Category — Música
Children of Nuggets e 4 Islands

A 4 Islands é uma cigana holandesa, de Roterdã, comandada por três brasileiros, que agora começam a investir no mercado brasileiro. Essa Briói é uma New England IPA produzida na fábrica da Dádiva, no interior de São Paulo, e ainda que não exiba o Juicy característico do estilo, surpreende positivamente.
Acompanhando, “Children of Nuggets: Original Artyfacts from the Second Psychedelic Era, 1976–1995”, que, como o nome avisa, é a continuação do primeiro box focando em nomes como The Cramps, Teenage Fanclub, Primal Scream, ScreamingTrees, The La’s , The Smithereens, The Church, The Posies e muito mais espalhados em quatro CDs e 100 faixas!
setembro 17, 2019 No Comments
Quatro bootlegs do Belle & Sebastian

É uma pena que a qualidade sonora mais fraca de gravação seja o “Live at Free Jazz Festival São Paulo 2001”, mas vale a pena como registro. Adoro o “Live at Bowlie Weekender Festival 1999” não só por sua excelente qualidade sonora, mas por ser dos poucos que traz “Lazy Line Painter Jane” no set; outro de qualidade excelente é o “Black Sessions”, que destaca a cover de “Poupée de Cire, Poupée de Son” (o vídeo completo da sessão deste tradicional programa francês está no final). Fechando, “Merry Christmas, Mr. Peel” é uma session natalina misturada a alguns clássicos da banda.
setembro 17, 2019 No Comments
Oedipus Mannenliefde e Nuggets

De Amsterdam, uma cervejaria que entrou no rol das favoritas aqui de casa recentemente: Oedipus Brewing, com rótulos bem hipsters e cervejas e excelentes. Essa Mannenliefde é uma Belgian Saison com pimenta Szechuan e capim limão num conjunto deliciosamente psicodélico e refrescante.
Já que a gente falou em psicodélico e a música new psicodélica vem tomando de assalto o mundo (Brasil incluso) nos últimos 10 anos, eis uma pedra seminal do estilo: “Nuggets: Original Artyfacts From The First Psychedelic Era 1965/1968″, compilação idealizada por Lenny Kaye (que futuramente seria o grande parceiro musical de Patti Smith e principal escudeiro de sua banda até os dias de hoje) e originalmente lançada em vinil duplo em 1972 com 27 canções de gente como The Seeds, The Mojo Men e, claro, The 13th Floor Elevators”.
Entre 1984 e 1989, a Rhino relançou a série expandindo-a para 15 CDs independentes um do outro e, claro, temáticos. Em 1998, optou se por essa configuração de box quádruplo da foto. No CD 1, as 27 faixas originais que Kaye selecionou em 1972. Nos 3 CDs seguintes mais 91 pérolas de The Sonics a Love, de The Beau Brummers a The Kingsmen. Há um segundo box que expande o olhar para a Inglaterra e o restante do mundo (incluindo Brasil com Mutantes). Essencial.
setembro 16, 2019 No Comments
Dádiva Point of View e Robert Johnson

Colab da cervejaria paulistana Dádiva com a dinamarquesa Amager, essa Point of View é uma incrível American Imperial Stout com… goiabada. Amor define.
No som, Robert Leroy Johnson, um dos músicos mais influentes do blues do Delta do Mississipi. Esse box “The Complete Recordings” (1990) reúne as 29 músicas que o homem gravou entre 1936 e 1937 (e 12 takes alternativos). Está tudo aqui. E é foda. Com toda certeza, Robert Johnson comia goiabada na encruzilhada.
setembro 16, 2019 No Comments
Wäls MadLab Jambu Treme e Terruá Pará

