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Sobre sebos e Dawson’s Creek

Eu adoro sebos. Na verdade, sou viciado. Tenho amigos que não gostam de livros, CDs ou filmes usados. Eu não ligo. Se estiver em boas condições, e o preço estiver ok, não penso duas vezes. Há, em São Paulo, ao menos uns dez sebos que vivo batendo cartão. Quando pinta uma folga, como hoje, faça um pequeno roteiro atrás de algumas preciosidades. Existem uns bons sebos em Pinheiros, alguns ótimos na Teodoro Sampaio, na Augusta e no Centro da cidade. Hoje, pela correria, só consegui passar na Disconexus, uma loja bacana na Consolação quase com a Paulista (número 2682). Dá para perder umas boas duas horas lá (ainda mais que agora eles colocaram uma bancada enorme de DVDs), mas hoje deixei a passagem por todas as bancadas por uma olhada rápida.

Uma das partes da loja que sempre me atrai, e que sempre me faz sair com algo bom nas mãos, é a bancada de R$ 2,99 (quatro por R$ 10). Já encontrei ali em dias iluminados o “Wild Swing Tremolo”, do Son Volt, e o “Feast of Wire”, do Calexico. Hoje sai com o Thou (”Put us In Tune”, um CD que a Ju Alencar gravou num CDR pra mim anos e anos atrás), o “Disqueria”, do Radiola Santa Rosa (que o Azenha já entrevistou pro Scream), o Caesars (”Paper Tigers”, que o André sempre elogia) e o Josh Rouse que saiu no Brasil (”Home”), e que um amigo não acreditava ser possível achar mais. Presente pra ele. E tudo deu R$10.

Porém, quando estava no balcão, para pagar, olhei nas bancadas de entrada um box de DVD: a primeira temporada completa de Dawson’s Creek. Senti um deja vu. No Scream & Yell On Paper número 2, de janeiro de 1999, está cravado no editorial: “Textos, melancolia e paixão pela Joey: Marcelo Costa”. Sério. Passei uns dois ou três anos apaixonado pela Joey, personagem da Sra. Tom Cruise e mãe da fofinha Suri, Katie Homes, na época. A título de info, Dawson’s Creek foi uma série exibida originalmente entre 20 de Janeiro de 1998 à 14 de Maio de 2003 pela Warner Channel.

No Brasil, Dawson’s Creek passava na Sony, e em uma época que não havia TV paga em casa, e não tinha como baixar os episódios na web como acontece hoje. Resultado: um amigo gravava os episódios inéditos em VHS na segunda, e me levava na faculdade na terça. As duas primeiras temporadas da série são sensacionais, mas o clima cai da terceira em diante, quando o criador Kevin Williamson abandona o barco para arriscar um outro projeto, e só retorna para fechar a tampa da série, em 2003, com o episódio final.

Que eu me lembre, só assisti às três primeiras temporadas. Ao final da terceira, que já não tinha o mesmo brilho das duas primeiras comandadas por Williamson, desencanei e me separei da Joey – e, obviamente, da ex-Sra Heath Ledger, Michelle Williams, e também da (suspiro) Meredith Monroe, que fazia o papel da Andie. Não sei nada do que aconteceu nas temporadas seguintes (vi um outro episódio esparso zapeando pela TV) e nunca me deu vontade de descobrir, mas sempre quis, ao menos ter as duas primeiras temporadas em casa, para matar saudade. Agora tenho a primeira. Não resisti.

Ps. Uma das lembranças mais divertidas que tenho da série, porém, não é da série. No VMA de 98, apresentado por Samuel Jackson, numa das brincadeiras aparecem Dawson e Joey. Ela vira pra ele e diz: “Dawson, cansei dessa enrolação toda. Vamos nos beijar”. O drama da série era exatamente esse: Joey e Dawson demoram anos para ficarem juntos (tipo Jack e Katie em Lost). Na piada armada pela MTV, porém, a câmera faz o close de um personagem, olhos fechados e biquinho esperando o beijo, e em seguida do outro. Quando a cena abre, está cada um de lado do quarto, e pelo jeito vai demorar anos para esse beijo sair.

Eis que, então, entra pela janela Samuel Jackson, taco de beisebol na mão. Joey, desde criança, sempre entrou no quatro de Dawson pela mesma janela, nunca com um taco de beisebol. Está tocando a música tema da série, o casal sem ser casal naquele lenga lenga que sabemos que não vai dar em nada, e Samuel Jackson estraçalha o toca-fitas com o tema da série. Dawson e Joey param imediatamente. Samuel pergunta: “Eu odeio essa música. Podem continuar”. Eles ficam estáticos. Samuel, então, improvisa e começa a cantar o tema da série. Eles voltam ao beijo. É sensacional (procurei no Youtube, mas não achei).

