Dez links que valem a pena
* Domingo estarei no Terra TV ao vivo com Lorena Calabria, Camilo Rocha e Thiago Phetit num esquenta do portal para a transmissão do show de Morrissey em São Paulo. Mais infos aqui.
* A Lorena, inclusive, estreou blog no Terra, e tem uma entrevista bacana com o pessoal do Titãs relembrando os tempos do “Cabeça Dinossauro”. Aqui
* Mochilar ou Pedalar? Camila Guido opina aqui
* Kristeen Young abre o show de Morrissey (tanto no Rio quanto em São Paulo). Veja dois vídeos que gravei, um em Rosário (aqui) e outro em Buenos Aires (aqui)
* O Bruno Capelas fala mais do Tête-a-Tête com o Super Fu Animals. Ou Pato Furries (encontro de John Ulhoa e Fernanda Takai com Gruff Rhys). Leia aqui
*Beck sobre Bob Dylan em um texto antigaço: “Todo mundo devia pagar ingresso só para ver o cara que escreve aquelas canções maravilhosas”. Leia aqui
* O Driving Music faz show neste sábado em São Paulo. Serviço aqui
* “New Multitudes”, com Will Johnson e Jay Farrar (ex-Uncle Tupelo) recuperando Woody Guthrie. Ouça o disco todo no El País (aqui)
* Para assistir: 1h20 de Noel Gallagher ao vivo (aqui)
* O Podcast #49 do Scream & Yell já está disponível para download na Levis Radio. Você pode baixar lá ou aqui
março 9, 2012 Encha o copo
Quatro vídeos: Lados b do Pato Fu
Registros do projeto Tête-à-Tête #Inker10Anos (saiba mais aqui)
Televisão de Cachorro
Quase
A Hora da Estrela
No Aeroporto (Versão Original) With Gruff Hyms
março 9, 2012 Encha o copo
Infográfico: Calmantes com Champagne
Produzido pelo pessoal do Festival @CulturaInglesa. Curti muito 🙂
Clique na imagem para vê-la em alta definição
março 7, 2012 Encha o copo
Quatro cervejas da Casa Piacenza
Localizada no Vale do Paraopeba, ao lado de Belo Horizonte, a pequena cidade de Brumadinho, com pouco mais de 34 mil habitantes, cravou seu nome na cultura nacional com o surgimento do parque e museu Inhotim, uma obra tão fascinante quanto sonhadora. Porém, a cidade também produz cerveja artesanal, através da Casa Piacenza, localizada no Distrito de Aranha, que fabrica quatro rótulos cujo destaque é a ótima Jabuticaba Beer (o Inhotim também fabrica uma cachaça de jabuticaba: qual é a da cidade com a fruta?).
O certo seria começar pelas tradicionais, depois partir para a exótica, mas quem diz que a curiosidade deixa. Assim, a primeira garrafa aberta foi a Jabuticaba Beer: o aroma da fruta é intenso, cítrico e adocicado, e não deixa espaço para mais nada. Não espere algo diferente do paladar. O gosto da jabuticaba domina e em combinação com malte e lúpulo fica ácido, amargo e licoroso. Lembra muito uma sidra. O final é adocicado, com a jabuticaba marcando presença de forma intensa. Palmas: eis uma interessantíssima fruit beer nacional.
A Piacenza Weiss não lembra em quase nada uma weiss tradicional. Apesar de manter a mesma coloração (um amarelo denso), seu líquido é mais ralo do que o das famosas representantes do estilo. No aroma, as notas clássicas de banana são quase imperceptíveis, com um tom cítrico deixando uma marca muito mais profunda. O cítrico (semelhante ao da Jabuticaba Beer) também comanda o paladar e onde nos acostumamos a presenciar banana e cravo há abacaxi e limão numa cerveja que parece pouco balanceada.
Então chega a vez da Piacenza Pale Ale, que assim com a versão Weiss da casa de Brumadinho, não segue os preceitos do estilo. A começar pela cor, dourada, que a aproxima das lagers. O aroma, assim com as duas anteriores, carrega no cítrico, com malte e lúpulo mais presentes do que em suas duas companheiras (mas ainda assim bastante tímidos). O paladar é totalmente cítrico, e faz questionar se a cerveja ainda está na validade: março de 2012. Não há nada de Pale Ale nela. A impressão, aliás, é de uma lager feita no mesmo barril da Jabuticaba Beer.
Fechando o lote, a Piacenza Escura faz bonito. O malte torrado já dá o tom dessa caprichada stout mineira assim que você abre a garrafa, e os aromas de chocolate e café bailam pelo ambiente. O paladar – mais aguado que, por exemplo, o de uma Murphy’s Stout, e menos intenso do que a premiada Colorado Demoiselle – segue as notas prenunciadas pelo aroma, com o álcool marcando presença em meio ao café e ao chocolate (amargo e ao leite ao mesmo tempo). Ainda precisa de uma calibrada, mas está no caminho certo.
Há muito pouca informação sobre a Casa Piacenza. As quatro garrafas deste post foram compradas em uma lojinha de cachaças do Mercado Municipal de Belo Horizonte (que merece uma visita especial) ao preço de R$ 9,90 cada, e me lembro de tê-la encontrado no Uaiktoberfest, em Nova Lima (também em Minas Gerais), mas nenhuma indicação confirma localização para compra-las. Há um blog ainda não atualizado (aqui), e quem tiver mais informações, compartilhe conosco. Vale a pena conhece-la.
Jabuticaba Beer
– Produto: Fruit Beer
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 3,31/5
Piacenza Weiss
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 2,40/5
Piacenza Pale Ale
– Produto: Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 2/5
Piacenza Escura
– Produto: Stout
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 3/5
Leia também
– Cinco pubs de cervejarias nos EUA, por Mac (aqui)
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Tops dos 14 dias em Minas Gerais, por Marcelo Costa (aqui)
– São João Del Rey e o inesquecível Inhotim, por Mac (aqui)
março 7, 2012 Encha o copo
Alguns gadgets
Clique na imagem para ler

