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Dádiva Point of View e Robert Johnson

Colab da cervejaria paulistana Dádiva com a dinamarquesa Amager, essa Point of View é uma incrível American Imperial Stout com… goiabada. Amor define.

No som, Robert Leroy Johnson, um dos músicos mais influentes do blues do Delta do Mississipi. Esse box “The Complete Recordings” (1990) reúne as 29 músicas que o homem gravou entre 1936 e 1937 (e 12 takes alternativos). Está tudo aqui. E é foda. Com toda certeza, Robert Johnson comia goiabada na encruzilhada.

setembro 16, 2019   Encha o copo

“Hiroshina Mon Amor” (1959)

Uma atriz francesa está em Hiroshima para atuar em um filme pacifista. Lá ela conhece um arquiteto japonês, e esse novo amante lhe faz lembrar seu primeiro amor, um soldado alemão em meio a guerra. Estreia na ficção de Alain Resnais, “Hiroshina Mon Amor” (1959) é precursor da Nouvelle Vague, uma obra estilística e poética que debate tempo, memória e esquecimento ao contar a história de um casal que acabou de se conhecer, se apaixonou e tem que se separar. Este também é o filme de estreia de Emmanuelle Riva, falecida em 2017, e estrela absoluta também em “Amour“, de Michael Haneke. 💖

setembro 16, 2019   Encha o copo

Wäls MadLab Jambu Treme e Terruá Pará

Na taça, Wäls MadLab Jambu Treme, uma Belgian Strong Golden Ale com Jambu, erva típica da região Norte e bastante utilizada na culinária do Pará como condimento amazônico. Ela foi lançada no clube da Wals em junho de 2018, e não impressionou tanto porque o Jambu não está tão marcante como nos pratos paraenses (quem comeu, sabe). Um amo de guarda fez o caramelo dos maltes subir a dosagem e o que tinha de Jambu, desaparecer. Ficou uma Belgian Strong okzinha, mas menos do que a junção prometia.

Essa harmonização era fácil, né. Premiado como projeto do ano da APCA em 2013 (com voto meu), o “Terruá Pará” é um show festival que buscava apresentar o amplo espectro da música paraense. Esse box é da terceira edição, em 2013, mas acompanhei o primeiro em 2006 (foi um dos primeiros dates que tive com a Lili: levei-a ao Auditório Ibirapuera para nos surpreendemos com Dona Onete, La Pupunã e Gaby Amarantos. Outro detalhe sentimental: o inesquecível Carlos Eduardo Miranda foi um dos produtores e incentivadores do Terruá Pará: “Velhinho, tu tem que ver isso em Belém”, ele me disse uma vez. E lá fui eu para o Portal da Amazônia me apaixonar pela música, pela cidade, pelas pessoas. Esse box é dos itens carinhosos da minha coleção e coloco vez em quando para matar saudade do Pará, de Belém e do Miranda.

setembro 16, 2019   Encha o copo

Popload Festival 2019 com 45% de desconto!

A deusa Patti Smith baixa em São Paulo dia 15 de novembro para se apresentar no Popload Festival 2019 ao lado de The Raconteurs, Hot Chip, Cansei de Ser Sexy, Tove Lo, Boy Pablo, Khruangbin, Little Simz, Luedji Luna e do bloco Ilê Aiyê.

E o Popload Festival liberou um cupom de desconto exclusivo para os leitores do Scream & Yell que permite comprar o ingresso do festival com 45% de desconto (e esse desconto vale pra compra tanto da meia-entrada quanto da inteira!!!!). Acesse a promoção no bit.ly/Popload2019ScreamYell e digite o código SCREAMYELL

Essa promoção é válida até 20/09!

Partiu Popload Festival???

setembro 12, 2019   Encha o copo

Top 10: Agosto de 2019 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – AGOSTO DE 2019
01) Entrevista: Arthur Dapieve, por Arthur Dapieve (aqui)
02) Três dias na Cervejaria Lagunitas, por Mac (aqui)
03) Beatlemania no cinema, por Karina Lacerda (aqui)
04) Faixa a faixa: “Alienígena”, por Jonnata Doll (aqui)
05) Faixa a faixa: “Guaia”, por Marcelo Jeneci (aqui)
06) Faixa a faixa: “Logos Solar”, por Teco Martins (aqui)
07) Entrevista: Ricardo Cury, por Leonardo Panço (aqui)
08) Faixa a faixa: “Macumbas e Catimbós”, por Alessandra Leão (aqui)
09) Três discos: Telekinesis, Idlewild, Bad Religion, por Adriano Costa (aqui)
10) Entrevista: A nova fase de Aíla, por Renan Guerra (aqui)

