Attitude is Everything

Essas duas histórias que seguem abaixo estão flutuando na atmosfera da minha mente desde o fim do ano. Mais precisamente no dia 31 de dezembro quando assisti ao especial do programa Alto Falante sobre os festivais europeus. Uma das reportagens chamou a minha atenção. Alguns dias depois, já em Ouro Preto, Lili leu no Estado de Minas uma reportagem interessante que praticamente tinha o mesmo tema. As duas reportagens tratavam sobre… atitude.
Atitude vem do latim aptitudinem e do italiano attitudine, e significa uma maneira organizada e coerente de pensar, sentir e reagir em relação a grupos, questões, outros seres humanos, ou, mais especificamente, a acontecimentos ocorridos em nosso meio circundante. É um dos conceitos fundamentais da psicologia social. Faz junção entre a opinião (comportamento mental e verbal) e a conduta (comportamento ativo) e indica o que interiormente estamos dispostos a fazer. Entrando no coloquial: é quando deixamos de ser imóveis e começamos a nos movimentar.
A reportagem em questão do Alto Falante é a primeira do primeiro bloco em Londres (assista aqui). O chapa Terence Machado entrevista Suzanne Bull, produtora do festival Attitude is Everything, que explica: “É um evento para melhorar o acesso de pessoas deficientes em shows. (…) O projeto começou faz oito anos, quando escrevi para uma revista de música falando como era ruim o acesso para deficientes em shows. Alguém da prefeitura de Londres leu e me ligou perguntando se eu gostaria de receber algum dinheiro para começar o projeto”, conta Bull.
A entrevista segue e Suzanne fala mais sobre o projeto (site oficial), que é bastante interessante, principalmente quando um deficiente comenta que já esteve no Brasil, foi a shows, mas não viu outros deficientes na platéia. “Eu sempre fui a shows durante toda a minha vida, sozinho, e eu queria que todo mundo fosse. O Attitude is Everything é uma boa maneira de fazer as pessoas acordarem. É só tornar mais fácil o acesso a deficientes. Temos dinheiro como todos e queremos gasta-lo em eventos”, diz um entrevistado. O lance todo que quero grifar, porém, é que tudo isso começou com uma carta escrita para uma revista.
Após assistirmos à reportagem, caçoamos pensando como isso nunca poderia acontecer no Brasil. Imagina: você vai, reclama sobre algo que está errado em nossa sociedade (e são tantos erros) e a prefeitura ou o governo, quem quer que seja, liga para você oferecendo um dinheiro para que você monte um projeto para resolver este problema. Lindo, né. E completamente utópico, certo? Bem, mais ou menos. No dia 03 de janeiro, uma manchete de um caderno qualquer do Estado de Minas contava: “Moradora consegue criar Defesa Civil em Brumadinho em uma semana”.
A história de Ilma Cândida Sobrinho é o melhor exemplo de que atitude é tudo. Em 24 e 25 de novembro de 2008, Ilma, 53 anos, participou de um seminário em que o meteorologista Ruibrant dos Reis alertava para um volume alto de chuvas na cidade de Brumadinho, que poderia causar enchentes e muita tragédia. Preocupada com a previsão, Ilma procurou a Defesa Civil da cidade e descobriu que ela só existia no papel. “Isso acontece muito. Decretam o órgão apenas para captar recursos”, conta a moradora para a reportagem.
Ela não desistiu, foi atrás do procurador-geral de Brumadinho, que autorizou a reativação do conselho. “Fizemos, em uma semana, o estudo que era para ser feito durante todo o ano”, conta. Segue a reportagem: Na segunda 15 de dezembro, ela, temendo a forte chuva prevista, e já com o mapeamento das áreas de riscos em mãos, retirou três famílias de imóveis que poderiam desabar. Na quarta, 17, a previsão se confirmou: Brumadinho foi alagada pelas águas do Rio Paraopeba, que chegou a subir 10 metros. A família de Alessandra Silva dos Santos foi uma das que foram retiradas antecipadamente. “Se estivesse lá quando a tempestade chegou, eu e os meus cinco filhos não sobreviveríamos.”
Nesse dia, centenas de casas ficaram submersas. Cerca de 2.000 pessoas ficaram desalojadas, 200 famílias desabrigadas, 25 casas totalmente danificadas e quatro pontes atingidas, sendo que duas delas foram levadas pelas correntezas. Ilma acionou centenas de voluntários, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e a Defesa Civil do estado. “Já tínhamos avisado todos os habitantes, por isso, eles estavam preparados. Mesmo assim, foi uma loucura, porque a nossa preocupação de salvar todos era imensa, tanto é que fui à rádio da cidade pedir ajuda da comunidade”, conta. Brumadinho teve uma vítima: um senhor de 64 anos foi levado pelas correntezas do Rio Paraopeba.
