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Mark Lanegan, 1964 / 2022

Um arrepio percorreu meu braço inteiro assim que li que Mark Lanegan morreu…

Chocado. Mark Lanegan era daqueles que a gente sabia que vivia com a saúde debilitada, mas que sempre dava um jeito de ir empurrando a vida pra frente e que a gente esperava ouvir cantando com aquele vozeirão aos 90 anos… Todas as vezes que o vi ao vivo foram especiais…

Meu show favorito do Lanegan foi um no Studio SP (imagina você ver um ídolo ali, coladinho no palco, na rua vizinha da sua casa) e outro em um festival em Bruges, na Bélgica, com (outro amado aqui em casa) Greg Dulli, em que ele cantou uma das minhas favoritas do Screaming Trees, “Sworn and Broken”.

Teve uma época, começo dos anos 90, morando em Taubaté (meio isolado do resto do mundo), que comecei a comprar CDs diretamente de selos indies americanos, escrevendo pros caras e mandando grana. As duas primeiras compras foram na SST (uma coleta e um EP dos Trees) e na Sub Pop (o primeiro solo do Lanegan e um EP)…

Eu tava tão viciado em Lanegan na época que ele foi o primeiro a me fazer entrar nessa de comprar direto do selo (pensando bem, até hoje só devo ter comprado nos sites do Wilco, Decemberists, Billy Bragg e essas compras na Sub Pop e na SST pra pegar esses discos da foto)…

Aliás, a estreia solo do Lanegan, “The Winding Sheet” (1990) traz a versão dele para “Where Did You Sleep Last Night”, do Leadbelly, com o Kurt na guitarra e o Novoselic no baixo… Kurt faz backing em outra nesse disco…

Lanegan lançou uma biografia pesadona (como não poderia deixar de ser) em 2020, “Sing Backwards and Weep”, que a essencial Editora Terreno Estranho lançou no Brasil em 2021, traduzida pelo amigo Carlos Messias, que escreveu para o Scream & Yell sobre os shows de Mark Lanegan em São Paulo em 2010 e 2012. A Janaina Azevedo escreveu sobre o livro e sobre o show do Lanegan em São Paulo em 2018eu escrevi sobre uns discos

Em 2021, ele lançou “Devil in a Coma”, em que ele relatava sua luta contra a Covid-19, que o deixou surdo em alguns momentos e o colocou em coma algumas vezes. O Leonardo Tissot leu, mas eu não sei se nesses dias pesados de pandemia eu teria força pra ler…

O Leonardo também entrevistou o Gary Lee Conner (Screaming Trees) em 2019: “Não tenho falado com Mark. É estranho. Teve uma época em que escrevíamos canções juntos, num ponto em que ele era a coisa principal da minha vida e agora é completamente… nada!”

Dizer pra você que eu esperei / desejei muito por uma turnê de reunião dos Screaming Trees (escrevi apaixonado sobre o “Dust” na primeira edição em papel do Scream & Yell, 1997), e essa entrevista com o Gary sepultou esse sonho, mas bateu um orgulhozinho do Lanegan não querer viver do passado.

Lanegan colaborava com amigos (Josh Homme, Greg Dulli), mas sempre se metia em projetos meio sem pé nem cabeça, como os discos lindos com a Isobel Campbell (Belle & Sebastian) ou a pequena pérola que é o segundo disco do Soulsavers. E vai fazer uma falta danada…

fevereiro 22, 2022   Encha o copo

A autobiografia de Dave Grohl

Pra mim, o Foo Fighters já deu o que tinha que dar faz tempo (ao vivo então eu fujo deles!). Eles nunca mais vão igualar “The Colour and The Shape” (1997) e “There Is Nothing Left To Lose” (1999) e foram os primeiros a saber disso.

Mas Dave Grohl anda fazendo bons filmes (“Sound City” e a série “Sonic Highways“, tirando as músicas, e amigos ainda recomendam “What Drives Us” e “From Cradle To Stage”) e, surpresa boa demais, livros. A autobiografia “O contador de histórias: Memórias de vida e música“, recem-lançada no Brasil pela Intrínseca, é coisa fina.

