Bodega Del Rio Elorza. Quem nos recebeu foi o jovem enólogo Agustín E. Lombroni, de 29 anos, que cativou a todos com sua sinceridade (italiana) e seus excelentes vinhos, que não levam o selo de orgânicos (“embora sejam”, comentou alguém). A turma toda elogiou bastante o trabalho de Agustín, que me pareceu um sonhador em meio a tanta gente querendo apenas fazer dinheiro com o vinho. Os vinhos da Del Rio Elorza não são fáceis (principalmente para quem está acostumado com vinhos “mainstream”), mas vale muito ir atrás deles (procure pela linha Verum).

À noite, jantar no excelente restaurante La Toscana, em Neuquén (o melhor da viagem até agora – recomendo), na companhia do simpático Julio Viola, diretor da Bodega Del Fin Del Mundo. A essa altura do campeonato, o cansaço de voo e visita a duas vinícolas cobrou seu preço, e a mesa ficou um pouco dispersa – uma pena, porque os vinhos servidos sob coordenação de Viola me pareceram ótimos, com destaque (pessoal) para os excelentes Fin Del Mundo Single Vineyard Cabernet Franc 2010 e Fin Del Mundo Special Blend (Malbec, Sauvignon e Merlot) 2009. Tentarei levar um deles para São Paulo também…

Para recuperar as energias, nada melhor que uma boa noite de sono, e o fato de 19 de outubro ser o Dia das Mães na Argentina tanto nos ajudou a descansar um pouco mais (afinal, com feriado na cidade, as tarefas foram agendadas para o fim da manhã) quanto prejudicou as visitas às bodegas Del Fin Del Mundo e NQN, com a apresentação pendendo para o lado mais turístico (rápido e protocolar) das vinícolas do que aprofundadas. Uma pena.

Ainda foi interessante comparar a produção artesanal de Agustín na Bodega Del Rio Elorza com a escala industria da Bodega Del Fin Del Mundo, a tal que faz 9 milhões de garrafas por ano. O tour, bastante básico, não me ajudou a aprofundar nos rótulos, mas há coisa interessante aqui. Já na (moderna) NQN, com um prédio de arquitetura caprichada que conversa com seu entorno, a apresentação foi mais agradável e os vinhos soaram melhores, embora o restaurante tenha me decepcionado bastante.

A rápida passagem pela Patagônia (apenas dois dias) me fez ter vontade de aprofundar um pouco mais na região. A próxima parada (após viagem de 10 horas de ônibus leito) é Mendoza, e após quatro dias imerso no mundo do vinho (com todos ao meu redor discutindo animadamente sobre as coisas boas, os problemas e as dificuldades da área), a chegada à região que mais produz vinhos na Argentina me deixa bastante animado. Iremos ficar quatro dias lá (vou tentar dividir o trecho em dois posts) e depois iremos para San Juan e La Rioja. Segue o jogo.

Turismo: Na rota das vinícolas argentinas (aqui)
outubro 19, 2014 Encha o copo
Na rota dos vinhos na Argentina (parte 1)

Quando a turma da Wines of Argentina me convidou para participar de um desafio para harmonizar duas garrafas de vinhos argentinos com canções de uma playlist especial, encarei o convite de maneira leve: apesar de não ser conhecedor de vinhos, o curso de sommelier de cervejas feito no primeiro semestre de 2013 me daria uma base inicial para, no mínimo, não fazer feio. E tinha a parte das músicas, muito bem selecionada. No fim das contas, gostei do texto e, quem diria, entre diversos sommeliers de vinho, fui escolhido para integrar um tour de 10 dias por vinícolas da Argentina.

Nesse momento bate aquela insegurança de estar em um ambiente que você desconhece completamente, e, depois de muito pensar, decidi assumir o personagem do observador, tentando não influenciar na rotina (opinativa) do grupo (somos oito pessoas viajando juntos, todos conhecedores aprofundados do mundo do vinho com exceção de… um) e ir aprendendo com eles. Quando a gente assume que não sabe nada, o mundo se abre de uma forma interessante. Ou seja, encarei esses 10 dias como uma imersão no mundo do vinho (não só argentino) observando experts no assunto.

A primeira parte da viagem passou pela Capital Federal, Buenos Aires, e o ponto de partida não poderia ter sido melhor. Assim que chegamos ao hotel e fizemos o check-in, e com tempo livre, o grupo decidiu ir caminhando por Pallermo Soho até a vinoteca de Joaquin Alberdi, e a visita foi a melhor abertura de viagem possível: em questão de duas horas (e sem compromisso), o grupo, orientado por Joaquin, fez uma seleção de sete rótulos (malucos) de vinho que, automaticamente, entraram na minha lista de vinhos preferidos sem concorrência com os anteriores (há um concorrente, mas falo sobre no post final daqui alguns dias).

