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Os Melhores de 2018 do Estadão

Pelo quinto ano consecutivo (valeu pela confiança, Renato), participo da enquete promovida pelo Divirta-se, do O Estado de São Paulo, elencando os três melhores shows internacionais que vi no ano. A chegada antecipada do Martín me fez perder fortes concorrentes (e ganhar muito amor dentro de casa) como Mercury Rev, Morrissey, L7, At The Drive-In e Lorde, mas fiquei muito feliz com meu trio final. Me representa. Lá no Divirta-se você confere os vencedores em todas as categorias.

Leia também:
– Os Melhores de 2017 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2016 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2016 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2015 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2015 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2014 do Divirta-se (aqui)
– Os Melhores de 2013 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2012 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2011 do Guia da Folha (aqui)

dezembro 22, 2018   Encha o copo

Ouvindo: My Teenage Stride

Umas semanas atrás, na companhia do amigo Rafael Cortes, parceiro dedicado na função da garimpagem de grandes discos em promoção, passamos uma tarde animada na Sensorial Discos, em seu novo endereço, na Rua Augusta, 1371, loja 114 – ou seja, na Galeria Ouro Velho, aqui do ladinho de casa. O Lucio, capo da loja, tem um acervo fenomenal do qual, sempre, fisgo alguma coisa bacana. Nesse dia sai com um Pernice Brothers que eu sempre quis ter (“Live a Little”, de 2006), com um Pastels que eu achava que eu tinha (a trilha “The Last Great Wilderness”, de 2003, que o Martín passou parte do dia ouvindo no meu colo – e aparentemente curtiu), com um EP do Maybellines, banda do Colorado que eu não conhecia, mas que curti bastante (vá atrás de “A La Carte”, de 2005 – tem no Bandcamp), e com “Underneath The Marquee” (2000), do quarteto de indie dream pop de São Francisco, Poundsign, indicação do Lúcio – que nunca ouvi, mas é o próximo a ver a luz do laser.

Além desses peguei esse disco da foto. Na hora que escolhi achei que estava pegando um álbum da Major Major, banda indie de Liverpool que sei lá como dei play nas músicas na segunda metade da década passada – e curti, e que já acabou. Porém, para minha feliz surpresa, “Major Major” (2004) é o nome do segundo disco da banda do Brooklyn nova-iorquino My Teenage Stride, que faz um som que é algo como Smiths meets Pavement meets Preston School of Industry com um toquezinho caipira (ao menos nesse disco). A surpresa aumenta quando se descobre que se trata de uma one-man-band! Isso mesmo, Jedediah Smith compõe e toca tudo, e chama os amigos quando pretende tocar as canções ao vivo. Numa pesquisa rápida descobre -se que ele já lançou uns seis ou sete discos (incluindo uma coletânea de raridades em 2018) e disponibilizou um punhado de singles no Bandcamp, que já soam uma boa introdução a sua obra, já que “Major Major”, o álbum, segue inédito em digital – e tocando direto em casa. Vale o garimpo.

dezembro 11, 2018   Encha o copo

Textos mais lidos de novembro 2018

TOP 10 NOVEMBRO 2018
01) “Bolsonaro é um retrocesso”, diz Setor Coletivo (aqui)
02) Entrevista: Max Cavalera, por Homero Pivotto Jr (aqui)
03) Entrevista: Duda Beat, por Renan Guerra (aqui)
04) Balanço: Popload Festival 2018, por Renan Guerra (aqui)
05) Quadrinhos: “Trillium”, “Batman: Gotham 1889”, “Uma Irmã” e “A Vida de Jonas”, por Adriano Costa (aqui)
06) As histórias de Jeff Tweedy, por Leonardo Tissot (aqui)
07) Balanço: MECABrás Festival 2018, por Renan Guerra (aqui)
08) Bazar Pamplona lança novo clipe no Scream & Yell (aqui)
09) Entrevista: Maria Beraldo, por Renan Guerra (aqui)
10) Entrevista: Claudio Marino, por Guilherme Lage (aqui)

