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SY02: AoVivo@Asteroid”, Walverdes

No começo de 2011, o pessoal do Asteroid Bar, em Sorocaba, me escreveu sugerindo uma parceria: eles estavam gravando as bandas que se apresentavam na casa, e pretendiam disponibilizar alguns shows para download gratuito (devidamente mixados e com qualidade de áudio excelente) tanto no site deles quanto em sites parceiros.
Nessa toada, um dos grupos mais barulhentos desta pobre terra esquecida, a Walverdes ainda não tinha um álbum ao vivo que pudesse dar conta do caos que Gustavo Mini (guitarrista/vocalista), Marcos Rübenich (baixo) e Patrick Magalhães (baixo) fazem sobre um palco. Não tinham…
“AoVivo@Asteroid” não foi planejado. “Jon Hassuike, que já produziu discos do Wry em Londres, avisou na passagem de som que iria gravar e simplesmente gravou! Depois mixou e nos enviou!”, conta Mini.
O repertório é um quase um resumo da carreira da Walverdes, com canções de todos os álbuns oficiais.
As versões rápidas de “Câncer” e “1996” saíram diretamente do EP “90º (2000). Do clássico “Anticontrole” (2002) saíram “Viajando na AM”, “Novos Adultos” e “Refrões ao Lado / Classe Média Baixa Records”. De “Playback” (2005), “Saturno”, e de “Breakdance” (2010), “Diagonal”.
Duas faixas chamam a atenção: a raríssima “Kikito aos Medas”, lançada na coletânea “Segunda Sem Ley”, da Excelente Discos (1995) e a versão de “Sweet Leaf”, do Black Sabbath, aqui rebatizada de “Sweet Leaf (Demasiada Sequela Style)”.
“É a primeira vez que gravamos ‘Sweet Leaf’ com o reggae que a gente enxerta no meio”, avisa Mini.
Como um fã da Walverdes, é um orgulho para o Scream & Yell ter esse disco, até hoje inédito nas plataformas digitais, disponível no catálogo do Selo Scream & Yell. Baixe o disco aqui!
julho 23, 2025 No Comments
SY01: “O Tempo Vai Me Perdoar”, Terminal Guadalupe (2009)

Dois anos após o marco zero do Selo Scream & Yell, (ou SY00), o compacto “Canção Para OAEOZ“, do OAEOZ, que lançamos em 2007, liberamos um novo lançamento no site. Diz o texto da época:
“A MTV e o Scream & Yell foram escolhidos para distribuir gratuitamente o single ‘O Tempo Vai Me Perdoar’, com arte assinada pelo grande @DiegoMedina74 (numa leitura bem particular do Subcomandante Marcos) e quatro músicas novas que o @TerminalGuadalupe gravou com os produtores Roy Cicala (John Lennon) e Apollo 9 (ex-Planet Hemp), e que deveriam estar no quinto álbum da banda. O arquivo compactado de ‘O Tempo Vai Me Perdoar’ traz a capa do EP e o selo para ser impresso em casa, e quatro músicas inéditas – ‘O Tempo Vai Me Perdoar’, ‘Chico Balboa’, ‘Romance Juvenil Operário’ e ‘BR 376′”.
Fui até o velho Hotmail para tentar resgatar curiosidades sobre esse lançamento, e descobri que tenho conversas com Dary e Allan datadas de 2004 e 2005, mas não dessa época (2009). O fato é que o Terminal Guadalupe estava passando por um período de mudanças, e, na minha visão, a produção do renomado Roy Cicala (imagina entrar em um estúdio com um cara que tinha no currículo a engenharia de som de “Born To Run” e “Darkness on the Edge of Town”, de Bruce Springsteen, “Easter”, de Patti Smith, “Lodger”, de David Bowie, e gravou quase todos os discos solos de John Lennon?) não colaborou na época
Ouvindo hoje, “O Tempo Vai Me Perdoar” reúne quatro baitas canções, todas inéditas nas plataformas.
Após uma pausa, a TG voltou em 2022 com um belo disco de inéditas, “Agora e Sempre“, e lançou em maio um novo EP, “Sara” – estamos conversando sobre um show deles em São Paulo pra logo.
No Scream & Yell, você pode resgatar o EP “O Tempo Vai Me Perdoar”. Baixe e ouça aqui!

