Random header image... Refresh for more!

Bruce e Tom

Sabe aquele show do Bruce Springsteen que eu queria ir ver em Madri e estava esgotado? Surgiram mais ingressos na Ticketmaster espanhola. Para o show de San Sebastian também (em média, R$ 200).

Sobre o show de Tom Waits, navegando pelos sites da Ticketmaster na Europa descobri que o cara canta em Dublin, 30, 31 e 01 de agosto, justamente naqueles dias que eu estava meio sem saber o que fazer… (R$ 290 o ingresso mais barato).

Por fora, Wedding Present toca em Blackpool no dia 27 de julho (ingresso a R$ 50), três dias antes de eu chegar em Londres, mas estou com fé que eles agendem mais alguma data por ali…

Não me culpem se eu perder esses shows, mas é foda não ter grana para abraçar o mundo. :/ O pior (quem diria que um dia eu iria dizer isso) é que vou encontrar muitos outros shows pelo caminho nessa temporada europeia…

junho 10, 2008   Encha o copo

Música: “Momofuku”, Elvis Costello

Wendy James era vocalista do Transvision Vamp, uma bandinha indie que parecia que iria virar algo no final dos anos 80, mas não deu em nada. A banda acabou em 1991, e Wendy, sozinha e abandonada, escreveu uma carta para Elvis Costello, pedindo lhe uma canção. Costello não lhe deu só uma canção, mas sim um álbum inteiro, o bom “Now Ain’t The Time For Your Tears”, e ainda emprestou o baterista Pete Thomas para a donzela em apuros.

Esta pequena introdução resgatada do fundo do baú procura mostrar a prolificidade deste britânico que volta a exibir seu dote em “Momofuku”, trigésimo sei lá quanto álbum de uma carreira insuspeita. A história de “Momofuku” lembra um pouquinho a da introdução. A cantora Jenny Lewis convidou Elvis Costello para cantar em seu novo álbum. Costello foi, se inspirou, saiu do estúdio e, em uma semana, tinha oito canções novas prontas, assim, do nada. Decidiu gravar rapidamente e, quando viu, tinha um novo disco.

A rapidez da gravação – em clima ao vivo no estúdio – rendeu a brincadeira com o titulo do disco: “Momofuku” refere-se ao o criador do macarrão instantâneo Cup Noodle, Momofuku Ando. Segundo o compositor, o disco foi feito tão rápido e de forma tão espontânea que, palavras dele, só bastou adicionar água (no caso, além dos Imposters, foram “adicionados” Jenny Lewis nos backings, seu namorado Johnathan Rice na guitarra e o Beachwood Sparks Dave Scher na guitarra stell).

“Momofuku” soa urgente como soavam os discos de Elvis Costello no começo da carreira, o que até permite um paralelo com o relançamento – em edição dupla luxuosa recheada de bônus tracks e com um show completo no segundo CD – de “This Years Model” (seu segundo álbum, de 1978): é só ouvir o órgão envenenado de Steve Nieve em “American Gangster Time” para fazer a conexão, e perceber que se o tempo passou, Elvis Costello e os Imposters, versão atualizada dos Attractions, continuam inspirados.

“No Hiding Place” é um rock de batida marcante – com boas intervenções de Steve Nieve no piano – que abre o disco de forma arrebatadora com Costello prevendo que, num futuro não muito distante, não vão existir segredos e nem lugares para se esconder. No mesmo embalo ainda estão a citada “American Gangster Time”, que destaca o inconfundível órgão de Steve Nieve, “Turpuntine”, com refrão sixtie e a filha de Pete Thomas – Tenessee – ajudando o pai na percussão, “Stella Hurt” (outro show particular de Nieve) e “Go Away”, com os tambores à frente.

Um segundo bloco de canções revisita a sonoridade do álbum “Almost Blue” (1981) como a doo-wop “Flutter And Wow”, o jazzinho “Mr. Feathers”, a balada sixtie “My Three Sons” e a parceria com Loretta Lynn, “Pardon Me Madam, My Name Is Eve”. “Harry Worth”, uma das melhores do disco, tem clima bossa jazz, e faz lembrar o repertório dos ótimos “Spike” (1989) e “When I Was Cruel” (2002). “Song With Rose”, por sua vez, tem guitarra western e clima country assim como “Drum And Bone”, que começa com uma guitarra limpinha em clima de boteco.