DOWNLOAD
01) Download: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 15º link (aqui)
02) Download: Tributo a Belchior -> 42º link (aqui)
03) Download: Milton Nascimento -> 43º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Original vs Versão: “The Passenger”, por Mac (aqui)
02) Discografia comentada: Bob Dylan (aqui)
03) Discografia comentada: Cássia Eller (aqui)

TOP 10 2018 – PARCIAL (10 MESES)
01) Melhores de 2017: Votação Scream & Yell (aqui)
02) Pastor Adélio: “Nick Cave é servo de Satanás” (aqui)
03) Radiohead ao vivo em SP, por Mac (aqui)
04) O rock nacional no mercado de raridades, por Mac (aqui)
05) Download: “Dois Lados”, tributo ao Skank  (aqui)
06) Balanço: Festival Psicodália 2018, por Rafael Donadio (aqui)
07) Roger Waters no Brasil, por Daniel Tavares (aqui)
08) Top 5: Discos produzidos por Carlos Eduardo Miranda (aqui)
09) 11 points de cerveja artesanal em Buenos Aires, por Mac (aqui)
10) Download: Tributo a Walter Franco (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: Usted Señalemelo, por Leo Vinhas (aqui)
02) Entrevista: D’Alva, por Pedro Salgado (aqui)
03) O musical “Elza”, por Renan Guerra (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

dezembro 3, 2018   Encha o copo

Ouvindo… Unplugged MTv

Já contei algumas vezes: simplesmente amo sessões de rádios, programas de TV, versões demo, raridades e coisas desse tipo. Não a toa, os três álbuns que mais ouvi no último mês (segundo minha LastFM) são as versões completas de “More Blood, More Tracks”, de Bob Dylan, “R.E.M. at The BBC” e “The White Album [50th Anniversary Super Deluxe Edition]” (sobre este último estava contando a um amigo do momento maravilhoso que é viver com um bebê de poucos dias em casa ao mesmo tempo que um disco “novo” dos Beatles também nasce, que sensação boa!). E, outro parêntese, nunca entendi como a indústria nacional nunca investiu nisso das sessões de rádio, tipo, o acervo do “Estúdio Transamérica” tinha tudo para render discos fodas e ser um “John Peel” tupiniquim. Paciência. Bem, no meio da madrugada, enquanto editava no Scream & Yell a entrevista que o Leonardo Vinhas fez com o Dave Pirner, do Soul Asylum, me lembrei da versão maravilhosa de “Somebody To Shove” em arranjo de cordas num Acústico MTv, 1993. Nunca cheguei a assistir o “Acústico MTv” do Soul Asylum na integra, mas essa versão de “Somebody To Shove”, presente na coletânea “The Unplugged Collection – Volume One”, é um dos grandes momentos musicais dos anos 90. Sério. Assista abaixo e cuidado para não viciar. O fato é que essa série de coletâneas “Acústico MTv” rendeu quatro álbuns com muita coisa boa que não chegou a ganhar lançamento solo, tipo Chris Isaak, R.E.M., Tori Amos, Elton John, k.d. Lang, Oasis, Elvis Costello e The Cure, além de momentos sublimes de Neil Young (“Like a Hurricane”), Stevie Ray Vaughan (“Pride and Joy”), Eric Clapton (“Layla”), Bob Dylan (“Like a Rolling Stone”) e Jimmy Page & Robert Plant (“Battle of Evermore”). Dentre as 67 versões presentes nestes quatro CDs (ainda há Alanis, Lenny Kravitz, Rod Stewart num dos melhores Unpluggeds, Annie Lennox, Sting, Kiss, Alice in Chains e Bjork, entre tantos), a do Soul Asylum é minha favorita. Então play.

dezembro 1, 2018   Encha o copo

Cenas da vida em São Paulo: O pastel

O rapaz está descendo a Rua Augusta, e as fotos de uma pastelaria chamam a atenção. Ele para e começa a pensar no que pedir, quando um garoto lhe pergunta:

– Moço, não quero dinheiro não. Por favor, você poderia pagar algo para eu comer. Estou com fome.

Ele pensa alguns microssegundos e responde:

– Vem comigo, vamos escolher.

Os dois pegam a promoção de “pastel de carne com queijo e um caldo de cana por R$ 11,99”, e a atendente avisa:

– Podem esperar na mesa que levo até lá.

