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Posts from — janeiro 2017

Patti Smith: Só Garotos e Linha M

No final do ano, após começar lento e arrastado (mas insistir e ser premiado por isso com grandes histórias), terminei a biografia do Leonard Cohen (escrevi sobre ela aqui). Estava em Uberaba, na casa dos Callegari, e sabendo estar na reta final da bia do Leonard, levei “Só Garotos” (“Just Kids”), da Patti Smith, para ler, já que a Lili já havia lido e eu decidi presenteá-la com “Linha M”, o novo livro da Patti. Eu sei, eu já devia ter lido “Só Garotos” (aliás, entendo a tradução coloquial de “Just Kids”, mas poeticamente ficaria tão melhor “Apenas Garotos”), mas o Gabriel já tinha escrito um belo texto sobre o livro para o Scream & Yell em janeiro de 2011, e eu sempre costumo evitar ler livros que já foram resenhados pro site para tentar ler outra coisa e resenhar também. Mas, claro, um dia eu ia ter que ler “Just Kids”.

Dai comecei no embalo do livro do Cohen, e foi emocionante ler muitas das quase mesmas histórias sobre o Chelsea Hotel, o mítico hotel nova-iorquino que foi casa dos dois poetas e mais uma enorme constelação de artistas e gênios. Por exemplo: Ali pelo meio da bio do Leonard Cohen (mais precisamente, a partir da página 191), Harry Smith entra em cena. Cohen frequentava o ap de Smith (responsável por um dos tesouros da música norte-americana: “Anthology of American Folk Music”) e depois a galera se reunia no bar El Quijote. Harry é um personagem secundário bastante presente no livro de Patti, que também vai ao El Quijote com a galera. Patti não chega a citar Leonard, mas a biógrafa de Cohen conta que Leonard levou Patti para declamar poemas no Canadá nessa época. Tudo conectado.

Você deve saber, mas “Só Garotos” é o livro que Patti Smith prometeu escrever para Robert Mappelthorpe, seu amigo, amante, namorado, alma gêmea (morto no final dos anos 80, aos 46 anos, por complicações derivadas da Aids). Por isso, como era de esperar, derramei um pint de lágrimas ao final do livro (um bom tanto pela emoção das últimas páginas, sinceras, poéticas e extremamente doloridas; outro tanto, menor, de lágrimas presas pela incerteza no âmago nesses dias cinzas que estamos vivendo / sofrendo, e que aproveitaram pra descer juntas – sabe quando você desembesta a chorar por “motivo banal”? No meio da rua? Então, tipo isso). “Só Garotos” é um belíssimo atestado de amor e entrega à arte de duas pessoas incríveis. Agora é partir para “Linha M”… 💖

Ps. Nos últimos dias do ano, já em São Paulo, no dia do aniversário de 70 anos da Patti, me lembrei desse texto acima que eu havia escrito para a revista Rock Life uns 10 anos atrás. Atualizei e publiquei-o no Scream & Yell (e publiquei aqui no blog um trechinho matador do “Só Garotos”, leia).

– Um texto de apêndice (do blog da WFMU): Harry Smith: “The Paracelsus Of The Chelsea Hotel” => https://goo.gl/LLtYmp

– Outro texto de apêndice (que eu escrevi em 2003): Bob Dylan, Martin Scorsese e a História Universal => https://goo.gl/N4toCe

janeiro 10, 2017   No Comments

O discurso de Meryl Streep no Globo de Ouro

Ao receber o Globo de Ouro honorário Cecil B. de Mille, que reconhece o conjunto da obra e é entregue junto com o Globo de Ouro pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, Meryl Streep fez um discurso emocionado, politizado e importante, o discurso mais importante da noite. Leia.

“Muito obrigada, muito obrigada. Sentem-se, por favor. Obrigada. Amo vocês. Vocês vão ter que me desculpar. Perdi a voz gritando e me lamentando no fim de semana. E perdi a cabeça em algum momento neste ano. Então terei que ler.

