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Girl Groups: The Story of a Sound
Documentário de 1983, de Steve Alpert
dezembro 10, 2011 No Comments
Três vídeos: Wado e Marcelo Camelo
Com a Ponta dos Dedos
Copacabana
Pavão Macaco
Havia Ringo Starr no Credicard Hall, Eddie lançando disco novo no Sesc Pompéia e Nevilton no Sesc Ipiranga. Além, havia a primeira noite do SWU Music and Arts em Paulínia, e ainda assim um bom público compareceu ao segundo show de Wado lançando “Samba 808” em São Paulo. Na noite anterior, uma sexta-feira quente, o público esgotou os ingressos da apresentação que contou com a presença de Zeca Baleiro e Marcelo Camelo.
“Samba 808”, sexto disco do compositor, conta com a presença não só de Marcelo Camelo e Zeca Baleiro, mas também de Curumin, Fábio Goes, Chico César, Mallu Magalhães e André Abujamra, entre outros (tem resenha minha na nova Rolling Stone, com Jô Soares na capa, mas você também pode ler aqui) e, assim como os álbuns anteriores, foi disponibilizado para download gratuito na internet: www.wado.com.br.
No palco, o quinteto instrumental comandado por Wado (levemente alterado) ainda parece inseguro, principalmente com as canções novas, o que de forma alguma atrapalha o andamento de números como “Surdos de Escolas de Samba”, “Esqueleto” e a belíssima “Recompensa”, mas elas (e outras como “Si Próprio” e “Portas São Para Conter Ou Deixar Passar” além da velha e ótima canção nova “Não Para”) ainda podem (e devem) crescer muito ao vivo.
O show é dividido em pequenos sets que conquistam a plateia. Primeiro de sambas (“Alguma Coisa Mais Pra Frente”, “Se Vacilar o Jacaré Abraça”, “Uma Raiz, Uma Flor”), depois um festejado set de afoxés (“Estrada”, “Cavaleiro de Aruanda”, “Martelo de Ogum”) e, pra fechar, influências rap e reggaeton (“Rap da Guerra do Iraque”, “Teta”, “Reforma Agraria do Ar”). Entre elas, pérolas como “Tarja Preta”, “Melhor”, “Vai Querer?” e “Tormenta” (em grande versão).
Marcelo Camelo foi chamado para um set que começou com “Na Ponta dos Dedos”, um dos carros chefes do disco novo, seguiu com “Copacabana” (que Wado já cantava no Bloco dos Bairros Distantes, grupo carnavalesco de Maceió) e a linda “Pavão Macaco” fechando com “Ôô”, do segundo disco solo de Camelo. Não parou por ai. O ex-Los Hermanos voltou ao palco para cantar e tocar “Fortalece Ai” e “Estrada”.
“Ontem eu aumentei o som da minha guitarra e atrapalhei um pouco o show”, brincou Camelo assim que pisou no palco. “Hoje eu até tinha abaixado, mas aumentei de novo”, comentou se desculpando (e a guitarra estava mesmo mais alta). Wado, por sua vez, não economizou nos elogios ao parceiro: “Marcelo é o maior nome da minha geração… e olha que ele ainda é mais novo do que eu”. O clima no palco era de devoção mútua.
A noite agradável poderia, fácil, continuar por mais uma hora e tanto com Wado e Marcelo Camelo alternando canções, sambas e baladas (faltaram, por exemplo, “Ontem Eu Sambei”, “Sotaque”, “Carteiro de Favela”, “Fita Bruta”, “Cordão de Isolamento” e “Frágil” – sem contar as raras “Amor e Restos Humanos” e “Deserto de Sal”, que não entram no set list há um bom tempo), que o público que bateu ponto (e cantou várias canções, mesmo as novas) no Sesc Belenzinho não iria reclamar.

Foto: Marcelo Costa
novembro 13, 2011 No Comments
Especial sobre o rock gaúcho, 1986
Dica do @alpn00
setembro 27, 2011 No Comments
O show do R.E.M. no Rock in Rio 2001
Hoje, 21 de setembro de 2011, o R.E.M. anunciou, via site oficial, que estava encerrando as atividades. Uma das cinco grandes bandas dos últimos 30 anos (sinta-se a vontade para eleger as outras quatro), o R.E.M. conseguiu em um carreira extensa manter-se honesto ao propósito inicial: fazer grandes canções. O único tropeço, assumido pela própria banda, foi o disco “Around The Sun”, de 2004, mas eles recuperaram a fé do público com dois grandes discos: “Accelerate” (2009) e “Collapse Into Now” (2011).