Hoje em dia, Dawson’s Creek não entraria num Top 5 de séries que mais gostei de assistir, e olha que eu nem devo ter assistido dez séries inteiras. Um pouco pela irregularidade do roteiro pós saída de Kevin Williamson, outro pouco devido ao fato de que Friends, Simpsons e Seinfeld tem lugares garantidos no podium, e são imbatíveis. Mesmo assim, eu acho que devia aquele cara de dez anos atrás esse fragmento de felicidade de cultura pop. Talvez, assistindo agora, eu não ache essas duas primeiras temporadas tão boas quanto as achava na época, mas com certeza devo passar alguns meses apaixonado pela Joey… novamente.

junho 24, 2008   Encha o copo

Uma semana para a viagem

Após uma semana de São Paulo Fahsion Freak (o que inclui sábado e domingo saindo da redação por volta da meia noite e meia), nada mais justo do que um dia de folga para descansar a cabeça e colocar ordem nas coisas. Roupas já foram para máquina de lavar, algumas outras já foram separadas para a viagem e quero aproveitar o dia para acertar o VTR. Faltam três dias para as férias e uma semana para a viagem.

Já separei guias de Madri, Paris, Barcelona e Londres, o ótimo Guia do Viajante Independente na Europa, e hoje um sebo do Paraná me envia um guia de Berlim, que comprei na Estante Virtual (conhece? é um site que reúne sebos de todo o país), que espero que chegue até a terça que vem. Preciso ainda comprar mais card de um 1 giga para a máquina digital e anotar as dicas dos amigos.

O Marco, do iG Música, falou para eu não esquecer de beber cerveja de morango em Londres, e para eu tomar cuidado com as cervejas belgas, pois elas são boas demais, e fortes. O Marcio, que mora em Bruxelas, já entrou em contato e deve rolar um almoço em algum dos dias do Werchter. A Flávia, queridissima, que morou em Paris em me conhece muuuuito bem, já me indicou lugarezinhos rock na capital francesa, além de me indicar um bairro para eu visitar no domingo. Muita coisa pra fazer, pouco tempo. Viagem, né.

Ps. Acaba de chegar nesta humilde residência o ingresso para o show do Radiohead, em Berlim, dia 08 de julho. Estou me sentindo uma criança que ganhou um brinquedinho…

junho 24, 2008   Encha o copo

“Pilgrim Road”, Willard Grant Conspiracy

Após a tempestade sônica “Let It Roll”, de 2006, Robert Fisher retorna ao lirismo com seu Willard Grant Conspiracy neste “Pilgrim Road”, sétimo álbum de Fisher, parceria do compositor norte-americano com o músico escocês Malcolm Lindsay, mas que conta com o séqüito de colaboradores que sempre marca presença em um novo álbum do projeto.

“Pilgrim Road” ignora a demência de “Let It Roll” para dar as mãos com “Regard The End”, de 2003 na sonoridade sombria e na temática religiosa. A voz de Fisher volta a lembrar Nick Cave (a associação é imediata), e canções pungentes como “Lost Hours”, ao piano e cordas, poderiam facilmente fazer parte do repertório do bardo australiano, e isso não é demérito.

Robert Fisher trafega entre o alt-country noir e – o que ele mesmo chama de – punk pop folk embora “Pilgrim Road” não traga nada de punk nem de pop, e sim uma sonoridade delicada que versa sobre fé e dúvida. “Lost Hours” toma um caminhoneiro como personagem que divaga sobre o tempo perdido, a saudade de casa e a existência de Deus (”A lua está muito baixa para nos iluminar / O deserto está muito escuro para que possamos observar a noite”, canta Fisher).

No gospel “The Great Deceiver”, o vocalista pergunta “onde está o salvador?” auxiliado pela cantora Iona McDonald, mas ele não aparece. Na belíssima “Jerusalem Bells”, outra movida a piano e cordas, o personagem fala de esperança e sorte, mas pressente que acidentes vão acontecer. “Deus e diabo estão lutando pela minha alma / E ela está cheia de buracos”, diz a letra de “Pugilist”, outra canção magnífica cujo destaque é o tocante coro vocal.

“Phoebe” fala sobre não encarar a tragédia enquanto “Painter Blue”, com tintura renascentista, fala de abandono. “O amor não é verdadeiro”, canta Fisher desconsoladamente em “Malpensa”, com um bonito solo de violino. O instrumental de “Water And Roses” poderia ninar psicopatas. “Vespers” é o momento da perda da fé. Há, ainda, uma versão para “Miracle On 8th Street”, do American Music Club.

Mais de 20 músicos colaboram com Robert Fisher em “Pilgrim Road”, e chega a impressionar como o músico consegue dar unidade ao som do grupo. Violino, violoncelo e órgão dançam de mãos dadas em noites escuras com guitarras, baixo e violões criando uma sonoridade perfeita para embalar temas de vida e morte, enganos e salvação, brigas e oração. Um disco bonito para se ouvir em silêncio, meditando.

