Dez links e dois vídeos
- Os 10 Discos da Minha Vida, por Marcelo Costa (aqui)
- Os melhores filmes de 2011, por Quentin Tarantino (aqui)
- Cracolândia, por João Wainer (texto de 01/2010 aqui)
- Rolling Stone Argentina: Dez vídeos estranhos (aqui)
- NYT: A importância da solidão no trabalho (aqui)
- O Globo: Os 30 verões do Circo Voador (aqui)
- O novo site de Nara Leão (com infos e músicas aqui)
- Fotografias panorâmicas da cidade de Veneza (aqui)
- O mercado independente em discussão (aqui)
- Spin fará resenhas de 140 caracteres, LAT sarreia (aqui)
Janeiro 16, 2012 Encha o copo
Morrissey no Chile e no Peru

Agora é oficial: o cantor Morrissey baixa na América do Sul para um show no festival chileno de Vinã del Mar completando o line-up do dia 24/02 (que já confirmou Daniel Munoz e Salvatore Adamo). Os ingressos já estão à venda e os preços vão de R$ 60 (16.800 pesos chilenos) a R$ 600 (169.800 pesos chilenos).
Morrissey ainda se apresenta no dia 26/02 na Arena Movistar de Santiago e 29/02 no Jockey Club de Lima, no Peru. Uma vinda ao Brasil já estava nos planos da XYZ desde novembro de 2011, quando a empresa anunciou o “cardápio” de artistas que pretendia trazer em 2012, porém a previsão era que essa vinda seria mais para o meio do ano.
Assim como os brasileiros, os argentinos aguardam a confirmação de uma data em Buenos Aires. É esperar e aguardar.
Ingressos à venda para o Festival Vina del Mar no site abaixo. Só clicar na imagem…
Leia também:
- Morrissey ao vivo no Benicàssim, 2008, por Marcelo Costa (aqui)
- Morrissey ao vivo em Buenos Aires, 2004, por Marcelo Costa (aqui)
- Morrissey ao vivo no Rio de Janeiro, 2000, por Gisele Fleury (aqui)
Janeiro 14, 2012 1 Brinde
Cinema: A Música Segundo Tom Jobim
“A música segundo Tom Jobim”, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, ao lado de Dora Jobim, é Uma sucessão de imagens de grandes intérpretes brasileiros e internacionais em performances inesquecíveis, além do próprio Tom Jobim, em diferentes momentos, que referendam o valor inestimável do trabalho deste maestro, considerado, ao lado de Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes de todos os tempos da música brasileira.
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim fez tanto sucesso no mundo todo, especialmente nos Estados Unidos, que certa vez brincou: só os Beatles tem mais músicas do que eu nas paradas, mas eles são quatro e eu sou apenas um.
Nelson e Dora tomaram por base a frase mítica de Tom – “A linguagem musical basta” – e o que se vê na tela do cinema é um show em que as estrelas são nomes do quilate de Dizzy Gilespie, Gal Costa, Gerry Mulligan, Judy Garland, Sammy Davis Jr., Ella Fitzgerald, Elis Regina, Sarah Vaughan, Diana Krall, Fernanda Takai, Birgit Bruel, Maysa, Nara Leão e, entre muitos outros, claro, o parceiro Frank Sinatra.
No mítico ano de 1967, só um álbum ficou a frente do disco “Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim” nas paradas de sucesso: “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles. A parceria de Tom e Sinatra é relembrada neste filme junto a muitas outras apresentações históricas que transformam “A música segundo Tom Jobim” não é um documentário, mas em um show cujo espectador vê passar na tela do cinema alguns dos maiores momentos da música brasileira e mundial.

Janeiro 13, 2012 Encha o copo
Três Filmes: um pastelão, um garoto e uma ema

“Faça-me Feliz” (”Fais-moi Plaisir”, 2009)
Jean-Jacques (Emmanuel Mouret) quer passar um sábado romântico com a namorada Ariane (Frédérique Bel), e precisa enfrentar uma série de contratempos até conseguir colocá-la na cama para consumar o ato. Quando consegue, o telefone toca. É a… outra. Ou quase isso. Jean-Jacques decide contar a história para Ariane: um amigo descobriu uma maneira de conquistar as mulheres com um bilhete infalível, que Jean-Jacques acaba usando (“de modo cientifico”), e o resultado se mostra eficiente. Ariane, após muita discussão (é um filme francês), opta pela saída inesperada: “Você precisa dormir com ela para que possamos seguir a vida e você não fique fantasiando o resto da vida”. Ela, no entanto, é a filha do presidente da França. Segue-se uma trama rocambolesca que em muitas passagens lembra o pastelão “Quem Vai Ficar Com Mary?”, mas não desista do ator/diretor Emmanuel Mouret: “Faça-me Feliz” é uma deliciosamente tola comédia de erros com momentos dispensáveis, mas um charme francês, uma leveza e um clone adolescente de Carla Bruni (a atriz belga Déborah François, no filme com outras cinco irmãs de suspirar) que fazem valer a sessão.

