Três vídeos: The Weight
O ensaio: Wilco, Mavis Staples e Nick Lowe
O show: Wilco, Mavis Staples e Nick Lowe
A história: The Band com as Staples Singers (incluindo Mavis)
Janeiro 6, 2012 1 Brinde
Dez links e dois vídeos
- Os melhores de 2011 da revista Rolling Stone Brasil (aqui)
- Carta aberta a Michel Telo, por Bruno Medina (aqui)
- Sharon Acioly (“Ai Se Eu Te Pego”) responde Bruno Medina (aqui)
- “Ai Se Eu Te Pego” bate recorde no Youtube (aqui)
- The Real Rarities of Mutantes (aqui)
- 20 razões para ficar animado com 2012, por NME (aqui)
- Revista Mojo traz CD de covers do New Order. Ouça (aqui)
- “Os artistas não precisam mais de nós”, afirma crítico (aqui)
- Romance de Leonard Cohen será lançado no Brasil (aqui)
- Download: Raridades do Replacements e do Paul Westerberg (aqui)
Janeiro 6, 2012 3 Brindes
Opinião do Consumidor: La Gauloise
Aberta em uma fazenda em 1858 no Vallée du vale Bocq, em Purnode, Bélgica (distante uma hora de Bruxelas e meia hora da fronteira com a França), a Brasserie Du Bocq fabricava cerveja apenas no inverno, quando não havia trabalho para os trabalhadores da fazenda. No entanto, o carro chefe da cervejaria, a Gauloise, surgiu apenas após a Primeira Guerra Mundial, fez sucesso imediato e continua encantando o mundo.
A carta da cervejaria se estendeu dos anos 20 para cá e a Du Bocq mantém mais de 20 rótulos no cardápio, com destaque para a Blanche Des Moines e a Blanche de Namur (a última, eleita melhor cerveja de trigo no World Awards Beer 2009) além claro das três versões da La Gauloise: Blonde, Ambree e Brune (as duas primeiras encontradas com mais facilidade atualmente no Brasil).
A versão loira da Gauloise lembra, num primeiro momento, algo entre a Leffe Blonde e a Duvel, e isso desde o aroma, que remete a algo de frutas cítricas (bem forte), uvas verdes, especiarias além de um toque meio azedo e bem frutado. No paladar, a Gauloise é muito mais leve que a concorrente da Mortgaart (e não tão personal quanto a Leffe), mas nem por isso menos saborosa. O cítrico e o frutado dominam a atenção, o álcool (6,3%) é quase imperceptível e o conjunto harmônico surpreende. Uma bela cerveja.
Já a premiada Amber traz um aroma com quase as mesmas marcas da versão loira – com as especiarias, notadamente o cravo, marcando mais presença. E também um pouco de melaço. Já no paladar ela impressiona pela suavidade, com o malte aparecendo para dar um rápido olá enquanto o lúpulo faz a festa (há também algo de frutado, meio cítrico, talvez abacaxi – e ainda caramelo e coentro). O álcool, tímido (5,5%), dá as caras só no final, mas bem no finalzinho, quando o adocicado já tomou conta da alma.
Ficou faltando a versão Brune, a mais forte das três irmãs (8,1%), mas só por estas duas belas cervejas já vale recomendar o cardápio da belga Brasserie Du Bocq. As garrafas de 330 ml, baixinhas e gordinhas como as da Duvel e da La Chouffe, podem ser encontradas entre R$ 8 e R$ 13 em bons empórios (as minhas vieram via correio do Clube do Malte) e valem muito a experiência.
Teste de Qualidade: Gauloise Ambree
- Produto: Belgian Pale Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 5,5%
- Nota: 3,92/5
Teste de Qualidade: Gauloise Blond
- Produto: Belgian Blond Ale
- Nacionalidade: Bélgica
- Graduação alcoólica: 6,3%
- Nota: 3,70/5
Leia também:
- A Duvel é simplesmente fantástica, por Marcelo Costa (aqui)
- La Achouffe, quase indescritível, por Marcelo Costa (aqui)
Janeiro 5, 2012 Encha o copo
Cinco fotos: Bruxelas
Clique na imagem se quiser vê-la maior
Leia também:
- Um fim de semana na Bélgica, por Marcelo Costa (aqui)
- Europa, dia 6 da viagem, 2008, por Marcelo Costa (aqui)
Cinco fotos: Atenas, Parati, Florença, Dublin, Bruges, Santorini, Chicago, Paris, Londres, Berlim, Atacama, Budapeste, Leuven, Madri, Praga, Nova York, Bratislava, Barcelona, Veneza, Tiradentes, Istambul, Málaga e Viena (aqui)
Janeiro 3, 2012 Encha o copo
Três Filmes: Malle, Godard e Rohmer

