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novembro 6, 2012 Encha o copo
The Gift na Gazeta de Limeira
novembro 5, 2012 Encha o copo
Garrett Oliver no Brasil

Foto: Divulgação
Ele é o cara. Garrett Oliver, um dos nomes mais respeitados do universo cervejeiro mundial, desembarca no Brasil no dia 07 de Novembro, para agenda de palestras e produção de cerveja. Oliver é mestre cervejeiro da Brooklyn Brewery, editor-chefe do The Oxford Companion to Beer e autor de “A Mesa do Mestre-Cervejeiro” (“The Brewmaster’s Table”), livro lançado no Brasil pelo Senac, minha compania pessoal nos últimos dois meses (uma sensacional Bíblia sobre harmonização de cervejas).
Oliver vem ao Brasil e vai participar da produção da nova cerveja da Wäls, uma Saison com cana de açúcar. Oliver se juntará a um dos Mestres Cervejeiros mais criativos do Brasil, José Felipe Carneiro, para esta produção única e histórica. A receita inédita vai unir a brasilidade da cana com o estilo belga Saison, que traz os sabores das terras férteis do Brasil. O nome não poderia ser mais especial: Saison de Caipira (uma cerveja entre 6 e 8% de álcool, que irá consumir cerca de 400 litros de caldo de cana, fornecida pela cachaçaria mineira Vale Verde).
Além da produção da cerveja, Oliver irá ministrar uma palestra sobre ingredientes das Américas na produção de cervejas, participar de evento com clientes da Brooklyn Brewery e sua distribuidora no Brasil a BeerManiacs no Mercado Municipal de São Paulo, além de um bate papo com jornalistas no Bar Aconchego Carioca, recém-inaugurado em São Paulo. Além da Brooklyn, Garrett Oliver produziu a linha especial da cervejaria italiana Amarcord e já promoveu mais de 800 degustações de cerveja, jantares e demonstrações culinárias em 14 países.

Leia também:
– Três perguntas para José Felipe Carneiro, da Wäls (aqui)
– Uma manhã na cervejaria Wäls, em Belo Horizonte (aqui)
– Saiba como foi o segundo Beer Experience, em São Paulo (aqui)
– Amarcord: eis um bom motivo para conhecer a Itália (aqui)
– Brooklyn Post Road Pumpkin Ale e Oktoberfestl (aqui)
– Brooklyn Brewery e outros 4 pubs cervejarias nos EUA (aqui)
– Brooklyn Monster Ale e Brooklyn Black Chocolate Stout (aqui)
– Brooklyn Lager, India Pale Ale e Brown Ale (aqui)
novembro 5, 2012 Encha o copo
Três perguntas: Leo Bigode, Goiânia Noise

No próximo fim de semana, de sexta (09), até domingo (11), Goiânia volta a se tornar a meca do barulho no Brasil. Isso é uma constante desde que o hoje mítico festival Goiânia Noise ousou enfrentar a ditadura dos sertanejos e mostrar que a cidade também tinha sede por bons shows de rock. Lá se vão 18 anos e muitas histórias, algumas delas registradas no livro “10 Anos de Goiânia Noise”, de Pablo Kossa, lançado em 2004, e que precisa ser atualizado, afinal, o festival agora é maior de idade.
“Ao longo desses anos todos, o festival teve várias caras, formatos, locais… mas sem nunca perder seus conceitos básicos e objetivos”, diz Leo Bigode, um dos fundadores do festival em 1995, ao lado de Márcio Jr. De lá pra cá, Leo e Márcio viram passar pelo palco do Goiânia Noise praticamente toda cena independente brasileira, e muito mais: de Bidê ou Balde a Ratos de Porão; de Hermeto Pascoal e Gerson King Combo até Los Hermanos, Pato Fu e Lobão; de Black Lips e Vaselines até Nebulla e The BellRays. Mais de 300 shows em 18 anos. Respeito.
Em 2012, serão 56 shows que passarão pelos três palcos do 18º Noise. Artistas de Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal e Pernambuco, além de 7 atrações internacionais vindas dos Estados Unidos, Suécia, Áustria, Argentina e Equador. “É uma mistura de linguagens, estilos, sotaques e loucuras numa mesma noite”, resume Léo Bigode. “Reflete um momento interessante da música brasileira”, avalia o produtor. Abaixo, três perguntas. Na sexta, volume no máximo:

18 anos de festival? Você esperava que o Goiânia Noise fosse tão longevo?
Nem nos meus delírios mais absurdos eu imaginava que o Noise fosse chegar tão longe… mas hoje já acredito que ele irá ainda mais longe. São poucos eventos de música com uma história tão longa. Mas é muito gratificante olhar pra trás e ver tudo que já fizemos. Isso dá um puta orgulho e nos motiva a seguirmos em frente, inventando coisas novas, pirando cada vez mais. Agora, por mais que se falem que hoje existe uma cultura independente em ascensão, que existe mais visibilidade com a internet, ou mesmo que existe um “circuito” de festivais, é sempre uma batalha fazer um festival como o Noise. São 18 anos, mas algumas das dificuldades são as mesmas das primeiras edições, principalmente relacionadas a patrocínios.
Esse é o primeiro festival após a reestruturação da Monstro e da própria produção do Goiânia Noise. Muda alguma coisa?
Se o que você quer dizer como “reestruturação da Monstro” seja a saída do Fabrício, não. No ano passado ele já não participou do Noise. Agora, a Monstro está sempre se reestruturando, se reinventando, inovando… e o Noise segue essa nossa tendência e inquietação. Existe uma ideia errada de que o Fabrício foi um dos criadores do Noise ou que ele era fundamental no processo. Na verdade, o Noise surgiu em 1995 apenas comigo e com o Márcio Jr. Nós carregamos o festival sozinhos por 6 edições. Em 2001 o Fabrício e o Leo Razuk entraram na Monstro, no 7º Goiânia Noise. Ao longo desses anos todos o festival teve várias caras, formatos, locais… mas sem nunca perder seus conceitos básicos e objetivos: fortalecer e fomentar a produção local, gerar intercâmbio entre artistas, promover a divulgação e circulação de bandas de todo o País, e ser uma vitrine, um raio-x do que de melhor está ocorrendo na música independente, sem abrir concessões ou se submeter a pressão dos grandes, sejam eles a indústria cultural, governos ou patrocinadores.
Este ano a Monstro passa de novo por uma reestruturação com a entrada de um novo sócio. O Guilherme Batista Pereira é um amigo das antigas, baterista, já tocou em várias bandas, inclusive no Mechanics, e chegou para agregar muito à sociedade e ao festival. Esta 18ª edição volta ao Centro Cultural Oscar Niemeyer, que é um espaço fantástico, mas com uma cara nova. São dois palcos, um estúdio, que funcionará como um palco 3, com bandas fazendo shows e gravando ao vivo, 7 atrações internacionais e uma programação que não traz grandes medalhões, mas reflete um momento interessante da música brasileira. Faremos também um domingo diferente, apenas com shows na área externa… e toda a montagem será de um jeito novo também.
Estamos, como sempre empolgados, e com o mesmo gás das primeiras edições.
O line up tem mais de 50 bandas em três dias. Quem você está muito a fim de ver ao vivo? E quais bandas locais que o público não pode perder?
Putz! Tem muita coisa que eu quero ver. Aliás, a programação é pensada justamente dessa forma: bandas que nós gostaríamos de ver! E ela é sempre bem diversa… uma mistura de linguagens, estilos, sotaques e loucuras numa mesma noite. Trash Talk e Madrid! Lirinha e Worst! Space Truck e Boom Boom Kid! Lord Bishop Rocks e Fabulous Bandits! Crucified Barbara e Hellsakura! Essa diversidade é sempre uma das características do Noise. Entre as bandas locais, algumas já são instituições do rock goiano como Violins, Mechanics, TNY e Shakemakers, mas tem uma turma nova botando pra fuder também… Space Truck, Girlie Hell (que está num momento fantástico), Dry, Chimpanzés de Gaveta, The Galo Power… vai ser bem divertido isso!
18º Goiânia Noise Festival
Dias 9, 10 e 11 de novembro
Centro Cultural Oscar Niemeyer
Ingressos:
R$ 50 (meia-entrada) – Passaportes para os 3 dias
R$ 30 (meia-entrada) – individual para sexta ou sábado
R$ 10 (meia-entrada) – individual para domingo
Infos:
www.goianianoisefestival.com.br
www.facebook.com/MonstroDiscos
PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira, 9/11
18h – Coerência (GO)
18h30 – Dirty Harry (GO)
19h – Mortuário (GO)
19h30 – Space Truck (GO)
20h – Worst (SP)
20h30 – Mapuche (SC)
21h – Boom Boom Kid (ARG)
21h50 – Kamura (GO)
22h30 – PEZ (ARG)
23h10 – Madrid (SP)
23h50 – Trash Talk (EUA)
00h50 – Chimpanzés de Gaveta (GO)
01h40 – Lirinha (PE)
Sábado, 10/11
16h – Jam Fuzz (GO)
16h30 – Leave me Out (MG)
17h – SELETIVA PDR
17h30 – Versário (GO)
18h – Fabulous Bandits (PR)
18h30 – Judas (DF)
19h – Grindhouse Hotel (SP)
19h30 – Dry (GO)
20h – The OverAlls (AUS)
20h30 – TNY (GO)
21h – Lord Bishop Rocks (EUA)
21h50 – Atomic Mambo All-Stars (SC)
22h30 – Girlie Hell (GO)
23h10 – Hellsakura (SP)
23h50 – Autoramas (RJ)
00h30 – Karina Buhr (PE)
01h30 – Crucified Barbara (SWE)
Domingo, 11/11
14h – Damn Stoned Birds (GO)
14h30 – Corja (GO)
15h15 – Shakemakers (GO)
16h – Valdez (DF)
16h45 – The Galo Power (GO)
17h30 – Motel Overdose (SC)
18h15 – Cassino Supernova (DF)
19h – Violins (GO)
19h45 – Os Skrotes (SC)
20h30 – Mechanic[KISS] (GO)
21h15 – Indigno (EQU)
novembro 5, 2012 Encha o copo
As quatro cervejas da Gauden Bier