Nesse texto que escrevi a pedido da editora sobre o livro, falo um pouco sobre como Dave acompanhou as mudanças da música nas últimas décadas, da banda Scream aos seus projetos (como o Them Crooked Vultures, que ele montou com Josh Homme, do QOTSA, e o ex-Led Zeppelin John Paul Jones – disco do ano no Scream & Yell na época).

Mas o que realmente me emocionou no livro (sim, eu chorei e ri bastante, em doses quase iguais) foi sua relação dele com a mãe (como não amar uma professora que diz pro filho: “Nem todo mundo foi feito pra escola. Pode abandonar. Espero que você seja bom na bateria”) e as filhas (paternidade tá à flor da pele aqui).

O livro segue o formato de pequenos contos levemente amarrados, sem ordem obrigatória de acontecimentos, e Dave evitar se repetir, então histórias que ele já contou em outros lugares (como essa maravilhosa sobre Bob Dylan no Storytellers), ele não repete no livro – os contos seguem o tom do Storytellers!

Da mesma forma, tudo que vão conseguir arrancar dele sobre “In Utero” e Steve Albini está no episódio “Chicago”, do “Sonic Highways”. Sinceramente, eu achei que ele fosse falar menos de Nirvana no livro – é preciso lembrar que as filhas dele também vão ler o livro… logo. Talvez por isso ele tenha evitado alguns temas tensos.

Mas, sim, tem histórias do começo (o jeito que ele entra no assunto “bateria” é antológico), de sua fase no Scream, dos tempos do Nirvana (principalmente “Nevermid”), do começo do Foo Fighters além daquilo que se espera: exibicionismo de um moleque que amava Beatles e Motorhead, e ficou amigo dos caras. Foi uma leitura leve e bastante agradável. Recomendo. E leia o texto!

fevereiro 9, 2022   Encha o copo

Top 10 Janeiro de 2022 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – JANEIRO DE 2022
01) Os 90 melhores álbuns de 2021 pela Aliança Faro (aqui)
02) Os 50 melhores álbuns de 2021 para a APCA (aqui)
03) “Home Video”, de Lucy Dacus, por Mac (aqui)
04) Entrevista: Guilherme Arantes, por João Paulo Barreto (aqui)
05) “Covers”, de Cat Power, por Gab Piumbato (aqui)
06) “Sour”, de Olivia Rodrigo, por Bruno Capelas (aqui)
07) “Matrix Resurrections”, por João Paulo Barreto (aqui)
08) “Benedetta”, de Paul Verhoeven, por Renan Guerra (aqui)
09) Entrevista: Badsista, por Victor de Almeida (aqui)
10) “Bad Love”, de Key, por Ana Clara Matta (aqui)

VIA GOOGLE
01) Discografia comentada: Gal Costa, por Renan Guerra (aqui)
02) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui)
03) 10 pérolas raras do rock nacional, por Mac (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: Greg Anderson, por Luiz Mazetto (aqui)
02) Entrevista: Voivod, por Homero Pivotto Jr. (aqui)
03) Entrevista: Charme Chulo, por Bruno Capelas (aqui)

TOP 10 – Textos mais lidos publicados em 2022 – (1 mês)
01) Os 90 melhores álbuns de 2021 pela Aliança Faro (aqui)
02) “Home Video”, de Lucy Dacus, por Mac (aqui)
03) “Covers”, de Cat Power, por Gab Piumbato (aqui)
04) “Sour”, de Olivia Rodrigo, por Bruno Capelas (aqui)
05) “Matrix Resurrections”, por João Paulo Barreto (aqui)
06) “Benedetta”, de Paul Verhoeven, por Renan Guerra (aqui)
07) Entrevista: Badsista, por Victor de Almeida (aqui)
08) “Bad Love”, de Key, por Ana Clara Matta (aqui)
09) Entrevista: Charme Chulo, por Bruno Capelas (aqui)
10) “Pânico”, por João Paulo Barreto (aqui)