Impressiona a facilidade com que, aos 53 anos, o músico produz boas canções ao ponto delas parecerem do tempo em que ele tinha 23. “Momofuku”, que sucede a parceria de Costello com o mestre do r&b Allen Toussaint (o excelente “The River in Reverse”) e “My Flame Burns Blue” (registro que flagra Costello e Nieve tocando clássicos como “Watching the Detectives” e “Clubland” em versões jazz acompanhados da Metropole Orchestra), é um grande disco que transpira simplicidade, espontaneidade e despretensão, artigos em falta no showbusiness, mas que Elvis Costello parece ter de sobra em seu estoque, e sabe usar na hora certa. Como agora. Valorize. Existem poucos como ele.

“Momofuku”, Elvis Costello (Universal)
Lançamento nacional: R$29 (em média)
Nota: 8,5

junho 9, 2008   Encha o copo

No Youtube: Galvão detonando Pelé

O Youtube é sensacional…

junho 8, 2008   Encha o copo

Liverpool, lá vou eu

Passei o domingo todo acertando detalhes da viagem em frente ao computador. Reservei albergues para quase todas as cidades (com exceção de Paris), e tickets de trem e avião para alguns trechos (ainda vou cotar outros trechos de trem e avião para ver o que compensa mais financeiramente), e acho que o trajeto abaixo está quase fechado. Deixei um dia em aberto em Andaluzia para, caso eu crie coragem, esticar até Gibraltar (e olhar a África, o Marrocos e… Casablanca do outro lado) e é bem provável que Bruxelas e Bruges, no trecho final, sejam limadas da lista por motivos financeiros. Mas é quase isso aqui, ó:

01/02 – São Paulo / Madrid / Bruxelas / Leuven (Bélgica)
03, 04, 05, 06, Leuven / Rock Werchter (Bélgica)
07 Leuven / Bruxelas / Berlim (Alemanha)
08 Berlim / Radiohead (Alemanha)
09 Berlim (Alemanha)
10 Berlim / Glasgow (Escócia)
11 Glasgow (Escócia)
12 e 13 Glasgow / T In The Park (Escócia)
14 Glasgow / Barcelona (Espanha)
15 Barcelona / Tom Waits (Espanha)
16 Barcelona (Espanha)
17, 18 , 19, 20 – Barcelona / Benicassim FIB 2008 (Espanha)
21 – Benicassim / Malaga / Lou Reed (Espanha)
22 – Malaga (Espanha)
23 – Malaga (Espanha)
24 – Malaga / Madri (Espanha)
25 – Madri (Espanha)
26 – Madri (Espanha)
27 – Madri / Paris (França)
28 – Paris (França)
29 – Paris (França)
30 – Paris / Bruxelas (Bélgica)
31 – Bruxelas / Bruges (Bélgica)
01 – Bruges / Londres (Inglaterra)
02 – Londres (Inglaterra)
03 – Londres (Inglaterra)
04 – Londres (Inglaterra)
05 – Londres / Liverpool (Inglaterra)
06 – Liverpool / Londres (Inglaterra)
07 – Londres / Madrid / São Paulo (Brasil)

Ps. Ainda não estou confirmado no show do Tom Waits. Vou tentar comprar esta semana. Dedos cruzados, pois o limite tosco do meu cartão de crédito não está colaborando. :/

Ps2. 05 de agosto é meu aniversário. Fiquei tentado a passar a data em Paris, mas o que seria de mim sem o rock and roll? E o que seria do rock and roll sem… os Beatles e o Echo and The Bunnymen? (hehehe). Liverpool, lá vou eu.

Ps3. Ainda não passou o estágio do friozinho na barriga. Na verdade, está nevando…

Ps4. Minha idéia nessa viagem é manter um diário virtual mesmo. Claro que não vou ficar uma hora na internet em Madri, pensa, mas quero ao menos separar uns cinco minutos diários para ir contando aventuras e desventuras dessa experiência maluca. Vamos ver no que vai dar. Nos dias em que eu não postar nada, escrevo no bloquinho antes de dormir, e atualizo no dia seguinte. Se eu parar de escrever do nada em Madri ou Paris, calma, Paz Vega ou Julie Delpy podem ter me sequestrado (é brincadeira, Lili, é brincadeira!) 🙂

junho 8, 2008   Encha o copo

Será?

“Viva la Vida” é o melhor disco do U2 desde “Zooropa”?

junho 5, 2008   Encha o copo

Eu vs Chris Martin

Coldplay nega música de Kylie Minogue
Qua, 04 Jun, 01h08

(BR Press)  O grupo de brit rock Coldplay decidiu deixar de fora de seu próximo álbum, Viva La Vida, a canção resultado da colaboração com a cantora australiana Kylie Minogue. Em uma entrevista à rádio inglesa Q, o vocalista Chris Martin disse que a música acabou saindo “sexy demais” e que, no momento de sua carreira, “não dá para ser tão sexy”.

