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Sobre Santa Irini na Revista Curinga 3

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Tem textinho meu na revista Curinga, feita pelos estudantes de Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto. Falo sobre minha paixão pela ilha de Santa Irini ali na página 28. É só clicar na imagem…

dezembro 14, 2012   Encha o copo

Podcast Confraria Scream & Yell #1

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Estreia é sempre estreia. Na quarta, 12/12, o Scream & Yell estreiou na grade da Oi FM, e o programa já está disponivel para adição. Para ouvir é só clicar no play abaixo.

Set list do Confraria Scream & Yell:

Jair Naves – Maria Lúcia, Santa Cecília e Eu
Los Bife – Rádio Cabeça
Bide ou Balde – Lucinha
El Cuarteto de Nos – Cuando Sea Grande
Titus Andronicus – Still Life With Hot Deuce On Silver Platter
The Rollint Stones – Doom and Gloom
Molho Negro – Aparelhagem de Apartamento
Medialunas – Memorabilia
Caetano Veloso – A Bossa Nova é Foda
Afghan Whigs – Lovecrimes

Leia também:
– Oi FM estreia nova programação online. Conheça os programas (aqui)

dezembro 13, 2012   Encha o copo

Founders, uma grande pequena cervejaria

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A Founders Brewery nasceu em 1997 em Michigan, nos Estados Unidos, quando dois entusiastas do homebrewing decidiram criar suas próprias cervejas assim que deixaram a faculdade. De lá cá, nestes 15 anos, a Founders acumula dezenas de medalhas variadas em premiações de cerveja, e é apontada por muitos como uma das três melhores cervejarias dos Estados Unidos (arriscaria outras duas: Brooklyn e Anderson Valley – quem é a primeira das três? Difícil) com uma produção que já soma mais de 30 rótulos.

Dos mais de 30 rótulos que a Founders Brewery produz – as estrelas premiadas são as sazonais Kentucky Breakfast Stout e Canadian Breakfast Stout – apenas cinco são produzidas o ano inteiro: Centennial IPA (American IPA), Dirty Bastard (Scotch Ale), Dry Hopped Pale Ale (Pale Ale), Porter (Porter) e Red’s Rye PA (Rye beer), sendo que as quatro primeiras estão chegando ao Brasil agora via Tarantino. O pessoal de Michigan leva a sério a ideia de releitura mais encorpada e personal das melhores cervejas europeias.

A Founders Dry Hopped Pale Ale, como diria o grande mestre cervejeiro Garrett Oliver, entrega boa parte de seu charme no rótulo: se tem dry hopping, pode ter certeza que o lúpulo será valorizado no conjunto. Não é diferente aqui: o aroma valoriza o lúpulo cascade que dispersa notas florais sobre uma camada de malte de caramelo. O paladar é amargo na medida certa, sem esconder algumas notas adocicadas num conjunto simples e bastante funcional. O final é seco e amargo com um leve adocicado marcando presença. Sem invenções, uma boa cerveja.

A Founders Centennial IPA carrega em seu nome o lúpulo que é sua marca registrada. Assim como na versão Pale Ale, aqui também o processo dry hopping faz um belíssimo trabalho. O aroma, perfumadíssimo, transpira lúpulo floral e se divide em notas encantadoras de pitanga, manga, caramelo, resina e canela. O paladar sofisticado é bastante lupulado, resinoso e cítrico com sugestões de frutas vermelhas, casca de laranja, mel e abacaxi. Bastante intensa, e de amargor forte, eis uma IPA que se diferencia brilhantemente das demais. Palmas.

A Founders Porter (Dark, Rich, and Sexy) só perde na cor escura para a Petroleum, da Wäls. Aguarde muito chocolate quando retirar a tampa. O malte tostado confere ao aroma as notas de café tradicionais e, nesta cerveja principalmente, chocolate. E também fumaça. Já o paladar é inicialmente adocicado (chocolate e mel), depois o tostado traz notas claras de café em um conjunto que finaliza com um amargor que se perpetua. Apesar da intensidade, a Founders Porter une suavidade e encerra de maneira seca. Quase um café gelado com chocolate. Ótima.

