Uma música por dia: Electrolite

DIA 24: “Uma música de uma banda que você gostaria que ainda estivesse junta”
Ps. Eu estou nesse show do video abaixo (com a luz do celular ligada) no Rock Werchter, na Belgica!
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“Electrolite”, R.E.M.
do álbum “New Adventures in Hi-Fi”, de 1996
Your eyes are burning holes through me
I’m gasoline
I’m burnin’ clean
Twentieth century, go to sleep
You’re Pleistocene
That is obscene
That is obscene
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You’re outta sight
If I ever want to fly
Mulholland Drive
I am alive
Hollywood is under me
I’m Martin Sheen
I’m Steve McQueen
I’m Jimmy Dean
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You’re outta sight
If you ever want to fly
Mulholland Drive
Up in the sky
Stand on a cliff and look down there
Don’t be scared, you are alive
You are alive
You are the star tonight
Your sun electric, outta sight
Your light eclipsed the moon tonight
Electrolite
You’re outta sight
Twentieth century, go to sleep
Really deep
We won’t blink
Your eyes are burning holes through me
I’m not scared
I’m outta here
I’m not scared
I’m outta here
maio 3, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Mobral

DIA 23: “Uma música que todo mundo deveria escutar”
“Mobral”, Herbert Vianna
do álbum “Ê Batumaré” (1992)
Do que adiantam?
Placas, Bulas, instruções…
Do que adiantam?
Letras impressas das canções…
Do que adiantam?
Gestos educados, convenções…
Do que adiantam?
Emendas, constituições
Se o teto da escola caiu
Se a parede da escola sumiu
Sem dente o professor sorriu
Calado recebeu dez mil
E depois assistiu na TV
Em cadeia para todo Brasil
O projeto, a tal salvação
Prestou atenção e no entanto não viu
A merenda, que é só o que atrai
A cadeia para qual o rico vai
Despachantes, guichês, hospitais
E os letreiros de frente pra trás
Aos olhos de quem
Só aprendeu o bê-á-bá
Pra tirar carteira de trabalho
E não entendeu Zé Ramalho cantar:
“Vida de gado
Povo marcado
Povo feliz”
maio 2, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Like I Used To

DIA 22: “”Uma música que te coloca pra cima”
Precisei de um tempinho para continuar a sequência porque os últimos dias não foram fáceis. Fiquei bastante “sentimental” com a partida de Alvin L, entristecido com o fechamento de um dos bares mais legais do mundo (o Kulminator, na Antuérpia) e feliz com a demissão do técnico do Corinthians, ainda que quase três semanas atrasadas (ou seja, não tem muito o que comemorar e partiu loucura).
E, então, a “tarefa” do dia 22 me soa ainda mais deslocada, pois sou um cara que ama canções tristes, e são elas que me fazem feliz. Colocam pra cima? De certa forma. Se eu entrasse em um bar e Christina Hendricks (o que seria motivo de sobra pra sorrir) estivesse tocando “Broken Heart”, do Spiritualized (como fez dias atrás em San Diego), facilmente eu abriria um sorriso e começaria a sussurar a letra junto: “And I’m crying all the time / I have to keep it covered up with a smile”…
Isso também aconteceria se “Sadness is Blessing”, de Lykke Li, começasse a soar no ambiente, o que explica um tanto.
Paralelamente, há as canções “cinicas” e/ou engraçadinhas, que sempre me trazem leveza. Tipo “Samba do Grande Amor’, do Chico (um samba nunca falha nessa hora).
E existem várias canções que me fazem ter vontade de chacoalhar o corpo (o que não dá pra chamar de “dançar’, embora seja), mas são queixosas tipo “Can’t Stand Me Now” (que até soa uma canção de amor, mas é Carl reclamando de Pete enquanto lhe oferece mais uma chance), aquele tipo de energia positiva surgida de algo negativo (mas que canção!!!).
Poderia ser “Any Day Will Be Fine”, do Mojave 3, talvez a melhor canção para se começar o dia: “I love the sun and the highlights in your hair / They turn me on and if you wanna go / Just go we’ll run away / ‘Cause I don’t mind / ‘Cause any day will be fine…”. Bem, deveria ser essa.
Mas dai cheguei em “Shut Up and Kiss Me”, de Angel Olsen, e dali fui para “Like I Used To”, a canção mais Bruce Springsteen que Bruce Springsteen não escreveu nesta década (os teclados na versão original são pura homenagem). Então fica sendo essa:
“Like I Used To”, Angel Olsen e Sharon Van Etten ‧(2021)
Will the marker stain the skin?
Stole the dress I saw you in
Now nothing comes to mind
Saw a life as override
One more session overdrive
The ceiling is the roof
Change address and draw a line
Show my friends the silver line
Call my family just to know they’re there
Sleeping in late like I used to
Crossing my fingers like I used to
Waiting inside like I used to
Avoiding big crowds like I used to
Crawl the field and lеt you in
Brand my heart I found you in
To say nothing’s more apart
Will my lover bе there, stay
Follow them to less the pain
The ceiling must be wrong
Well, my head’s gone today
Sell my past for a way
To sing and have something left to say
Pray my hands, pray my voice
Give the reason, take away
Make believe an order for to stay
Lighting one up like I used to
Dancing all alone like I used to
Giving it up like I used to
Falling in love I like I used to
Open my heart like I used to
Making out long like I used to
Holding hands openly, rights to
Taking what’s mine like I used to
Like I used to (like I used to)
Like I used to (like I used to)
maio 1, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Maquiável para Crianças