Reportagem da revista Fast Life #20
Leia também:
– O que você para produzir conteúdo: Marcelo Costa (aqui)
março 1, 2012 Encha o copo
Opinião do Consumidor: Damm
Uma das principais cervejarias espanholas (e catalãs), a Damm abriu as portas em 1876, quando o mestre cervejeiro Joseph Damm se instalou em Barcelona e começou a produzir aquela que seria a principal representante da marca, a Estrella Dourada (agora Estrella Damm). A vedete dos dias de hoje é a premiadíssima Voll-Damm Doble Malta, mas eles ainda produzem um cardápio vasto das quais vale citar, além das três abaixo, a Bock Damm, a Estrella Damm Inedit (criada pelo chef Ferran Adrià) e a popular (na Espanha) Xibeca.
Carro chefe da cervejaria catalã, a Estrella Damm lembra muito as american lagers brasileiras de balcão, e suas principais características, assim com nas nacionais, são a leveza e o fato de ser refrescante, ou seja, apropriada para ser bebida no verão e em grande quantidade. O aroma é marcado por cereais não maltados (arroz, milho e o próprio malte, todos presentes na formulação) enquanto o lúpulo bate ponto de amargor. Ótima… para se beber em terras espanholas. Por aqui vale ficar com as nacionais (principalmente pelo preço).
A premiada Estrella Damm Daura foi uma das primeiras cervejas sem glúten, ou (no caso da Daura) com baixa concentração de glúten (menos de 6 ppm) disponíveis no Brasil. Num primeiro momento, não há nenhuma diferença perceptível entre a versão tradicional e a Daura, o que já é uma boa notícia. O aroma é de uma lager típica e o paladar é levemente amargo, com manda o figurino. O final, no entanto, é mais adocicado que a Estrella Damm tradicional, marcado a garganta e o céu da boca. Opção interessante para os celíacos.
Já a Weiss Damm é a boa tentativa catalã de emular a escola clássica de cerveja de trigo alemã, da qual a Weihenstephaner é a principal (e sensacional) representante. O aroma segue a tradição com um pouco de cravo, outro tanto de banana e floral além de um pouco de mel e álcool (o que lhe confere um tom metálico). O paladar, mais águado e menos adocidado que o normal, traz algo de frutado (tutti-frutti) e de casca de laranja, mais as notas de banana e cravo. Um bom conjunto que se encerra em um final seco, doce e bem sugestivo.
Importadas pela BrazilWays, as Damm ainda estão chegando ao País com preços não tão competitivos pelo que oferecem. A Estrella Damm pode ser encontrada entre R$ 7 e R$ 9, muito acima de várias marcas nacionais próximas. A Weiss Damm trabalha na mesma faixa e a Daura, um pouco mais acima, entre R$ 14 e R$ 16. São cervejas interessantes para serem consumidas na Espanha, mas que aqui só vale realmente o investimento se for o caso da recomendadíssima Voll-Damm.
Ps. Vale ver a propaganda abaixo, com o chef Ferran Adrià, e a frase da campanha: “às vezes o normal pode ser extradionário”. Eles sabem que suas cervejas são normais… mas podem ser especiais.
Teste de Qualidade: Estrella Damm
– Produto: Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 4,6%
– Nota: 2,50/5
Teste de Qualidade: Estrella Damm Daura
– Produto: Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,35/5
Teste de Qualidade: Estrella Damm Daura
– Produto: Lager
– Nacionalidade: Espanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 2,56/5
Leia também
– Bock Damm, uma cerveja bem gostosa e leve (aqui)
– Top Ten Cervejas Européias Viagem 2008: Voll-Damm (aqui)
– Voll-Damm, Reina Sofia e Thyssen-Bornemisza (aqui)
– Weihenstephan Brewery, mil anos de tradição cervejeira (aqui)
fevereiro 26, 2012 Encha o copo
Cinco blogs especializados em bootlegs

