Baixe: Coletânea No Mínimo Era Isso

Organizada pelo site Outros Críticos, a versão online da coletânea de músicas e ensaios sobre 10 bandas de Pernambuco está disponível para audição e download gratuito (baixe aqui). Abaixo você pode ler os 10 ensaios.
setembro 25, 2013 Encha o copo
Cinco fotos: Estocolmo
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Veja mais imagens de outras cidades no link “cinco fotos” (aqui)
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Completamente apaixonado por Estocolmo (aqui)
setembro 25, 2013 Encha o copo
Assista: Hangout com Hélio Flanders
Participei na segunda-feira (16/09) de um bate papo via Hangout com Hélio Flanders, do Vanguart, banda que está lançando seu terceiro disco, “Muito Mais Que o Amor”. O Hangout foi organizado pelo site RockinPress e contou com Marcos Xi e Eduardo Araújo, do RockinPress, Ana Clara, do Rock ‘n’ Beats, e eu, representando o Scream & Yell. O bate papo foi bem bom, com momentos muito bacanas (releve o trecho em que metade da minha casa despenca no meio da sala – no fim, todos ficaram bem). Está na integra ai em cima. Vale a pena assistir.
setembro 17, 2013 Encha o copo
Dos descaminhos da melancolia

No sobe e desce do humor nos últimos dias, ontem foi um dos meus melhores dias. Daqueles dias que a vida é prazerosa, e não um fardo imenso a ser carregado, como acontece em boa parte do tempo. Não sei o motivo (até devo saber, mas não vem ao caso), em algum momento da noite, lembrei-me de Aldous Huxley, mais propriamente de um trecho especial de “O Macaco e a Essência”, meu livro preferido de tudo que já li nesses mais de 15 mil dias como cidadão deste planetinha azul.
A lembrança do tal trecho e, por conseguinte, do livro, me fizeram lembrar uma listinha Top 10 que eu havia organizado alguns anos atrás a pedido de algum site, aquela típica listinha de insônia, em que o prazo se extingue e você acaba listando as coisas que vem a sua cabeça na hora aguardando ansiosamente o momento de apertar o “enviar” do e-mail para se livrar de uma tarefa tão árdua quanto prazerosa – desde quando este prazer passou a ser risco de vida (pesquisar)?
Fato é que em meio a pensamentos perdidos no espaço, voltei para algum dia perdido na última década do século passado, em que, apaixonado por uma garota que morava em outra cidade bem distante da minha, comecei uma incessante troca de cartas que, felizmente, foi reciproca, e rendeu dezenas de momentos especiais – e um coração partido, mas isso não importa. Numa dessas cartas, acho que no aniversário de 19 anos dela, eu fiz uma listinha de 19 várias coisas: músicas, discos, filmes e… livros. Aquela listinha…
Guardo todas as cartas que recebi (muitas) e então fui verificar se, na resposta da garota, ela falava sobre algum livro daquela listinha, e… não (e olha que são cinco páginas… ótimas – risos). E o desejo de rever aquela listinha se instalou porque acredito que aqueles 19 livros ainda são, 17 anos depois, os meus livros preferidos, os livros que me formaram e me fizeram ser quem sou. Os mais importantes. Acho (ou apaixonado acreditava nisso).
Dia desses, numa conversa de bar, alguém perguntou o motivo de eu escrever e manter um site, e eu disse que escrevo para tornar a ideia palpável, real, e guarda-la. Calhou de ter um site e dividir várias ideias, pensamentos e observações acerca do mundo com um monte de gente (que, muitas vezes, não querem pensar, só ler elogios – infelizmente faz parte), mas tudo isso poderia ser um diário, em que escrevo para que o Marcelo, senhor grisalho de idade com óculos pequenos e memória curtíssima, daqui uns 50 anos se lembre de algumas bobagens.
Por isso, sempre procuro dar um passo pra frente, o que gera a questão: se eu já fiz uma lista com 19 livros, por que oras tenho que parar de fazer o que estou fazendo para fazer a mesma lista de novo? Risos idiotas. Ahhh, a melancolia é imensamente traiçoeira. Abaixo replico a lista de 10 livros preferidos de todos os tempos que organizei em 2009 enquanto aproveito para abrir uma brechinha e tentar incluir “A Visita Cruel do Tempo”, de Jennifer Egan, no computo (junto com “O Resto é Ruído”, do Alex Ross, que preciso comprar novamente – dei o meu de presente)… e lembrar de outros.
