Random header image... Refresh for more!

Três perguntas: José Felipe, da Wäls

wals1.jpg

Em 2011, na primeira edição do Beer Experience, em São Paulo, uma avalanche de rótulos estrangeiros fez a alegria de um público exigente tal qual criança em uma grande loja de brinquedos. Em 2012, o foco foi produção nacional, e a alegria talvez até tenha sido maior frente ao número expressivo de novidades que estão surgindo no mercado nacional. A Wäls, de Belo Horizonte, ocupa um lugar de destaque em um cenário cada vez mais surpreendente de micro-cervejarias artesanais brasileiras de alta qualidade.

Eu já tinha visitado a fábrica, na Pampulha, no dia em que eles iniciavam a brasagem do que viria a ser a cerveja do ano, a Petroleum, e conversado (na panela) com os irmãos Thiago e José Felipe. Daquele encontro para cá, em março, eles já colocaram no mercado três novos rótulos: a Wäls Petroleum, a Wäls Witte e, lançada no Beer Experience 2012, a Wäls 42, uma cerveja geek (de acentuação belga) produzida em parceria com o pessoal do Google.

Porém, a Wäls não para. “Estamos com algumas parcerias de produção de cerveja que podem sair até este ano ainda. A gente só não pode contar”, disse José Felipe no Beer Experience. Uma delas foi revelada esta semana: Garrett Oliver, o mestre-cervejeiro da Brooklyn Brewery (autor do livro “A Mesa do Mestre Cervejeiro”, e colaborador de outras micro-cervejarias, como a italiana Amarcord) virá ao Brasil para produzir uma cerveja em parceria com José Felipe na Pampulha. Vem mais coisa boa vem por ai.

wals3.jpg

 Abaixo, três perguntas rápidas para José Felipe:

Qual é a da Wäls 42?
A Wäls 42 é uma cerveja inovadora. É a primeira cerveja do estilo Saison Farmhouse Ale do Brasil, e nós a fizemos em parceria com os Googlers, que são os funcionários da maior empresa de tecnologia das Américas. O nome #42 é um místico. Se você digitar no Google uma pergunta sobre a vida, o universo e tudo mais, você encontrará uma resposta: 42. A gente quis fazer essa brincadeira. #42 é a resposta da vida. Uma cerveja da Wäls é a resposta para tudo aquilo que a gente estava procurando. É uma cerveja bem leve (tem 6,5% por álcool) e um pouquinho ácida. Colocamos como ingredientes amêndoas, café, Limão Tahiti e abacaxi. Foi uma cerveja rápida. A gente tinha que acertar de cara. Foram dois para produzir – entre a ideia e o lançamento. Porque a ideia era lança-la na primavera, o que é tradição na Bélgica.

Como é pra vocês quando chega uma pessoa, como aconteceu agora, e diz que a Wäls Petroleum é a cerveja do ano?
É um fato recorrente. Nós ficamos felizes porque é uma receita que veio da panela dos amigos do Paraná (da Dum Cervejaria), e acabou se tornando uma cerveja brasileira com um nome muito mais grandioso. Então não é a mim que vocês tem que agradecer pela Petroleum ser a cerveja do ano. É ao Murilo (Foltran), ao Luiz (Felipe Araújo) e ao Júlio (Coutinho), que são os verdadeiros criadores dela. A Wäls só fez ela acontecer.

Como é estar em um evento como o Beer Experience? São Paulo é carente de eventos assim…
O paulistano é carente por cervejas de alta qualidade, e a gente vê isso com muita alegria, porque São Paulo já representa para a cervejaria Wäls cerca de 30% de nossa venda total. É muita cerveja que vem pra cá. O paulistano está respondendo isso à altura, comprando, bebendo e esgotando as cervejas na gondola. É isso que a gente espera ver. A gente espera mesmo que vocês acabem com a nossa cerveja (risos)…

wals2.jpg

Leia também:
– Uma manhã na cervejaria Wäls, em Belo Horizonte (aqui)
– Saiba como foi o segundo Beer Experience, em São Paulo (aqui)
– Wäls Witte: os mineiros seguiram a risca a tradição (aqui)
– Wäls Petroleum: uma verdadeira experiência alcoólica (aqui)
– Wäls Quadruppel, uma cerveja excepcional, por Mac (aqui)
– Ranking Pessoal -> Top 200 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 18, 2012   Encha o copo