Fundada em 2007 no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, a Gauden Bier é mais uma pequena cervejaria que brilha na capital paranaense, Estado que junto a Minas Gerais destaca-se no segmento. Utilizando água do Aqüífero Embasamento Cristalino da Bacia Hidrográfica do Iguaçu Gauden Bier surpreende por um belo conjunto que mostra unidade entre as quatro cervejas produzidas pela casa: Hefe-WeissBier, Lager Naturtrübe, Pale e Pilsen (as duas primeiras, não filtradas).
A Gauden Bier Hefe-WeissBier causa uma boa surpresa em um estilo bastante difundido. Ela é uma cerveja de trigo não filtrada que honra as características do rótulo. No aroma, notas bastante distinguíveis de banana, cravo, tutti-frutti e limão. O paladar traz as mesmas notas do aroma privilegiando o cítrico sobre a doçura (quase inexistente) do malte, o que destaca a acidez e torna o final extremamente seco. É uma cerveja bastante leve e interessante – acompanhou muito bem um prato de brie com azeite e temperos.
A Lager Naturtrübe da casa curitibana é uma ótima versão não filtrada das Premium American Lager. O aroma traz notas de azedo, aveia, trigo e cereais. Bastante peculiar. O paladar é marcado pela forte presença de malte, que transforma a Gauden Bier Lager Naturtrübe em um autêntico pão (doce) liquido – principalmente no final. O amargor é praticamente inexistente em outra bela surpresa da cervejaria, uma ótima experiência para aqueles que quiserem descobrir a diferença entre uma lager filtrada e uma não filtrada.
A Gauden Bier Pale Ale é uma tentativa de pagar tributo ao estilo Belgian Pale Ale, mas lembra muito mais a releitura norte-americana do estilo (sem tanto lúpulo, uma paixão dos cervejeiros de lá). Ainda assim, o aroma traz notas de malte levemente tostado e lúpulo – além de algo de frutado. O paladar, suave e de início adocicado, pende mais para o malte de caramelo, embora o lúpulo esteja presente num conjunto bastante equilibrado. Há alguma coisa de frutas cítricas em uma cerveja bem particular e interessante.
Para fechar, a Gauden Bier Pilsen também surpreende em outro acerto da cervejaria. A leitura dos curitibanos para este estilo idolatrado pelos brasileiros inclui dry hopping de lúpulo Cascade (que dá ao aroma um charme especial) em um conjunto que destaca o tradicional malte tcheco pilsen e deixa o amargor em segundo plano – fãs das cervejas massificadas podem estranhar, mas o resultado é bastante elogiável. O paladar é extremamente suave em uma cerveja muito boa, personal e refrescante.
Os quatro bons rótulos trabalhados pela Gauden Bier mantém uma interessante unidade (que faz falta em várias cervejarias nacionais) que identifica a cervejaria – independente do estilo. As quatro acima foram compradas em um kit no Clube do Malte que saiu por R$ 36,90 (garrafas de 355 ml). É possível encontra-la também em garrafa de 600 ml (os preços variam entre R$ 13 e R$ 15 cada) assim como visitar a fábrica em Curitiba (no site oficial você pode realizar um tour virtual). Recomendo.

