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Category — Cervejas

Algumas cervejas e uma playlist

A convite da Oca Cervejaria, dentro do projeto T/OCA, preparei uma playlist com sons para curtir bebendo uma boa cerveja no conforto do nosso isolamento. É uma baladinha tropical bem suave para a quarentena dentro de casa #bebaemcasa

O propósito da Oca Cervejaria é trabalhar a cultura brasileira na cerveja por meio de ingredientes, cores, arte, comunicação e diversidade. Do hype ao raiz. Ouça a playlist no Spotify: http://bit.ly/TocaMac

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No T/OCA de hoje: DJ Marcelo Costa!

Marcelo é editor do site de cultura pop Scream & Yell, um dos principais veículos independentes de cultura pop do país, no ar desde 2000.

“Passei por opções bem conhecidas à versões inusitadas e novidades quentinhas, um pouco de tudo desse mundo maravilhoso que a gente vive, que passa por um momento complicado, mas não podemos nos esquecer de toda essa beleza”, conta.

Entre todo o conhecimento de música, explora também bastante conteúdo sobre cerveja. (Tá em casa, Marcelo!) Dá uma olhada na carreira dele: passou pelas redações do jornal Noticias Populares, e dos portais Zip.Net, UOL, Terra e iG, além de já ter colaborado com as revistas Billboard Brasil, Rolling Stone e GQ Brasil e com a MTv Brasil, da qual foi colunista. Foi curador do projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia, do projeto Natura Musical, do Oi Pocket Show Rock in Rio, do The Art of Heineken e integra a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria Música Popular desde 2012. É Beer Sommelier formado pelo Senac / Doemes Academy (2013), DJ eventual e um apaixonado por playlists.

Para ouvir a playlist é fácil! Acesse o link, clique na playlist T/OCA por Marcelo Costa. Lembre de abrir uma OCA pra experiência ficar completa!
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maio 2, 2021   No Comments

Lagunitas aposta na cena indie em SP

Aberto ao público paulistano desde o dia 13 de novembro, o Lagunitas Pop Up TapRoom, bar temporário da mítica cervejaria californiana, tem promovido um incrível painel de shows de artistas independentes nacionais todos gratuitos, honrando um dos pilares da marca, a música (a saber, os outros são cachorros, marijuana e, claro, cerveja). Como contou Laura Muckenhoupt, Senior Music Marketing Manager da Lagunitas, em entrevista ao Scream & Yell, “música sempre fez parte do DNA da Lagunitas. Nosso fundador, Tony Magee, é músico e sempre falou sobre as semelhanças entre fazer cerveja e fazer música”.

O espaço do Lagunitas Pop Up TapRoom é amplo, comporta até 250 pessoas e transporta a identidade da marca de cerveja californiana para a capital paulista com uma área externa repleta de grafites, tendas, mesas e cadeiras. Com toda estrutura do palco na parte interna, o espaço também conta com um bar central, onde os taps (torneiras de cervejas) estarão expostos e oferecerão os melhores estilos Lagunitas na forma como todos desejam: saborosas e muito geladas!

Em novembro, o palco do Lagunitas Pop Up TapRoom recebeu de Holger, Merda, BRVNKS e Garotas Suecas a Giovani Cidreira e Pin Ups, entre outros, com discotecagens de nomes como Lucio Ribeiro, Laja Records, Adam Stokinger, DJ Guarizo e DJ Bezzi, sempre com entrada gratuita, reforçando o ideal da marca em apoiar a música. A casa segue aberta de quarta a domingo até 22 de dezembro, quando o bar temporário fará a festa de encerramento (com show de E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante + DJ Set Marcelo Costa / Scream & Yell), e fechará as portas. Confira o que vem por ai:

Domingo 01/12: Red Fox

Quarta-feira, 04/12: Jack Fahner
Quinta-feira, 05/12: Rodrigo Haddad
Sexta-feira, 06/12: Ema Stoned + Guilherme Silva
Sábado, 07/12: Bruno Bruni + DJ Glaucia
Domingo, 08/12: Santa Jam