“Ascensor para o Cadafalso” (“Ascenseur Pour L’Echafaud”, 1957)
Em seu filme de estreia, o diretor francês Louis Malle ousa criar uma ponte histórica entre o fim do cinema noir e o começo do que viria a ser chamado de nouvelle vague. A estética ainda é comportada, mas a trama envolve o espectador invertendo a posição das histórias: o que é principal vira secundário, o que é secundário vira principal. No caso, uma esposa (Jeanne Moreau) planeja com o amante (Maurice Ronet) o assassinato do marido. O plano parece ter sido executado com perfeição, até que o rapaz percebe que cometeu um erro grave: esqueceu uma corda que poderá levantar suspeitas de homicídio ao contrário do encenado suicídio. Ele volta para tentar resgatar a corda e fica preso no elevador. Começa então um segundo filme, muito mais interessante e menos óbvio que o primeiro (os dois notadamente influenciados por Hitchcock): ao voltar para pegar a corda, o amante deixa a chave de seu carro na ignição, e um rapaz pega o carro e sai para passear com a namorada. É apenas o primeiro ato inconseqüente do jovem casal, que passa a ser protagonista do filme, levando a história para um extremo espetacular e um desfecho sagaz. Pontuando várias cenas, o trompete melancólico de Miles Davis cria o clima perfeito para um belíssimo filme (divisor de épocas).

“Acossado” (“À Bout de Souffle”, 1960)
Poucos filmes na história do cinema são tão urgentes, revolucionários e, ao mesmo tempo, retratos de época e atuais quanto a estreia de Godard. “Acossado” é daqueles filmes em que a forma, provocativa e instigante, parece sobrepor-se ao conteúdo, mas Godard, aparentemente nonsense, deixa frases soltas que ficam ressoando por dias. A partir de um argumento de Truffaut, Godard homenageia o cinema b norte-americano (Truffaut havia feito o mesmo com “Atirem no Pianista” também em 1960) contando a história nobre e trágica de Michel (o feio bonito Jean-Paul Belmondo), um malandro que passa o dia aplicando golpes sujos (Marcos, personagem de Ricardo Darin em “Nove Rainhas”, é irmão de alma de Michel), e em um deles acaba assassinando um policial. O cerco se fecha e, paralelamente, há o romance de Michel com a norte-americana Patricia (quantos meninas cortaram o cabelo curto para imitar Jean Seberg na época? Em qualquer sexta no Globo Repórter): ela tem dúvidas se o ama, e ele, apaixonado, está cansado de fugir. A lógica de Godard é simples: “Dedos duro deduram; assaltantes assaltam, assassinos assassinam, amantes amam: é normal”, diz Michel em certo momento. Uma obra prima obrigatória para ser ver, no mínimo, uma vez por ano.

“O Joelho de Claire” (“Le Genou de Claire”, 1970)
Entre 1963 e 1972, o cineasta francês Eric Rohmer dedicou-se aos Seis Contos Morais, pequena série cinematográfica que começou com dois curtas não exibidos em cinema na época (“A Carreira de Suzanne” / “A Padeira do Bairro”, ambos lançados em DVD no Brasil), e seguidos por “A colecionadora” (1967), “Minha Noite com Ela” (1969), “O Joelho de Claire” (1970) e “Amor à Tarde” (1972). Quinto filme da série, “O Joelho de Claire” explora com fina destreza os percalços de um romance (o do que poderia ser um romance, ou o que os personagens e o próprio espectador entendem como romance): Jerome está prestes a se casar, mas é instigado por uma amiga escritora a viver um romance com uma jovem, Laura (ah, os franceses). Ele nega a possibilidade se dizendo completo por sua futura esposa, mas se entrega aos caprichos da amiga e, por conseguinte, da garota. Rohmer constrói a narrativa com extrema sensibilidade. A Claire do título é meia-irmã de Laura, e só aparece na segunda metade do filme, quando Jerome (sentimentalmente fragilizado pela primeira história) se vê apaixonado por seus delicados joelhos. Há um delicioso descompasso entre o que os personagens dizem sentir e o que se vê na tela formando um painel interessante e vasto sobre o amor (ou aquilo que imaginamos ser o amor) e, claro, sobre o próprio homem.
Leia também:
- Três filmes: Anna Karina e Jean Luc Godard (aqui)
- Três filmes: François Truffaut 1960, 1964 e 1976 (aqui)
Janeiro 2, 2012 6 Brindes
Cervejas nacionais na GQ #10

O décimo número da GQ Brasil está nas bancas com Daniel Craig na capa em entrevistão bacanudo do chapa Rodrigo Salem (que ainda conta como foi o show de Lana Del Rey para 200 pessoas em Los Angeles). A revista ainda traz uma boa entrevista de JR Duran com o ex-presidente do Corinthians, André Sanchez, e outra de Bruno Astuto com Marcus Buaiz. Marco presença nesta edição selecionando quatro rótulos de cervejas com um toque brasileiro, cuja grande estrela é a espetacular mineira Wäls Quadruppel, com um dedinho de cachaça em sua formulação. Confira o índice completo da revista aqui.
Leia também:
- Muricy Ramalho na GQ #5, por Marcelo Costa (aqui)
- Roteiros de uísque na GQ #6, por Marcelo Costa (aqui)
- João Gilberto na GQ #8, por Marcelo Costa (aqui)
- Marcelo Jeneci na GQ #9, por Marcelo Costa (aqui)
Janeiro 2, 2012 Encha o copo
As mais lidas de dezembro no Scream & Yell