E aproveitar para guardar as velhas cartas. É incrível como conseguíamos escrever tanto. Era… especial. Saudosismo? Talvez seja. E se for, não importa.
“O Lobo da Estepe”, Hermann Hesse
“O Macaco e a Essência”, Aldous Huxley
“Ciranda de Pedra”, Lygia Fagundes Telles
“O Tempo e o Vento”, Érico Verissimo
“Hamlet”, William Shakespeare
“Cartas a Um Jovem Poeta”, Rainer Maria Rilke
“O Casamento do Céu e do Inferno”, William Blake
“Retrato de Dorian Gray”, Oscar Wilde
“Achei Que Meu Pai Fosse Deus”, organizado por Paul Auster
“As Flores do Mal”, Charles Baudelaire
“A Insustentável Leveza do Ser”, Milan Kundera
Ps. Quando eu ler “Em Busca do Tempo Perdido”, do Proust, que só passei os olhos no primeiro volume quando tinha 19, 20 anos, com certeza um dos dez acima cai.
Leia também:
– As bibliotecas da minha vida (aqui)
setembro 13, 2013 Encha o copo
Tentando
…me encontrar e juntando os cacos de algo que nem sei se sou eu.
Nessas horas sempre me lembro de Ana Cristina César: não tenho muitas palavras quanto pensei.
Teria pensando demais, sonhado demais, vivido demais?
Duvido.
É possível
setembro 9, 2013 Encha o copo
Cinco fotos: Memphis
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Fim de Tarde no Rio Mississippi
Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)
Leia também: 17 dias nos EUA, por Marcelo Costa (aqui)
setembro 9, 2013 Encha o copo
Três shows dos Smiths na integra
The Smiths – Live at Rockpalast, Hamburg (1984)
The Smiths – Live in Madrid, Spain (1985)
The Smiths – Final Concert – Brixton Academy, London (1986)
setembro 1, 2013 Encha o copo
Hemingway: A Fome como Boa Disciplina
“Se você não se alimentava bem em Paris, tinha sempre uma fome danada, pois todas as padarias exibiam coisas maravilhosas em suas vitrinas e muitas pessoas comiam ao ar livre, em mesas na calçada, de modo que por toda a parte via comida ou sentia o seu cheiro. Se você abandonou o jornalismo e ninguém nos Estados Unidos se interessa em publicar o que está escrevendo, se é obrigado a mentir em casa, explicando que já almoçara com alguém, o melhor que tem a fazer é passear nos jardins do Luxembourg, onde não via nem cheirava comida, desde a Place de l’Observatoire até a rue de Vaugirard. Poderá sempre entrar no Musée du Luxembourg, onde todos os quadros ficam mais vivos, mais claros e mais belos quando se está com a barriga vazia, roído de fome.
Aprendi a compreender Cézanne muito melhor, a entender realmente como é que pintava suas paisagens quando estava faminto. Costumava perguntar a mim mesmo se ele também tinha passado fome quando pintava, mas imaginava que talvez apenas se tivesse esquecido de comer. Era um daqueles pensamentos doentios mas brilhantes que nos ocorrem quando estamos com falta de sono ou de comida. Mais tarde, bem mais tarde, concluí que Cézanne provavelmente passara fome, mas de maneira diferente.
Depois de ter saído do Luxembourg, você poderia andar pela estreita rue Férou até a Place St. Sulpice sem ver restaurante algum, somente a praça silenciosa, com seus bancos e suas árvores. Havia uma fonte com leões, e pombos andavam nas calçadas ou pousavam nas estátuas dos bispos.
No lado norte da praça ficavam a igreja e lojas que vendiam objetos religiosos e paramentos.
Para além da praça é que não podia prosseguir em direção ao rio sem passar por lojas que vendiam frutas, legumes, vinhos, ou por padarias e pastelarias. Mas, escolhendo cuidadosamente o caminho, conseguiria avançar pela direita, ao redor da igreja de pedra, cinzenta e branca, chegar à rue de l’Odéon e virar de novo à direita em direção à livraria de Sylvia Beach, sem encontrar muitos lugares onde se vendessem coisas de comer. A rue de l’Odéon era desprovida de restaurantes até chegar à praça, onde havia três.