Gauden Bier Hefe-WeissBier
– Produto: German Weizen
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,2%
– Nota: 3,37/5
Gauden BierLager Naturtrübe
– Produto: American Lager
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 3,39/5
Gauden Bier Pale Ale
– Produto: Belgian Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 3,16/5
Gauden Bier Pilsen
– Produto: American Lager
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 3,05/5

Leia mais:
– Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)
outubro 30, 2012 Encha o copo
O dry martíni, por Luis Buñuel

“Meu drinque favorito é o dry martíni. Considerando o papel primordial que ele desempenhou em minha vida, vejo-me obrigado a dedicar-lhe uma ou duas páginas. Como todos os drinques, o dry martíni é uma invenção americana. Compõe-se essencialmente de gim e gotas de vermute, de preferência Noilly-Prat.
Os autênticos aficionados, que apreciam seu dry martíni bem seco, chegavam a dizer que bastava deixar um raio de sol atravessar uma garrafa de Noilly-Prat antes de tocar o copo de gim. Um bom dry martíni, diziam certa época nos Estados Unidos, deve se parecer com a concepção da Virgem Maria. Com efeito, sabemos que, segundo são Tomaz de Aquino, o poder gerador do Espírito Santo atravessou o hímen da Virgem “como um raio de sol passa através de uma vidraça, sem quebrá-la”. O mesmo se passa com o Noilly-Prat, diziam.
Mas eu achava isso um pouco de exagero.
Outra recomendação: convém que o gelo utilizado esteja bem frio, bem duro, para não soltar água. Nada pior do que um martíni aguado. Peço licença para dar minha receita pessoal, fruto de longa experiência, com a qual continuo a obter um sucesso lisonjeador.
Guardo tudo o que é necessário no congelador na véspera do dia em que espero os meus convidados, os copos, o gim, a coqueteleira. Tenho um termômetro que me permite certificar-me de que o gelo está numa temperatura de cerca de vinte graus abaixo de zero.
No dia seguinte, quando chegam os amigos, pego tudo o que preciso. Sobre o gelo bem duro despejo algumas gotas de Noilly-Prat e meia colherinha de café de angustura. Agito tudo, depois jogo fora o líquido. Preservo apenas o gelo, que carrega o ligeiro vestígio dos dois perfumes, e sobre o gelo despejo o gim puro. Sacudo um pouco e mais e sirvo. É só isso, mas é insuperável”.
Luis Buñuel, cineasta, morreu aos 83 anos em 1983 deixando um vasto catálogo de obras clássicas, das quais é possível destacar “Um Cão Andaluz” (1928), “Idade do Ouro” (1930), “Os Esquecidos” (1950), “O Alucinado” (1952), “Viridiana” (1961), “O Anjo Exterminador” (1962), “A Bela da Tarde” (1967) e “O Discreto Charme da Burguesia” (1972). O trecho acima é um dos relatos do diretor em seu livro de memórias, “Meu Último Suspiro”, lançado no Brasil pela Cosac Naify. Saiba mais sobre o livro aqui.
Leia também
– “O bar é um exercício de solidão”, por Luis Buñuel (aqui)
– Terremoto: o drink preferido de Toulouse-Lautrec (aqui)
– De Stanley Kubrick para Luis Buñuel, por Marcelo Costa (aqui)
outubro 30, 2012 Encha o copo
Bom restaurante português em SP

