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Europa 2012: roteiro fechado!

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Acho que nunca fechei um roteiro tão em cima da hora, mas agora foi: bora ver Afghan Whigs no Paradiso, em Amsterdã. Ainda não consegui comprar o ingresso: a Ticketmaster holandesa não aceita cartões sul-americanos, então vou ter que ligar à noite pra lá e garantir os tickets.

Na verdade, estou comprando a possibilidade de ver Lee Ranaldo, que toca praticamente no mesmo horário do grupo de Greg Dulli no Primavera Sound. E, de quebra, ainda ganho o show do Guitar Wolf, que tocará em outra “sala” do Paradiso na mesma noite que o Afghan Whigs.

Depois, nada de pirações: dois dias e meio em Veneza, esfriando a cabeça e descansando as pernas em uma das minhas cidades preferidas no mundo (antes que alguém pergunte, o ranking pessoal ainda elenca Amsterdã, Cork, Paris, Praga, e Santorini). Ainda faltam alguns detalhes, mas o roteiro será esse:

22/05 – Rio de Janeiro / Amsterdã / Londres
23/05 – Londres – The Zombies
24/05 – Londres – Elvis Costello (Royal Albert Hall)
25/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
26/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
27/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
28/05 – Londres – Big Star
29/05 – Barcelona
30/05 – Barcelona – Primavera Sound
31/05 – Barcelona – Primavera Sound
01/06 – Barcelona – Primavera Sound
02/06 – Barcelona – Primavera Sound
03/06 – Barcelona – Primavera Sound
04/06 – Paris
05/06 – Paris – Guns ‘n Roses
06/06 – Luxemburgo – Lou Reed
07/06 – Cork
08/06 – Cork – Tom Petty
09/06 – Barcelona – Stone Roses
10/06 – Trieste
11/06 – Trieste, Bruce Springsteen
12/06 – Amsterdã, Afghan Whigs e Guitar Wolf
13/06 – Amsterdã
14/06 – Veneza
15/06 – Veneza
16/06 – Veneza – Rio de Janeiro

maio 14, 2012   Encha o copo

Os horários do Primavera Sound 2012

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Saíram os horários do Primavera Sound, que acontece de 31 de maio a 02 de julho em Barcelona (com o dia 30/05 e o dia 03/06 abertos ao público), momento dramático em que você percebe que alguns daqueles shows que você queria muito ver serão no mesmo horário. Veja aqui a grade completa e, abaixo, o que “pretendo” ver (e perder).

Dia 1 – 31 de Maio – Quinta-Feira
– Linda Martini (18h00)
– Archers Of Loaf (19h30)
– Afghan Whigs (20h40) *
– Death Cab For Cutie (21:45) **
– Wilco (23h) ***
– The XX (00h45) ****
– Franz Ferdinand (01h45) – começo
– Spiritualized (02h15)

* Perderei Lee Ranaldo (20h45) e Field Music (20h30)
** White Denim (21h45), Mazzy Star (21h50) e Mudhoney (22h)
*** bye bye Beirut (23h15)
**** Queria muito ver Refused (00h30)

Dia 2 – 01 de junho – Sexta-Feira
– Laura Marling (17h15)
– Jeff Mangum (18h30)
– Girls (20:15) *
– Big Star’s Third (21:45) – 15 minutos e só
– The Cure (22h10) ** – 40 minutos e só
– Napalm Death (23h) ***
– Codeine (00h45) ****
– The Rapture (02h) *****

* Era Rufus Wainwright (19h50) e Marianne Faithfull (20h00)
** Bye bye Melvins (21h45) e The War On Drugs (21h45)
*** Perderei Wavves (23h15) e Dirty Three (23h15)
**** Era a chance de M83 (00h45) e The Drums (00h50)
***** Espero pegar o finalzinho do Death In Vegas (02h15)

Dia 03 – 02 de junho – sábado
– Jeff Mangum (19h) *
– Atlas Sound (20h45) **
– The Olivia Tremor Control (21h45)
– Saint Etienne ou Shellac (23h)
– Wild Beasts ou The Weeknd (00h30) ou Yo La Tengo (00h45)
– Justice live (01h45)
– Neon Indian (03h10)