DIA 21: “Uma música que tenha o nome de alguém no título”
Julia?
Anna Julia?
Suzanne?
Melissa?
Pocahontas?
Rosa?
Lucy?
Janaina?
Michelle?
Veronica?
Maria Augusta?
Freddie (Freeloader)?
(Visions of) Johanna?
(Sweet) Jane?
(Carta Pra) Amy?
Jorge (Maravilha)?
Eleanor (Put Your Boots On)?
Cira, Regina e Nana?
Tantos nomes, tantas canções, mas hoje irei de… Maquiável!
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“Maquiavel para Crianças”, de Meia Dúzia de 3 ou 4
do álbum “Tem Muito Disso Que Cê Tá Falando” (2014)
Estava eu tomando umas biritas
no bar do seu Antônio Santos, no Peri
boteco igual eu nunca vi!
Um torresminho, caipirinha
muita cerveja e mais branquinha
e de repente, surge num traje garboso
moleque misterioso
me abordou dizendo assim:
– Desenha-me um carneiro?
Fiquei tocado, achei que o caso era de fome
chamei o seu Antonio e pedi ligeiro:
– ô, seu Antonio traz pra nós uma perninha de carneiro!
Servido o prato bem preparado
mas o garoto dissimulado
ficou ali parado, impávido colosso!
Eu comi, chupei o osso
e ele então sentenciou:
– desenha-me um carneiro?
Não entendi nada
tocava um CD, Premeditando o Breque
– o que deseja esse moleque?
Tive um rompante
e utilizando a inteligência lógica
chamei depressa o Grilo Falante
pra fazer um jogo na “loto zoológica”
– Ô Grilo?! faz aí um milharzinho no carneiro!
– Que número?
– Vinte e cinco e vinte e sete, na cabeça!
– Tá feito!
Passei o jogo pro garoto, convencido
que o enigma da esfinge tava resolvido
– desenha-me um carneiro?”
Num guardanapo, caneta bic
fiz um esboço meio Naif
dei-lhe o carneiro feito ali de improviso
aprovou, deu-me um sorriso
num adeus profetizou:
– tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!
Pegou pesado!
Lembrei da minha vida ao lado da Rosa
aquela cobra venenosa
pra quem fiz tudo
mas me trocou por um piloto de avião
anda dizendo que eu não dou no couro
ai, que desaforo, ainda quer pensão!
“tu te tornas eternament….”
Mudei de vida a partir daquele dia
contei a minha história misturando fantasia
Lancei um livro, ganhei dinheiro
fiquei famoso no mundo inteiro
E ainda sem título, um branco no papel
desisti, tudo se torna, reciclei Maquiavel
abril 30, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: El Loco

