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Cinco fotos: Málaga

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Passarela

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Plaza de Toros

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Sangria

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Topless

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Ruas romanas

Leia também:
– Diário Europa 2008: Lou Reed em Málaga, por Marcelo Costa (aqui)
– Diário Europa 2008: Contra o topless, por Marcelo Costa (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

novembro 17, 2011   Encha o copo

Três vídeos: Wado e Marcelo Camelo


Com a Ponta dos Dedos


Copacabana


Pavão Macaco

Havia Ringo Starr no Credicard Hall, Eddie lançando disco novo no Sesc Pompéia e Nevilton no Sesc Ipiranga. Além, havia a primeira noite do SWU Music and Arts em Paulínia, e ainda assim um bom público compareceu ao segundo show de Wado lançando “Samba 808” em São Paulo. Na noite anterior, uma sexta-feira quente, o público esgotou os ingressos da apresentação que contou com a presença de Zeca Baleiro e Marcelo Camelo.

“Samba 808”, sexto disco do compositor, conta com a presença não só de Marcelo Camelo e Zeca Baleiro, mas também de Curumin, Fábio Goes, Chico César, Mallu Magalhães e André Abujamra, entre outros (tem resenha minha na nova Rolling Stone, com Jô Soares na capa, mas você também pode ler aqui) e, assim como os álbuns anteriores, foi disponibilizado para download gratuito na internet: www.wado.com.br.

No palco, o quinteto instrumental comandado por Wado (levemente alterado) ainda parece inseguro, principalmente com as canções novas, o que de forma alguma atrapalha o andamento de números como “Surdos de Escolas de Samba”, “Esqueleto” e a belíssima “Recompensa”, mas elas (e outras como “Si Próprio” e “Portas São Para Conter Ou Deixar Passar” além da velha e ótima canção nova “Não Para”) ainda podem (e devem) crescer muito ao vivo.

O show é dividido em pequenos sets que conquistam a plateia. Primeiro de sambas (“Alguma Coisa Mais Pra Frente”, “Se Vacilar o Jacaré Abraça”, “Uma Raiz, Uma Flor”), depois um festejado set de afoxés (“Estrada”, “Cavaleiro de Aruanda”, “Martelo de Ogum”) e, pra fechar, influências rap e reggaeton (“Rap da Guerra do Iraque”, “Teta”, “Reforma Agraria do Ar”). Entre elas, pérolas como “Tarja Preta”, “Melhor”, “Vai Querer?” e “Tormenta” (em grande versão).

Marcelo Camelo foi chamado para um set que começou com “Na Ponta dos Dedos”, um dos carros chefes do disco novo, seguiu com “Copacabana” (que Wado já cantava no Bloco dos Bairros Distantes, grupo carnavalesco de Maceió) e a linda “Pavão Macaco” fechando com “Ôô”, do segundo disco solo de Camelo. Não parou por ai. O ex-Los Hermanos voltou ao palco para cantar e tocar “Fortalece Ai” e “Estrada”.

“Ontem eu aumentei o som da minha guitarra e atrapalhei um pouco o show”, brincou Camelo assim que pisou no palco. “Hoje eu até tinha abaixado, mas aumentei de novo”, comentou se desculpando (e a guitarra estava mesmo mais alta). Wado, por sua vez, não economizou nos elogios ao parceiro: “Marcelo é o maior nome da minha geração… e olha que ele ainda é mais novo do que eu”. O clima no palco era de devoção mútua.

A noite agradável poderia, fácil, continuar por mais uma hora e tanto com Wado e Marcelo Camelo alternando canções, sambas e baladas (faltaram, por exemplo, “Ontem Eu Sambei”, “Sotaque”, “Carteiro de Favela”, “Fita Bruta”, “Cordão de Isolamento” e “Frágil” – sem contar as raras “Amor e Restos Humanos” e “Deserto de Sal”, que não entram no set list há um bom tempo), que o público que bateu ponto (e cantou várias canções, mesmo as novas) no Sesc Belenzinho não iria reclamar.

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Foto: Marcelo Costa

novembro 13, 2011   Encha o copo

Uma pergunta para o Snow Patrol

novembro 3, 2011   Encha o copo

Cinco fotos: Florença

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Casal

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Vecchio

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Firenze

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Fim de Tarde

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Davi

Leia também:
– Obras primas de Michelangelo em Florença, por Marcelo Costa (aqui)
– Perdido em Firenze e o inferno do Mogwai, por Marcelo Costa (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

novembro 2, 2011   Encha o copo

O disco póstumo de Amy Winehouse

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Disco póstumo de Amy Winehouse com sobras, raridades, versões demo e/ou takes diferentes, “Lioness: Hidden Treasures” chega às lojas mundiais no dia 05 de dezembro. Para aquecer o lançamento (como se precisasse), a Island/Universal distribuiu para a imprensa um faixa a faixa do álbum acompanhado da capa. Alguma dúvida em qual será o disco mais vendido de dezembro?

