Como lidar…
com a vontade de desaparecer.
agosto 23, 2013 Encha o copo
Uma resposta à Edward Hopper

Hopper Meditations é uma série de fotos de Richard Tuschman que busca recriar a atmosfera dos quadros do grande pintor Edward Hopper. No IdeiaFixa você vê outras imagens. Vale a pena.
agosto 23, 2013 Encha o copo
Da série sonhos malucos
O ambiente era um festival, e eu devia estar em alguma área destinada à imprensa, pois encostado a uma grade de arame e pensando na vida, percebi que Mark Lanegan estava ao meu lado, ali meio sem fazer nada e sem ser importunado. Começamos a conversar sobre amenidades, e ele ficou animado quando eu disse que era do Brasil. Após um bom bate papo, pedi para ele autografar o disco dele que eu tinha comigo (não sei qual disco, e quase nunca peço autógrafos, mas estou num sonho com Mark Lanegan, sacumé). Ele autografou na boa, mas duas coisas me deixaram encucado:
1) A capa do vinil era uma paisagem em formato de quebra-cabeças. Você podia desmontar as peças, e remontar a capa. Achei a ideia sensacional.
2) A dedicatória do Mark Lanegan escrita em bom português foi: “Um abraço, mano Marcelo”. Mano Marcelo? Mano??? Com quem você anda conversando, Mark Lanegan????
agosto 17, 2013 Encha o copo
Uma canção: Mobral
“Mobral”, Herbert Vianna (1992)
Do que adiantam?
Placas. Bulas. Instruções…
Do que adiantam?
Letras impressas das canções…
Do que adiantam?
Gestos educados, convenções…
Do que adiantam?
Emendas, constituições
Se o teto da escola caiu
Se a parede da escola sumiu
Sem dente o professor sorriu
Calado recebeu 10 mil
E depois assistiu na TV
Em cadeia para todo Brasil
O projeto, a tal salvação
Prestou atenção e no entanto não viu
A merenda, que é só o que atrai
A cadeia pra qual rico vai
Despachantes, guichês, hospitais
E os letreiros de frente pra trás
Aos olhos de quem
Só aprendeu o bê-á-bá
Pra tirar carteira de trabalho
E não entendeu Zé Ramalho cantar
“Vida de gado, Povo marcado, Povo feliz”
agosto 11, 2013 Encha o copo
Sobre Nick Horby e Alta Fidelidade

Na onda dos relançamentos dos dois primeiros livros do escritor britânico Nick Hornby, “Febre de Bola” (1992) e “Alta Fidelidade” (1995), o amigo jornalista Thiago Pereira me enviou algumas perguntas para uma reportagem especial que foi publicada no caderno Magazine, do jornal mineiro O Tempo, no domingo passado (04/08), e o texto serviu para resgatar o carinho que tenho por estes livros em particular – e por quase toda obra de Hornby.
Thiago dividiu a reportagem – que conta com a opinião de Christian Schwartz, tradutor dos livros de Hornby, o doutor em história e teoria literária Marcio Serelle, e Leonardo Bertozzi, jornalista da ESPN Brasil, além de mim – em três partes: o texto principal, “Uma sensibilidade pop na literatura”, e dois apêndices, “O texto de Hornby e a questão dos gêneros literários” mais “O futebol no campo das letras”.
Já escrevi bastante sobre Nick Hornby no Scream & Yell, tanto que perdi a conta. Aliás, contei aqui dia desses como “Alta Fidelidade” chegou a mim. Gosto da teoria dos pesos-médios e, sobretudo, de “Um Grande Garoto” (”Como Ser Legal” também, mas um pouco menos). Gostei de “Juliet Naked” e a peça “A Vida é Cheia de Som e Fúria” foi uma experiência espetacular (entrevistei Guilherme Weber na época).
Possivelmente, se você vem com certa frequência a este espaço, já deve ter lido tanto “Febre de Bola” (não vale a fraca adaptação hollywoodiana “Amor em Jogo” – a versão inglesa com Colin Firh é bem melhor) quanto “Alta Fidelidade” (a versão de Stephen Frears é boa, embora não definitiva), mas caso não tenha lido, fica a recomendação: vale a pena. Muito. Abaixo, as respostas que enviei ao Thiago Pereira.
