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No júri do Prêmio Bravo 2012

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Após integrar o Júri Especial do Prêmio Multishow e a o Júri da Academia do VMB, participei do Júri do Prêmio Bravo nas categorias “Show” e “Melhor Disco” em uma mesa que ainda trouxe o músico Max de Castro e o jornalista José Flávio Júnior. Abaixo, os finalistas escolhidos pelo Júri:

MELHOR DISCO DE 2012
– “Arrocha”, de Curumin
– “Treme”, de Gaby Amarantos
– “Tudo Tanto”, de Tulipa Ruiz

MELHOR SHOW DE 2012
– “Longe de Onde”, de Karina Buhr
– “Recanto”, de Gal Costa
– “Verdade, uma Ilusão”, de Marisa Monte

Os vencedores você pode conferir aqui no dia 30/10

outubro 10, 2012   Encha o copo

Três perguntas: Vladimir Urban

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Em 1999, Vladimir Urban organizava em Curitiba o primeiro daquele que se transformaria em um dos maiores festivais de psychobilly do mundo, o Psycho Carnival, com um detalhe: realizado no meio da maior festa brasileira, o carnaval. Em 2013, o Psycho Carnival chega a sua 14 ª edição e já anunciou os primeiros nomes (Demeted Are Go, Frantic Flinstones, The Swampys, Luna Vegas, Ovos Presley, Sick Sick Sinners e As Diabata) além de um novo integrante: a Diabólica Pale Ale.

Lançada em primeira mão no Beer Experience 2012, a Diabólica Pale Ale segue o caminho aberto pela elogiada Diabólica IPA 6,66%, que já está conquistando os curitibanos: “Está sendo vendida até em posto de gasolina. Estamos ficando famosos (risos)”, diz Urban, que aproveitou o festival paulistano para lançar sua nova cerveja e também o site http://cervejadiabolica.com.br/. Distribuída em São Paulo pela Beer Maniacs, a Diabólica vem conquistando cada vez mais espaço. É um pecado que merece ser cometido. Abaixo, três perguntas para Urban:

Como surgiu a Diabólica?
A Diabólica foi uma ideia minha e do meu sócio. Eu tenho um festival de psychobilly em Curitiba, o Psycho Carnival, e meu sócio era distribuidor de cerveja especial. A gente sempre ficava se debatendo nessa coisa de conseguir apoio para o festival, e ele sempre tentava me apoiar até que um dia, depois de um festival, ele chegou e disse: “Vamos fazer a nossa a própria cerveja artesanal!”. Dai surgiu a Diabólica. Nós pensamos em qual cerveja seria interessante para o público, que ele se identificasse, a Diabólica surgiu nesse esquema. A gente adora cerveja especial, temos uma coisa com cervejas inglesas, então foi bem legal ter a Diabólica.

Então IPA é o estilo preferido da casa…
IPA é o nosso carro chefe. Desde que a Diabólica surgiu, a primeira que a gente começou a produzir foi a IPA. A gente adora IPA. Ela passou por algumas mudanças de receita e agora está com uma receita bem estabilizada, bem legal. Agora estamos começando o processo de lançamento da Pale Ale, que é lançamento no Beer Experience, nem a garrafa será como está aqui agora. Esse é um momento de apresentar a Pale Ale para o público, para que eles possam beber, possam conversar depois ir ao site e dizer o que achou. De repente uma opinião pode ajudar a aperfeiçoar a nossa Pale Ale. Essa é a ideia.

Como é a sensação dos gringos que chegam para o Psycho Carnival e conhecem a Diabólica?
É muito interessante porque a cena de cervejas especiais na Europa e muito parecida com a cena de cervejas especiais no mundo inteiro. São nichos. Não é uma coisa tão comum. A gente fica falando: “Ah, as cervejas europeias, eles tem um monte de cervejas”, mas geralmente o cara bebe lager lá, principalmente o público jovem. No Psycho Carnival acaba sendo assim também, mas quando os caras chegam aqui e encontram essa variedade de cerveja diferente dentro do festival, eles não acreditam! “Como vocês tem essa cerveja aqui? Como vocês fazem isso?”. Muitas vezes eles não conhecem o estilo (que é um estilo inglês), não tem essa percepção de conhecer uma cerveja especial legal. Tem cara que chega e diz: “Você vai fazer a cerveja da minha banda lá na Europa”. A gente quer fazer, a gente vai fazer, mas a Diabólica ainda está caminhando e a gente pretende atender não só a demanda brasileira como a americana e europeia, dentro das nossas conexões. É uma galera que a gente atende e que gosta do estilo.