Os dois se sentam na mesa e começam um diálogo:

– Está feliz com o título do Palmeiras?, pergunta o rapaz, vide que o garoto vestia uma camisa do time do antigo Parque Antártica.
– Decacampeão! Decacampeão! Você torce para que time?
– Sou corintiano. Esse ano não foi dos melhores.
– Verdade. Esse técnico de vocês não era bom.
– Mas o outro está voltando…
– O Tite??
– Não, quem dera. O Carille!
– Ahh, ele é bom. Esse outro último era muito fraco…

Os pasteis e os caldos de cana chegam. Dessa vez é o garoto quem pergunta:

– Você estava vindo de onde?
– Da farmácia. Fui comprar algumas coisas para o meu filho.
– Quantos anos ele tem?
– 23 dias…
– 23 dias??? Ele é um recém-nascido então!
– Sim, bem pequeno ainda. Quantos anos você tem?
– 13!
– Então você nasceu em 2005!
– Sim, fiz aniversário no começo de novembro.
– E qual seu nome?
– Gabriel
– Uia, como o Gabriel Jesus
– Sempre me falam isso (ele comenta com um sorriso).

Os dois seguem se alimentando. Na Rua Augusta, a chuva fica um pouco mais forte.

– Que pastel bom!, comenta o garoto
– Sim (responde o moço concordando sem concordar, mas sem querer tirar a alegria do garoto).

O tempo está passando, e o rapaz tira o celular do bolso para ver se a mãe de seu filho mandou algum recado no Whats. O garoto, então, pede a palavra:

– Moço, posso te dar um conselho?
– Claro!
– Coloca senha no seu celular. O pessoal na rua quando pega, faz uma bagunça.
– Puxa, verdade, preciso colocar senha mesmo.
– É um celular bom!
– Então, o meu celular mesmo simplesmente apagou a tela, ficou toda preta, do nada. Perdi tudo que tinha nele. Ele até liga, mas a tela fica toda escura. Dai um amigo me emprestou esse enquanto pesquiso para comprar um novo para mim. Por isso não tinha colocado senha ainda. Pretendo devolver esse celular logo. Mas vou escutar o seu conselho e colocar.

O garoto assente com a cabeça, sorri, e segue feliz para o pastel. A chuva diminui na Augusta. Agora, São Paulo honra seu apelido de Cidade da Garoa.

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outras cenas

dezembro 1, 2018   Encha o copo

Ouvindo… Lloyd Cole


Primeiro foram os Beatles. Depois, rock nacional. Na sequencia, separado por um milésimo de microssegundos, surgiram o punk rock, a pós punk e a new wave na minha vida. Num mesmo dia era possível ouvir “The Top”, “Speaking in Tongues”, “Unknown Pleasures”, “Wild Planet” e “Combat Rock” (as discografias chegavam todas foram de ordem por aqui nos anos 80). Nesse movimento inebriante de se apaixonar por bandas, discos e músicas, alguns discos foram se tornando definitivos, e a pós punk passou a ser o som que rolava no meu quarto toda hora, todo dia (até “Psychocandy”, “Candy Apple Grey” e “Surfer Rosa” se infiltrarem e ampliarem os limites daquele pequeno espaço). Nessa época da pós punk, Echo and The Bunnymen se tornou a banda favorita da minha vida, ocupando um lugar que era do Joy Division – ser adolescente numa cidade do interior ouvindo apenas “She’s Lost Control”, “Disorder”, “Atmosphere” e “Decades” poderia dificultar um pouco mais as coisas do que elas pareciam ser, e o Echo acrescentou certo cinismo poético à mistura, claro, junto aos Smiths. Dai que lendo um artigo sobre os New Romantics em alguma revista, citavam Echo, o que, por conseguinte, me fez me interessar por algumas das outras bandas. Não lembro muito das outras, mas uma que ficou (e que nem era tão new romantic… como, aliás, o Echo) foi Llyod Cole and The Commotions. Não me lembro ao certo como “Rattlesnakes” caiu em minhas mãos, mas decididamente iluminou a clareira daquela floresta escura que eram os meus dias de então. Foram a minha banda favorita de todos os tempos por, sei lá, umas duas semanas, e permaneceram sendo uma banda querida. Quando estes discos “Live at BBC” saíram em, 2008, me emocionei e escrevi sobre no Scream & Yell. Do mesmo jeito que me emocionei no fim de semana, quando em meio a um dia nublado, ainda insone e abobadamente feliz pelas funções paternas da madrugada (e levemente melancólico pelo cansaço), começou a tocar inesperadamente “Perfect Skin” na playlist da pizzaria em que eu almoçava. Uma surpresa tão boa. Abri o sorriso, balbuciei algumas estrofes e retirei esses três discos da estante quando cheguei a casa. E cá estão eles, tocando sem parar, os melhores discos de todos os tempos dos últimos dias. #NowPlaying