Tive o prazer de ver o R.E.M. cinco vezes ao vivo em minha vida. A primeira, cuja sequência de vídeos abaixo registra, foi no Rock in Rio 3, em 2001, um show espetacular, uma comunhão perfeita entre público e banda. Depois cruzei a banda na turnê “Accelerate” em Leuven, na Bélgica (atendi o pedido de Michael Stipe e levantei meu celular para o alto emulando as luzes de Hollywood Hills em “Electrolite” – assista aqui) e suportei um show inteiro do Kings of Leon na Escócia para poder ficar no gargarejo (e valeu a pena).
Por fim, eles tocaram duas noites seguidas no Via Funchal, em 2008, para uma plateia de amigos que dançavam, cantavam e pulavam aquelas canções cravadas na alma enquanto Michael Stipe festajava sua Itapava. Foram 30 anos intensos e, parafraseando a amiga Pamela Leme, só nos resta agradecer ao R.E.M. pelos shows e, principalmente, por nos fazer suportar a vida. Poucas bandas hoje em dia conseguem arrancar lágrimas sinceras da gente e, bem, eu chorei enquanto escrevia isso. Talvez não aconteça nunca mais. Talvez.
“Não basta admirar um artista para que ele seja responsável pelo melhor show que você viu na vida. É uma pequena conjunção de fatores que torna um show algo especial. Particularmente, admiro (muito) e já vi ao vivo gente como Brian Wilson, Patti Smith, Neil Young e Echo & The Bunnymen, e apesar deles terem feito grandes shows, nenhum deles está neste Top Ten pessoal. É um preâmbulo necessário para evitar comentários óbvios tipo “esse é o seu show preferido porque você é fã da banda”. Nem sempre as bandas que mais admiramos são aquelas que fazem os melhores shows de nossas vidas. Às vezes são os piores…
Não é o caso do R.E.M. no Rock In Rio 3. O show aconteceu no segundo dia do festival, num sábado, e estava cercado de expectativas. Quando recebi no meio da tarde o set list que a banda iria apresentar mais à noite, fiquei impressionado: era impossível que eles fizessem um show ruim com aquele repertório. O trio havia selecionado um repertório best of para seu show no Brasil, que viria a se tornar o maior público para o qual a banda já tinha se apresentado. Assim que o Foo Fighters encerrou sua apresentação, tratei de arrumar um lugar na “fila do gargarejo” para presenciar o show. E foi… inesquecível.
Michael Stipe estava visivelmente emocionado. O som – que havia derrubado Beck e Foo Fighters – começou ruim, com o baixo à frente dos outros instrumentos, mas em três músicas já estava tudo ok. Daí vieram clássico atrás de clássico: “Fall On Me”, “Stand”, “So Central Rain”, “Daysleeper”, “At My Most Beautiful”, “The One I Love”, “Man on The Moon”, “Everbody Hurts”… Até hoje em dia, quando ouço o CD com o áudio do show, me arrepio quando Peter Buck dispara no bandolim o riff inconfundível de “Losing My Religion”, e ouve-se a massa vibrando (imagine 150 mil pessoas atrás de você gritando insanamente quando ouvem uma das músicas mais lindas já escritas na música pop). No final, “It’s The End” embebida em microfonia e Michael Stipe repetindo “and i fell fine” sem querer sair do palco. Antológico, clássico e inesquecível”. Um dos shows especiais da minha vida (mais aqui)
setembro 21, 2011 1 Comment
Três vídeos: Nina Becker ao vivo em SP
Diante de um bom público numa quarta-feira paulista, Nina Becker subiu ao palco do Studio SP toda charmosa de vestido vermelho e acompanhada de uma excelente banda (Bartolo e Gabriel Bubú nas guitarras, Thomas Harres na bateria e Eduardo Manso no baixo) para apresentar o videoclipe minimalista de “Toc Toc” (assista aqui) e mostrar canções de seus dois álbuns, “Azul” e “Vermelho”, além de algumas boas surpresas.
Da dobradinha de discos surgiram – em versões encorpadas – “De Um Amor Em Paz”, “Madrugada Branca”, “Toc Toc”, “Lá e Cá”, “Tropical Poliéster” e “Flor Vermelha” (entre outras). No quesito surpresas, “Supermercado de Amor” (com Nina descendo na pista para dançar) arrancou sorrisos da plateia enquanto o dueto com Barbara Eugenia (as duas cantando “L’amour em Prive”, de Serge Gainsbourg) fez muita gente suspirar.