Viva Les Bootlegs
http://vivalesbootlegs.blogspot.com/

Quality Bootz
http://qualitybootz.blogspot.com/

Tunz Master’s
http://bootlegtunzworld.org/archivearea/

Guitars 101
http://www.guitars101.com

Concert and Live
http://liveandconcert.blogspot.com/
fevereiro 24, 2012 Encha o copo
Dez links e um vídeo
– Extras do livro “A visita cruel do tempo”, de Jennifer Egan (aqui)
– Playboy: 5 perguntas – Gruff Rhys, do Super Furry Animals (aqui)
– Flávia Durante: Baixe o disco de 1969 da Vanusa é maravilhoso (aqui)
– Bolão do Oscar: O que eu e amigos achamos que deve ganhar (aqui)
– Mastodon fala sobre clássicos do peso: melhor riff, melhor grito (aqui)
– El País: A pior atuação de Bob Dylan (Live Aid, 1985) (aqui)
– Paul Auster ao El País: “Há uma geração inteira sem futuro” (aqui)
– Lambchop: “Há excesso de ironia no mundinho alternativo” (aqui)
– El País: O grito rock de Bruce Springsteen (aqui)
– Belo texto da Isabel Monteiro (Drugstore) sobre Sócrates (aqui)
fevereiro 24, 2012 Encha o copo
Histórias de Viagem: D’akujem

Bratislava sempre esteve em nossos planos quando traçamos o roteiro de viagem de 2010 (aqui), mas não tínhamos a mínima ideia do que esperar. Seduzidos pelo Bratislover, um ticket promocional “Viena/Bratislava – Bratislava/Viena” por apenas 14 euros (que ainda lhe permite andar de ônibus gratuitamente na capital eslovaca – infos aqui), partimos em direção a Hlavná Stanica (essa), e fomos caminhando até o centro histórico.
Entramos numa ruela, dobramos uma esquina e ficamos de frente a torre Michalská Brána. No pé da pequena torre, uma mãe pobre tocava uma espécie de sanfona enquanto sua filha, em um carrinho, sorria. Demorou alguns segundos para cair a ficha, mas percebemos um casal com jeitão de turista subindo uma porta ao lado da torre, e decidimos seguir para encontrar a melhor vista da cidade (melhor até que a vista do castelo, que iríamos visitar depois).
Fizemos várias fotos do centro histórico visto lá de cima (as da Lili aqui), olhamos os objetos expostos no pequeno museu e, na saída, encantado com o local, perguntei para uma das senhorinhas (apenas senhorinhas aparentemente tomavam conta do lugar) como se dizia “Thank You” em eslovaco. Sofri algumas vezes para repetir, mas, diante do sinal positivo, sorri, e acho que alcancei uma pronuncia nota 5.
Então a senhorinha toca meu braço, mostra o ticket que estou segurando (esse da foto), e começa a falar empolgadamente em eslovaco algo que não tenho a mínima ideia do que seja. Fico atônito, Lili começa a rir, e a senhorinha, vendo o nosso desentendimento, me puxa até uma janela (a entrada do museu fica no segundo andar da torre) e aponta para algo na esquina, e também para o bilhete. A ficha cai: Farmaceutická Expozícia.
Toda sua empolgação era para que eu entendesse que o ticket de 2,30 euros da entrada do Mestské Múzeum Bratislave (o Museu da Torre) também me dava direito a conhecer o Museu de Farmácia, na esquina. O verso do ticket falava mais sobre ele. Agradeci em eslovaco, para treinar, e até chegamos a olhar a pequena lojinha que abrigava a exposição farmacêutica, mas pela correria do dia (bate e volta Viena/Bratislava) não entramos.
Ainda assim, dentre as coisas que me fazem lembrar Bratislava estão o garçom que serviu cerveja tcheca quando pedi uma “cerveja nacional” (exemplo perfeito de como o sentimento de nação ainda é confuso para eles), os prédios russos enfileirados do outro lado da margem do rio na vista do castelo, e essa senhorinha falando eslovaco animadamente para um brasileiro que tinha acabado de falar a primeira palavra em seu idioma: “D’akujem”.
É uma imagem querida…
Leia também:
– Bratislava, pequena grande cidade (aqui)
– E então, no quinto dia, o sol apareceu em Viena (aqui)
– Aqui o diário completo da viagem de 2010 (aqui)
fevereiro 23, 2012 Encha o copo
Três filmes: o espião, a hacker, o jornalista