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Leia mais:
– Saiba como foram as duas edições do Beer Experience (aqui)
– Diabólica, uma IPA de responsa como manda o figurino (aqui)
– Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 8, 2012   Encha o copo

Segundo Beer Experience, em São Paulo

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Texto por Marcelo Costa (http://twitter.com/screamyell)
Fotos por Liliane Callegari (http://lilianecallegari.com.br)

Após uma boa edição realizada na cara e na coragem em uma área de eventos do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, em 2011, o Beer Experience chegou a sua segunda edição em São Paulo com jeitão profissional em um grande galpão no bairro do Jaguaré, que recebeu mais de 40 expositores (contra 25 de 2011) entre importadoras, distribuidoras, cervejarias, lojas e bares e cerca de 5 mil pessoas em dois dias dedicados á cerveja especial na capital paulista.

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Se em 2011, os rótulos internacionais foram a grande atração do Beer Experience, em 2012 começa a se desenhar um cenário dedicado de cervejarias brasileiras apresentando grandes lançamentos: a Wäls, de Belo Horizonte, trouxe sua novíssima Wäls 42; a Way, de Curitiba, apresentou a Way Amburana Lager; a Diabólica, também de Curitiba, lançava no evento a Diabólica Pale Ale enquanto a Colorado, de Ribeirão Preto, apresentava a Berthô, entre outras.

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Outro destaque entre as brasileiras foi a gaúcha Coruja, que apresentava no Beer Experience, sua nova Fora de Série, a poderosa Doppelbock Coice, feita em parceria com o artista plástico Caé Braga (entre as outras Fora de Série da casa, estão a Baca e também a Labareda, está última feita em parceria com Wander Wildner, encontra-se esgotada e sem previsão de nova remessa: “É por isso que ela se chama Fora de Série”, avisou o expositor. “É uma tiragem limitada”).

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A paraense Amazon Beer trouxe sua Witbier de Taperebá enquanto a mineira Backer concentrou-se na linha Três Lobos e na ótima Medieval. De Valinhos, interior de São Paulo, a Britannica trouxe três rótulos (os três encontráveis em torneira no Titus Bar) enquanto a Cervejaria Nacional também trouxe três barris de sua produção artesanal. Dama, Invicta (a queridinha do momento) e Falke também estiveram presentes.

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Entre os rótulos importados destaque para a novidade da Tarantino, que trouxe a dinamarquesa Mikkeller para a festa, com destaque para a excelente Mikkeller Drink’in the Sun. Curiosidade: Mikkel Borg, o proprietário, é conhecido como o “Cigano Cervejeiro”, porque ele não tem cervejaria. Ele simplesmente aluga alguma cervejaria de um amigo pelo mundo e produz ali algum de seus mais de 30 rótulos.

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A Tarantino foi, também, responsável pelas grandes promoções do evento. A italiana Baladin Open Noir, cuja garrafa de 750 ml custa em média R$ 60, estava saindo por R$ 20 no Beer Experience (a caixa com seis saia por R$ 100). Além dela, uma boa pedida era o pack da Anderson Valley, com seis cervejas (duas Hop Ottin’ IPA, duas Barney Flats Oatmeal Stout e duas Boont Amber Ale) por R$ 30 (na sexta-feira. O preço foi para R$ 50 no sábado).

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Uma das boas novidades de 2012, a fruit beer Delirium Red (nova integrante da família belga Delirium Tremens), de cereja, também conquistou corações no evento com seus 8.5% de graduação alcoólica num conjunto bastante elogiado. Do lado brasileiro, a Petroleum, da Wäls, era a queridinha, mas o estande da Colorado, da Diabólica e da Coruja também ficaram cheios durante praticamente todo o evento.

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Das que experimentei, a Way Amburana Lager me agradou bastante se tornando uma das preferidas do evento e só perdendo o posto de número 1 para a minha queridinha do momento, a Way Double American Pale Ale, simplesmente irresistível em sua versão torneira. A Colorado Berthô (uma Double Brown Ale com castanha do Pará) também agradou bastante ao lado da Wäls 42, uma farmhouse ale de responsa com amêndoa, limão, abacaxi e café.

