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Os 50 anos de “Let it Be”

Na época do aniversário de 50 anos de “Let it Be”, dos Beatles, em maio passado, o amigo e jornalista João Paulo Barreto conversou com um grupo de pessoas, eu incluso, sobre as particularidades deste álbum envolto em tantas histórias. A reportagem foi publicada no Caderno 2 do Jornal A Tarde, de Salvador. A Lili aproveitou e fez essa foto, que ilustra o texto no jornal. A reportagem, na integra, você pode ler no Película Virtual, o blog do João Paulo.

setembro 20, 2020   Encha o copo

Podcast Discoterapia #4

O cara da loja de discos, além de comerciante tem que ser psicólogo. Neste podcast, André Fiori (Velvet : São Paulo-SP) e Fausi Jr. (Midwest Discos : Marília-SP) promovem uma verdadeira discoterapia.

Tocam música, contam casos, com dicas e curiosidades de cultura pop, como um bom bate papo numa loja de discos.E a cada semana um convidado. Tem dias que a gente precisa de uma discoterapia! Participo da 4ª edição do podcast!

Encontro amoroso que quase quebra a vitrine? Festival Punk Subaquático ?Indo muito longe comprar CDs pra no final encontrar um dos caras mais famosos do mundo? Batemos um papo sobre lojas de disco, viagens e tocamos algumas músicas!

Ouça no Soundcloud (aqui) ou no Spotify (aqui)

setembro 19, 2020   Encha o copo

Top 10 Agosto de 2020 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – AGOSTO DE 2020
01) Infográfico: Os números da Live Lenda de Caetano (aqui)
02) Entrevista: Andrio Maquenzi, por Bruno Capelas (aqui)
03) Entrevista: Rico Dalasam, por Renan Guerra (aqui)
04) Entrevista: Jim Ruland, autor da biografia do Bad Religion, por Bruno Lisboa (aqui)
05) Resenha: “folklore”, de Taylor Swift, por Ana Clara Matta (aqui)
06) 30 vídeos: Seleção do Editor 295 (aqui)
07) Série: “Quase Feliz”, por Manoel Magalhães (aqui)
08) Teatro em tempos de pandemia, por Marilia Gouveia (aqui)
09) Faixa a faixa: “Lado Bets”, por Dead Fish (aqui)
10) Zona para Respiradores: Concerto cósmico, por L. Lyra (aqui)

DOWNLOAD
01) Selo Scream & Yell: Tributo a Belchior -> 35º link (aqui)
02) Selo Scream & Yell: Tributo a Milton Nascimento -> 36º link (aqui)
03) Selo Scream & Yell: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 50º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Três perguntas: Bárbara Eugenia, por Bruno Capelas (aqui)
02) Resenha: “The Suburbs”, Arcade Fire, por Mac (aqui)
03) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel I. (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: Alessandro Andreola (Editora Barbante), por Mac (aqui)
02) Entrevista: Denise Fraga e Luiz Villaça, por João P. Barreto (aqui)
03) Cinema: Alan Parker e os filmes amigos, por Ismael Machado (aqui)

TOP 10 Textos de 2020 – (08 meses)
01) Especial: Os 100 melhores discos dos anos 10 (aqui)
02) Especial: Os Melhores de 2019 Scream & Yell (aqui)
03) Anos 10: Os melhores filmes da década (aqui)
04) Download: “¡Estamos! – Canções da Quarentena” (aqui)
05) Entrevista: Iggor Cavalera, por Homero Pivotto (aqui)
06) Série: “Quase Feliz”, por Manoel Magalhães (aqui)
07) Anos 10: Os melhores shows da década (aqui)
08) Entrevista: Andreas Kisser, por Paulo Pontes (aqui)
09) Séries: “High Fidelity”, “My Brillant Friend”, “Chernobyl”, por Mac (aqui)
10) Entrevista: Armada, por Guilherme Lage (aqui)

TOP 10 Geral 2020 – (GERAL)
01) Especial: Os 100 melhores discos dos anos 10 (aqui)
02) Especial: Os Melhores de 2019 Scream & Yell (aqui)
03) Anos 10: Os melhores filmes da década (aqui)
04) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel I. (aqui)
05) Download: “¡Estamos! – Canções da Quarentena” (aqui)
06) Entrevista: Iggor Cavalera, por Homero Pivotto (aqui)
07) Série: “Quase Feliz”, por Manoel Magalhães (aqui)
08) Anos 10: Os melhores shows da década (aqui)
09) Entrevista: Andreas Kisser, por Paulo Pontes (aqui)
10) Top 10: livros publicados no século XIX, por M. R. Terci (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

setembro 2, 2020   Encha o copo

Top 25 discos mais ouvidos: Agosto 20

Meu Top 25 segundo minha Last.FM:

01) “The Complete Sun Masters”, Johnny Cash
02) “MPB Especial 1972”, Adoniran Barbosa
03) “Whole New Mess”, Angel Olsen
04) “Contracorrente”, Andrio Maquenzi
05) “The Radio Years”, Frank Sinatra
06) “No. 8 Demos & Outtakes”, R.E.M.
07) VINYL: Music From The HBO® Original Series – Vol. 1
08) “Random Desire”, Greg Dulli
09) “Songbook (Vol. 3)”, Dorival Caymmi
10) “Vivadixiesubmarinetransmissionplot”, Sparklehorse
11) “Smiley Smile / Wild Honey”, The Beach Boys
12) “Songbook (Vol. 1)”, Dorival Caymmi
13) “Even In Exile”, James Dean Bradfield
14) “Songbook (Vol. 4)”, Dorival Caymmi
15) “Giant Steps”, John Coltrane
16) “Acoustic ’87”, R.E.M.
17) “London Calling”, The Clash
18) “Pingue-pongue com o abismo”, Pedro Pastoriz
19) “Onze” (Músicas Inéditas de Adoniran Barbosa)
20) “Songbook (Vol. 2)”, Dorival Caymmi
21) “Songbook (Vol. 2)”, Chico Buarque
22) “The Best Band You Never Heard in Your Life”, Frank Zappa
23) “Plural”, Gal Costa
24) “Novo Aeon”, Raul Seixas
25) “The Suburbs”, Arcade Fire

setembro 1, 2020   Encha o copo

Top 10 Julho de 2020 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – JULHO DE 2020
01) Série: “Quase Feliz”, por Manoel Magalhães (aqui)
02) Ringo Starr por Barone e Gavin, de João Paulo Barreto (aqui)
03) Entrevista: Pitty, por Bruno Lisboa (aqui)
04) “Fetch the Bolt Cutters”, de Fiona Apple, por Renan Guerra (aqui)
05) Três documentários: “Ligue Djá: o lendário Walter Mercado”, “Revelação”, “Indianara”, por Renan Guerra (aqui)
06) Faixa a faixa: “Lado Bets”, por Dead Fish (aqui)
07) Zona para Respiradores: Temos todo o tempo do mundo (aqui)
08) Entrevista: Fernanda Takai, por Bruno Lisboa (aqui)
09) Entrevista: Gary Floyd, por Luiz Mazetto (aqui)
10) Três séries: “Crise em Seis Cenas”, “Modern Love”, “Dark”, por Mac (aqui)

DOWNLOAD
01) Selo Scream & Yell: “Emerge El Zombie”, El Zombie -> 24º link (aqui)
02) Selo Scream & Yell: “Dois Lados”, tributo ao Skank -> 40º link (aqui)
03) Selo Scream & Yell: Tributo a Milton Nascimento -> 46º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel I. (aqui)
02) Entrevista: Steve Albini, por Elson Barbosa (aqui)
03) Discografia comentada: Cássia Eller, por Bruno Capelas (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Literatura: A vingança de Woody Allen, por Leonardo Tissot (aqui)
02) Entrevista: Paul Higgs, por Leonardo Vinhas (aqui)
03) Entrevista: Zeca Baleiro, por Pedro Salgado (aqui)

TOP 10 Textos de 2020 – (07 meses)
01) Especial: Os 100 melhores discos dos anos 10 (aqui)
02) Especial: Os Melhores de 2019 Scream & Yell (aqui)
03) Anos 10: Os melhores filmes da década (aqui)
04) Download: “¡Estamos! – Canções da Quarentena” (aqui)
05) Entrevista: Iggor Cavalera, por Homero Pivotto (aqui)
06) Anos 10: Os melhores shows da década (aqui)
07) Entrevista: Andreas Kisser, por Paulo Pontes (aqui)
08) Série: “Quase Feliz”, por Manoel Magalhães (aqui)
09) Séries: “High Fidelity”, “My Brillant Friend”, “Chernobyl”, por Mac (aqui)
10) Entrevista: Armada, por Guilherme Lage (aqui)