“O Garoto da Bicicleta” (“Le Gamin au velo”, 2011)
A história é simples: o garoto Cyril (“Thomas Doret”) vive em um orfanato, e passa boa parte da primeira metade da trama tentando encontrar o pai, que ele não acredita que o abandonou. Em uma das fugas, Cyril volta ao apartamento em que morava, agora vazio, e para não ser levado de volta ao orfanato agarra-se às pernas de uma mulher, a cabeleireira Samantha (de “Além da Vida”, de Clint Eastwood), dando início a um laço de amizade que começa de forma caótica, mas vai se ajeitando na vida dos dois personagens de forma natural. Os irmãos diretores (roteiristas e produtores) Jean-Pierre e Luc Dardenne conseguiram o Grand Prinx em Cannes com “O Garoto da Bicicleta” (e duas Palmas de Ouro, uma para “Rosetta”, de 1999, e outra para “A Criança”, de 2005, que também conta com a belga Déborah François, de “Faça-me Feliz”). O roteiro é depurado até o limite deixando para o espectador apenas o essencial. O foco econômico permite aos irmãos desenharem um painel comovente, que apenas narra a história sem julgar e/ou condenar os personagens, sufocando o espectador até seu desfecho (aparentemente) simplista… e lírico.

“Adeus, Primeiro Amor” (“Un Amour de Jeunesse”, 2011)
A francesa Camile (Lola Créton) tem 15 anos e namora Sullivan (Sebastian Urzendowsky), de 19. As cartas do jogo romântico são arremessadas na mesa logo no início da trama: Camile é apaixonada e dependente de Sullivan enquanto o garoto faz pouco caso da garota, aparece quando lhe convém e está prestes a fazer uma viagem que irá separar o casal por 10 meses. Ele insiste para que ela tenha experiências, descubra a vida, e para que eles se reencontrem após o período de afastamento, mas Camile transforma os últimos encontros do casal em um drama romântico de garotas de 15 anos, repleto de choros, caras emburradas e fatalismo. A diretora francesa Mia Hansen-Love não desperdiça os clichês (de tentativa de suicídio a cortes de cabelo), e desenha um retrato coeso da geração emo, uma geração focada demais no (que eles acham ser) romance, sem profundidade e amor próprio. É um retrato coeso, mas absurdamente chato, de roteiro óbvio e arrastado e péssima caracterização de personagens (Camile e Sullivan não mudam nada fisicamente em sete anos). Ainda com todos esses defeitos, ganhou o prêmio do júri do Festival de Locarno. É o emo invadindo o cinema independente. Já fomos melhores.
Janeiro 13, 2012 2 Brindes
Download: Avante, Siba

“Avante”, Siba
http://www.mundosiba.com.br/musicas
Janeiro 10, 2012 2 Brindes
Promoção: Is This Indie e Cícero no Beco

No dia 14 de janeiro, o Beco recebe a festa “Is This Indie”, do @Rocknbeats, com a banda Strokes cover tocando o álbum “Is This It” na íntegra mais o show de Cícero, uma das revelações de 2011.
As pick-ups vão ficar na responsa de @rocknbeats, @movethatjukebox, @screamyell, @indiedadepre @gabrielmachuca e @reverbcity.
O Scream & Yell, em parceria com o Rock’n Beats, irá sortear um par de vips para noitada especial. Para participar da promoção basta ir aos comentários e dizer qual sua música preferida do grupo de Julian Casablancas (de qualquer um dos álbuns).
SORTEADOS: 12, Lais e 14, Mariana
Só vale um comentário, e não esqueça de colocar seu e-mail corretamente no cadastro, pois é através dele que vamos contatá-lo (la) na sexta-feira. Boa sorte.
O projeto “Is This Indie”, lançado durante o Planeta Terra Festival, é uma homenagem à vinda do The Strokes ao Brasil, e teve mais de 60 mil audições. Confira o tracking list do disco:
“Is This It” – Volver (Pernambuco)
“The Modern Age” – Vivendo do Ócio (Bahia)
“Soma” – João e Os Poetas de Cabelo Solto (São Paulo)
“Barely Legal” – Cícero (Rio de Janeiro)
“Someday” – Sabonetes (Paraná)
“Alone, Together” – Pública (Rio Grande do Sul)
“Last Nite” – Vespas Mandarinas (São Paulo)
“Hard to Explain” – Volantes (Rio Grande do Sul)
“New York City Cops” – R Sigma (Rio de Janeiro)
“Trying Your Luck” – Suéteres (São Paulo)
“Take It or Leave It” – Charme Chulo (Paraná)
“When It Started” – Jennifer Lo-Fi (São Paulo)
Bonus Tracks:
Rosa (Last Nite) – Banda Uó (Goiás)
Sagganuts – Visitantes (São Paulo)
Você pode ouvir e baixar o álbum neste link aqui. E você também pode baixar o álbum “Canções de Apartamento”, de Cícero, no site oficial do compositor (aqui).
:: Serviço ::
Is This Indie: Strokes Cover e Cícero
14/01, Sábado, 23h30
R$30 na hora
R$20 na lista (aqui)
Beco 203 SP
Janeiro 10, 2012 56 Brindes
Line-up do Coachella 2012
Line-up nota 6,5… (se fosse só o segundo dia, nota 8,5). Concorda?
Saiba tudo sobre a edição 2011 do festival, por Marcelo Costa (aqui)
Janeiro 9, 2012 8 Brindes
Três vídeos: David Bowie no Storytellers
Janeiro 8, 2012 Encha o copo
Download: Blemish e Quarto Negro