Quarta-feira, 11/12: Hillbilly
Quinta-feira, 12/12: The Baggios
Sexta-feira, 13/12: ÀIYÉ + DJ Dago
Sábado, 14/12: The Raulis + DJ Deborah Babilônia
Domingo, 15/12: Big Chic

Quarta-feira, 18/12: Metá Metá + DJs Isabela Yu e Helô Cleave
Quinta-feira, 19/12: Raça + DJ Claudia Assef
Sexta-feira, 20/12: Sugar Kane
Sábado, 21/12: Glue Trip + Pelegrino DJset
Domingo, 22/12: E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante + DJ Set Scream & Yell Marcelo Costa

Lagunitas Pop Up TapRoom
De 13/11 à 22/12 – de quarta à domingo;

End: Rua Fernão Dias, 624/640
Em frente ao Largo da Batata

Qua e Qui – das 18h às 23h. Shows às 20h
Sex – das 16h às 00h. Shows às 21h
Sáb – das 12h às 00h. Shows às 21h
Domingos – das 12h às 21h. Shows às 19h

novembro 30, 2019   1 Comment

Liefmans Goudenban e Burt Bacharah

Da Bélgica, a elegante Liefmans Goudenband versão 2018, uma Flanders Oud Bruin fermentada em cubas abertas e maturada até 12 meses antes de ser blendada com uma cerveja jovem e continuar refermentando na garrafa. Muita sugestão de fruta (figo, uva passa, damasco), leve caramelo, madeira sutil, discreto avinagrado e 8% de álcool domados. A cervejaria recomenda a guarda por até 10 anos. Uma delícia!

Pruma cerveja elegante, um artista elegante: o box triplo “The Look of Love – The Burt Bacharah Collection” foi lançado em 1998 é uma das maiores reuniões de pepitas de ouro pop por metro quadrado que se tem notícia. De “I Say A Little Prayer” (Dionne Warwick), “This Guy’s Love With You” (Herb Alpert) e “Raindrops Keep Fallin’ On My Head” (B. J. Thomas) a “The Look of Love” (Dusty Springfield), “Close To You” (Carpenters) a “God Give Me Strength” (do próprio com Elvis Costello) são 75 canções para cantar,.dançar e assoviar. Essencial!

setembro 18, 2019   No Comments

Brasil com S 4 e Biquini Cavadão

Mais uma da linha Brasil com S da Cervejaria Colorado, essa é a Summer Ale com Goiaba exibindo um conjunto bastante leve e refrescante, perfeito para esses dias acima dos 30 graus que estamos vivendo. A goiaba não rouba a cena (e olha que numa Summer Ale era difícil não roubar), mas colabora para um conjunto agradável.

Acho até que já comentei no blog que sofro um bullying danado por gostar de Biquíni Cavadão (e algumas outras bandas), mas esse box que reúne os quatro ótimos primeiros discos deste grupo carioca me conforta. Gosto de bastante coisa dos dois primeiros (“No Mundo da Lua”, ‘Inseguro da Vida”, “1/4”, “Tormenta”, “Inocências”, “Ida e Volta”), mas meu favorito é o terceiro, “Zé”, que traz “Teoria”, “Meu Reino”, “Direto Pro Inferno” e “Brincando com Fogo”, entre outras. São três discos que merecem atenção!

setembro 18, 2019   No Comments

Children of Nuggets e 4 Islands

A 4 Islands é uma cigana holandesa, de Roterdã, comandada por três brasileiros, que agora começam a investir no mercado brasileiro. Essa Briói é uma New England IPA produzida na fábrica da Dádiva, no interior de São Paulo, e ainda que não exiba o Juicy característico do estilo, surpreende positivamente.

