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Category — Cervejas

Opinião do Consumidor: Harp

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Harp, a cerveja lager número 1 da Irlanda, começou a ser produzida em 1960, na cervejaria The Great Northern, fundada em 1896 em Dundalk, cidade que fica a duas horas de Belfast. A idéia da cervejaria era suprir a demanda de britânicos e irlandeses pela lager, que começava a ter uma grande procura no mercado. A aposta deu certo, e a Harp lidera o mercado irlandês tendo vivido sua melhor fase nos anos 80, quando ganhou cinco  medalhas de ouro consecutivas no concurso Monde Selection Beer Tasting (1986, 1987, 1988, 1989 e 1990).

Em 2008, o consórcio português Diageo (que ainda mantém no mesmo catálogo a Guiness e a Kilkenny) decidiu fechar a cervejaria de Dundalk para reformas em um projeto com duração prevista de cinco anos. Assim, a fabricação da Harp saiu da Irlanda sendo dividida entre o Canadá e a Grã-Bretanha, o que deve ter alterado o sabor (a água canadense não deve ser igual à irlandesa), mas nada que atrapalhado a história de sucesso da cerveja na Irlanda (que com certeza deve consumir a Harp britânica, e não a canadense).

A primeira coisa a se perceber na Harp é a forte presença de malte, que predomina tanto no aroma quanto no sabor. O adocicado do lúpulo pode ser percebido no começo, mas o amargor – que está ali, mas não é forte – caracteriza o final, tornando o conjunto um tanto equilibrado e delicioso. A Harp se destaca como uma cerveja leve e bem gostosa, de graduação alcoólica moderada (5%) para ser bebida sem compromisso como uma lager comum do dia a dia. Ou seja: ela não vai mudar o seu paladar cervejeiro, mas também não vai ofendê-lo. Já é um mérito.

Teste de Qualidade: Harp
– Produto: Premium Lager
– Nacionalidade: Irlanda
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 2,4/5

abril 28, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Amstel Pulse

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A cervejaria holandesa Amstel Brewery foi aberta em 1870, em Amsterdã, e leva o nome do rio que corta a cidade, cuja água era usada na refrigeração das caves para o armazenamento da cerveja. Ela divide o mercado holandês com a Heineken, que comprou a cervejaria em 1968 e fechou a fábrica original em 1982, transportando toda a fabricação de Amstel de Amsterdã para Zoeterwoude, na província de Holanda do Sul.

A Amstel Pulse tem como origem o processo de micro-filtragem e é uma aposta da cervejaria para o público das baladas – e chega ao Brasil importada pela Femsa. A tampinha, que pode ser arrancada puxando um lacre, atesta isso (dispensando o abridor). Sem contar que ela é ainda mais leve que a versão tradicional da Amstel, de um litro, menos encorpada e com teor alcoólico um pouco menor (4,7% com 5% da tradicional). Ou seja: é para beber litros (mas de premium não tem nada).

Pessoalmente fiquei um pouco decepcionado com essa versão Pulse. A Amstel original é mais saborosa, enquanto essa é mais aguada. No entanto, não se engane: as duas são as típicas cervejas refrescantes para se beber muito debaixo de um solarão de 30 e poucos graus, o que as aproximam bastante das nossas cervejas tradicionais (além do sabor, também facilmente reconhecível, tanto que a Amstel original me acompanhou debaixo do solarão de verão em Benicassim).

Nesta versão Pulse, o malte e o lúpulo têm presença tímida, o que a deixa muito suave (ainda mais do que a nossa Bohemia tradicional), sem tanto amargor. É bem provável que o brasileiro aprove essa holandesa, desde que o custo caia. Uma long neck sai por R$ 5, o que não ajuda. A Femsa poderia importar a Amstel tradicional, de um litro, brigando pelo mercado conquistado pelas boas uruguaias Nortenha e Patrícia. Eu ficaria com a holandesa… já essa versão Pulse… quem sabe numa balada.