O pessoal na firma falava muito desse bistrô, e por mais que comida do mar não esteja lá entre as minhas preferências, sempre fiquei curioso para conhecer o lugar. Ontem, no almoço, fomos todos juntos numa turma de 12 pessoas, e não é que sai completamente apaixonado pelo Bacalhau com Natas (Creme de Leite) gratinado no forno? Se na foto parece tentador, saiba que ao vivo é ainda melhor. Ainda comemos uma boa alheira e finalizamos com um típico Pastel de Belém.
O local atende pelo nome de Tonel Bistrô Lusitano, e é comandado por Alice e Herminia, duas portuguesas extremamente simpáticas que fazem do lugar uma cozinha de uma casa no Algarve. Elas preparam os pratos (você pode levar a sua tigela que elas fazem o bacalhau – servido de diversos modos – para viagem), servem, sentam a mesa com os clientes, puxam a orelha se você ficar usando o celular durante o pedido (“Ele está fazendo check-in”, comentou alguém. “Ah, check-in pode”, brincou uma delas) e são extremamente atenciosas.
Dá uma olhada no álbum delas no Facebook e anote o endereço.
Vale uma visita!
Tonel Bistrô Lusitano
R. Antônio das Chagas, 409
Chácara Santo Antonio
São Paulo, SP
Tel: 5181-5441
Ter. a dom. 9h/16h
outubro 23, 2012 Encha o copo
Cinco cervejas: DaDo Bier