Obrigada à Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood. Para seguir linha do que disse Hugh Laurie, nós, todos os presentes, pertencemos a um segmento vilipendiado da população. Pensem nisso: Hollywood. Estrangeiros. E a imprensa. Mas quem somos nós? O que é Hollywood? É um grupo de gente que vem de todas as partes. Eu nasci, cresci e me eduquei nas escolas públicas de Nova Jersey. Viola [Davis] nasceu numa cabana da Carolina do Sul e cresceu em Central Falls, Long Island. Sarah Paulson nasceu na Flórida e foi criada por sua mãe solteira no Brooklyn. Sarah Jessica Parker era uma de sete ou oito filhos em Ohio. Amy Adams nasceu na Itália, e Natalie Portman, em Jerusalém. Onde estão suas certidões de nascimento? E a linda Ruth Negga nasceu na Etiópia, cresceu em Londres. Não, na Irlanda, me parece. Está aqui indicada por fazer o papel de uma garota de um povoado da Virgínia. Ryan Gosling, como todas as pessoas mais amáveis, é canadense. E Dev Patel nasceu no Quênia, cresceu em Londres e está aqui por fazer o papel de um indiano que vive na Tasmânia…

De modo que Hollywood está cheia de estrangeiros e forasteiros, e se querem expulsar todos nós vão ficar sem nada para ver além de futebol americano e artes marciais mistas, que NÃO são artes… Me deram três segundos para dizer isto… O único trabalho de um ator é entrar na vida de pessoas que são diferentes de nós e deixar você sentir como é isso. E houve neste ano muitas atuações poderosas que conseguiram justamente isso. Um trabalho assombroso e feito com compaixão.

Mas houve uma atuação neste ano que me impactou, que mexeu com o meu coração. Não por ter sido boa, não tinha nada de boa, mas era eficaz e funcionou. Fez a plateia a que se destinava rir e mostrar os dentes. Foi aquele momento em que a pessoa que pedia para se sentar na cadeira mais respeitável do nosso país imitou um repórter deficiente. Alguém a quem ele superava em termos de privilégio, poder e capacidade de se defender. Isso me partiu o coração. Ainda não consigo tirar aquilo da cabeça, porque não era um filme. Era a vida real.

E esse instinto de humilhar, quando modelado por alguém na plataforma pública, por alguém poderoso, se filtra na vida de todo mundo, porque de certa forma dá permissão para que outras pessoas façam o mesmo. Desrespeito atrai desrespeito. A violência incita a mais violência. Quando os poderosos usam sua posição para abusar de outros, todos perdemos…

Isto me leva à imprensa. Precisamos que a imprensa com princípios exija responsabilidade do poder, que o chame às falas por cada atrocidade que cometer. Por isso, os fundadores do nosso país protegeram a imprensa e suas liberdades na Constituição. Assim, só quero pedir à rica Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood e a todos que pertencemos a esta comunidade que se unam a mim no apoio ao comitê para a proteção dos jornalistas. Porque vamos precisar deles daqui por diante. E eles vão precisar de nos para salvaguardar a verdade.

Só mais uma coisa. Certa vez, eu estava parada num set de filmagem me queixando de alguma coisa, horas extras, algo assim. Tommy Lee Jones me disse: “Não é um privilégio, Meryl, simplesmente ser ator?”. Sim, é mesmo. E precisamos recordar uns aos outros sobre o privilégio e a responsabilidade do ato da empatia. Devemos estar orgulhosos do trabalho que Hollywood homenageia nesta noite.

Como minha querida amiga, a recém-falecida Princesa Leia, me disse certa vez: “Pegue seu coração partido e o transforme em arte”. Obrigada.”

 

janeiro 9, 2017   No Comments

Três canções favoritas: David Bowie

De tudo que o David Bowie gravou, a minha canção favorita, aquela que dá uma bela balançada na alma toda vez que ouço, é “Lady Stardust”, mas não versão original, e sim na versão demo que apareceu pela primeira vez no relançamento da discografia pela Rykodisc (ainda em vinil), nos anos 80, como faixa bônus do álbum “Ziggy Stardust” (que ainda trazia a faixa título também em versão demo). “Lady Stardust (Demo)” é só piano e voz (triste, vazia, aparentemente sem emoção, mas que vai crescendo com a canção). E é incrível.