“Desconocidos”, Quarto Negro (pague com um Tweet aqui)
A banda explica o disco faixa a faixa no Rock’n Beat (aqui)

“Silver Box Song EP”, Blemish (baixe o disco aqui)
O Floga-se reuniu as infos de shows e mais algumas coisas aqui
Janeiro 8, 2012 Encha o copo
Os Pontos Negros em Abbey Road

por Pedro Salgado, de Lisboa
O terceiro disco de Os Pontos Negros tem edição marcada para Abril e será gravado entre 25 e 30 de Janeiro, nos estúdios Abbey Road, em Londres. A banda lisboeta está na fase final de composição, ensaiando regularmente e preparando a viagem a Inglaterra com base na velha química existente entre os seus integrantes. O álbum, ainda sem título, não terá mais de oito ou nove músicas e afasta-se da fórmula pop do trabalho anterior, enveredando por uma sonoridade e um conceito mais pesados. “Estamos fazendo um disco para portugueses e pensamos também um pouco no contexto daquilo que estamos vivendo hoje no país”, diz Jónatas Pires. Os fãs do grupo poderão acompanhar a viagem dos músicos a Londres e as gravações nos estúdios Abbey Road, através das actualizações e vídeos que o conjunto partilhará no Facebook e na sua página oficial (http://www.ospontosnegros.pt/). A banda ainda pretende disponibilizar no site oficial, para download gratuito, um EP com gravações ao vivo e remixagens, como forma de encerrar o ciclo de “Pequeno-Almoço Continental”.
Leia também: Entrevista com Os Pontos Negros, Outubro 2010 (aqui)
Janeiro 8, 2012 Encha o copo
Três vídeos: The Weight
O ensaio: Wilco, Mavis Staples e Nick Lowe
O show: Wilco, Mavis Staples e Nick Lowe
A história: The Band com as Staples Singers (incluindo Mavis)
Janeiro 6, 2012 1 Brinde
Dez links e dois vídeos
- Os melhores de 2011 da revista Rolling Stone Brasil (aqui)
- Carta aberta a Michel Telo, por Bruno Medina (aqui)
- Sharon Acioly (“Ai Se Eu Te Pego”) responde Bruno Medina (aqui)
- “Ai Se Eu Te Pego” bate recorde no Youtube (aqui)
- The Real Rarities of Mutantes (aqui)
- 20 razões para ficar animado com 2012, por NME (aqui)
- Revista Mojo traz CD de covers do New Order. Ouça (aqui)
- “Os artistas não precisam mais de nós”, afirma crítico (aqui)
- Romance de Leonard Cohen será lançado no Brasil (aqui)
- Download: Raridades do Replacements e do Paul Westerberg (aqui)
Janeiro 6, 2012 3 Brindes
Opinião do Consumidor: La Gauloise
Aberta em uma fazenda em 1858 no Vallée du vale Bocq, em Purnode, Bélgica (distante uma hora de Bruxelas e meia hora da fronteira com a França), a Brasserie Du Bocq fabricava cerveja apenas no inverno, quando não havia trabalho para os trabalhadores da fazenda. No entanto, o carro chefe da cervejaria, a Gauloise, surgiu apenas após a Primeira Guerra Mundial, fez sucesso imediato e continua encantando o mundo.
A carta da cervejaria se estendeu dos anos 20 para cá e a Du Bocq mantém mais de 20 rótulos no cardápio, com destaque para a Blanche Des Moines e a Blanche de Namur (a última, eleita melhor cerveja de trigo no World Awards Beer 2009) além claro das três versões da La Gauloise: Blonde, Ambree e Brune (as duas primeiras encontradas com mais facilidade atualmente no Brasil).
A versão loira da Gauloise lembra, num primeiro momento, algo entre a Leffe Blonde e a Duvel, e isso desde o aroma, que remete a algo de frutas cítricas (bem forte), uvas verdes, especiarias além de um toque meio azedo e bem frutado. No paladar, a Gauloise é muito mais leve que a concorrente da Mortgaart (e não tão personal quanto a Leffe), mas nem por isso menos saborosa. O cítrico e o frutado dominam a atenção, o álcool (6,3%) é quase imperceptível e o conjunto harmônico surpreende. Uma bela cerveja.
Já a premiada Amber traz um aroma com quase as mesmas marcas da versão loira – com as especiarias, notadamente o cravo, marcando mais presença. E também um pouco de melaço. Já no paladar ela impressiona pela suavidade, com o malte aparecendo para dar um rápido olá enquanto o lúpulo faz a festa (há também algo de frutado, meio cítrico, talvez abacaxi – e ainda caramelo e coentro). O álcool, tímido (5,5%), dá as caras só no final, mas bem no finalzinho, quando o adocicado já tomou conta da alma.
Ficou faltando a versão Brune, a mais forte das três irmãs (8,1%), mas só por estas duas belas cervejas já vale recomendar o cardápio da belga Brasserie Du Bocq. As garrafas de 330 ml, baixinhas e gordinhas como as da Duvel e da La Chouffe, podem ser encontradas entre R$ 8 e R$ 13 em bons empórios (as minhas vieram via correio do Clube do Malte) e valem muito a experiência.
Teste de Qualidade: Gauloise Ambree
- Produto: Belgian Pale Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 5,5%
- Nota: 3,92/5
Teste de Qualidade: Gauloise Blond
- Produto: Belgian Blond Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 6,3%
- Nota: 3,70/5
Leia também:
- A Duvel é simplesmente fantástica, por Marcelo Costa (aqui)
- La Achouffe, quase indescritível, por Marcelo Costa (aqui)
Janeiro 5, 2012 Encha o copo
Cinco fotos: Bruxelas
Clique na imagem se quiser vê-la maior
Leia também:
- Um fim de semana na Bélgica, por Marcelo Costa (aqui)
- Europa, dia 6 da viagem, 2008, por Marcelo Costa (aqui)
Cinco fotos: Atenas, Parati, Florença, Dublin, Bruges, Santorini, Chicago, Paris, Londres, Berlim, Atacama, Budapeste, Leuven, Madri, Praga, Nova York, Bratislava, Barcelona, Veneza, Tiradentes, Istambul, Málaga e Viena (aqui)
Janeiro 3, 2012 Encha o copo
Três Filmes: Malle, Godard e Rohmer