A DaDo Bier começou sua produção em 1995 em uma micro cervejaria montada em meio ao restaurante da casa em Porto Alegre. A produção artesanal (regida pelo Decreto de Pureza da Baviera) era consumida pelos clientes até que em 2004, após a inauguração da Fábrica de Cervejas DaDo Bier, a capacidade foi ampliada. Em 2009, a fábrica foi transferida para Santa Maria e a produção atingiu a marca de um milhão de litros mensais (prioritariamente da versão Lager, feita em larga escala). Além desta, a DaDo Bier produz outros sete rótulos: Ilex, Red Ale, Weiss, Original, Belgian Ale, Double Chocolate e Royal Black. Abaixo temos cinco:
E quis o destino que, sem pensar, eu fosse (entre cinco) logo abrindo a DaDo Bier Ilex, cerveja que traz erva-mate em sua fórmula. Ou seja: não basta o chimarrão (risos). Pé direito no universo das cervejas gaúchas. O belo aroma é herbal, com clara influência do mate além da presença de notas de biscoito, fermento e, discretamente, lúpulo. No paladar, o mate faz a diferença e toma conta do conjunto (com notas de frutado) numa sugestão alcoólica bastante interessante (aliás, a Ilex começou a ser fabricada com 7% de graduação, mas hoje tem apenas 5%). Eis uma lager de personalidade (gaúcha), refrescante e diferente.
Colocando o trem nos trilhos, a DaDo Bier Red Ale traz intensa notas de malte que dão um tom de caramelo, amadeirado e uma queda para frutas vermelhas e baunilha ao aroma. O paladar é levemente adocicado e um tiquinho aguado – com presença de caramelo e mel. Notas interessantes de amadeirado, mas perde no conjunto (principalmente para similares nacionais como Baden Baden e St. Gallen, mais complexas). A Da Do Bier Weiss se comportou melhor no copo. Notas cítricas (e clássicas), de cravo e banana. O paladar refrescante segue o aroma com uma delicada presença de tutti-frutti. Boa cerveja (mas a Bohemia Weiss se sai melhor).
A versão Original da casa portoalegrense é uma american lager extra que segue a linha que conquistou os brasileiros, ou seja, presença rasteira de malte e lúpulo, amargor pronunciado e sugestão de refrescância. É mais consistente do que as concorrentes das macro cervejarias, mas entrega menos do que deveria. Por fim, a DaDo Bier Belgian Ale, uma strong ale de 8,5% de teor alcoólico bastante perceptíveis. Aroma extremamente cítrico com notas de abacaxi, banana e melaço – mais álcool. No paladar, o álcool bate tão forte que lembra cachaça com mel. Falta equilíbrio ao conjunto com os cinco tipos de malte se destacando excessivamente.
Em Porto Alegre é possível beber as cervejas em torneira no restaurante DaDo Bier, e alguns rótulos da linha tradicional da DaDo Bier até são encontrados em grandes redes de supermercado, mas é melhor confiar em um bom empório. No caso das cinco acima, todas foram compradas em um lote único na Costi Bebidas, de Porto Alegre. Lá as garrafas de 600 ml saem entre R$ 8 e R$ 9 e os latões de 473ml na média de R$ 6,50. Em outros empórios é possível encontra-la entre R$ 9 e R$ 11. No saldo final, parece faltar foco para a cervejaria que tenat unir rótulos norte-americanos, belgas e alemães sem muito unidade. Vale como ponto de partida.
DaDo Bier Ilex
– Produto: Vegetable Beer
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 2,12/5
DaDo Bier Red Ale
– Produto: American Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,3%
– Nota: 2,01/5
DaDo Bier Weiss
– Produto: German Weizen
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 2,06/5
DaDo Bier Original
– Produto: Standard American Lager
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 1,95/5
DaDo Bier Belgian Ale
– Produto: Strong Belgian Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 8,5%
– Nota: 2,28/5

Leia mais:
– Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)
outubro 22, 2012 Encha o copo
A banda dos mais bem vestidos

Foto: Liliane Callegari
O Planeta Terra 2012 não foi só palco de grandes shows. Ali pelo meio da apresentação do Garbage, o amigo Eduardo Palandi manda essa: “Que belo terno desse guitarrista, hein”. E elenca uma possível banda dos mais bem vestidos do rock: Jarvis Cocker do Pulp nos vocais, Duke Erikson do Garbage na guitarra e Charlie Watts dos Stones na bateria. E no baixo, ficou a questão, que lançamos no Twitter na sequência. O nome de Paul Simonon, do Clash, chegou a ser citado, mas a vaga óbvia era de… Paul McCartney (valeu Kamille). Temos uma nova banda! E que banda!

Leia também:
– Line up mediano rende grandes shows no Planeta Terra 2012 (aqui)
– Entrevista: Duke Erikson, Garbage: “Estamos só no divertindo” (aqui)
outubro 22, 2012 1 Brinde
Roteiros de uísque e cerveja