“Our Day Will Come (Reggae Version)” – Uma releitura reggae do clássico dos anos 60 produzida por Salaam Remi e gravada em maio de 2002.

“Between The Cheats” – Composição inédita de Amy gravada em Londres em maio de 2008, produzida por Salaam Remi, para inclusão num potencial terceiro disco.

“Tears Dry” – Originalmente escrita por Amy como uma balada, esta é a versão original que ela gravou em novembro de 2005 em Miami com Salaam. A versão conhecida que veio depois está em “Back To Black”.

“Wake Up Alone” – A primeira canção gravada para o álbum “Back To Black”. Esta é uma demo gravada em março de 2008 por Paul O’Duffy.

“Will You Still Love Me Tomorrow” – Gravada em setembro de 2004, a releitura de Amy para o clássico de Carole King foi produzida por Mark Ronson, e traz o Dap Kings com arranjos de cordas de Chris Elliott, que fez todas as cordas para as faixas produzidas por Mark em “Back To Black”.

“Valerie” – Uma das músicas favoritas de Amy. Esta é a versão original mais lenta produzida por Mark Ronson em “Back To Black”. A gravação é de dezembro de 2006.

“Like Smoke” feat. NAS – Amy e o rapper americano Nas se tornaram bons amigos. Produzida por Salaam Remi e gravada em maio de 2008, em “Like Smoke” Amy finalmente faz uma canção com um de seus artistas favoritos.

“The Girl From Ipanema” – A primeira música que a garota de 18 anos cantou quando foi para Miami, pela primeira vez, para gravar com Salaam em maio de 2002. Ele comentou que “a maneira como ela interpreta esse clássico da bossa nova me fez ver que eu estava lidando com um talento muito especial. Sua leitura para a canção é tão jovem e cheia de frescor, que inspirou o restante das sessões de gravação.”

“Halftime” – Amy havia conversado com Ahmir ‘Questlove’ Thompson do The Roots sobre a possibilidade de trabalharem juntos . “Halftime”é uma canção que Amy e Salaam trabalharam desde as gravações de “Frank”.  A gravação foi feita em agosto de 2002.

“Best Friends” – A música que servia para abrir os shows nos tempos de “Frank”. Produzida por Salaam Remi, foi provavelmente a primeira música que os fãs de Amy ouviram ao vivo. Gravada em fevereiro de 2003.

“Body & Soul” com Tony Bennett – Cover de um standard do jazz dos anos 30 com Tony Bennett. Gravada nos Estúdios Abbey Road em Londres em março de 2011 e produzida por Phil Ramone. Esta foi a última gravação de Amy num estúdio.

“A Song For You” – Uma versão do clássico de Leon Russell que se tornou famoso na voz de Donny Hathaway. Hathaway foi o artista preferido de Amy e a canção foi gravada de uma vez só, somente Amy e sua guitarra, em sua casa em Londres, durante a primavera de 2009. Produzida por Salaam Remi.

Leia também:
– Amy Winehouse, 27 anos, sucumbiu à fama, por Marcelo Costa (aqui)
– “Back to Black”, Amy Winehouse: 11º melhor disco dos anos 00 (aqui)

novembro 1, 2011   Encha o copo

Top 5 – Conexão Vivo Belém 2011

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Felipe Cordeiro / Foto: Thaiana Laiun

Bruno Dias (Urbanaque)
1 – Felipe Cordeiro
2 – Gaby Amarantos
3 – Dona Onete
4 – Fernanda Takai
5 – Juliana Sinimbú e Pinduca

Kamille Viola (jornal O Dia)
1 – Felipe Cordeiro
2 – Gaby Amarantos
3 – Dona Onete
4 – Sebastião Tapajós e Sérgio Ábalos
5 – Juliana Sinimbú e Pinduca / Metaleiras da Amazônia

Stefanie Gaspar (+Soma)
1 – Gaby Amarantos
2 – Lucas Santtana
3 – Metaleiras da Amazonia
4 – Juliana Sinimbu convida Pinduca
5 – Marco André convida Pepeu Gomes