DIA 20: “Uma música com vários significados”
“El Loco”, do Babasónicos
do álbum “Jessico”, de 2001
Soy víctima de un dios
frágil, temperamental
Que en vez de rezar por mí,
se fue a bailar
Se fue a la disco del lugar
Quiso mi disfraz
vivir como un mortal
Como no logró matarme
me regaló
Una visión particular
Volutas de humo,
titilo a su encuentro,
oh-uoh-oh
Siento el fulgor y quiero entrar
Soy víctima de un dios
díscolo y muy singular
Que a su antojo fiel
me arrebató a mi mujer
Y la internó en un lupanar
Que él administró
como chulo, gran señor
Y llegó hasta el fin de confundir
su impunidad
Se creyó omnisciente
Volutas de humo
titilo a su encuentro,
oh-uoh-oh
Siento el fulgor y quiero entrar
Lo regalado es mío y se acabó
No lo devuelvo
Soy víctima de un dios frágil, temperamental
Que en vez de rezar por mí, se fue a bailar
A la disco del lugar
abril 29, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Medo do Medo

DIA 19: “Uma música pra pensar na vida”
“Medo do Medo”, Capicua (2012)
Ouve o que te digo, vou-te contar um segredo
É muito lucrativo que o mundo tenha medo,
Medo da gripe, são mais uns medicamentos
Vem outra estirpe reforçar os dividendos
Medo da crise e do crime como já vimos no filme
Medo de ti e de mim, medo dos tempos
Medo que seja tarde, medo que seja cedo
e medo de assustar-me se me apontares o dedo
Medo de cães e de insectos, medo da multidão
Medo do chão e do teto, medo da solidão
Medo de andar de carro, medo do avião,
Medo de ficar gordo, velho e sem um tostão
Medo do olho da rua e do olhar do patrão
Medo de morrer mais cedo do que a prestação
Medo de não ser homem e de não ser jovem
Medo dos que morrem e medo do não
Medo de deus e medo da polícia,
Medo de não ir pro céu e medo da justiça
Medo do escuro, do novo e do desconhecido
Medo do caos e do povo e de ficar perdido
Sozinho, sem guito e bem longe do ninho
Medo do vinho, do grito e medo do vizinho
Medo do fumo, do fogo, da água do mar,
Medo do fundo do poço, do louco e do ar
Medo do medo, medo do medicamento,
Medo do raio, do trovão e do tormento
Medo pelos meus e medo de acidentes
Medo de judeus, negros, árabes, chineses
Medo do “eu bem te disse”, medo de dizer tolice
Medo da verdade, da cidade e do apocalipse
Medo da bancarrota e o medo do abismo
Medo de abrir a boca e do terrorismo.
Medo da doença, das agulhas e dos hospitais,
Medo de abusar, de ser chato e de pedir demais,
De não sermos normais, de sermos poucos
Medo dos roubos dos outros e de sermos loucos
Medo da rotina e da responsabilidade
Medo de ficar para tia e medo da idade
Com isto compro mais cremes e ponho um alarme
Com isto passo mais cheques e adormeço tarde
Se não tomar a pastilha, se não ligar à família,
Se não tiver um gorila à porta de vigília
Compro uma arma, agarro a mala, fecho o condomínio
Olho por cima do ombro, defendo o meu domínio
Protejo a propriedade que é privada e invade-me
a vontade de por grade à volta da realidade
Do país e da cidade, do meu corpo e identidade,
Da casa e da sociedade, família e cara-metade…
Eu tenho tanto medo…
Nós temos tanto medo…
O medo paga a farmácia, aceita a vigilância
O medo paga à máfia pela segurança
O medo teme de tudo por isso paga o seguro
Por isso constrói o muro e mantém a distância
Eles têm medo de que não tenhamos medo.
abril 28, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Helpless