junho 5, 2025 No Comments
SY00: “Canção para OAEOZ“, OAEOZ (2007)

O Selo Scream & Yell nasceu meio por acaso (como o zine/site, aliás), e, por isso, a numeração do catálogo estava meio bagunçada até que decidi mapear tudo uns dois ou três anos atrás. Todos os lançamentos estão liberados para download gratuito no site, mas menos da metade está nas plataformas, e um ou outro até já tem lançamento em vinil.
Oficialmente, o primeiro lançamento foi “AoVivo@Asteroid“, da Walverdes, que liberamos em 2011, uma pedrada digna de abrir os trabalhos (que continua inédita em streaming, aliás).
Conto mais desse bootleg da Walverdes (uma banda que eu amo) mais pra frente, porque organizando o catálogo percebi que a gente já tinha disponibilizado umas coisas antes desse disco. Dessa forma, decidi começar uma nova contagem do selo, atualizada.
Assim, o marco zero do selo (ou SY00) passou a ser “Canção Para OAEOZ“, um compacto virtual que lançamos em 2007 em parceria com a De Inverno Records, de Curitiba, do Ivan Santos e da Adriane Perin.

Na época, o OAEOZ está festejando 10 anos de atividade, e tinha lançado o primeiro single de seu vindouro novo trabalho pelo Senhor F, do Fernando Rosa, desde sempre, uma inspiração.
E eles escolheram o Scream & Yell para divulgar o segundo single, uma parceria que já vinha de antes – e que eu vou tentar contar mais um pouco ainda hoje por aqui em outro post.
O compacto “Canção Para OAEOZ” traz como “lado b” uma versão para “Loucura”, música do Ídolos da Matinee, banda curitibana dos anos 80, e foi lançado no site em 15 de setembro de 2007.
No arquivo para download incluimos o primeiro single compacto, “Impossibilidades”, que trazia como lado b uma versão emocionante de “Città Piu Bella”, do Fellini.
Os dois singles ganharam lançamento em edição artesanal física em CD para divulgação, e as duas versões permanecem inéditas em streaming!
Alias, o grande Manoel Magalhães e seu Estúdio 8-bics vem fazendo um trabalho essencial de resgatar discos ausentes do streaming, e colocou quase toda a discografia do OAEOZ nas plataformas (vale a pena ir atrás: recomendo muito os álbuns “Ás Vezes Céu” e “Falsas Baladas e Outras Canções de Estrada”).
Porém, esses dois singles permanecem online oficialmente apenas no Scream & Yell! Baixe e ouça aqui!

maio 13, 2025 No Comments
“¡Estamos!” na Espanha

“¡Estamos! – Canções da Quarentena” ganhou uma bela resenha no site espanhol Zona de Obras. Você pode ouvir e baixar o disco aqui e ler a resenha no site espanhol aqui.
junho 22, 2020 No Comments
“¡Estamos!” no La Nacion
“¡Estamos! – Canções da Quarentena”, compilação com 21 artistas que o Scream & Yell lançou em abril, foi destaque no jornal argentino La Nacion. Conheça o álbum aqui.

maio 5, 2020 No Comments
Guia Prático do Vinho em PDF
A Sociedade da Mesa Clube de Vinhos liberou um Guia Prático do Vinho em PDF. Clique na imagem e salve o arquivo!
março 29, 2020 No Comments
Um tributo brasileiro ao Bikini Kill

“Considerada pioneira do movimento Riot Grrrl, a banda norte americana Bikini Kill comemora em 2018 os 25 anos do lançamento de ‘Pussy Whipped’, seu disco de estreia. Notório por letras com conteúdo feminista radical e performances incendiárias, o grupo acaba de ganhar uma coletânea brasileira que revisita o álbum. “Insubmissas – 25 anos de Pussy Whipped” tem assinatura do selo paulistano Hérnia de Discos e está disponível em todas as plataformas digitais. Você pode ouvi-lo ainda e baixa-lo no Bandcamp do selo.
01) “Blood One”, Diablo Angel
02) “Alien She” – Lâmina
03) “Magnet” – Belicosa
04) “Speed Heart” – Bertha Lutz
05) “Lil’ Red” – Framboesas Radioativas
06) “Tell Me So” – Miêta
07) “Sugar” – In Venus
08 ) “Star Bellied Boy” – 3D
09) “Hamster Baby” (Ratoncito Bebito)– Bloody Mary Una Chica Gang
10) “Rebel Girl” – Charlotte Matou um Cara
11) “Star Fish” – Trash no Star
12) “For Tammy Rae” – Readymades
fevereiro 20, 2018 No Comments
Download: 125 catálogos do CCBB

