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Posts from — fevereiro 2018

News: Breeders, Parquet Courts, Vaccines

O novo disco do Vaccines chega ao mercado só no dia 30 de março, mas eles já liberaram a versão de estúdio do single “Nightclub” nas plataformas de streaming e agora mostram a canção ao vivo no vídeo abaixo.

“Wide Awake!”, o novo disco do Parquet Courts, já tem data de lançamento oficial: 18 de maio via Rough Trade Records. Quem assina a produção é Danger Moouse! Ouça abaixo “Almost Had to Start a Fight/In and Out of Patience”, o primeiro single!

De Aix-en-Provence, na França, o quarteto de pós-hardcore Dawn of 7th Sky surge com o vídeo de “Cut You Out”, do compacto que lançaram no final de 2016. De lá pra cá eles já lançaram mais coisas. Ouça no Bandcamp dos franceses.

“Lost My Phone” é o segundo single do álbum “Fake Leather”, que o The Crispies lança em março. Eles são de Viena, na Áustria, e o disco sairá pelo selo Seayour Records.

“Nervous Mary” é a segundaa faixa inédita do primeiro álbum do Breeders em 10 anos. “All Nerve”, o tal disco, conta com Kim e Kelley Deal, Josephine Wiggs e Jim Macpherson – a formação que gravou o clássico “Last Splash” em 1993 – e tem data de lançamento oficial para 02 de março. Ouça as duas novas!

fevereiro 23, 2018   No Comments

Dylan com Café, dia 4: Another Side

Junto ao sucesso e ao pedestal em que foi colocado como símbolo de toda uma geração vieram as cobranças e as cópias, e já na sessão de gravação de “Another Side of Bob Dylan” (um título óbvio que adianta que um novo Bob Dylan está surgindo), numa única noite de junho de 1964, o homem conta aos amigos que o acompanharam ao estúdio da Columbia: “Vamos fazer uma boa sessão essa noite! Não há canções acusatórias. Há muita gente fazendo canções acusatórias agora. Não quero escrever para as pessoas. Não quero mais ser um porta-voz”.

Bob Dylan tenta se afastar das convicções que marcaram seus dois álbuns anteriores (e o catapultaram a fama) e o resultado é um disco poético, mas bem humorado, que valoriza canções que se tornaram grandes sucessos como “My Back Pages” (regravada por The Byrds, Ramones, Jackson Browne e Joan Osborne, entre muitos outros), “It Ain’t Me Babe” (que ganhou registros de Johnny Cash, Nancy Sinatra, Joan Baez, Brian Ferry e Kesha), “Chimes of Freedom” (entre tantos, Bruce Springsteen gravou uma versão dessa canção) e “To Ramona”, que Lucinda Williams considera a “canção de amor definitiva”.

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 23, 2018   No Comments

Dylan com Café, dia 3: Are A-Changin’

Bob Dylan no café, dia 3: “The Freewheelin’ Bob Dylan” saiu no final de 1963 e transformou Bob Dylan em um ícone. Em agosto ele voltou aos estúdios da Columbia, novamente escudado por Tom Wilson, e gravou cinco canções que viriam a estar neste terceiro álbum – as demais saíram de sessões em outubro (e “Restless Farewell” em novembro). Lançado em janeiro de 1964,“The Times They Are A-Changin” mantém o mesmo tom do disco anterior. Bob entrou para gravar dizendo que “precisava de canções acusatórias” e a capa, muito mais séria que as dos dois discos anteriores, dá o tom. Bob também diz que “The Times They Are A-Changin” foi bastante influenciado pelas apresentações que assistiu em cafés em Nova York. Refletindo sobre o conteúdo das letras, Dylan contou: “Não penso quando escrevo. Apenas reajo e transcrevo isso para o papel. O que aflora na minha música é um chamado para a ação”.

“The Times They Are A-Changin”, a faixa título, abre o disco e Bob conta que a influencia dessa canção vem das baladas irlandesas e escocesas. “Talvez tenha sido as únicas palavras que consegui encontrar para separar vida de morte. Não tem nada a ver com idade”, esclareceu. Esse disco causou “uma mudança sísmica no meu gosto musical”, contou Billy Bragg, descendente direto do Dylan desta fase. Para Grant Lee Phillips, a canção “The Lonesome Death of Hattie Carrol” (que Bob diz ter escrito em um caderninho num restaurante na 7ª Avenida, em Nova York) é “como um segredo americano guardado a sete chaves que se recusa a ser revelado. É um fantasma que sinaliza a verdade a ser conhecida”, confabula. A faixa “When The Ship Comes On”, com imagens do Velho Testamento, dá um aceno para a fase cristã do músico, mas ainda faltam muitos cafés para chegarmos até lá (mas lembre-se dela).