Dezembro de 2004
01) “Os Sonhadores” faz a gente sonhar, por Mac (aqui)
02) Cinco dias em Buenos Aires, por Marcelo Costa (aqui)
03) “A Ghost Is Born”, do Wilco, é chato, por Mac (aqui)
Dezembro de 2005
01) Claro Que É Rock, por Marcelo Costa (aqui)
02) Entrevista: Walverdes: por Marcelo Costa (aqui)
03) “Disparos do Front da Cultura Pop”, de Tony Parsons (aqui)
Dezembro de 2006
01) Tim Festival, por Marcelo Costa (aqui)
02) Entrevista: The Bravery, por Marco Bart (aqui)
03) Freqüências Freqüentes, Fábio Bianchini (aqui)
Dezembro de 2007
01) Top 10 Shows Internacionais, por Marcelo Costa (aqui)
02) Cinema: “A Vida dos Outros”, por Marcelo Costa (aqui)
03) Os 100 Filmes e 100 Livros essenciais da Bravo (aqui)
Dezembro de 2008
01) O livro obrigatório número 1 sobre rock, por Mac (aqui)
02) Top Ten de Cervejas Européias, por Mac (aqui)
03) Quinze listas de Melhores Discos de 2008 (aqui)
Dezembro de 2009
01) Análise: Melhores da Década 00, por Mac (aqui)
02) O Rock Brasileiro Precisa Morrer, por Vlad Cunha (aqui)
03) Mallu Magalhães por Marcos Paulino e Mac (aqui)
Dezembro de 2010
01) Top 20 Filmes entre 2001 e 2010, por Mac (aqui)
02) A nova cena musical de Portugal, por Pedro Salgado (aqui)
03) Erro na prensagem do vinil da Legião Urbana (aqui)
Dezembro de 2011
01) O Fator Foo Fighters, por Carlos Eduardo Lima (aqui)
02) Melhores de 2011 em 20 Mixtapes, por Rodrigo Salem (aqui)
03) Blue Skies, Noah and The Whale, por André Takeda (aqui)
04) Carta aos Músicos e Artistas, João Parayba (aqui)
05) “Um Dia”, de David Nicholls, por Adriano Costa (aqui)
E não é que o Scream & Yell voltou a bater uma marca impressionante em dezembro? Seguindo a média dos dois meses anteriores, o site alcançou 64.297 batendo o concorrido mês de novembro e tomando para si o posto de terceira maior audiência mensal do site em 11 anos (16 mil UVs a mais que a de dezembro de 2010!!!).
Foi um trimestre de audiência retumbante (de um site independente, claro) para se comemorar e se orgulhar: 66.675 visitantes únicos em outubro, 64.169 em novembro e 64.297 em dezembro.
O retrospecto desde 2004 traz algumas coisas bem bacanas “esquecidas” no site como o meu primeiro “diário de viagem” (para Buenos Aires – aqui), resenhas de filmes (como a de “Os Sonhadores” aqui e a de “A Vida dos Outros” aqui) e de livros (como o excelente “Disparos do Front da Cultura Pop” aqui e o livro de Bill Graham aqui).
Há ainda textos antológicos como “Freqüências Freqüentes”, de Fábio Bianchini, aqui (escrito originalmente para o site 1999), o Rock Brasileiro Precisa Morrer, de Vlad Cunha (aqui) e o balanço da nova cena musical portuguesa, um dos primeiros textos do grande Pedro Salgado no Scream & Yell (aqui).
No dezembro passado quem comandou foi o polêmico (e esperto) texto de Carlos Eduardo Lima sobre o Foo Fighters (bom nível de discussão aqui). Já em todos os dezembros, o campeão foi o Especial Melhores Álbuns dos Anos 00, uma votação que contou com 68 participantes e consagrou Los Hermanos e Strokes (aqui).
Agora… mais um ano começa. Um 2012 especial para todos nós.
Janeiro 1, 2012 Encha o copo
Parque das Aves e Puerto Iguazu

O sol voltou a brilhar no nosso quarto dia em Foz do Iguaçu, de programação relaxada e muito descanso. De manhã, um passeio no Parque das Aves, local criado em 1994 pelo casal alemão Dennis e Anna Croukamp dedicado à conservação dos animais. São 16 hectares de mata nativa de um parque em frente ao Parque Nacional do Iguaçu repleto de pássaros, aves, alguns crocodilos, e algumas cobras.
Para ter uma ideia da visita é possível fazer um passeio virtual aqui, mas o mais interessante do parque é adentrar três das grandes gaiolas e ficar bem mais próximo de tucanos, araras e ararajubas, uma mais encantadora que a outra. O passeio é rápido (em duas horas é possível fazê-lo), mas interessante. E, no final, o visitante pode ainda posar para fotos com algumas araras (várias delas estão soltas no parque) e cobras no ombro.