* Bye Veronica Falls (19h)
** Era uma vez Kings Of Convenience (20h30)
*** :/ Beach House (21h45) e Real Estate (22:00)

Ps. No dia 30/05, quarta-feira, ainda haverá shows gratuitos ao ar livre com Black Lips, The Walkmen e The Wedding Present. Eno domingo, 04/06, também gratuitos, Richard Hawley e Yann Tiersen

Leia também:
– Entrevista: Alberto Guijarro, diretor do Primavera Sound (aqui)
– Balanço do Primavera Sound 2010, por Marcelo Costa (aqui)
– Balanço do Primavera Sound 2011, por Marcelo Costa (aqui)

maio 11, 2012   Encha o copo

Afghan Whigs, Paradiso, Amsterdã

Greg Dulli e seus comparsas baixam no Paradiso, a velha igreja que se transformou em local de shows em Amsterdã, no dia 12 de junho. Na teoria, perfeito: o preço dos voos de Veneza para Amsterdã são beeem em conta, o Paradiso é um local sensacional, Amsterdã é especial e seria o único show só deles em toda a viagem (tanto no Ill be Your Mirror quanto no Primavera Sound o show deve ser menor e naquele esquema festival). O coração diz “vai”. A razão diz “desencana”. Dúvidas…

maio 10, 2012   Encha o copo

Alta Fidelidade

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Leia também:
– Sebos e lojas bacanas de CDs e DVDs em SP (aqui)
– Onde comprar CDs e vinis em cidades da Europa (aqui)
– Comprando vinis com Robert Crumb (aqui)
– Onde comprar CDs em Buenos Aires (aqui)
– Lojas bacanas de CDs e vinis em Nova York e Chicago (aqui)
– Sete lojas de CDs e vinis na Europa (aqui)

maio 10, 2012   Encha o copo

Opinião do Consumidor: Affligem

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A Abadia de Affligem é um mosteiro beneditino fundado em 1061 (por seis cavaleiros arrependidos de sua vida bárbara, veja só) na pequena cidade de Affligem, cerca de 20 quilômetros da capital Bruxelas e com atualmente pouco mais de 12 mil habitantes. Os monges começaram a fabricar cerveja em 1574, e hoje em dia a Affligem integra o grupo de 18 produtoras belgas que têm direito de usar o selo que define as cervejas de abadia, cujas receitas devem ser aprovadas e/ou elaboradas por uma ordem religiosa, e parte da renda revertida em ações de caridade. A cerveja, no entanto, é fabricada atualmente em Opwijk, noroeste de Bruxelas, e não na Abadia.

De cor marrom avermelhada, a Affligem Dubbel namora a escola inglesa, com maltes levemente tostados e uma certa picância, mas é belga até o último gole. O aroma apaixonante é deliciosamente frutado e caramelado, remetendo a frutas vermelhas e também a especiarias (notadamente cravo e pimenta do reino). O paladar segue a risca o caminho proposto pelo aroma, com as notas de fruta vermelha se tornando ainda mais presentes (puxando para cerveja, framboesa, uva e ameixa). Há um pouco de álcool, que surge contrabalanceado a perfeição com o malte caramelado. O final é impressionantemente seco e doce. Uma delicia.

A Affligem Blond, no entante, sofre logo de cara com a comparação com outras blond ale belgas (como a Leffe, por exemplo,). Ela mantém as principais características do estilo, como o aroma herbal, que é leve remetendo a mel, banana e flores, e também picante devido ao cravo. O paladar perde um pouco das nuances propostas pelo aroma valorizando em excesso as notas de banana. O álcool, quase imperceptível (mesmo com seus 6,8% – o que é interessante), fisga de leve o céu da boca e o final é seco, suave e adocicado. Uma bela cerveja belga, refrescante, embora não tão complexa quanto suas concorrentes.

