Livro de Lee Ranaldo ganhará edição nacional

Publicado originalmente em 1998, “jrnls80s – Poems, Lyrics, Letters, Observations, Wordplay and Postcards from the Early Days of Sonic Youth”, de Lee Ranaldo, irá ganhar edição nacional nos próximos meses. O livro compila relatos de Lee Ranaldo sobre os primeiros anos de estrada do Sonic Youth, poesia, rascunhos de letras e doideiras. Segundo Marcelo Viegas, que está cuidando da parte editorial do livro (e lançou recentemente seu próprio livro, “Então? Coletânea de entrevistas de Música, Skate e Arte”), “jrnls80s é tão experimental quanto um disco do Sonic Youth: tem momentos ‘normais’ e coisas bem dissonantes”. O lançamento está em fase final de tradução devendo chegar nas livrarias entre setembro e outubro por uma nova editora, a Terreno Estranho.

Leia também:
– Lee Ranaldo desfila Fenders detonadas em show no Largo da Batata (aqui)
– Intimismo valoriza “Sonic Youth: Sleeping Nights Awake” (aqui)
– “Girl in a Band”, de Kim Gordon, uma intensa confissão de fracasso (aqui)
– “1991 – The Year Punk Broke”: difícil não se apaixonar por Kim (aqui)
– Thurston Moore em SP: “Vocês estão sentindo o gosto do inferno? (aqui)
– Faixa a Faixa: “Murray Street”, do Sonic Youth (aqui)
– Claro Que é Rock 2005: Sonic Youth cansa em um show sonolento (aqui)
– “Between The Times And The Tides”, um belo disco de Lee Ranaldo (aqui)
– “Demolished Thoughts”, Thurston Moore soa interessado em sossego (aqui)
julho 11, 2017 Encha o copo
Cervejas da Pöhjala chegam ao Brasil

A Estônia é um pequeno país no Mar Báltico que faz divisa com Letônia e Russia, e do outro lado do mar observa Finlândia e Suécia. Com uma população total de um milhão e 300 mil pessoas e a capital Tallinn tomando para si pouco mais de um 1/3 dessa população, a Estônia entrou no mapa cervejeiro em 2013, quando um mestre cervejeiro que trabalhava na Brewdog aceitou a proposta de se mudar para Tallinn e ajudar a criar uma nova cervejaria. Nascia a Pöhjala, sob o comando do mestre cervejeiro Chris Pilkington, que em menos de quatros anos se tornou uma das cultuadas jovens cervejarias europeias.

A Pöhjala desembarcou no Brasil pela primeira vez agora em julho, via Beer Concept, e já chega com nada menos do que 18 rótulos. A convite da importadora, o Scream & Yell participou de uma degustação que apresentou seis Pöhjalas e também quatro novidades da norte-americana Against The Grain, no segundo container da cervejaria que aporta no Brasil. Das Pöhjalas, o que se pode perceber na degustação é que a cervejaria está criando um ótimo cardápio básico, com estilos necessários e importantes e cervejas bem caprichadas, mas que eles já iniciaram um processo experimental que pode render coisas bem boas no futuro.

Para abrir a degustação,a Pöhjala Prenzlauer Berg (R$ 40), uma Raspberry Berliner, foi ideal. Sabe tortinha de morango? Então, lembra. Uma cerveja leve e refrescante. Na sequencia, entramos na especialidade da casa: cervejas escuras. A primeira foi a (pornográfica) Pöhjala Must Kuld (R$ 34), uma Porter produzida com lactose, equilibrada e agradável, seguida de sua versão caprichada, a Pöhjala Must Kuld Colombia (R$ 46), uma Coffee Porter que recebe adição de café Caturra, da Finca La Chorrera, na Colombia. Produzida durante a noite mais longa da Estônia, a Pime ÖÖ (R$ 86) é uma potente Russian Imperial Stout de 13.6% de álcool.

Os destaques da Pöhjala nesta degustação foram a Kolm Null Null Kolm Imperial Porter Barrel Aged Red Moscatel (R$ 86), uma cerveja colaborativa entre a Põhjala e a cervejaria britânica Brew By Numbers, que é envelhecida em barris de Moscatel Roxo, e apresenta delicada doçura e 11.1% de graduação alcoólica. A estrela da noite foi a Põhjala Öö XO (R$ 86), uma Baltic Porter que passa por envelhecimento em velhos barris que antes abrigaram conhaque. Com 11.5% de álcool (belamente inseridos), a Põhjala Öö XO impressionou a mesa, e saiu com o título de preferida dos jornalistas presentes.

