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Category — Música

O assunto é… Alice Cooper

Bem, não sou um especialista em Alice Cooper. Tenho o “School’s Out” (1972) em CD e o “Muscle of Love” (1973) em vinil, mas a editora do site da Red Bull, a Luana Dornelas, me mandou umas perguntas para comentar a efeméride dos 45 anos do show que Alice Cooper fez nesta terra arrasada chamada Brasil em 1974. O resultado ficou bem bacana (confira aqui) e eu ainda pude colocar umas listinha top 10 de shows gringos em território brazuca. Abaixo as perguntas dela e as minhas respostas:

– Primeiro, me conta um pouco sobre você! Quando começou a se envolver com a música e a criar conteúdos no Scream & Yell?
O Scream & Yell nasce como fanzine em papel em dezembro de 1996. Foram seis edições impressas, mais alguns informativos rápidos. A versão Web nasce em novembro de 2000 e seguimos em frente, resistindo, desde então. São 19 anos de cultura pop.

– Há anos você trabalha cobrindo a cena de música no Brasil. Qual foi o maior show gringo de rock que você assistiu aqui por aqui? Por que este show te marcou? Conta mais sobre a experiência.
Sinceramente, não consigo elencar um show só! (risos). É muito show! Dai eu fiz uma listinha com 10 dos anos 2000! Daria pra fazer uma outra só com shows do século passado, mas tem tanta coisa boa que já passou por aqui neste século, e a gente não lembra. Dai esses 10, por ordem alfabética, são alguns dos meus favoritos. E todos eles foram shows absolutos, impecáveis! Todos me emocionaram seja pelas canções, seja pelo clima, pois costumo dizer que um show aqui é muito melhor do que assistir ao mesmo show na gringa porque aqui você está acompanhado de seus amigos, tem um sentimento diferente.

Brian Wilson no Tim Festival, São Paulo, 2004
Bruce Springsteen no Espaço das Américas, São Paulo, 2013
Elvis Costello no Tom Brasil, São Paulo, 2005
Neil Young & Crazy Horse, Rock in Rio, 2001
Pearl Jam no Pacaembu, São Paulo, 2005
R.E.M. no Rock in Rio, 2001
Radiohead em São Paulo, 2009
Sonic Youth no Free Jazz, São Paulo, 2000
Weezer no Curitiba Rock Festival, 2005
Wilco no Auditório Ibirapuera, 2016

– O show do Alice Cooper no Brasil, que aconteceu em 1974, foi um marco histórico na história do rock do Brasil. Acha que ele foi um divisor de águas e abriu caminho para os megashows que vieram nos anos seguinte?
Não acho que foi um divisor porque o mercado não se abriu como esperava – isso só foi acontecer com o Rock in Rio, em 1985. Mas é um show absolutamente histórico exatamente por isso: hoje é fácil, mas tinha que ter muito culhão para vir tocar no Brasil nos anos 70, investir no país.

– Você conhece alguém que esteve presente neste show?
Algum amigo já comentou comigo desse show, mas não lembro quem!

– Décadas atrás, as pessoas precisavam esperar anos para poder conferir um show de um artista gringo. Hoje em dia, isso se tornou algo comum, com shows acontecendo com bastante frequência, mas atraindo um público menor. Pra você, qual é a maior mudança entre aquela época e os dias atuais?
O mercado brasileiro de shows evoluiu, e isso foi uma conquista pós Rock in Rio 1, de 1985, que mostrou para o show business internacional que era possível investir no Brasil. De lá para cá, essa confiança só foi aumentando ao mesmo tempo que diversos produtores e artistas descobriram que o Brasil é um país importante na estratégia de marketing da música, é um mercado enorme com muito potencial. E isso possibilitou a abertura de casas pequenas com boa estrutura. Se antes só vinha artista para tocar em estádio, agora vários lugares menores recebem grandes artistas. Ou seja, agora há espaço para artistas de diversos tamanhos, o que se adequa a todo tipo de produtor e público. Quanto ao público menor, creio também que há o peso do preço do ticket, pois pagamos alguns dos ingressos mais caros do mundo para ver show, e nem todo mundo tem dinheiro para ver mais de um show. Se o ingresso fosse mais barato, muito mais gente veria show.