Na taça, Wäls MadLab Jambu Treme, uma Belgian Strong Golden Ale com Jambu, erva típica da região Norte e bastante utilizada na culinária do Pará como condimento amazônico. Ela foi lançada no clube da Wals em junho de 2018, e não impressionou tanto porque o Jambu não está tão marcante como nos pratos paraenses (quem comeu, sabe). Um amo de guarda fez o caramelo dos maltes subir a dosagem e o que tinha de Jambu, desaparecer. Ficou uma Belgian Strong okzinha, mas menos do que a junção prometia.
Essa harmonização era fácil, né. Premiado como projeto do ano da APCA em 2013 (com voto meu), o “Terruá Pará” é um show festival que buscava apresentar o amplo espectro da música paraense. Esse box é da terceira edição, em 2013, mas acompanhei o primeiro em 2006 (foi um dos primeiros dates que tive com a Lili: levei-a ao Auditório Ibirapuera para nos surpreendemos com Dona Onete, La Pupunã e Gaby Amarantos. Outro detalhe sentimental: o inesquecível Carlos Eduardo Miranda foi um dos produtores e incentivadores do Terruá Pará: “Velhinho, tu tem que ver isso em Belém”, ele me disse uma vez. E lá fui eu para o Portal da Amazônia me apaixonar pela música, pela cidade, pelas pessoas. Esse box é dos itens carinhosos da minha coleção e coloco vez em quando para matar saudade do Pará, de Belém e do Miranda.
setembro 16, 2019 No Comments
Top 25 APCA 1º Semestre 2019

Não foi um semestre dos mais fáceis para mim esse meu primeiro semestre como pai em horário comercial (risos), mas fico feliz de ter amigos tão bacanas (Alexandre Matias, José Norberto Flesch e Lucas Breda) na APCA para discutirmos e indicarmos um ao outro os discos que mais nos balançaram no primeiro semestre. Tai a lista final (enquanto já começamos a pré-lista do segundo semestre!)
Alessandra Leão – Macumbas e Catimbós
Ave Sangria – Vendavais
BaianaSystem – O futuro não demora
Black Alien – Abaixo de Zero: Hello Hell
Boogarins – Sombrou dúvida
China – Manual de Sobrevivência Para Dias Mortos
Clima – La Commedia é Finita
Djonga – Ladrão
Dona Onete – Rebujo
Douglas Germano – Esculhamba
Fafá de Belém – Humana
Hamilton de Holanda – Harmonize
Jair Naves – Rente
Jards Macalé – Besta Fera
Jorge Mautner – Não Há Abismo Em Que o Brasil Caiba
Larissa Luz – Trovão
Nômade Orquestra – Vox Populi
O Terno – Atrás / Além
Odair José – Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio
Pitty – Matriz
Rakta – Falha Comum
Tássia Reis – Próspera
Thiago Pethit – Mal dos Trópicos
Tiago Iorc – Reconstrução
YMA – Par de Olhos
agosto 16, 2019 No Comments
O assunto é… Alice Cooper