Para a parte da tarde o plano era ir para Puerto Iguazu, almoçar e procurar a versão weisse da Patagonia. “É a cerveja mais cara”, disse a vendedora de um dos botequins da feirinha da cidade argentina. “R$ 11”, a garrafa de 740 ml, “mas se você quiser levar a caixa com seis sai por R$ 59”. No balcão, a Patagonia compete com a Quilmes (preferencia nacional que também é vendida em uma versão Stout – quase uma Malzbier – e uma Red), a Brahma, a Budweiser e a Iguana.
O almoço foi novamente no Acva, que já se tornou o nosso restaurante preferido em Puerto Iguazu. Sem entradas desta vez (não só por economia, mas principalmente porque os pratos são muito bem servidos), Lili foi de Fettucine Fresco com Lagostinos, Salsa Crema de Tomates Secos y Zuchinnis Grillados e eu de Bife de Chourizo Acva, com Croute de Pancetta y Estragon acompañado con Risoto de Cebollas. Novamente aprovados.

Voltamos no final da tarde para o hotel e desmaiamos. Até cogitamos estender a noite em algum lugar, mas optamos por descansar para o último dia, de programação ainda indefinida. O voo parte para São Paulo no começo da noite e podemos esticar até as Cataratas Argentinas, mas seria um passeio mais curto do que amigos dizem que ela merece. Talvez visitemos o Templo Budista. Tudo depende do nosso pique… e do calor. Ele realmente intimida.
No fim das contas, essa viagem rápida a Foz do Iguaçu, comprada e planejada no susto, foi realmente especial. As Cataratas são um passeio inesquecível (que pode ser ainda mais interessantes com o acréscimo do Macuco Safari, das trilhas de bike e do arvorismo – e da “descoberta” do lado argentino) e Puerto Iguazu é uma cidadezinha encantadora. Agora é hora de arrumar as malas. Logo mais, São Paulo.

Fotos por Marcelo Costa: http://www.flickr.com/photos/maccosta/
Janeiro 1, 2012 Encha o copo
La Garantía Soy Yo

Após dois dias de sol intenso e passeios inesquecíveis, a sexta-feira resolveu nos pregar uma peça em Foz do Iguaçu, começando pelo tempo, que amanheceu nublado e com uma fina garoa (ainda bem que fomos para as cataratas um dia antes) como se questionando nossas opções de passeio: uma ida a Ciudad del Este, no Paraguai, e um tour básico pela Itaipu Binacional, a enorme hidrelétrica dividida entre Brasil e Paraguai.
Para ir a Ciudad del Este pegamos um ônibus no centro de Foz, que atravessou as Aduanas e nos deixou no meio de algo que parecia uma 25 de Março (rua comercial muvucada de São Paulo) com a rua Santa Efigênia (rua de eletrônicos onde se encontra de tudo – original e pirateado – também em São Paulo), uma junção que revela o pior das duas ruas: centenas de pessoas oferecendo coisas (de cuecas, panos de prato até celulares e socos ingleses) para milhares que compram.

Parte do desconforto é culpa minha, que nunca serviria para trabalhar em um pregão de bolsa de valores, por exemplo. O excesso de barulho, de pessoas falando, pedindo atenção, me dá náuseas, e junte a isso o fato que você está em um território de compras, uma “zona franca”, como comentou um turista no ônibus, em que o intuito é gastar dinheiro, e danou-se. Sem contar o fato do bordão “La Garantía Soy Yo” ecoar na cabeça a todo momento.
Faltou pesquisar e ir com alguns lugares de confiança indicados por amigos, por exemplo. E faltou uma pequena sensação de “foda-se, vamos nos divertir” também. Como a de um capixaba que, um dia antes, elogiava no ônibus: “Fomos para lá e eu não pretendia comprar nada, mas trouxe duas sacolas de coisas que eu nem sabia que existiam”. No fim, acabamos ficando apenas uma hora e meia em Ciudad del Este, não compramos nada, e voltamos de braços cruzados. Vale voltar?

Quanto a Itaipu Binacional, o tempo colaborou: lá pelas 15h abriu um solzão lindo e quente, muito quente, que acompanhou o nosso passeio. O complexo, localizado no Rio Paraná (que alguns quilometros depois se encontra com o Rio Iguaçu na Tríplice Fronteira) e construído no período de 1975 a 1982, é hoje a maior usina geradora de energia do mundo. É um gigante de concreto com uma extensão de 8 quilômetros que represa 1.350 quilômetros quadrados.
Para conhecer a hidrelétrica existem três tours e várias visitas a projetos bancados pela companhia. Dos tours (todos com necessidade se serem reservados com antecedência aqui) há do mais básico (a visita panorâmica) até o circuito especial, um passeio de duas horas e meia em que o visitante adentra o interior da barragem, passa ao lado de condutos por onde escoam até 700 mil litros de água por segundo, e conhece o antigo leito do Rio Paraná (entre muitas outras coisas – aqui).