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Entre os rótulos importados a Baladin distanciou-se com sua conquistadora Open Noir, mas a Mikkeller Drink’in the Sun também merece uma salva de palmas. Além delas ainda provei a ótima Delirium Red e algumas Brooklyn. Senti bastante falta da italiana Del Ducatto e da escocesa Brew Dog, mas sai feliz com um engradado cheio de volta para casa: Baladin, Wäls, Diabólica, Anderson Valley, Delirium e algumas Golden Carolus logo aparecerão por aqui. Acho que é um estoque até o Beer Experience 2013.

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Leia também:
– Saiba como foi o primeiro Beer Experience, em São Paulo (aqui)

outubro 7, 2012   Encha o copo

As 25 músicas fundamentais dos Beatles

Participei dessa votação e… clica na imagem : )

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outubro 4, 2012   Encha o copo

Cinco fotos: Cork

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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Blue and Purple

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Uísque

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Aula de Gaélico

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Old Man

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O corvo sonhando com o rio

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

outubro 3, 2012   Encha o copo

Planeta Independente

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Já pensou em tocar no Festival Planeta Brasil, em Belo Horizonte? O Planeta Independente é a sua chance de tornar isso realidade! Leia o edital, fique por dentro das regras e inscreva sua banda! Depois é só torcer : ) Infos aqui

outubro 3, 2012   Encha o copo

Três cervejas: Espanha, Brasil, Argentina

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A companhia de Cervezas Alhambra foi fundada em 1925 na província de Granada, na Andaluzia, Espanha, e logo se tornou uma das cervejarias mais conhecidas de toda a região, com o carro chefe sendo desde o começo a Reserva 1925, mas que durante os anos viu o cardápio se estender para mais outros sete rótulos, incluindo uma de abadia chamada Mezquita, e uma Shandy, cerveja sabor limão. Em 2006, o grupo Mahou-San Miguel comprou a cervejaria, mas continua seguindo a receita original do mestre D. Miguel Hernainz.

Rótulo mais famoso da Andaluzia, a Alhambra Reserva 1925 merece a fama. Eleve as cervejas de balcão brasileiras uns sete degraus de qualidade, e talvez cheguemos perto da Reserva 1925. O aroma é maltado e remete de cara às tradicionais pilsens tchecas. No paladar, o lúpulo herbal surge de forma intensa encobrindo o malte e os 6,4% de álcool num belo conjunto. Quem curte cerveja “tradicional” pode se apaixonar perdidamente por esta excelente Premium American Lager.

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A paranaense Way vem se firmando como uma das cervejarias mais interessantes do Brasil – junto com a mineira Wäls. Existem muitas outras ótimas cervejarias (algumas, como Coruja e a Colorado, ainda nem comentei neste espaço), mas, para mim, as Way e Wäls começaram a trilhar o caminho das fórmulas mágicas de cerveja. No caso da curitibana, a premiada Pale Ale da casa abriu a porta, e essa Eight Secrets foi o segundo passo, que no final resultou na sensacional Way Double American Pale Ale, uma das melhores cervejas do país na atualidade.

A Way 8S (como é conhecida a Eight Secrets) foi uma experiência de cerveja colaborativa. Os mestres cervejeiros da Wäls, Bodebrown, Coruja e BrewDog se juntaram em Curitiba a Joseph Tucker, do RateBeer, e o cervejeiro caseiro belga Jacques Bourdouxhe para criar uma versão turbinada da Way American Pale Ale, eleita pelo júri do 1º Prêmio Maxim de Cervejas como a melhor Pale Ale brasileira. O resultado foi a Way 8S, uma Double APA que usa uma variedade de lúpulos bastante nova, chamados de Falconer’s Flight.

O aroma toma conta do ambiente assim que a tampa da 8S é retirada. Inicialmente, notas de cítrico (lima e maracujá) pulam para fora da garrafa, e depois o floral começa a surgir. Como era de se esperar, a Way 8S é uma cacetada de lúpulo, mas há no paladar notas de melaço que equilibram perfeitamente com o amargor, resultando em uma cerveja absolutamente particular e excelente – mas que só foi feita uma vez. Se você cruzar com ela, compre. É uma experiência (de certa forma, melhorada com a Double APA) que vale a pena ser provada.

