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Boyhood no Jornal Opção, de Goiânia

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dezembro 6, 2014   Encha o copo

Prata da Casa #25: Camila Garófalo

Encerrando o novembro feminino na programação do Prata da Casa, do Sesc Pompeia, a paulista Camila Garófalo (escudada por uma ótima banda: Rafael Castro na guitarra, Fabiano Boldo no baixo, Filipe Franco no teclado e Juliano Costa na bateria) fez uma apresentação intensa, marcada por sua voz, forte, por sua postura inquieta no palco e pelas belas participações de Verônica Ferriani (que apresentou sua “Boca de Ouro”) e Tatá Aeroplano (com quem Camila dividiu uma grande versão de “Na Loucura”, do disco solo de Tatá).

Apresentando as canções de seu álbum de estreia, “Sombras e Sobras” (download gratuito aqui), Camila Garófalo parecia tomada pela energia do palco da choperia do Sesc Pompeia. O ótimo público, reconhecendo e valorizando a atuação da cantora, aplaudiu muito números como a excelente “Sobras”, primeiro single e clipe do disco, “O Velho” e a psicodélica “Mato e Morro”. Camila ainda apresentou músicas inéditas, como a balada rock and roll “Solidão”, que a emocionou durante a apresentação. Um show vigoroso numa noite intensa de rock and roll gritado do fundo do âmago. As fotos são de Liliane Callegari. Abaixo, dois vídeos.

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dezembro 3, 2014   Encha o copo

No som: Raridades do Linda Martini

O Linda Martini é uma boa banda de Lisboa com mais de 10 anos de estrada. Como definiu certa vez a baixista Cláudia Guerreiro em entrevista ao Scream & Yell, eles fazem “rock com muito noise, às vezes pesado, às vezes calmo, cantado em português, mas pouco”. Esta delicada coletânea “Baú” (2014) surgiu encartada na edição de junho da boa revista de música portuguesa Blitz, que pode ser encontrada ao preço de R$ 15 em várias bancas de São Paulo. São apenas 34 minutos em sete faixas resgatadas de dois programas de rádio (“3 Pistas” , de 2006; e “Concerto de Bolso” , de 2010, os dois programas da rádio tuga Antena 3), mais uma parceria com o Filho da Mãe e uma demo do disco mais recente do quarteto, “Turbo Lento” (2014), e o despojamento da seleção valoriza um grupo conciso de canções, que destaca “Quarto 210”, com vocal do benguelense Kalaf Angelo, frase dolorida na escaleta e menos peso do que na versão original presente no álbum “Olhos De Mongol” (2006); a sonicyouthiana “Malha Coração” (favorita de muitos fãs), que permanecia inédita até hoje; a declaração de amor “Juventude Sônica”, mais suave (e, de certa forma, mais charmosa) do que na poderosa versão registrada no álbum “Casa Ocupada”, de 2010 (o mesmo pode ser dito de “Amigos Mortais”); e a encantadora versão de “Sempre Que O Amor Me Quiser”, de Luís Pedro Fonseca ( grande sucesso na voz de Lena d’Água), neste álbum que soa como se fosse o “Hatful of Hollow” dos lisboetas. Ouça na integra abaixo.

dezembro 1, 2014   Encha o copo

Onde a boa música sobrevive em SP

Hoje no Guia da Folha, um especial muito bacana assinado pela Natália Albertoni sobre espaços culturais em São Paulo. No total, a reportagem lista 17 lugares da cidade. Dou meus pitacos indicando alguns endereços. Leia online.