DIA 18: “Uma música de um disco do ano em que você nasceu”
Essa foi difícil, pois, 1970 foi um grande ano!
Pensei em “Vou Deitar e Rolar (Quaquaraquaqua)”, de Elis Regina (do disco “Em Pleno Verão”) e “Gente Humilde”, música que Garoto compôs em 1945, e que Vinicius e Chico colocaram letra em 1970. Pensei em “My Fathers Gun”, de Elton John (“Tumbleweed Connection”), muito por causa do filme “Elizabetown”, de Cameron Crowe. Pensei em Bowie, Led, Sabbath, Milton, Jorge Ben e Paulinho da Viola.
Cogitei fortemente “Working Class Hero”, de John Lennon (e cheguei, inclusive, a baixar a versão ao vivo da Tin Machine, de David Bowie), e sondei Velvet, Nico, Nick Drake e Syd Barrett. Também pensei em Mutantes e Rita Lee, e, claro, em Bob Dylan.
E também em Neil Young, alguma coisa do clássico “After the Gold Rush”, mas o escolhido foi uma de “Déjà Vu” (álbum de Crosby, Stills, Nash & Young), mas do filme/concerto “The Last Waltz”, filmado por Martin Scorsese e, nessa versão, com participação da The Band e de Joni Mitchell. Incrível.
“Helpless”, de Crosby, Stills, Nash & Young
com Neil Young, The Band e Joni Mitchell
There is a town in North Ontario
Dream comfort memory to spare
And in my mind I still need a place to go
All my changes were there
Blue, blue windows behind the stars
Yellow moon on the rise
Big birds flying across the sky
Throwing shadows on our eyes
Leave us
Helpless, helpless, helpless, helpless
Babe, can you hear me now?
The chains are locked and tied across the door
Baby, sing with me somehow
Blue, blue windows behind the stars
Yellow moon on the rise
Big birds flying across the sky
Throwing shadows on our eyes
Leave us
Helpless, helpless, helpless, helpless
abril 27, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Siga Seu Rumo

DIA 17: “Uma música que você cantaria em dueto num karaoke”
A chance de vocês me verem cantando num karaoke é próxima de zero, mas bora cumprir a tarefa: poderia ser “You’re So Vain”, de Carly Simon, na vibe de Matthew McConaughey e Kate Hudson em “Como Perder um Homem em 10 Dias”…
Ou então encontrar um karaoke que tenha “Henry Lee” (e uma PJ Harvey disponível) – pedir “…Said Sadly”, minha canção favorita dos Pumpkins (dueto de James Iha e Nina Gordon, do Veruca Salt) é completamente absurdo.
“Candy”, de Iggy Pop? (essa com toda certeza tem em karaoke, né)… Hummm…
Mas, de verdade, se eu fosse mesmo ter que cantar um dueto seria…
“Siga Seu Rumo”, original do duo Pimpinela
aqui na versão da Banda Vexame
[Lucía]
Faz tanto tempo que ele não liga pra mim
Faz tanto tempo que tudo deixou de existir
Agora que eu aprendi a viver esquecendo esse amor
Ele aparece bem tarde da noite e me diz que voltou
[Lucía] Quem é?
[Joaquín] Sou eu
[Lucía] Que é que você quer?
[Joaquín] Você
[Lucía] É tarde
[Joaquín] Por quê?
[Lucía] Porque hoje sou eu quem não quero mais você!
[Lucía] Por isso fora! Esqueça meu rosto, o meu nome, esta casa e siga seu rumo
[Joaquín] Não consigo compreender
[Lucía] Fora! Esqueça meus sonhos, meu corpo, meu beijo e todo meu mundo
[Joaquín] Está mentindo, posso ver
[Lucía] Fora, esqueça que eu vivo, tá tudo acabado, e não se surpreenda
Esqueça de mim, que afinal pra esquecer você tem experiência
[Joaquín]
Fui procurar emoções, por isso parti
Em busca de sensações que nunca senti
Ao descobrir que isso tudo era só fantasia, voltei
Pois na verdade o que eu quero e preciso é somente você
[Lucía] Adeus!
[Joaquín] Ajude-me
[Lucía] Não quero mais falar!
[Joaquín] Pense em mim
[Lucía] Adeus
[Joaquín] Por quê?
[Lucía] Porque hoje sou eu que não quero mais você!
Por isso, fora! Esqueça meu rosto, meu nome, esta casa e siga seu rumo
[Joaquín] Não consigo compreender
[Lucía] Fora, esqueça meus sonhos, meu corpo, meu beijo e todo meu mundo
[Joaquín] Está mentindo posso ver
[Lucía] Fora, esqueça que eu vivo, tá tudo acabado e não se surpreenda
Esqueça de mim, que afinal pra esquecer você tem experiência
abril 26, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: Be My Baby