Já a versão Tripel , que se intitula “rainha das cervejas de abadia”, traz um aroma bastante picante, com presença forte de notas de cravo e pimenta do reino, aliadas ao frutado que remete a banana, laranja e muito levemente a mel. E, claro, álcool, afinal, são 9,5% que tomam a frente assim que tocam a língua deixando em segundo plano o cravo e a pimenta (mas ainda assim bem presentes) e, por último, lá no fundo quase esquecido, o frutado. A valorização do álcool em detrimento do frutado torna essa Tripel mais forte e intensa, e menos equilibrada. Bem boa, mas assim como as anteriores, inferior a outras belgas.

Para quem admira a escola belga, a Affligem é altamente recomendável. Ela mantém as boas características do estilo, e até pode conquistar, principalmente a Dubbel e Blond, mais doces e menos alcóolicas. Mesmo sendo inferior a alguns outros rótulos do país (mais baratos, como a Leffe, ou mais caros, como a Duvel e a Chimay), vale a pena provar e investir nessa boa cerveja, que hoje em dia é controlada pela Heinken Internacional – mas segue sendo feita segundo os preceitos do selo de abadia – e chega ao Brasil numa faixa de preços entre R$ 7 e R$ 11.

Affligem Dubbel
– Produto: Belgian Dubbel
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 6,8%
– Nota: 3,89/5

Affligem Tripel
– Produto: Belgian Tripel
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 9,5%
– Nota: 3,24/5

Affligem Blond
– Produto: Belgian Blond Ale
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 6,8%
– Nota: 3,33/5

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Leia também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Leia sobre várias outras cervejas aqui

maio 9, 2012   Encha o copo

Seis shows na Virada Cultural 2012

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 Com quase duas centenas de atrações musicais, mais uma seleção de filmes em quatro cinemas (com películas sobre western spaguetti, pancadaria, Boca do Lixo e uma sessão de Gene Kelly), um palco cabaré (com poledance e a presença das “rainhas” Gretchen e Rita Cadillac), outro de stand-up, um de luta livre e uma virada gastronômica com alguns chefs badalados na rua vendendo pratos de até R$ 15, a oitava edição da Virada Cultural de São Paulo movimentou o centro da cidade por mais de 24 horas.

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O tamanho do evento obriga o público a uma tarefa árdua: escolher o que fazer e, principalmente, o que deixar de fazer. Desta forma, como nos anos anteriores, listei alguns shows como meta pessoal, risquei minha agenda própria e… fui atropelado pela ansiedade. O plano inicial era ignorar as primeiras horas da festa, dormir cedo e acordar no meio da madruga, por volta das 3 da manhã, para começar a festa com Members of Morphine & Jeremy Lyons e seguir com White Denim, Pin Ups e outros. Era uma vez…

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Para a edição 2012, a produção da Virada Cultural apostou em nomes não tão populares entre o público, mas de qualidade inegável, gente como McCoy Tyner Quartet, Roy Ayers, Tony Allen, Charles Bradley e Seun Kuti (filho de Fela) & Egypt 80 além de grupos com Man Or Astro Man?, White Denim e Friends of Morphine, mas ainda havia campeões de audiência como Suicidal Tendencies, Titãs (tocando o álbum “Cabeça Dinossauro” na integra), Gilberto Gil, Guilherme Arantes, Mutantes e Maria Rita (homenageando a mãe).

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20h e eu já estava camelando pelas ruas do centro modificando meu roteiro. Segui o instinto e me deixei levar. O palco (brega) do Largo do Arouche, que já havia rendido em anos anteriores grandes shows de Odair José, Reginaldo Rossi e Wando, recebia Dalto, um cantor que no começo dos anos 80 cravou um punhado de hits em novelas da Globo e rádios do país. Com uma banda inspirada de moleques, “Espelhos d’agua”, “Leão Ferido” e, principalmente, “Muito Estranho”, vieram em versões encorpadas para embalar os casais na praça. Bonito.

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No palco da Avenida São João, o chicano Tito Larriva, acompanhado de sua potente banda Tarantula, encharcado de tequila, mostrou paixão pelo blues rock sujão com suas canções que já foram temas de filmes de Robert Rodriguez – como “A Balada do Pistoleiro” (1995) e “Um Drink no Inferno”, de 1996 (o álbum de estreia da banda, de 1997, se chama “Tarantism”, o que já dá o tom da coisa toda), e que ao vivo merecem o acompanhamento de uísque, cachaça ou mesmo o vinho barato de R$ 8 vendido pelos ambulantes.