No quesito canções favoritas de David Bowie acho que gosto mais de versões do que das originais, como se percebe pela escolha da segunda canção, a clássica “Heroes”, mas não na versão do álbum homônimo, de 1977, e sim na versão ao vivo no The Bridge School Concerts, festival anual organizado por Neil Young com renda revertida para a organização de mesmo nome que atende a crianças deficientes. Bowie tocou em 1996 com Reeve Gabrels (guitarra) e Gail Ann Dorsey (baixo e backing) e o resultado é essa versão abaixo de chorar de tão linda, que foi lançada oficialmente no álbum “The Bridge School Concerts – Vol. 1”, de 1997.

Escolher uma terceira é difícil, quiça impossível. Amo “Ziggy Stardust” inteiro (e só não escolho “Soul Love” ou “Five Years” porque já temos “Lady Stardust” na lista) e “Space Oditty”, “John, I’m Only Dancing” (que eu costumo tocar em baladas), “Velvet Goldmine”, “Changes”, “Life on Mars?”, “The Man Who Sold The World”, “Young Americans”, “Let’s Dance”, “China Girl”, “Rebel Rebel” e “Under Pressure” poderiam, qualquer uma delas, ser a terceira. Mas como só é possível escolher uma vou da poderosa “Modern Love”, por sua batida contagiante, por seu clima de festa, por sua letra que brinca com amor e religião… Já ouviu a versão de Greg Dulli?

Leia também:
– 11 momentos emocionantes de David Bowie (aqui)
– “Blackstar” comprova que Bowie continua genial em estúdio (aqui)
– “David Bowie”: Se todos errassem assim na primeira vez… (aqui)
– “Space Oddity 40″: Eis um cara que faturar com música (aqui)
– “Bowie Santa Monica ‘72″: o seu melhor registro ao vivo oficial (aqui)
– “50 Birthday Live in NYC”: uma longa fila pra beijar a mão de Bowie (aqui)
– “Storytellers”: David Bowie conta histórias divertidíssimas (aqui)
– “Next Day”: o trunfo de Bowie é construir algo que emociona (aqui)

janeiro 8, 2017   No Comments

Três novas canções de David Bowie

No dia em que completaria 70 anos, David Bowie é homenageado com o lançamento de um EP com três (belas) canções registradas durante as sessões de “Blackstar“, e lançadas anteriormente como faixas bônus do musical “Lazarus”, em 2o16 (ou seja: não há material inédito aqui): “No Plan”, que também ganhou clipe, ”Killing A Little Time” e “When I Met You”.

As três canções integravam o musical “Lazarus”, que estreou em Nova York em dezembro de 2015, e já haviam sido lançadas oficialmente no CD duplo com a trilha da peça em outubro de 2016, tanto interpretadas pelo elenco do musical quanto como faixas bônus em um segundo CD nas mesmas versões que agora reaparecem no EP “No Plan“, já disponível no Spotify.

Ainda que não se trate de canções exatamente inéditas (elas foram lançadas dois meses atrás), o EP é bastante interessante por valorizar três grandes canções que haviam passado completamente batido pelo grande público em novembro do ano passado. Assista abaixo o clipe de “No Plan” e ouça a versão da mesma música na voz de Sophia Anne Caruso para a peça “Lazarus”.

Leia também:
– 11 momentos emocionantes de David Bowie (aqui)
– “Blackstar” comprova que Bowie continua genial em estúdio (aqui)
– “David Bowie”: Se todos errassem assim na primeira vez… (aqui)
– “Space Oddity 40″: Eis um cara que faturar com música (aqui)
– “Bowie Santa Monica ‘72″: o seu melhor registro ao vivo oficial (aqui)
– “50 Birthday Live in NYC”: uma longa fila pra beijar a mão de Bowie (aqui)
– “Storytellers”: David Bowie conta histórias divertidíssimas (aqui)
– “Next Day”: o trunfo de Bowie é construir algo que emociona (aqui)

janeiro 8, 2017   No Comments

Patti Smith, CBGB e Television

Trecho do livro “Só Garotos” (“Just Kids”), de Patti Smith, lançado no Brasil pela Companhia das Letras