Bem, não sou um especialista em Alice Cooper. Tenho o “School’s Out” (1972) em CD e o “Muscle of Love” (1973) em vinil, mas a editora do site da Red Bull, a Luana Dornelas, me mandou umas perguntas para comentar a efeméride dos 45 anos do show que Alice Cooper fez nesta terra arrasada chamada Brasil em 1974. O resultado ficou bem bacana (confira aqui) e eu ainda pude colocar umas listinha top 10 de shows gringos em território brazuca. Abaixo as perguntas dela e as minhas respostas:
– Primeiro, me conta um pouco sobre você! Quando começou a se envolver com a música e a criar conteúdos no Scream & Yell?
O Scream & Yell nasce como fanzine em papel em dezembro de 1996. Foram seis edições impressas, mais alguns informativos rápidos. A versão Web nasce em novembro de 2000 e seguimos em frente, resistindo, desde então. São 19 anos de cultura pop.
– Há anos você trabalha cobrindo a cena de música no Brasil. Qual foi o maior show gringo de rock que você assistiu aqui por aqui? Por que este show te marcou? Conta mais sobre a experiência.
Sinceramente, não consigo elencar um show só! (risos). É muito show! Dai eu fiz uma listinha com 10 dos anos 2000! Daria pra fazer uma outra só com shows do século passado, mas tem tanta coisa boa que já passou por aqui neste século, e a gente não lembra. Dai esses 10, por ordem alfabética, são alguns dos meus favoritos. E todos eles foram shows absolutos, impecáveis! Todos me emocionaram seja pelas canções, seja pelo clima, pois costumo dizer que um show aqui é muito melhor do que assistir ao mesmo show na gringa porque aqui você está acompanhado de seus amigos, tem um sentimento diferente.
– Brian Wilson no Tim Festival, São Paulo, 2004
– Bruce Springsteen no Espaço das Américas, São Paulo, 2013
– Elvis Costello no Tom Brasil, São Paulo, 2005
– Neil Young & Crazy Horse, Rock in Rio, 2001
– Pearl Jam no Pacaembu, São Paulo, 2005
– R.E.M. no Rock in Rio, 2001
– Radiohead em São Paulo, 2009
– Sonic Youth no Free Jazz, São Paulo, 2000
– Weezer no Curitiba Rock Festival, 2005
– Wilco no Auditório Ibirapuera, 2016
– O show do Alice Cooper no Brasil, que aconteceu em 1974, foi um marco histórico na história do rock do Brasil. Acha que ele foi um divisor de águas e abriu caminho para os megashows que vieram nos anos seguinte?
Não acho que foi um divisor porque o mercado não se abriu como esperava – isso só foi acontecer com o Rock in Rio, em 1985. Mas é um show absolutamente histórico exatamente por isso: hoje é fácil, mas tinha que ter muito culhão para vir tocar no Brasil nos anos 70, investir no país.
– Você conhece alguém que esteve presente neste show?
Algum amigo já comentou comigo desse show, mas não lembro quem!
– Décadas atrás, as pessoas precisavam esperar anos para poder conferir um show de um artista gringo. Hoje em dia, isso se tornou algo comum, com shows acontecendo com bastante frequência, mas atraindo um público menor. Pra você, qual é a maior mudança entre aquela época e os dias atuais?
O mercado brasileiro de shows evoluiu, e isso foi uma conquista pós Rock in Rio 1, de 1985, que mostrou para o show business internacional que era possível investir no Brasil. De lá para cá, essa confiança só foi aumentando ao mesmo tempo que diversos produtores e artistas descobriram que o Brasil é um país importante na estratégia de marketing da música, é um mercado enorme com muito potencial. E isso possibilitou a abertura de casas pequenas com boa estrutura. Se antes só vinha artista para tocar em estádio, agora vários lugares menores recebem grandes artistas. Ou seja, agora há espaço para artistas de diversos tamanhos, o que se adequa a todo tipo de produtor e público. Quanto ao público menor, creio também que há o peso do preço do ticket, pois pagamos alguns dos ingressos mais caros do mundo para ver show, e nem todo mundo tem dinheiro para ver mais de um show. Se o ingresso fosse mais barato, muito mais gente veria show.
maio 3, 2019 No Comments
Curso: Como divulgar sua música