“Pilgrim Road”, Willard Grant Conspiracy (Loose)
Preço em media: $50 (importado)
Nota: 8,5

Leia também:
“Let It Roll”, Willard Grant Conspiracy, por Marcelo Costa (aqui)

junho 23, 2008   Encha o copo

Chuck Berry em São Paulo

“O véio ta querendo entrar antes”, diz apressadamente uma pessoa do HSBC Brasil pelo walkie talkie. Ela entra por uma porta que dá passagem ao camarim, e retorna alguns segundos depois: “Ele VAI começar o show antes”! As luzes se apagam, abrem-se as cortinas vermelhas do palco, e ouvem-se os primeiros acordes de “Memphis Tennessee”. Faltam dez minutos para as 22h, e todos procuram seus lugares para ver uma lenda do rock.

Aos 81 anos, Charles Edward Anderson Berry encarna no palco do HSBC Brasil o personagem que todos conhecem dede 1955 como Chuck Berry: quepe de marinheiro, uma brilhante camisa vermelha, calça e sapatos pretos, e sua inconfundível Gibson ES-350T semi-acústica. Mais de 50 anos separam o debute de Chuck Berry na indústria da música pela gravadora Chess deste show, e é preciso levar isso em consideração. Se o tempo passa, porém, a lenda permanece.

“Eu espero que ao menos metade de vocês nunca tenha ouvido essa canção”, dispara antes de tocar a introdução de “School Days”. Urros e assovios celebram a música, e dão um panorama do público, que vai desde uma menina de aparentemente sete anos até senhoras e senhores grisalhos que devem ter dançado muito ao som desses riffs em bailinhos dos anos sessenta e setenta. Mas um grande número de adolescentes também prestigia a lenda em um show que poderia ter o adjetivo “família”.

Os clássicos se atropelam (”Nadine”, “My Ding-a-Ling”, “Sweet Little Sixteen”) em versões mais lentas que as originais. A cada batida dos dedos de Berry na guitarra, uma corda desafina. O som de sua Gibson está bem à frente da Fender de seu filho, Charles Edward Anderson Berry Jr., que faz as bases enquanto os dedos do pai buscam os riffs clássicos de canções que receberam versões de Beatles e Rolling Stones (como “Carol” “Rock and Roll Music” e “Johnny B. Goode”) e mais uma centena de intérpretes.

“You Never Can Tell”, que voltou ao imaginário pop nos anos 90 através de Quentin Tarantino – que a inseriu em “Pulp Fiction” embalando a já clássica dança de John Travolta com Uma Thurman – surge cambaleante, mas divertida. Na seqüência, Berry pergunta qual música o público gostaria de ouvir. Uma senhora chega perto do palco e lhe pede uma canção. “Mas essa música não é minha!”, diz em tom de deboche o guitarrista enquanto emenda um clássico. Após 60 minutos de apresentação, Berry deixa o palco – superlotado de ladys – ao som de “Reelin’ and Rockin’”.

O show foi um fiasco em uma análise crítica isenta de considerações. Berry desafinou sua guitarra em diversas oportunidades além de errar algumas passagens. Porém, é impossível ser isento quando se está à frente de uma das lendas do rock, um gênero que começou rebelde, assustando pais e mães cujos filhos viviam com “esse tal de roque enrow”. Chuck Berry desafinando é muito mais rock em conceito do que todos os discos do CPM 22 juntos. É preciso respeito com o véio. Ele merece.

Fotos: Liliane Callegari (http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari)

junho 20, 2008   Encha o copo

Ressaquinha

Senti um deja vu no título do post…

Bem, semana do São Paulo Fashion Freak, então tudo meio de cabeça pra baixo aqui. Sorry pela ausência. Ontem vi o show do Chuck Berry e vou tentar escrever assim que acordar nesta sexta. Também vi o Mundo Livre S/A na Clash, um show que começou com “Destruindo a Camada de Ozônio” e “Computadores Fazem Arte”, segui-se ali pelo meio com “A Expressão Exata” (com direito a coro do público no verso “a minha pobre próstata inerte”) e “Seu Suor é o Melhor de Você”, e ainda contou com “Meu Esquema”, “O Mistério do Samba”, “Muito Obrigado”, “Livre Iniciativa”, “Bolo de Ameixa” e “Pastilhas Coloridas”, da frase que eu citei uns dias atrás sobre sonhos e maracujás… foda.

Acordei numa puta ressaca. :/

Ps. Faltam 8 dias para as férias, 12 para a viagem.

Ps 2. O Messi podia ter feito aquele gol, né.

Ps 3. Eu tinha mais alguma coisa pra falar, mas esqueci. Vou ver Lost e, se lembrar, volto.

Ps 4. Sono.

junho 19, 2008   Encha o copo

100 Canções Essenciais da MPB

Seguindo a trilha aberta pelos especiais “100 Livros” e “100 Filmes” (leia mais aqui), além do especial “100 Lugares”, a Bravo! mexe no potinho de moedas de ouro e sai com mais um volume da série “listas são listas: sempre falta alguma coisa, todo mundo reclama, mas todo mundo adora”. Desta vez, a luz é lançada sobre o repertório do cancioneiro nacional nas “100 Canções Essenciais da MPB”.