Veja outras entrevistas aqui

maio 3, 2019   No Comments

Curso: Como divulgar sua música

A imprensa cultural tradicional mal dá conta de cobrir lançamentos, relançamento e notícias, de fato, relevantes da música. Uma das saídas é o investimento em marketing digital. Um músico com uma boa rede, bem gerenciada, que conte suas novidades e apresente seu trabalho de forma direta, se torna o seu principal veículo. Neste curso, organizado pelo jornalista Marcos Lauro, que atua na área de comunicação desde 2001, e que conta com a participação de Titita Dornelas, responsável pela News Assessoria & Comunicação, que tem no seu portfólio clientes como Chico César, Bixiga 70, The Baggios, Festival Sons da Rua, Sampa Jazz Fest, Nômade Festival, Arena carnaval SP, Xuxa Levy e Lucas Santtana, e Marcelo Costa, curador, jornalista e editor do Scream & Yell, serão discutidos problemas e algumas soluções na hora de divulgar sua música tanto na mídia tradicional quanto no online. Inscrições aqui.

Aula 1 – Mídia tradicional/offline; como lidar? (09/05)

Vamos conversar com Patricia Dornelas, profissional de assessoria de imprensa com vasta experiência na mídia tradicional, para entender como está o momento atual. Os avanços, gargalos, problemas e soluções, qual a melhor forma para apresentar o seu trabalho para profissionais que ainda trabalham em redações etc

Aula 2 – As possibilidades (quase infinitas) da mídia online (16/05)

Vamos conversar com Marcelo Costa, profissional que mantém o site Scream & Yell desde 2000 e tem vasta experiência na mídia digital/online, para entender como está o momento atual. Quais são as possibilidades, como driblar algoritmos e alcançar o seu público, o trabalho com públicos de nicho, se páginas e influencers podem cobrar para divulgar o seu trabalho etc.

Aula 3 – Estudos de cases de marketing digital na divulgação musical (23/05)

Vamos focar nas possibilidades que o ambiente digital oferece com o próprio artista sendo um personagem e um contador da sua própria história. Para isso, vamos estudar cases da Orfeu Digital, agência de conteúdo do responsável por esse curso, Marcos Lauro, e ver as possibilidades e a liberdade que as redes sociais oferecem para divulgar o seu trabalho, seja de forma orgânica ou impulsionada.

Aula 4 – Mão na massa! Vamos pensar juntos em soluções na hora de fazer sua divulgação (30/05)

Para encerrar, vamos à prática. Artistas, jornalistas e interessados que fizeram o curso vão botar a mão na massa e, em exercícios na sala, vão bolar estratégias de comunicação para o seu negócio (seja sua música, sua página no Facebook, seu perfil no Instagram etc). Vamos propor exercícios que facilmente poderão ser feitos na “vida real”, ou seja, o aluno vai sair do curso com ideias e material para publicação.

.:: Sobre os docentes:
Marcos Lauro
Jornalista, atua na área de comunicação desde 2001. Já passou por redações como Viagem & Turismo, VIP e Rádio Eldorado. Atuou como editor da Billboard Brasil, colaborador da revista Rolling Stone Brasil e fundador/estrategista da Orfeu Digital, agência de marketing digital com foco em música.

Convidados:

_ Primeira noite
Patrícia Dornelas
Titita, nasceu em 1º de dezembro de 1970, em Recife, PE. Graduada em Engenharia pela UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco), pós graduada em Ciências da Engenharia Ambiental (USP). Abandonou a engenharia para fazer Relações Públicas. Formada pela Universidade Cásper Libero (SP), sua carreira como assessora de imprensa começou em julho de 2007. Responsável pela News Assessoria & Comunicação, que tem no seu portfólio clientes como Chico César, Bixiga 70, The Baggios, Festival Sons da Rua, Sampa Jazz Fest, Nômade Festival, Arena carnaval SP, Xuxa Levy e Lucas Santtana. Com foco na comunicação de atividades nas áreas de cultura e entretenimento, Patrícia assume de modo integrado toda a gestão de comunicação, englobando as diversas etapas desse processo: plano estratégico, coordenação de atividades, construção de conteúdos e assessoria de imprensa.

_ Segunda noite
Marcelo Costa
Editor do site de cultura pop Scream & Yell, um dos principais veículos independentes de cultura pop do país, no ar desde 2000. Já passou pelas redações do jornal Noticias Populares, e dos portais Zip.Net, UOL, Terra e iG, além de já ter colaborado com as revistas Billboard Brasil, Rolling Stone e GQ Brasil, e com a MTv Brasil, da qual foi colunista. Foi curador do projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia, do projeto Natura Musical, do Oi Pocket Show Rock in Rio, do The Art of Heineken e integra a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria Música Popular desde 2012.