Fechando de maneira fenomenal, a Founders Dirty Bastard é uma releitura do pessoal de Michigan para a tradicional Scotch Ale europeia. Aqui, Strong Scoth Ale. São sete tipos de malte que conferem ao aroma notas de caramelo, uva passa, frutas vermelhas e madeira. No paladar, o malte trabalha que é uma beleza distribuindo notas de açúcar mascavo, caramelo, melaço e chocolate em um conjunto charmoso e aveludado cuja doçura esconde os 8,5% de álcool presentes. Por isso a recomendação direta: “não é para moleques”.

Inicialmente, dois rótulos da Founders foram para o mercado no Brasil de cara (Centennial IPA e Dry Hopped Pale Ale, ainda os mais fáceis de serem encontrados), e os outros dois (Porter e Dirty Bastard) eram exclusivos do clube de assinatura Have a Nice Beer. Agora, as quatro Founders já podem ser encontradas em bons empórios. Os preços variam entre R$ 13 e R$ 16 (a garrafinha gorduchinha de 355 ml), e aqueles que declaravam amor para a Brooklyn vão ter que repensar essa paixão (ou, no mínimo, dividir o coração): a Founders é apaixonante.

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Founders Dry Hopped Pale Ale
– Produto: American Pale Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 3,16/5

Founders Centennial IPA
– Produto: India Pale Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 7,2%
– Nota: 3,88/5

Founders Porter
– Produto: Porter
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 6,5%
– Nota: 3,91/5

Founders Dirty Bastard
– Produto: Strong Scotch Ale
– Nacionalidade: Estados Unidos
– Graduação alcoólica: 8,5%
– Nota: 4,28/5

Leia também:
– Ranking Pessoal -> Top 200 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

dezembro 11, 2012   1 Brinde

Marianne: Drogas, Sexo e Mick

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“A percepção pública de um casal saturado em drogas era ainda mais ilusória do que sua vida sexual supostamente desenfreada (depois de cerca de seis meses a paixão inicial entre ela e Mick esfriou, transformando-se em amizade). Embora Mick certamente tenha experimentado a maioria dos itens disponiveis no mercado de drogas, moderação era o seu lema, como em tudo o mais, exceto na vaidade; apesar de estar rodeado por usuários de drogas pesadas o tempo todo, ele nunca se excedeu ou perdeu um pingo de seu precioso autocontrole. Até mesmo do LSD desistiu em desespero depois de perceber que não havia quaisquer demônios interiores que pudessem perturbá-lo. Marianne, em comparação, viciava-se de maneira natural e tinha uma postura despreocupadamente aventurareira. De haxixe e ácido, ela logo evoluiu para a cocaína, que encontrou pela primeira vez em uma festa com Robert Fraser: seis linhas brancas puras para seis pessoas diferentes cheirarem através de uma nota de 100 dólares enrolada. Desconhecendo o protocolo, Marianne cheirou as seis carreiras, uma após a outra”.

Trecho de “Mick Jagger”, biografia escrita por Philip Norman (infos aqui)

dezembro 11, 2012   Encha o copo

Dez links

Baixe: Isobel Campbell gravou “Walk Away”, do Franz (aqui)
Recomendação: 10 discos sul-americanos de 2012 (aqui)
Vídeo -> Kids Interview Bands – The Raveonettes (aqui)
Marcelo Camelo está produzindo novo disco de Wado (aqui)
Decemberists fazem participação especial n’os Simpsons (aqui)
Bruno Capelas e A Revolução dos Livros (aqui)
Visite o MASP de graça até 31/01. Imprima o ingresso (aqui)
Mark Lanegan: “No meu caso, estar vivo é um exito” (aqui)
Qual disco será o último que você vai ouvir antes de morrer? (aqui)
Vive Latino 2013 em março no México: Blur, Morrissey e mais (aqui)