novembro 28, 2014   Encha o copo

No som, Bass Culture Bahia Vol. 6

O Bahia Music Export é um projeto que integra o Programa de Mobilidade Artística e Cultural promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e busca dar visibilidade à música contemporânea feita no estado para públicos e mercados de todas as partes do planeta. Já está no sétimo volume, e comecei a receber o material da Secretaria de Cultura a partir do volume 4 da “Bass Culture Bahia”, que tem muita coisa boa (três preferidas: “Sobre Tudo O Que Diz Adeus”, da Maglore, “Colombo”, do Cascadura, e “O Mais Clichê”, do Vivendo do Ócio). No volume 5, destaque para um remix dub de “Lycra-Limão”, de Lucas Santtana, mais “É Só Jogar”, com Os Nelsons (que convocaram Luiz Caldas para participar) e “Sambathon de Roda”, de Mauro TeleFunkSoul. Porém, o que me pegou de jeito foi o volume 6 (não consegui deixar de ouvi-lo para começar o volume 7): da ótima abertura com “Xingling”, do Barrunfo do Samba, passando pelo excelente rap “Invasão”, da Rapaziada da Baixa Fria (que abre com a frase: “Vários botecos abertos / várias escolas vazias”) até uma das minhas preferidas, “Desliga a Rede”, do Poeta de Aço (“Saia do Feice, menina, saia do Feice”), com ecos de Mundo Livre S/A, este volume 6 me cativou. Outros bons momentos: “Não Precisa”, de Luciano Salvador Bahia; “Brezhnev”, dos antológicos Retrofoguetes; “Fulorá”, de Jurema; a mutantiana “Riso”, de Nalini; e a empolgante “Sinfonia Número 7 do Pagode”, do Sanbone Pagode Orchestra. Todos os sete volumes da série “Bass Culture Bahia” podem ser ouvidos online no site do projeto: http://www.cultura.ba.gov.br/bahiaexport/. Vale a pena!

novembro 27, 2014   Encha o copo

Prata da Casa #24: Natália Matos

A terceira noite do mês feminino do Prata da Casa 2014 trouxe do Pará a pequenina e charmosa Natália Matos, que faz por merecer o uso do clichê “se agiganta em cena”. Mais do que isso: Natália literalmente desfilou pelo palco do Sesc Pompeia como se estivesse toda a vida se apresentando neste local – e era nada menos do que a sua primeira vez “neste palco que já vi tantos grandes shows”, relembrou em certo momento. Sob o comando certeiro de Guilherme Kastrup, impecável na bateria, a banda fez a cama perfeita para que Natália se sentisse em casa, e deslumbrasse.

O show trouxe o repertório do disco que Natália Matos lançou em 2014, com apoio da Natura Musical (aqui faixa a faixa), e que junta seus anos vividos em São Paulo (foram oito no total) com a sonoridade paraense que corre desde cedo em suas veias. As duas primeiras faixas do disco, as ótimas “Cio” e “Beber Você”, também abriram o show, que ainda destacou a bela “Coração Sangrando” (de Dona Onete) e, emendadas uma na outra, “Um Amor de Morrer”, parceria de Romulo Fróes e Clima, e “Linda Flor”, do repertório de Dalva de Oliveira. Mais uma grande noite na choperia do Sesc Pompeia.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

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novembro 26, 2014   Encha o copo

Prata da Casa #23: Gisele De Santi

A segunda data do mês feminino da programação 2014 do Prata da Casa foi ocupada com delicadeza pela gaúcha Gisele De Santi, que trouxe para o palco da choperia do Sesc Pompeia um excelente quarteto de jazz (Alexandre Viana no piano, Luque Barros no baixo, Rodrigo Panassolo na guitarra e Kabé Pinheiro na bateria) que só fez valorizar a voz absolutamente encantadora e afinada da compositora, que ainda convidou a amiga Verônica Ferriani para participar da noite, em um dos grandes momentos do show.

No repertório, Gisele pinçou canções de seus dois álbuns solo (baixe aqui) e surpreendeu o público com uma bela versão de “Someone to Watch Over Me”, de George Gershwin (com letra de Ira Gershwin), já gravada por Judy Garland, Frank Sinatra e Amy Winehouse (entre muitos). O público, se sentindo na sala da casa da cantora, sentou-se no chão da choperia para assistir a uma das apresentações mais intimistas e delicadas desta temporada do Prata da Casa numa noite de música emocional. Lindo.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

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novembro 17, 2014   Encha o copo

Prata da Casa #22: Paula Tesser

Abrindo o mês feminino do Prata da Casa 2014, com uma programação focada em quatro cantoras que respeito muito, Paula Tesser trouxe um quarteto de cordas para o palco da choperia do Sesc Pompeia, além de Dustan Gallas (produtor de “Valha”, o belo disco de Paula) se alternando entre guitarra e teclado, e Rafael Castro na guitarra. Com base no repertório de “Valha”, Paula Tesser fez um show elegante, caprichado e repleto de vários momentos bonitos.