TOP 10 – Geral – (GERAL)
01) Os 90 melhores álbuns de 2021 pela Aliança Faro (aqui) 2022
02) Os 50 melhores álbuns de 2021 para a APCA (aqui) 2021
03) “Home Video”, de Lucy Dacus, por Mac (aqui) 2022
04) Entrevista: Guilherme Arantes, por João Paulo Barreto (aqui) 2021
05) “Covers”, de Cat Power, por Gab Piumbato (aqui) 2022
06) “Sour”, de Olivia Rodrigo, por Bruno Capelas (aqui) 2022
07) “Matrix Resurrections”, por João Paulo Barreto (aqui) 2022
08) “Benedetta”, de Paul Verhoeven, por Renan Guerra (aqui) 2022
09) Entrevista: Badsista, por Victor de Almeida (aqui) 2022
10) “Bad Love”, de Key, por Ana Clara Matta (aqui) 2022

TOP 10 – Sem 2022
01) Os 50 melhores álbuns de 2021 para a APCA (aqui) 2021
02) Entrevista: Guilherme Arantes, por João Paulo Barreto (aqui) 2021
03) Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui) 2009
04) Discografia comentada: Gal Costa, por Renan Guerra (aqui) 2020
05) Top 10: livros publicados no século XIX, por M. R. Terci (aqui) 2019
06) Entrevista: Jello Biafra, por Homero Pivotto Jr. (aqui) 2021
07) Entrevista: Ale Sater, por Renan Guerra (aqui) 2021
08) Os Melhores de 2020 Scream & Yell (aqui) 2021
09) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui) 2019
10) “Trevas”, de Jards Macalé, o clipe, por Carime Elmor (aqui) 2019

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

fevereiro 4, 2022   Encha o copo

Qual o melhor álbum de Neil Young?

Não é uma pergunta fácil de responder, e a resposta muitas vezes vai dizer mais sobre quem responde do que, necessariamente, sobre o disco escolhido. Isso não só porque Neil Young tem uma discografia extensa (são mais de 40 álbuns de estúdio e incontáveis discos ao vivo), mas, principalmente, porque ele tem diversos melhores álbuns.

A Rolling Stone USA crava “Harvest” (1972) na 1ª posição, o disco que deu um single número 1 para o homem (“Heart of Gold”) e fez com que muitos fixassem na mente aquele visual violão e gaita, meio que aprisionando Neil no formato, o que fez com que ele passasse as décadas seguintes desesperadamente tentando destruir essa imagem. Clássico!

A Rate Your Music vai de “Everybody Knows This Is Nowhere” (1969), o segundo disco de Neil Young, que (como acontece com Lou Reed) soa com sua verdadeira estreia, não apenas pelo fato de Neil elevar sua banda de estúdio e shows, a Crazy Horse, a posição de destaque, mas por encapsular crueza, emoção e entrega.

Para a Ultimate Classic Rock (para mim e Thom Yorke), o número 1 é “After The Gold Rush” (1970), terceiro disco de Neil, em que ele tenta chocar a sonoridade que havia conseguido com a Crazy Horse com aquela que ele tinha com o supergrupo Crosby, Stills, Nash & Young (ainda em atividade) – com a Crazy Horse recebendo o acréscimo de Nils Lofgren, Jack Nitzsche e Stephen Stills – enquanto tenta entender a década que passou e sonhar com que a que virá.

Para mim, tudo que Neil irá fazer de 1973 em diante tem um pouco desses três discos, e ainda que “On the Beach” (74), “Tonight’s the Night” (75), “Zuma” (75) e “American Stars ‘n Bars” (77), sejam obras primas incontestes, apenas desenvolvem ideias antecipadas naqueles três discos.

O Guardian (ahh, sempre os ingleses), por sua vez, coloca “Rust Never Sleeps” (1979) no topo, o disco que constrói (com influência do movimento punk – sempre ele) a persona Neil Young que conhecemos hoje. Decididamente um ponto marcante na carreira do homem.