novembro 28, 2018   Encha o copo

Obrigado, Lygia Fagundes Telles

Quase 2 da manhã e a cólica do Martín parece que acalmou hoje. Na TL do Twitter, alguém pede para celebrar Lygia Fagundes Telles, que aos 95 anos tem enfim todos os seus contos editados num único volume, “Os Contos”, via Companhia das Letras. Relembro que certa vez, começo dos anos 2000, uma amiga, a Ana Paula,  a encontrou e contou a ela sobre minha paixão. “Ele casaria com você”. Ela, inteligentemente, me esnobou. Mas a Ana conseguiu esse autógrafo, que guardo com carinho, afinal Lygia Fagundes Telles foi uma das pessoas que me salvou (ela e Hermann Hesse) da adolescência, naquele período conturbado da vida em que a gente acha a nossa dor gigante e insuportável, e cujas madrugadas, aparentemente eternas, parecem que vão nos consumir e não sobrará nada para ver o nascer do sol. Lygia esteve comigo nesse período difícil, depois levei-a para a faculdade, adaptei “Lua Crescente em Amsterdã” para uma aula prova de teatro (“Será que aqui na Holanda também dão comida em troca de sangue? Uma droga de comida aquela do Marrocos”, ela disse. “Nosso sangue também deve ser uma droga de sangue”, ele respondeu) e carreguei a coletânea “Seleta” por tantas casas que já nem me lembro mais. Bem, bora garantir essa coletânea completa de contos. Martin deverá gostar (só espero que não “precise” como eu precisei, mas se precisar, Lygia estará lá. Sempre). 🖤

novembro 28, 2018   Encha o copo

Ouvindo: “Deserter’s Song”, Mercury Rev

Um disco antigo: 20 anos. Faz tempo, bastante tempo. Na virada de 1998 para 1999, “Deserter’s Songs”, o quarto disco do Mercury Rev caiu em minhas mãos e durante meses ouvi praticamente só ele. No embalo, rascunhei um faixa a faixa para a edição número 5 do fanzine Scream & Yell (ainda em papel), que saiu em agosto de 1999 (leia aqui). A primeira vez que os vi ao vivo, no Curitiba Rock Festival 2005, foi tão linda e é até hoje meu show favorito deles (resenha na integra): “O Mercury Rev fez uma apresentação adulta, com momentos instrumentais impecáveis e citações no telão que iam do filósofo prussiano Schopenhauer ao piloto norte-americano Michael Andretti; do cineasta Stanley Kubrick, passando por Nabukov e Yuri Gagarin até chegar em E.T. e no Mestre Yoda. Inspiradíssimo, o vocalista Jonathan Donahue deixou sua performance estática de outrora para reger a banda como se fosse um maestro em uma orquestra”). Porém, em 2011, fui brindado com duas apresentações mágicas deste show que, neste domingo, pousa no Balaclava Festival, e traz a integra deste disco mágico. As duas foram no Primavera Sound (a primeira num dia que também teve Warpaint, veja só), uma seguida da outra (resenhas na integra): no sábado, eles se apresentaram no auditório e, ainda que tenha sido bonito, faltou algo que elevasse a alma aos céus. No domingo, porém, a apresentação ao ar livre no Poble Espanyol (antecedida por um show fofo da BMX Bandits) foi irrepreensível: “Encarnando um maestro meio mágico, meio bruxo, Donahue sorria, arremessava energia para a plateia e aplaudia a entrega da banda e a cumplicidade do público enquanto as luzes no palco flutuavam sobre a densa nuvem de gelo seco. ‘Delta Sun Bottleneck Stomp’ fechou o show de forma dançante, mas a banda ainda voltaria para tocar ‘Dark is Rising’, a música que resume o Mercury Rev a perfeição, com versos que dizem que “tudo é sonho” (título do álbum pós ‘Desert’s Song’) para concluir ‘nos sonhos eu sou forte’. Não só nos sonhos, Jonathan. No palco também. Impecável”. Para quem acha que Nick Cave já fez o show do ano no Brasil, espere só para ver o que é “Opus 40” e “Goddess on a Hiway” ao vivo. Te adianto: são muuuito fodas.