Teste de Qualidade: Amstel Pulse
– Produto: Premium Lager
– Nacionalidade: Holandesa
– Graduação alcoólica: 4,7%
– Nota: 2/5

Leia também:
– Amstel, nono lugar no Top Cerveja Tour Europa 2008 (aqui)
– König Ludwig, 1795 Dark, Czechvar, Jenlain e outras cervejas, (aqui)

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Amstel na praia em Benicassim, Espanha, 2008. Foto: Mac

abril 21, 2010   2 Comments

Opinião do Consumidor: König Ludwig

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Suavemente doce, mas nem tanto, essa bela Dunkel (uma lager escura tipicamente alemã) tem uma história bastante curiosa. Seu slogan no rótulo, “von königlicher Hoheit Bier”, ou “Cerveja de Sua Alteza Real”, tem a ver com sua herança no Reino da Baviera. O atual proprietário, o Príncipe Leopoldo da Casa de Wittelsbach, é bisneto do último rei, Ludwig III, e a linhagem ainda inclui o Duque Guilherme IV, autor da Lei de Pureza alemã, que limitava os ingredientes da cerveja a água, malte e lúpulo.

A König Ludwig Dunkel é produzida pela cervejaria König-Ludwig Schlossbrauerei Kaltenberg, que fica perto de Munique, mas não tão perto a ponto de ser convidada para participar da tradicional Oktoberfest que, veja só, surgiu após o casamento de um dos ascendentes da família da Casa de Wittelsbach, em Munique (só podem participar da Oktoberfest original, em Munique, cervejarias que mantém suas fábricas nos arredores da cidade, o que acontece apenas com sete fábricas, entre elas a conhecida Paulaner).

A Dunkel tradicional típica da Baviera é feita com maltes torrados que lhe conferem um gosto adocicado que fica entre o caramelo e o chocolate (podendo chegar a café). O lúpulo, de origem alemã, dá uma contrabalanceada deixando o sabor menos adocicado (se não fosse o lúpulo, uma planta da família da maconha, a cerveja seria totalmente doce). Toda boa cervejaria alemã que se preze tem uma Dunkel (que, acredite, foram anteriores as cervejas claras) em seu portfólio.

Esta König Ludwig tem um bom teor alcoólico (5,1) e um gosto adocicado que valoriza o conjunto e mais pede outra do que chega a enjoar (o que acontece muito com as cervejas doces). É uma cerveja bastante equilibrada, com o lúpulo marcando presença no aroma junto a notas claras de caramelo e o paladar destacando o malte torrado. O amargor é leve e a cerveja sobe que é uma beleza, valorizando a König Ludwig, que não chega a ser uma Kostritzer (uma das tops na categoria), mas ainda assim é muito boa. A garrafa de 500 ml pode ser encontrada por ai entre R$ 9 e R$ 11.

Teste de Qualidade: König Ludwig Dunkel
– Produto: Lager Dunkel
– Nacionalidade: Alemã
– Graduação alcoólica: 5,1%
– Nota: 3,3/5

Leia também:
– Kostritzer, uma das dez cervejas da tour Europa 2008 (aqui)

abril 18, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Schmitt Sparkling

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Segunda Schmitt a passar por este espaço, a história desta Sparkling Ale da cervejaria gaúcha é muito mais interessante que seu sabor. O pessoal da Schmitt – que, se você se lembra do post anterior, começou a fabricar cerveja em casa com a receita de uma vizinha alemã – estava fazendo testes de arrolhamento de cortiça para outra cerveja, a Schmitt Barley Wine Magnum. Após dois anos de pesquisa, incluindo a troca da cortiça por metal, eles perceberam que a cerveja – fermentada e refermentada na garrafa – que estava servindo de teste do fechamento era ótima, e assim nasceu a Sparkling Ale.

Ou seja, a Sparkling Ale veio ao mundo ao acaso, e é uma boa cerveja, mas não senti tanta diferença assim entre ela a Schmitt Ale do post anterior. As bolhas (sparkling) que a aproximariam da champagne (além da garrafa particular) e poderiam figurar como principal diferencial da Ale não apareceram na taça, mas o colarinho espesso e cremoso se destacou. A rigor, a Sparkling Ale deveria ser uma Pale Ale de luxo, mas seu baixo teor alcoólico também prejudica a comparação. O aroma é frutado e cítrico enquanto o sabor é levemente frutado e adocicado, com pouco amargor e final tristemente aguado.

Esta Sparkling Ale (garrafa de 750 ml por R$ 12) lembra demais a Schmitt Ale, no gosto e na aparência, o que deixa perceptível a busca por um padrão de qualidade. As duas carregam no malte e lembram trigo no sabor (e na cor), que se embaralha com o amargor (que é suave) e deixa o gosto final um pouco azedo e aguado. Ainda tenho a Barley Wine na geladeira para ver se a Schmitt ainda vira o placar aqui em casa, mas tenho dúvidas. Das seis categorias que a cervejaria trabalha, provei duas, e não gostei. Mas esse jogo pode virar com a La Brunnete Stout, a Barley Wine, a Magnum e a Big Ale na mesa. Tudo é possível. Por enquanto, placar adverso.