“Ascensor para o Cadafalso” (“Ascenseur Pour L’Echafaud”, 1957)
Em seu filme de estreia, o diretor francês Louis Malle ousa criar uma ponte histórica entre o fim do cinema noir e o começo do que viria a ser chamado de nouvelle vague. A estética ainda é comportada, mas a trama envolve o espectador invertendo a posição das histórias: o que é principal vira secundário, o que é secundário vira principal. No caso, uma esposa (Jeanne Moreau) planeja com o amante (Maurice Ronet) o assassinato do marido. O plano parece ter sido executado com perfeição, até que o rapaz percebe que cometeu um erro grave: esqueceu uma corda que poderá levantar suspeitas de homicídio ao contrário do encenado suicídio. Ele volta para tentar resgatar a corda e fica preso no elevador. Começa então um segundo filme, muito mais interessante e menos óbvio que o primeiro (os dois notadamente influenciados por Hitchcock): ao voltar para pegar a corda, o amante deixa a chave de seu carro na ignição, e um rapaz pega o carro e sai para passear com a namorada. É apenas o primeiro ato inconseqüente do jovem casal, que passa a ser protagonista do filme, levando a história para um extremo espetacular e um desfecho sagaz. Pontuando várias cenas, o trompete melancólico de Miles Davis cria o clima perfeito para um belíssimo filme (divisor de épocas).

“Acossado” (“À Bout de Souffle”, 1960)
Poucos filmes na história do cinema são tão urgentes, revolucionários e, ao mesmo tempo, retratos de época e atuais quanto a estreia de Godard. “Acossado” é daqueles filmes em que a forma, provocativa e instigante, parece sobrepor-se ao conteúdo, mas Godard, aparentemente nonsense, deixa frases soltas que ficam ressoando por dias. A partir de um argumento de Truffaut, Godard homenageia o cinema b norte-americano (Truffaut havia feito o mesmo com “Atirem no Pianista” também em 1960) contando a história nobre e trágica de Michel (o feio bonito Jean-Paul Belmondo), um malandro que passa o dia aplicando golpes sujos (Marcos, personagem de Ricardo Darin em “Nove Rainhas”, é irmão de alma de Michel), e em um deles acaba assassinando um policial. O cerco se fecha e, paralelamente, há o romance de Michel com a norte-americana Patricia (quantos meninas cortaram o cabelo curto para imitar Jean Seberg na época? Em qualquer sexta no Globo Repórter): ela tem dúvidas se o ama, e ele, apaixonado, está cansado de fugir. A lógica de Godard é simples: “Dedos duro deduram; assaltantes assaltam, assassinos assassinam, amantes amam: é normal”, diz Michel em certo momento. Uma obra prima obrigatória para ser ver, no mínimo, uma vez por ano.