Seguindo a máxima de que um dos grandes prazeres da cultura pop é falar sobre ela, a seleção traz grandes momentos ao recontar histórias de canções marco da música brasileira. No entanto, como toda lista, há falhas e exageros. Das 100 músicas, 10 são de Chico Buarque, 10 são de Tom Jobim. E nenhuma de Jorge Ben muito menos Renato Russo (tem Herbert Vianna, Blitz, Lulu Santos, Cazuza), cuja “Faroeste Caboclo” tinha que ser presença garantida.

Aliás, lembro do último show que vi da Legião Urbana, começo dos anos 90. Renato, no centro do palco, pede atenção do público. É a parte final da baladaça “Vento no Litoral”, e ele avisa que vai cantar o “Hino Nacional”. E emenda “Carinhoso”, inteirinha, no trecho final da canção. “Carinhoso” é a canção essencial número 1 da Bravo!

O pessoal do iG Música fez uma enquete com o top ten da Bravo! deixando para o leitor a decisão: mais de 6100 votos e deu “Aquarela do Brasil” em primeiro, “Construção” em segundo, e “Carinhoso” em terceiro. “João Valentão”, de Dorival Caymmi ficou em 10º com 0% dos votos… Abaixo o top completo da publicação, mas vale investir os R$ 14,95…

1- Carinhoso (Pixinguinha / João de Barro)
2- Águas de Março (Tom Jobim)
3- João Valentão (Dorival Caymmi)
4- Chega de Saudade (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
5- Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
6- Tropicália (Caetano Veloso)
7- Último Desejo (Noel Rosa)
8- Asa Branca (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
9- Construção (Chico Buarque)
10- Detalhes (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

11- As Rosas Não Falam (Cartola)
12- Samba do Avião (Tom Jobim)
13- Vingança (Lupícinio Rodrigues)
14- Garota de Ipanema (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
15- Alegria, Alegria (Caetano Veloso)
16- Desafinado (Tom Jobim)
17- A Mesma Rosa Amarela (Capiba / Carlos Pena Filho)
18- Ai, Que Saudades da Amélia (Ataulfo Alves / Mário Lago)
19- A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Alcides Caminha)
20- Domingo no Parque (Gilberto Gil)

21- Eu Te amo (Chico Buarque / Tom Jobim)
22- Feitio de Oração (Noel Rosa / Vadico)
23- Retrato Em Branco e Preto (Tom Jobim / Chico Buarque)
24- O Mundo é um Moinho (Cartola)
25- E o Mundo Não Se Acabou (Assis Valente)
26- A Volta do Boêmio (Adelino Moreira)
27- Diz Que Fui Por Aí (Zé Kéti / Hortêncio Rocha)
28- Leve (Carlinhos Vergueiro / Chico Buarque)
29- Trem das Onze (Adoniran Barbosa)
30- Baby (Caetano Veloso)

31- Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
32- Marina (Dorival Caymmi)
33- Rosa (Pixinguinha / Otávio Souza)
34- A Banda (Chico Buarque)
35- Feitiço da Vila (Noel Rosa / Vadico)
36- Panis et Circenses (Caetano Veloso / Gilberto Gil)
37- O Bêbado e o Equilibrista (João Bosco / Aldir Blanc)
38- Exagerado (Cazuza / Ezequiel Neves / Leoni)
39- Foi um Rio Que Passou Em Minha Vida (Paulinho da Viola)

40- Iracema (Adoniran Barbosa)
41- Nervos de Aço (Lupícinio Rodrigues)
42- Luiza (Tom Jobim)
43- Ronda (Paulo Vanzolini)
44- Assum Preto (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
45- Acabou Chorare (Moraes Moreira / Galvão)
46- Dois pra Lá, Dois pra Cá (João Bosco / Aldir Blanc)
47- Sinal Fechado (Paulinho da Viola)
48- Folhetim (Chico Buarque)
49- Insensatez (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)

50- Ouro de Tolo (Raul Seixas)
51- Drama de Angélica (Alvarenga / M.G. Barreto)
52- Aquarela Brasileira (Silas de Oliveira)
53- Volta por Cima (Paulo Vanzolini)
54- O Que é que a Baiana Tem? (Dorival Caymmi)
55- Chão de Estrelas (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
56- É Hoje (Didi / Maestrinho)
57- Descobridor dos Sete Mares (Michel / Gilson Mendonça)
58- A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
59- Como Nossos Pais (Belchior)
60- Folhas Secas (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito)