Não tinha como dar errado: um dono de vinoteca apaixonado por vinho (“Nós amamos o vinho e somos embaixadores dele. Abrimos, provamos e contamos sua história. Assim como um dono de bordel, eu vendo prazer”, disse em certo momento) e um grupo de sommeliers buscando pelos vinhos mais “estranhos” e fora da curva que pudessem encontrar. E o primeiro já valeu a viagem: um da bodega Passionate Wine, o Ineditos Torrontes Brutal 2011, que automaticamente me remeteu a cerveja saison, mas sem a carbonatação, e me deixou apaixonado. Na hora separei uma garrafa para levar.

Vieram, em sequencia, um da Bodega Gen del Alma (Otra Piel Gualtallary Suelo Gen Mendoza “Cabernet Franc – Sauvignon – Pinot Noir 2013”), um Buenalma Malbec 2008, um Achaval Ferrer Special Blends 2012 (Cabernet Franc), um espetacular 33 de Dávalos 2013, da Bodega Tacuil (de Salta) e… mais dois que não anotei. Para apaixonados por vinho (ou mesmo apenas interessados), a JÁ! é um local para ser descoberto e apreciado. Merece ser colocado na agenda de viagens (rua Jorge Luis Borges 1772, Pallermo Soho, Buenos Aires). É ali, na mesma rua, há uma ótima loja de discos (vinis, CDs e camisetas!).

O jantar foi no elogiado restaurante PuraTierra, e a entrada (excelente) foi um ceviche aquecido (camarão, peixe branco e lula) com gengibre em conserva, maracujá e manga. No prato principal, coelho com crosta de mostarda em grãos, frutas cítricas, folhas de amêndoa e talos acelga, feijão verde e tomate confit. Os vinhos da noite foram uma seleção agradavel da Bodega Terraza de Los Andes, que se não me soaram tão especiais quantos os do JA!, acompanharam muito bem os pratos do PuraTierra.

Na manhã de sexta-feira, um seminário bem interessante sobre a “Vinicultura na Argentina” seguido de degustação de vinhos de quatro bodegas: El Porvenir de Cafayate, El Esteco, Amalaya e Tukma – gostei bastante do El Porvenir Laborum Tannat 2012 e do excelente e meio maluco Tukma Altura 2670 Sauvignon Blanc 2014. No almoço, na Casa Restaurante Umare, uma entrada fenomenal (que estou tentando encontrar a descrição) e um prato principal bom, mas não surpreendente. Para acompanhar, os ótimos vinhos que havíamos provado um pouco antes.

Fechando a parte de Buenos Aires, à tarde dei uma passada na Cervelar (ótima loja próxima a Calle Florida com um bom número de cervejas argentinas – comprei 18 garrafas) e, à noite, show de tango no Café Los Angelitos (que, de forma impressionante, eu gostei, e muito – o quinteto musical é muito bom, já o jantar é médio!). A primeira parte da viagem foi excelente para descobrir bons vinhos (com excelente assessoria – ainda visitamos a excelente loja El Fenix, na avenida Santa Fé, 1199) e matar saudade de Buenos Aires. A próxima parada é Neuquén, na Patagonia.

Turismo: Na rota das vinícolas argentinas (aqui)
outubro 18, 2014 Encha o copo
Prata da Casa: Outubro de 2014