“O Joelho de Claire” (“Le Genou de Claire”, 1970)
Entre 1963 e 1972, o cineasta francês Eric Rohmer dedicou-se aos Seis Contos Morais, pequena série cinematográfica que começou com dois curtas não exibidos em cinema na época (“A Carreira de Suzanne” / “A Padeira do Bairro”, ambos lançados em DVD no Brasil), e seguidos por “A colecionadora” (1967), “Minha Noite com Ela” (1969), “O Joelho de Claire” (1970) e “Amor à Tarde” (1972). Quinto filme da série, “O Joelho de Claire” explora com fina destreza os percalços de um romance (o do que poderia ser um romance, ou o que os personagens e o próprio espectador entendem como romance): Jerome está prestes a se casar, mas é instigado por uma amiga escritora a viver um romance com uma jovem, Laura (ah, os franceses). Ele nega a possibilidade se dizendo completo por sua futura esposa, mas se entrega aos caprichos da amiga e, por conseguinte, da garota. Rohmer constrói a narrativa com extrema sensibilidade. A Claire do título é meia-irmã de Laura, e só aparece na segunda metade do filme, quando Jerome (sentimentalmente fragilizado pela primeira história) se vê apaixonado por seus delicados joelhos. Há um delicioso descompasso entre o que os personagens dizem sentir e o que se vê na tela formando um painel interessante e vasto sobre o amor (ou aquilo que imaginamos ser o amor) e, claro, sobre o próprio homem.
Leia também:
- Três filmes: Anna Karina e Jean Luc Godard (aqui)
- Três filmes: François Truffaut 1960, 1964 e 1976 (aqui)
Janeiro 2, 2012 6 Brindes
Cervejas nacionais na GQ #10

O décimo número da GQ Brasil está nas bancas com Daniel Craig na capa em entrevistão bacanudo do chapa Rodrigo Salem (que ainda conta como foi o show de Lana Del Rey para 200 pessoas em Los Angeles). A revista ainda traz uma boa entrevista de JR Duran com o ex-presidente do Corinthians, André Sanchez, e outra de Bruno Astuto com Marcus Buaiz. Marco presença nesta edição selecionando quatro rótulos de cervejas com um toque brasileiro, cuja grande estrela é a espetacular mineira Wäls Quadruppel, com um dedinho de cachaça em sua formulação. Confira o índice completo da revista aqui.
Leia também:
- Muricy Ramalho na GQ #5, por Marcelo Costa (aqui)
- Roteiros de uísque na GQ #6, por Marcelo Costa (aqui)
- João Gilberto na GQ #8, por Marcelo Costa (aqui)
- Marcelo Jeneci na GQ #9, por Marcelo Costa (aqui)
Janeiro 2, 2012 Encha o copo
As mais lidas de dezembro no Scream & Yell

Dezembro de 2004
01) “Os Sonhadores” faz a gente sonhar, por Mac (aqui)
02) Cinco dias em Buenos Aires, por Marcelo Costa (aqui)
03) “A Ghost Is Born”, do Wilco, é chato, por Mac (aqui)
Dezembro de 2005
01) Claro Que É Rock, por Marcelo Costa (aqui)
02) Entrevista: Walverdes: por Marcelo Costa (aqui)
03) “Disparos do Front da Cultura Pop”, de Tony Parsons (aqui)
Dezembro de 2006
01) Tim Festival, por Marcelo Costa (aqui)
02) Entrevista: The Bravery, por Marco Bart (aqui)
03) Freqüências Freqüentes, Fábio Bianchini (aqui)
Dezembro de 2007
01) Top 10 Shows Internacionais, por Marcelo Costa (aqui)
02) Cinema: “A Vida dos Outros”, por Marcelo Costa (aqui)
03) Os 100 Filmes e 100 Livros essenciais da Bravo (aqui)
Dezembro de 2008
01) O livro obrigatório número 1 sobre rock, por Mac (aqui)
02) Top Ten de Cervejas Européias, por Mac (aqui)
03) Quinze listas de Melhores Discos de 2008 (aqui)
Dezembro de 2009
01) Análise: Melhores da Década 00, por Mac (aqui)
02) O Rock Brasileiro Precisa Morrer, por Vlad Cunha (aqui)
03) Mallu Magalhães por Marcos Paulino e Mac (aqui)
Dezembro de 2010
01) Top 20 Filmes entre 2001 e 2010, por Mac (aqui)
02) A nova cena musical de Portugal, por Pedro Salgado (aqui)
03) Erro na prensagem do vinil da Legião Urbana (aqui)
Dezembro de 2011
01) O Fator Foo Fighters, por Carlos Eduardo Lima (aqui)
02) Melhores de 2011 em 20 Mixtapes, por Rodrigo Salem (aqui)
03) Blue Skies, Noah and The Whale, por André Takeda (aqui)
04) Carta aos Músicos e Artistas, João Parayba (aqui)
05) “Um Dia”, de David Nicholls, por Adriano Costa (aqui)
E não é que o Scream & Yell voltou a bater uma marca impressionante em dezembro? Seguindo a média dos dois meses anteriores, o site alcançou 64.297 batendo o concorrido mês de novembro e tomando para si o posto de terceira maior audiência mensal do site em 11 anos (16 mil UVs a mais que a de dezembro de 2010!!!).
Foi um trimestre de audiência retumbante (de um site independente, claro) para se comemorar e se orgulhar: 66.675 visitantes únicos em outubro, 64.169 em novembro e 64.297 em dezembro.
O retrospecto desde 2004 traz algumas coisas bem bacanas “esquecidas” no site como o meu primeiro “diário de viagem” (para Buenos Aires – aqui), resenhas de filmes (como a de “Os Sonhadores” aqui e a de “A Vida dos Outros” aqui) e de livros (como o excelente “Disparos do Front da Cultura Pop” aqui e o livro de Bill Graham aqui).
Há ainda textos antológicos como “Freqüências Freqüentes”, de Fábio Bianchini, aqui (escrito originalmente para o site 1999), o Rock Brasileiro Precisa Morrer, de Vlad Cunha (aqui) e o balanço da nova cena musical portuguesa, um dos primeiros textos do grande Pedro Salgado no Scream & Yell (aqui).
No dezembro passado quem comandou foi o polêmico (e esperto) texto de Carlos Eduardo Lima sobre o Foo Fighters (bom nível de discussão aqui). Já em todos os dezembros, o campeão foi o Especial Melhores Álbuns dos Anos 00, uma votação que contou com 68 participantes e consagrou Los Hermanos e Strokes (aqui).
Agora… mais um ano começa. Um 2012 especial para todos nós.
Janeiro 1, 2012 Encha o copo
Parque das Aves e Puerto Iguazu

