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Bate papo no Trocas Elétricas

O pessoal do Jardim Elétrico convocou uma turma bacana de pessoas para bater papo sobre diversos assuntos referentes a música. Tive a honra de dividir o microfone com o grande Arnaldo Afonso, que mantém a coluna Sarau, Luau e o Escambau no Estadão. Antes teve um pocket especial da Indy Naíse e depois muito mais coisas legais que você pode assistir no Facebook do Jardim Elétrico

novembro 13, 2017   Encha o copo

Scream & Yell Discos 30: Fats Domino

Antoine Dominique Domino Jr. é uma lenda que influenciou Beatles e Elvis Presley, cravou no topo das paradas em 1959 um dos primeiros hinos do rock and roll e nos deixou algumas semanas atrás, aos 89 anos. No Scream & Yell Vídeos prestamos uma homenagem a Fats Domino falando sobre uma coletânea quadrupla que compila oito álbuns matadores de seu começo de carreira mais um tributo com gente como John Lennon, Paul McCartney, Robert Plant, Neil Young, Tom Petty, Norah Jones e muito mais. Assista abaixo.

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novembro 6, 2017   Encha o copo

A volta da Bear Republic ao Brasil

Após uma breve passagem em 2013, a cervejaria Bear Republic retorna ao Brasil agora com importação da On Trade, a mesma importadora responsável pela distribuição (desde sempre) da alemã Weihenstephaner no país. “Queríamos ter uma cervejaria norte-americana em nossa carta e acabamos escolhendo a Bear Republic pela qualidade incontestável de suas cervejas”, contou Gustavo Sanches, sócio proprietário da On Trade, em encontro com a imprensa. A importação é feita em containers refrigerados e promete muitas novidades para o mercado nacional.

Fundada em 1995 em Cloverdale, cidade californiana a menos de duas horas de São Francisco, a Bear Republic foi reconhecida pela Brewers Association como a 40ª cervejaria artesanal em produção nos Estados Unidos. O carro chefe da casa é a Racer 5, uma Old American IPA clássica em que brilham os lúpulos Chinook, Cascade, Columbus e Centennial além da maciez da textura conferida pela adição pequena de trigo. Além dela (que chegou em garrafa ao preço de R$ 25 e chope) também veio neste lote, apenas em barril, a Grand-Am, uma American Pale Ale que chegou bem fresca e aromática.

Favorita da mesa na apresentação para a imprensa, a Bear Republic Hop Shovel (R$ 32) é uma baita American IPA produzida com centeio e trigo e os lúpulos Mosaic, Denali e Meridain. Mais suave, com uma Session IPA deve ser, a Pace Car Racer (R$ 26) também surpreendeu. Bem mais encorpada, a Bear Republic Apex Special IPA é uma Imperial IPA com trigo espelta e trigo malteado mais 8.25% de álcool. Fechando o lote caprichado, uma versão especial da Hop Rod Rye, que já havia vindo ao Brasil em 2013, e retorna agora através da Legacy Series 2017, com 18% de malte de centeio na composição. Essa foi a única que veio em garrafa de 650 ml (R$ 64). As demais chegaram em garrafa de 355 ml.

novembro 4, 2017   Encha o copo

Textos mais lidos: Outubro de 2017

TOP 10
01) U2 ao vivo em São Paulo, por Marcio Guariba (aqui)
02) O mapa das letras do Rancid, por Rodrigo Alves (aqui)
03) Cinema: “mother!”, de Darren Aronofsky, por Mac (aqui)
04) Boteco: 11 cervejas de 11 estados brasileiros, por Mac (aqui)
05) Entrevista: Bernardo Vilhena,  por Bruno Capelas (aqui)
06) Cinema: “Blade Runner – 2049”, por André Forastieri (aqui)
07) Três shows: Wado, Pato Fu, Paul McCartney, por Mac (aqui)
08) Um guia punk pelas ruas da Califórnia, por Rodrigo Alves (aqui)
09) “Palavra e Som”, de Joyce Moreno, por Renan Guerra (aqui)
10) Entrevista: Marcelo Callado, por Leonardo Vinhas (aqui)

DOWNLOAD
01) Download: Um Disco Por Dia (Out) -> 12º link (aqui)
02) Download: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 13º link (aqui)
03) Download: Um Disco Por Dia (Set) -> 27º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Três filmes: O sexo no cinema brasileiro (aqui)
02) Os filmes prediletos de Woody Allen (aqui)
03) Los Hermanos em Juiz de Fora, 2002 (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: Maglore, por Bruno Lisboa (aqui)
02) Entrevista: Capicua e Rael, por Pedro Salgado (aqui)
03) Mashrou’ Leila ao vivo no SESC Pompeia, por Leo Vinhas (aqui)

novembro 3, 2017   Encha o copo

Dicas Scream & Yell: Culture Club no Brasil

Responsáveis por uma enorme lista de hits que movimentaram as pistas (e os bailinhos) dos anos 80 como “Love is Love”, “Do You Really Want to Hurt Me?” e “Karma Chameleon”, o Culture Club (liderado por Boy George) aporta em São Paulo no dia 21 de novembro para um show no Citibank Hall. Os ingressos estão à venda aqui e no vídeo abaixo dou uma pincelada na carreira do quarteto, que aporta pela primeira vez no Brasil com sua formação original (e alguns covers no set list!). Confira!