Em dezembro de 2007 escrevi um longo texto chamado “Sonhar é permitido, viver é permitido”, em que entre outras coisas dizia: “se já sabemos que não podemos confiar em ninguém, que não existem sonhos quando o assunto é política, dinheiro e poder, então está na hora de fazermos as coisas nós mesmos. E, mais do que nunca, deixarmos o social de lado e agirmos no pessoal. Sim, mudarmos as coisas ao nosso redor primeiro. Sempre fomos acomodados demais, mas precisamos mostrar que se as coisas podem dar certo, elas tem que começar a dar certo dentro da nossa própria casa, do nosso próprio ambiente de trabalho, da nossa família, do nosso bairro. Sempre acreditei que fazer o bem é a melhor coisa que uma pessoa pode fazer para mudar o mundo, e apesar de parecer a coisa mais piegas, é no que eu acredito realmente.”
Quando esses três episódios (as duas reportagens e a lembrança do post antigo) se juntaram na minha cabeça, algo meio que pedia um texto como esse. Reclamamos demais. Da família, do emprego, do governo. E o problema não é reclamar. Reclamar é essencial. Acomodados não reclamam e acabam se aconchegando na monotonia de uma vida errada. Evite isso a todo custo. A partir do momento que temos noção de que algo está errado, de que as coisas poderiam ser diferentes e bem melhores, precisamos nos mexer. Com inteligência, cautela, malandragem e boa vontade. Precisamos criar atalhos para que as saídas se tornem mais claras. Não dá para ficar parado olhando o mundo girar. Não dá para chorar sobre a cerveja derramada. A vida passa rápido demais. É bom se mexer.
Links:
– Assista ao programa Alto Falante no Youtube (aqui)
– Leia a reportagem do Estado de Minas sobre Ilma (aqui)
janeiro 29, 2009 Encha o copo
“Ocean Rain”, um dos melhores álbuns já feitos

Ian McCulloch nunca foi modesto ao falar do álbum “Ocean Rain”. Para justificar o pedido à gravadora para que ela bancasse um estúdio em Paris para o grupo gravar seu quarto álbum, McCulloch foi enfático: “Nos os advertimos que este seria o maior álbum já feito, porque nos acreditávamos nisso. E The Killing Moon é a melhor música já escrita. Eu acredito nisso. Ela é simples e bela e soa como nenhuma gravação que eu já tenha escutado”. Quem lê isso imagina que parir “Ocean Rain” foi um mar de rosas, mas não foi bem assim.
Após passar um perrengue danado com seus dois primeiros álbuns (“Crocodiles” e “Heaven Up Here”), cultuados no circuito independente, mas solenemente ignorados pelos charts, o grupo alcançou o sucesso com o terceiro disco, “Porcupine”, e hits do quilate de “The Cutter” e “The Back of Love”, mas o clima interno já não era dos melhores. Quando em estúdio para gravar as pré-bases do vindouro quarto disco, Ian ficou tão desanimado que quase abandonou o barco. “As gravações em Bath foram horríveis. Ficamos cinco dias lá e nada funcionou. Para piorar, peguei uma gripe”, conta o vocalista, que pensou em sair da banda.
Porém, o baterista Pete de Freitas o convenceu-o a entrar em estúdio para regravar algumas partes. “Fomos os dois para os estúdios Amazon e Pete sugeriu usar escovinhas, algo que nunca havíamos tentado. Eu ainda estava gripado, mas tudo soou brilhante. A melhor coisa que já tínhamos feito. Cheguei em casa tarde da noite e minha esposa me esperava. Toquei para ela uma parte de Killing Moon e ela chorou. Pensei que ela tivesse odiado, mas ela disse que era a canção mais linda que eu havia escrito. O disco foi feito nesse clima”, resume o vocalista.
Em Paris, o Echo and The Bunnymen encontrou tudo aquilo que esperava: uma cidade apaixonante movida a passeios de bicicleta por Montmatre, visitas ao cemitério Pere-Lachaise (“para dar um alô para Jim Morrison e Oscar Wilde”, conta Will Sargeant) e sessões de gravação no Studio Dês Dames, que tinha uma atmosfera aconchegante. Segundo o guitarrista, “Paris tinha se transformado na nossa cidade, a segunda casa dos Bunnymen’s”. O vocalista completa: “Eu cai de amores por Paris. ‘Ocean Rain’ está completamente ligado à cidade”.
Acompanhados por uma orquestra de 35 instrumentos, os Bunnymens deixaram a crise de lado e se concentraram nas gravações. As rachaduras estavam visíveis (Pete de Fretitas deixou a banda no ano seguinte), mas no estúdio tudo funcionava. Eram apenas nove canções assistidas por Gil Norton (que quatro anos depois gravaria “Doolittle”, do Pixies) que afastavam o grupo da crueza de seus primeiros álbuns. No clima de “The Killing Moon”, o Echo construía um disco de rock clássico inspirado nas chansons de Jacques Brel, Scott Walker e na orquestração de “Forever Changes”, clássico do Love.