novembro 2, 2018   Encha o copo

Ouvindo: “Sibilina”, Cacá Machado

Um disco novo! O primeiro disco de Cacá Machado, “EslavoSamba”, saiu em 2013, e eu demorei muito mais do que deveria para ouvir, mas quando ouvi, adorei tanto que passei dias com ele no play. Por isso, assim que “Sibilina” (2018), seu recém-lançado segundo álbum pousou nas minhas mãos, tratei de romper o involucro de plástico que protegia o disquinho e coloca-lo para tocar. Nas primeiras audições, “Sibilina” me soa mais reflexivo que “EslavoSamba”, que tinha um q de festa, o que combina perfeitamente com os períodos (políticos) de gestação de cada um dos álbuns. Desta vez, Cacá Machado divide as composições com Clima, Romulo Froes (juntos eles compuseram “Dança”, presente no já clássico “A Mulher do Fim do Mundo”, de Elza Soares) e Guilherme Wisnik, entre outros, e conta com a presença de Tiganá Santana (cantando “Tremor Essencial”), Alessandra Leão e Mateus Aleluia (em “Polca”) e Ava Rocha e Iara Rennó (em “Depois do Trovão”). O caldeirão de ritmos de “Sibilina” passeia, enigmático, pelo samba, pelo choro, pela valsa, pela rumba e, enquanto o ouvinte dança, as imagens passam em sua frente, desconstruídas, construindo um belo disco que se aconchega facilmente no ambiente, e vai ficando, ficando, ficando. Você pode ouvir o disco tanto no seu portal de streaming favorito quanto no site oficial de Cacá. Play.

novembro 2, 2018   Encha o copo

Ouvindo: “The Platinum Collection”, Blondie

Entrando no modo #EsquentaPopload, já tive a oportunidade de estar frente a frente com o Blondie duas vezes. A primeira foi em 2004, no Personal Fest, na Argentina, e foi um showzão. Na época, escrevi (no Scream & Yell): “Sra Debbie Harry mostrou carisma, um repertório de hits, excelente voz e belas pernas em uma apresentação cujo único defeito talvez tenha sido a ausência do hit ‘Heart of Glass’, provavelmente guardado para o bis, que não aconteceu (nenhuma das bandas de “abertura” teve direito ao bis). Mesmo assim, canções como ‘Dreaming’, ‘Rapture’, ‘Hanging On The Telephone’ e ‘Maria’ conquistaram o público argentino”. A segunda vez foi no Isle of Wight Festival, na Inglaterra, em 2010: “A musa Debbie Harry está bem diferente do show do Personal Fest, em 2004. A voz faltou em ‘Call Me’, mas as versões de ‘One Way Or Another’ e ‘Heart of Glass’ (que eles não tocaram em Buenos Aires) honraram o mito. E ela deixou o palco recomendando: ‘Não façam nada que eu não faria’. Sei…”. Foram dois ótimos shows, e só de colocar esse disquinho pra ouvir já dá gás para ver mais um. Lançado em 1994, “The Platinum Collection – Blondie” reúne 47 músicas em dois CDs com um caminhão de hits. É um bom aquecimento para o Popload Festival, 15 de novembro, no Memorial da América Latina.

Debbie Harry no Personal Fest 2004, Buenos Aires

novembro 1, 2018   1 Brinde