Há ainda tours que incluem conhecer o Refúgio Bela Vista, o Ecomuseu, o Canal de Piracema, o Refugio Tatí Yupí além de alguns passeios de barco no Rio Paraná (a lista completa está aqui). Acabamos fazendo o tour mais simples (a Visita Panorâmica), já que o Circuito Especial estava esgotado (vale reservar com antecedência), e foi interessante (um ônibus passa sobre a barragem em que é possível observar a represa, o vertedouro e o outro lado do leito do rio), mas… básico.
Ainda havíamos comprado um passeio noturno para observar um show de luzes na barragem, mas acabamos deixando de lado devido ao cansaço. No fim, voltando para a cidade em meio a uma pequena tempestade, acabamos optando por um cinema (no Shopping Cataratas) e por dormir mais cedo para dedicarmos o sábado ao Parque das Aves e a outra visita a Puerto Iguazu. Ainda queremos visitar tanto a Mesquita Muçulmana quanto o Templo Budista e o lado argentino das Cataratas. Não sei se vai rolar fazer tudo até amanhã…

Fotos por Marcelo Costa: http://www.flickr.com/photos/maccosta/
Dezembro 31, 2011 2 Brindes
Banho nas Cataratas do Iguaçu

A quarta-feira terminou fudidamente quente em Foz do Iguaçu e a quinta-feira não quis deixar por menos, e (felizmente) caprichou no calor: solzão lindo na cabeça, óculos escuros na cara e muito protetor solar na pele que o dia prometia. E foi muito além de nossas expectativas.
Como primeira tarefa de um casal estreante na Tríplice Fronteira, partimos em direção ao obrigatório Parque Nacional do Iguaçu, grande atração turística que se estende por 250 mil hectares de floresta subtropical divididas entre Brasil (Foz do Iguaçu) e Argentina (Missiones).

O Parque Nacional argentino foi criado em 1934 e o Parque Nacional brasileiro em 1939, na administração do presidente Getúlio Vargas. Os parques tanto brasileiro como argentino passaram a ser considerados Patrimônio da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente. E merecem tal honraria.
A principal vedete do conjunto ecológico são as 275 belíssimas quedas de água que formam as Cataratas do Iguaçu, mas o parque (principalmente de alguns anos para cá) aprendeu a diversificar os passeios, de forma que o visitante pode experimentar a visita de diversas formas.

A primeira dica especial é simples: compre o ingresso no site oficial (aqui), pois economizará uns 40 minutos de fila na porta do parque (a fila da internet estava absolutamente vazia). O preço varia de acordo com a nacionalidade (estrangeiro, mercosul, brasileiro e moradores da região) e possuidores de cartões Itaú conseguem 50% de desconto (veja aqui).
O ticket lhe dá acesso ao parque com direito a ver a grande estrela: as Cataratas (olhe o mapa do parque). Um ônibus lhe deixa na beira de uma trilha de cerca de 1 quilometro (asfaltada) que vai ambientando o fregues com a experiência: as quedas começam “pequenas” e impressionantes, e até chegar a Garganta do Diabo, a maior das quedas, o queixo do espectador irá cair umas cinco ou seis vezes.

É meio inexplicável em palavras, e você ainda pode refutar a diversão dizendo “é só água caindo”, mas ainda assim impressiona. Segundo consta, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Eleanor Roosevelt, teria exclamado “Pobre Niágara!” ao se deparar com as Cataratas do Iguaçu. Ainda quero visitar o Niágara (e também as Cataratas Vitória, na África Austral), mas o dia de hoje já valeu essa viagem.
A estrutura do lado brasileiro é exemplar (do lado argentino, na palavra de amigos e de alguns blogs, é mais roots, mas não menos sensacional – leia aqui) e a sensação é bastante especial. Porém, o passeio ainda se divide em diversas atividades que incluem rafting, arborismo, passeios de bike em trilhas e um de barco até dentro de uma das quedas (combos podem ser comprados aqui - e divididos em até seis vezes).

Neste primeiro dia optamos por este último passeio, o Macuco Safari, de custo elevado (R$ 140 por 1h45 de passeio), mas plenamente satisfatório (a versão argentina, Gran Aventura, custa metade do preço, e é, dizem, mais radical): nada mais é do que subir o leito do rio até próximo das quedas d’água, chegar bem perto de algumas delas, e sair do barco de alma e roupas lavadas. Literalmente tomar banho de cataratas. Inesquecível.
A equipe do parque recomenda não levar câmeras no passeio, mas até rola, desde que você a proteja bem, pois acredite: molha e muito (eles avisam o momento em que o bicho vai pegar). Ainda assim eles fazem algumas fotos que, após o percurso, se interessar, você pode comprar e pedir para enviar por e-mail ou gravar em CD ali mesmo (R$ 12 cada foto, R$ 65 um vídeo de 25 minutos do seu passeio gravado em DVD e entregue no seu hotel/hostel).