Se o mês de setembro foi o mês do rock and roll, o mês de outubro será o mês da brasilidade no Prata da Casa, com três artistas que aproximam a sua sonoridade de uma identidade brasileira. Vale a pena conhecer o trabalho de TiãoDuá, Rapadura e Mexidinho:
TIÃO DUÁ (MG) – 14/10
No início, o trio TiãoDuá era uma espécie de “banda autoral de buteco”, conta Luiz Gabriel Lopes, um dos compositores e também integrante do Graveola, nome de destaque da nova cena mineira. A ideia ao formar o TiãoDuá com Juninho Ibituruna (bateria) e Gustavito Amaral (baixo, violão e elogiado artista solo) era recriar a atmosfera da MPB dos anos 60/70, uma MPB mais roqueira simbolizada por discos como “Transa”, de Caetano, e “Expresso 2222”, de Gil. O resultado foi “Tião Experiença” (2012), primeiro álbum do trio e retrato de uma turma de músicos que adora a estrada, tanto que está retornando ao Brasil após a segunda turnê independente pela Europa, tocando em livrarias, hotéis de luxo, boteco punks e squats. Prepare-se para dançar muito.
RAPADURA (CE) – 21/10
O rap e o repente são (sem saber) linguagens praticamente irmãs, e o trabalho de Francisco Igor Almeida do Santos, o RAPadura, se notabiliza em unir esses cantos a ponto do MC defender que não faz rap, mas rapente, um gênero bastante particular que une as batidas do hip hop com coco, maracatu, forró, baião e cantigas de roda. Nas oito canções de “Fita Embolada do Engenho” (2010), RAPadura une a voz e a sanfona de Luiz Gonzaga com batidas dançantes falando de arrasta-pé e corações incendiados na canção “Amor Popular” enquanto o poeta Zé Bezerra e seu “O Nordeste é Poesia” é citado em “Norte Nordeste Me Veste”, uma carta de intenções que provoca: “Nordestino agarra a cultura que te veste”. Para dançar e pensar, como todo bom rap.
MEXIDINHO (PE) – 28/10
Eis uma terça-feira para mostrar samba no pé: sexteto que vem se destacando no cenário efervescente de Recife, o Mexidinho defende a Música Brasileira Contemporânea, gingando nas batidas da percussão de Rodrigo Gondão e Heudes Regis, nas melodias do violão de Maneco Baccarelli e de Forllan, que se divide tocando banjo, gaita e berimbau, na levada do contrabaixo de Emanuel Epaminondas e na deliciosa voz de Olivia Fancello, um conjunto de influências que respira os ares de grupos de samba moderno como Metá Metá e Passo Torto. O suingue do Mexidinho, que acaba de completar três anos de estrada, pode ser conferido no EP homônimo lançado em 2013, disponível no soundcloud oficial da banda, com cinco faixas que convidam à dança.
outubro 13, 2014 Encha o copo
Prata da Casa #18: Loomer



No Flogase: “Durante a uma hora cravada que tocaram, os quatro transformaram as músicas de sua curta discografia (um disco cheio e dois EPs) em algo que não se ouve ali. Talvez sejam os estúdios e técnicos que não foram capazes de captar o que a banda pode produzir. Talvez a qualidade de som e equipamentos do SESC propiciem aflorar tais qualidades na Loomer. Não é possível afirmar. Mas canções como “Slow Dream”, “Dark Star”, “Not So Wrong”, “Enough” e “Road To Japan” se tornam tão pesadas e doces e potentes ao vivo, que fica aquela impressão de que é preciso ver a Loomer ao vivo mais do que ouvir em casa” (continue lendo).
No Midsummer Madness: “Quarta, 23 de setembro. O Loomer participou do projeto Prata da Casa, organizado há 15 anos pelo SESC Pompéia. Várias bandas e artistas interessantes já passaram por lá como Silva, Apanhador Só, Romulo Fróes, Vanguart, Cícero. Na vez do Loomer, a casa teve mais uma vez boa presença de público. Esta edição mais recente do projeto, com os artistas selecionados por Marcelo Costa (Scream & Yell) tem tido bom público, o que mostra sintonia entre curadoria e o que o público quer ver.“ (continue lendo)
As fotos são de Marcelo Costa (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.
outubro 8, 2014 Encha o copo
Bora beber vinho na Argentina

Eis o roteiro da viagem que farei pela Argentina conhecendo vinícolas em cinco cidades numa promoção da Wines of Argentina. Em janeiro fui convidado para participar de um desafio que pedia uma harmonização de dois vinhos com músicas de uma playlist preparada por eles, e minha harmonização foi uma das escolhidas pelo júri. O prêmio foi essa viagem:
16/10 – São Paulo – Buenos Aires
17/10 – Buenos Aires
18/10 – Neuquén (Patagonia)
19/10 – Neuquén (Patagonia)
20/10 – Mendoza
21/10 – Mendoza
22/10 – Mendoza
23/10 – Mendoza
24/10 – San Juan
25/10 – La Rioja
26/10 – Buenos Aires – São Paulo
Entre as vinícolas que irei conhecer estão a Del Rio Elorza, Fin del Mundo e NQN, em Neuquén; Trivento, Norton, Los Toneles, Diamandes e Gouguenheim Winery em Mendoza; Finca Las Moras e Casa Montes em San Juan; La Riojana e Paimán em La Rioja. Ufa! Abaixo um vídeo que explica o processo do desafio e anuncia os vencedores. No fim da página há link para a minha harmonização.
Leia também:
– Desafio: Harmonizando vinho e música (aqui)
outubro 6, 2014 Encha o copo
No som, Filarmônica de Pasárgada