.:: Data: 09 a 30/05 – quintas-feiras, das 19h às 22h

.:: Investimento
Curso Completo:
R$ 300 _ até 20/04
R$ 340 _ após 20/04

Aula Avulsa:
R$ 90

.:: Inscrições: https://bit.ly/2WGsErI
.:: Faça sua inscrição pessoalmente sem taxas de conveniência: Rua Treze de Maio, 733 – Bela Vista – São Paulo – SP, das 14h às 22h >> aceitamos apenas débito e crédito à vista

> Pela Eventbrite é possível parcelar em até 24x (parcelas mínimas de R$5,00)


Lab Mundo Pensante
Rua Treze de Maio, 733 – Bela Vista – São Paulo – SP
Tel:. 5082-2657

abril 15, 2019   No Comments

Meu 2018 musical segundo a LastFM

O balanço completo pode ser visto em detalhes aqui e aqui rola comparar como foi o meu 2016 e os 25 discos que mais ouvi nos últimos três anos (ano a ano).

janeiro 5, 2019   No Comments

As favoritas de 2018 do Obama

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, publicou em sua conta no Instagram uma lista com as suas canções favoritas de 2018. Na compilação, boas surpresas como Courtney Barnett e Kurt Vile. O post ainda inclui seus filmes e livros favoritos. Confere lá. O jornal The Independent preparou uma playlist no Spotify com todas as canções. Escuta aqui.

janeiro 4, 2019   No Comments

Os favoritos de 2018 do Wilco

E, de quebra, eles fizeram uma playlist no Spotify!!!
Ouve lá: http://bit.ly/WilcoRec2018

janeiro 3, 2019   No Comments

Os 25 discos que mais ouvi em 2018!

Segundo a minha LastFM em contagem da Tap Music:

2018

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2017

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2016

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janeiro 2, 2019   No Comments

Os Melhores de 2018 do Estadão

Pelo quinto ano consecutivo (valeu pela confiança, Renato), participo da enquete promovida pelo Divirta-se, do O Estado de São Paulo, elencando os três melhores shows internacionais que vi no ano. A chegada antecipada do Martín me fez perder fortes concorrentes (e ganhar muito amor dentro de casa) como Mercury Rev, Morrissey, L7, At The Drive-In e Lorde, mas fiquei muito feliz com meu trio final. Me representa. Lá no Divirta-se você confere os vencedores em todas as categorias.

Leia também:
– Os Melhores de 2017 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2016 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2016 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2015 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2015 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2014 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2013 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2012 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2011 do Guia da Folha (aqui)

dezembro 22, 2018   No Comments

Ouvindo: My Teenage Stride

Umas semanas atrás, na companhia do amigo Rafael Cortes, parceiro dedicado na função da garimpagem de grandes discos em promoção, passamos uma tarde animada na Sensorial Discos, em seu novo endereço, na Rua Augusta, 1371, loja 114 – ou seja, na Galeria Ouro Velho, aqui do ladinho de casa. O Lucio, capo da loja, tem um acervo fenomenal do qual, sempre, fisgo alguma coisa bacana. Nesse dia sai com um Pernice Brothers que eu sempre quis ter (“Live a Little”, de 2006), com um Pastels que eu achava que eu tinha (a trilha “The Last Great Wilderness”, de 2003, que o Martín passou parte do dia ouvindo no meu colo – e aparentemente curtiu), com um EP do Maybellines, banda do Colorado que eu não conhecia, mas que curti bastante (vá atrás de “A La Carte”, de 2005 – tem no Bandcamp), e com “Underneath The Marquee” (2000), do quarteto de indie dream pop de São Francisco, Poundsign, indicação do Lúcio – que nunca ouvi, mas é o próximo a ver a luz do laser.

Além desses peguei esse disco da foto. Na hora que escolhi achei que estava pegando um álbum da Major Major, banda indie de Liverpool que sei lá como dei play nas músicas na segunda metade da década passada – e curti, e que já acabou. Porém, para minha feliz surpresa, “Major Major” (2004) é o nome do segundo disco da banda do Brooklyn nova-iorquino My Teenage Stride, que faz um som que é algo como Smiths meets Pavement meets Preston School of Industry com um toquezinho caipira (ao menos nesse disco). A surpresa aumenta quando se descobre que se trata de uma one-man-band! Isso mesmo, Jedediah Smith compõe e toca tudo, e chama os amigos quando pretende tocar as canções ao vivo. Numa pesquisa rápida descobre -se que ele já lançou uns seis ou sete discos (incluindo uma coletânea de raridades em 2018) e disponibilizou um punhado de singles no Bandcamp, que já soam uma boa introdução a sua obra, já que “Major Major”, o álbum, segue inédito em digital – e tocando direto em casa. Vale o garimpo.