Quando chegasse à rue de l’Odéon, nº 12, a fome estaria contida mas por outro lado, todos os seus sentidos estariam aguçados. As fotografias lhe pareceriam diferentes e descobriria livros que nunca tinha visto antes.”
Do livro “Paris é Uma Festa”, Ernest Hemingway aos 22 anos
(dica do @rufatto)
agosto 31, 2013 Encha o copo
Bate papo: Crítica musical em discussão
Eis a integra do bate papo sobre Crítica Musical que participei ao lado de Carlos Calado e Marcus Preto com mediação de Benjamim Taubkin, promovido pelo Ciclo Uia + Casa do Núcleo. É um debate informativo, polêmico, repleto de dúvidas e questões interessantes não só sobre crítica, mas também sobre jornalismo e cenário musical. Divirta-se.
Assista também:
– O Editor e as Possíveis Narrativas: Debate no III Seminário Internacional Rumos de Jornalismo Cultural com Marcelo Costa (Scream & Yell), Jan Feld (UOL) e Alex Needham (Guardian) (aqui)
agosto 30, 2013 Encha o copo
50 canções para fazer sexo (Verão 2013!)

Para esquentar o lançamento de sua tradicional edição de verão (europeu) especial “Sex”, a badalada revista francesa Les Inrockuptibles preparou uma atualização da sua tradicional listinha com 50 músicas que compõe uma trilha sonora para fazer sexo (ou, como diz a revista, para “as noites sem dormir”).
A seleção de 2009, que virou CD triplo vendido na FNAC francesa, ia de Bryan Ferry a Hercules and Love Affair, de James Brown a Lil Louis (eu arranjaria um espaço para “You Shook Me”, do Led Zeppelin), mas a grande questão é: se fosse uma lista brasileira, o que mereceria entrar? Dúvidas…
Abaixo, a lista 2013 da Les Inrockuptibles: “50 chansons pour faire le sexe”
01. AlunaGeorge – Just A Touch
02. Disclosure – White Noise feat. AlunaGeorge
03. Daft Punk – Get Lucky
04. Air – Playground Love
05. Al Green – Let’s Stay Together
06. Otis Redding – Try A Little Tenderness
07. Alt-J – Tesselate
08. Beyonce – Baby Boy
09. Boy Crisis – Dressed To Digress
10. Britney Spears – I’m A Slave 4 U
11. The Child Of Lov – Warrior
12. Holy Other – Touch
13. Justin Timberlake – FutureSex/LoveSound
14. Massive Attack – Exchange
15. N.E.R.D. – She Wants To Move
16. Prince – Cream
17. Caribou – Sun
18. Barry White – Love Serenade
19. Of Montreal – St. Exquisite’s Confessions
20. Sun Glitters – Tight
21. Wise Blood – Loud Mouths
22. Mount Kimbie – Carbonated
23. Youth Lagoon – Posters
24. Serge Gainsbourg – Je t’aime, moi non plus
25. Marvin Gaye – Sexual Healing
26. Gorillaz – Empire Ants
27. Flying Lotus – Sex Slave Ship
28. Pulp – Sheffield Sex City
29. Sébastien Tellier – Roche
30. Missy Elliott – Work It
31. Olivia Newton-John – Physical
32. Donna Summer – Love to Love You Baby
33. Jai Paul – Jasmine
34. Jan Hammer – Don’t You Know
35. The Art Of Noise – Moments in Love
36. Marvin Gaye – Come Get To This
37. Nathaniel Merriweather – To Catch a Thief
38. Moloko – Pure Pleasure Seaker
39. Add N to (X) – Plug Me In
40. Chairlift – Planet Health
41. Jagwar Ma – What Love
42. Matthew Dear – Her Fantasy
43. Neon Neon – Raquel
44. Yacht – Summer Song
45. Katerine – Sexy Cool
46. Lee Hazlewood & Nancy Sinatra – Summer Wine
47. Mazzy Star – Fade Into You
48. Frank Ocean – Thinking About You
49. Patti Smith – Because The Night
50. Handsome Boy Modelling School – The Truth
Leia também:
– Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui)
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agosto 28, 2013 Encha o copo