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Um caminhada pelo centro do Arouche até o Theatro Municipal (que recebia Cauby e Angela Maria) e, após passar por meia dúzia de grupos peruanos de flautinhas, o encontro com o Man or Astro Man?. O quarteto mantém a fama de ensandecido no palco acelerando sua surf music espacial até os planetas mais distantes da galáxia. Um dos guitarristas pogou com a galera enquanto o baixista Coco the Electronic Monkey Wizard fez um stage diving atrás de… água de coco. Grifo para a guitarrista (alguém sabe o nome dela?), que deixou muito marmanjo desenhando corações roqueiros.

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Para a meia noite estava marcado o começo da distribuição dos 500 pratos preparados pelo eleito quarto melhor chef do mundo, Alex Atala, no Minhocão. Assim que entramos no Elevado Costa e Silva, Atala saia de carro deixando para trás centenas de hipsters e uma grande confusão, fruto da desinformação geral (senhas foram distribuidas antes, mas ninguém sabia), da péssima ideia da produção (distribuir comida de um chefe premiado num evento com milhões de pessoas? WTF) e o apreço do paulistano por filas e #mimimi (se são só 500 pratos, por que encarar uma fila de quase três quilômetros se a comida não atenderia a todos?). A Galinhada de Atala foi o Mico da Virada Cultural 2012.

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Já que a galinhada foi para poucos, uma pausa para jantar no ótimo restaurante O Gato Que Ri, no Arouche, seguida de oito horas de sono, que vitimou na minha lista pessoal as apresentações de Members of Morphine & Jeremy Lyons (que, segundo amigos, foi excelente) e White Denim. Acordei em tempo de rever o Defalla tocar alguns clássicos de seus primeiros discos (“It’s Fucking Boring To Death”, “Sodomia”, “Não me Mande Flores”, “Repelente”) e versões hip hop chapadas de “ (I Can’t Get No) Satisfaction”, “Help”, “Whole Lotta Love” (mixada com “Como Vovó Já Dizia”, de Raul Seixas) e “Sossego”. Baita show.

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Novamente na Avenida São João, só que agora ao meio-dia de domingo, o que restou dos Titãs (Branco Mello, Paulo Miklos, Tony Belloto e Sérgio Brito) assassinou boa parte do repertório clássico da banda em um show cantado a plenos pulmões por uma multidão. “Nós somos de São Paulo. Nós saímos desses esgotos”, foi a deixa para que Paulo Miklos entoasse “Bichos Escrotos”, um dos hinos do mítico “Cabeça Dinossauro” (1985), tocado na integra. Ainda houve espaço, no bis, para “A Verdadeira Mary Poppins”, “O Pulso”, “Televisão”, “Aluga-se”, “Lugar Nenhum”, “Flores”, “Será Que é Isso Que Eu Necessito? e uma canção nova, “Fala Renata”, em um show que reproduz um décimo do poder da banda ao vivo, mas a nostalgia agradece (e só ela).

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Enquanto isso, na Virada Gastronômica do Minhocão, desde às 8 da manhã, 20 chefs ofereciam pratos até R$ 15. O grande sucesso foi o Hamburguer de Pato com Molho Trufado: “Achei que não fosse conseguir vender tudo até às 8 da noite, mas acabou! Foram dois mil hambúrgueres”, disse o chefe Renato Carioni, que esgotou sua cota às 13h. Lanche aprovadíssimo. De sobremesa, brownie, arroz doce com doce de leite e mini quindim, de Carol Brandão, e a certeza de que esse Chefs na Rua deveria ser um evento semanal ou mensal no Minhocão. Uma ideia bem bacana.

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Para fechar a programação pessoal, carimbó. O mestre Pinduca desceu de Belém do Pará com sua orquestra para fazer o público (e músicos como Nevilton, Karina Buhr e DJ Gorky, do Bonde do Rolê) chacoalhar no Largo do Arouche ao som de “Sinha Pureza”, “Garota do Tacacá”, “O Caçador” e “Carimbo do Macaco”, entre outros sucessos, distribuindo cheiro e sorte. Ainda tinha Gilberto Gil na Praça Júlio Prestes e Jair Rodrigues relembrando clássicos do “Dois na Bossa” no Boulevard São João, mas faltavam pernas.