Acompanhando, “Children of Nuggets: Original Artyfacts from the Second Psychedelic Era, 1976–1995”, que, como o nome avisa, é a continuação do primeiro box focando em nomes como The Cramps, Teenage Fanclub, Primal Scream, ScreamingTrees, The La’s , The Smithereens, The Church, The Posies e muito mais espalhados em quatro CDs e 100 faixas!

setembro 17, 2019   No Comments

Oedipus Mannenliefde e Nuggets

De Amsterdam, uma cervejaria que entrou no rol das favoritas aqui de casa recentemente: Oedipus Brewing, com rótulos bem hipsters e cervejas e excelentes. Essa Mannenliefde é uma Belgian Saison com pimenta Szechuan e capim limão num conjunto deliciosamente psicodélico e refrescante.

Já que a gente falou em psicodélico e a música new psicodélica vem tomando de assalto o mundo (Brasil incluso) nos últimos 10 anos, eis uma pedra seminal do estilo: “Nuggets: Original Artyfacts From The First Psychedelic Era 1965/1968″, compilação idealizada por Lenny Kaye (que futuramente seria o grande parceiro musical de Patti Smith e principal escudeiro de sua banda até os dias de hoje) e originalmente lançada em vinil duplo em 1972 com 27 canções de gente como The Seeds, The Mojo Men e, claro, The 13th Floor Elevators”.

Entre 1984 e 1989, a Rhino relançou a série expandindo-a para 15 CDs independentes um do outro e, claro, temáticos. Em 1998, optou se por essa configuração de box quádruplo da foto. No CD 1, as 27 faixas originais que Kaye selecionou em 1972. Nos 3 CDs seguintes mais 91 pérolas de The Sonics a Love, de The Beau Brummers a The Kingsmen. Há um segundo box que expande o olhar para a Inglaterra e o restante do mundo (incluindo Brasil com Mutantes). Essencial.

setembro 16, 2019   No Comments

Dádiva Point of View e Robert Johnson

Colab da cervejaria paulistana Dádiva com a dinamarquesa Amager, essa Point of View é uma incrível American Imperial Stout com… goiabada. Amor define.

No som, Robert Leroy Johnson, um dos músicos mais influentes do blues do Delta do Mississipi. Esse box “The Complete Recordings” (1990) reúne as 29 músicas que o homem gravou entre 1936 e 1937 (e 12 takes alternativos). Está tudo aqui. E é foda. Com toda certeza, Robert Johnson comia goiabada na encruzilhada.

setembro 16, 2019   No Comments

Wäls MadLab Jambu Treme e Terruá Pará

Na taça, Wäls MadLab Jambu Treme, uma Belgian Strong Golden Ale com Jambu, erva típica da região Norte e bastante utilizada na culinária do Pará como condimento amazônico. Ela foi lançada no clube da Wals em junho de 2018, e não impressionou tanto porque o Jambu não está tão marcante como nos pratos paraenses (quem comeu, sabe). Um amo de guarda fez o caramelo dos maltes subir a dosagem e o que tinha de Jambu, desaparecer. Ficou uma Belgian Strong okzinha, mas menos do que a junção prometia.

Essa harmonização era fácil, né. Premiado como projeto do ano da APCA em 2013 (com voto meu), o “Terruá Pará” é um show festival que buscava apresentar o amplo espectro da música paraense. Esse box é da terceira edição, em 2013, mas acompanhei o primeiro em 2006 (foi um dos primeiros dates que tive com a Lili: levei-a ao Auditório Ibirapuera para nos surpreendemos com Dona Onete, La Pupunã e Gaby Amarantos. Outro detalhe sentimental: o inesquecível Carlos Eduardo Miranda foi um dos produtores e incentivadores do Terruá Pará: “Velhinho, tu tem que ver isso em Belém”, ele me disse uma vez. E lá fui eu para o Portal da Amazônia me apaixonar pela música, pela cidade, pelas pessoas. Esse box é dos itens carinhosos da minha coleção e coloco vez em quando para matar saudade do Pará, de Belém e do Miranda.