 

dezembro 10, 2012   Encha o copo

Um extra de Boardwalk Empire

O box com cinco DVDs da primeira temporada da excelente série da HBO traz uma série de extras. Os dois melhores são “The Atlantic City: The Original Sin City”, que conta a história de Enoch “Nucky” Johnson (seu nome original) e dos principais envolvidos no comércio ilegal de bebidas; e “The Speakeasy Tour” (que você pode assistir acima), um tour comandado pelos atores que interpretam Johnny Torrio, Lucky Luciano e Arnould Rothstein pelos bares que vendiam bebidas ilegais em Chicago e Nova York na época da Lei Seca.

dezembro 8, 2012   Encha o copo

O Scream & Yell na nova Oi FM

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A partir de terça-feira, 11/12, a Oi FM, agora totalmente na web, estreia uma nova programação com programas exclusivos, conteúdo inédito e até a volta de alguns favoritos do rádio num conjunto talentoso, do qual me orgulho de integrar com o Scream & Yell: entre os programas que entram na grade da Oi FM Web a partir de 11/12 está a “Confraria Scream & Yell”, que sou eu acompanhado dos amigos Tiago Agostini, Tiago Trigo e Marco Tomazzoni. A velha corja num descontraído papo de boteco gravado.


A Oi FM Web ainda terá China destrinchando o melhor da cena independente no “Independência”. Yugo antecipando as tendências com o “Supernova”. Renata Simões e o guia de cultura urbana “GPS”. Marcus Preto apresentando o melhor da MPB no “Com a Boca no Mundo”. Rafael Silva trazendo as últimas atualizações da tecnologia no “Plugado”. E Maurício Valladares retornando com toda a desorientação do “Ronca Ronca”. Quem também está no projeto é Rodrigo James, grande amigo do Alto Falante.

Vem coisa boa no “dial” online. Divirta-se. A gente está se divertindo.

A partir de terça, dia 11 de dezembro, no http://oifm.oi.com.br/

dezembro 7, 2012   Encha o copo

Cinco fotos: Oscar Niemeyer

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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Catedral Metropolitana de Brasília

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Edíficio Niemeyer, Belo Horizonte

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Casa de Baile, Belo Horizonte

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Edíficio Copan, São Paulo

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Museu de Arte Contemporânea, Niterói

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

Leia também:
– Oscar Niemeyer, 100 anos, por Marcelo Costa (aqui)
– Tops dos 14 dias em Minas Gerais, por Marcelo Costa (aqui)

dezembro 6, 2012   Encha o copo

É o fim da indústria fonográfica? Não

Leia também:
– A Nova Idade Média, por Marcelo Costa (aqui)

dezembro 3, 2012   Encha o copo

Duas cervejas chilenas: Szot e Quimera

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A Szot é uma das mais cultuadas micro cervejarias chilenas. Não é à toa. Do rótulo personal ao modo peculiar em que produz suas cervejas, há muito que admirar a Szot. No site oficial, um texto provoca: “Todas as cervejarias chilenas usam o mesmo malte e compram o lúpulo do mesmo fornecedor. Por que as cervejas são diferentes?”, questiona. “A panela”, responde. No caso da Szot, todas as cervejas da casa são refermentadas na garrafa usando o método champenoise, o que lhe confere um aroma cítrico e uma personalidade fortíssima. Uma aula para todos os micro cervejeiros que fazem cervejas iguais ao do colonialismo Ambev/Inbev.

A Szot Amber Ale, de diabinho fashion no rótulo, remete diretamente ás cervejas belgas refermentadas na garrafa. O aroma cítrico, predominando abacaxi e lima. Já no paladar, este cítrico (intenso tendendo ao azedo) mais o amargo (com boa participação do lúpulo Cascade) e o alcoólico (apenas 5,8% de graduação) causam um estranhamento inicial que provocam o bebedor. Bastante complexa em um conjunto de 90% de malte pilsen e 10% de malte caramelo. Pode assustar aqueles acostumados com as cervejas de balcão tradicionais, mas ela acalma – principalmente se acompanhada de carnes, salame ou embutidos. Bela experiência.