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novembro 1, 2017   Encha o copo

Cinco Sons no Cultura Livre

No quesito música ao vivo e bate papo musical, o Cultura Livre é hoje o melhor programa da TV brasileira. Muita pela curadoria, esperta e atenta, que vai atrás de nomes bacanas da nova música brasileira dando um espaço legal para eles manifestarem a sua música e opiniões, outro tanto pelo conhecimento da Roberta Martinelli, que comanda o programa com inteligência e bom humor. Por tudo isso, quando a produção do Cultura Livre me procurou para participar do quadro Cinco Sons, em que um convidado elenca cinco discos seguindo um cronograma do programa, me senti super honrado. O quadro, gravado aqui em casa, foi ao ar na terça-feira (24/10) e agora está disponível no Youtube. Assista abaixo às minhas escolhas (para você que acompanha esse blog cada vez mais abandonado, as escolhas talvez não sejam nenhum surpresa) e confira o canal do Cultura Livre no Youtube. Vale muito a pena!

outubro 27, 2017   Encha o copo

Dicas Scream & Yell: Nova Hollywood

Um box bacanudo com seis filmes da virada dos anos 60 para os anos 70 que simbolizam a derrocada da Era de Ouro de Hollywood, que foi atropelada por uma turma de novos cineastas dispostos a mudar os rumos do cinema norte-americano. Assista abaixo.

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outubro 26, 2017   Encha o copo

Shakespeare e eu

Comecei a rever “Hamlet” (1996), a maravilhosa epopeia do Kenneth Branagh com 4h20 de duração que é das minhas adaptações favoritas da obra de Shakespeare, e quando percebi me vi relembrando da primeira vez que li o Bardo e já estava mandando uma mensagem pruma das bibliotecas da minha vida via Facebook:

“Olá! Meu nome é Marcelo, moro em São Paulo desde 2000, mas cresci em Taubaté e durante muito tempo peguei livros emprestados ai da biblioteca (posso dizer orgulhosamente que ela ajudou a me definir – risos). Nessa época havia ai uma coleção do Shakespeare, vários volumes (entre 15 e 20), com capa azul. Eu gostaria de saber se vocês ainda tem essa coleção a disposição do leitor e se poderiam identificar editora e edição, pois eu sonho vez em quando com essa coleção, e gostaria de tê-la em casa 🙂 É uma edição comentada de várias peças do Shakespeare.”

Hoje cedo o pessoal da biblioteca me respondeu gentilmente acrescentando essas duas fotos da coleção que me encantou quase quatro décadas atrás e então descubro que tudo do que li de Shakespeare na primeira (e segunda) vez (no começo dos anos 80) foi de uma coleção de 36 volumes de… Portugal (uma coleção mui provavelmente doada por alguma boa alma) – tenho ainda comigo desde sempre dois volumes da Editora Abril com 4 tragédias e 4 comédias datado de 1981, mas a minha base foi essa coleção portuguesa.

A primeira vez que li essa coleção foi entre os 11 e 12 anos. Como é de se imaginar, muita coisa passou batido por mim, mas a paixão foi tanta que reli essa coleção completa durante a crise dos 17 (pré e durante o Serviço Militar Obrigatório).

A edição é datada de 1955 e é da Lello & Irmãos, uma editora do Porto (também livraria). Soube através de um amigo português no Facebook que “a Livraria Lello ainda existe no mesmo local e é a mais incrível livraria de Portugal e uma das mais lindas do mundo. Paragem obrigatória se um dia fores ao Porto”. Dica anotada! Adoro essa edição da Lello das obras de Shakespeare porque muitos dos textos vem com um apêndice informativo primoroso, que amplia demais o olhar sobre a obra.

Numa busca na web cai nesse texto do Fernando Simões Garcia e compartilho a salvação do autor neste trecho delicioso que analisa as traduções de Shakespeare para o português:

“Fernando Pessoa escreveu o seguinte sobre a edição da Lello & Irmãos:

‘Apenas folheei, e nem uma linha li, das traduções que o sr. dr. Domingos Ramos terá imortalmente que expiar. Porque não é com a competência de tradutor-de-inglês do sr. dr. Ramos que eu implico e esbarro. É com a sua competência para traduzir Shakespeare, visto que lhe cai em cima e o reduz a prosa’.