Cinco fotos: Rio de Janeiro

Clique na imagem se quiser vê-la maior

rio9.jpg
Sem título

rio8.jpg
Imagine Peace

rio5.jpg
Sem título

rio6.jpg
Jesus

rio7.jpg
Jardim Botânico

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

outubro 17, 2012   Encha o copo

Três cervejas da Anderson Valley

anderson450.jpg

Boonville é uma cidadezinha de pouco mais de mil habitantes que fica num vale (o Anderson Valley) a duas horas de São Francisco. Foi primeiramente habitada no século 17 por dezenas de tribos indígenas até a chegada dos europeus, que se apaixonaram pelo lugar. Corte para o século 20: com o boom do vinho da região desértica de Mendocino no meio dos anos 80, não demoraria para algum maluco pegar alguns barris (10, no caso) e destinar para a produção de cerveja. Nascia, em 1987, a Anderson Valley Brewery, que foi crescendo com o tempo até que, em 2010, o fundador, Ken Allen, decidiu se aposentar e vender a cervejaria – o que levou a Anderson Valley para vários cantos do planeta.

Em tempos de sustentabilidade, a Anderson Valley já ganhou dezenas de prêmios devido a seu método artesanal de produção. As cervejas orgânicas da casa não possuem conservantes artificiais e também não passam por processo de pasteurização. O malte e o lúpulo usados são doados para as fazendas da região, que o reutilizam na alimentação de seus animais, e até o fermento é reutilizado na fertilização das plantações. O transporte local dos barris é feito ou por meio de cavalos, ou por carro elétrico. A coisa toda não para: 768 painéis solares instalados em 2007 fornecem quase metade da energia elétrica utilizada na cervejaria e eles ainda utilizam energia eólica para oxigenação e revitalização dos lagos nos arredores da fábrica.

Primeira cerveja feita pela Anderson Valley (e responsável por levar o nome da casa além vila), a Boont Amber Ale é apaixonante. O aroma é deliciosamente caramelado com uma leve sugestão de tostado, biscoito e lúpulo. Este último é representado por três estilos (todos norte-americanos): Horizon, Northern Brewer e Liberty, cada um presente em uma fase distinta da produção. No paladar, os lúpulos fazem a cortesia, mas com uma dosagem leve de amargor, que junto aos maltes californianos remetem novamente a caramelo, biscoito e mel. Interessante: a primeira sensação é de uma IPA (devido ao primeiro toque na língua e ao aroma), mas assim que ela se aconchega encontramos uma pale ale que declara amor ao malte. Campeã.

A Hop Ottin’ India Pale Ale da vila também honra a tradição e, principalmente, os fãs de lúpulo. Porém, acalme-se: é tudo muito bem balanceado na IPA da Anderson Valley. O aroma esbanja lúpulos californianos, mas é possível também perceber a presença de malte de caramelo e notas cítricas que remetem a cascas de laranja (o site oficial cita bergamota) além de mel. No paladar, assim como na Boont Amber Ale, quem esperava uma cacetada de amargor encontra uma cerveja bastante equilibrada, com os lúpulos acariciando a alma e o malte ninando o coração – com uma leve lembrança de açúcar mascavo, que remete diretamente à rapadura. Os 7% de álcool não dão as caras em um excelente conjunto de uma belíssima IPA.

Fechando este primeiro lote, a Barney Flats Oatmeal Stout mantém o padrão de qualidade. No aroma, notas intensas de café, chocolate e caramelo, todos provenientes do malte torrado – além do lúpulo, discreto, mas presente. No paladar, no entanto, a Barney Flats não pega tão pesado no amargor como uma stout tradicional (provavelmente pela inserção da aveia no conjunto), sugerindo suavidade e, acredite, refrescância. Notas de café e chocolate amargo grudam no céu da boca com um rastro longo e, ao mesmo, seco, que pode conquistar aqueles que não são fãs das stouts clássicas (tanto quanto os fãs, que tem aqui uma cerveja diferente, mas deliciosa). Foi a primeira medalha de ouro da Anderson Valley, em 1990, e continua brilhando tendo ficado com a medalha de bronze no World Beer Cup 2010.