Todos os amigos indicaram o passeio de helicóptero (R$ 180 por 10 minutos), e até planejamos fazer os dois, mas saímos tão felizes e desgastados do Macuco Safari que deixamos o helicóptero para uma outra vez. No entanto, pretendemos voltar até o domingo para fazer a Trilha do Poço Preto (essa aqui). Tomara que sobre tempo.
Todo o desenrolar do dia foi sossegado. Ônibus do centro de Foz de Iguaçu até a porta do parque e vice-versa. Tiramos um cochilo no fim da tarde com o plano de jantarmos em Puerto Iguazu, a cidadezinha argentina de fronteira. Daqui pra lá, ônibus de linha internacional (R$ 4), mas a volta nos pregou uma peça: os ônibus funcionam até aproximadamente às 19h. Voltar só de taxi (R$ 50).

Ainda assim a visita valeu muito a pena. Compramos seis garrafas de vinho (todos indicados pelo brasileiro de alma portenha Tiago Trigo) por R$ 80, duas cervejas Patagonia por R$ 20 e jantamos no Acva, que o Leonardo tinha indicado (e que um blog também rendia elogios). Ficamos com uma vontade enorme de ficar em um hotel no lado argentino (apesar do inconveniente de mostrar os documentos na Aduana toda vez que ultrapassar a fronteira).
Lili foi de Tempura de Camarão com Perfume de Coco, Guacamole e Molho de Fungui na entrada enquanto optei por Palmito acompanhado de três molhos. Para o prato principal não tive dúvidas: um enorme e inesquecível Oyo de Bife Gratinado com Papa Rustica Rellenos (Batata recheada de queijo e amendoas) enquanto Lili arriscou (e se satisfez) em um peixe Surubi sobre Pure Cremoso de Mandioca, Coco e Gengibre. Noite especial de comidas (compensando o McDonalds de ontem).

A sexta-feira promete muito: nos planos uma visita rápida ao Paraguai na parte da manhã combinada com um tour na Itaipu Binacional no fim da tarde (esse passeio aqui). Estamos pensando em voltar até Puerto Iguazu para jantarmos (novamente) e visitarmos a feirinha, mas precisamos ver se vamos ter pique. Ainda queremos fazer o passeio do Parque das Aves, no sábado de manhã, e visitar as cataratas argentinas no domingo. Tomara que a gente consiga.
Fotos por Marcelo Costa: http://www.flickr.com/photos/maccosta/
Dezembro 29, 2011 3 Brindes
Foz do Iguaçu, 36 graus

Meses atrás, numa dessas promoções relâmpago de companhias aéreas, acabei decidindo na moedinha o destino do réveillon: entre várias opções de tentativa e erro (ou melhor: tentativa e preços altos), optamos por Foz do Iguaçu, que nós dois não conhecíamos. Recorremos a alguns guias, os amigos deram dicas preciosas (Leonardo Vinhas, que já morou na cidade, fez um textão detalhado e precioso) e cá estamos, torrando debaixo de um sol de 36 graus (e animadíssimos).
Logo que chegamos, por volta das 16h, comentei com o taxista sobre o sol (“Que beleza de tempo”, disse pra puxar assunto e ele, pela cara, estava pensando: “Quero ver você achar esse sol infernal uma beleza daqui quatro dias”) e as pancadas de chuva que o site de meteorologia previa para todas as tardes de nossa estadia: “Chuva? Não chove aqui desde novembro!”. E vou te contar: é sol demais.
Fim de tarde, sem tempo para os passeios tradicionais, pensamos em esticar ao Paraguai para procurar uma loja da Canon que “descobrimos” via outdoor de beira de estrada. “Paraguai? Lá tudo fecha às 15h, 15h30”, disse o gerente do hotel. “Se você quiser ir passear, tudo bem, mas para compras é preciso ir cedinho”, orientou, aproveitando para emendar: “Mas tem uma van que passará aqui em meia hora para levar um pessoal para o Duty Free do lado argentino. Se interessar…”

Nesse intervalinho de meia hora aproveitei para tentar encontrar um sebo de vinis que o Leo tinha indicado, mas acho que meu cérebro cozinhou debaixo do sol. Fui pra lá e pra cá, e nada. Muita coisa fechada (não sei se é fim de ano, o avançado da hora – mais de 17h – ou siesta pra fugir do sol), calor de fazer Lúcifer sorrir e uma brisa rara e refrescante marcavam o centro de uma cidade aparentemente pacata.
Na volta, na porta do hotel, a van já nos esperava. O gerente, animado, ainda caçou outros dois hóspedes incautos: “Não querem gastar um dinheirinho?”. E partiu o bonde: “Oie, estava fazendo uma muambagem no Paraguai e agora estou indo para a Argentina”, comentou meu vizinho de banco de van no telefone com uma mulher. “Escolhe três perfumes que você quer muito que eu levo”, prometeu.
O tal Duty Free, minutos após a Aduana Argentina, soa uma pequena homenagem para Miami. Lili pegou algumas coisas de maquiagem e alguns acessórios para a câmera enquanto adquiri um pack da cerveja alemã Kaiserdom. Não tinha Jack Daniels e nenhum vinho argentino da lista que o Tiago Trigo tinha me passado. E nem toca-discos (preciso trocar o meu), mas valeu para matar o tempo. A quinta-feira de sol e cataratas promete…
Dezembro 28, 2011 2 Brindes
Dez links que valem o seu clique