“Paramos na frente de um barzinho na Bowery chamado CBGB. Havíamos prometido ao poeta Richard Hell que passaríamos para ver a banda em que ele tocava baixo, o Television. Não fazíamos ideia do que esperar, mas fiquei me perguntando como seria a abordagem de outro poeta do rock and roll. Eu costumava ir àquele trecho da Bowery para visitar William Burroughs, que morava a poucos quarteirões do bar, em um lugar chamado Bunker. Era a rua dos bêbados, e eles costumavam fazer fogo em grandes latões de lixo para manter o calor, cozinhar ou acender seus cigarros. Dava para ver da rua essas fogueiras acesas perto da porta de William, como vimos naquela bela noite pascal.

O CBGB era um salão comprido e estreito com um bar do lado direito, iluminado pelos luminosos de propaganda de várias marcas de cerveja. O palco era baixo, do lado esquerdo, ladeado por murais de fotografias de beldades da virada do século em trajes de banho. Passando o palco, havia uma mesa de bilhar, e, nos fundos, uma cozinha engordurada e uma sala onde o dono, Hilly Krystal, trabalhava e dormia com seu galgo persa, Jonathan. A banda tinha um lado áspero, a música era errática, rígida e emotiva.

Gostei de tudo, dos movimentos espasmódicos, dos floreios jazzísticos do baterista, das estruturas musicais desconexas e orgásmicas. Senti uma afinidade com o estranho guitarrista da direita. Era alto, cabelo cor de palha, e seus dedos compridos e graciosos davam a volta na guitarra como se fossem estrangulá-la. Tom Verlaine definitivamente havia lido Uma temporada no inferno. Entre as entradas da banda, Tom e eu não conversamos sobre poesia, mas sobre os bosques de Nova Jersey, as praias desertas de Delaware e discos voadores pairando nos céus do Oeste. Descobrimos que havíamos sido criados a menos de vinte minutos um do outro, ouvimos os mesmos discos, vimos os mesmos desenhos animados, e ambos adorávamos As mil e uma noites.

Terminado o intervalo, o Television voltou ao palco. Richard Lloyd pegou sua guitarra e dedilhou a abertura de “Marquee Moon”. Era um mundo distante do Ziegfeld. A ausência de glamour tornava tudo mais familiar, um lugar que podíamos chamar de nosso. Quando a banda estava tocando, dava para ouvir o som do taco de bilhar espalhando as bolas, o cachorro latindo, garrafas se chocando, sons de uma cena que emergia. Sem que ninguém soubesse as estrelas estavam se alinhando, os anjos estavam chamando.”

Leia também:
– Um clássico: “Horses”, o primeiro disco de Patti Smith (aqui)
– “Só Garotos” é para todos aqueles que ainda acreditam no amor (aqui)

janeiro 7, 2017   No Comments

Uma mulher e uma guitarra numa igreja

Leia também: Angel Olsen ao vivo em Nova York (aqui)

janeiro 7, 2017   No Comments

No Netflix, “Pode Me Chamar de Francisco”

Lançada em dezembro de 2016 no Netflix, “Pode Me Chamar de Francisco” é uma série de apenas quatro episódios sobre a jornada do Papa Francisco. O catolicismo é lançado aqui e ali na trama, cujo foco maior se decai sobre a violentíssima ditadura argentina. No geral é uma série nota 5 que alterna bons momentos com vácuos imensos que não permitem explorar a contento o personagem e sua história, mas, nos tempos conturbados que vivemos, vale assistir para conferir alguns dos métodos cruéis da ditadura (argentina, chilena, brasileira) nos anos de chumbo. Se você encarar assistir recomendo fortemente ir atrás logo na sequencia do chileno “O Botão de Pérola” (sobre a ditadura chilena) e “Verdade 12.528” (sobre a ditadura brasileira)…

janeiro 7, 2017   No Comments

10 festivais de 2017 made in USA

Starry Nites Festival, Santa Barbara, EUA
Dias 18 e 19 de março de 2017
Infos: https://www.facebook.com/starrynitesfestival/