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Com um público estimado de 4 milhões de pessoas, a Virada Cultural de São Paulo firma-se cada vez mais como o maior, melhor e mais variado evento de entretenimento e diversão do calendário da megalópole. Tem seus problemas (pequenos arrastões em alguns palcos, desinformação de funcionários e policiais e som deficiente em alguns palcos são alguns), mas a balança pesa com facilidade do lado positivo: por mais de 24 horas, São Paulo respirou boa música, dança e entretenimento. Que continue crescendo e melhorando nos próximos anos.

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Todas as fotos por Marcelo Costa

Leia também:
– Virada 2007: Paulinho da Viola, Maria Alcina, Garotos Podres (aqui)
– Virada 2008: Luiz Melodia, Vanguart, Tom Zé, Ultraje (aqui)
– Virada 2009: Wando, Odair José, Los Sebozos Postiços (aqui)
– Virada 2010: Céu, Tulipa Ruiz, Raimundos (aqui)
– Virada 2012: Man Or Astro-Man, Defalla, Titãs, Pinduca (aqui)
– Virada 2014: Ira!, Juçara Marçal, Falcão, Pepeu Gomes (aqui)
– Virada 2015: 51 shows que o editor do Scream & Yell gostaria de ver (aqui)

maio 6, 2012   Encha o copo

16 dias de shows em 20 de viagem

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Menos de um mês pra viagem, e algumas pequenas mudanças no calendário. Paris entrou na segunda perna da viagem, acredite, por economia (e porque um dos amigos quer ver Guns ‘n Roses). E desisti de inventar loucuras no final da viagem. De 23/05 até 11/06 são 20 dias e verei shows em nada menos do que 16 dias. Então decidi que os últimos dias vão ser livres, para “descansar” e olhar o mundo.

Ainda não sei para onde vou, mas sei do mais importante: tem que ser barato (risos). Pensei em Zagreb e Cracóvia, mas os preços não ajudam. No entanto, há voos de Trieste para Bari (na comuna italiana de Puglia) por R$ 50 enquanto voos para Trapani, na Sicilia, saem por R$ 80 (ainda tem Dusseldorf por R$ 40, mas estou muito mais numa vibe Itália do que Alemanha). Preciso decidir logo antes que os preços subam.

Por enquanto está mais ou menos assim:

22/05 – Rio de Janeiro / Amsterdã / Londres
23/05 – Londres – The Zombies
24/05 – Londres – Elvis Costello (Royal Albert Hall)
25/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
26/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
27/05 – Londres – I’ll Be Your Mirror
28/05 – Londres – Big Star
29/05 – Barcelona
30/05 – Barcelona – Primavera Sound
31/05 – Barcelona – Primavera Sound
01/06 – Barcelona – Primavera Sound
02/06 – Barcelona – Primavera Sound
03/06 – Barcelona – Primavera Sound
04/06 – Paris
05/06 – Paris – Guns ‘n Roses
06/06 – Luxemburgo – Lou Reed
07/06 – Cork
08/06 – Cork – Tom Petty
09/06 – Barcelona – Stone Roses
10/06 – Trieste
11/06 – Trieste, Bruce Springsteen
12/06 – ?
13/06 – ?
14/06 – ?
15/06 – ?
16/06 – Veneza – Rio de Janeiro