anderson4501.jpg

Atualmente, a Anderson Valley produz 10 rótulos em Boonville, e praticamente todos estão sendo trazidos ao Brasil pela distribuidora Tarantino. As latinhas de 355 ml, como as da foto, costumam sair entre R$ 9 e R$ 11 (já encontrei mais barato e, também, mais caro) enquanto as garrafas de 330 ml variam entre R$ 13 e R$ 15. Há, ainda, duas versões em garrafas de 600 ml: Brother’s David Double e Brother’s David Triple, ambas na faixa dos R$ 29. É possível conhecer a cervejaria em Boonville. O pessoal prepara tours duas vezes ao dia (13h30 e 15h) com exceção de feriados e das terças e quartas nos meses de inverno. Eis uma boa pedida de um tour alcoólico para quem tiver de bobeira em São Francisco (e querer fugir do vinho). O vídeo abaixo é uma amostra.

Boont Amber Ale
– Produto: American Amber Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 3,86/5

Hop Ottin’ India Pale Ale
– Produto: India Pale Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 7%
– Nota: 3,82/5

Barney Flats Oatmeal Stout
– Produto: Oatmeal Stout
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 3,83/5

Leia mais:
– Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 16, 2012   Encha o copo

Três cervejas paranaenses

pagan.jpg

Tiago, o responsável pela cerveja bárbara Pagan, é fascinado pela história viking e por cervejas. A Pagan Strong Bitter foi a primeira cerveja comercializada da casa, e segue fielmente o estilo britânico. O aroma é suave e traz notas de malte de caramelo com a presença concentrada dos lúpulos ingleses (Target, Challenger e Kent Goldings), que dão um tom especial ao conjunto. O paladar é levíssimo, com notas de caramelo e mel unindo-se a um amargor suave que toca o céu da boca e acompanha charmosamente toda a experiência. Não é uma cerveja marcante, mas é bem saborosa – daquelas para ficar bebendo e bebendo.

A versão Porter da Pagan se mantém no nível da Strong Bitter, e talvez até avance um pouco. No aroma, café. E também… café. E um pouquinho de chocolate. O lúpulo usado aqui é o inglês fuggles, que confere ao conjunto um aroma e sabor adocicados, e mostra a personalidade do mestre-cervejeiro: a Pagan sugere leveza em dois estilos peculiares e, de certa forma, agressivos. No caso da Porter, o paladar é agradabilíssimo e deixa a impressão que a Pagan não quer impressionar de cara, mas conquistar pouco a pouco. Eles estão no caminho certo com estes dois ótimos rótulos.

diabolica12.jpg

Vladimir Urban é um dos responsáveis pela Diabólica. Além da cerveja, ele também comanda um dos principais festivais de psychobilly do mundo, o Psycho Carnival, que acontece durante o carnaval em Curitiba com bandas do mundo inteiro. A Diabólica existe desde 2009 na versão IPA, e após um hiato na produção, retornou com força em 2012 (eu até achava que era a Way, de Curitiba, que estava produzido e distribuindo, mas a produção é própria da Diabólica com distribuição da Beer Maniacs).

Após os elogios merecidos à Diabólica IPA, surge agora a Pale Ale da casa, lançada oficialmente no Beer Experience – mas ainda em versão teste. Eles ainda estão mexendo na receita, e nem o rótulo deverá ser essa da foto, mas já é possível ter uma ideia: eles não pretendem carregar a mão no álcool (4,6% apenas), mas falta presença de lúpulo tanto no aroma quanto no paladar, que até traz algumas notas de caramelo e um amargor suave. Nessa primeira versão, a Pale Ale da Diabólica lembra mais uma Pilsen Premium, mas de onde saiu a IPA pode vir coisa muito boa. Vamos acompanhar.

wenksy.jpg

Fundada em 2009 em Araucária, cidade vizinha de Curitiba, a Wensky Beer leva na abreviação do sobrenome da família Wengrzinski o desejo por resgatar as raízes culturais polonesas na arte de fazer cerveja caseira. Atualmente, a cervejaria produz cinco rótulos que são vendidos em garrafas e também no pub da casa em Araucária: uma Pilsen tradicional (5%), uma Drewna Piwa Old Ale (9,5%), uma Vienna Lager (5,5%), uma Red Weyzen (6%) e uma Baltic Porter (7%). Na foto acima você vê as duas últimas – e são sobre elas que vamos conversar.