Coachella, Indio, EUA
Dias 14 a 16 e 21 a 23 de abril de 2017
Infos: https://www.facebook.com/coachella/

Fortress Festival, Texas, EUA
Dias 29 e 30 de abril de 2017
Infos: https://www.facebook.com/fortressfestivalTX/

Sjaky Knees Music Festival, Atlanta, EUA
De 12 a 14 de maio de 2017
Infos: https://www.facebook.com/shakykneesfest/

Hangout Music Festival, Alabama, EUA
De 19 a 21 de maio de 2017
Infos: https://www.facebook.com/hangoutmusic/

Bottlerock Music Food Wine Brew Festival, Napa Valley, EUA
De 26 a 28 de maio de 2017
Infos: https://www.facebook.com/BottleRockNapaValley

Boston Calling, Boston, EUA
De 26 a 28 de maio de 2017
Infos: https://www.facebook.com/Bostoncalling

The Governors Ball Music Festival, Nova York, EUA
De 02 a 04 de junho de 2017
Infos: https://www.facebook.com/govballnyc

Bonaroo Music & Arts Festival, Manchester, EUA
De 08 a 11 de junho de 2017
Infos: https://www.facebook.com/bonnaroo

Panorama Festival, Nova York, EUA
De 28 a 30 de julho de 2017
Infos: https://www.facebook.com/events/176133319533583/

janeiro 5, 2017   No Comments

Textos mais lidos: Dezembro 2016

TOP 10
01) “Cantoria” ao vivo em Fortaleza, por Daniel Tavares (aqui)
02) Download: Brasil También Es Latino (aqui)
03) 10 pérolas raras do Rock Brasil anos 80, por Mac (aqui)
04) Três CDs: Liniker, Lineker e Bruno Capinan, por Renan Guerra (aqui)
05) APCA elege os Melhores de 2016 (aqui)
06) Assista: “Rock Grande do Sul, 30 Anos” (aqui)
07) Três CDs: Green Day, Descendents, Wander, por Adriano Costa (aqui)
08 ) Documentários: Beatles e Oasis, por Marcelo Costa (aqui)
09) Entrevista: Garbage, por Daniel Tavares (aqui)
10) Entrevista: Negro Leo, por Rafael Donadio (aqui)

DOWNLOAD
01) Dezembro: 20 discos para download gratuito -> 16º link (aqui)
02) “Ainda Somos os Mesmos”, Tributo a Belchior -> 22º link (aqui)
03) Outubro: 20 discos para download gratuito -> 24º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Três filmes: O sexo no cinema brasileiro (aqui)
02) “Joy Division”, o documentário de Grant Gee (aqui)
03) Discos perdidos: Cilibrinas do Éden (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) George Michael, o Último Popstar, por Marco A. Barbosa (aqui)
02) Entrevista: Christian Petermann, por Renan Guerra (aqui)
03) Entrevista: Os Velhos (Portugal), por Pedro Salgado (aqui)

janeiro 2, 2017   No Comments

Meu Top Ten Filmes 2016 no Brasil

A pedido do grande amigo André Azenha listei meus 10 filmes favoritos que estrearam no Brasil em 2016 para a já tradicional votação do Cinezen Cultural. Confira o vencedor (entre 32 convidados votantes) aqui – abaixo aproveitei e juntei com os meus votos dos anos anteriores no que já começa a soar como um belo resumo dos anos 10.