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Fundada pelo imigrante alemão Otto Bemberg em 1888 em Quilmes, uma cidade próxima a Buenos Aires com quase 600 mil habitantes, a Cervecería Quilmes (hoje, QUINZA: Quilmes Industrial S.A, empresa que pertence ao grupo belga brasileiro Anheuser-Busch InBev) transformou-se na principal cervejaria do país, detendo hoje 75% do mercado argentino de cerveja, boa parte com a famosa Quilmes Cristal (e suas variações). Com mais personalidade que a linha tradicional da Quilmes, a QUINZA lançou a Patagonia, uma linha com maltes especiais e lúpulo patagônico em três rótulos: Amber Lager, Bohemina Pilsener e Weisse.

A morena Amber Lager usa três tipos de malte (Melanoidina, Carared e Carapils) e aposta no lúpulo regional Pellet (que segue a linha Cascade). No aroma, a junção dos três maltes levemente tostados pede passagem, mas não espere

setembro 29, 2012   Encha o copo

Três especiais: Paralamas, Legião, Titãs, Barão


“Os Paralamas do Sucesso em Close-Up” (1998)


“Paralamas e Legião Juntos” (1988)


“Barão Vermelho e Titãs Juntos” (1989)

setembro 27, 2012   Encha o copo

A impagável Cat Power

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Entrevista divertida e surreal de Chan Marshall para Xavi Sancho, publicada no El País (leia na integra aqui), jornal que mantém um dos melhores cadernos de cultura do mundo na atualidade: Cat Power assusta um outro jornalista dizendo que ele pegou a cópia errada de “Sun”, o novo disco; encana com os sapatos dos jornalistas; reclama que sua transparência incomoda as pessoas e avisa: “Sun” não é um disco de separação, mas um disco que propiciou uma separação”. Ao fim do álbum ela terminou o relacionamento com o ator Giovanni Ribisi (o irmão da Phoebe, lembra?). E cortou o cabelo curtinho (ficou guapa, vai). Alguns momentos impagáveis da entrevista…

O jornalista, o assessor e Chan
“Ela está de humor excelente. Todas as entrevistas estão ficando muito boas… E o disco… Ouviu o disco? É magnífico, belíssimo…”. Enquanto subimos as escadas do Conservatorium Hotel de Amsterdam em direção ao quarto de Chan Marshall, o jovem assessor não consegue reprimir a emoção. “Trabalhar com ela é um sonho… Merda! Não me fode!”. O garoto acaba de abrir a porta do quarto e o cheiro de cigarro impregna todo o ambiente. “Vão-nos multar…”, informa resignado. Sugerimos-lhe que abra a porta do chuveiro e deixe correr a água quente da ducha. O vapor deve fundir-se com o cheiro da nicotina. Surpreendentemente, ela decide seguir nossas instruções. A indústria do disco não é mais o que era.

O jornalista apaixonado
De pé, em frente ao sofá, Chan Marshall, de negro, com jeans rasgado, novo corte de cabelo, cigarro entre os dedos e botas de Isabel Marant. Está guapísima.

A cantora devedora e deprimente
“Não tinha um tostão. Não tinha pago impostos durante dois anos e me despejaram. Tinha que fazer um disco. Pedi um adiantamento (para a gravadora). Disseram-me que a indústria não está para adiantamentos, de modo que tive que utilizar meu fundo de pensões. Inteiro. Mudei-me para Los Angeles e comecei a escrever. Já sabes, o típico: Cat Power com um piano e uma guitarra. Muito depressivo. Até que fiquei farta. Não podia fazer outro disco deprimente.”

O disco
A gravadora sugeriu um produtor. Se tivessem sugerido uma lipo não seria tão ruim. Quando ouviu o último álbum do Beastie Boys, sacou o que queria. Voou para Paris atrás do produtor. Ficou plantada na frente da casa dele. Confessou que não tinha dinheiro para paga-lo, e entrou em seu estúdio. Que mais: “Separei-me e cortei o cabelo”.

