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Escolas cervejeiras, IBU e mais

Programa número 84 da série Scream & Yell Vídeos, e o segundo com foco em cerveja, este programase tornou em um dos vídeos mais longos gravados pela Casa Inflamável para o Scream & Yell (calma, são só quase 28 minutos), e não foi a toa: a ideia aqui era dar um breve histórico de algumas escolas cervejeiras clássicas em exemplos que podem ajudar você a entender para onde essa revolução cervejeira artesanal está indo. No meio do caminho conto algumas histórias minhas com a Duvel, falo de IBU e outras coisas. Assista!

Mais Scream & Yell Videos

junho 22, 2018   Encha o copo

Dylan com café, dia 66: Tom Petty

Bob Dylan com café, dia 66: Antes de decidir ignorar as turnês temáticas de álbum formando uma banda para uma Never Ending Tour em junho de 1988, Bob Dylan foi para o palco dezenas de vezes acompanhado pelos músicos mais variados e é possível encontrar facilmente bootlegs em vídeo de todas as suas turnês pós 74. A de 1986, que levou o nome de “True Confessions Tour”, tinha que banda de apoio Tom Petty & The Heartbreakers, e se os discos do período (“Empire Burlesque” / “Knocked Out Loaded”) mostravam um Dylan musicalmente completamente perdido, nos shows as coisas ainda funcionavam (dependendo da noite, dependendo do humor do homem).

Transmitido pela HBO em 20 de junho de 1986, o material que compõe o DVD “Hard to Handle” saiu de dois shows em Sidney (o quinto e sexto de seis shows naquela cidade em fevereiro de 1986), na primeira perna da turnê (Nova Zelândia, Austrália e Japão), e reduz o set de, em média, 30 canções (com direito a quatro números solo de Tom Petty e cerca de quase três horas de duração), para apenas 10 cavalos de batalha, hinos do quilate de “Just Like a Woman”, “Like a Rolling Stone”, “Ballad of a Thin Man”, “It’s Alright, Ma (I’m Only Bleeding)“, “Knockin’ on Heavens Door” e “Girl From The North Country”. O DVD é aberto com a cristã “In The Garden”, do álbum “Saved” (1980), e Dylan provoca: “Essa música é sobre o meu herói. Cada pessoa tem um herói e qual seria o herói de vocês? Mel Gibson? Michael Jackson? Bruce Springsteen?”.

Do material então recente Dylan saca “I’ll Remember You” e “When the Night Comes Falling from the Sky”, num poderosa versão com um coral soul de arrepiar. As imagens são básicas, mas o som é bom e dá uma perfeita ideia da evolução de Dylan no palco e comparação com os shows do DVD “The Other Side of The Mirror – Live at Newport 1963 / 1965”, da turnê “Hard Rain” (1976) e do vindouro “Woodstock 94”, o próximo café. A boa dica é ir atrás dos bootlegs oficializados dessa turnê, como “Across The Borderline, Austrália” ou “This Land Is Your Land: The Classic 1986 Buffalo, New York, 04 July” (os dois com 31 canções).

Especial Bob Dylan com Café

junho 18, 2018   Encha o copo

Dylan com café, dia 65: Don’t Look Back

Bob Dylan com café, dia 65: 50 anos se passaram e “Don’t Look Back” continua sendo não só o melhor documentário sobre Bob Dylan, mas um dos melhores documentários de rock já feito em todos os tempos (para o British Film Institute, é um dos 10 documentários de rock essenciais na história). Lançado em 1967, “Don’t Look Back” traz o cineasta DA Pennebaker acompanhando Dylan na turnê britânica de maio de 1965, sua última turnê acústica antes da tempestade sônica que iria começar no Festival de Newport, em junho, e se alastrar por todos os lugares, culminando novamente em uma turnê inglesa (e no grito de “Judas” em Manchester, 1966). Ou seja, “Don’t Look Back” flagra Bob Dylan pré-celebridade pop, tendo que lidar com jornalistas despreparados (é famoso o trecho do filme em que ele desanca um repórter da Time Magazine) num meio musical que ainda carecia de profissionalismo (chega a soar cômico ver seu manager, Albert Grossman, tendo que improvisar em cima da hora teatros para os shows e aceitar cachês abaixo de valores de mercado). A cena de abertura do filme serviu como uma espécie de videoclipe (que se tornaria um clássico) para a música “Subterranean Homesick Blues”, na qual Bob exibe e descarta uma série de cartões contendo palavras e frases selecionadas das letras (incluindo erros intencionais e trocadilhos) com Allen Ginsberg fazendo uma aparição. Joan Baez também é vista no filme (numa situação que soa um rompimento do casal) além de Marianne Faithfull, Donovan e John Mayall, entre outros.