TOP 10 Geral 2020 – (GERAL)
01) Especial: Os 100 melhores discos dos anos 10 (aqui)
02) Especial: Os Melhores de 2019 Scream & Yell (aqui)
03) Anos 10: Os melhores filmes da década (aqui)
04) Download: “¡Estamos! – Canções da Quarentena” (aqui)
05) Entrevista: Iggor Cavalera, por Homero Pivotto (aqui)
06) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel I. (aqui)
07) Anos 10: Os melhores shows da década (aqui)
08) Entrevista: Andreas Kisser, por Paulo Pontes (aqui)
09) Top 10: livros publicados no século XIX, por M. R. Terci (aqui)
10) Série: “Quase Feliz”, por Manoel Magalhães (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

agosto 3, 2020   Encha o copo

Top 25 discos mais ouvidos: Julho 20

Meu Top 25 segundo minha Last.FM:

01) “Best of Billy Bragg at the BBC 1983-2019”, Billy Bragg (2019)
02) “Será Que Você Vai Acreditar?”, Fernanda Takai (2020)
03) “Homegrown”, Neil Young (2020)
04) “Re:Call 4”, David Bowie (2018)
05) “Live in Buenos Aires”, Coldplay (2018)
06) “Live At The Blue Note”, Gal Costa (2006)
07) “Fetch the Bolt Cutters”, Fiona Apple (2020)
08) “On Sunset (Deluxe)”, Paul Weller (2020)
09) “FOlKlORE”, Taylor Swift (2020)
10) “Live in San Diego 1979”, Bob Dylan (2017)
11) “Frank Sinatra With The Axel Stordahl Orchestra”, Frank Sinatra (2008)
12) “The Golden Years 5”, Frank Sinatra (2008)
13) “Kid Vinil E Os Heróis Do Brasil”, Kid Vinil e Os Heróis do Brasil (1986)
14) “Ouvrez Le Chien (Live Dallas 95)’, David Bowie (2020)
15) “Pra Toda Superquadra Ouvir (Parte 1)”, Beto Só (2020)
16) “Random Desire”, Greg Dulli (2020)
17) “Galinheiro”, Hiran (2020)
18) “Raridades II”, Nara Leão (2002)
19) “Aquele Frevo Axé”, Gal Costa (1998)
20) “Dulce Quental”, Dulce Quental (1988)
21) “Voz Azul”, Dulce Quental (1987)
22) “Never Let Me Down – 2018”, David Bowie (2018)
23) “Leve Vazio”, Marinho (2020)
24) “Moraes Moreira”, Moraes Moreira (1975)
25) “Gal Costa Canta Tom Jobim”, Gal Costa (1999)

agosto 2, 2020   Encha o copo

A quarentena e a nostalgia

O Podcast #MelhorDe3 NASCEU! Lá em janeiro (que parece há anos) cutuquei o Marlon Eduardo Faria pra amadurecermos a ideia de um podcast. No meio do caminho minha conje Thais Carreiro entrou no esquema e a história foi ganhando tons de realidade até brotarmos nestes dias esquisitos. Toda terça-feira, às 15h, seremos sua companhia nesse mundo em que, mais do que nunca precisamos escutar e conversar. Nesse episódio, falamos sobre a sensação de nostalgia que a quarentena traz e como isso se reflete em nosso comportamento e consumo de cultura, sobretudo músicas. Contamos com as participações luxuosas de Phelipe Cruz (@podcastwanda e @papelpop), Pedro Antunes (@rollingstonebr e #TUGNMV) e Marcelo Costa (@screamyell). Fica aqui o convite para passarem um tempinho da semana de vocês ouvindo a gente. Estamos no Spotify – https://spoti.fi/3hHQ5ve – e, em breve, em todos os agregadores de podcast”, Vinicius Cunha

julho 30, 2020   Encha o copo

Um viajante em busca de boa música

Um tempo atrás conversei com a Tainá e o Marcelo, do podcast “Viajar pra quê?”, num bate papo sobre viagem e experiências de vida. E o papo foi sobre viagens e… música. Ouve aqui!

julho 30, 2020   Encha o copo

Falando sobre músicas para chorar

Estou ao lado de um monte de gente bonita, elegante e sincera falando sobre lágrimas e música na edição 62 do Silêncio no Estúdio Podcast, a “Pelo Gravador – Músicas Para Chorar“. Bem, se você acompanha esse blog há muito tempo, já sabe qual episódio eu citarei nesse podcast. Você ouve ele no Spotify!

julho 29, 2020   Encha o copo

George Costanza merece ser feliz

Texto que escrevi em 2012 para o site “Movimento Seinfeld”, hoje em dia fora do ar, que eu trouxe pra cá porque não queria perder…

The Opposite
George conclui que todos os seus instintos estão errados e decide começar a fazer tudo ao contrário do que normalmente faria.
por Marcelo Costa

Se todos os seus instintos estão errados então o oposto tem de estar certo.