Quando você conheceu Nick Hornby? O que te chamou a atenção?
Conheci com “Alta Fidelidade”, em 1998, e a primeira coisa que me chamou a atenção foi a união de duas coisas que admiro bastante: relacionamentos e cultura pop. A forma com que Nick Hornby chocava estes dois temas me interessou muito, porque também era uma crítica a um certo esnobismo cultural que circulava – e circula muito ainda hoje – na época. Afinal, como uma pessoal pode ser legal se não conhecer Beatles? (risos). O interessante de Nick Hornby é que ele questiona isso, mas também confere alma ao tal esnobe, permitindo que muita gente se identificasse (e até a pessoal que não conhece Beatles, entendesse esse ser-humano que surgiu junto com Elvis e com a Indústria Cultural).
O que você apontaria como os motivos maiores da obra dele ter chamado tanta a atenção do público- inclusive mobilizando versões para cinema, teatro, etc?
“Alta Fidelidade” é um romance geracional, daqueles que retratam um grupo de pessoas em uma determinada época, neste caso, o decantado fim das lojas de discos (que, no fim, não acabaram, e estão cada vez mais vivas), a valorização de certa honestidade em artistas, a elevação de listas top alguma coisa a categoria de arte e coisas assim. O que você consome diz muito sobre quem você é, e Nick Hornby percebeu isso naquele momento olhando homens que se recusam a envelhecer como manda o figurino. É um belo exemplo de adultescente, que já havia sido antecipado em “Febre de Bola”, e vai ser explorado de forma ainda mais genial em “Um Grande Garoto”.
A chave de entendimento para a obra de Hornby é a conexão com a cultura pop, ou acha ele um grande romancista, acima de tudo?
A conexão com a cultura pop é um dos grandes destaques de boa parte de sua obra, mas há, sim, um grande romancista. Ele usa ferramentas para atingir um grupo x de pessoas, mas são apenas ferramentas. O que move o leitor é sua prosa e história envolventes.
“Alta Fidelidade”, em especial, é um livro que marcou época para uma geração do final dos anos 90, ligada em música. Será que hoje, com a música tão descompartimentada, tão espalhada em diferentes suportes, ele tem o mesmo apelo?
Sim, sem dúvida. E a volta do vinil é um sintoma de que o apelo continua o mesmo, quiça aumentou. A discussão sobre MP3, CDs e vinis tomou outras proporções no novo século. Quando “Alta Fidelidade” foi escrito, as lojas de discos e a própria música pop de qualidade estava em franca decadência. Hoje o cenário está mais estável, e esta estabilidade é fruto de um novo grupo de pessoas que pensa e conversa coisas que poderiam ser dialogadas na loja de Rob Fleming.
Ainda sobre “Alta Fidelidade”: qual a importância do livro para você, pessoalmente? Você também é um pouco Rob Gordon?
Uma jornalista, certa vez, fez a mesma pergunta. Eu respondi: “Devo ter coisas mínimas de vários personagens, mas não acredito que tenha um em especial que me absorva por inteiro. Não sou tão confiante, mas ainda assim sou mais confiante que os personagens dele (risos). Ou ao menos acho…”. E mesmo assim, no abre do texto dela, ela dizia: “Gosto de imaginar o Marcelo como um Rob Gordon tupiniquim”. A questão que fica é: somos o que achamos, ou o que as pessoas acham de nós? (risos). E essa questão é totalmente nickhorbiana. Então eu devo ter um pouco de Nick Hornby sim, mais do que eu gostaria, talvez.
Uma mania em “Alta Fidelidade” são os Top 5. De alguma forma ele materializou uma mania de muitos não? Você usa até hoje né, assumidamente no teu site…Hornby, de alguma forma, é um jornalista de música?