Teste de Qualidade: Schmitt Sparkling Ale
– Produto: Cerveja Ale
– Nacionalidade: Brasil
– Graduação alcoólica: 4,5%
– Nota: 1/5

Leia também:
– A Schmitt Ale se perde entre o azedo e o aguado (aqui)
– Backer Medieval, uma das melhores cervejas nacionais (aqui)

abril 13, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: 1795 Dark

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Terceira cerveja da República Tcheca a frequentar este espaço (a saber, as anteriores foram as ótimas Czechvar e  Primator 16% Exkluziv – links no final do texto), a 1795 é uma premium Lager original da cidade de Budweis, na Bohemia, produzida pela mais antiga cervejaria da região, a BMP (Budejovicky Mestansky Pivovar), que foi fundada no centro histórico da cidade em… 1795.

A BMP utiliza até hoje a receita original em seus tanques abertos de fermentação, atingindo os padrões estabelecidos pela D.O.C (Denominação de Origem Controlada) determinados pela União Européia, exclusivamente para cervejas produzidas na cidade de Budweis. Para comprovar é só procurar no rótulo o termo “Budejovické Pivo”, que garante a qualidade das cervejas feitas na região.

Há uma versão clara, deliciosa, mas aqui centramos o paladar na versão 1795 Dark, uma cerveja de baixa fermentação (lager) de belíssima cor escura que é bastante leve e refrescante. No aroma se percebe a presença de malte tostado, café e um adocicado que lembra caramelo e mel. Já no paladar vem um gosto de café, e se sente um adocicado presente que deve combinar bastante com carnes.

Muitos que já provaram a 1795 Dark reclamam deste adocicado (e seu baixo teor alcoólico), que não me incomodou. Ela não chega a ser tão doce quanto a francesa Jenlain e está longe, muito longe da nossa Malzibier. Há na 1795 Dark um leve amargor que mantém o gosto no paladar, e valoriza seu sabor. Não a toa, ela recebeu medalha de ouro e prata no Stockholm Beer and Whisky Festival (2006 e 2007). Seu preço varia de R$ 10 a R$ 15 (a garrafa de 500 ml). Vale experimentar.

Teste de Qualidade: 1795 Dark
– Produto: cerveja lager
– Nacionalidade: República Tcheca
– Graduação alcoólica: 4,5%
– Nota: 3,5/5

Leia também:
– A Czechvar é um ícone da República Tcheca (aqui)
– Primator 16%, duas delas equivalem a seis de outras (aqui)
– Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six (aqui)

abril 12, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Schmitt Ale

Schmitt Ale

Perfeito exemplo de cerveja caseira, a Schmitt Ale começou a ser produzida 20 anos atrás por Gustavo Dal Ri, sócio da cervejaria Schmitt, que dedicou-se a produção de cervejas especiais em sua própria casa em Porto Alegre, utilizando uma receita exclusiva de uma vizinha, descendente de alemães.

São seis os tipos de cerveja produzidos hoje em dia pela Schmitt, e esta Ale abre o leque da cervejaria (que ainda produz a stout La Brunette, a cerveja da guarda Magnum e a Sparking Ale) de forma interessante. Você pode conhecer o processo de produção das Schmitt, da moagem do malte até a refermentação, aqui.

Agora, direto ao ponto: sinceramente… não gostei tanto. A Schmitt Ale contém algumas características das cervejas de alta fermentação, como o aroma frutado (predominando o cítrico que lembra limão e laranja) que acompanha o sabor (levemente doce), mas que se perde entre o azedo e o aguado no final.

É uma cerveja bastante leve que parece cair bem na compania de um cigarro. Na mesma linha, acho a Hoegaarden, a Leffe e, mamma mia, a Duvel mais representativas, mas a leveza da Schmitt pode conquistar muitos adeptos. Vários amigos gaúchos são fãs. Vale experimentar.

Schmitt Ale
– Produto: Ale
– Nacionalidade: Brasileira
– Graduação alcoólica: 4,5%
– Nota: 1,9/5

Veja outras cervejas aqui

março 8, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Eggenberg Urbock 23º

Eggenberg Urbock 23º

A austríaca Eggenberg Urbock 23º é uma cerveja duplo bock clara, com 23 graus de extrato primitivo (mais alto ainda que o dá Primator 16% Exkluziv – leia aqui – que é uma cerveja bastante forte) e 9,6% de teor alcoólico (o dobro de teor alcoólico da Pilsen que estamos acostumados a beber em bar). Para os alemães, as bock são tão fortes quanto um coice de bode (bock). E esse coice é double. Ou seja, tirem as crianças de perto.