Muito mais sensível do que eu, Fernando Pessoa rejeitou pela capa os volumes que me salvariam — pela qualidade e pelo tamanho. Trinta e seis volumes. Apostei metade do meu salário neles. Foi uma aposta. Eu não sabia da qualidade do que eu comprava. A edição foi composta por cinco ou seis tradutores. Todos eles com seu estilo. Sem regras fixas, cada um foi moldando a peça traduzida à medida de si próprio.

António de Castilho, por exemplo, que traduziu o Fausto — e há quem o acuse de o ter feito sem saber alemão — compôs em verso próprio o seu A Midsummer Night’s Dream. Sem notas, sem ensaio introdutório. Castilho negligenciou tudo, menos a poesia. O resultado, que não é do meu gosto, pode agradar a quem tenha o espírito mais movimentado. Não deixa de ser curioso, no entanto, esse esforço — e essa disparidade de tradutores, de inclinações intelectuais. Em contraposição, o Dr. Ramos, o Dr. condenado pelo Pessoa, é certamente o tradutor mais judicioso que possa existir. Traduziu diversas peças, todas elas bem alimentadas de ensaios introdutórios e notas explicativas.

O exemplo mais elevado é a tradução de Júlio César: o Dr. Ramos seguiu, passo a passo à letra do Bardo, a narrativa de base que deu origem à peça: a vida de Júlio César de Plutarco. O leitor que tenha paciência de folhear o volume achará ali uma sobrevida, uma camada a mais da personalidade vibrante e do destino trágico de César. As notas são exaustivas, completas, pra latinista nenhum botar defeito. Outro tradutor: Henrique Braga. Traduziu, entre outras, Troilus e Créssida. Sua obsessão com os tradutores franceses — os mesmos de que Machado de Assis fez largo uso — é esclarecedora. Ele compara, estuda e até repara as traduções feitas para o francês. Às vezes chega a dizer que são péssimas traduções, as dos franceses. O homem é ousado.

Com exceção de 4 ou 5 das Comédias, li todo o Shakespeare pela edição da Lello & Irmãos. Não me arrependo. Mesmo hoje, lendo em inglês, volto a elas. A tradução é sempre precisa. Sempre clara. Feita numa época em que as pessoas sabiam escrever em língua portuguesa.

O traço mais elevado dessa edição é a pluralidade. Cada tradutor expandiu a sua própria personalidade e o seu próprio gosto — e o modo pelo qual o gôsto se desenvolve — carregando à ponta do lápis as suas expressões e preferências mais íntimas. Sem a uniformidade tão característica das edições de hoje, a sensação que tive foi a de estar lidando com gente real — gente que leu, estudou e amou a obra de William Shakespeare.”

Pessoas como eu. Talvez você. <3

Leia a integra da esplendorosa análise do Fernando Garcia aqui.

Ps 2023: Consegui finalmente comprar a coleçãio completa <3

outubro 25, 2017   Encha o copo

Sobre “Black Mirror”…

Como nunca escrevi nada sobre “Black Mirror” no site, e só fiz esse pequeno comentário no Facebook ano passado, decidi repostar ele aqui pra achar mais fácil quando precisar… hehe

Não sou muito de hypes (aliás, adoro ignora-los), mas terminamos “Narcos” no fim de semana (S02 <<<< S01) e a Liliane sugeriu vermos “Black Mirror”, que eu estava ignorando solenemente desde 2011 e não sabia patavina do que se tratava. Fui lá, baixei as duas primeiras temporadas, e planejei: 13 episódios? A gente mata fácil em cinco dias. Dai começamos no domingo e vimos os dois primeiros (numa votação ae, o primeiro é o quinto melhor entre os 13), duas baitas porradas. E então decidimos passar a ver um por dia, afinal, já que vamos ser esmurrados (com socos beeem inteligentes no cérebro), melhor aproveitar e curtir a surra. Hoje vimos o primeiro da segunda temporada (o quarto na contagem geral). Tá sendo delicioso apanhar…

outubro 24, 2017   Encha o copo

Dicas Scream & Yell: Manics 2

O Manic Street Preachers já havia sido tema de um programa no Scream & Yell (o de número 20: assista aqui), mas os 10 anos de “Send Away The Tigers”, festejados com uma edição pra lá de caprichada do disco, me fez relembrar um texto que eu escrevi na época do lançamento do álbum, e que eu leio no vídeo abaixo.

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outubro 21, 2017   Encha o copo