61- Lábios que Beijei (J. Cascata / Leonel Azevedo)
62- Valsinha (Vinicius de Moraes / Chico Buarque)
63- Eu e a Brisa (Johnny Alf)
64- Jura (Sinhô)
65- Luar do Sertão (João Pernambuco / Catulo da Paixão Cearense)
66- Corta-Jaca (Chiquinha Gonzaga)
67- Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria)
68- Odeon (Ernesto Nazareth / Vinicius de Moraes)
69- Minha Namorada (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
70- No Rancho Fundo (Ary Barroso / Lamartine Babo)

71- O Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
72- Ouça (Maysa)
73- Se Eu Quiser Falar Com Deus (Gilberto Gil)
74- Senhor Cidadão (Tom Zé)
75- O Que Será (Chico Buarque / Milton Nascimento)
76- Se Você Jurar (Ismael Silva / Newton Bastos / Francisco Alves)
77- Todo o Sentimento (Cristóvão Bastos / Chico Buarque)
78- Como Uma Onda (Lulu Santos / Nelson Motta)
79- Carcará (João do Vale / José Candido)
80- Mania de Você (Rita Lee / Roberto de Carvalho)

81- Felicidade (Lupícinio Rodrigues)
82- As Pastorinhas (João de Barro / Noel Rosa)
83- Nego Dito (Itamar Assumpção)
84- Rios, Pontes e Overdrives (Chico Science)
85- Cidade Maravilhosa (André Filho)
86- O Vira (João Ricardo / Luli)
87- Olhos nos Olhos (Chico Buarque)
88- Balada do Louco (Arnaldo Baptista / Rita Lee)
89- O Teu Cabelo Não Nega (Lamartine Babo / Irmãos Valença)
90- Com Que Roupa? (Noel Rosa)
91- Sampa (Caetano Veloso)

92- As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
93- Brasileirinho (Waldir Azevedo / Pereira da Costa)
94- Você Não Soube Me Amar (Evandro Mesquita / Ricardo Barreto / Guto / Zeca Mendigo)
95- Disparada (Geraldo Vandré / Theo de Barros)
96- Óculos (Herbert Vianna)
97- Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu / Aloysio Oliveira)
98- Clara Crocodilo (Arrigo Barnabé / Mário Lúcio Côrtes)
99- Cruzada (Tavinho Moura / Márcio Borges)
100- Cantiga de Amigo (Elomar)

junho 17, 2008   Encha o copo

Música: “Viva la Vida or Death and All His Friends”, Coldplay

Fragmentos de um texto antigo:

“X&Y” eleva a milésima potência a grandiloqüência exibida em “A Rush Of Blood To The Head”

“A banda continua na árdua caminhada para se transformar no novo U2?.

“Copiando o U2, o Coldplay está mais para um Simple Minds”.

“O Coldplay pinta ser a grande banda da década, porém, ainda deve um grande álbum aos críticos”.

“Chris Martin precisa aprender a cantar sem chorar”

“Algum produtor fodaço (como Daniel Lanois e Brian Eno) precisa mostrar para os músicos que não existem apenas teclados, pianos e sintetizadores no mundo”.

Resenha de “X&Y” datada de 13 de julho 2005 (a integra está aqui).

Três anos se passaram desde o texto acima. Neste meio tempo, o Coldplay baixou na América latina para uma mini-turnê, o vocalista enfezadinho abandonou jornalistas em uma entrevista coletiva de imprensa em São Paulo e mais de 350 comentários superlotaram uma coluna (aqui) que escrevi em março de 2007 sarreando a seriedade de Chris Martin (incrivelmente, 50% querendo o meu pescoço, 50% me elogiando – e eu achei que fosse ser linchado em praça pública sem nenhum amigo para me dar a mão). Ah, e o Coldplay chamou Brian Eno para produzir o seu novo disco…

Brian Eno dividiu os trabalhos com Markus Dravs – recomendado por Win Butler, do Arcade Fire, após ter assinado a produção do maravilhoso “Neon Bible” – e chegou chutando a porta da lojinha Coldplay no geral, e de Chris Martin em particular, falando tudo aquilo que a gente já sabia: “Suas canções são longas demais. Você é muito repetitivo, e usa excessivamente os mesmos truques – e coisas grandes não são necessariamente boas. Você recorre demais aos mesmos sons, e suas letras não são boas o suficiente” (contou o vocalista em entrevista a Rolling Stone norte-americana).

Após uma estréia bonita e inocente, um segundo disco mediano e um terceiro álbum grandiloqüente e decepcionante, o Coldplay chega ao quarto disco assumindo os próprios erros e com desejo de traçar caminhos novos. “Viva la Vida or Death and All His Friends”, resultado do encontro da banda com Eno e Dravs, chega a surpreender pela forma radical com que a banda nega o passado e se prepara para o futuro. Domados pelas mãos sábias da dupla de produtores, o quarteto britânico coloca nas ruas o seu melhor disco.