setembro 16, 2019   No Comments

Great Divide chega ao Brasil

Quarta cervejaria que a importadora curitibana Suds Insanity traz ao Brasil (após a sueca Nils Oscar, a inglesa Thornbridge e a espanhola Edge Brewing), e primeira norte-americana de seu catálogo, a Great Divide Brewing foi fundada em 1994 em Denver, Colorado, e de lá para cá conquistou prêmios, apareceu em listas de melhores cervejarias do mundo e colocou alguns de seus rótulos na lista dos mais desejados pelos bebedores, alguns deles chegando finalmente ao Brasil agora.

“Começamos a conversar com a Great Divide em 2015”, contou Adriano Wozniaki. “Eles tinham muito receio em importar para o Brasil, pois as cervejas da Great Divide tem uma validade de quatro meses – apenas a Yeti tem uma validade mais longa – para manter o frescor”, explica Adriano. “No ano passado eles passaram a enlatar, e isso aumentou fez com que a validade passasse a seis meses”, completa Ricardo Magno Quadros, outro sócio da Suds. “Com isso vimos a possibilidade de concretizar a parceria”, diz Adriano.

Para adiantar o processo de fiscalização e inspeção dos técnicos do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que analisam todos os produtos importados que chegam ao país, a Suds Insanity importou em janeiro apenas uma caixa de cada um dos rótulos, o que acelerou a liberação deste container, que chegou na primeira quinzena de maio – apenas a Yeti Imperial Stout Chocolate Cherry, lançada em fevereiro nos EUA, precisou fazer todo o percurso e ainda aguarda liberação do MAPA (que pode sair a qualquer momento).

Com isso, sete rótulos estão disponíveis para o consumidor no momento: Samurai Rice Ale, que se encaixa na categoria das Speciality Grain, devido a adição de arroz. São 5.5% de álcool, bastante frescor e muita presença herbal no paladar. Leve e refrescante. A lata, em São Paulo, está chegando por R$ 32! A Colette é uma Farmhouse Ale produzida com quatro leveduras mais trigo, malte e arroz. O aroma é sensacional, bem belga, e o perfil é menos arisco do que as Saisons belgas, destacando o equilíbrio de doçura, acidez e refrescancia. Lata a R$ 33. Taça de 400 ml no EAP a R$ 30.

A Denver Pale Ale é uma APA que está chegando fresquissima, com cítrico sobressaindo de maneira leve. Está… crocante! A lata dela está chegando em SP a R$ 35 e o pint de 400 ml está por R$ 30 no EAP. Uma das favoritas da mesa, a Great Divide Claymore é uma Scotch Ale de 7.7% que combina caramelo e sensação nítida de café derivado do malte torrado (café gelado, não grão de café verde, como costuma aparecer nas receitas) com álcool. Uma cerveja incrível! A lata está chegando ao preço de R$ 35 e a taça de 300 ml no EAP tá R$ 22. Mergulha.

Agora as duas IPAs do lote, notáveis filhas da revolução cervejeira norte-americana, potentes, amargas e alcoólicas. A Great Divide Titan IPA é uma West Coast IPA tradicional, lúpulo e malte na cara, intimando o bebedor. Uma deliciosa porrada de lúpulo (R$ 35 a lata, R$ 32 o pint de 400 ml no EAP) que abre caminho para a próxima, a Hercules Double IPA. Quando estive em Nova York em 2013, trouxe uma dela na mala. É uma Double IPA da velha escola made in USA, amarga e alcoólica (10%!) ao extremo. Como dizia o site da Great Divide, é uma cerveja indicada “para quem não tem coração fraco”. R$ 54 a lata, R$ 36 o pint de 400 ml.