O sol voltou a brilhar no nosso quarto dia em Foz do Iguaçu, de programação relaxada e muito descanso. De manhã, um passeio no Parque das Aves, local criado em 1994 pelo casal alemão Dennis e Anna Croukamp dedicado à conservação dos animais. São 16 hectares de mata nativa de um parque em frente ao Parque Nacional do Iguaçu repleto de pássaros, aves, alguns crocodilos, e algumas cobras.
Para ter uma ideia da visita é possível fazer um passeio virtual aqui, mas o mais interessante do parque é adentrar três das grandes gaiolas e ficar bem mais próximo de tucanos, araras e ararajubas, uma mais encantadora que a outra. O passeio é rápido (em duas horas é possível fazê-lo), mas interessante. E, no final, o visitante pode ainda posar para fotos com algumas araras (várias delas estão soltas no parque) e cobras no ombro.

Para a parte da tarde o plano era ir para Puerto Iguazu, almoçar e procurar a versão weisse da Patagonia. “É a cerveja mais cara”, disse a vendedora de um dos botequins da feirinha da cidade argentina. “R$ 11”, a garrafa de 740 ml, “mas se você quiser levar a caixa com seis sai por R$ 59”. No balcão, a Patagonia compete com a Quilmes (preferencia nacional que também é vendida em uma versão Stout – quase uma Malzbier – e uma Red), a Brahma, a Budweiser e a Iguana.
O almoço foi novamente no Acva, que já se tornou o nosso restaurante preferido em Puerto Iguazu. Sem entradas desta vez (não só por economia, mas principalmente porque os pratos são muito bem servidos), Lili foi de Fettucine Fresco com Lagostinos, Salsa Crema de Tomates Secos y Zuchinnis Grillados e eu de Bife de Chourizo Acva, com Croute de Pancetta y Estragon acompañado con Risoto de Cebollas. Novamente aprovados.

Voltamos no final da tarde para o hotel e desmaiamos. Até cogitamos estender a noite em algum lugar, mas optamos por descansar para o último dia, de programação ainda indefinida. O voo parte para São Paulo no começo da noite e podemos esticar até as Cataratas Argentinas, mas seria um passeio mais curto do que amigos dizem que ela merece. Talvez visitemos o Templo Budista. Tudo depende do nosso pique… e do calor. Ele realmente intimida.
No fim das contas, essa viagem rápida a Foz do Iguaçu, comprada e planejada no susto, foi realmente especial. As Cataratas são um passeio inesquecível (que pode ser ainda mais interessantes com o acréscimo do Macuco Safari, das trilhas de bike e do arvorismo – e da “descoberta” do lado argentino) e Puerto Iguazu é uma cidadezinha encantadora. Agora é hora de arrumar as malas. Logo mais, São Paulo.