DIA 16: “Um hit”
A primeira música que pensei foi… “Heroes”. Mas apesar de ser uma das canções mais belas já escritas, ela nunca foi um hit HIT mesmo (só bateu na posição 126 da Billboard quando lançada como single em 1978, mas quanto Bowie morreu em 2016, ela alcançou a 16ª posição nas paradas).
Hit é aquela música incortonável, que todo mundo conhece. Muitas vezes, ser número 1 da Billboard não garante um hit (“The King is Dead”, disco do Decemberists que é dos meus favoritos deste século, foi número 1 na semana de seu lançamento em 2011, e quase ninguém deve conhece-lo).
Mas não vou com um número 1, e sim com um número 2: “Be My Baby”, das Ronnetes, alcançou o segundo lugar dos Charts em 1963. Brian Wilson era obsessivamente apaixonado por ela; John Lennon a regravou com Phil Spector produzindo (e quando coloquei essa versão de Lennon num cabra cega para Ian McCulloch, do Echo & The Bunnymen, ouvir e comentar, ele brincou sarcasticamente: “É um b-side meu?”).
Aqui no post segue uma versão acústica do We Are Scientists, que também gravou – como b-side – uma deliciosa versão noise guitarreira repleta de guitarras apitando bem fácil de encontrar nas plataformas. Procure saber (e ouvir).
E cante com a gente…
“Be My Baby”, das Ronnetes
com We Are Scientists
The night we met I knew I needed you so
And if I had the chance I’d never let you go
So won’t you say you love me?
I’ll make you so proud of me
We’ll make ‘em turn their heads every place we go
So won’t you, please (be my, be my baby)
Be my little baby? (My one and only baby)
Say you’ll be my darlin’ (be my, be my baby)
Be my baby now (my one and only baby)
Whoa-oh-oh-oh
I’ll make you happy, baby, just wait and see
For every kiss you give me, I’ll give you three
Oh, since the day I saw you
I have been waiting for you
You know I will adore you ‘til eternity
So won’t you, please (be my, be my baby)
Be my little baby? (My one and only baby)
Say you’ll be my darlin’ (be my, be my baby)
Be my baby now (my one and only baby)
Whoa-oh-oh-oh
abril 25, 2026 Encha o copo
Uma música por dia: War Pigs

DIA 15: “Um cover”
Amo covers. Não a toa, desses 15 dias de UMA MÚSICA POR DIA, cinco foram de covers. Vou até fazer um Top 10 pessoal momentâneo (que daqui uma hora seria outro, mas tá valendo):
– “Head On”, do Jesus & Mary Chain com o Pixies
– “Disco 2000”, do Pulp com Nick Cave
– “I Wanna be Your Dog”, do Stooges com Uncle Tupelo
– “Top of The World”, dos Carpenters com Shonen Knife
– “Un Millon de Amigos”, de Roberto e Erasmo com Romina Peluffo
– “Out of Time”, dos Stones com o Ramones
– “…Baby One More Time”, de Britney Spears com Fountains of Wayne
– “Steady As She Goes”, do Raconteurs com Corinne Bailey Rae
– “Miss World”, do Hole com Afghan Whigs
– “Between Us”, do The Rutles com o Teenage Fanclub
Porém, no contexto absurdo que estamos vivendo em 2026, não poderia ser outra canção: “War Pigs”, do Black Sabbath, que já ganhou uma baita versão do Cake, e recentemente uma do Jeff Tweedy.
Aqui você assiste a uma banda que costuma incluir “War Pigs” quase sempre em seu repertório, o Flaming Lips, acompanhado de Chan Marshall, ao vivo no Austin City Limits Studios,em 2004.
***
“War Pigs”, do Black Sabbath, com Flaming Lips & Cat Power
Generals gathered in their masses
Just like witches at black masses
Evil minds that plot destruction
Sorcerer of death’s construction
In the fields, the bodies burning
As the war machine keeps turning
Death and hatred to mankind
Poisoning their brainwashed minds
Oh, Lord, yeah
Politicians hide themselves away
They only started the war
Why should they go out to fight?
They leave that all to the poor, yeah
Time will tell on their power minds
Making war just for fun
Treating people just like pawns in chess
Wait till their judgment day comes, yeah
Now, in darkness, world stops turning
Ashes where their bodies burning
No more war pigs have the power
Hand of God has struck the hour
Day of Judgment, God is calling
On their knees, the war pigs crawling
Begging mercies for their sins
Satan, laughing, spreads his wings
Oh, Lord, yeah
abril 24, 2026 Encha o copo