Daí que se você quer saber qual é o melhor disco de Neil Young, qualquer um dos 8 citados aqui honram a posição com justiça. A dica: comece do início e vem descendo…

fevereiro 3, 2022   Encha o copo

Top 25 discos mais ouvidos Jan 22

Segundo a minha LastFM em contagem da Tap Music:

TOP 25 de Janeiro de 2022

01) Feel Flows – The Sunflower & Surf’s Up Sessions 1969-1971, The Beach Boys (Super Deluxe)
02) The Beach Boys On Tour: 1968 (Live)
03) The Beach Boys 1967 – Live Sunshine
04) Plastic Ono Band: The Ultimate Mixes, John Lennon
05) Carnegie Hall 1970, Neil Young
06) Imagine: The Ultimate Collection, John Lennon
07) Directions, Miles Davis
08) Queen (Deluxe Edition 2011 Remaster), Queen
09) A Paixão De V Segundo Ele Próprio, Vitor Ramil
10) Zuma, Neil Young
11) SOUR, Olivia Rodrigo
12) Parklife (Special Edition), Blur
13) Delta Estácio Blues, Juçara Marçal
14) Transformer, Lou Reed
15) Os Afro-Sambas, Baden Powell e Vinícius de Moraes
16) Vespertine (Live), Björk
17) The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars. David Bowie
18) A Night At The Opera (Deluxe Edition 2011 Remaster), Queen
19) Love Songs For Patriots, American Music Club
20) Mighty Joe Moon, Grant Lee Buffalo
21) João Gilberto (1973), João Gilberto
22) Tambong (em Espanhol), Vitor Ramil
23) Sheer Heart Attack (Deluxe Edition 2011 Remaster)
24) The Colour and the Shape (Deluxe Edition), Foo Fighters
25) Queen II (Deluxe Edition 2011 Remaster), Queen

fevereiro 1, 2022   Encha o copo

“Times Square” e “Freedom”, Neil Young

Em sua carreira, Neil Young desistiu de lançar vários discos que já estavam prontos (uma descoberta recente foi o maravilhoso “Homegrown“, de 1975, que depois de gravado e mixado foi arquivado por Neil que só o lançou em 2020!). Daí que após cumprir seu contrato com a Geffen em 1987 lançando (o bom) “Life” (com um aceno ao pré-grunge que ele viria a abraçar), Neil gravou o álbum “Times Square” (1988) com uma formação que ele apelidou de The Restless (Chad Cromwell, Rick Rosas e Frank Sampedro) somando duas sobras do álbum de blues “This Note’s For You”. O disquinho de nove faixas chegou a ser distribuído para algumas rádios quando Neil decidiu engavetar o álbum.

Das nove faixas de “Times Square” (que começou a circular em versão bootleg nos anos 90), cinco foram parar no EP “Eldorado”, que só saiu oficialmente em abril de 1989 pela Reprise na Austrália e no Japão (a poderosa e densa “Heavy Love” e tb “Cocaine Eyes” só existem nesse EP), e seis se juntaram (levemente alteradas) a outras seis faixas em “Freedom”, que saiu em outubro do mesmo ano no mundo todo (Brasil em vinil incluso). Uma única faixa de “Times Square” ficou inédita, “Box Car”, que apareceria em um lançamento futuro (“Chrome Dreams II”, de 2007).

“Freedom” é aberto e encerrado com “Rockin’ in the Free World” (em versões acústica e elétrica), que se transformaria em um dos últimos grandes sucessos da carreira de Neil e um dos grandes momentos de seus shows (e dos shows do Pearl Jam), mas a alma do disco é o coração batendo do álbum “Times Square” com as estupendas “Eldorado” (sonho em ouvir essa ao vivo) e “Crime in the City” mais as tempestades sônicas de “On Broadway” e “Don’t Cry” (quando uma guitarra soa como a turbina de um Boeing).

O discaço “Freedom” seria sucedido por outro discaço, “Ragged Glory” (1990), e pelo complemento sônico triplo ao vivo “Weld” / “Arc” – o primeiro é um tradicional disco duplo de rock barulhento de Neil (com “Like a Hurricane”, “Cortez the Killer”, “Cinnamon Girl”, “Powderfinger”, “Hey, Hey, My My”, cover de Bob Dylan e faixas então recentes) e o segundo é uma colagem de 35 minutos de microfonia, noise e feedback captados durante a turnê. Que fase!

janeiro 30, 2022   Encha o copo

“Mirrorball” / “Merkinball”, Neil Young e Pearl Jam

A discografia de Neil Percival Young é tão maravilhosamente errática que quando David Geffen o tirou da Reprise Records para sua companhia, no começo dos anos 80, se achou no direito de processar Neil após dois discos (de um contrato de cinco!) alegando que havia contratado Neil Young, mas os discos que ele tinha lançado (o kraftwerkiano “Trans” e o rockabilly “Everbody’s Rockin”, de 1982 e 1983, respectivamente) não eram “comerciais” e não “pareciam Neil Young”. Em contrapartida, Neil processou a Geffen (em US$ 21 milhões!) pq seu contrato trazia uma cláusula que lhe dava total liberdade criativa – David, então, teve que se desculpar pessoalmente com Young, que ganhou o processo e fez um acordo!