“Rádio Lixão” é o segundo disco do grupo paulistano, e depois de vê-los em algum programa de TV (acho que na Cultura), criei uma expectativa que o álbum não cumpre, provavelmente mais por culpa minha (que esperava algo mais pop) do que deles (que fizeram um disco mais hermético). Eles seguem valorizando a tradição paulistana buscando misturar o humor de Premeditando o Breque e Língua de Trapo com a sagacidade do Grupo Rumo e Tom Zé, e alcançam bons resultados na carnavalesca “Amor e Carnaval” (do impagável refrão: “Tira o é do chão e põe o pé no puf”) e nos funks cariocas “Fiu Fiu” (movido a beatbox e com potencial para tocar muito em rádio – se as rádios não estivessem em sono profundo) e “Tic Tac”. Há participações de Tom Zé, Guilherme Arantes, Kassin e Tatá Aeroplano.
Site oficial: http://www.filarmonicadepasargada.com.br
outubro 5, 2014 Encha o copo
No som, Péricles Cavalcanti

Lançado em dezembro de 2013, “Frevox” é o sétimo disco de Péricles Cavalcanti, e reúne um timaço de convidados em suas 18 canções: com jeitão de valsa tango, a ótima “Cínico e Canalha” conta com Lanny Gordin solando na guitarra, Lucinha Turnbull cantando e Marcelo Jeneci na sanfona; a deliciosa “O Céu e o Som” foi gravada por Gal no disco “Cantar” (1974), e aqui ganha um arranjo latino, cubano; a grudenta marchinha rock and roll “Juro (Largo Tudo por Você)” conta com acompanhamento do Cachorro Grande; “Bem-Vindos”, que lembra Arnaldo Antunes, traz Tiê na voz, Pipo Pegoraro no órgão e bateria e Guilherme Held na guitarra; Lurdez da Luz cedeu (e canta) seu “Rap da Baleia”; em “De Alma e de Sangue” marcam presença Tulipa Ruiz e Juliana Kehl enquanto Luisa Maita, Romulo Fróes e Rodrigo Campos participam da ótima “Se For Um Samba”. Gosto muito de “Cínico e Canalha”, do descompromisso de “Juro (Largo Tudo por Você)”, mas a preferida no momento é “O Céu e o Som” mesmo.
outubro 4, 2014 Encha o copo
Projeto Visto: O Martim regrava Wado

“Quando sonhei e idealizei o Projeto Visto nunca pensei que os temas iriam emocionar tanto e ganhariam uma vida bem particular”, conta Pedro Marques Pereira, do Estúdio Fuga, já adiantando um pouco do clima presente no segundo volume da série, a ser lançado em breve.
O primeiro volume do Projeto Visto, reunindo quatro nomes brasileiros (Do Amor, Garotas Suecas, Los Porongas e Graveola) e dois tugas (A Armada e Vitorino Voador) foi lançado no Scream & Yell em março de 2013 e já soma mais de 900 downloads (se não baixou, baixe aqui).
O Projeto Visto 2 visa sedimentar essa troca de informações musicais e já abrir caminho para voos maiores. Entre os escalados estão nomes como Nevilton, Capitão Fausto e a lisboeta Ana Cláudia, que gravou uma bela versão de “João e o Pé de Feijão”, original de Cícero Rosa Lins.
Agora é a vez de você conhecer a segunda música do Projeto Visto 2. “Rosa”, uma parceria de Wado com Cícero presente no disco “Vazio Tropical” ganhou uma versão do músico português O Martim. O vídeo foi idealizado por Martim e pela atriz Mariana Silva e realizado por Filipe Casimiro. Assista abaixo.
A música portuguesa e o Scream & Yell
Da parceria com o jornalista lisboeta Pedro Salgado, que conta as novidades da nova música portuguesa para o Scream & Yell desde 2010, até a pesquisa desenvolvida em paralelo por Bruno Capelas, que passou seis meses em Portugal em 2013, a música portuguesa ganhou espaço definitivo no site.
Em entrevista ao Scream & Yell, o Martim contava sobre a influência da música brasileira em sua carreira. “Los Hermanos é a minha banda preferida. Adoro Amarante e o Camelo, aliás, estive com o Camelo há alguns dias, porque ele está gravando em Lisboa o disco novo do Wado, que conheci há pouco tempo e é brutal! (continue lendo)”.
Leia também:
– Bruno Capelas seleciona 15 Canções do Pop Português (aqui)
outubro 2, 2014 Encha o copo
Prata da Casa na Globonews
setembro 28, 2014 Encha o copo