Além de ser um comparativo de sucesso, o U2 passa agora a ser uma inspiração para Chris Martin, que graças aos céus deixou de cantar em falsete (ele usa o expediente em poucos segundos da gravação), mas investe nos berros a la Bono. O som da guitarra que havia sido aposentado em “X&Y” retorna forte e lembrando em muitos momentos os harmônicos de The Edge. E até órgãos de igreja entraram no álbum (da mesma forma que entraram em “Joshua Tree”, segundo álbum produzido por Eno – e Daniel Lanois – para o U2).

A influência descarada, no entanto, não faz de “Viva la Vida” um pastiche, muito pela qualidade – tanto musical quanto temática – do repertório. Chris Martin voltou no tempo e de lá trouxe boas histórias para suas letras antes romanticamente – corretas e – monotemáticas. “Cemeteries Of London” fala sobre cavaleiros que cavalgam até o amanhecer e enfrentam bruxas e fantasmas. “42? cita feitiçaria. “Yes” é sobre ceder à tentação. Em “Viva La Vida”, o vocalista ouve os sinos de Jerusalém e acredita que São Pedro não irá chamar seu nome. “Violet Hill” relembra um tempo em que padres também seguravam rifles.

Musicalmente, Brian Eno enxugou os arranjos e deu personalidade aos sons de teclados (que fizeram muito mal aos repertórios de “A Rush of Blood to the Head” e, principalmente, “X&Y”) criando uma sonoridade com um pé no rock progressivo, mas sem cair na vala insuportável da grandiloqüência. Outra boa nova é o resgate do som da guitarra de Jon Buckland (que enriquece faixas como “Violet Hill”, “Cemeteries Of London” e “Strawberry Swing”). Boa parte do repertório de “Viva la Vida or Death and All His Friends” soa grandioso e delicadamente bonito como poucas vezes o Coldplay conseguiu ser em seus dez anos de carreira.

A instrumental “Life in Technicolor” abre o álbum com som de órgão de igreja e é impossível não fazer um paralelo com “Where The Streets Have No Name”, faixa que abre “Joshua Tree”, do U2 (os vocais de Chris Martin ao fundo poderiam ser de Bono, se não forem – brincadeirinha). “Cemeteries Of London” traz Martin gastando voz sob uma cama de órgão, teclado, violão e guitarra. O órgão de igreja retorna no arranjo mantrico de “Lost” (uma das grandes letras do álbum).  “42?, a melhor música, mostra o quanto a banda cresceu melodicamente: começa vagarosa e bonita a la Keane e depois se transforma em Radiohead. O arranjo de “Yes” também surpreende, com Martin cantando pausadamente sobre uma boa estrutura melódica que inclui cordas no meio da canção.

As guitarras dão a cara de verdade em “Chinese Sleep Chant”, faixa escondida que começa ao final de “Yes” e faz a cama para a belíssima melodia de “Viva La Vida”, com arranjo de cordas e sons de órgão e teclados vindos do céu. “Eu costumava controlar o mundo / Os oceanos aumentavam quando eu dava a palavra / E agora pela manhã eu me arrasto sozinho”, canta Chris no começo da canção. “Violet Hill” é o mais próximo que o Coldplay já chegou dos Beatles (sonoramente e geograficamente: Violet Hill é uma rua paralela a Abbey Road). “Strawberry Swing” tem clima cigano, e poderia ser o final conceitual do disco, já que “Death and All His Friends” e “The Escapist” (outra faixa escondida, esta com o mesmo órgão que abre o álbum) são o mais próximo que o velho Coldplay aproxima-se do novo.

Mais do que ser um grande disco, “Viva la Vida or Death and All His Friends” coloca em primeiro plano a função do produtor. O que o lançamento sugere é que qualquer bandeca mediana pode lançar um grande álbum se estiver devidamente assessorada. É quase isso, e não é vergonha nem demérito. O que seriam dos Beatles sem George Martin? Possivelmente uma grande banda, mas será que chegariam no lugar em que chegaram?

Ok, não há como comparar Chris com Lennon e McCartney, mas “Viva la Vida” coloca definitivamente o Coldplay no rol das grandes bandas dos anos 00. Chris Martin continua sendo um mala de marca maior (os recentes casos de abandono de entrevista, de recusa a lançar uma música por ser sexy demais e o risco de cancelar a turnê por um acidente no ensaio – isso mesmo, ensaio – só confirmam sua postura coxinha), mas já pode dormir tranqüilo: o Coldplay lançou um grande disco. Agora ele só precisa de um assessor para cuidar de sua vida pessoal, mas uma coisa de cada vez, não é mesmo.

“Viva la Vida or Death and All His Friends”, Coldplay (EMI)
Preço em media: R$ 30
Nota: 8,5

junho 16, 2008   Encha o copo

Cinema: “Joy Division”, o documentário

“Joy Division”, de Grant Gee – Cotação 4/5

Na temporada em que o mundo redescobriu Ian Curtis, dois longas ilustram a trajetória do mártir pós-punk: “Control”, de Anton Corbijn, aposta no preto e branco tendo como base o livro de Deborah Curtis, viúva do cantor. “Joy Division”, de Grant Gee, finca-se apenas no preto ouvindo todos os demais “envolvidos”, menos Deborah (embora seu livro seja citado em vários trechos do filme). Enquanto o primeiro filme dramatiza a história do vocalista, o segundo tenta documentar o período, num esforço interessante de contar a história da banda.