Bastante fiel ao estilo alemão, a ótima Red Weyzen capricha nos aromas suaves de banana e cravo (além da sugestão de maçã), com o malte levemente torrado marcando presença. No paladar, as notas de aroma se repetem com o lúpulo mais presente contrabalanceando o conjunto, que destaca um final marcante com um frutado interessante. A Baltic Porter, por sua vez, é caracterizada pela leveza. São 7% de graduação alcoólica que passa batido frente ao malte torrado, que marca o aroma junto a caramelo e ameixas. No paladar, a torrefação mostra a que veio, mas o amargor é bem mais suave se comparado a uma Porter britânica. Eis um bom cartão de entrada para o estilo.

Tanto as Pagan (que agora já estão como novo rótulo – se o site oficial estiver atualizado – e são vendidas em garrafas de 355 ml) quanto as Wensky Beer (600 ml) foram adquiridas no Clube do Malte: as primeiras vendidas ao preço de R$ 12,90; as duas da Wenksy saíram por R$ 9,90 cada. A Diabólica Pale Ale foi adquirida no Beer Experience ao preço de R$ 12 (a garrafa de 600 ml). Agora é ir atrás das outras Pagan e Wenksy: pela experiência dessas quatro garrafas acima há mais coisa boa no caminho.

Pagan Strong Bitter
– Produto: Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 2,63/5

Pagan Porter
– Produto: Porter
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 2,71/5

Diabólica Pale Ale
– Produto: Pale Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,6%
– Nota: 1,97/5

Wensky Red Weyzen
– Produto: German Weizen
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 6%
– Nota: 3,21/5

Wensky Baltic Porter
– Produto: Porter
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 7%
– Nota: 3,17/5

wenksy1.jpg

Leia mais:
– Saiba como foram as duas edições do Beer Experience (aqui)
– Diabólica, uma IPA de responsa como manda o figurino (aqui)
– Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 12, 2012   Encha o copo

Curadoria do Planeta Independente

Na segunda e terça desta semana estive em Belo Horizonte para participar ao lado dos amigos Carlos Eduardo Miranda, Rodrigo James e Sergio Martins da curadoria do palco Planeta Independente, do Festival Planeta Brasil, que acontece dia 01 de dezembro. Após dois dias de muitos bons papos escolhemos seis bandas – entre as que se inscreveram – para tocar no festival: Apanhador Só, Bona Fortuna, Câmera, Fábio Góes, Transmissor e Volver. Quero agradecer o convite e a confiança do pessoal da Ultra. Valeu Barral Lima e Rodrigo Brasil.

outubro 10, 2012   Encha o copo

No júri do Prêmio Bravo 2012

juri.jpg

Após integrar o Júri Especial do Prêmio Multishow e a o Júri da Academia do VMB, participei do Júri do Prêmio Bravo nas categorias “Show” e “Melhor Disco” em uma mesa que ainda trouxe o músico Max de Castro e o jornalista José Flávio Júnior. Abaixo, os finalistas escolhidos pelo Júri:

MELHOR DISCO DE 2012
– “Arrocha”, de Curumin
– “Treme”, de Gaby Amarantos
– “Tudo Tanto”, de Tulipa Ruiz

MELHOR SHOW DE 2012
– “Longe de Onde”, de Karina Buhr
– “Recanto”, de Gal Costa
– “Verdade, uma Ilusão”, de Marisa Monte

Os vencedores você pode conferir aqui no dia 30/10

outubro 10, 2012   Encha o copo

Três perguntas: Vladimir Urban

diabolica1.jpg

Em 1999, Vladimir Urban organizava em Curitiba o primeiro daquele que se transformaria em um dos maiores festivais de psychobilly do mundo, o Psycho Carnival, com um detalhe: realizado no meio da maior festa brasileira, o carnaval. Em 2013, o Psycho Carnival chega a sua 14 ª edição e já anunciou os primeiros nomes (Demeted Are Go, Frantic Flinstones, The Swampys, Luna Vegas, Ovos Presley, Sick Sick Sinners e As Diabata) além de um novo integrante: a Diabólica Pale Ale.