Hornby é um apaixonado por música, e que tem o dom de escrever bem. Isso praticamente o torna um bom crítico, porque a música, pra ele, tem um valor especial, que permite um livro como “31 Canções”. Quantas pessoas no mundo conseguiriam escrever livros sobre canções hoje em dia? O fato de ser atento ao universo pop e apaixonado por música o torna um jornalista de música em potencial, afinal, ele faria mais perguntas pertinentes para Bob Dylan do que a grande maioria dos jornalistas que participou da coletiva em São Francisco, 1965.
Pra fechar: consegue eleger 5 personagens favoritos na obra de Hornby?
1) Will Freeman, de “Um Grande Garoto”
2) Rob Fleming, de “Alta Fidelidade”
3) Duncan, de “Juliete, Nua”
4) Katie Carr, de “Como Ser Legal”
5) Nick Hornby, de “Febre de Bola”

Leia também:
– “Howdy!”, do Teenage Fanclub, por Nick Hornby (aqui)
– Doce Miséria – A suavização de Nick Cave, por Nick Hornby (aqui)
agosto 10, 2013 Encha o copo
Individualidades em discussão
O Roda Viva especial Mídia Ninja e o depoimento da cineasta Beatriz Seigner colocaram o coletivo Fora do Eixo sob holofote, para o bem e para o mal. No meio de tanta informação surgida recentemente de ambos os lados (enormes relatos pró e contra que merecem serem lidos na integra – há links no final), surge a necessidade de fazer alguns questionamentos buscando entender não só o motivo de tanta discórdia, mas a própria natureza do viver em sociedade.
Partindo deste ponto, os relatos emocionados de participantes do Fora do Eixo não podem ser minimizados nem desvalorizados. Liberdade é escolher o modo que se quer viver, e neste quesito não há certo ou errado, mas sim diversas opções que vão agradar cada pessoa de forma diferente. É preciso respeitar as individualidades e escolhas de cada um, pois cada pessoa pode fazer da vida dela o que bem entender.
A maneira com que pessoas ligadas ao Fora do Eixo escolheram para viver tem que ser respeitada. É uma escolha, e em uma sociedade em que grande parte das pessoas vive em uma zona de conforto que diz mais sobre a incapacidade de alguns de se desprender daquilo que os oprime do que uma escolha consciente da melhor forma de viver, isso é admirável. Cada um tem o direito de fazer o que quiser desde que não interfira no direito do próximo.
A questão toma outro rumo exatamente quando observada como um todo, no exato momento em que interesses se chocam. Cada um pode viver da forma que quiser, mas obrigar outro a agir segundo seu modo de vida é, no mínimo, desrespeitoso. Se a economia solidária funciona dentro do coletivo, perfeito. Isso não quer dizer que pessoas de fora do coletivo precisem trabalhar da mesma forma, caso o coletivo se interesse pelo trabalho delas.
A grande discórdia em relação ao modus operandi do Fora do Eixo (e, principalmente a atuação controversa de seu líder, Pablo Capilé) é exatamente não entender e respeitar individualidades. Esse fato pode surgir de um processo nublado de realizar parcerias, algo que não deixa claro o formato de negócio para a pessoa que está pensando em trabalhar com o coletivo, e pode ser derivado tanto de uma má-gestão de projeto quanto de má-fé, que pode juridicamente ser encaixado no artigo Falsidade Ideológica.
O artigo 299 do Código Penal Brasileiro diz o seguinte e é bastante claro: “Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.”. Em seu depoimento, Beatriz Seigner afirma que o coletivo recebeu dinheiro em seu nome, sem informa-la previamente do fato. Se provado (não desconfiando da cineasta, mas o benefício da dúvida é necessário numa discussão como essa), pode mostrar que a maneira como o Fora do Eixo vem trabalhando não é transparente.
Essa decantada não transparência serve a que? Essa é uma das várias questões direcionadas ao coletivo, que, sim, precisa se manifestar, porque é um órgão não governamental que se utiliza de editais públicos para sobreviver, e independente se o valor final arrecadado é de 7% ou de 90% do montante que faz a roda do Fora do Eixo girar, é dinheiro de contribuinte, e assim como se cobra políticos, o Fora do Eixo tem um dever frente à sociedade.