Já a Szot Rubia al Vapor leva o experimento a outros níveis, sendo inspirada no estilo Steam, da Califórnia, em que a cerveja é feita em uma temperatura mais alta do que o padrão de uma lager, mas menos do que uma ale. Novamente, a fórmula aposta em 90% de malte pilsen e 10% de caramelo com o conjunto sendo fechado pelo lúpulo Northern. No copo, o conteúdo turvo valoriza a acidez, que no aroma se transforma em cítrico, e no paladar remete e queijo roquefort. É uma cerveja ao mesmo tempo arisca e leve (assim como a Amber Ale da casa), que provoca o paladar enquanto refresca. Boa presença de lúpulo em um belíssimo conjunto.

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A Casa Cervecera Quinta Normal é tão nova que ainda existem poucas informações acessíveis sobre ela. Sabe-se que a pequena fábrica nasceu em Santiago, provavelmente em 2010, e que apenas alguns bares especializados da cidade trazem em sua carta os quatro rótulos da Quimera, primeiro lançamento artesanal da casa (nas versões Amber Ale, Pale Ale, Stout e Imperial Stout). Por alguma razão feliz e interessante, dois rótulos da Quimera estão (estavam) disponíveis em uma das lojas do aeroporto de Santiago (já dentro da área de embarque). Anote: sua volta pode ser ainda melhor.

A ótima Quimera Pale Ale traz o mesmo rótulo azul da Quimera Sparkling Ale (fica a dúvida se o nome foi mudado), e nenhum deles entrega o líquido quase IPA (que também traz alguns traços de bitter ale) de dentro da garrafa. O aroma valoriza categoricamente os três lúpulos usados pela casa (Magnum, Cascade e Perle), que pulam a frente do malte de caramelo sem deixar notas deste último. O paladar é riquíssimo. A força dos lúpulos em contraste com o melaço se divide em algo de cítrico, avelã, madeira, charuto e, por fim, caramelo. O final, terroso, deixa um rastro de lúpulo pelo caminho. Excelente. E são só 5% de álcool!

Por sua vez, a Quimera Amber Ale (o rótulo verde da casa) remete bastante às Pale Ale tradicionais. Os dois maltes escolhidos pelos chilenos (Cristal e Caramelo) dão um tom frutado ao aroma enquanto o único lúpulo do conjunto (o imponente Cascade) perfuma o conjunto de forma intensa. No paladar (menos brilhante que a versão Pale Ale), o frutado volta a se destacar embora o lúpulo marque presença, o que resulta em um começo adocicado e num final amargo e aromático. É um conjunto bastante suave, bem mais simples e menos vistoso que a versão Pale Ale, mas ainda assim interessante.

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Só encontrei a Quimera no aeroporto de Santiago (por cerca de 2 mil pesos chilenos – cerca de R$ 9), já a Szot (que ganhou várias medalhas mundo afora) pode ser encontrada pelo mesmo preço (as duas em garrafas de 330 ml) na tradicional rede de supermercados chilena Líder (ao menos tem várias lojas em Santiago). Porém, nem todas as Szot. São oito rótulos e, pra variar (além da tradicional – e obrigatória – a visita a Concha Y Toro), talvez seja uma boa oportunidade para se conhecer a fábrica da Szot, que fica a 30 quilômetros do centro de Santiago, e recebe visitantes para tours quase todos os sábados (eles pedem para acompanha-los no Facebook ou avisar por telefone – número aqui).

Szot Amber Ale
– Produto: American Amber Ale
– Nacionalidade: Chile
– Graduação alcoólica: 5,8%
– Nota: 3,81/5

Szot Rubia al Vapor
– Produto: Amber Lager
– Nacionalidade: Chile
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 3,86/5

Quimera Pale Ale
– Produto: Pale Ale
– Nacionalidade: Chile
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 3,86/5

Quimera Amber Ale
– Produto: Amber Ale
– Nacionalidade: Chile
– Graduação alcoólica: 5,7%
– Nota: 3,03/5

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Leia também:
– Ranking Pessoal -> Top 200 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)

dezembro 2, 2012   Encha o copo