Grant Gee, que tem no currículo no excelente “Meeting People Is Easy” (documentário que flagra os traumas do Radiohead pós “Ok Computer”), coloca seus “personagens” na parede e os deixa falar, falar e falar. Optando por esse formato convencional de documentário, Gee acaba por hiperbolizar a história da banda, que por si própria tomou dimensões estratosféricas após o suicídio de Ian Curtis, em maio de 1980, às vésperas da primeira turnê norte-americana do grupo.

Esta nova mitificação do mito serve para colocar várias peças em seus devidos lugares, principalmente entre os três integrantes do Joy Division: Peter Hook, Bernard Sumner e Stephen Morris abrem o coração para o cineasta em um mea-culpa composto por “50% de tristeza, 50% de raiva” (palavras do baterista) em relação ao ato final do amigo. “Nós só fomos prestar atenção às letras quando Deborah as publicou em um livro. Pensamos: era disso que ele estava falando?”, diz um entrevistado.

Sumner fala pausadamente; Morris fala desajeitamente, rindo – aparentemente de nervoso – nas lembranças mais dolorosas; Hook é um tosco que virou baixista e faz questão de deixar isso bem claro, mas é responsável por uma das declarações mais fortes do documentário: “A única coisa que me arrependo em minha vida foi não ter ido ao funeral”. Boa parte do valor do documentário está nas declarações destes três homens que evitaram durante anos falar sobre o assunto.

Gee, ainda, conseguiu reunir peças importantes para recontar a história de uma das bandas mais importantes de Manchester: o jornalista e empresário Tony Wilson, o designer Peter Saville, o fotógrafo Anton Corbijn, o músico Pete Shelley (Buzzcocks) e a jornalista (e amante/namorada) de Ian Curtis, Annik Honoré, entre outros nomes. Também reuniu um acervo de imagens raras da época de registros de shows em vários lugares, cuja baixa qualidade apenas aguça a curiosidade do espectador.

Não espere, no entanto, descobrir algum fato novo em “Joy Division”. O documentário se presta muito mais a imortalizar o mito com declarações oficiais – as primeiras – do que esmiuçar a história. Quase todos os temas abarcados já foram dramatizados em filmes como “A Festa Nunca Termina” e “Control” além do livro “Touching From a Distance”, de Deborah, e os motivos que cercam o suicídio continuam nublados (depressão x coração dividido x epilepsia), embora Gee (e seus entrevistados) acredite numa junção de vários fatores enquanto Corbijn, em “Control”, pareceu focar apenas no desastre romântico do vocalista.

São dois filmes imperfeitos, mas que juntos (e com a companhia de “A Festa Nunca Termina”) jogam luz sob um dos grandes poetas do rock britânico, e embora a fotografia e as boas atuações credenciem “Control”, Grant Gee pula a frente por flagrar os personagens reais dessa epopéia recontando conquistas e dramas. Funciona como a versão oficial de um dos momentos marcantes da história da música pop e é perfeito tanto para jovens que estão descobrindo o Joy Division agora tanto quanto para fãs de anos e anos que, pela primeira vez, vão poder ver os próprios personagens remexendo o baú da memória. Pena que o personagem principal não esteja vivo para contar a sua versão. Pena mesmo.

 

junho 15, 2008   Encha o copo

Cinema: “Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto”

“Antes que o Diabo Saiba Que Você Está Morto”, de Sidney Lumet – Cotação: 3,5/5

Você já (ou)viu essa história neste ano. Ou quase a mesma história. Dois irmãos em meio a uma enrascada financeira cometem um crime que envolve diretamente toda a família. Sim, sim, parece “O Sonho de Cassandra”, de Woody Allen. Os dois filmes foram rodados quase simultaneamente e praticamente estrearam juntos. O argumento semelhante pede uma comporação, e Woody Allen sai perdendo: “Antes que o Diabo Saiba Que Você Está Morto” é tudo que “O Sonho de Cassandra” poderia ter sido.

Na verdade, o 45º filme de Sidney Lumet, (diretor de clássicos como “Doze Homens e Uma Sentença”, “Um Dia de Cão” e “Sérpico”) também não é essa coca-cola toda. Porém, mesmo tendo contra si atuações fracas de Ethan Hawke (fazendo o único papel que sabe fazer: jeca), Philip Seymour Hoffman (ele pode muito mais) e Marisa Tomei (em um personagem constrangedor da gostosa burra que não convence), surpreende pela maneira como o diretor conta a história e fisga o espectador desde o início.