Nina aproveitou o bom clima para mostrar uma parceria nova com Marcelo Callado, a ótima “Marco Zero” e cantar sua já tradicional versão de “Estrada do Sol”, que ficou fora dos discos, mas permanece no show. Outra versão reverente marcou presença: “Luz Negra”, de Nelson Cavaquinho, dedicada ao parceiro Romulo Fróes, que voltou a ser citado na canção de encerramento, “Noblesse”, parceria novíssima da dupla.

Foto de Liliane Callegari. Veja mais fotos do show aqui
setembro 8, 2011 No Comments
Sessões no heliporto da Folha de S. Paulo
Romulo: assista a “Para Quem Me Quer Assim” e “Boneco de Piche”
Tulipa Ruiz: assista também a “Da Menina” e “Brocal Dourado”
Vanguart: assista também a “Das Lágrimas” e “Semáforo“
setembro 5, 2011 No Comments
Mini documentário sobre Walter Franco
agosto 31, 2011 No Comments
2ª temporada do Compacto Petrobras
Hoje vou ao Rio para conhecer as novidades e começar a participar do ano 2 do projeto cultural mais bacana de 2011: o Compacto Petrobras. Muita coisa legal virá pela frente com a chancela do projeto, que neste ano contará com a participação do público na escolha dos artistas que estarão nos encontros. As apresentações se estenderão além dos estúdios indo também para importantes eventos da cena nacional.
A segunda temporada do Compacto Petrobras estreia na sexta-feira (26) durante o festival Back2Black, que acontece até o dia 28 na Estação Leopoldina, no Rio de Janeiro. Durante o evento serão feitas gravações ao vivo no Palco Compacto Petrobras, que promoverá encontros de novos nomes da música brasileira, entre eles, Nicolas Krassik, Cordestinos, Qinho, Domenico e BNegão.
Os melhores momentos serão disponibilizados no site:
http://www.blogspetrobras.com.br/compacto/
No ano passado, o Compacto Petrobras realizou 13 interessantíssimos encontros musicais que renderam um material de altíssima qualidade em vídeo e MP3 (a grande maioria das canções tocadas nos encontros estão disponíveis para download no site do projeto). Abaixo, alguns dos meus momentos favoritos. Visite, assista e baixe as músicas. Vale a pena.
Siba e Catatau interpretam “Deus é Uma Viagem”
Karina Buhr e Teresa Cristina cantam “Plástico Bolha”
Érika Machado canta “Simplicidade” com o Pato Fu
Superguidis e Frank Jorge tocam “Não Fosse o Bom Humor”
Do Amor e Pinduca tocam “Isso é Carimbó”
agosto 25, 2011 No Comments
Três vídeos: o rock nacional perdido na noite
Legião Urbana, 1987
Ultraje a Rigor, 1987
Os Paralamas do Sucesso, 1987
Leia também:
– Clássicos do rock nacional: “Nós Vamos Invadir Sua Praia” (aqui)
agosto 18, 2011 No Comments
Três vídeos: Bonifrate ao vivo em São Paulo
Um Trem Não Se Improvisa (03/08/2011)
Vertigem de uma Festa Interestelar (03/08/2011)
A Farsa do Futuro Enquanto Agora (03/08/2011)
A noite bastante fria em São Paulo não assustou o bom público que marcou presença na festa Folk This Town, no Varal Bar (numa travessa da Teodoro Sampaio), para conferir Pedro Bonifrate (vocalista do Supercordas) lançar seu novo disco solo, “Um Futuro Inteiro”.
Em um show calmo e bonito, Bonifrate concentrou-se no repertório do disco novo (liberado para download de forma gratuita no blog do músico junto aos discos anteriores: “Os Anões Da Villa Do Magma” e “Sapos Alquímicos Na Era Espacial” ) deixando de fora canções do Supercordas (mas o papo da noite era de que o disco novo está encaminhado).
Bonifrate ainda faz dois shows em São Paulo nos próximos dias escudado pelos supercodas Filipe Giraknob e Diogo Valentino. No sábado ele se apresenta na Casa do Mancha (infos aqui) – com o próprio Mancha na bateria – e na terça-feira abre a noite no Studio SP tocando com Pélico e Garotas Suecas (infos aqui).
Download: Um Futuro Inteiro- http://bonifratemusic.wordpress.com/
agosto 4, 2011 No Comments


