Procurando um patrocinador
Dia 27 de maio, uma quinta-feira, começa o Primavera Sound, em Barcelona, quebrando tudo. Até este post, por enquanto, confirmaram presença Pixies (em sua “Doolittle Tour”), Pavement (na turnê de retorno), Wilco, Spoon, Hope Sandoval, The Fall, Superchunk e mais uma turminha bacana (veja o “cartel” aqui) de dar água na boca de gente apaixonada por rock.
Comecei a juntar as moedas, quebrar os porquinhos, fuçar os bolsos das calças e estou pensando seriamente em ir. E seria novamente para um mês de camelagem no velho mundo, como foram 2008 (aqui) e 2009 (aqui). Porém, preciso fazer as contas certinho, colocar todos os pingos nos is, e ver se consigo correr para o abraço europeu.
Acho até que vou vender umas cotas de publicidade no blog. É por uma boa causa, vai. Mas e ai, será que eu consigo arranjar um patrocinador? Você, caro investidor que lê este blog no universo sem fim da blogosfera, o que acha da proposta? É um bom negócio. Há um público leitor bem bacana neste espaço e, modestia à parte, eu escrevo mazomeno e dou conta do recado. Vamos conversar?
Janeiro 14, 2010 9 Comments
Baixe o novo single do Superguidis

Enquanto o terceiro disco não chega, os gaúchos da Superguidis resolveram dar uma idéia do que vem por ai liberando gratuitamente “Não Fosse o Bom Humor”, música que já vinha fazendo parte do set da banda nos shows de 2007/2008, mas que aqui surge em sua versão final, e parece antecipar um grande disco.
O som das guitarras de “Não Fosse o Bom Humor” está cortante, violento, sujo e delicioso. O single ainda traz outra faixa nova, “Visão Além do Alcance”, assim como uma versão acústica de “Malevolosidade”, primeiro levada no gogó pelo público, e depois cantada com paixão pelo grupo.
“Não Fosse o Bom Humor” foi gravada no Estúdio Daybreak, em Brasília, com produção de Philippe Seabra, mixagem do americano Kyle Kelso e masterização de Gustavo Dreher. O disco será editado no Brasil, em versão dupla, tendo como disco-bônus o áudio do DVD unplugged contendo 21 faixas. Baixe o single gratuitamente aqui.
Janeiro 14, 2010 3 Comments
“O Quarto Verde”, “Zodiaco” e “Superbad”

“O Quarto Verde”, François Truffaut (1978)
Adaptação da obra “O Altar dos Mortos”, de Henry James, “O Quarto Verde” (“La Chambre Verte”) é um dos filmes mais densos da carreira de Truffaut. Ele mesmo vive o personagem principal, Julien Davenne, um redator de obituários de um jornaleco interiorano que, assim que sua esposa morre, cria um altar em casa para continuar a adorando. O altar pega fogo, e ele consegue uma capela em um cemitério, onde passa a louvar não só a esposa, mas também amigos e ídolos mortos. A aparição de uma nova mulher, Nathalie Baye em início de carreira, chega a dar uma chacoalhada no coração de Julien, mas nada que os fantasmas – tão queridos por Julien – não consigam domar. “O Quarto Verde” é uma ode à morbidez, uma crítica exagerada àqueles que se esquecem dos seus. Não é surpresa que um tema tão nebuloso tenha fracassado nas bilheterias e feito com que o diretor revivesse Antoine Doinel no ano seguinte, fazendo as pazes com o público em “O Amor em Fuga”. Fique com Doinel (ou “Noite Americana”)

“Zodíaco“, David Fincher (2007)
Eis um caso exemplar de uma carreira que começa bem (“Seven”, 1995), bate no topo da genialidade cinematográfica (“Clube da Luta”, 1999) e começa a cair (“O Quarto do Pânico”, 2001), cair mais (“Zodíaco”, 2007) até se espatifar no lodo da cópia barata (“O Curioso Caso de Benjamin Button”, 2008). David Fincher foi do chão ao céu, e do céu ao inferno em treze anos, e no meio do caminho fez “Zodíaco” (“Zodiac”), mas parece que as boas idéias foram todas usadas em “Seven” e “Clube da Luta”. “Zodíaco” não inspira, não instiga, não causa empatia nem medo. Jake Gyllenhaal, Mark Ruffalo e Robert Downey Jr. (em uma atuação terrível) estão longe, muito longe de seus melhores papéis. Roteiro e edição tropeçam, cenas bestas surgem sem dizer a que vieram, e David Fincher enrola o espectador por 2h38 minutos para, ao final, não lhe entregar nada deixando no ar a sensação de tempo perdido. Mais um item para o tópico sobre como jogar uma bela carreira pela janela em Hollywood.

“Superbad”, Greg Mottola (2007)
Judd Apatow e Seth Rogen fizeram um barulho danado nos anos 00 com as comédias “O Virgem de 40 Anos” (2005), “Ligeiramente Grávidos” (2007) , “Superbad” (2007) e “Segurando as Pontas” (2008). Eles arrebataram um séquito fervoroso de fãs e fazem um estardalhaço nos Estados Unidos com seus filmes recheados de palavrões, drogas e momentos VA. Destes, só não assisti a “Ligeiramente Grávidos” ainda, mas os outros três não me convenceram. Sério. Seus roteiros apresentam a história de forma impagável, o miolo funciona, mas o trecho final acomoda. E ai o virgem que foi sarreado a vida toda vira exemplo (a Igreja deve amar), os maconheiros do começo fazem campanha anti-drogas no final e, em “Superbad”, o cara que falava pra menina que vivia com a mão no pinto fica bundão, e vai passear no shopping de mãos dadas com ela. Apatow e Rogen posam de radicais, mas é só pose. Um filme pra rir até os 39 do segundo tempo.
Ps 1: Ahhh, a Nathalie Baye. Preciso ver mais algumas coisas com ela. E encontrar “Uma Relação Pornográfica” (esse aqui)
Ps 2: Sempre penso em rever “Seven”, mas quem diz que tenho coragem. Aquilo ali gela a espinha…
Ps 3. Ok, há muito de inocência em “Superbad” (afinal, eles tinham 13 anos quando escreveram o roteiro). E McLovin é o cara. Mesmo assim…
Leia também:
- “Clube da Luta”, um comentário (aqui) e um texto perdido (aqui)
- As aventuras de Antoine Doinel, por Marcelo Costa (aqui)
Janeiro 14, 2010 23 Comments





