“O Espião Que Sabia Demais” (Tinker, Tailor, Soldier, Spy, 2011)
Londres, início dos anos 70: em tempos de Guerra Fria, o Serviço de Inteligência do Reino Unido atua entre duas potências, Estados Unidos e União Soviética, e suas agências de segurança CIA e KGB, tentando esfriar os ânimos para que nenhum chefe mais esquentado aperte o botão e comece uma guerra nuclear. Tudo é informação, e muitas vezes ela vale mais do que dinheiro – e do que a própria vida. Qualquer peça movimentada de forma errada pode causar um imbróglio internacional, e é neste cenário de jogos de interesses que o diretor sueco Tomas Alfredson tenta dar foco a um roteiro “espertinho”, baseado no romance de John Le Carré, que quase coloca o filme a perder. A culpa é da dupla de roteiristas Bridget O’Connor e Peter Straughan, que quis dar ao filme aquela sacadinha cool, mas causa mais bocejos que admiração. O tédio aumenta com o trabalho do fotógrafo Hoyte Van Hoytema, que passa boa parte do filme exercitando zoons lentos. Ainda assim, Gary Oldman se destaca (nada que justifique um Oscar), mas Colin Firth é subaproveitado em uma história que mais parece um jogo lento, chato e arrastado de xadrez que, após duas horas e sete minutos, termina empatado.

“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011)
Primeiro filme da adaptação hollywoodiana da trilogia literária milionária escrita pelo jornalista Stieg Larsson, morto em 2004, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” soa o projeto perfeito para a grife David Fincher: um suspensão movido a assassinatos brutais, mensagens cifradas da Bíblia e personagens incomuns numa paisagem exuberante. Daniel Craig interpreta Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo que cai em desgraça após perder um processo por calúnia e difamação, e acaba aceitando um estranho trabalho em uma ilha na costa sueca: desvendar o desaparecimento de uma garota, 40 anos antes. Calma, tem mais: Rooney Mara, que se transmuta da namoradinha nerd de Mark Zuckerberg em “A Rede Social” para a hacker Lisbeth aqui, um personagem tão complexo e tão repleto de detalhes que vale ver o filme apenas para acompanha-lo (e torcer para que ela leve o Oscar – não deve ter mais espaço na casa da Meryl Streep). A trama de 2 horas e 38 minutos alterna momentos fortes com passagens desnecessárias destacando uma bela fotografia, um roteiro que poderia ser mais enxuto e uma montagem que deveria ser (ainda) mais ágil. O resultado é apenas ok, mas David Fincher ainda terá mais duas chances para superar “Seven”. Pelo visto aqui ele dificilmente conseguirá…

“As Aventuras de Tintim” (“The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn”, 2011)
Outra franquia que deve tomar as salas de cinema (normais e 3D) durante os próximos (15, 20) anos, “As Aventuras de Tintim” é o primeiro episódio da série que narra em película às histórias do jovem repórter belga criado por Hergé, em 1929. Não espere ambientação. Logo no começo do filme, em uma belíssima valorizada pelo 3D, Tintim pega um retrato seu desenhado por um artista de rua, e esta será sua apresentação, e também a de Milu, seu cão fiel. Daí em diante, Steven Spilberg faz o que sabe muito bem: jogar seu personagem para cá e para lá em dezenas de cenas aventureiras que não desperdiçam momentos de perseguição, pitas de comédia e boas cenas de luta. Desta forma, Tintim parece a versão jovem do professor de arqueologia Indiana Jones, essa simplificação soa grosseira e desrespeitosa com o personagem de Hergé, pois Spilberg se concentrou nas aventuras, mas esqueceu de dar alma ao personagem, que, arremessado de lá pra cá numa correria desenfreada em busca de um tesouro qualquer, não seduz nem causa admiração, parecendo um filme de Walt Disney dos anos 50. Se tivessem deixado nas mãos da Pixar… (em tempo: Peter Jackson já foi escalado para o próximo. Alguma esperança?).
fevereiro 23, 2012 Encha o copo