Rolling Stone: As melhores canções de 2011, por Rob Sheffield (aqui)
Que deselegante! Sandra Annenberg apresenta memes do ano (aqui)
The White Stripes presents… Lomography (aqui)
Duas dezenas de shows do Raconteurs online (aqui)
Em PDF: Wado, entre a música e o concurso público (aqui)
O Top Ten 2011 de Jon Pareles, New York Times (aqui)
Blog do Sakamoto: Os dez posts mais comentados de 2011 (aqui)
NME: Os dez filmes do ano (com alguns do ano passado) (aqui)
“Lei Rouanet inflaciona mercado e preços de ingressos” (aqui)
“Cultura Dependente”, editorial da Folha de São Paulo (aqui)

Dezembro 22, 2011 Encha o copo
Melhores de 2011 da SuperInteressante
Assim como em 2010, o pessoal do site da revista Superinteressante caprichou demais em seu especial do ano, imperdível, que desta vez reúne Lúcio Ribeiro (Popload), Renato Silveira (Cinema em Cena), Marcel Nadale (Mundo Estranho), Renan Frade (Judão) e Marcelo Hessel (Omelete), entre outros, além de todo o pessoal da Super e de mim: assino o texto “Música em 2012”. Leia aqui.
Ps. eu também participo da votação da Trama Virtual: aqui
Dezembro 22, 2011 Encha o copo
Download: single de natal do Urbanaque

Eles acertaram de novo! Após divertirem dois natais com os lançamentos das coletâneas “Papai Noel Chegou Vol. 1” e “Papai Noel Chegou Vol. 2”, os parceiros do Urbanaque colocam na praça às vésperas da ceia natalina o single “Papai Noel Chegou Vol. 3”, especial, com duas músicas da dupla mais barulhenta do ano, o Medialunas.
Andrio Maquenzi e Liege Milk gravaram para o lado A do compacto virtual natalino a inédita “Arboles de Navidad”, transcrição do espírito natalino por guitarra e bateria noise indie. Já no lado B, para fazer muita gente pular na hora da ceia (com rabanada e espumante), uma versão minimalista, classuda e pesada de “I Stay Away”, do Alice in Chains.
Você pode baixar o “Papai Noel Chegou Vol. 3” (e os outros dois volumes também) no Urbanaque. Clique aqui, divirta-se e feliz natal barulhento!

Dezembro 20, 2011 1 Brinde
“Sério, Isso é Muito”, Luisa Mandou um Beijo

A banca carioca Luisa Mandou um Beijo terminou de gravar seu terceiro álbum (capa acima), cujo lançamento em CD está previsto para o primeiro bimestre do ano que vem, pelos selos Multifoco e midsummer madness. Tal como em seus trabalhos anteriores, a banda preferiu não dar um título para o novo disco.
Financiado pelos fãs, por meio de uma plataforma de crowdfunding, o álbum contém 12 faixas. Antes do lançamento oficial em CD, uma das músicas foi distribuída em primeira mão para sete sites e blogs de música independentes (entre eles, o Scream & Yell). Trata-se de “Sério, isso é muito”, que conta com a participação de Dimitri BR dividindo os vocais com Flávia Muniz, e que você pode ouvir e fazer o download abaixo:
“Sério, Isso é Muito”, Luisa Mandou um Beijo by ScreamYellAinda nesta semana, as demais faixas serão enviadas por email às 78 pessoas que colaboraram financeiramente com o projeto. Todas as músicas estão licenciadas via Creative Commons, permitindo cópias desde que não sejam para fins comerciais e desde que sejam dados os devidos créditos à banda. Ou seja, o grupo não se importa (muito pelo contrário!) que as músicas sejam espalhadas por aí!
Um detalhe: nem o site da Luisa está disponibilizando as músicas novas por enquanto. A página está sendo reformulada e será lançada junto com o novo CD físico, entre janeiro e fevereiro de 2012. O grupo também estuda a criação de aplicativos gratuitos para celulares, nos quais incluirá vídeos, fotos e links para ouvir as músicas de seus três álbuns.
O tracklist do novo disco é:
1-Homem Azul
2-Histórias de Princesas
3-Jet Plane
4-Homem Caravela
5-Sério, Isso é Muito
6-Traição Lisboeta
7-Capitu
8-Cinco e Vinte e Seis
9-Amoras, Peras e Maçãs
10-Avenida Brasil
11-Tempestade
12-Beira-mar
Neste novo trabalho, a formação da Luisa é:
Cristiano Xavier – bateria
Daniel Paiva – trompete
Fernando Paiva – guitarra
Flávia Muniz – voz e flauta transversa
Paulo Cesar - baixo
Pedro Paulo – guitarra e trombone
www.luisamandouumbeijo.com
email: luisamandouumbeijo@gmail.com