“Trata-se de um documentário sobre fama e como ela ameaça a arte. Também é sobre a imprensa e como ela categoriza, aprisiona, esteriliza, universaliza ou convencionaliza de maneira vaga um original com Dylan”, observou a crítica da Newsweek na época. “Muito poucas pessoas mudam o mundo”, pontou Joseph Baldassare, curador de uma exposição em Londres sobre o filme em 2016. “Para mim há antes de Elvis e depois de Elvis, antes de Cassius Clay e depois de Muhammad Ali, e antes de Bob Dylan e depois de Bob Dylan. Em ‘Don’t Look Back’, temos o raro ponto de vista de ver esse momento um pouco antes”, opina. “O filme é magnético”, classificou o Guardian. “Ao mesmo tempo em que apresenta trechos fascinantes de um músico tocando no auge de seus poderes, o drama fora do palco é igualmente cativante”, compara, e explica: “Chegando à Inglaterra, Dylan é todo polido e charmoso diante de um circo da mídia com a intenção de transformá-lo em algo fácil de entender. Mas à medida que a turnê caótica continua, ele se torna cada vez mais irritado e agressivo”, conclui. Documentário essencial, “Don’t Look Back” foi relançado em 2015 dentro da série The Criterion Collection numa versão 4K restaurada com trechos extras e muitos bônus em um segundo DVD com mais de uma hora de imagens inéditas.

Especial Bob Dylan com Café

junho 13, 2018   Encha o copo

Scream & Yell Vídeos: Programa 83

O programa número 83 da série é daqueles que mapeiam lançamentos e, neste em especial, reúne um disco (“Taurina“, de Anelis Assumpção), um DVD (a caixa com três discos e seis filmes “O Cinema de Jean-Luc Godard”) e um livro (“Canções Iluminadas de Sol: Entre Tropicalismos e Manguebeats“, de Carlos Gomes).  Assista abaixo!

Mais Scream & Yell Videos

junho 12, 2018   Encha o copo

Dylan com café, dia 64: Minneapolis Tape 2

Bob Dylan com café, dia 64: Robert Allen Zimmerman nasceu em Duluth, Minnesota, em 24 de maio de 1941. Em 1947, os Zimmermans mudaram-se para um bairro de classe média na vizinha Hibbing, uma cidade de 16 mil habitantes a beira da maior mina de ferro a céu aberto do mundo. Na escola, Bob formou algumas bandas e, após a formatura do ensino médio em 1959, frequentou a Universidade de Minneapolis, onde encontrou uma cena boêmia florescendo na quadra conhecida como Dinkytown. Inspirado pela leitura da autobiografia de Woody Guthrie, “Bound for Glory”, Dylan abandonou a faculdade no primeiro ano e partiu para Chicago (já assistiu a “Inside Llewyn Davis”, filme de 2013 dos irmãos Coen?), depois Madison, no Wisconsin, antes de chegar ao Greenwich Village nova-iorquino num inverno frio e cheio de neve. A vinda para Nova York, no entanto, tinha como intuito principal uma visita ao doente Woody Guthrie, que estava internado em um hospital em Nova Jersey para tratar da coreia de Huntington, doença hereditária que causa a morte das células do cérebro (Guthrie iria morrer em 1967). Bob se aproximou de Guthrie e, também, da cena folk do Greenwich Village, e se fixa em Nova York em janeiro de 1961.

Durante o ano de 1961, porém, Bob visitaria a família em Hibbing algumas vezes, sempre passando por Minneapolis, onde encontrava Bonnie Beecher, uma garota que ele conheceu na faculdade (e que inspirou a canção “Girl from the North Country”). Numa dessas passagens, em maio de 1961, Bob teria se apresentado em um café, onde foi gravada uma fita caseira hoje conhecida como “The Minneapolis Party Tape”. Em novembro, Bob gravou nos estúdios da Columbia o repertório que iria compor seu álbum de estreia (que só sairia em março de 1962), e em dezembro (sete meses após a primeira sessão em Minneapolis), Bob estava de volta a Dinkytown, e uma segunda fita foi registrada, desta vez no apartamento de Bonnie – por isso conhecida como “The Minneapolis Hotel Tape”. A evolução musical de Bob entre a primeira fita (em maio) e a segunda (em dezembro) é imensa e intensa. Nesta sessão de final de ano, Bob está cantando muito melhor e dominando violão e gaita, incandescente num repertório de canções tradicionais que destacam o quarteto de covers de Woody Guthrie “VD Blues”, “VD Waltz”, “VD City” e “VD Gunner’s Blues”, cujo tema central é doença venérea (VD). Nesta edição bootleg autorizada via lei de direitos autorais do Reino Unido há, ainda, a inclusão de seis músicas de um show no Gaslisgh Café em setembro de 1961 – outro show, mas de 1962, será lançado pela Columbia em 2005 em parceria com o Starbucks – que traz algumas das primeiras composições autorais de Bob (“Man on The Street”, “Talking Bear Mountain Picnic Massacre Blues” e “Song to Woody”) em outro documento histórico. Imperdível.