Neil Young sempre se sentiu livre criativamente tendo uma banda para momentos acústicos (a Stray Gators), uma para momentos noise (a Crazy Horse) e o desejo de gravar com quem quiser, a hora que quiser, quando quiser. “Trans”, o disco “eletrônico” de Neil, é a tentativa de um pai de se comunicar (via vocoder) com um filho que tinha paralisia cerebral, já que a tecnologia vinha sendo bastante usada na terapia da criança. Para “Everbody’s Rockin”, Neil montou uma banda de rockabilly, passou gel no topete e foi emular Elvis e o rock dos anos 50 – o disco seguinte na Geffen, “Old Ways”, é country rural…

Neil voltaria para a Reprise em 1988 com um disco de blues, “This Note’s for You”, em que ele acrescentaria metais na Crazy Horse e a batizaria de The Bluenotes, e um EP, o maravilhoso “Eldorado”, que seria o embrião de “Freedom” (1989), o álbum que colocaria sua carreira nos eixos e o aproximaria da cena grunge. Seis anos depois, ele iria entrar em um estúdio em Seattle tendo o Pearl Jam como banda de apoio acompanhado do produtor Brendan O’Brien para compor “Mirrorball”, seu 21º álbum de estúdio! Young escreveu todas as faixas do álbum, exceto “Peace and Love”, co-escrita por Young e Eddie Vedder – duas faixas de Vedder (“I Got Id” e “Long Road”) saíriam no EP “Merkinball”, do Pearl Jam (com Neil na guitarra e nos backings).

Gosto bastante de “Mirrorball”, e minha faixa favorita é o single de maior sucesso do álbum, “Downtown” (“Jimi’s playin’ in the back room / Led Zeppelin on stage”). “Esse álbum é um comentário das diferenças entre a minha geração paz e amor dos anos 60 e a geração mais cínica dos anos 90”, comentou Neil na época.

Detalhe: com exceção de Eddie, o Pearl Jam e o produtor Brendan O’Brien seguiram Neil como banda de apoio para uma turnê de 11 datas na Europa e Oriente Médio tocando o repertório do álbum e clássicos da carreira de Young. “Foi um sonho tornando-se realidade”, disse Mike McCready. “Nós tocamos um monte de músicas de Neil Young com o próprio Neil Young”. Canções como “Rockin’ in the Free World” e “Fuckin’ Up” passaram a fazer parte do repertório de shows do Pearl Jam…

Ps. Um documentário sobre essa turnê do Pearl Jam com Neil Young em 1995 estava prometido para ser lançado em 2021, e deve ser lançado em 2022…

janeiro 30, 2022   Encha o copo

Top 10 Dezembro de 2021 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – DEZEMBRO DE 2021
01) Os 50 melhores álbuns de 2021 para a APCA (aqui)
02) “Get Back”, amizade e amadurecimento, por Ismael Machado (aqui)
03) Peter Jack fala sobre “Get Back”, por JP Barreto (aqui)
04) Entrevista: Jello Biafra, por Homero Pivotto Jr. (aqui)
05) “Lula”, da Lupe de Lupe, por Marco Bart Barbosa (aqui)
06) As 90 melhores músicas ibero-americanas de 2021 pela FARO (aqui)
07) Entrevista: Lula Oliveira, por João Paulo Barreto (aqui)
08) Entrevista: Guilherme Arantes, por João Paulo Barreto (aqui)
09) Entrevista: Ale Sater, por Renan Guerra (aqui)
10) Entrevista: Ana Bacalhau, por Pedro Salgado (aqui)