Foto de Ana Kemper
Dezembro 19, 2011 4 Brindes
Marcelo Jeneci na GQ #9

Para o número #9 da GQ, que traz o Prêmio de Homens do Ano, fiquei responsável por conversar com Marcelo Jeneci, o destaque para a revista na categoria Música. Etre outras coisas, num papo telefônico no meio de uma tarde corrida, Marcelo Jeneci contou que gosta de ser popular e que já está trabalhando no segundo disco. O papo você lê na revista, que ainda traz Selton Mello (Ator do Ano), Anderson Silva (Esportista), Alex Atala (Gastronomia), Roberto Medina (Empreendedorismo) e muito mais (veja tudo no índice aqui).
Leia também:
- Muricy Ramalho na GQ #5, por Marcelo Costa (aqui)
- Roteiros de uísque na GQ #6, por Marcelo Costa (aqui)
- João Gilberto na GQ #8, por Marcelo Costa (aqui)
Dezembro 19, 2011 1 Brinde
Três docs: Joe Strummer, Clash e Ramones
Dezembro 18, 2011 Encha o copo
Opinião do Consumidor: Schlenkerla

O estilo Rauchbier elenca um tipo de cerveja produzido a partir de malte defumado. O malte de cevada era seco com a fumaça (rauch) de um forno, e mesmo com a industrialização, duas cervejarias da cidade de Bamberg, na Alemanha (a Schlenkerla e a Spezial), mantém o método tradicional que resulta em um conjunto intenso e bastante particular, recomendada para pessoas de paladar forte.
A cervejaria Schlenkerla produz rauchbiers desde 1678 e o carro chefe é a versão Marzen. O aroma traz a marca do malte defumado intensamente presente, desdobrando-se em algo que remete a molho barbecue e bacon. Causa estranheza no começo, mas siga em frente. O paladar, amargo e intenso, lembra café forte, torrefação, chocolate amargo e… churrasco. O malte defumado gruda na garganta de tal forma que o final é prolongado e permanece um bom tempo.
A versão Weizen junta o malte defumado com dois tipos de malte de trigo (estes não defumados). A expectativa era de que ela soasse menos defumada, mas o aroma é carregado de algo que lembra… bacon. E peito de peru. O trigo aparece sutilmente (principalmente quando a cerveja é bebida em temperatura ambiente, mais apropriada). O paladar, sem fazer drama, é isso tudo: bacon, peito de peru, fumaça, churrasco. Aliás, num churrasco ela deve ser absolutamente imbatível.
Além da Marzen e da Weizen, a Schlenkerla produz uma versão Urbock Rauchbier. São cervejas bem particulares que me parecem impensáveis sem um acompanhamento, e vale muito a dica de harmonizações do Brejas (que tal com uma pizza de calabreza? Veja aqui). São cervejas intensas e que melhoram com o tempo no copo (ao contrário das nossas, que ficam terríveis quando esquentam).
Interessante a descrição em um site: “O conhecedor toma esta cerveja devagar, mas com persistência e objetividade. Ele sabe que o segundo copo é mais gostoso que o primeiro, e que o terceiro é mais gostoso que o segundo”. Crie coragem.
Teste de Qualidade: Aecht Schlenkerla Rauchbier Weizen
- Produto: Rauchbier
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 5,5%
- Nota: 3/5
Teste de Qualidade: Aecht Schlenkerla Rauchbier Marzen
- Produto: Rauchbier
- Nacionalidade: Alemanha
- Graduação alcoólica: 8,5%
- Nota: 3/5
Dezembro 17, 2011 2 Brindes
Três docs: Joy Division, Radiohead e Pixies
Boas dicas do twitter @serasgum. Vale seguir
Dezembro 17, 2011 Encha o copo
Blemish volta a tocar em São Paulo

Quando me mudei pra São Paulo, final de 1999, começo de 2000, havia poucas casas noturnas na cidade que recebiam shows, e as que existiam ficavam na Rua Mourato Coelho, na Vila Madalena (Alternative, Torre e Borracharia). Nessas casas vi alguns dos melhores shows daqueles anos, de bandas fodidamente sensacionais ao vivo como Wacko (Guarulhos) e Blemish (São José dos Campos).
O Blemish passou por altos e baixos desde 2000 (uma das melhores noites que passei em 10 anos de São Paulo foi com eles tocando ao lado da Bidê ou Balde, que fazia o primeiro show na cidade, pré lançamento do primeiro disco, no Orbital, uma festa em que ferrei as caixas de som na discotecagem com Afghan Whigs no volume máximo - fotos aqui), alguns integrantes foram morar em Londres, tocar com Isabel Monteiro no renascido Drugstore (aqui), mas eles estão de volta.
O retorno com shows acontece em janeiro e a banda passa por São Paulo (Sesc Vila Mariana, 18/01 infos aqui), Campinas (20/01, Bar do Zé, infos aqui) e São José dos Campos (Hocus Pocus, 21/01, infos aqui). Vale ficar atento ao Facebook dos caras (aqui), pois novas datas podem ser anunciadas. Essa volta também marca o lançamento do álbum “Transatlantic Broken Dreams”, com canções compostas entre 1998 e 2011, incluindo a regravação do hit ‘Silver Box Song’, de 2001.
Um conselho: não perca esses shows de forma alguma. Mesmo.
Dezembro 17, 2011 4 Brindes





