Especial Bob Dylan com Café

junho 11, 2018   Encha o copo

Festival Circadélica: Programação por dia

Festival Circadélica, Sorocaba, SP
Dias 28 a 29 de julho de 2018
Infos: https://www.facebook.com/circadelica/

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

junho 9, 2018   Encha o copo

Festivais 2018: mais 7 line-ups

PicniK Festival, Brasília
Dias 23 e 24 de junho de 2018
Infos: https://www.facebook.com/PicniKBsB/
Experiência Scream & Yell: Ocupando a cidade!


Paléo Festival 2018, Suiça
De 17 a 22 de julho de 2017
Infos: http://yeah.paleo.ch/

Pitchfork Music Festival Chicago, EUA
De 20 a 22 de julho de 2018
Infos: http://pitchforkmusicfestival.com/

Traveler’s Rest Festival, Montana, EUA
Dias 04 a 05 de agosto de 2018
Infos: http://travelersrestfest.com/

Coma Festival 2018, Brasília
De 10 a 12 de agosto de 2018
Infos: https://www.facebook.com/FestivalCoMA/

Louder Than Life, Louisville, EUA
De 28 a 30 de setembro de 2018
Infos: https://louderthanlifefestival.com/

Shiiine On Weekender 2018, West Somerset, Inglaterra
De 16 a 18 de novembro de 2018
Infos: https://www.shiiineon.com

Confira o line-up de outros grandes festivais de música

junho 8, 2018   Encha o copo

Cenas de SP: Dawson, Joey e Felicity

Um casal papeia numa loja na rua Frei Caneca:

– Como era o nome daquela série que o cara namorava uma garota e…
– Não é série, é filme
– É série! A garota depois casou com o Tom Cruise
– Ahhhh, é verdade… Felicity!
– Isso, Felicity!

E no purgatório das séries, Dawson rola no caixão…

Outras cenas de SP

junho 7, 2018   Encha o copo

Dylan com café, dia 63: Speaks

Bob Dylan com café, dia 63: Alguns meses depois de sua polêmica apresentação elétrica no Newport Folk Festival 65 (em junho), do single “Like a Rolling Stone” bater no número 2 da Billboard (em julho) e do lançamento do álbum “Highway 61 Revisited” (em agosto), Bob Dylan participa de uma concorrida coletiva de imprensa em São Francisco (em dezembro) respondendo a perguntas de repórteres de três jornais, jornalistas da mídia local e convidados como Allen Ginsberg, o produtor Bill Graham, o crítico musical Robert Shelton, Eric Weil, o ator Claude Mann e o comediante Larry Hankin. Filmada pela KQED em 3 de dezembro de 1965 (e lançada na integra de seus 53 minutos em DVD pela Eagle Rock), “Dylan Speaks” é um dos documentos em vídeo mais legais sobre Bob Dylan acessíveis ao público.

Totalmente na defensiva, Bob Dylan se utiliza de evasivas, ironia e sarcasmo (sendo que, mais de 40 depois, possa se perceber a inocência como ingrediente decisivo no subtexto de cada resposta) para conduzir uma conversa que vai tomando forma dramática até que um repórter coloca o homem na parede: “Mr. Dylan (detalhe: Dylan tinha 24 anos!), o senhor parece relutante em falar sobre o fato de ser um artista popular?”. E Dylan rebate: “O que você quer que eu diga?”. E o repórter continua: “Não entendo porque você está relutante, parece que está constrangido (em explicar o que te faz popular)”. E Dylan faz um gracejo sarcástico / dramático, mas o repórter não desiste: “Você não faz ideia por que é popular?”. E Dylan parece, finalmente, soar tenso e tenta explicar: “Não lutei por isso. Aconteceu, como todo o resto. Foi um acontecimento, e você não determina um acontecimento”.