É o caso de demonizar o Fora do Eixo? Não. O que está sendo feito é uma cobrança de posição do coletivo, transparência e o respeito à individualidade. Há pessoas que não querem viver como os membros do Fora do Eixo, e elas tem direito de fazer essa escolha. Há pessoas que não querem receber em moeda solidária, e é uma opção delas. Se o Fora do Eixo quiser organizar um festival sem pagar cachê, e alguém quiser tocar, é opção do músico, ainda que necessário, se o festival foi contemplado por edital, um acerto de contas da organização. Tocar de graça (mesmo com o coletivo recebendo financiamento público para isso) é um lado do mesmo jeito que se recusar a tocar de graça é outro, e ambos precisam ser respeitados.
O que está vindo à tona agora são fatos sabidos e discutidos aqui e ali (em mesas de bar e bastidores de festivais) desde 2008 (a discussão gerada pela Carta Aberta de João Parayba, publicada em 2010 no Scream & Yell, traz muitos pontos em comum com diversos depoimentos que estão pipocando aqui e ali), e a novidade é que o Fora do Eixo cresceu (não se pode negar a influência do coletivo nos importantes protestos de junho/julho tal qual o valor, ainda que partidário, da Mídia Ninja), e como adulto, precisa se ater a direitos e responsabilidades.
Isso apaga os possíveis erros do passado (recente) juvenil do coletivo? Não, e a Justiça está ai para quem quiser aciona-la. O que está sendo proposto aqui é que o Fora do Eixo haja, a partir de agora, com transparência e respeito à individualidade de cada um. O ponto de partida para isso é esclarecer todas as dúvidas que incomodam os detratores tanto quanto aprofundar os temas elogiosos que encantam os admiradores. Transparência (que nunca houve) acima de tudo.
Abaixo, alguns links importantes para se entender (e estender) a discussão, alguns bastante reflexivos, mas com itens importantes que pontuam essa longa discussão, que não é apenas sobre o coletivo, mas sobre o Brasil no século XXI, um país que passou muito tempo sucateado por administradores interessados em bens próprios, e que parece, agora, interessado no social. Questionar é preciso. Seja a respeito do Mensalão, do Trensalão, da importância da Mídia Ninja em contraponto a velha mídia (ambas partidários, defendendo interesses comuns de lados opostos), do Fora do Eixo, do Estado Laico, sobretudo do direito de cada pessoa ser… livre.
Leia também:
– Passa Palavra: A esquerda fora do eixo
– Beatriz Seigner: Fora do Fora do Eixo
– Rafael Vilela: Dentro do Fora do Eixo
– CMI: Coletivo-empresa: bote pra correr!
agosto 8, 2013 Encha o copo
Pequenos renascimentos
Pra muita gente, o fim de um ano e o começo de outro marca um recomeço. Aquele texto atribuído ao Drummond, mas que não é dele, é bem oportuno quando diz que “doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez”. Pra mim, isso acontece no meu aniversário. O começo de ano é sempre bom para planejar coisas, mas julho, por mais que eu tente insistir em não levar a sério o inferno astral, é costumamente um mês pesado. As pernas não querem se mexer, o corpo não quer se mover. Mas, bem, chega agosto e a vida começa de novo. E, desta vez, sem ser um setênio… : )
Ando bastante reflexivo nos últimos tempos. Cada vez me enxergo menos neste espaço, que deveria ser mais ego(ista) do que é (e basta uma passada na versão antiga da Calmantes pra ver que algo mudou: foi o mundo ou fui eu?). Mas falar sobre o que? Cinema? Até poderia, mas quero refrescar ainda mais as ideias para escrever longamente sobre “Hannah Arendt” e “Tabu”, dois filmes excelentes que vi neste fim de semana. Música? Talvez. Gostei muito do Selton (falei dele aqui) e acho que “Primavera”, do The Gift, caiu como uma luva na sonoridade que minha solidão particular buscava. Vou ouvir mais.