Fechando o passeio com as lendárias Yeti, que chegam apenas em garrafas de 650 ml. Grande ícone da Great Divide, a Yeti é uma American Imperial Stout lendária. É uma RIS de 9.5%, 75 IBUs e corpo beeem macio, leve no que é possível uma RIS ser – me impressionou. E tudo aquilo que o estilo propõe: notas que remetem a café bem presentes (com um ponto adstringente na garganta), chocolate amargo, presença extra de lupulagem e rubor nas faces! Uou! Uou! A garrafa está chegando a R$ 104 e a taça de 300 ml no EAP tá saindo por R$ 32.

Prestas a ser liberada para os pontos de venda, a Great Divide Yeti Chocolate Cherry é sublime. Os itens adicionados, o cacau e a cereja, amaciam a adstringência da torra da versão normal tornando essa cerveja impecável e absolutamente perfeita. Novidade até nos EUA, a Yeti Chocolate Cherry está chegando ao Brasil em garrafas de 650 ml (R$ 122 em média em São Paulo) e também em chopp – o preço na capital paulista da taça de 300 ml deverá estar em torno dos R$ 35.

Confira abaixo as datas de lançamentos da Great Divide em todo o Brasil:
24/05 – EAP (São Paulo)
25/05 – Beer4U (São Paulo)
25/05 – Loja do Cervejeiro (Cascavel)
28/05 – Let’s Beer (São Paulo)
01/06 – Empório Confrades (Goiânia)
02/06 – Uber Ale (Curitiba)
06/06 – Albanos (Belo Horizonte)
06/06 – Mestre Cervejeiro (Foz do Iguaçu)
06/06 – Yeasteria (Rio de Janeiro)
06/06 – Bier Vila (Blumenau)
08/06 – Mercado da Cerveja (Curitiba)
08/06 – Mestre Cervejeiro (Balneário Camboriú)
13/06 – Mestre Cervejeiro (Shopping Vila Velha)
14/06 – Mestre Cervejeiro (Vila Velha)
18/06 – Beer Market (Jundiaí)
19/06 – Beer House (Itajaí)
21/06 – Mestre Cervejeiro (São Luís)
28/06 – Yellow Dog (Curitiba)

maio 25, 2019   No Comments

Startup Brewing apresenta a UX Brew

 

Promovendo-se como a primeira startup cervejeira do país, que funciona não somente como fábrica, mas também como provedora de tecnologia e aceleradora para marcas cervejeiras ciganas, a Startup Brewing lançou sua segunda marca de cervejas: após o sucesso da linha Unicorn (que conta com quatro rótulos, Premium Lager, Witbier, IPA e American Pale Ale, todos em latas de 473 ml custando menos de R$ 20), a Startup Brewing lança a série UX, com cervejas mais experimentais, complexas e inovadoras.

“Decidimos começar a fazer cerveja em 2016”, contou André Franken, um dos dois sócios principais que vivenciam o dia a dia da cervejaria – “Ele foca mais a produção da fábrica e eu nas receitas”, completou André Kunrath, o mestre cervejeiro da casa. “Em 2017 decidimos fazer algumas receitas ciganas na Süd Brau, em Bento Gonçalves, para experimentar o mercado, e dado ao sucesso dessa produção resolvemos construir uma fábrica – que foi inaugurada em junho de 2018”, continuou Franklen.

A fábrica inclui áreas para produção, envase e armazenagem e tem capacidade de produção para 120 mil litros / mês – atualmente produz 66 mil litros / mês. “É uma fábrica feita para crescer”, observou André Franken, que explicou a diferença entre as duas linhas de cervejas da Startup: “A Unicorn é uma linha mais democrática, com uma proposta de drinkability e custo benefício. Já a UX Brew é uma linha mais Premium, de cervejas mais elaboradas, que pensam na experiência do usuário”.