No entanto, a banda ainda cogita usar a faixa em seu próximo álbum, que tem previsão de lançamento para o final de 2009. Intitulada Lunar, a cançnao não deixou de arrancar elogios de Martin, apesar de ter sua inclusão negada em Viva La Vida, o disco que conta com produção de Brian Eno. “Kylie está particularmente brilhante nesta música”, afirmou o vocalista.

Dois lados do sucesso

Formado em 1998, o Coldplay construiu uma das carreiras mais bem sucedidas entre seus companheiros contemporâneos. Com influências que vão de U2 e Echo & The Bunnymen a George Harrison e Johnny Cash, consagrou-se no cenário musical desde o álbum de estréia, Parachutes, que emplacou quatro singles em paradas do mundo inteiro.

No entanto, apesar do sucesso comercial e crítico, o grupo é vítima de alguns ódios, por soar uma trapaça, com composições sem sal. Um dos nomes dessa corrente é o escritor Marcelo Costa, cujo texto “Sete Motivos para rir de Chris Martin” (leia aqui) circulou pela internet em 2007.

(Pedro Keppler/Especial para BR Press)

Texto publicado via BrPress no Yahoo Notícias (aqui)

Ps. Eu não odeio o Chris Martin. Só acho que ele é coxinha.

Ps2. Adorei “Violet Hill”

Ps3. Vazou “Viva la Vida or Death and All His Friend”. Escrevi sobre ele aqui

junho 4, 2008   Encha o copo

Lou Reed em… Málaga

Então, tá vendo esse pontinho vermelhinho na primeira fila do Teatro Cervantes (aqui), em Málaga, na Espanha? Sou eu. No “escenario” estará Lou Reed tocando a integra do álbum “Berlin”, e depois no bis, “Sweet Jane”, “Perfect Day” e “Walk on The Wild Side”. Estou tendo um surto, mas precisava dividir com vocês.

A propósito, optei por Málaga ao invés de Madri pela facilidade de adquirir o ingresso. O que quer dizer que a viagem terá uma pequena mudança: saio de Benicassim na segunda de manhã e vou pra Malagá. Vejo o show na segunda á noite, e já estou pensando em esticar até o estreito de Gibraltar, passar um dia por lá, e só então voltar para Madri. Dúvidas… mas o que importa é que o ingresso do Lou Reed está comprado… agora só falta o do Tom Waits…

junho 4, 2008   Encha o copo

Música: “Weezer (Red Album)”, Weezer

Não existem fórmulas de sucesso. Se existissem, calhordas (esses existem aos montes no showbusiness) ficariam recriando a mesma música por anos e anos consagrando a fórmula que os colocou, em seus 15 minutos de fama, no topo em algum momento de suas vidas. Felizmente, não é assim. Recriar e/ou reinventar-se é para poucos, mais precisamente para aqueles que realmente tem alguma coisa a dizer. É isso que coloca bandas que sempre fazem/fizeram “o mesmo tipo de som” – como Ramones e Motorhead – de um lado e os meros recicladores de outro.

Assim que entra o riff de “Troublemaker”, faixa que abre o sexto álbum do Weezer, a lembrança de outros riffs – alguns clássicos – do próprio grupo entorpece a memória. Não é só. A própria capa sugere um déjà vu: o nome da banda sobre a cabeça dos quatro músicos que posam a frente de um fundo em cor lisa, sem contraste. Eles já tinham feito a mesma brincadeira via “Blue Album” em 2001, quando lançaram o “Álbum Verde”, e agora, novamente sete anos depois, reprisam o expediente usando o vermelho. Mais um capítulo da novela “nós vamos fazer a mesma coisa o resto de nossas vidas”? Eles querem que você pense isso.

Com dezesseis anos nas costas, o Weezer poderia muito bem ter se transformado em um dinossauro do rock (tal qual o Oasis), mas Rivers Cuomo parece se divertir quando se veste de roqueiro, o que parece ser para ele um passatempo antropológico. Não à toa, um dos motivos do silêncio de três anos entre “Make Believe” (2005) e “Red Album” foi o retorno de Rivers Cuomo à Universidade de Harvard para completar seus estudos, algo tão antirockandroll que poderia funcionar contra a reputação da banda, mas é bom lembrar que Cuomo não é um rock star comum (um rock star comum nunca escreveria “Tired of Sex” no auge do sucesso de sua banda).