Vou retomar a leitura de “Bling Ring”, de Nancy Jo Sales. Estava adorando o caminho que a jornalista escolheu, e gostei bastante do filme da Sofia Coppola sobre o livro (humm, verdade, ele entra no Top 5 do ano, preciso arranjar um espacinho pra ele), mas no meio do caminho havia uma pedra, havia uma pedra no meio do caminho, e a leitura foi interrompida. Sei lá. Ando meio vivendo movido pelo sem querer, que me atrapalha, me distrai e me leva pela mão por territórios inóspitos do pensamento. Preciso de um hobby… Talvez. Talvez fazer cerveja em casa. Quem sabe. Está em standby. Como a vida…
agosto 5, 2013 Encha o copo
Download exclusivo: Rosablanca
EP: “Ensaio Sobre a Lealdade”, Rosablanca (baixe aqui)
Demo gravado em formato semi-acústico especialmente para o programa Acústico Mundo Livre, de Curitiba
1) Ensaio Sobre a Lealdade
2) Noite Branca
3) O Silêncio das Ovelhas
4) Frases Mágicas
5) Oi
6) Arco-Íris
Rosablanca:
Bruno Hack (bateria)
Dary Jr. (voz, violão e guitarra base)
Paulo Svolenski (baixo e vocal)
Sandro Malk (guitarra solo, teclado e voz)
Três perguntas:
https://screamyell.com.br/site/2013/07/22/tres-perguntas-rosablanca
agosto 2, 2013 Encha o copo
Três vídeos do Deolinda em São Paulo
Leia também: Deolinda ao vivo em São Paulo (aqui)
julho 30, 2013 1 Brinde
Sobre Elvis Costello em Londres, 2013

Foto: Marcelo Costa
Em junho vi Elvis Costello pela segunda vez no Royal Albert Hall (a primeira foi no ano passado), e na correria da viagem acabei publicando um textinho rápido apenas no Facebook. Republico aqui, para deixar guardado e achar com mais facilidade…
Elvis Costello em Londres, no Royal Albert Hall, com mais um show da The Spectacular Return of ‘The Spectacular Spinning Songbook’, ou como diz Marco Barbosa (que assistiu ao show da noite anterior), o “roletrando”. Teve “I Want You”, isso que mais importa (não tinha rolado quando vi no ano passado). Teve “Oliver’s Army” porque um mano acertou uma martelada na primeira (no “jogo” Hammer of Gods) e resistiu quanto quase todo o teatro pediu pra ele escolher “She” (ele tinha direito de escolher qualquer canção) e mandou “Oliver’s”. Teve Johnny Cash (vídeo no fim do post). Teve “Everyday I Write The Book” em versão soul. E teve, novamente, Steve Nieve fechando a noite tocando “(What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love And Understanding?” no Grand Organ do Royal Albert Hall. Ah, duas horas e cincoenta de show…
Ps. O amigo Bruno Capelas falou mais detalhadamente do show aqui

01. I Hope You’re Happy Now
02. Tear Off Your Own Head
03. I Can’t Stand Up For Falling Down
04. High Fidelity
05. Uncomplicated
06. Mystery Dance
07. Radio, Radio
Girl Jackpot
08. This Year’s Girl
09. Sulky Girl
10. Girls Talk
11. 45
12. I Want You
13. (The Angels Wanna Wear My) Red Shoes
14. Riot Act
15. Either Side Of The Same Town
Cash Jackpot
16. Cry, Cry, Cry
17. Song With Rose
18. Brilliant Mistake
The Hammer Of Songs
19. Oliver’s Army
20. Man Out Of Time
21. Shipbuilding
Joanna Jackpot
22. She
23. Shot With His Own Gun
24. London’s Brilliant Parade
25. Tramp The Dirt Down
bis
26. Indoor Fireworks
27. A Slow Drag With Josephine
28. Jimmie Standing In The Rain
29. Watching The Detectives / Help Me
30. Everyday I Write The Book
31. (I Don’t Want To Go To) Chelsea
32. Pump It Up
33. (What’s So Funny ‘Bout) Peace, Love And Understanding?
Leia também:
– Londres 2012: Noite clássica com Elvis Costello (leia aqui)
– Três vídeos: Elvis Costello no Royal Albert Hall, 2012 (aqui)
– Londres 2013: Costello em Londres, por Bruno Capelas (aqui)
julho 25, 2013 Encha o copo