Fotos por Marcelo Costa: http://www.flickr.com/photos/maccosta/
Janeiro 1, 2012 Encha o copo
La Garantía Soy Yo

Após dois dias de sol intenso e passeios inesquecíveis, a sexta-feira resolveu nos pregar uma peça em Foz do Iguaçu, começando pelo tempo, que amanheceu nublado e com uma fina garoa (ainda bem que fomos para as cataratas um dia antes) como se questionando nossas opções de passeio: uma ida a Ciudad del Este, no Paraguai, e um tour básico pela Itaipu Binacional, a enorme hidrelétrica dividida entre Brasil e Paraguai.
Para ir a Ciudad del Este pegamos um ônibus no centro de Foz, que atravessou as Aduanas e nos deixou no meio de algo que parecia uma 25 de Março (rua comercial muvucada de São Paulo) com a rua Santa Efigênia (rua de eletrônicos onde se encontra de tudo – original e pirateado – também em São Paulo), uma junção que revela o pior das duas ruas: centenas de pessoas oferecendo coisas (de cuecas, panos de prato até celulares e socos ingleses) para milhares que compram.

Parte do desconforto é culpa minha, que nunca serviria para trabalhar em um pregão de bolsa de valores, por exemplo. O excesso de barulho, de pessoas falando, pedindo atenção, me dá náuseas, e junte a isso o fato que você está em um território de compras, uma “zona franca”, como comentou um turista no ônibus, em que o intuito é gastar dinheiro, e danou-se. Sem contar o fato do bordão “La Garantía Soy Yo” ecoar na cabeça a todo momento.
Faltou pesquisar e ir com alguns lugares de confiança indicados por amigos, por exemplo. E faltou uma pequena sensação de “foda-se, vamos nos divertir” também. Como a de um capixaba que, um dia antes, elogiava no ônibus: “Fomos para lá e eu não pretendia comprar nada, mas trouxe duas sacolas de coisas que eu nem sabia que existiam”. No fim, acabamos ficando apenas uma hora e meia em Ciudad del Este, não compramos nada, e voltamos de braços cruzados. Vale voltar?

Quanto a Itaipu Binacional, o tempo colaborou: lá pelas 15h abriu um solzão lindo e quente, muito quente, que acompanhou o nosso passeio. O complexo, localizado no Rio Paraná (que alguns quilometros depois se encontra com o Rio Iguaçu na Tríplice Fronteira) e construído no período de 1975 a 1982, é hoje a maior usina geradora de energia do mundo. É um gigante de concreto com uma extensão de 8 quilômetros que represa 1.350 quilômetros quadrados.
Para conhecer a hidrelétrica existem três tours e várias visitas a projetos bancados pela companhia. Dos tours (todos com necessidade se serem reservados com antecedência aqui) há do mais básico (a visita panorâmica) até o circuito especial, um passeio de duas horas e meia em que o visitante adentra o interior da barragem, passa ao lado de condutos por onde escoam até 700 mil litros de água por segundo, e conhece o antigo leito do Rio Paraná (entre muitas outras coisas – aqui).

Há ainda tours que incluem conhecer o Refúgio Bela Vista, o Ecomuseu, o Canal de Piracema, o Refugio Tatí Yupí além de alguns passeios de barco no Rio Paraná (a lista completa está aqui). Acabamos fazendo o tour mais simples (a Visita Panorâmica), já que o Circuito Especial estava esgotado (vale reservar com antecedência), e foi interessante (um ônibus passa sobre a barragem em que é possível observar a represa, o vertedouro e o outro lado do leito do rio), mas… básico.
Ainda havíamos comprado um passeio noturno para observar um show de luzes na barragem, mas acabamos deixando de lado devido ao cansaço. No fim, voltando para a cidade em meio a uma pequena tempestade, acabamos optando por um cinema (no Shopping Cataratas) e por dormir mais cedo para dedicarmos o sábado ao Parque das Aves e a outra visita a Puerto Iguazu. Ainda queremos visitar tanto a Mesquita Muçulmana quanto o Templo Budista e o lado argentino das Cataratas. Não sei se vai rolar fazer tudo até amanhã…

Fotos por Marcelo Costa: http://www.flickr.com/photos/maccosta/
Dezembro 31, 2011 2 Brindes
Banho nas Cataratas do Iguaçu

A quarta-feira terminou fudidamente quente em Foz do Iguaçu e a quinta-feira não quis deixar por menos, e (felizmente) caprichou no calor: solzão lindo na cabeça, óculos escuros na cara e muito protetor solar na pele que o dia prometia. E foi muito além de nossas expectativas.
Como primeira tarefa de um casal estreante na Tríplice Fronteira, partimos em direção ao obrigatório Parque Nacional do Iguaçu, grande atração turística que se estende por 250 mil hectares de floresta subtropical divididas entre Brasil (Foz do Iguaçu) e Argentina (Missiones).

O Parque Nacional argentino foi criado em 1934 e o Parque Nacional brasileiro em 1939, na administração do presidente Getúlio Vargas. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Patrimônio da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente. E merecem tal honraria.
A principal vedete do conjunto ecológico são as 275 belíssimas quedas de água que formam as Cataratas do Iguaçu, mas o parque (principalmente de alguns anos para cá) aprendeu a diversificar os passeios, de forma que o visitante pode experimentar a visita de diversas formas.