Tathianna Nunes (Coquetel Molotov)
1 – Gaby Amarantos
2 – Felipe Cordeiro
3 – Juliana Sinimbú convida Pinduca
4 – Fernanda Takai
5 – Dona Onete

Tiago Agostini (Scream & Yell)
1 – Felipe Cordeiro
2 – Gaby Amarantos
3 – Vendo 147
4 – Lucas Santtana
5 – Juliana Sinimbú convida Pinduca

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Gaby Amarantos / Foto: Mowapress

Leia também:
– Tudo sobre o Conexão Vivo Belém 2011, por Tiago Agostini (aqui)
– Tudo sobre o Conexão Vivo Salvador 2011, por Marcelo Costa (aqui)
– Top 5: jornalistas elegem os melhores do Conexão Vivo Salvador (aqui)

outubro 31, 2011   Encha o copo

EUA: duas cervejas da Brooklyn (parte 3)

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Para comemorar datas especiais, muitas cervejarias criaram rótulos únicos para atender ao consumo do público em determinado período do ano. Como exemplo, duas “october’s seasonals” (como avisa o marketing aqui) da Brooklyn chegam ao Brasil para ampliar a paixão por esta cervejaria altamente personal de Nova York: a Brooklyn Oktoberfest (com rótulo diferente do ano passado) e a Post Road Pumpkin Ale (outras duas sazonais – Black Chocolate Stout e Monster Ale – já foram lançadas aqui restando apenas as versões Summer e Winter Ale, ainda inéditas no Brasil).

A bela versão Oktoberfest da cervejaria novaiorquina paga tributo à Bavária usando dois tipos de lúpulos (um floral, outro amargo) e maltes alemães – de Munique e Bamberg. O resultado é uma Marzen Beer de cor alaranjada escura e forte presença de malte – mas nem tanto. No aroma, o malte ganha fácil deixando algo de caramelo e um leve cheiro de tempero. No paladar, o caramelo volta a entregar a boa presença de malte, mas o lúpulo marca o final com um leve e gostoso amargor. No entanto, falta ao conjunto algo – talvez adocicado ou de tempero – que marca as cervejas Brooklyn.

Já a Post Road Pumpkin Ale é, como o nome e o rótulo entregam, uma cerveja com abóbora. E não é pouca: centenas de quilos de abóbora são triturados e misturados durante o cozimento do malte – que busca extrair os açúcares necessários à fermentação da cerveja. Ou seja, doce a Pumpkin Ale não é. Os maltes são norte-americanos, belgas (aromáticos) e ingleses. O lúpulo, também nacional (ou seja, Garrincha, norte-americano). Há, ainda, o acréscimo de especiarias tornando a Pumpkin Ale uma cerveja bastante particular.

O aroma, assim que a garrafa é aberta, é puro abóbora. Sabe o doce que a vovó fazia? Aquilo. Há, ainda, a presença de malte e algo que remete a nóz moscada. O paladar, numa confusão de sabores, é um duelo entre o malte e a abóbora, e quem sai vencedor é o conjunto, que honra a marca Brooklyn. A nóz moscada retorna acompanhada de cravo (bem distinguível) e canela (será a lembrança da infância?) e mesmo o amargor do lúpulo é bastante suave frente a um leve sabor picante que toca o céu da boca deixando no final um rastro de cravo e abóbora. Sensacional.

A versão Oktoberfest surgiu da tradição alemã. Quando Ludwig, herdeiro da coroa da Bavária, quis celebrar seu noivado em 1810, fez um festival de cervejas, e tanto o festival quanto as cervejas ficaram conhecidos como Oktoberfest. Já a Post Road Pumpkin Ale remete aos primeiros colonizadores que chegaram ao Novo Mundo, e frente a fartura de abóbora, decidiram introduzir o novo ingrediente na fórmula da cerveja que traziam da Europa. Nascia assim uma cerveja extremamente particular, que a Brooklyn homenageia.

A Post Road Pumpkin Ale é produzida de agosto a novembro enquanto a Oktoberfest, honrando o nome, é fabricada apenas durante o mês de outubro. Os dois rótulos, lançados no Brasil no festival Wikibier, em Curitiba (22/10), e ainda podem ser encontradas em bons empórios e distribuidores ao preço de R$ 14,50 a garrafa de 330 ml (mais cara que as Brooklyn tradicionais, entre R$ 7 e R$ 10, e mais em conta que as versões Black Chocolate Stout e Monster Ale, em torno de R$ 21). São cervejas curiosas para momentos especiais. Agora só falta chegar ao Brasil a excelente Brooklyn Pennant Ale, uma delícia.