Tudo começa com um assalto. Um homem encapuzado entra em uma joalheira, rende a senhora que toma conta da loja, e enquanto saca o dinheiro dos caixas e as jóias do cofre, se distrai e leva um balaço nas costas. Essa cena – e tudo que aconteceu nos quatro dias anteriores e na semana posterior – delimitará o tempo/espaço do filme, e fará com você não se mexa na poltrona enquanto a trama se desenrola. É impressionante o controle que o diretor tem sobre a história.

Philip Seymour Hoffman é Andy, o irmão mais velho. Trabalha em uma grande imobiliária, em que cresceu profissionalmente, mas que está prestes a ver sua ruína. Andy é casado com Gina (Marisa Tomei), e está tentando reconstruir o casamento sem saber que a mulher o está traindo. O outro lado da moeda é Hank, irmão caçula, um loser com todas as letras piscando na testa. Ele tem uma filha, está separado da mulher, e deve três aluguéis de pensão. A joalheria assaltada é da própria família de Hank e Andy. Tente montar o quebra-cabeça.

Sidney Lumet já recebeu mais de 50 indicações ao Oscar por seus filmes e ganhou o prêmio de Conjunto da Obra em 2005, e mostra estar em plena na forma com “Antes que o Diabo Saiba Que Você Está Morto”. A culpa é um dos temas caros ao diretor, e chega a impressionar a semelhança de seus irmãos com os irmãos de Allen em “O Sonho de Cassandra”, mas Lumet consegue incomodar enquanto Allen distancia o espectador. Problema de ambos os filmes, no entanto, o fechamento rápido deixa um pouco a desejar.

Não deixa de ser interessante observar que ambos os filmes analisam o sentimento de uma pessoa após cometer um ato imoral. Os dois diretores parecem dualizar a culpa dividindo-a entre dois personagens, um que sabe lidar com esta culpa e faz o que precisa ser feito, e outro que tropeça no próprio ato de continuar respirando após o ato cruel. Allen e Lumet (e a sociedade) condenam os personagens de forma tão profunda que não permitem nenhuma forma de perdão. E o perdão realmente existe? Uma questão para se pensar após um grande filme.

junho 14, 2008   Encha o copo

Sonic Youth, Sinatra, Coldplay e Podcast

O Rodrigo Ortega, do ótimo Pílula Pop, convidou alguns malucos para elegerem quais músicas deveriam entrar numa coletânea do Sonic Youth, gente como Alexandre Matias, Jair Naves, Bruno Dias, Gabriel Thomaz, Rodrigo Lariú e… eu. Escolhi uma música da fase recente (coletâneas sempre tem uma, né), e deixei para os craques na juventude sônica a escolha do material mais – ahñ – clássico. A lista toda, com pequenos comentários, você lê aqui.

A Mariana, do marketing a Abril, achou que uma promo que eles estão fazendo lá – sorteando dez boxes da fase dourada do Frank Sinatra no cinema – era a cara dos leitores deste blog. Também acho, Mariana. Mas tem que fazer cadastro… (e cadastro é algo tão 1998 na web).

O Allan Lito me convidou para participar da gravação do podcast Frequência Damata #7. Topei, e a gente deve gravar nos próximos dias.

Nesta sexta tem 500 Toques. Faz um tempo que estou querendo instituir coluna na segunda, e 500 Toques na quarta e na sexta, mas quem diz que o tempo deixa. Nessa semana, no entanto, consegui. Vê lá a partir das 8 da manhã o disco que, pra mim, poderia assumir o posto de “Pet Sounds” do século XXI.

Para quem não anda prestando atenção na capa do Scream & Yell, a Juliana Zambelo estreou um novo blog, Supernovas, voltado para novidades da música.

Eu juro que tento ir com a cara do Chris Martin. Juro. Então surge uma noticia de que o cara se quebrou no ensaio da banda!?!?! Como assim???? Depois surge o próprio dizendo na RS que Brian Eno o avisou que suas letras não são lá grande coisa, que a banda é repetitiva e que as músicas do Coldplay são longas demais (tudo aquilo que nós já sabíamos). Quanto mais perto chega a data de lançamento do álbum, mais bobagens sobre a banda surgem no noticiário. Eu queria falar bem desse disco… aliás, vocês conseguiram ler o que o Andy Gill, do Independent, escreveu sobre a banda? O título do texto é: ‘Why I hate Coldplay’. Imperdível (aqui).

Por fim, o Maurício Teixeira, amigo e ex-chefe, após 15 dias de férias da internet, voltou ao seu blog de bola, no iG, com uma certeza: não existe futebol sem internet. Sempre me pergunto: como a gente vivia sem internet no século passado? Os argumentos do Mau são precisos, certeiros, e podem ser adaptados na sua totalidade ao conteúdo de música, filmes e séries que povoa a web. Leia a coluna (curtinha) do Mauricio e concorde conosco.

Faltam 15 dias para as férias, 19 para a viagem. Começou a contagem regressiva!

junho 12, 2008   Encha o copo