Não ser um rock star comum concede a Rivers Cuomo a liberdade criativa que atesta aquilo que muitos chamam de insanidade (outros, eu incluso, preferem um termo mais ousado: maturidade): lançar um disco que é Weezer sem ser Weezer. Na prática é isso. Na teoria é o seguinte: “Red Album” é sobre envelhecer em uma banda de rock e continuar fazendo o que der na telha. Idéia grandiosa que a pluralidade do repertório sugere, mas que esbarra na execução/produção. O tal riff de “Troublemaker” que abre o disquinho assim como seu primeiro single, a power pop chiclete “Pork and Beans”, tem uma função enorme no lançamento: dizer aos fãs que apesar das outras oito canções que compõe o lançamento, este é um disco do Weezer sim (a capa ajuda a reforçar isso).

As duas canções conseguem seu intento com louvor. Apesar do clima power pop, “Troublemaker” soa rancorosa e irônica. Fala de moleques que odeiam livros, abandonam a escola, montam bandas de heavy metal, levam as meninas pra cama, e posam de agitadores. “Pork and Beans” é um dos hits do ano. Nela, o personagem desiste de fazer parte do clube dos politicamente corretos, de seguir aqueles que ditam o que está na moda. Na melhor parte da letra, Rivers sacaneia: “Todo mundo gosta de dançar uma música feliz / Com um refrão e uma batida pegajosa / Timbaland conhece o jeitinho / para chegar ao topo das paradas / Talvez se eu trabalhar com ele / Possa aperfeiçoar a arte”.

Das outras oito canções, três são escritas e cantadas pelos outros membros da banda. O guitarrista Brian Bell comparece com “Thought I Knew”, um power pop menor, de produção descuidada e pouca empolgação. Estranha, “Cold Dark World” é cantada/rapeada pelo baixista Scott Shriner. Já “Automatic” traz o baterista Patrick Wilson para o microfone, e faz lembrar a aproximação do grupo com o rock farofa em “Maladroit”. Nenhuma das três canções tem brilho próprio, e estão ali muito mais para preencher espaço do que para dar unidade ao disco, que por elas e, principalmente pelos quatro b-sides da edição de luxo, sugere um relaxamento na produção, transformando em lançamento oficial um punhado de canções inacabadas.

Apesar do descuido com boa parte do repertório, salvam-se algumas outras canções da safra de Rivers Cuomo, faixas malucas que ouvidas isoladamente podem confundir a cabeça da audiência. É o caso da épica “The Greatest Man That Ever Lived (Variations On A Shaker Hymn)”, seus quase seis minutos de duração e suas dez variações de ritmo (isso mesmo).  “The Greatest” começa suave com piano, tem bateria de fanfarra no meio, vira rap, hardcore, progressiva e o escambau. Rivers até “canta” em falsete, e quer saber: o resultado é divertido. “Dreamin’” começa Weezer puro e segue assim até seu break, no meio, onde recebe passarinhos e a visita espiritual de Brian Wilson. Bacana.

“Heart Songs” surge como uma (deliciosa) baladinha acústica que vai num crescendo contagiante enquanto Rivers vai listando os artistas que o influenciaram, de Cat Stevens, Joan Baez e Bruce Springsteen, passando por Slayer, Quiet Riot, Iron Maiden e Debbie Gibson até chegar em “Nevermind”, o disco que fez com que ele e seus amigos fossem para a garagem compor suas próprias canções, que tempos depois iriam tocar nas rádios. Completam o álbum “Everybody Get Dangerous” (outra com vocal de rap) e a rock ballad “The Angel And The One”. Os quatro lados b da edição especial (”Miss Sweeney”, “Pig”, “The Spider” e “King”) ou mesmo a cover do The Band (”The Weight”) funcionam mais como curiosidade e/ou completismo do que por qualidade.

Ok, numa conta tola daria para dizer que metade do disco é boa e a outra metade nem tanto (esqueça os b-sides). Na verdade, e em apenas um adjetivo, “Red Album” soa preguiçoso (não confunda com simplicidade). Mesmo assim é superior tanto a “Maladroit” quanto a “Make Believe”, e só fica devendo ao disco verde (os dois primeiros estão em outra escala, a dos clássicos). Se pensarmos que o “Green Album” já era inferior ao “Blue Album” (apesar das quatro canções matadoras que abrem o disco), a expectativa para o “Orange” (escolha a cor que você quiser, caro leitor) não é das melhores, mas se a cada três anos eles aparecerem com uma “Pork and Beans” já está valendo. Não existem fórmulas de sucesso, mas o Weezer – e Rivers Cuomo – está do nosso lado da força. Ainda bem.