Lançada em primeira mão no Beer Experience 2012, a Diabólica Pale Ale segue o caminho aberto pela elogiada Diabólica IPA 6,66%, que já está conquistando os curitibanos: “Está sendo vendida até em posto de gasolina. Estamos ficando famosos (risos)”, diz Urban, que aproveitou o festival paulistano para lançar sua nova cerveja e também o site http://cervejadiabolica.com.br/. Distribuída em São Paulo pela Beer Maniacs, a Diabólica vem conquistando cada vez mais espaço. É um pecado que merece ser cometido. Abaixo, três perguntas para Urban:

Como surgiu a Diabólica?
A Diabólica foi uma ideia minha e do meu sócio. Eu tenho um festival de psychobilly em Curitiba, o Psycho Carnival, e meu sócio era distribuidor de cerveja especial. A gente sempre ficava se debatendo nessa coisa de conseguir apoio para o festival, e ele sempre tentava me apoiar até que um dia, depois de um festival, ele chegou e disse: “Vamos fazer a nossa a própria cerveja artesanal!”. Dai surgiu a Diabólica. Nós pensamos em qual cerveja seria interessante para o público, que ele se identificasse, a Diabólica surgiu nesse esquema. A gente adora cerveja especial, temos uma coisa com cervejas inglesas, então foi bem legal ter a Diabólica.

Então IPA é o estilo preferido da casa…
IPA é o nosso carro chefe. Desde que a Diabólica surgiu, a primeira que a gente começou a produzir foi a IPA. A gente adora IPA. Ela passou por algumas mudanças de receita e agora está com uma receita bem estabilizada, bem legal. Agora estamos começando o processo de lançamento da Pale Ale, que é lançamento no Beer Experience, nem a garrafa será como está aqui agora. Esse é um momento de apresentar a Pale Ale para o público, para que eles possam beber, possam conversar depois ir ao site e dizer o que achou. De repente uma opinião pode ajudar a aperfeiçoar a nossa Pale Ale. Essa é a ideia.

Como é a sensação dos gringos que chegam para o Psycho Carnival e conhecem a Diabólica?
É muito interessante porque a cena de cervejas especiais na Europa e muito parecida com a cena de cervejas especiais no mundo inteiro. São nichos. Não é uma coisa tão comum. A gente fica falando: “Ah, as cervejas europeias, eles tem um monte de cervejas”, mas geralmente o cara bebe lager lá, principalmente o público jovem. No Psycho Carnival acaba sendo assim também, mas quando os caras chegam aqui e encontram essa variedade de cerveja diferente dentro do festival, eles não acreditam! “Como vocês tem essa cerveja aqui? Como vocês fazem isso?”. Muitas vezes eles não conhecem o estilo (que é um estilo inglês), não tem essa percepção de conhecer uma cerveja especial legal. Tem cara que chega e diz: “Você vai fazer a cerveja da minha banda lá na Europa”. A gente quer fazer, a gente vai fazer, mas a Diabólica ainda está caminhando e a gente pretende atender não só a demanda brasileira como a americana e europeia, dentro das nossas conexões. É uma galera que a gente atende e que gosta do estilo.

diabolica.jpg

Leia mais:
– Saiba como foram as duas edições do Beer Experience (aqui)
– Diabólica, uma IPA de responsa como manda o figurino (aqui)
– Top Cervejas: Cold 200, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 8, 2012   Encha o copo

Segundo Beer Experience, em São Paulo

beer2.jpg
Texto por Marcelo Costa (http://twitter.com/screamyell)
Fotos por Liliane Callegari (http://lilianecallegari.com.br)

Após uma boa edição realizada na cara e na coragem em uma área de eventos do Shopping Frei Caneca, em São Paulo, em 2011, o Beer Experience chegou a sua segunda edição em São Paulo com jeitão profissional em um grande galpão no bairro do Jaguaré, que recebeu mais de 40 expositores (contra 25 de 2011) entre importadoras, distribuidoras, cervejarias, lojas e bares e cerca de 5 mil pessoas em dois dias dedicados á cerveja especial na capital paulista.

beer10.jpg

Se em 2011, os rótulos internacionais foram a grande atração do Beer Experience, em 2012 começa a se desenhar um cenário dedicado de cervejarias brasileiras apresentando grandes lançamentos: a Wäls, de Belo Horizonte, trouxe sua novíssima Wäls 42; a Way, de Curitiba, apresentou a Way Amburana Lager; a Diabólica, também de Curitiba, lançava no evento a Diabólica Pale Ale enquanto a Colorado, de Ribeirão Preto, apresentava a Berthô, entre outras.

