Random header image... Refresh for more!

Dylan com Café, dia 10: Self Portrait

Bob Dylan com café, dia 10: lançado em junho de 1970, o anti-álbum “Self Portrait” nasceu de três sessões em 1969, quatro em 1970 mais seis sessões de overdubs e quatro faixas ao vivo retiradas do show de Dylan com a The Band no Isle of Wight Festival de 1969. O resultado, sim, é uma enorme colcha de retalhos que se peca por falta de concisão, ganha pontos pela provocação: cansado da perseguição de fãs e também da imprensa, Dylan fez um álbum para desagradar todo mundo. A resenha de Greil Marcus na Rolling Stone tornou-se clássica com seu título: “Que merda é essa?”. Bob se justifica: “Fizemos este álbum para que as pessoas parassem de comprar meus discos. E elas deixaram de comprar”. No entanto, quase 50 anos depois, “Self Portrait” soa sim um grande disco que alterna bobagens (como “I Forgot More Than You’ll Ever Know”, que Brian Hilton define como Dylan cantando como se fosse um Elvis gripado) e grandes canções (“Days of ’49”, abaixo num remix dubstep). A revisão desta fase na série “The Bootleg Series Vol. 10: Another Self Portrait”, lançada em 2013, mostra que Dylan não estava brincando quando disse que planejou o afastamento de seu público, afinal há grandes canções das mesmas sessões que foram deixadas de lado em favor do repertório… difícil. Ainda assim, um álbum curioso.

Especial Bob Dylan com Café

março 1, 2018   Encha o copo

Textos mais lidos: Fevereiro de 2018

TOP 10
01) Balanço: Festival Psicodália 2018, por Rafael Donádio (aqui)
02) Entrevista: AmyJo Doh & The Spangles, por Mac (aqui)
03) 11 cervejas India Pale Ale nacionais, por Mac (aqui)
04) Especial: Melhores de 2017 Scream & Yell (aqui)
05) Três filmes: “Lady Bird”, “Mudbound”, “I, Tonya” (aqui)
06) Entrevista: Steve Hackett, por Bruno Capelas (aqui)
07) Entrevista: Sara Driver fala sobre Basquiat, por Renan Simão (aqui)
08) Três filmes: “A Grande Aposta”, “Roman J. Israel, Esq.” e “Trama Fantasma” (aqui)
09) Três filmes: “O Destino de Uma Nação”, “The Post – A Guerra Secreta”, “A Forma da Água” (aqui)
10) Cinema: “Projeto Flórida”, por Renan Guerra (aqui)

DOWNLOAD
01) Download: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 18º link (aqui)
02) Download: 125 catálogos do CCBB -> 53º link (aqui)
03) Download: Tributo aos Engenheiros do Hawaii -> 89º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Três filmes: O sexo no cinema brasileiro (aqui)
02) Alemanha: Três cervejas da Kaiserdom (aqui)
03) Teenage Fanclub por Nick Hornby (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Gal Costa ao vivo em SP, por Mac (aqui)
02) Cinema: “Clara Estrela”, por Renan Guerra (aqui)
03) Entrevista: Aldan, por Bruno Lisboa (aqui)

março 1, 2018   Encha o copo

Dylan com Café, dia 9: Nashville

Bob Dylan com café, dia 9: lançado em abril de 1969, “Nashville Skyline” traz Johnny Cash numa versão pungente de “Girl From The North Country”, Dylan exibindo um violão de George Harrison na capa usando a mesma jaqueta da capa de “Blonde on Blonde” e o mesmo chapéu de “John Wesley Harding”. A voz de Dylan alcança tonalidades bastante diferentes aqui e ele justifica: “Quando parei de fumar, minha voz mudou”. A cantora Norma Waterson analisa a mudança vocal por outro prisma: “Aqui ele canta com o diafragma”. Este é o álbum de “Lay Lady Lay” e de uma das favoritas de Nick Cave: “I Threw It All Away”, que Cave diz ser “Mozart se levantando contra Beethoven em ruínas de seu trabalho anterior”.

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 28, 2018   Encha o copo

Dylan com Café, dia 8: John Wesley

Bob Dylan com café, dia 8: lançando em janeiro de 1968, “John Wesley Harding” é a calmaria após a tempestade elétrica dos três álbuns anteriores. É o álbum da manhã seguinte após discos madrugadeiros. “Apenas abracei o que veio. Foi assim que fiz as mudanças, abraçando o que veio”, explicou Dylan à Jann Wenner. “Dediquei-me mais à composição. Sentia que todos esperavam que eu fosse um poeta, então tentei ser um”, explica definindo “John Wesley Harding” como um álbum “sobre temor… ele lida com o demônio do ponto de vista do temor”. O Dylan deste disco havia se instalado em uma casa em Woodstock e uma bíblia repousava aberta à vista de todos, o que rendeu várias imagens e personagens para o álbum. Um clássico absoluto que se tornou ainda mais apocalíptico na versão irrepreensível de Jimi Hendrix, e aqui surge desnuda e emocionante: “All Along The Watchtower”. É deste disco também a inspiração para o nome de uma famosa banda de heavy metal que nasceria no ano seguinte, 1969: “The Ballad of Franky Lee and Judas Priest”.