Responsável por diversas mostras bacanas, o Centro Cultural Banco do Brasil também produz excelentes catálogos para essas mostras, que muitas vezes vão além do material apresentado na instituição, e servem como guia para a obra do artista em questão, mesmo que você não tenha acompanhado a mostra. 125 destes catálogos estão disponíveis para download gratuito e trazem um vasto material imperdível de artes, cinema, arquitetura e muito mais.

Entre os volumes disponibilizados pelo CCBB estão catálogos sobre a mostra Alfred Hitchcock, um calhamaço de 416 páginas que pode funcionar como um excelente guia para neófitos na obra do mestre do suspense. O mesmo pode ser dito dos volumes sobre Quentin Tarantino (com textos e análises de cada filme do diretor), Escher, Kandinski, Jean Luc Godard, Ingmar Bergman, Jean Renoir, Ennio Morricone, Impressionismo, Iberê Camargo, Castelo Ra-Tim-Bum, Mondrian, Francis Ford Coppola, o movimento Dogama 95 e mais.
Divirta-se:
https://ccbb.com.br/programacao-digital/acervo-digital/

fevereiro 16, 2018 No Comments
Download: As Lembranças São Escolhas

10 anos atrás eu tinha menos cabelos brancos, nunca tinha saído da América do Sul, gostava mais de cachaça do que de cerveja. era editor de capa de um grande portal e tinha uma coluna sobre cultura pop chamada Revoluttion (com dois T mesmo) no iG. E foi lá que eu cravei num dia de janeiro de 2007: “Terminal Guadalupe é o futuro do rock nacional”. Se você conheceu o TG, provavelmente sabe o que eu queria dizer quando escrevi sobre o álbum “A Marcha dos Invisíveis”. Se não conhece, bem, é porque o futuro muitas vezes não é como a gente espera (mas sempre há tempo: baixe o disco da Lorena Foi Embora mais os EPs “Delação Premiada” e “O Tempo Vai Me Perdoar” aqui e três discos oficiais do TG aqui).
O Terminal Guadalupe foi uma banda formada pelo músico e jornalista Dary Jr. em Curitiba em 2003, nascida da trilha sonora de um documentário chamado “Burocracia Romântica”. Depois, já com formação de banda, que incluía o guitarrista Allan Yokohama, o baterista Fabiano Ferronato e o baixista Rubens K, vieram “Vc Vai Perder o Chão” (2003), o EP “Delação Premiada” (2005), “A Marcha dos Invisíveis” (2007), os discos ao vivo “Ao Vivo na Mundo Livre FM” e “Como Despontar Para o Anonimato” (2008) e os EPs “O Tempo vai me Perdoar” (2008) e “O Explorador de Telhados” (2010).
A força do Terminal Guadalupe residia no encontro da poesia verborrágica e politizada de Dary com a musicalidade pop rock and roll grunge de Allan, e o encontro destes dois músicos rendeu um número surpreendente de boas canções, que encontraram um público pequeno, mas fiel, até a banda se separar. No álbum que o Scream & Yell lança hoje, “As Lembranças São Escolhas” (download gratuito aqui), Bruno Capelas descreve: “Dary foi o equivalente mais próximo que eu tive de um Renato Russo – um letrista e vocalista versátil, capaz de me fazer xingar o mensalão (escolha o partido, não importa) ou a Igreja Católica e me apaixonar na mesma medida”. É isso.
10 anos depois, “A Marcha dos Invisíveis” continua sendo um grande disco que, inclusive, antecipava boa parte da crise política que colocaria o país pós-golpe (e o mundo) num limbo próximo a um Black Lodge real (David Lynch estava certo sobre a maldade humana). “A bandeira norte-americana em chamas / A mentira tropical na lixeira / A coleção de inverno do tucanato / E as roupas íntimas dos neopetistas”, enumerava Dary na letra da canção que fechava o disco, “Praça de Alimentação”, e simbolizava um raro aceno politizado num mundo pop nacional que estava mais interessado no próprio umbigo. Deu no que deu.
Como observou Bruno Capelas, “espero que este ‘As Lembranças São Escolhas’ tenha o mesmo efeito sobre seus ouvintes do que teve em mim – a vontade de ouvir não só o disco, mas também ir atrás das canções originais e (re)descobrir músicas que ficaram perdidas no tempo”. É bom ouvir essas canções novamente. Entre as 100 músicas que mais ouvi nos últimos 11 anos, segundo computo da minha LastFm, “De Turim a Acapulco” é a 8ª, “El Pueblo No Se Vá” é a 14ª e “O Segundo Passo” é a 80ª (entre mais de 76 mil canções ouvidas). O futuro é o segundo seguinte. O futuro é agora.