Esse é um dos grandes momentos, mas há vários, como quando ele responde a Ginsberg (“Eu não faria isso com você – se você estivesse aqui no centro das atenções” – risos) ou disfarça sobre o estilo que música que faz: “Não toco folk rock. Diria que faço música matemática, música de visão”… Em outra resposta que se tornou histórica, alguém questiona: “Você se considera um cantor de protesto ou um cantor de rock and roll?”. E Dylan se sai com essa: “Penso em mim como um homem que canta e dança”. Como observou o crítico do Guardian na época do lançamento deste DVD (2009), “o ‘real’ Bob Dylan provavelmente nunca será visto, mas essas entrevistas nos aproximam um pouco mais do homem”. Essencial (assista na integra abaixo).

Especial Bob Dylan com Café

junho 7, 2018   Encha o copo

Grandes discos da safra 1968 da música

Não são poucos os que acreditam que 1967 tenha sido o grande ano da música em todos os tempos, e no ano passado selecionamos 50 discos deste ano magnifico. Porém, basta uma olhadela rápida na lista que se segue para perceber que 1968 parece dar um passo à frente, com mais pluralidade, avanços e brasileiros presentes com grandes discos. Em mais um vídeo integrante da série Scream & Yell Vídeos, selecionei 50 grande álbuns “do ano que não terminou” que só se engrandeceram com o passar do tempo. Confira a lista de 50 discos e os dois Top Ten pessoais, um nacional e o outro internacional. E arrisque a sua lista nos comentários!

Top Ten Internacional, Marcelo Costa (Scream & Yell)
01) “The Beatles (The White Album)”, The Beatles
02) “Astral Weeks”, Van Morrison
03) “Electric Ladyland”, The Jimi Hendrix Experience
04) “Beggars Banquet”, The Rolling Stones
05) “White Light/White Heat”, The Velvet Underground
06) “At Folsom Prison”, Johnny Cash
07) “Sweetheart Of The Rodeo” , The Byrds
08) “Music From Big Pink”, The Band
09) “We’re Only In It For The Money”, Frank Zappa and The Mothers of Invention
10) “Marble Index”, Nico

Top Ten Nacional, Marcelo Costa (Scream & Yell)
01) “Tropicália: ou Panis et Circenses”, Vários
02) “Os Mutantes”, Os Mutantes
03) “Gilberto Gil” – Gilberto Gil
04) “Caetano Veloso” – Caetano Veloso
05) “Volume 3”, Chico Buarque de Hollanda
06) “Grande Liquidação”, Tom Zé
07) “O Inimitável”, Roberto Carlos
08) “Canto Geral”, Geraldo Vandré
09) “Paulinho da Viola”, Paulinho da Viola
10) “Elis Especial”, Elis Regina

21) “A Banda Tropicalista do Duprat”, de Rogério Duprat
22) “Odessey And Oracle” The Zombies
23) “The Kinks Are The Village Green Preservation Society”, The Kinks
24) “Waiting For The Sun”, The Doors
25) “Truth”, Jeff Beck
26) “NBC TV Special 1968“, Elvis Presley
27) “Initials B.B.”, Serge Gainsbourg
28) “Nefertiti”, Miles Davis
29) “Live at the Apollo, Volume II”, James Brown
30) “Wheels Of Fire”, Cream
31) “Aretha Now”, Aretha Franklin
32) “Cheap Thrills”, Big Brother And The Holding Company
33) “Bookends”, Simon And Garfunkel
34) “A Saucerful Of Secrets”, Pink Floyd
35) “The Notorious Byrd Brothers”, The Byrds
36) “Ogden’s Nut Gone Flake”, Small Faces
37) “In-A-Gadda-Da-Vida”, Iron Butterfly
38) “Vincebus Eruptum”, Blue Cheer
39) “Gris-Gris”, Dr. John
40) “Blood, Sweat & Tears”, Blood, Sweat & Tears
41) “Creedence Clearwater Revival”, Creedence Clearwater Revival
42) “The Dock Of The Bay”, Otis Redding
43) “Crown Of Creation”, Jefferson Airplane
44) “Traffic”, Traffic
45) “Raulzito e os Panteras”, Raulzito e os Panteras
46) “Taj Mahal”, Taj Mahal
47) “S.F. Sorrow”, The Pretty Things
48) “Nancy & Lee”, Nancy Sinatra & Lee Hazlewood
49) “Safe At Home”, International Submarine Band
50) “Scott 2”, Scott Walker

Mais Scream & Yell Videos

junho 7, 2018   Encha o copo