DOWNLOAD
01) Selo Scream & Yell: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 11º link (aqui)
02) Selo Scream & Yell: Tributo a Belchior -> 17º link (aqui)
03) Selo Scream & Yell: Tributo a Milton Nascimento -> 19º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) O cinema de Erika Lust (aqui)
02) Discografia comentada: Bob Dylan (aqui)
03) Discografia comentada: Cássia Eller (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) The Comet Is Coming, por Guilherme Espir (aqui)
02) Entrevista: Bernardo Bauer, por Bruno Lisboa (aqui)
03) Entrevista: Bruno Capinan, por Renan Guerra (aqui)

TOP 10 2019 – (Cinco meses)
01) Foda-se o Fascismo, diz Jello Biafra  (aqui)
02) Melhores de 2018: Top 7 Scream & Yell  (aqui)
03) Selo Scream & Yell: “Dois Lados”, tributo ao Skank (aqui)
04) Entrevista: Duda Beat, por Renan Guerra (aqui)
05) Como foi o Psicodália 2019, por Rafael Donadio (aqui)
06) Lollapalooza Brasil 2019, por Renan Guerra (aqui)
07) O cinquentenário de Flávio Bassio, por Leo Vinhas (aqui)
08) A ironia preguiçosa do Weezer, por Leo Vinhas (aqui)
09) Selo Scream & Yell: “Sem Palavras II”, por Leo Vinhas (aqui)
10) Entrevista: Ricardo Alexandre, por Leo Vinhas (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

setembro 2, 2019   Encha o copo

No podcast Vamos Falar Sobre Música, nº 54

No final de agosto tive o imenso prazer de participar de um podcast bem bacana, o Vamos Falar Sobre Música, comandado pela Heloisa Cleaver (revista Balaclava), Cleber Facchi (Miojo Indie), Nik Silva (Monkeybuzz) e a Isadora Almeida (Rádio Popload Music).

O tema da edição 54 era “Fanzines, DIY e Música”, e fui convidado para falar um pouco sobre as edições em papel do fanzine Scream & Yell (conhece?) e alguns outros fanzines que eu gosto. Entre 1998 e 2000, o Scream & Yell circulou em seis edições em papel além de dois informativos e várias colaborações.

Também neste programa falamos de Tulipa Ruiz, Jonnata Doll & Os Garotos Solventes, Toro y Moi, Gilberto Gil, Portishead, Nicolas Molina, Arthur Dapieve, Hana Vu, “Alguém Come Centopeias Gigantes” e Dave Brubeck. Ouça o programa aqui!

setembro 1, 2019   Encha o copo

Podcast A Quinta Faixa e o Final da Fita

Muito honrado pelo convite para participar do programa de estreia do podcast “A Quinta Faixa e o Final da Fita” ao lado de um timaço (Mauricio Pereira, Thedy Correa, Cunha Júnior, Silvana Mascagna, Renato Vieira, Vitor Santana, Luiz Arthur e Cilmara Bedaque). Eu tô ali falando de uma música menos conhecida do disco “O Chamado”, da Marina Lima! Aumenta o som => https://bit.ly/31BKLl9

agosto 16, 2019   Encha o copo

Top 25 APCA 1º Semestre 2019

Não foi um semestre dos mais fáceis para mim esse meu primeiro semestre como pai em horário comercial (risos), mas fico feliz de ter amigos tão bacanas (Alexandre Matias, José Norberto Flesch e Lucas Breda) na APCA para discutirmos e indicarmos um ao outro os discos que mais nos balançaram no primeiro semestre. Tai a lista final (enquanto já começamos a pré-lista do segundo semestre!)

Alessandra Leão – Macumbas e Catimbós
Ave Sangria – Vendavais
BaianaSystem – O futuro não demora
Black Alien – Abaixo de Zero: Hello Hell
Boogarins – Sombrou dúvida
China – Manual de Sobrevivência Para Dias Mortos
Clima – La Commedia é Finita
Djonga – Ladrão
Dona Onete – Rebujo
Douglas Germano – Esculhamba
Fafá de Belém – Humana
Hamilton de Holanda – Harmonize
Jair Naves – Rente
Jards Macalé – Besta Fera
Jorge Mautner – Não Há Abismo Em Que o Brasil Caiba
Larissa Luz – Trovão
Nômade Orquestra – Vox Populi
O Terno – Atrás / Além
Odair José – Hibernar na Casa das Moças Ouvindo Rádio
Pitty – Matriz
Rakta – Falha Comum
Tássia Reis – Próspera
Thiago Pethit – Mal dos Trópicos
Tiago Iorc – Reconstrução
YMA – Par de Olhos