DOWNLOAD
01) Selo Scream & Yell: Conexão Latina II -> 107º link (aqui)
02) Selo Scream & Yell: Tributo a Milton Nascimento -> 123º link (aqui)
03) Selo Scream & Yell: Tributo aos Engenheiros -> 151º link (aqui)

VIA GOOGLE
01) Três filmes: O sexo no cinema brasileiro, por Renan Guerra (aqui)
02) Discografia comentada: Paul McCartney, por Wilson Farina (aqui)
03) Discografia comentada: Cássia Eller, por Bruno Capelas (aqui)

O EDITOR RECOMENDA
01) Entrevista: Sam Henry, por Luiz Mazetto (aqui)
02) Entrevista: Throe, por Homero Pivotto Jr. (aqui)
03) Faixa a faixa: “Um”, de Pedro Sá (aqui)

TOP 10 – Textos mais lidos de 2021 – (12 meses)
01) Cinema: Helena Hilario e o curta “Umbrella”, por JP Barreto (aqui)
02) Os Melhores de 2020 Scream & Yell (aqui)
03) Filme: “Chorão: Marginal Alado”, por Anderson Foca (aqui)
04) Entrevista: Guilherme Arantes, por João Paulo Barreto (aqui)
05) Entrevista: Fellini, por Manoel Magalhães (aqui)
06) 25 celebridades que lançaram discos, por João Pedro Ramos (aqui)
07) 10 capas feias da música brasileira, por João Pedro Ramos (aqui)
08) Entrevista: Ale Sater, por Renan Guerra (aqui)
08) Os 120 melhores discos iberoamericanos de 2020 (aqui)
10) Os 50 melhores álbuns de 2021 para a APCA (aqui)

TOP 10 – Geral 2021 – (GERAL)
01) Cinema: Helena Hilario e o curta “Umbrella”, por JP Barreto (aqui) 2021
02) Discografia comentada: Gal Costa, por Renan Guerra (aqui) 2020
03) Os Melhores de 2020 Scream & Yell (aqui) 2021
04) Filme: “Chorão: Marginal Alado”, por Anderson Foca (aqui) 2021
05) Entrevista: Guilherme Arantes, por João Paulo Barreto (aqui) 2021
06) Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui) 2009
07) Top 10: livros publicados no século XIX, por M. R. Terci (aqui) 2019
08) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel I. (aqui) 2010
09) Entrevista: Lizzie Bravo, por João Paulo Barreto (aqui) 2020
10) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui) 2019

TOP 10 – Sem 2021
01) Discografia comentada: Gal Costa, por Renan Guerra (aqui) 2020
02) Top 100 cenas de nudez no cinema (aqui) 2009
03) Top 10: livros publicados no século XIX, por M. R. Terci (aqui) 2019
04) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel I. (aqui) 2010
05) Entrevista: Lizzie Bravo, por João Paulo Barreto (aqui) 2020
06) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui) 2019
07) Cinema: Top 10 Filmes na Netflix, por Juliana Torres (aqui) 2013
08) Entrevista: Markinhos Moura, por André Aram (aqui) 2020
09) Crítica: “Quebra Tudo”, por Leonardo Vinhas (aqui) 2020
10) Três perguntas: Bárbara Eugenia, por Bruno Capelas (aqui) 2013

janeiro 7, 2022   Encha o copo

Um vídeo sobre três livros

Gravei um vídeo falando sobre três livros que chegaram por aqui e que recomendo fortemente:

– “Deixa Queimar”, biografia de Negro Leo assinada por Bernardo Oliveira, um lançamento da Numa Editora

– “Memórias – Sing Backwards and Weep”, biografia de Mark Lanegan lançada pela Editora Terreno Estranho

– “Mordaça – Histórias de música e censura em tempos autoritários”, de João Pimentel e Zé McGill lançada pela Sonora Editora

janeiro 5, 2022   Encha o copo

Os favoritos do Wilco em 2021

Jeff Tweedy odeia listas de fim de ano porque sempre acha que está esquecendo algo…. mas todo ano o Wilco lança a sua listinha de favoritos dos membros da banda. Abaixo, a listinha de 2021 com direito a playlist aqui!

janeiro 3, 2022   Encha o copo