O assessor, o jornalista e a barriga
O assessor está nervoso porque 10 minutos atrás ela deveria ter atendido a uma entrevista por telefone, mas ela continua falando (comigo). “Quero ir a um coffee shop fumar um pouquinho de erva, só um pouquinho. E talvez beber algumas cervejas. Não posso comer batatas e nem beber uísque. Fico mau e me engorda. E é curioso porque tenho sangue irlandês. O problema é que não consigo deixar (de comer batatas e beber uísque)… Olha”. Ela levanta a camiseta e mostra a barriga. “Toca, toca, foda-se”. Ela leva a minha mão até o seu estomago. “Aperta. Tá sentindo? Isso são batatas e uísque”.

Leia mais -> “As sete vidas de Cat Power”, por Xavi Sancho (aqui)

setembro 23, 2012   Encha o copo

Três perguntas: Apanhador Só

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Eis uma banda que me surpreendeu, e, em constante crescimento, continua surpreendendo. Um dos grandes destaques da votação dos melhores do ano Scream & Yell de 2010, (“Apanhador Só”, o álbum de estreia, apareceu em terceiro lugar entre os discos do ano), os gaúchos trabalharam o álbum com calma e apreço, tocaram muito, lançaram um projeto “sucateiro-acústico” que ganhou versão em fita cassete e shows intimistas em locais inusitados, e lançou um compacto de sete polegadas produzido por Curumin (que você pode ouvir abaixo). Agora chegou a vez de pensar no segundo álbum, e a opção escolhida foi o financiamento coletivo. “A meta do projeto foi atingida e chegou a ser ultrapassada em mais de 30%”, comemora Alexandre Kumpinski (voz e guitarra).

O sucesso da empreitada prevê um novo álbum para março de 2013 (a pré-produção começa em outubro), mas o quarteto já começou a “pagar” alguns fãs: 39 pessoas adquiriram um pacote de apoio que dava direito a um show acústico na sala da casa do comprador. “A gente chega com o violão e as sucatas, se familiariza com as pessoas e com o ambiente, se instala em quatro cadeiras e manda brasa”, explica Alexandre, que se anima em estender a brincadeira. Quem sabe? A certeza, porém, é que em 2013 teremos álbum novo do Apanhador Só. Mais um pra lista de melhores do ano? Esperamos que sim… Abaixo, Alexandre fala um pouco mais dos planos do banda e você pode ouvir trechos de três canções que podem aparecer neste novo álbum.


Parabéns pelo sucesso do financiamento coletivo. Vocês tinham certeza de que ia rolar, ou bateu um receio?
Aeee, valeu!! :)Certeza nunca! Desde o início sabíamos que seria uma briga suada, já que o valor que definimos foi um valor alto, englobando custos de quase todas as etapas de produção de um disco. Daí, durante a caminhada do projeto, receio de que não dê certo é algo incontrolável e totalmente natural. Felizmente a meta do projeto foi atingida e chegou a ser ultrapassada em mais de 30%,o que foi surpreendente inclusive pra nós. Ficamos muito felizes de saber que tem tanta gente junto, disposta a fazer as coisas acontecerem.

Como vão ser esses shows acústicos na sala de casa dos 39 fãs? Já pensaram em algo especial?
Eles já vêm acontecendo mesmo antes do encerramento do projeto e têm sido experiências incríveis. A gente chega com o violão e as sucatas, se familiariza com as pessoas e com o ambiente, se instala em quatro cadeiras e manda brasa. A proximidade das pessoas que tão ali nos assistindo cria uma lógica diferente de show, uma liga mais forte entre o público e a banda do que normalmente acontece em shows normais. Cada show sai à sua maneira, de acordo com os elementos e com as pessoas envolvidas na ocasião. Já fizemos uns 10 até agora, ainda temos uns 30 pela frente, e já existe a sensação de que essa experiência pode ser levada adiante de alguma maneira, de tão legal que tem sido.

O álbum está previsto para março de 2013, com 11 músicas. Vocês pretendem começar o processo do zero, só com músicas novas, ou alguma do baú pode aparecer?
A princípio vão ser todas músicas novas, mas nada pode ser afirmado com certeza antes da pré-produção, que vamos fazer em outubro. De qualquer maneira, temos 18 composições novas listadas, de onde pinçaremos 11 pra gravar no disco. Acho difícil que alguma música guardada no baú seja trazida à luz diante desse quadro, mas tudo pode acontecer.

setembro 23, 2012   Encha o copo