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 22, 2018   No Comments

A música de protesto se encontra com Rimbaud

“A Hard Rain’s A-Gonna Fall”. A música de protesto se encontra com Rimbaud. As imagens poéticas transformam o terror pessoal em apocalipse. Como Dylan disse na época, “não é chuva atômica… eu me referi a algum tipo de fim que simplesmente vai acontecer”. Depois se recordaria: “Eu a compus durante a crise dos misseis cubanos. Estava na Bleecker Street, em Nova York. As pessoas se sentavam e indagavam se aquele seria o fim, e eu pensei na mesma coisa. É uma música de desespero. Pensava se seria possível controlar os homens a ponto de nos riscarem do mapa. Os versos vieram rápido, muito rápido. É uma canção de terror. Verso após verso tento capturar a sensação de vazio”. A música – e a estrutura básica – foi tirada da canção tradicional “Lord Randall”, em estilo pergunta e resposta entre um jovem e sua mãe, que revela gradualmente que ele está morrendo por envenenamento. A genialidade de Dylan a transformou em um pesadelo contemporâneo. Tanto Leonard Cohen quanto Joni Mitchell afirmaram que ouvi-la despertou neles o desejo de se tornarem compositores. Dylan afirmou que “cada verso é na verdade o início da música. Mas quando a escrevi acreditava que não viveria tempo bastante para escrever muito mais, então coloquei tudo o que pude nela”.

Trecho do livro “Bob Dylan: Gravações Comentadas & Discografia Completa”, de Brian Hinton

fevereiro 22, 2018   No Comments

Dylan com Café, dia 2: The Freewheelin’

Bob Dylan com café, dia 2: Incomodado com o resultado do primeiro disco (antes mesmo dele ter sido colocado nas lojas), Bob Dylan quis se dedicar mais ao seu segundo álbum, cujo título provisório era “Bob Dylan’s Blues”. O processo de gravação foi bem mais tortuoso do que na estreia. As primeiras sessões aconteceram em abril de 1962, mas Bob voltou ao estúdio ainda em julho, outubro, novembro e dezembro, sempre acompanhado do “padrinho” John Hammond.

Porém, na última gravação, já em abril de 1963, Tom Wilson assumiu o controle, e o resultado, lançado em maio de 1963, foi “The Freewheelin’ Bob Dylan”, o álbum que catapultou Bob à fama. Na clássica foto da capa, que tem o poder de registrar o brilho da adolescência, Bob caminha abraçado com a então namorada Suze Rotolo em uma Jones Street, quase esquina com a 4th Street, coberta de neve.

“Blowin’ In The Wind” foi elevada à hino pela luta dos direitos civis (e inspirou Sam Cooke a escrever “A Change Is Gonna Come”) enquanto “Masters of War” traz Dylan “lutando pela liberdade das pessoas”. Ou como ele disse: “Não protesto por protesto. E não canto músicas em que se espera que pessoas morram, mas não pude fazer nada nessa”. Esta pequena pérola da música pop ainda traz “Don’t Think Twice, It’s All Right” (“Não é uma canção de amor”, avisa Dylan), “Girl From The North Country” e a obra prima “A Hard Rain’s A-Gonna Fall” (ou “a música de protesto encontro Rimbaud“), que inspirou Joni Mitchell e Leonard Cohen a se tornarem compositores e ganhou uma interpretação comovente de Patti Smith quando da entrega a Bob do Prêmio Nobel de Literatura.

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 21, 2018   No Comments

“The Queen Is Dead, Deluxe Edition”

Obra prima incontestável dos Smiths, “The Queen is Dead”, lançado oficialmente em 16 de junho de 1986, retornou ao mercado em edição quádrupla imperdível com nova arte, dois discos bônus (um de raridades, outro ao vivo) e um DVD áudio (dispensável). No vídeo abaixo falo sobre o relançamento!

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fevereiro 21, 2018   No Comments

Um tributo brasileiro ao Bikini Kill

“Considerada pioneira do movimento Riot Grrrl, a banda norte americana Bikini Kill comemora em 2018 os 25 anos do lançamento de ‘Pussy Whipped’, seu disco de estreia. Notório por letras com conteúdo feminista radical e performances incendiárias, o grupo acaba de ganhar uma coletânea brasileira que revisita o álbum. “Insubmissas – 25 anos de Pussy Whipped” tem assinatura do selo paulistano Hérnia de Discos e está disponível em todas as plataformas digitais. Você pode ouvi-lo ainda e baixa-lo no Bandcamp do selo

01) “Blood One”, Diablo Angel
02) “Alien She” – Lâmina
03) “Magnet” – Belicosa
04) “Speed Heart” – Bertha Lutz
05) “Lil’ Red” – Framboesas Radioativas
06) “Tell Me So” – Miêta
07) “Sugar” – In Venus
08 ) “Star Bellied Boy” – 3D
09) “Hamster Baby” (Ratoncito Bebito)– Bloody Mary Una Chica Gang
10) “Rebel Girl” – Charlotte Matou um Cara
11) “Star Fish” – Trash no Star
12) “For Tammy Rae” – Readymades

fevereiro 20, 2018   No Comments

News: Iron & Wine, Maff, Valkyries

Formado em 2012 em Santiago, no Chile, o quarteto shoegazer Maff liberou hoje o áudio de “Hawaii”, a terceira faixa apresentada de seu novo EP, “Melañiña”, Você pode ouvi-la no Bandcamp dos chilenos. O vídeo abaixo é do single “Act 2”, que abre o EP.