Brooklyn Oktoberfest
– Produto: Marzen
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,5%
– Nota: 3,07/5

Brooklyn Post Road Pumpkin Ale
– Produto: Pumpkin Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,5%
– Nota: 3,29/5

Leia também
– Cinco pubs de cervejarias nos EUA, por Mac (aqui)
– Brooklyn Monster Ale e Black Chocolat Stout (aqui)
– Brooklyn Lager, Brown Ale e India Pale Ale (aqui)
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 30, 2011   Encha o copo

Os primeiros discos de João Gilberto

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Em 1993, a gravadora EMI decidiu juntar os três primeiros álbuns de João Gilberto em um único CD (acrescidos do EP “Orfeu da Conceição”) e lançou esse disco acima, “O Mito”, cortando o final de algumas canções e bagunçando o tracking list original. Resultado: João, revoltado, processou a gravadora (a qual havia deixado em 1963 e rompido definitivamente em 1988), e desde então os discos “Chega de Saudade” (1959), “O Amor, O Sorriso e A Flor” (1960) e “João Gilberto” (1961) estão fora de catálogo no mundo inteiro.

Na verdade, mais ou menos. Em 2010, a gravadora britânica Cherry Red Records relançou os dois primeiros álbuns sem consultar o músico – ou seja, sem pagar direitos autorais. O catálogo da Cherry (facilmente encontrado na Amazon) ainda apresenta outros títulos brasileiros: “Nara 67”, Nara Leão; “Build Up”, Rita Lee; “Os Afrosambas”, Vinicius Moraes e Baden Powell; “The Voice of Love”, Sylvia Telles; “A Banda Tropicalista”, Rogério Duprat; “The Voice of Brazil”, Elis Regina; “The World Of”, Walter Wanderley, entre outros.

Além das canções originais, as reedições de “Chega de Saudade” (1959), “O Amor, O Sorriso e A Flor” (1960) são preenchidas com dezenas de faixas bonus. Ao tracking list original do primeiro disco são acrescentadas as três faixas do EP “Orfeu da Conceição” mais onze versões de canções do álbum na voz de Elizete Cardoso, Os Cariocas, Norman Bengell, Alaide Costa, Bene Nunes, Bola Sete e João Donato. Já “O Amor, O Sorriso e A Flor” pula das 12 faixas originais para 35 na reedição que destaca versões de Sylvia Telles, Agostinho dos Santos e Carlos Lyra, entre outros.

Veja abaixo o tracking list de cada álbum:

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01. Chega De Saudade (No More Blues)
02. Lobo Bobo (Foolish Wolf)
03. Brigas Nunca Mais (Fights, Never More)
04. Hô-bá-lá-lá
05. Saudade Fez Um Samba (Saudade Made A Samba)
06. Maria Ninguém (Maria Nobody)
07. Desafinado (Off-Key)
08. Rosa Morena (Brunette Rose)
09. Morena Boca De Ouro (Brunette With A Mouth Of Gold)
10. Bim Bom
11. Aos Pés Da Cruz (At The Foot Of The Cross)
12. É Luxo Só (It’s Just A Luxury)

13. A Felicidade [Bonus – From Orfeo Do Carnaval]
14. Manhã De Carnaval [Bonus – From Orfeo Do Carnaval]
15. O Nosso Amor [Bonus – From Orfeo Do Carnaval]
16. Chega De Saudade [By Elizete Cardoso]
17. Chega De Saudade [By Os Cariocas]
18. Lobo Bobo [By Alaide Costa]
19. Lobo Bobo [By Walter Wanderley]
20. Hô-bá-lá-lá [By Walter Wanderley]
21. Hô-bá-lá-lá [By Norma Bengell)
22. Hô-bá-lá-lá [By Bene Nunes]
23. Maria Ninguém [By Bola Sete]
24. Minha Saudade [By Bola Sete]
25. Minha Saudade [By Alaide Costa]
26. Minha Saudade [By João Donato]

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1. Samba de Uma Nota Só [One-Note Samba]
2. Doralice
3. Só Em Teus Braços [Only in Your Arms]
4. Trevo de Quatro Folhas [I’m Looking Over a Four-Leaf Clover]
5. Se e Tarde Me Perdoa [Forgive Me If It’s Too Late]
6. Um Abraço No Bonfá [A Hug for Bonfá]
7. Meditação [Meditation]
8. O Pato [The Duck]
9. Corcovado
10. Discussão [Discusssion]
11. Amor Certinho [Certain Love]
12. Outra Vez [One More Time]