beer9.jpg

Outro destaque entre as brasileiras foi a gaúcha Coruja, que apresentava no Beer Experience, sua nova Fora de Série, a poderosa Doppelbock Coice, feita em parceria com o artista plástico Caé Braga (entre as outras Fora de Série da casa, estão a Baca e também a Labareda, está última feita em parceria com Wander Wildner, encontra-se esgotada e sem previsão de nova remessa: “É por isso que ela se chama Fora de Série”, avisou o expositor. “É uma tiragem limitada”).

beer7.jpg

A paraense Amazon Beer trouxe sua Witbier de Taperebá enquanto a mineira Backer concentrou-se na linha Três Lobos e na ótima Medieval. De Valinhos, interior de São Paulo, a Britannica trouxe três rótulos (os três encontráveis em torneira no Titus Bar) enquanto a Cervejaria Nacional também trouxe três barris de sua produção artesanal. Dama, Invicta (a queridinha do momento) e Falke também estiveram presentes.

beer8.jpg

Entre os rótulos importados destaque para a novidade da Tarantino, que trouxe a dinamarquesa Mikkeller para a festa, com destaque para a excelente Mikkeller Drink’in the Sun. Curiosidade: Mikkel Borg, o proprietário, é conhecido como o “Cigano Cervejeiro”, porque ele não tem cervejaria. Ele simplesmente aluga alguma cervejaria de um amigo pelo mundo e produz ali algum de seus mais de 30 rótulos.

beer6.jpg

A Tarantino foi, também, responsável pelas grandes promoções do evento. A italiana Baladin Open Noir, cuja garrafa de 750 ml custa em média R$ 60, estava saindo por R$ 20 no Beer Experience (a caixa com seis saia por R$ 100). Além dela, uma boa pedida era o pack da Anderson Valley, com seis cervejas (duas Hop Ottin’ IPA, duas Barney Flats Oatmeal Stout e duas Boont Amber Ale) por R$ 30 (na sexta-feira. O preço foi para R$ 50 no sábado).

beer5.jpg

Uma das boas novidades de 2012, a fruit beer Delirium Red (nova integrante da família belga Delirium Tremens), de cereja, também conquistou corações no evento com seus 8.5% de graduação alcoólica num conjunto bastante elogiado. Do lado brasileiro, a Petroleum, da Wäls, era a queridinha, mas o estande da Colorado, da Diabólica e da Coruja também ficaram cheios durante praticamente todo o evento.

bber4.jpg

Das que experimentei, a Way Amburana Lager me agradou bastante se tornando uma das preferidas do evento e só perdendo o posto de número 1 para a minha queridinha do momento, a Way Double American Pale Ale, simplesmente irresistível em sua versão torneira. A Colorado Berthô (uma Double Brown Ale com castanha do Pará) também agradou bastante ao lado da Wäls 42, uma farmhouse ale de responsa com amêndoa, limão, abacaxi e café.

beer3.jpg

Entre os rótulos importados a Baladin distanciou-se com sua conquistadora Open Noir, mas a Mikkeller Drink’in the Sun também merece uma salva de palmas. Além delas ainda provei a ótima Delirium Red e algumas Brooklyn. Senti bastante falta da italiana Del Ducatto e da escocesa Brew Dog, mas sai feliz com um engradado cheio de volta para casa: Baladin, Wäls, Diabólica, Anderson Valley, Delirium e algumas Golden Carolus logo aparecerão por aqui. Acho que é um estoque até o Beer Experience 2013.

beer1.jpg

Leia também:
– Saiba como foi o primeiro Beer Experience, em São Paulo (aqui)

outubro 7, 2012   Encha o copo

As 25 músicas fundamentais dos Beatles

Participei dessa votação e… clica na imagem : )

25musicas.jpg 

outubro 4, 2012   Encha o copo

Cinco fotos: Cork

Clique na imagem se quiser vê-la maior

cork2150.jpg
Blue and Purple

cork3150.jpg
Uísque

cork8150.jpg
Aula de Gaélico

cork5150.jpg
Old Man

cork9150.jpg
O corvo sonhando com o rio

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

outubro 3, 2012   Encha o copo