2016
01) “A Juventude“, de Paolo Sorrentino
02) “O Quarto de Jack”, de Lenny Abrahamson
03) “Julieta“, de Pedro Almodóvar
04) “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho
05) “Filho de Saul“, de László Nemes
06) “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino
07) “A Grande Aposta”, de Adam McKay
08) “Truman“, de Cesc Gay
09) “Trumbo”, de Jy Roach
10) “O Botão de Pérola“, de Patricio Guzmán


-E mais 10
– “Café Society“, de Woody Allen
– “Rogue One – Uma História Star Wars”, de Gareth Edwards
– “Mãe Só Há Uma“, de Anna Muylaert
– “One More Time With Feeling”, de Andrew Dominik
– “Trago Comigo“, de Tata Amaral
– “Elle”, do Paul Verhoeven
– “Elvis e Nixon“, de Liza Johnson
– “Eight Days a Week – The Touring Years”, de Ron Howard *
– “Miles Ahead”, de Don Cheadle *
– “Janis: Little Girl Blue”, de Amy Berg

Ps. * Não estrearam no Brasil

Juntei os Top 10 dos anos anteriores e já rendeu uma boa lista para os melhores filmes dos anos 10…


2015
01) “Chronic”, de Michel Franco
02) “Ida”, de Paweł Pawlikowski
03) “As Mil e Uma Noites – Volume 2, O Desolado”, de Miguel Gomes
04) “Flocken”, de Beata Gårdeler
05) “Chatô”, de Guilherme Fontes
06) “Leviathan”, de Andrey Zvyagintsev
07) “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert
08) “Birdman”, de Alejandro Iñárritu
09) “Dois Dias, Uma Noite”, de Jean-Pierre Dardenne & Luc Dardenne
10) “The Possibilities Are Endless”, de James Hall e Edward Lovelace, e “Divertida Mente”, de Pete Docter & Ronaldo Del Carmen


2014
01) “Boyhood“, de Richard Linklater
02) “O Lobo de Wall Street“, de Martin Scorsese
03) “Ela”, de Spike Jonze
04) “Nebraska”, de Alexander Payne
05) “Relatos Selvagens“, de Damián Szifron
06) “O Mercado de Notícias”, de Jorge Furtado
07) “O Grande Hotel Budapeste“, de Wes Anderson
08) “Mesmo Se Nada Der Certo“, de John Carney
09) “Garota Exemplar“, de David Fincher
10) “Homens, Mulheres e Filhos“, de Jason Reitman e “À Procura do Amor“, de Nicole Holofcener


2013
01) “Amor“, de Michael Haneke
02) “Gravidade”, de Alfonso Cuarón
03) “O Mestre“, Paul Thomas Anderson
04) “Jogos Vorazes – Em Chamas“, de Francis Lawrence
05) “Hannah Arendt“, de Margarethe von Trotta
06) “Tabu“, de Miguel Gomes
07) “Antes da Meia-Noite“, de Richard Linklater
08) “Os Suspeitos”, de Denis Villeneuve
09) “Blue Jasmine“, de Woody Allen
10) “Django Livre“, de Quentin Tarantino e “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho


2012
01) “As Vantagens de Ser Invisivel“, de Stephen Chbosky
02) “Na Estrada“, de Walter Salles e Sam Riley
03) “Aqui é o Meu Lugar“, de Paolo Sorrentino
04) “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge“, de Christopher Nolan
05) “Shame”, de Steve McQueen
06) “Um Alguém Apaixonado“, de Abbas Kiarostami
07) “A Separação”, de Asghar Farhadi
08) “Os Intocáveis“, de Eric Toledano e Olivier Nakache
09) “Elefante Branco“, de Pablo Trapero
10) “Ted”, de Seth MacFarlane e “As Aventuras de Pi“, de Ang Lee

2011
01) “Cópia Fiel“, Abbas Kiarostami
02) “A Pele Que Habito“, Pedro Almodovar
03) “Melancolia“, Lars Von Trier
04) “Trabalho Interno“, Charles Fergu son
05) “Blue Valentine“, Derek Cianfrance
06) “Meia Noite em Paris“, Woody Allen
07) “Tudo Pelo Poder“, George Clooney
08) “Um Lugar Qualquer“, Sofia Coppola
09) “Missão: Impossível 4 – Protocolo Fantasma“, Brad Bird
10) “Super 8“, JJ Abrams

Top 20 Melhores Filmes de 2001 a 2010

janeiro 1, 2017   No Comments