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 27, 2018   Encha o copo

Documentário: “Eu, Oxum”

A cantora Héloa assina direção e roteiro do documentário “Eu, Oxum”, ao lado de sua mãe, Martha Sales. Produzido de maneira independente, “Eu, Oxum” conta a história de cinco mulheres que são filhas de Oxum, orixá que representa a força das águas doces, e suas conexões com a fé. A direção de arte e fotografia ficaram por conta de Gabriel Barreto e Marcolino Joe. Ao todo, são 22 minutos de imagens e memórias do processo individual – e diferenciado – de cada uma dessas mulheres em idade, tempo de inserção na religião e na casa, relações de parentesco e as funções que ocupam dentro desse espaço sagrado, onde Héloa imergiu e se encontrou em sua busca de espiritualidade, força ancestral e reafirmação da mulher negra e sergipana que é. A trilha sonora, assinada por Vinícius Bigjohn e Klaus Sena, é totalmente dedicada à Oxum e apresenta o retrato do sagrado feminino, da natureza dos rios e mares. Entre as participações de destaque, o Yalorixá Maria José de Santana, responsável pelo “Ilê Axé Omin Mafé”. Conhecida como “Mãe Bequinha”, ela também conta sua história, como a mais antiga “filha de Oxum” do município de Riachuelo, localizado na região do Vale do Cotinguiba, interior do Sergipe.

Leia também:
– Héloa: “Sergipe é um celeiro de grandes artistas

fevereiro 27, 2018   Encha o copo

Documentário: A prisão do Planet Hemp

Com direção e roteiro por Matias Maxx e direção de arte e edição a cargo de Felipe Benoliel, o curta “Planet Hemp: A Vitória Não Virá Por Acidente” (2017) retoma o caminho que acabou levando o grupo à prisão em 1997, em Brasília, montando uma linha do tempo com imagens de reportagens e shows, contando as repressões sofridas pelo grupo e o avanço que o Brasil caminha para a descriminalização.

Episódios de repressão ao Planet Hemp dão-se desde 1995, mas se intensificam em 1997, quando após ter vários shows cancelados e CDs recolhidos, os integrantes da banda são presos, passam cinco dias encarcerados e incendeiam o debate sobre liberdade de expressão e política de drogas, em um país recém saído da ditadura.

A prisão deu muita visibilidade à banda e ao debate sobre a legalização da maconha. Na década seguinte, o caso influenciaria não só outras bandas, como toda uma geração, que manteve aceso o debate sobre a legalização da maconha. Essa movimentação gerou repressão, sobretudo às marchas, que chegaram a ser proibidas pelos Ministérios Públicos e foram palco de lamentáveis cenas de brutalidade policial.

A discussão da legalidade da Marcha da Maconha chegou ao STF, que declarou sua legitimidade em 2011, em uma audiência histórica, na qual a prisão do Planet Hemp foi citada como uma “interferência brutal do processo de produção intelectual e artística”. Mais uma comprovação que a história do Planet Hemp e da luta pela legalização da maconha no Brasil, caminham juntas e se retroalimentam.

Na década presente o Brasil, acompanhando uma tendência mundial, passou a discutir e regulamentar o uso da maconha medicinal. As mudanças, no entanto, acontecem longe das esferas legislativas, e sim através de iniciativas da sociedade civil no judiciário, que em suas últimas decisões vem garantindo salvo condutos e habeas corpus para usuários medicinais cultivarem maconha em casa.

Por conta dessa luta diária, que atravessa gerações, ativistas repetem os versos do Planet Hemp, “Nossa vitória não será por acidente”.  Assista ao curta abaixo.

fevereiro 27, 2018   Encha o copo

Dylan com Café, dia 7: Blonde on Blonde

Bob Dylan com café, dia 7: Kris Kristofferson, que trabalhava como faxineiro no estúdio, disse que as sessões de “Blonde on Blonde”, lançado em maio de 1966, foram “as mais incriveis que vi em Nashville. Bob ficava horas no piano, compondo, enquanto os músicos jogavam cartas ou ping-pong”. Bob relembra: “Compus todas as canções no estúdio. Os músicos jogavam cartas. Eu escrevia, nós a gravávamos, eles voltavam para o carteado e eu ia compor outra”. O produtor retirou as divisórias acústicas entre os músicos para que todos ficassem no mesmo ambiente, estabelecendo contato visual e tocando ao vivo. Em pouco tempo, a “banda” era uma turma que juntava descolados de Nova York e caipiras de Nashville – passaram a comer juntos, fazer intervalos juntos e a se divertir. Dylan fez questão que todos recebessem créditos individuais na capa.