Medalha de prata em 2008 do Word Beer Cup na categoria duplo bock estilo alemão, a Eggenberg Urbock 23º é uma cerveja de baixa fermentação que amadurece em caves durante nove meses, até que esteja completamente fermentada e com sua bela e intensa cor dourada. O aroma é fortíssimo e bastante complexo, marcado por malte, álcool e um pouco de mel – e impressiona mais do que o teor alcoólico, que não chega a bater tanto apesar da forte presença de álcool.

O paladar no inicio é amargo, deixando transparecer malte e mel (que encobrem a presença do álcool). O lúpulo marca o final, que após alguns segundos de amargor passa a ser extremamente adocicado, o que dificulta sua ingestão em grandes quantidades – e confunde o paladar. É uma cerveja densa, bastante maltada, perfeita para acompanhar queijos e doces a base de chocolate. Não é a minha preferida, mas pode conquistar alguns.

Eggenberg Urbock 23º
– Produto: Double Bock
– Nacionalidade: Austriaca
– Graduação alcoólica: 9,6%
– Nota: 2/5

fevereiro 4, 2010   No Comments

Opinião do Consumidor: Cerveja Czechvar

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A Czechvar é um ícone da República Tcheca, mas lá é conhecida como Budweiser Budvar. Devido a uma pendenga judicial com a Anheuser-Busc, dona da Budweiser norte-americana, a Budvar precisou mudar seu nome para ser exportada para alguns países. É uma cerveja que lembra muito as brasileiras, com seu amargor característico marcando o paladar.

A Pilsen como a conhecemos nasceu na cidade de Pilsen, na República Tcheca. A Czechvar começou a ser produzida em 1895 pela Budejovicky Budvar, uma das mais respeitadas cervejarias do mundo, que começou sua história com cerveja em 1265 na cidade de Ceské Budejovice (sede do governo da região da Boémia do Sul), que fica a duas horas de Praga e a uma hora da fronteira com a Alemanha (região da Baviera).

Uma das marcas mais famosas em seu país (uma de suas concorrentes – em qualidade e história – é a 1795), a Czechvar é muito leve e refrescante, mas a dosagem perfeita de malte e lúpulo confere ao conjunto um sabor perfeito para esta que é considerada por muitos como uma das melhores pilsens do mundo. A long neck (300 ml) pode ser encontrada entre R$ 7 e R$ 10 enquanto a garrafa (500 ml) sai por R$ 12.

Czechvar (Budweiser Budvar)
– Produto: Cerveja Lager
– Nacionalidade: Tcheca
– Graduação alcoólica: 5%
– Nota: 3,9/5

janeiro 27, 2010   No Comments

França: Três cervejas da Brasserie Duyck

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Dia desses, numa mesa de bar, algum amigo soltou uma daquelas “verdades de boteco”: “Um país que produz bom vinho não tem uma boa cerveja”. Não sei ao certo de onde ele tirou essa informação assim como não posso afirmar se é verdadeira, mas quem disse isso não deve conhecer a Jenlain, belíssima cerveja nascida no país número 1 em vinhos e champagne: a França.

A Jenlain é produzida pela Brasserie Duyck, a líder em vendas de cervejas especiais na França, produzindo cervejas somente com água, malte, lúpulo e levedura, sem aditivos ou conservantes. A cervejaria nasceu em 1922, após o filho Félix herdar a paixão por cervejas do pai, Léon Duyck, que fabricava cervejas de modo artesanal desde o começo do século passado.

No começo, a Jenlain era distribuída em grandes barris de madeira que abasteciam as tabernas locais. Após a segunda guerra, o hábito da população mudou, e os cervejeiros passaram a consumir a bebida em casa. Para atender a esse novo mercado, a Jenlain passou a reciclar garrafas de champagne para envasar suas cervejas, o que durante muito tempo foi marca registrada da cervejaria.

Em 1968, a cerveja fabricada pela Brasserie Duyck passou a receber o nome do vilarejo onde era produzida: Jenlain, um povoado que fica a cerca de 200 Km de Paris. Em 1993, ainda conduzida pela família Duyck (aliás, até hoje), a Jenlain passou a ter uma segunda marca, a Jenlain Ambrée, e em 2005, a Jenlain tradicional passou a se chamar Six dando espaço para a entrada de uma nova cerveja no cardápio: Jenlain Blonde.