De Hobart, na Tâsmania, o quarteto indie Valkyries apresenta o primeiro vídeo de seu EP de estreia, “Valkyries”, lançado em outubro de 2017. Não sei você, mas o vídeo de “Serf” e o clima indie melódico da canção (quase que um faixa perdida do álbum “Bossanova”, do Pixies) me fez ter vontade de ir ouvir o EP inteiro

De Hamilton, na Nova Zelândia, e na ativa desde 2009, o quinteto datemonthyear apresenta seu novo single, “March”, uma sedutora faixa rock and roll cuja letra “reflete a transição do sofrimento para a esperança quando você perde alguém de repente”.

De Brighton, na Inglaterra, o Come The Spring adianta o primeiro single de seu novo EP, “Echoes”, que será lançado dia 09 de março pela Engineer Records. A canção é a ótima “For What Its Worth”.

“Bitter Truth” é o novo single do Iron & Wine, canção presente no álbum “Beast Epic”, presente em diversas listas de melhores do ano passado (no Scream & Yell, inclusive). Doçura e nostalgia marcam o vídeo, e seria bem legal se Samuel Beam retornasse ao Brasil. O show de 2015 foi lindaço.

 

fevereiro 20, 2018   No Comments

Dylan com Café, dia 1: Bob Dylan

Bob Dylan com café, dia 1: Robert Allen Zimmerman nasceu em Duluth, Minnesota, em 24 de maio de 1941, e foi criado na vizinha Hibbing, uma cidade de 16 mil habitantes a beira da maior mina de ferro a céu aberto do mundo. Ele montou várias bandas no período escolar, mas sua história realmente começa quando ele parte para Nova York em 1960 desejando visitar o ídolo Woody Guthrie, seriamente doente, e tentar a sorte como músico. Em 1961, Bob Dylan já era figurinha carimbada nos botecos de Greenwich Village, o que o levou a participar da gravação do terceiro álbum da cantora folk Carolyn Hester tocando harmônica. No estúdio, Bob Dylan chamou a atenção do lendário caçador de talentos John Hammond, que havia descoberto Billie Holliday e Count Basie (entre outros), que decidiu contrata-lo para lançar um disco pela poderosa Columbia Records. Dylan tinha apenas 20 anos.

Álbum de estreia oficial lançado em março de 1962, “Bob Dylan” foi gravado em três sessões ao custo se 402 dólares e, segundo Bob, define parte de seu estilo inicial: “Eu toco canções folk com uma atitude rock ‘n’ roll. Foi isso que me fez diferente, me permitiu abrir caminho e ser ouvido”. Sobre o repertório do disco, ele resume: “São algumas canções que escrevi, algumas que descobri e algumas que roubei”. Antes mesmo do disco sair, Bob já manifestava sua insatisfação com o resultado do disco, que acabou, por fim, fracassando em vendas, mas tem seu valor. Muitos dos fãs só concebem ouvir esse disco na versão mono, e é deste álbum canções como “Talkin’ New York” (em que Dylan copia Guthrie), “In My Time of Dyin’” (uma das canções roubadas por Dylan no álbum também seria roubada pelo Led Zeppelin em “Physical Graffiti” na década seguinte) e, claro, “Song To Woody”, seu tributo ao mestre.

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 20, 2018   No Comments

Download: 125 catálogos do CCBB

Responsável por diversas mostras bacanas, o Centro Cultural Banco do Brasil também produz excelentes catálogos para essas mostras, que muitas vezes vão além do material apresentado na instituição, e servem como guia para a obra do artista em questão, mesmo que você não tenha acompanhado a mostra. 125 destes catálogos estão disponíveis para download gratuito e trazem um vasto material imperdível de artes, cinema, arquitetura e muito mais.

Entre os volumes disponibilizados pelo CCBB estão catálogos sobre a mostra Alfred Hitchcock, um calhamaço de 416 páginas que pode funcionar como um excelente guia para neófitos na obra do mestre do suspense. O mesmo pode ser dito dos volumes sobre Quentin Tarantino (com textos e análises de cada filme do diretor), Escher, Kandinski, Jean Luc Godard, Ingmar Bergman, Jean Renoir, Ennio Morricone, Impressionismo, Iberê Camargo, Castelo Ra-Tim-Bum, Mondrian, Francis Ford Coppola, o movimento Dogama 95 e mais.

Divirta-se:

http://culturabancodobrasil.com.br/portal/categoria/catalogos/

fevereiro 16, 2018   No Comments