Da norte-americana Against The Grain experimentamos a pornográfica (e excelente) Babyschläger Adambier (olha esse rótulo!), colaborativa com Freigeist, cervejaria alemã da nova escola germânica (que eu adoro!), a Rico Sauvin (uma Double IPA de rótulo hipster que agradou bastante a mesa), a incrível Jackyale (uma Double Brown Ale maturada em barris de Bourbon) e a deliciosa Brettie Paige (desde então minha favorita da Against The Grain: uma Saison com Brettanomyces que integra a All Funked Up Wild Series da casa) – só a Rico Sauvin dessa lista veio em latão, as outras três vieram em garrafas de 750 ml.

julho 10, 2017 Encha o copo
Dicas Scream & Yell: Supergrass
Mais um Dicas Scream & Yell no ar, desta vez focando na grande banda britânica Supergrass, mais especificamente na coletânea “Supergrass is Ten”, mas em sua versão dupla com um disquinho de raridades. Confira acima.
julho 7, 2017 Encha o copo
De Molen e Omnipollo de volta ao Brasil

Badalada entre beergeeks, a Brouwerij De Molen é uma premiada micro cervejaria, destilaria e restaurante localizada na área rural de Bodegraven, uma cidade com menos de 20 mil habitantes próxima a Utrecht, na Holanda. Fundada em 2004 dentro de um antigo moinho (De Molen, em dutch) construído em 1697, a cervejaria começou a chamar a atenção ao recriar receitas históricas (com uma pegada norte-americana) tanto quanto produzir um vasto catálogo baseado em círculos de produção extremamente curtos e sazonais. Em 2010, a Brouwerij De Molen entrou na lista de 100 cervejarias mais notáveis do mundo, segundo o Ratebeer, e seus rótulos continuam provocando o bebedor, já a partir da arte, simples e econômica, que remete a apresentação de remédios.

Após um período ausente do Brasil, a Brouwerij De Molen retorna agora via importação da Beer Concept, que coloca 22 cervejas da casa nas prateleiras brasileiras, numa tabela de preços que flutua de R$ 31 (a Vuur & Vlam IPA) a R$ 96, preço dos rótulos mais festejados da casa, que geralmente passam por envelhecimento em barricas. Algumas destas foram apresentadas para a imprensa esta semana no Empório Alto de Pinheiros, e surpreenderam: a Bommen & Granaten Barley Wine chega em versão básica (R$ 49) e uma espetacular Barrel Aged Rioja (R$ 96), envelhecida em barricas que antes continham vinho Rioja. Outra das favoritas da degustação foi a Verdeel & Heers Barreal Aged With Brett (R$ 96), uma Imperial Stout com uma carga incrível de defumado e turfa, derivados dos barris que a envelheceram.

Pelo Scream & Yell já passaram 24 De Molens diferentes (o meu Untappd soma 35), sendo que algumas que chegam agora neste container estão entre as prediletas da casa, como a Tsarina Esra (R$ 49), uma poderosa Imperial Porter que ocupa a sexta posição no meu ranking pessoal de 1001 cervejas. A De Molen Hel & Verdoemenis (R$ 49) chega em sua versão base sendo que no meu ranking pessoal destaco a versão Cuvee (34º lugar), que eu trouxe de Amsterdã em uma viagem. Outra presente no ranking é a De Molen Mooi & Meedogenloos (R$ 40), que figura na posição 196. Chegaram ainda a Hemel & Aarde Russian Imperial Stout (R$ 49), a Rook & Vuur Smoked Stout (R$ 49), a Rasputin Russian Imperial Stout (R$ 49), a Mout & Mocca Russian Imperial Stout With Coffee (R$ 49), que eu bebi em Amsterdam, entre outras.

Já a sueca Omnipollo retorna ao Brasil com 11 rótulos, sendo que apenas dois deles eu havia bebido anteriormente: a Leon Belgian Pale Ale (R$ 31) e a Nebuchadnezzar Imperial IPA (R$ 40). Dos rótulos apresentados para a imprensa pela Beer Concept, o mais elogiado foi o da espetacular Omnipollo Anagram Blueberry Cheesecake Stout (R$ 82), uma Russian Imperial Stout de 12% de álcool incrível feita em colaboração com a também sueca Dugges. Chamaram a atenção também a bela Magic 3.5 Pineapple (R$ 47), uma deliciosa gose com sal marinho e também abacaxi, a Selassie Vanilla Beans and Ethiopean Coffee (R$ 82), uma Imperial Stout com favas de baunilha e café etíope, e as duas versões Ice Cream, feita em colaboração com a cervejaria britânica Buxton: Original Rock Road e Original Texas Pecan (minha preferida), ambas chegando ao preço de R$ 82 a garrafa.