agosto 16, 2019   Encha o copo

Top 10: Julho de 2019 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – JULHO DE 2019
01) Entrevista: Ricardo Alexandre, por Leo Vinhas (aqui)
02) João Gilberto e as ruínas de um país, por Ismael Machado (aqui)
03) Entrevista: Trail of Dead, por Marcelo Costa (aqui)
04) Entrevista: Vladimir Safatle e Fabiana Lian, por Renan Guerra (aqui)
05) Jesus and Mary Chain em SP, por Marcelo Costa (aqui)
06) Entrevista: Thiago Pethit, por Renan Guerra (aqui)
07) Música na seção infantil da Netflix, por Karina Lacerda (aqui)
08) Alice Caymmi ao vivo no Rio, por Gustavo Almeida (aqui)
09) Faixa a faixa: “Guaia”, por Marcelo Jeneci (aqui)
10) Série: ““Years and Years”, por Karina Lacerda (aqui)

DOWNLOAD
01) Selo Scream & Yell: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 12º link (aqui)
02) Selo Scream & Yell: “Sem Palavras II” -> 45º link (aqui)
03) Selo Scream & Yell: Tributo a Milton Nascimento -> 46º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Três filmes: “Extraordinário”, “Assassinato no Expresso do Oriente” e “Os Meyerowitz”, por Mac (aqui)
02) 11 points de cerveja artesanal em Buenos Aires, por Mac (aqui)
03) Discografia comentada: Bob Dylan (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: China, por Bruno Lisboa (aqui)
02) Entrevista: Fernando Rosa, por Leo Vinhas (aqui)
03) Entrevista: Supervão, por Ananda Zambi (aqui)

TOP 10 2019 – (7 meses)
01) Foda-se o Fascismo, diz Jello Biafra  (aqui)
02) Melhores de 2018: Top 7 Scream & Yell  (aqui)
03) Entrevista: Duda Beat, por Renan Guerra (aqui)
04) Selo Scream & Yell: “Dois Lados”, tributo ao Skank (aqui)
05) Como foi o Psicodália 2019, por Rafael Donadio (aqui)
06) Lollapalooza Brasil 2019, por Renan Guerra (aqui)
07) Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilsera (aqui)
08) Entrevista: Bernardo Vilhena, por Bruno Capelas (aqui)
09) A ironia preguiçosa do Weezer, por Leo Vinhas (aqui)
10) O cinquentenário de Flávio Bassio, por Leo Vinhas (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

agosto 1, 2019   Encha o copo

Lou Reed sobre “Almoço Nu”, de Burroughs

“A primeira vez que li foi na faculdade. Com os temas de Burroughs, seu senso de humor e a justaposição de imagens, uma imensa porta se abriu na escrita americana. Isso soou uma selvageria para a turma da direita, certinha, os americanos comuns. Não acho que alguém possa ler e levar isso a sério novamente.

Não é para heterossexuais. Ele segue entre planetas inteiros sem lhe dizer. É um mundo de sonhos. “Nenhuma regra se aplica aqui”, essa é a senha. Ele utiliza certo tipo de escrita como disfarce, e essa é a resposta. Ele está lidando com muitas coisas que são perigosas e ele não está brincando. Ou, na verdade, ele está brincando sim, o que só piora as coisas. É uma grande má influência.

Já conheci pessoas que imitam as coisas que Burroughs fazia em sua vida real, e elas dizem, “bem – Burroughs, sabe?”. Ler “Almoço Nu” pode tornar as pessoas mais fortes, mais brilhantes, mais tolerantes, mais engraçadas. Também pode torná-las mais furiosas e mais preconceituosas. Não vejo como alguém que escreva não possa ser influenciado por este livro. Dito isto, ninguém mais pode chegar neste mesmo nível. Se você ler e gostar, não haverá outro lugar para ir além de Burroughs.

Certamente me apropriei de algumas de suas ideias, como a técnica de recorte. E, claro, a temática. É por isso que foi fácil escrever “Walk on The Wild Side” e “Heroin”. Ele podia escrever sobre tudo e, de certa forma, seu mundo surrealista era muito mais real do que o das outras pessoas, e foi isso que atraiu os punks de Nova York, junto a todos os riscos que ele correu para fazer tudo que fez. Tipo assim, como esse cara se transformou da pessoa que era em El Hombre? Como diabos ele vai do ponto A até o X?

Deveriam construir uma estátua para ele”

julho 13, 2019   Encha o copo