O resultado, sublime, foi “Rainy Day Women # 12 & # 5” (gravada às 4 da manhã com todo mundo calibrado), “Visions of Johanna” (cujo embrião nasceu no Chelsea Hotel), a pérola pop “I Want You” (inspirada na musa Edie Sedgewick e no “rival” Brian Jones), “Leopard-Skin Pill-Box Hat”,  “Just Like A Woman” (outra para Edie) e a maravilhosa “Stuck Inside of Mobile With The Memphis Blues Again”, que enlouquece tanto Jeff Tweedy (“É como uma bateria que se carrega sozinha”) quanto Frank Black (“É uma canção com muita alma, mas quanto mais a ouço sempre volto para aquela bateria matadora”), quanto todos nós (“but deep inside my heart / I know I can’t escape”).

Sétimo álbum de estúdio de Bob Dylan, “Blonde on Blonde” encerrou a trilogia de álbuns de rock que mudaram a carreira do compositor e, também, a própria música pop. 12 anos após seu lançamento, Bob comentou: “O mais próximo que cheguei do som que ouço dentro da minha cabeça foi com ‘Blonde on Blonde. É algo dourado e brilhante”. Segundo o biográfo Michael Gray, “Dylan fez uma obra-prima, depois outra e mais essa outra”, sobre seus três álbuns de rock do período. Presente em várias listas de melhores discos de todos os tempos, este poderoso álbum duplo “Blonde on Blonde” é um dos pontos mais altos da carreira de Bob Dylan, musicalmente liricamente. Até hoje…

Especial Bob Dylan com Café

fevereiro 26, 2018   Encha o copo

Ouça: Podcast Metal Etílico número 51

Na edição número 51 do programa Metal Etílico, da Mutante Rádio, o apresentador Wendel Pivetta convidou uma turma de sites (Scream & Yell / O Subsolo), webradios (Rádio Armazém / Rock Master / Mutante Radio), bandas (Peixes Voadores) e cinema (Guilherme Teresani) para papear e o resultado, imperdível, você ouve abaixo, 2h25 de boas histórias.

fevereiro 26, 2018   Encha o copo

Agenda: Mais 11 festivais pelo mundo

Nublu Jazz Fest, em São José dos Campos e São Paulo
15 a 17 de março de 2018
Informações: https://www.sescsp.org.br/

Back To The Beach, em Huntington Beach, Califórnia
28 e 29 de abril de 2018
Informações: http://backtothebeachfest.com/

Beale Street Music Festival, em Memphis, EUA
De 04 a 06 de maio de 2018
Informações: www.facebook.com/bealestreetmusicfestival

Festival Bananada, em Goiânia, Brasil
De 07 a 13 de maio de 2018
Informações: http://festivalbananada.com.br/

Secret Solstice, em Reykjavik, Islândia
De 21 a 24 de junho de 2018
Informações: http://secretsolstice.is/

Bilbao BBH Live, Espanha
De 12 a 14 de julho de 2018
Infos: https://www.facebook.com/bilbaobbkliveoficial/

Forecast Music, Art & Activism, Louisville, EUA
De 13 a 15 de julho de 2018
Infos: https://forecastlefest.com/

Heavy Montreal, Canadá
28 e 29 de julho de 2018
Infos: https://www.heavymontreal.com/en

Psycho Las Vegas, Las Vegas, EUA
De 17 a 19 de agosto de 2018
Infos: https://www.facebook.com/psychoLasVegas/

Festival Number 6, Portmeirion, Reino Unido
De 06 a 09 de setembro de 2018
Infos: http://festivalnumber6.com/

Lollapalooza Berlin, Alemanha
Dias 08 e 09 de setembro de 2018
Infos: https://www.lollapaloozade.com/

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

fevereiro 26, 2018   Encha o copo

Os 32 anos da London Calling Discos

Localizada desde 1986 no primeiro piso da Galeria Presidente, em São Paulo, um prédio icônico quase ao lado da Galeria de Rock e exatamente em frente ao novo SESC 24 de Maio, a London Calling completa 32 anos em 2018. Para rememorar algumas das boas histórias acontecidas dentro da loja, o proprietário Walter Thiago conversou e contou histórias para o pessoal do Canal Snake Pit TV, entre elas as mais de 50 tardes de autógrafos (Marky Ramone, Stiff Little Fingers, Buzzcocks, Mudhoney, New Model Army e muito mais) que movimentaram a galeria e a loja neste período. Assista abaixo!

fevereiro 26, 2018   Encha o copo