O bom público que marcou presença na choperia aprovou a faixa que abre o disco, “Cobra”, que voltou no bis, e também “Luz Interior”, que recebeu apoio vocal da cantora e produtora Soledad, e ganhou coro da audiência. Outra que funcionou muito bem na noite foi “Pode Me Torturar”, com bela interpretação de Paula. Canções como “Monamu” e “Você Tem Medo de Gostar de Mim” aproximaram os casais com sua mistura de Jovem Guarda e chameguinho nordestino. Uma delícia.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

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novembro 12, 2014   Encha o copo

Tributo aos Engenheiros no Zero Hora

Clique na imagem para ler a reportagem

Download: “Espelho Retrovisor” -> Aqui

novembro 11, 2014   Encha o copo

Humberto Gessinger fala sobre o tributo aos Engenheiros do Hawaii

Bah: amanhã, 11h11min, através do site www.screamyell.com.br/site vai ao ar o ESPELHO RETROVISOR, um tributo trilegal aos EngHaw capitaneado pelo Anderson Fonseca e com esta galera bacana:

Por enquanto, fica um emocionado agradecimento a todos que participaram. Em breve falo mais a respeito. Mais detalhes, amanhã no jornal Zero Hora, com quem bati o seguinte papo:

Você teve algum tipo de participação no disco, tipo opinando sobre os arranjos ou a escolha das música?
Não. Fiz questão de não me meter. Este tipo de projeto é mais legal quanto menos reverente for. Aqueles discos de dueto, clássicos da indústria fonogáfica… melhor deixar para um futuro longínquo, né? Quero mais é que minhas músicas se defendam sozinhas do que vier pela frente. Pouca coisa me deixa mais feliz do que andar por alguma cidade do nordeste e ouvir aleatoriamente uma música minha transformada em forró, em algum bar ou na beira da praia. Samba também é legal. Mas forró me deixa particularmente emocionado. Ou ouvir um mineiro enchendo de sutilezas a harmonia do violão para uma música que escrevi só com um baixo no colo e uma ideia na cabeça.

Você chegou a ouvir as músicas do tributo? Algum arranjo que gostaria de destacar?
Sim, me emocionei muito! Mais do que algum arranjo especial, meu destaque vai para a diversidade geográfica e estilística das releituras. E para o fato de serem todos artistas que certamente terão uma longa estrada pela frente. Também achei legal a escolha livre dos caras abranger as 3 décadas de carreira.

O que achou do tributo? É algo que você esperava? De repente dá para esperar uma espécie de redescoberta dos Engenheiros nessa data redonda de 30 anos e tal?
Não esperava. Acho que meu trabalho nunca foi daqueles que emprestam prestígio automático a quem se aproxima dele, tipo a meia dúzia de compositores insensados que abrem portas para quem os regrava. Talvez por ser muito pessoal, não muito fácil de enquadrar. Quando a onda era rock, me achavam muito MPB. Quando a onda virou POP eletrônico, passaram a me achar muito rock. Quando era pra ser nacional, eu era muito gaúcho e quando inventaram o rótulo rock gaúcho, eu não tava mais aqui. Agora, que a onda é revival, dei um tempo na grife e sai solo. Não tô me vangloriando nem me queixando disso, mas é um fato. Por isso me surpreendeu o tributo. Quanto a redescobrimento, é uma noção que já não faz mais sentido. Cada ouvinte/artista tá fazendo sua própria agenda. Tudo esta vivo, suspenso… no éter online.

novembro 11, 2014   Encha o copo