A primeira dica especial é simples: compre o ingresso no site oficial (aqui), pois economizará uns 40 minutos de fila na porta do parque (a fila da internet estava absolutamente vazia). O preço varia de acordo com a nacionalidade (estrangeiro, mercosul, brasileiro e moradores da região) e possuidores de cartões Itaú conseguem 50% de desconto (veja aqui).
O ticket lhe dá acesso ao parque com direito a ver a grande estrela: as Cataratas (olhe o mapa do parque). Um ônibus lhe deixa na beira de uma trilha de cerca de 1 quilometro (asfaltada) que vai ambientando o fregues com a experiência: as quedas começam “pequenas” e impressionantes, e até chegar a Garganta do Diabo, a maior das quedas, o queixo do espectador irá cair umas cinco ou seis vezes.

É meio inexplicável em palavras, e você ainda pode refutar a diversão dizendo “é só água caindo”, mas ainda assim impressiona. Segundo consta, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, teria exclamado “Pobre Niágara!” ao se deparar com as Cataratas do Iguaçu. Ainda quero visitar o Niágara (e também as Cataratas Vitória, na África Austral), mas o dia de hoje já valeu essa viagem.
A estrutura do lado brasileiro é exemplar (do lado argentino, na palavra de amigos e de alguns blogs, é mais roots, mas não menos sensacional – leia aqui) e a sensação é bastante especial. Porém, o passeio ainda se divide em diversas atividades que incluem rafting, arborismo, passeios de bike em trilhas e um de barco até dentro de uma das quedas (combos podem ser comprados aqui - e divididos em até seis vezes).

Neste primeiro dia optamos por este último passeio, o Macuco Safari, de custo elevado (R$ 140 por 1h45 de passeio), mas plenamente satisfatório (a versão argentina, Gran Aventura, custa metade do preço, e é, dizem, mais radical): nada mais é do que subir o leito do rio até próximo das quedas d’água, chegar bem perto de algumas delas, e sair do barco de alma e roupas lavadas. Literalmente tomar banho de cataratas. Inesquecível.
A equipe do parque recomenda não levar câmeras no passeio, mas até rola, desde que você a proteja bem, pois acredite: molha e muito (eles avisam o momento em que o bicho vai pegar). Ainda assim eles fazem algumas fotos que, após o percurso, se interessar, você pode comprar e pedir para enviar por e-mail ou gravar em CD ali mesmo (R$ 12 cada foto, R$ 65 um vídeo de 25 minutos do seu passeio gravado em DVD e entregue no seu hotel/hostel).

Todos os amigos indicaram o passeio de helicóptero (R$ 180 por 10 minutos), e até planejamos fazer os dois, mas saímos tão felizes e desgastados do Macuco Safari que deixamos o helicóptero para uma outra vez. No entanto, pretendemos voltar até o domingo para fazer a Trilha do Poço Preto (essa aqui). Tomara que sobre tempo.
Todo o desenrolar do dia foi sossegado. Ônibus do centro de Foz de Iguaçu até a porta do parque e vice-versa. Tiramos um cochilo no fim da tarde com o plano de jantarmos em Puerto Iguazu, a cidadezinha argentina de fronteira. Daqui pra lá, ônibus de linha internacional (R$ 4), mas a volta nos pregou uma peça: os ônibus funcionam até aproximadamente às 19h. Voltar só de taxi (R$ 50).

Ainda assim a visita valeu muito a pena. Compramos seis garrafas de vinho (todos indicados pelo brasileiro de alma portenha Tiago Trigo) por R$ 80, duas cervejas Patagonia por R$ 20 e jantamos no Acva, que o Leonardo tinha indicado (e que um blog também rendia elogios). Ficamos com uma vontade enorme de ficar em um hotel no lado argentino (apesar do inconveniente de mostrar os documentos na Aduana toda vez que ultrapassar a fronteira).
Lili foi de Tempura de Camarão com Perfume de Coco, Guacamole e Molho de Fungui na entrada enquanto optei por Palmito acompanhado de três molhos. Para o prato principal não tive dúvidas: um enorme e inesquecível Oyo de Bife Gratinado com Papa Rustica Rellenos (Batata recheada de queijo e amendoas) enquanto Lili arriscou (e se satisfez) em um peixe Surubi sobre Pure Cremoso de Mandioca, Coco e Gengibre. Noite especial de comidas (compensando o McDonalds de ontem).

A sexta-feira promete muito: nos planos uma visita rápida ao Paraguai na parte da manhã combinada com um tour na Itaipu Binacional no fim da tarde (esse passeio aqui). Estamos pensando em voltar até Puerto Iguazu para jantarmos (novamente) e visitarmos a feirinha, mas precisamos ver se vamos ter pique. Ainda queremos fazer o passeio do Parque das Aves, no sábado de manhã, e visitar as cataratas argentinas no domingo. Tomara que a gente consiga.
Fotos por Marcelo Costa: http://www.flickr.com/photos/maccosta/
Dezembro 29, 2011 3 Brindes
