13. Outra Vez [By Sergio Mendes]
14. Ho-Ba-La-La [By Sergio Mendes]
15. Corcovado [By Sylvia Telles]
16. Ho-Ba-La-La [By Sylvia Telles]
17. Samba de Uma Nota Só [One-Note Samba] [By Sylvia Telles]
18. O Pato [By Walter Wanderley]
19. Corcovado [By Isaura Garcia and Walter Wanderley]
20. Aos Pes da Cruz [By Walter Wanderley]
21. Samba de Uma Nota Só [By Agostinho dos Santos]
22. Desafinado [By Agostinho dos Santos]
23. Chega de Saudade [By Agostinho dos Santos]
24. Manhã de Carnaval [By Agostinho dos Santos]
25. A Felicidade [By Agostinho dos Santos]
26. A Felicidade [By Orquestra Rio de Janeiro]
27. Discussão [By Alaide Costa]
28. A Felicidade [By Alaide Costa]
29. Bim Bom [By Silvio Silveira]
30. É Luxo Só [By Silvio Silveira]
31. Maria Ninguém [By Carlos Lyra]
32. Maria Ninguém [By Heraldo do Monte]
33. Brigas Nunca Mais [By Orquestra Pan American With Os Cariocas]
34. Chega de Saudade [By Orquestra Pan American With Os Cariocas]
35. Meditação [Luiz Eça & Astor Silva]

outubro 26, 2011   Encha o copo

Sempre as mesmas perguntas

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Fernando Neumayer, responsável pelo blog Som Imaginário, me convidou para participar de uma seção do blog que prevê sempre as mesmas perguntas para todos os entrevistados. Consegui conter a curiosidade e não conferir as respostas dos amigos Sérgio Martins, Regis Tadeu, Arthur Dapieve, Ricardo Seelig, entre outros, que já participaram da seção, e fiquei bastante satisfeito com o resultado, que… atualizando em 2022, com o Som Imaginário fora do ar, coloco na integra aqui embaixo:

Marcelo Costa, o Mac, é o editor e a pessoa por trás do Scream & Yell, lugar para quem quer conteúdo de alto nível. Hoje é ele quem pinta aqui no Sempre As Mesmas falando de Purple, Miles, Neil Young, Radiohead, cena brasileira atual e mais. Aliás, a seção tem crescido bem e com gente bacana, o que deixa a casa brindando no ar. A ideia é a mesma de sempre: trazer as referências para uma coisa meio bate-papo, meio conversa de bar, com cutucadas, mitos discutíveis e indiscutíveis, quem é quem na música hoje etc. Para ilustrar escolhi dois disquinhos que aparecem bem cotados pelo Marcelo: Wilco e Clash. Dá pra ver as outras edições ali na tag entrevista, no canto direito.

Bora lá.

Deep Purple do Gillan ou da dupla Coverdale/Hughes?
Do Gillan, sem pestanejar. Por “Child in Time”, “Highway Star”, “Hard Lovin’ Man” e, mamma mia, “Smoke on the Water”. Por “Perfect Strangers” também, mas isso é outra coisa. Coverdale será eternamente um sub-Robert Plant pra mim.

Neil Young: do rock ou do folk?
Os dois. A essência do Neil Young está na genialidade com que ele consegue lidar com os dois extremos e ainda soar… Neil Young. Como que alguém pode escolher entre “Needle And The Damage Done” e “Powderfinger”?

Miles Davis vale em todas as fases?
Todas. Amar a música de Miles é respeitar a sua inquietação, entender que a música para ele estava em eterna transformação, uma busca que gerou uma das discografias mais importantes da história.

Nina Simone, Ella Fitzgerald, Billie Holiday ou Sarah Vaughan?
Difícil, hein. Muito difícil. Tendo a ficar com a Nina, mas a Ella…

Quais são os três discos de rock obrigatórios?
“London Calling”, do Clash, pra pessoa perceber que o rock não é burro; “Doolittle”, do Pixies, que mostra como o rock pode soar pop, mas também perigoso; “White Album”, dos Beatles, porque algum disco dos Beatles precisa constar de qualquer lista de obrigatórios. O álbum branco tem o dom de ir na contramão do “Sargeant Peppers” (o que começa já pela capa), e ainda assim soar absurdamente foda (exagerado, mas foda). É um daqueles discos em que a vida é tátil (talvez porque as vidas por trás dele estivessem em conflito).