“Weezer (Red Album)”, Weezer (Geffen)
Preço em media (importado): R$ 40 (edição simples) R$ 60 (edição deluxe)
Nota: 7

junho 3, 2008   Encha o copo

Azarar na W3

Nem gosto dessa música. No disco de estreia do Little Quail, as minhas preferidas sempre foram “Essa Menina”, “Aquela”, “Família Que Briga Unida Permanece Unida” e a cover de “Samba do Arnesto”, mas assim que pisei em Brasília e vi a placa, a música não desgrudou o fim de semana inteiro: “agora é minha vez, vou te azarar na W3?. No final do domingo, porém, eu fazia uma versão pessoal na cabeça: “agora é minha vez, asa sul, bloco 203 308?. Bobagens.

Brasília mexe com você. Conheci poucas cidades na vida que me intimidassem tanto. Lili e Palandi, nosso excelente guia em terras candangas, toda hora perguntavam: “E ai, gostou da cidade?”. E eu saia com uma evasiva. Para Lili é fácil se apaixonar por Brasília. No domingo comentei que se o sonho de todo jornalista era ter sua própria revista, o sonho de todo arquiteto era planejar uma cidade inteirinha, do zero, como Brasília. Já o Pala, bem, ele nasceu em Brasília, mesmo sem ter nascido lá.

Pareceu-me tudo germânico demais (e Berlim me intimidou também): o eixão enorme como uma “autobahn”, aquelas longas avenidas, a ponte JK, as superquadras, as casas iguais em um emblemático conceito socialista. Tudo lindo demais, mas também certinho demais. E preciso confessar que tenho medo das coisas que tentam ser certinhas demais. Mesmo assim, por mais que eu tente relutar, não há como não se apaixonar por essa cidade de concreto e obras de arte disfarçadas de prédios.

A Catedral (foto acima) é linda. O novo Museu é impressionante. O eixo monumental é realmente monumental. Entramos no Congresso Nacional e, de quebra, pegamos uma visita guiada que nos levou a Câmara e ao Senado (pela TV parece tão grande, mas é um espaço tão pequeno). Palandi, com uma paciência enorme e uma paixão pela cidade maior ainda, nos levou de lá pra cá, daqui pra lá, mostrando superquadras, os palácios, situando as curiosidades.

No final do domingo, depois de um belo almoço no Xique Xique (restaurante de comida nordestina que nos abasteceu de uma ótima carne de sol com feijão de corda, arroz, farofa de carne, mandioca cozida que quase derretia na boca, cachaça e chopp escuro), caminhamos até a 308 da Asa Sul, e confesso que fiquei balançado pelo lugar. Para Lili, ali na 308 seria um lugar perfeito para criar os filhos. Ainda tenho as minhas dúvidas, Brasília me intimida, mas cheguei a visualizar a Júlia correndo pelo parquinho… quem sabe.

Ps. Fizemos quase todos os passeios de dia, e posso estar errado, mas Brasília e seus monumentos devem ser conhecidos à noite. Fica para a próxima.

junho 3, 2008   Encha o copo

Lestics, Miranda, De Leve e… Weezer

Enquanto eu procuro desesperadamente um hotel em Benicassim e arrumo a mala (e a gravata) para ir a Brasília neste fim de semana, algumas coisas que estão amontoando meu e-mail e que preciso dividir já faz um tempo:

– O Lestics, banda querida deste espaço, apresentou música nova no programa No Estúdio, do My Space. Assista aqui

– Ramon Moreno, que eu e muitos conhecem como De Leve, publicou um texto bacana no Overmundo: O lobby das gravadoras e Propriedade Cruzada (leia aqui)

– O Tiago Agostini, colaborador do Scream & Yell e futuro iG (já aviso, segunda-feira eu vou chegar atrasado; cuida da lojinha!) está disponibilizando o seu TCC na web. O Tiago fez um perfil do Miranda, e ficou bem bacana. O link para baixar está aqui.

– Já sairam os discos novos do Portishead, Cat Power e Nick Cave… na Argentina.

– O álbum vermelho do Weezer agora bateu forte por aqui. Ouvi as músicas de forma esparsa durante a semana, e hoje que vazou o álbum inteiro fui reouvir e “Troublemaker”, “Pork and Beans” e “Heart Songs” colaram igual chiclete. Vai ser difícil me livrar delas nos próximos dias…

maio 30, 2008   Encha o copo