agosto 9, 2017 3 Comments
Download: Scream & Yell 06 (Março 2000)

E chegamos à última edição do fanzine Scream & Yell. Haverá ainda um terceiro informativo, que sairia alguns meses depois, mas essa edição número 6 é a última completa em formato fanzine, com 28 páginas e acabamento profissional. Na época, eu trabalhava na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade de Taubaté (num concurso interno ocorrido no final de 1998, passei de auxiliar de biblioteca para secretário, e fui transferido da Faculdade de Direito para a Pró-Reitoria da Unitau), e o tempo estava mais sossegado (eu trabalhava manhã e noite no Direito e na Pró-Reitoria acabei voltando ao horário de 8h às 17h). Eu passava madrugadas lendo os fanzines que recebia e respondendo e enviando fanzines Scream & Yell para o Brasil. Nesse período, o fanzine já tinha alguns admiradores daqueles que querem fazer algo para ajudar, e foi uma turma de amigos que trabalhava em uma editora que decidiu, na hora de folga, imprimir nada menos que 1000 exemplares do Scream & Yell 6. Editei tudo no Page Maker num computador conectado à rede da editora, e dali mandei para a impressão – era daquelas impressoras que tomavam uma sala inteira. Não à toa, foi a melhor impressão de todas as edições que fizemos. Nesta despedida escrevo de Salman Rushdie (que eu estava viciado na época), Dulce Quental (uma cantora que adoro e que tempos depois seria colunista do Scream & Yell online) e Wilco (um faixa a faixa sobre “Summerteeth”). Alexandre escreveu sobre Jerry Lee Lewis, Wander Wildner, Goiânia Noise e o ano do pop movies. Aqui também realizo o sonho de ter um texto inédito do amigo André Takeda publicado (“Disco 2000”) e a sessão Matérias Antológicas destaca Álvaro Pereira Jr. Mas há mais, muito mais: futebol, truco, Trainspotting, “Dogma” (o filme de Kevin Smith), os grandes discos de 1999, a clássica “Teoria de Alison”, fitas demo, ombudsman e outras cositas. Assimilada as aulas de Marcelo Orozco, a edição é mais limpa e não tento colocar 3 mil toques onde cabem 2 mil (como fiz na edição 5). É uma despedida digna… antes de entrarmos na era online. Mas não acabou, ainda há um informativo a ser recuperado. Como padrão, no arquivo que você irá baixar há duas versões: uma em PDF para ser lida em desktop, celular e tablet, com o formato das páginas sequencial; e outra em JPG formatada para impressão (ou seja, com as páginas combinadas para serem montadas no formato revista. É simples: você imprime a 6_01 na frente e a 6_02 no verso do A4; a 6_03 na frente e a 6_04 no verso A4; e assim por diante. Depois junta tudo na sequencia (1, 2, 3, 4) e dobra, grampeia no meio e você tem um fanzine). Divirta-se.
BAIXE AQUI O SCREAM & YELL – FANZINE 6

julho 24, 2017 No Comments