Para apresentar os três primeiros rótulos da marca UX, os sócios da Startup Brewing reuniram a imprensa no Empório Alto de Pinheiros, revelando planos futuros da empresa, que inclui a utilização de uma cave subterrânea climatizada construída com capacidade para até 120 barricas de 220 litros cada (25 mil livros!) na fábrica da marca, em Itupeva, interior de São Paulo. A linha UX será uma das marcas que mais utilizará essa cave, revelaram os sócios.

Primeira da UX Brew a ser apresentada, a 17 The Brightest Star é uma Saison com lúpulos Sorachi, Nelson Sauvin e Hallertau Blanc (mais dry hopping do segundo). Tem adição de suco de maçã numa tentativa de aproximar com vinho branco. São 8.5% de álcool e 20 IBUs. E a maçã não amacia o conjunto, como eu esperava, mas sim ressalta uma leve rusticidade do estilo, que combina perfeitamente com o dry hopping de Hallertau Blanc. Está deliciosa (e uma parte do lote segue envelhecendo na cave) e o preço está ótimo: R$ 27 a lata de 473 ml.

“Fizemos essa receita inicialmente numa panelinha de 10 litros no fogão de um apartamento”, relembra André Kunrath. “E ali ela já tinha ficado legal. Só fomos incrementando, corrigindo”. A 17 The Brightest Star não é centrifugada nem filtrada, seguindo a regra tradicional do estilo. “E está bem enquadrada no estilo Saison, mas entrega um pouco mais”, acredita Kunrath, “devido a adição do suco de maçã e do dry hopping. Tentamos trazer as notas de um vinho branco delicado”, revela.

A próxima é UX Brew Sparks, uma Brut IPA com suco de abacaxi, colab com o pessoal da Lamplighter Brew, de Cambridge, MA, nos EUA. “Tentamos colocar o abacaxi para dar uma polida nela e trazer aroma, mas ela continua delicada”, dizem os cervejeiros. São 8.5% de álcool, bem macios. Ela é bem seca (como manda o estilo), com um aroma incrível de abacaxi, que marca o paladar. O lúpulo estrela aqui é o Azzaca e o preço em média da garrafa de 750 ml é R$ 67. Em chopp, no EAP, está R$ 23 o copo de 400 ml.

“A Sparks é a nossa tentativa de fazer um espumante de cerveja”, comentou Kunrath. “Há adição de suco de abacaxi nela e a ideia é fazer uma linha com sucos diferentes”, explicou. Em fevereiro deste ano, eles fizeram uma versão da Sparks com pêssego com o pessoal da Lamplighter Brew, nos EUA. “Mas foi outra receita, porque eles acham a nossa muito ‘pegada’ devido ao álcool, e preferiram fazer uma mais leve. O pêssego dá uma explosão forte no aroma e no sabor, e pretendemos fazer aqui também”.

A UX Brew Words of Denderah é uma Double New England IPA colab da Startup Brewing com a Cervejaria Dogma. Na receita, um blend de lúpulos Citra, Victoria Secret e Simcoe. São 9% de álcool e, em média, 50 IBUs. O aroma está incrível, o paladar, bastante saboroso e o amargor, como uma boa NE, na medida, sem exageros. O nome é inspirado num templo egípcio sagrado com mais de 13 mil anos – o Denderah, onde foram encontrados hieróglifos de aviões, helicópteros e lâmpadas elétricas. O preço da lata de 473 ml, em média, sairá por R$ 40.

“Ela é uma Double NEIPA porque tem mais álcool e é mais encorpada do que uma NEIPA normal”, observou Kunrath. “Tentamos atingir uma turbidez e um aroma bem cítricos. O Simcoe traz um pouquinho de resinoso, mas ele tem muito aroma. Já o Citra potencializa as frutas que os outros lúpulos têm. Fizemos duplo dry-hopping. Queríamos uma cerveja tropical, equilibrada, com um pouco mais de amargor, um pouco mais de corpo, mas com um drinkability legal”, finalizou o cervejeiro.

maio 19, 2019   No Comments