Irlanda
Dublin, a capital da Irlanda, localiza-se na costa oriental da ilha, e merece muito mais o epíteto de Terra da Garoa do que São Paulo, pois o tempo fica constantemente nublado, com frio e chuva fina em boa parte dos 12 meses do ano. Para esquentar, o irlandês especializou-se na produção de uísque, que o acompanha desde o café (o Irish Cofee tradicional é uma experiência inesquecível) até a noitada em pubs (existem centenas pela cidade). Conhecido em gaélico como “Uisea Beatha” (pronuncia-se “Ishka baha”), que significa “Água da Vida”, o uísque chegou à Irlanda e (na vizinha Escócia) no século 12, e de lá para cá se tornou mundialmente conhecido. O país chegou a ter mais de 100 destilarias, mas hoje em dia apenas quatro estão em atividade. A Old Jameson Distillery, em Dublin, virou museu – depois que a bebida passou a ser produzida em Cork – e pode ser visitada em um tour caprichado que conta a história do uísque irlandês mais vendido no mundo e explica as fases de preparação da bebida, da maltagem à destilação. O tour termina no bar da velha destilaria em que o visitante pode beber o uísque da casa em drinks que levam strawberry e ginger ale ou ainda comparar uma dose do legitimo representante Jameson com um bourbon norte-americano e um exemplar escocês – valendo um certificado de provador de uísque.
Old Jameson Distillery
Bow Street, Smithfield, Dublin 7, Irlanda
De segunda a sábado: de 9h às 18h
Domingo: de 10h às 18h
Preço: 13 euros o tour (8 euros o Teste de Uísque)
Informações: http://www.tours.jamesonwhiskey.com/

James Joyce escreveu em seu romance mais famoso, “Ulisses”, que era impossível atravessar Dublin sem passar na frente de um pub. Já que eles estão por toda parte, melhor se render ao ritual e entregar-se a um pint da cerveja escura mais famosa do mundo, a Guiness. Para corroborar a fama, a cervejaria construiu uma Storehouse de causar inveja aos concorrentes. São seis andares de informações sobre a famosa stout que vão desde o processo de produção da cerveja até uma área com as clássicas propagandas da Guiness. O visitante aprende ainda a tirar o pint perfeito (e, claro, pode bebê-lo na sequencia) com direito a certificado. O passeio termina no último andar do prédio, uma redoma de vidro que abriga um bar com uma vista impressionante de toda a cidade. A loja é uma tentação para cervelogos.
Guiness Storehouse
St James’s Gate, Dublin 3, Irlanda
Todos os dias: de 9h30 às 17h
Preço: 14 euros
Informações: http://www.guinness-storehouse.com/

Estados Unidos
Lynchburg é a capital de Moore County, o menor condado do Tennessee. Foi aqui que Jasper Newton Daniel fundou, em 1866, uma destilaria para produzir aquele que viria a ser um dos uísques mais famosos do mundo. Lynchburg – 120 quilômetros de Nashville – recebe anualmente mais de 250 mil pessoas interessadas em conhecer a história do Jack Daniels. A destilaria funciona todos os dias, mas não abre em alguns feriados (confira o site). Um inconveniente: a Lei Seca ainda vigora em Moore County, então se prepare para ouvir muito sobre uísque, mas não beber.
http://www.jackdaniels.com/TheDistillery/

Escócia
Fundada em 1786 em Keith, uma cidadezinha de 5 mil habitantes no nordeste da Escócia, a Destilaria Strathisla carrega o peso de ser uma das mais antigas destilarias do mundo. Ainda em atividade (e com a maior produção de uísque em terras escocesas), a casa espiritual do Chivas Regal promove um tour que parece uma volta no tempo: os edifícios do século 18 pouco mudaram e a paisagem contemplativa, cujo destaque é o rio Isla (que ainda movimenta o moinho da destilaria), formam um cenário idílico para a produção de um dos melhores uísques do mundo.

A Escócia que produz a água da vida é dividida em quatro áreas: Highlands, Lowlands, Speyside e Islands. Se você quer aprender a diferenciar os aromas do uísque produzido em cada uma dessas regiões, seu lugar é o Scotch Whisky Experience, um tour que já começa especial em sua localização: numa casa vizinha ao Castelo de Edimburgo, antiga fortaleza imponente que domina a paisagem da capital da Escócia. Há três tipos de tours (Prata, Ouro e Platina) que permitem ao visitante conhecer a história da bebida e admirar a maior coleção de uísque escocês do mundo. E, claro, beber também.
http://www.scotchwhiskyexperience.co.uk/

outubro 20, 2012 Encha o copo