abril 30, 2012   Encha o copo

Jack White por Gary Oldman

abril 30, 2012   Encha o copo

Três Filmes: Camila, Raul e Xingu

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“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios” (2012)
Adaptado da obra homônima de Marçal Aquino, colaborador frequente dos diretores Beto Brant e Renato Ciasca, “Eu Receberia” opta por aprofundar o olhar do espectador não só no romance, mas na função da mulher em uma história de amor clássica, uma musa com homens girando em sua órbita e lutando por sua posse tal quais mitos gregos – a tragédia, então, surge como elemento obrigatório na trama. Assim é Lavínia, musa tanto de um pastor (que vê nela seu poder de salvação) quanto de um fotógrafo (numa alusão óbvia e não menos interessante). Ela é casada com o primeiro, amante do segundo, e se essa frase já entrega o ponto de partida do drama, o que brilha na tela (mais que a nudez de Camila Pitanga) é a forma com que os diretores investigam o âmago dos personagens – ainda que, em momentos, de forma exagerada (como quando tentam dramatizar a Amazônia, outra musa). Difícil ficar alheio ao filme, e num mundo em que a grande maioria das histórias de amor já foi contada, recontada, vivida, lida e/ou vista por quase todos, “Eu Receberia” tem a virtude de pegar o espectador pelos ombros, chacoalha-lo, e obriga-lo a olhar para si próprio. E para sua própria musa. Muitos devem desviar o olhar.

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“Raul — O Início, o Fim e o Meio” (2012)
Não me lembro se foi Robby Krieger ou John Densmore, mas consta que um deles, frente ao túmulo de Jim Morrison no Pere Lachaise, teria dito: “Ele não pode estar ai. Ele era grande demais para caber neste túmulo”. Foi a primeira coisa que pensei deste documentário sobre Raul Seixas: como resumir uma persona tão ampla e complexa quanto Raul numa tela de cinema? O diretor Walter Carvalho cumpriu com méritos a árdua tarefa, e ainda abriu outras questões interessantes para discussões de mesa de bar. Do começo, com um cover de Raul pilotando uma moto ao som de “Blue Moon / Asa Branca” (que resume a paixão de Raulzito por Elvis e Luiz Gonzaga), Carvalho segue uma ordem cronológica preenchida por diversas entrevistas (o trabalho investigativo é excelente) que tentam dar ao espectador uma centelha do mito em passagens deliciosas (seja com Os Panteras, seja com Paulo Coelho e o episódio da mosca, seja com os satanistas, seja com as ex-mulheres, ou mesmo o polêmico trecho final, com Marcelo Nova) que colocam “Raul — O Início, o Fim e o Meio” ao lado de outros grandes (e obrigatórios) documentários recentes nacionais – como “Loki”, sobre Arnaldo Baptista, “Música Para os Olhos”, sobre Cartola, e “Ninguém Sabe o Duro que Dei”, sobre Wilson Simonal.

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“Xingu” (2012)
A história dos irmãos Orlando, Leonardo e Cláudio Villas Bôas é conhecida por muitos, mas ainda assim menos do que deveria. Filhos da classe média paulistana, o trio deixou a cidade juntando-se à “Marcha para o Oeste” num misto de busca por aventura e pelo desconhecido. Acabaram “descobrindo” o universo indígena, tornaram-se ferrenhos defensores da causa (tanto na floresta amazônica quanto em Brasília) e, num paralelo a Oskar Schindler (empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto), salvaram milhares de vidas idealizando o Parque Nacional do Xingu, que foi criado em 1961, com projeto assinado pelo antropólogo Darcy Ribeiro. Desta forma, “Xingu”, o filme, tem como grande mérito amplificar a ação dos Villas Bôas (e tem cara de Oscar – o paralelo com a “A Lista de Schindler” não é à toa), o que torna a película mais interessante pela ação dos irmãos do que por seus próprios méritos cinematográficos. O roteiro é apressado e, ainda assim, funcional (apesar de abusar de estereótipos). A fotografia é belíssima, as atuações convincentes, mas é tudo tão excessivamente produzido que, algumas vezes, soa irreal (quando, talvez, devesse ser mais documental). Um filme excelente pela causa, mas apenas ok pelo cinema.

abril 30, 2012   Encha o copo

Cinco fotos: São Francisco

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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Bondinho

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Alcatraz

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Pipe Dreams

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Portas Fechadas

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Almoço

 Mais algumas fotos aqui e, claro, uma da Amoeba aqui

Leia também:
– Cinco pubs de cervejarias nos Estados Unidos (aqui)
– Uma noite com PJ em São Francisco (aqui)
– São Francisco e as rachaduras do american dream (aqui)
– Balanço: 20 dias de viagem nos Estados Unidos (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

abril 24, 2012   Encha o copo