A imprensa cultural tradicional mal dá conta de cobrir lançamentos, relançamento e notícias, de fato, relevantes da música. Uma das saídas é o investimento em marketing digital. Um músico com uma boa rede, bem gerenciada, que conte suas novidades e apresente seu trabalho de forma direta, se torna o seu principal veículo. Neste curso, organizado pelo jornalista Marcos Lauro, que atua na área de comunicação desde 2001, e que conta com a participação de Titita Dornelas, responsável pela News Assessoria & Comunicação, que tem no seu portfólio clientes como Chico César, Bixiga 70, The Baggios, Festival Sons da Rua, Sampa Jazz Fest, Nômade Festival, Arena carnaval SP, Xuxa Levy e Lucas Santtana, e Marcelo Costa, curador, jornalista e editor do Scream & Yell, serão discutidos problemas e algumas soluções na hora de divulgar sua música tanto na mídia tradicional quanto no online. Inscrições aqui.
Aula 1 – Mídia tradicional/offline; como lidar? (09/05)
Vamos conversar com Patricia Dornelas, profissional de assessoria de imprensa com vasta experiência na mídia tradicional, para entender como está o momento atual. Os avanços, gargalos, problemas e soluções, qual a melhor forma para apresentar o seu trabalho para profissionais que ainda trabalham em redações etc
Aula 2 – As possibilidades (quase infinitas) da mídia online (16/05)
Vamos conversar com Marcelo Costa, profissional que mantém o site Scream & Yell desde 2000 e tem vasta experiência na mídia digital/online, para entender como está o momento atual. Quais são as possibilidades, como driblar algoritmos e alcançar o seu público, o trabalho com públicos de nicho, se páginas e influencers podem cobrar para divulgar o seu trabalho etc.
Aula 3 – Estudos de cases de marketing digital na divulgação musical (23/05)
Vamos focar nas possibilidades que o ambiente digital oferece com o próprio artista sendo um personagem e um contador da sua própria história. Para isso, vamos estudar cases da Orfeu Digital, agência de conteúdo do responsável por esse curso, Marcos Lauro, e ver as possibilidades e a liberdade que as redes sociais oferecem para divulgar o seu trabalho, seja de forma orgânica ou impulsionada.
Aula 4 – Mão na massa! Vamos pensar juntos em soluções na hora de fazer sua divulgação (30/05)
Para encerrar, vamos à prática. Artistas, jornalistas e interessados que fizeram o curso vão botar a mão na massa e, em exercícios na sala, vão bolar estratégias de comunicação para o seu negócio (seja sua música, sua página no Facebook, seu perfil no Instagram etc). Vamos propor exercícios que facilmente poderão ser feitos na “vida real”, ou seja, o aluno vai sair do curso com ideias e material para publicação.
.:: Sobre os docentes:
Marcos Lauro
Jornalista, atua na área de comunicação desde 2001. Já passou por redações como Viagem & Turismo, VIP e Rádio Eldorado. Atuou como editor da Billboard Brasil, colaborador da revista Rolling Stone Brasil e fundador/estrategista da Orfeu Digital, agência de marketing digital com foco em música.
Convidados:
_ Primeira noite
Patrícia Dornelas
Titita, nasceu em 1º de dezembro de 1970, em Recife, PE. Graduada em Engenharia pela UNICAP (Universidade Católica de Pernambuco), pós graduada em Ciências da Engenharia Ambiental (USP). Abandonou a engenharia para fazer Relações Públicas. Formada pela Universidade Cásper Libero (SP), sua carreira como assessora de imprensa começou em julho de 2007. Responsável pela News Assessoria & Comunicação, que tem no seu portfólio clientes como Chico César, Bixiga 70, The Baggios, Festival Sons da Rua, Sampa Jazz Fest, Nômade Festival, Arena carnaval SP, Xuxa Levy e Lucas Santtana. Com foco na comunicação de atividades nas áreas de cultura e entretenimento, Patrícia assume de modo integrado toda a gestão de comunicação, englobando as diversas etapas desse processo: plano estratégico, coordenação de atividades, construção de conteúdos e assessoria de imprensa.
_ Segunda noite
Marcelo Costa
Editor do site de cultura pop Scream & Yell, um dos principais veículos independentes de cultura pop do país, no ar desde 2000. Já passou pelas redações do jornal Noticias Populares, e dos portais Zip.Net, UOL, Terra e iG, além de já ter colaborado com as revistas Billboard Brasil, Rolling Stone e GQ Brasil, e com a MTv Brasil, da qual foi colunista. Foi curador do projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia, do projeto Natura Musical, do Oi Pocket Show Rock in Rio, do The Art of Heineken e integra a APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria Música Popular desde 2012.
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.:: Data: 09 a 30/05 – quintas-feiras, das 19h às 22h
.:: Investimento
Curso Completo:
R$ 300 _ até 20/04
R$ 340 _ após 20/04
Aula Avulsa:
R$ 90
.:: Inscrições: https://bit.ly/2WGsErI
.:: Faça sua inscrição pessoalmente sem taxas de conveniência: Rua Treze de Maio, 733 – Bela Vista – São Paulo – SP, das 14h às 22h >> aceitamos apenas débito e crédito à vista
> Pela Eventbrite é possível parcelar em até 24x (parcelas mínimas de R$5,00)
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Lab Mundo Pensante
Rua Treze de Maio, 733 – Bela Vista – São Paulo – SP
Tel:. 5082-2657
abril 15, 2019 No Comments
Meu 2018 musical segundo a LastFM

O balanço completo pode ser visto em detalhes aqui e aqui rola comparar como foi o meu 2016 e os 25 discos que mais ouvi nos últimos três anos (ano a ano).
janeiro 5, 2019 No Comments
As favoritas de 2018 do Obama

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, publicou em sua conta no Instagram uma lista com as suas canções favoritas de 2018. Na compilação, boas surpresas como Courtney Barnett e Kurt Vile. O post ainda inclui seus filmes e livros favoritos. Confere lá. O jornal The Independent preparou uma playlist no Spotify com todas as canções. Escuta aqui.
janeiro 4, 2019 No Comments