Beatles e Stones. O que um tem que o outro não?
Beatles foi praticamente impecável enquanto os Stones cometeram vários deslizes. Por outro lado, os Beatles aguentaram o peso nas costas por uma década, e os Stones viveram cinco. Beatles é mais limpo, Stones é mais sujo. Beatles é amor, Stones é sexo. Essas bobagens. Não consigo escolher entre os dois. Os Beatles são mais importantes, mas o manual do rockstar foi escrito pelos Stones.

Peter Gabriel ficou pelo Genesis ou soube voar também solo?
Comecei ouvindo punk rock na primeira metade dos anos 80, então Genesis era algo meio que proibido no círculo (ainda mais que, naquela época, eles viviam a fase Phil Collins), mas nos anos 90 fui atrás de algumas coisas antigas e, putz, tive que comprar o “The Lamb Lies Down on Broadway” em vinil (e tenho até hoje). No entanto, nunca fui atrás da carreira solo do Peter Gabriel. Quem sabe o show no SWU não seja um acerto de contas…

O que tem essa cena indie lá de fora? É pra tanto barulho? Quem se salva hoje?
Hoje em dia essa coisa de independente anda meio deturpada. Antigamente, o lance todo girava ao redor da liberdade de criação. O cara era independente porque nenhuma gravadora queria lançar o disco dele, então ele fazia do jeito dele e lançava. O capitalismo, altamente adaptável, aproveitou a chance de também vender a liberdade. E os indies chegaram às grandes gravadoras, ao mainstream, ainda que no momento em que as gravadoras levavam uma rasteira do p2p. O que sobra hoje, como em qualquer cenário, é um balaio com gente genial (Arcade Fire, Franz Ferdinand, Decemberists) e um monte de diluidores. Mas sempre foi assim.

Radiohead é isso tudo?
E mais um pouco. No momento em que a internet estava matando o álbum como formato, os caras revalorizaram o conceito com um monte de bugigangas atreladas. Porque não amamos a música apenas pelo que ela é, mas também pelo que ela representa. O Radiohead é uma das últimas bandas a entenderem isso. E isso os distingue do resto.

Quem está fazendo coisa boa e nova no Brasil?
Muita gente. A música brasileira atual é a melhor do mundo. Se Simon Reynolds vivesse aqui ele nunca teria escrito “Retromania”. Mas como não achar o cenário uma merda se o disco mais esperado do seu país no ano é o novo do Coldplay? Aqui temos uma safra genial que aprendeu – via Los Hermanos – que o samba pode ser torto e nos representa. Nós temos ginga, coração e sentimentos. É isso que Romulo Fróes, Wado, Bruno Morais, Junio Barreto, Cidadão Instigado e outros estão mostrando. A melhor música do mundo está aqui, mas o próprio Brasil ainda não a descobriu.

Qual foi o álbum dos anos 2000?
Em conceito, “In Rainbows”, do Radiohead, pois mostrou que não basta ser música. Em efeito, “Is This It”, do Strokes, que influenciou um bocado de gente; em perfeição, “Yankee Hotel Foxtrot”, do Wilco, momento em que o popular encontra a arte. Porém, olhando de onde viemos e para onde vamos, é bem provável que o disco mais importante seja “Funeral”, do Arcade Fire, uma banda que entendeu a intensidade das emoções no novo século.

Qual o lançamento de 2011 até agora?
“Let England Shake”, PJ Harvey. Em um mundo de prêmios merecidos, ela ganharia o de álbum do ano, e ainda bem que a Inglaterra tem o Mercury Prize. Se fosse aqui ela seria engolida por qualquer modismo.

Estou em Dylan & The Band, The Basement Tapes, e você? O que você está ouvindo?
Dois discos novos: “The Whole Love”, do Wilco e “Samba 808”, do Wado. E acho que ainda vou ficar um bom tempo os ouvindo. “All Things Must Pass”, do George, caiu no colo fazendo estrago também. E alguma hora da semana eu coloco “The King is Dead” do Decemberists para acalmar a alma.

outubro 22, 2011   Encha o copo

Cinco fotos: Dublin

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Guinness

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Harpa

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Untitled

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Bola de Sabão

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Yeld

Leia também:
– Roteiros de uísque na GQ #6, por Marcelo Costa (aqui)
– Uma noite inesquecível na Irlanda, por Marcelo Costa (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

outubro 20, 2011   Encha o copo