julho 7, 2017 3 Brindes
Dicas Scream & Yell: Raw Power
Quem assistiu a “Gimme Danger”, o doc sobre os Stooges assinado por Jim Jarmusch, deve ter percebido a pendenga que pesa sobre a mixagem de David Bowie para “Raw Power”. Não à toa, Iggy Pop lançou em 1996 a sua própria versão selvagem da mixagem deste clássico!
julho 5, 2017 Encha o copo
O sexto ap que morei em São Paulo

Da Cardeal Arcoverde fui para a Teodoro Sampaio, de lá para a Rua Rocha, dai para a Antônio Carlos e depois para uma esquina da Rua Rosa e Silva, pertinho do Minhocão, tudo isso em três anos de São Paulo. Não me dei muito bem com um dos caras da república que fui morar na Rosa e Silva, o que me fez alguns dias depois sair a procura de algum lugar para morar sozinho. Dei sorte. Eu estava trabalhando no UOL, mas não dentro do UOL, e sim cuidando de uma parceria que a empresa havia “herdado” após a compra da Zip.Net, e era PJ. Ou seja, estava difícil comprovar renda, mas alguns dos apartamentos que vi no primeiro dia que sai a busca permitiam o esquema de depósito de três alugueis. E foi assim que fui parar em uma quitinete na esquina da Rua Dr. Vila Nova com a Rua Maria Antonia, em um dos períodos mais bacanas da minha vida em São Paulo. Eram só 38 metros no quinto andar que eu mobilei com uma cama de casal, uma TV 29 polegadas, araras para as roupas e uma vasta coleção de livros, CDs e vinis. Não, não tinha geladeira e nem fogão, mas a vizinhança trazia vários lugares para se comer a qualquer hora do dia ou da noite. Era na rua do Sesc Consolação, do lado do Bar do Zé (onde o pessoal da era dos festivais colava depois dos shows), tinha toda a movimentação do Mackensie, era sensacional. Rolou um medinho de “como eu vou me comportar vivendo sozinho comigo mesmo”, e algumas semanas depois eu estava completamente viciado no silêncio do pensamento, que permitia ideias e planos. Foi um período bacana demais num pequeno espaço que abriu horizontes imensos para mim. Depois de cinco apartamentos diferentes em três anos, o sexto apartamento havia chego para ficar… ao menos até o sétimo vagar ali do lado, e me permitir um pequeno salto de qualidade de vida. Mas isso é assunto para outro post.
julho 5, 2017 Encha o copo
Textos mais lidos: Junho de 2017

TOP 10
01) Download: “Dois Lados”, tributo ao Skank (aqui)
02) “Vem”, de Mallu Magalhães: entrevista e crítica (aqui)
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04) Balanção: Vento Festival, por Leonardo Vinhas (aqui)
05) Scream & Yell Discos – Episódios de Junho (aqui)
06) Entrevista: Father John Misty, por Carlos Messias (aqui)
07) Cinco músicas para entender Rush, por Leo Vinhas (aqui)
08 ) 12 filmes do Festival In-Edit Brasil, por Mac (aqui)
09) Harry Styles e a adolescência da música, por Ana Clara (aqui)
10) Entrevista: Kevin Johansen, por Leonardo Vinhas (aqui)
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01) Download: Tributo a Belchior -> 14º link (aqui)
02) Download: Tributo a Alceu Valença -> 15º link (aqui)
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01) Três filmes: O sexo no cinema brasileiro (aqui)
02) Entrevista: Chico Buarque, por Daniel C. e Thiago A. (aqui)
03) Alemanha: Três cervejas da Kaiserdom (aqui)
O EDITOR RECOMENDA
01) Slowdive: o shoegaze chega à maturidade, por Pedro Damian (aqui)
02) Faixa a Faixa: “2 atos”, Matéria Prima, por Bruno Lisboa (aqui)
03) Entrevista: Zé Bigode, por Rafael Donadio (aqui)

julho 3, 2017 Encha o copo
Scream & Yell Discos: Giovani Cidreira
Giovani Cidreira é responsável por um dos grandes discos de estreia de 2017, “Japanese Food”, que pode ser baixado gratuitamente em seu site oficial. Acima eu falo um pouco sobre Giovani e o disco!
julho 2, 2017 Encha o copo
Dicas Scream & Yell: Electrafixion
Depois que Will Sargeant decidiu dar um tempo com o Echo and The Bunnymen em 1993, ele procurou Ian McCulloch, que havia deixado a banda em 1989, e juntos eles embarcaram no Electrafixion, que lançou um álbum sensacional em 1994, “Burned”.
junho 30, 2017 Encha o copo
Cinco fotos: Rua Augusta
junho 29, 2017 Encha o copo