dezembro 11, 2018   No Comments

Ouvindo… Unplugged MTv

Já contei algumas vezes: simplesmente amo sessões de rádios, programas de TV, versões demo, raridades e coisas desse tipo. Não a toa, os três álbuns que mais ouvi no último mês (segundo minha LastFM) são as versões completas de “More Blood, More Tracks”, de Bob Dylan, “R.E.M. at The BBC” e “The White Album [50th Anniversary Super Deluxe Edition]” (sobre este último estava contando a um amigo do momento maravilhoso que é viver com um bebê de poucos dias em casa ao mesmo tempo que um disco “novo” dos Beatles também nasce, que sensação boa!). E, outro parêntese, nunca entendi como a indústria nacional nunca investiu nisso das sessões de rádio, tipo, o acervo do “Estúdio Transamérica” tinha tudo para render discos fodas e ser um “John Peel” tupiniquim. Paciência. Bem, no meio da madrugada, enquanto editava no Scream & Yell a entrevista que o Leonardo Vinhas fez com o Dave Pirner, do Soul Asylum, me lembrei da versão maravilhosa de “Somebody To Shove” em arranjo de cordas num Acústico MTv, 1993. Nunca cheguei a assistir o “Acústico MTv” do Soul Asylum na integra, mas essa versão de “Somebody To Shove”, presente na coletânea “The Unplugged Collection – Volume One”, é um dos grandes momentos musicais dos anos 90. Sério. Assista abaixo e cuidado para não viciar. O fato é que essa série de coletâneas “Acústico MTv” rendeu quatro álbuns com muita coisa boa que não chegou a ganhar lançamento solo, tipo Chris Isaak, R.E.M., Tori Amos, Elton John, k.d. Lang, Oasis, Elvis Costello e The Cure, além de momentos sublimes de Neil Young (“Like a Hurricane”), Stevie Ray Vaughan (“Pride and Joy”), Eric Clapton (“Layla”), Bob Dylan (“Like a Rolling Stone”) e Jimmy Page & Robert Plant (“Battle of Evermore”). Dentre as 67 versões presentes nestes quatro CDs (ainda há Alanis, Lenny Kravitz, Rod Stewart num dos melhores Unpluggeds, Annie Lennox, Sting, Kiss, Alice in Chains e Bjork, entre tantos), a do Soul Asylum é minha favorita. Então play.

dezembro 1, 2018   No Comments

Ouvindo… Lloyd Cole


Primeiro foram os Beatles. Depois, rock nacional. Na sequencia, separado por um milésimo de microssegundos, surgiram o punk rock, a pós punk e a new wave na minha vida. Num mesmo dia era possível ouvir “The Top”, “Speaking in Tongues”, “Unknown Pleasures”, “Wild Planet” e “Combat Rock” (as discografias chegavam todas foram de ordem por aqui nos anos 80). Nesse movimento inebriante de se apaixonar por bandas, discos e músicas, alguns discos foram se tornando definitivos, e a pós punk passou a ser o som que rolava no meu quarto toda hora, todo dia (até “Psychocandy”, “Candy Apple Grey” e “Surfer Rosa” se infiltrarem e ampliarem os limites daquele pequeno espaço). Nessa época da pós punk, Echo and The Bunnymen se tornou a banda favorita da minha vida, ocupando um lugar que era do Joy Division – ser adolescente numa cidade do interior ouvindo apenas “She’s Lost Control”, “Disorder”, “Atmosphere” e “Decades” poderia dificultar um pouco mais as coisas do que elas pareciam ser, e o Echo acrescentou certo cinismo poético à mistura, claro, junto aos Smiths. Dai que lendo um artigo sobre os New Romantics em alguma revista, citavam Echo, o que, por conseguinte, me fez me interessar por algumas das outras bandas. Não lembro muito das outras, mas uma que ficou (e que nem era tão new romantic… como, aliás, o Echo) foi Llyod Cole and The Commotions. Não me lembro ao certo como “Rattlesnakes” caiu em minhas mãos, mas decididamente iluminou a clareira daquela floresta escura que eram os meus dias de então. Foram a minha banda favorita de todos os tempos por, sei lá, umas duas semanas, e permaneceram sendo uma banda querida. Quando estes discos “Live at BBC” saíram em, 2008, me emocionei e escrevi sobre no Scream & Yell. Do mesmo jeito que me emocionei no fim de semana, quando em meio a um dia nublado, ainda insone e abobadamente feliz pelas funções paternas da madrugada (e levemente melancólico pelo cansaço), começou a tocar inesperadamente “Perfect Skin” na playlist da pizzaria em que eu almoçava. Uma surpresa tão boa. Abri o sorriso, balbuciei algumas estrofes e retirei esses três discos da estante quando cheguei a casa. E cá estão eles, tocando sem parar, os melhores discos de todos os tempos dos últimos dias. #NowPlaying

novembro 28, 2018   No Comments