As duas mais novas cervejas da casa são consideradas Biére de Garde, que em português significa cerveja de guarda, definição das cervejas fabricadas em pequenas cervejarias no norte da França. A fabricação ocorria durante os meses frios e estas cervejas ficavam guardadas, maturando até os meses quentes do verão, quando as altas temperaturas e leveduras selvagens poderiam atrapalhar o processo de fabricação.

Com estas três especialidades, a Jenlain honra o prazer pela boa cerveja na França. As três cervejas são excelentes, cada uma com um sotaque particular. A Jenlain Six é a mais leve das três, mas carrega detalhes que também vão aparecer nas outras duas, a saber: o aroma é frutado, valorizando muito o malte. O paladar é extremamente adocicado, a ponto de não se perceber o amargor, com um toque suave de mel.

A Jenlain Blonde parece uma versão premium da Jenlain Six. Tem as mesmas características, e mais álcool. São 7,5% da Blonde contra 6% da Six. Já a Jenlain Ambreé é mais carregada. Enquanto a Six e a Blonde são alaranjadas, a Ambreé é ruiva e tem mais corpo que suas irmãs. Seu paladar intenso – com notas de mel e ameixa –  lembra, em alguns momentos, uísque.

Há uma definição bacana para explicar a paixão dos franceses pela Jenlain, especialmente a Six: “Se Brigitte Bardot fosse engarrafada, seria a Jenlain Six”, diz uma frase. O único problema é que, como são muito adocicadas, elas enjoam em grande quantidade. Ou seja: não é cerveja para se beber muitas. Mas são ótimas companheiras em refeições e duas seguidas podem deixar muito marmanjo “altinho”. O preço, no Brasil, varia entre R$ 8 e R$ 12. Vale muito experimentar.

Jenlain Six
– Produto: Cerveja Pale Lager
– Nacionalidade: Francesa
– Graduação alcoólica: 6%
– Nota: 3,30/5

Jenlain Blonde
– Produto: Cerveja Ale Bière de Garde
– Nacionalidade: Francesa
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,35/5

Jenlain Ambreé
– Produto: Cerveja Ale Bière de Garde
– Nacionalidade: Francesa
– Graduação alcoólica: 7,5%
– Nota: 3,32/5

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Leia também
– Top 1001 Cervejas, por Marcelo Costa (aqui)
– Leia sobre outras cervejas (aqui)

janeiro 17, 2010   No Comments

De Belo Horizonte, Backer Medieval

Backer Medieval

Eu já tinha feito um post especial sobre a cervejaria mineira Backer (aqui) falando de suas quatro variedades, mas faltava a especialíssima Medieval, que não é tão fácil de ser encontrada, custa o triplo das outras da mesma cervejaria, mas é uma delícia de deixar a boca cheia d’agua (ou de cerveja).

A Medieval é um Blond Ale inspirada na tradição artesanal dos monges cervejeiros medievais da Europa. Foi desenvolvida por Paulo Schiavetto, mestre-cervejeiro formado em Louvain-la-Neuve, na Bélgica, em 1995, e é a melhor cerveja da Backer, e uma das melhores cervejas brasileiras que já provei.

É uma cerveja de alta fermentação, com um dourado quase castanho. Seu aroma é suave e adocicado. Seu sabor também é doce, mas traz um acento cítrico e levemente picante que lembra – um pouco – o da excelente Leffe Blonde. É uma cerveja altamente refrescante seguindo a tradição das belgas.

A garrafa também aposta no diferencial. Você pode abri-la queimando a cera da tampa com fogo, como se fazia nas tabernas da idade média. É girar a ponta do gargalo sobre uma chama, derreter a cera e, antes de servir, limpar o gargalo. As tampinhas são ilustradas com símbolos planetários dos alquimistas medievais.

Quem disse que cerveja não é cultura? Hehe. A Backer Medieval é vendida em garrafas de 330 Ml. Enquanto as outras da cervejaria (a saber: Pilsen, Pale Ale, Trigo e Brown) saem entre R$ 5 e R$ 6 em bons empórios, a Medieval chega a custar R$ 15. Procurando bem você até encontra mais barato, por volta de R$ 11, mas é uma cerveja mais cara (e melhor) do que as outras.

Backer Medieval:
Graduação alcoólica: 6,7%
Nota: 3,81/5

Leia também:
– Outras cervejas, bares e curiosiodades, por Marcelo Costa (aqui)

janeiro 13, 2010   No Comments