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Melhores do Ano da Superinteressante

O excelente especial de Melhores do Ano da Superinteressante está no ar e pelo quarto ano consecutivo participo da votação. Em 2011 escrevi sobre as minhas expectativas para Música para 2012 (aqui). Em 2012 escrevi (aqui) sobre as 10 músicas (11 na verdade) do ano e repeti a categoria em 2013 (aqui). Para 2014 foi me pedido novamente para assinar um texto sobre os grandes hits de 2013, e listei 11 canções (aqui), mas sugeri também um texto sobre 11 músicas brasileiras e independentes que foram pouco ouvidas (de discos para download gratuito), e eles publicaram aqui. Demais!

Confira o especial: http://super.abril.com.br/melhores-2014/

Leia também:
– Os Melhores de 2013 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2012 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2011 da Superinteressante (aqui)

dezembro 20, 2014   Encha o copo

11 músicas de 11 discos para download

Especial que escrevi para a Superinteressante. Leia aqui

dezembro 15, 2014   Encha o copo

Prata da Casa #26: Peri Pane

Reta final da minha participação como curador do projeto Prata da Casa, do Sesc Pompeia, a penúltima atração de 2014 fez um belo show numa choperia remodelada, com as mesas frente ao palco, para permitir que o público assistisse ao concerto atenciosamente. Peri Pane mostrou o delicado show “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, que contou com a participação do poeta ArrudA declamando seus poemas, Marcelo Dworecki se alternando entre o violão, o cavaquinho e as histórias, Otávio Ortega no piano e acordeon, e Barbara Eugenia cantando três números.

Com flores na mão, ArrudA enfeitou Peri com flores e declamou “Tomara”, belo poema gravado por Gustavo Galo no álbum “Asa”. “Note” surgiu primeiro numa versão com a banda, e depois, já no final da noite, no clipe oficial, lançado no Sesc Pompeia. Peri Pane contou histórias sobre vendedores que embrulhavam peixes em partituras de Bach, cães na chuva em São Paulo e a morte dos ácaros. Chamou Bárbara para cantar a bela “Sambinha” e ainda abriu espaço para canções novas, que vão integrar “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes 2” numa bela noite de música e poesia.

As fotos são de Liliane Callegari (mais aqui). Abaixo, dois vídeos.

Mais sobre o Prata da Casa

dezembro 12, 2014   Encha o copo

Dez fotos: Argentina 2014

Bodega Humberto Canale


Bodega Bressia


Churrasco


Carroça


Tierra Malbec


A Cordilheira


Bodega DiamAndes


Colheita


Cabernet Franc


1913

Turismo: Na rota das vinícolas argentinas (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

dezembro 10, 2014   Encha o copo

Prata da Casa: Dezembro de 2014

Apenas duas terças-feiras abrigam o último mês do Prata da Casa 2014, encerrando a minha curadoria do projeto com 27 shows. Teremos mostra com os 10 melhores shows em fevereiro, mas isso a gente conversa lá em 2015, por os dois últimos shows do Prata da Casa 2014 são bastante especiais: Peri Pane e Tagore. Não perca!

PERI PANE (SP) – 09/12/2014
O compositor Peri Pane, codinome de Marcos Dávila, é um artesão musical que, na busca por referencias, foge do óbvio de maneira inteligente. Cada exemplar de seu primeiro disco, o emblemático “Canções Velhas Para Embrulhar Peixes”, de 2012, foi inspirado no coletivo Dulcinéia Catadora, que faz livros com capas de papelão, e, por isso, é feito a mão e numerado (o artista plástico Rafael Gentile assina o belo trabalho gráfico). O repertório traz, além de canções próprias, parcerias inspiradas com o poeta arrudA, aconchegadas numa sonoridade esparsa, cuja base é o violão – acompanhado de violoncelo, acordeom e piano – exibindo uma delicadeza comovente.

TAGORE (PE) – 16/12/2014
Do encontro do compositor Tagore Suassuna com o multi-instrumentista João Cavalcanti surgiu, em 2010, o EP “Aldeia”, primeiro registro da dupla, que saiu atrás de amigos para formar a Tagore, quinteto que lançou seu primeiro disco, “Movido a Vapor”, em 2014, e soa como um empolgante fruto do cenário roqueiro brasileiro setentista embalado em rocks rurais, baião e folk. No oceano de referencias saltam nomes como Raul Seixas, Beatles e Gil além de Tom Zé e Alceu Valença (os dois últimos presentes no disco através de regravações de “Todos os Olhos” e “Morena Tropicana”) e heróis locais como Ave Sangria e Lula Côrtes. Um som para não deixar ninguém parado!

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dezembro 9, 2014   Encha o copo

Boyhood no Jornal Opção, de Goiânia

Leia esse texto aqui

dezembro 6, 2014   Encha o copo

Prata da Casa #25: Camila Garófalo

Encerrando o novembro feminino na programação do Prata da Casa, do Sesc Pompeia, a paulista Camila Garófalo (escudada por uma ótima banda: Rafael Castro na guitarra, Fabiano Boldo no baixo, Filipe Franco no teclado e Juliano Costa na bateria) fez uma apresentação intensa, marcada por sua voz, forte, por sua postura inquieta no palco e pelas belas participações de Verônica Ferriani (que apresentou sua “Boca de Ouro”) e Tatá Aeroplano (com quem Camila dividiu uma grande versão de “Na Loucura”, do disco solo de Tatá).