Leia de novo a frase acima. Leu? Agora tente relembrar todas as burradas que você fez na vida, e pense o que teria acontecido se você tivesse feito exatamente o contrário. Complicado? Um pouco. Embora acredite que as coisas aconteçam porque tem que acontecer (se você perde o ônibus é porque você realmente tem que chegar atrasado ao trabalho, e não necessariamente se apaixonar pela loirinha que – hipoteticamente – pegou o mesmo ônibus e estava sentada no lugar exatamente ao seu lado, duas horas antes), não sou apologista do positivismo (já fui atropelado, e a enfermeira até era bonitinha, mas a única lembrança que guardei da história foram alguns pontos na nuca), o que mais ou menos quer dizer que, se pudesse voltar no tempo (algo assim meio “Peggy Sue”, de Francis Coppola), fácil que eu faria o oposto de algumas coisas que realmente fiz (não todas, mas… faria). Parece meio roubar no jogo, né. Eu sei, mas a gente merece ser feliz um pouquinho, principalmente na segunda chance.

George Costanza também merece ser feliz um pouquinho. Na verdade, um episódio inteiro. E aqui está The Opposite para fazer jus ao cara mais feladaputa de todas as séries jamais escritas. Calma lá, George é meu amigo. Eu posso dizer a verdade sobre ele. Na verdade, se for para dizer a verdade, somente a verdade, George é um pouquinho de mim, de você, do seu amigo, do seu primo, do nosso pai, de todos os homens. Porque George é tudo aquilo que nós somos quando estamos completamente livres em nosso habitat natural, o mundo todo particular e isolado do pensamento macho e politicamente incorreto masculino. Estou exagerando, tudo bem. Ele é só um pouquinho do que cada um de nós é, e do que a gente não mostra para as mulheres (eu nunca pegaria um doce de dentro do lixo, nunca transaria com a faxineira do meu trabalho – no meu próprio trabalho, e esperaria as mulheres, crianças e idosos saírem na frente em um incêndio… e por aí vai), afinal merecemos ser felizes (a gente merece, acredite).

Desta forma, após 85 episódios (cinco temporadas com pequenos espasmos de felicidade), nada mais justo que, uma vez na vida, George fosse realmente feliz (ainda mais que nos 84 episódios posteriores ele vai… bem, você sabe, e se não sabe deveria saber), nem que para isso ele precise fazer exatamente o contrário do que faz normalmente, o que inclui, veja só, dizer a verdade. A verdade é uma das facas mais afiadas do relacionamento moderno (seja com uma mulher, seja com seu chefe, seja com um amigo, seja com seu tio), com exceção das pessoas que vivem na França (leitora amiga, faça o teste: pergunte para um francês se, depois de se empetecar toda, você está bonita. E esteja pronta para ouvir a verdade). Art Vandelay, ops, George Costanza, é mestre nas mentiras de perna curta, mas em The Opposite ele sente o poder da verdade: “Meu nome é George. Estou desempregado e moro com meus pais”, diz ele para uma garota, que… se apaixona por ele. Tudo bem que não era uma Michelle Pfeiffer (mas sim Dédée Pfeiffer, sua irmã mais nova), mas depois de tantos foras, tudo começa a dar certo para ele.

O que, por sua vez, não deixa de ser extremamente irônico e brilhante! Os carros o fecham no trânsito abarrotado de Nova York, e ele sorri, fazendo o contrário do que faria normalmente. Em uma entrevista de emprego, solta os cachorros para o presidente da empresa, e é contratado. Você pode até dizer que isso é irreal, mas nesse mundo louco sem Deus, acredite, tudo é possível. E tudo é possível por The Opposite também tratar de… one, two, three: acaso e sorte. Não é a toa que na Roda da Fortuna, quando tudo começa a dar certo para George Costanza, as coisas vão de mal a pior para Elaine Benes. Até soa como uma lei de compensação, da qual Jerry Seinfeld permanece na mesma (uma cena deletada presente nos extras deste episódio é magnífica: após sair saltitando de um pé na bunda, ela esbarra em uma garota e, lá está ele namorando de novo), mas Cosmo Kramer se dá mal. Ou seja: a sensação que fica é de que o mundo perde sua órbita, suas características naturais, quando George fica feliz. É uma leitura meio carola, eu sei (dia desses a gente discute o episódio final na mesa de um bar), mas o que importa é que ele será feliz até os últimos segundos deste episódio. E ele merece.

julho 9, 2020   Encha o copo