Apresentando as canções de seu álbum de estreia, “Sombras e Sobras” (download gratuito aqui), Camila Garófalo parecia tomada pela energia do palco da choperia do Sesc Pompeia. O ótimo público, reconhecendo e valorizando a atuação da cantora, aplaudiu muito números como a excelente “Sobras”, primeiro single e clipe do disco, “O Velho” e a psicodélica “Mato e Morro”. Camila ainda apresentou músicas inéditas, como a balada rock and roll “Solidão”, que a emocionou durante a apresentação. Um show vigoroso numa noite intensa de rock and roll gritado do fundo do âmago. As fotos são de Liliane Callegari. Abaixo, dois vídeos.

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dezembro 3, 2014   Encha o copo

No som: Raridades do Linda Martini

O Linda Martini é uma boa banda de Lisboa com mais de 10 anos de estrada. Como definiu certa vez a baixista Cláudia Guerreiro em entrevista ao Scream & Yell, eles fazem “rock com muito noise, às vezes pesado, às vezes calmo, cantado em português, mas pouco”. Esta delicada coletânea “Baú” (2014) surgiu encartada na edição de junho da boa revista de música portuguesa Blitz, que pode ser encontrada ao preço de R$ 15 em várias bancas de São Paulo. São apenas 34 minutos em sete faixas resgatadas de dois programas de rádio (“3 Pistas” , de 2006; e “Concerto de Bolso” , de 2010, os dois programas da rádio tuga Antena 3), mais uma parceria com o Filho da Mãe e uma demo do disco mais recente do quarteto, “Turbo Lento” (2014), e o despojamento da seleção valoriza um grupo conciso de canções, que destaca “Quarto 210”, com vocal do benguelense Kalaf Angelo, frase dolorida na escaleta e menos peso do que na versão original presente no álbum “Olhos De Mongol” (2006); a sonicyouthiana “Malha Coração” (favorita de muitos fãs), que permanecia inédita até hoje; a declaração de amor “Juventude Sônica”, mais suave (e, de certa forma, mais charmosa) do que na poderosa versão registrada no álbum “Casa Ocupada”, de 2010 (o mesmo pode ser dito de “Amigos Mortais”); e a encantadora versão de “Sempre Que O Amor Me Quiser”, de Luís Pedro Fonseca ( grande sucesso na voz de Lena d’Água), neste álbum que soa como se fosse o “Hatful of Hollow” dos lisboetas. Ouça na integra abaixo.

dezembro 1, 2014   Encha o copo

Onde a boa música sobrevive em SP

Hoje no Guia da Folha, um especial muito bacana assinado pela Natália Albertoni sobre espaços culturais em São Paulo. No total, a reportagem lista 17 lugares da cidade. Dou meus pitacos indicando alguns endereços. Leia online.

novembro 28, 2014   Encha o copo

No som, Bass Culture Bahia Vol. 6

O Bahia Music Export é um projeto que integra o Programa de Mobilidade Artística e Cultural promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e busca dar visibilidade à música contemporânea feita no estado para públicos e mercados de todas as partes do planeta. Já está no sétimo volume, e comecei a receber o material da Secretaria de Cultura a partir do volume 4 da “Bass Culture Bahia”, que tem muita coisa boa (três preferidas: “Sobre Tudo O Que Diz Adeus”, da Maglore, “Colombo”, do Cascadura, e “O Mais Clichê”, do Vivendo do Ócio). No volume 5, destaque para um remix dub de “Lycra-Limão”, de Lucas Santtana, mais “É Só Jogar”, com Os Nelsons (que convocaram Luiz Caldas para participar) e “Sambathon de Roda”, de Mauro TeleFunkSoul. Porém, o que me pegou de jeito foi o volume 6 (não consegui deixar de ouvi-lo para começar o volume 7): da ótima abertura com “Xingling”, do Barrunfo do Samba, passando pelo excelente rap “Invasão”, da Rapaziada da Baixa Fria (que abre com a frase: “Vários botecos abertos / várias escolas vazias”) até uma das minhas preferidas, “Desliga a Rede”, do Poeta de Aço (“Saia do Feice, menina, saia do Feice”), com ecos de Mundo Livre S/A, este volume 6 me cativou. Outros bons momentos: “Não Precisa”, de Luciano Salvador Bahia; “Brezhnev”, dos antológicos Retrofoguetes; “Fulorá”, de Jurema; a mutantiana “Riso”, de Nalini; e a empolgante “Sinfonia Número 7 do Pagode”, do Sanbone Pagode Orchestra. Todos os sete volumes da série “Bass Culture Bahia” podem ser ouvidos online no site do projeto: http://www.cultura.ba.gov.br/bahiaexport/. Vale a pena!

novembro 27, 2014   Encha o copo