Lançado em maio de 1984, “Ocean Rain” bateu na segunda posição do chart britânico, e “The Killing Moon” entrou no Top Ten. A beleza de canções como “Silver”, “Seven Seas”, “My Kingdom” e “Ocean Rain” permanece 25 anos depois, no momento em que o álbum ganha uma luxuosa reedição que inclui três b-sdies – “Angels and Devils”, “Silver (Tidal Wave)” e “The Killing Moon (All Night Version)” – e a integra de uma apresentação arrasadora no Royal Albert Hall em julho de 1983 além de comentários de Will Sargeant e Ian McCulloch sobre as gravações do álbum.
O show abre com três cacetadas de “Crocodiles”: a psicodélica “Going Up” e as clássicas “Villers Terrace” e “All That Jazz”. O clima segue acelerado com “Heads Will Roll”, mas “Porcupine” preenche o ambiente. “All My Colours (Zimbo)” abre caminho para a primeira das duas canções de “Ocean Rain” apresentadas na noite: “Silver”. “Simple Stuff” volta a acelerar o clima, mas o público aplaude mesmo o single “The Cutter”. “The Killing Moon” surge acelerada, rápida e bela. Seguem-se “Rescue”, “Never Stop”, “The Back of Love” (também muito aplaudida, o que faz Ian agradecer ao público dizendo que Londres é o melhor lugar para tocar – e viver).
O trecho final é todo “Heaven Up Here”. Abre com a poderosa “No Dark Things”, segue-se com a faixa título (em versão de corar o rosto) e finaliza com “Over The Wall”. Para o bis, “Crocodiles” em versão estendida que bate os sete minutos e quase triplica seu tempo em álbum. Ian grita “come on, baby” de forma alucinada e cai sobre “Light My Fire”, do Doors. Pete de Freitas massacra na bateria enquanto Will Sargeant pontua o arranjo, Les carrega tudo no baixo e Ian não pára de improvisar (veja um vídeo desta apresentação aqui). Um bis arrasador que no show original ainda contava com uma versão de “Do It Clean”, não inclusa nesta edição, mas presente no box “Crystal Days”.
“Ocean Rain” é um álbum magnífico. “Uma obra-prima”, define Ian McCulloch sem nenhuma modéstia no encarte. Ele vai além: “É o nosso Davi de Michelangelo. É o álbum que me fez perceber que havia muito mais mulheres em nossos shows. Não estávamos mais tocando para a turma do futebol”, resume. Da mesma forma, “Ocean Rain” marca o ápice da carreira do grupo de Liverpool, que nunca mais conseguiu atingir o mesmo momento de genialidade completa (apesar de bons momentos de discos como “The Game”, “Evergreen” e “What Are You Going To Do With Your Life?”). “Ocean Rain”, não o melhor álbum já feito, mas com certeza um dos melhores.

– Marcelo Costa entrevista Ian McCulloch (aqui)
– Siberia”, do Echo and The Bunnymen por Marcelo Costa (aqui)
janeiro 26, 2009 Encha o copo
As duas faces do Autoramas

Texto: Marcelo Costa
Fotos: Liliane Callegari
Cinco anos atrás entrevistei Gabriel Thomas na época do lançamento de seu terceiro álbum e abri o papo questionando (tomando como mote o título do disco): “Nada pode parar os Autoramas?”. Gabriel foi incisivo: “Nada nem ninguém! Só nós mesmos!”. O disco estava sendo lançado com tiragem de 3 mil cópias pela principal gravadora independente do país, a Monstro, trazia alguns hits, mas deixava um elefante atrás das orelhas: Será que o Autoramas alcançou o seu máximo?
De lá para cá a banda perdeu, primeiro, a baixista Simone (ícone da primeira fase do trio) e depois Selma, gravou mais um disco (e também uma coletânea de raridades), excursionou mundo afora e ganhou do chefão da Rough Trade a definição de “the most important independent band in Brazil”. Sem contar que Gabriel se aventurou no projeto Lafayette e os Tremendões, que trouxe alguns bons frutos para o quarto disco do trio, “Teletransporte”, ampliando o alcance da musicalidade do grupo.
Porém, elogios e aventuras a parte, dois fatores definem a nova fase do grupo: a entrada de Flávia, a nova baixista, que trouxe musicalidade e desempenho de palco para a banda. E Gabriel parece estar vivendo o seu melhor momento como músico e entertainment. Juntos, esses dois fatores fizeram com que as duas apresentações que a banda fez em São Paulo às vésperas do aniversário da cidade fossem as melhores do Autoramas na capital paulista. E isso é algo raro e extremamente positivo.
Imagina uma banda que está na estrada faz nove anos, poderia ter conquistado o sucesso de massa com seu segundo álbum, mas não recebeu ajuda da gravadora e então criou uma reputação inatacável no cenário independente. Não sei a conta de quantos shows do Autoramas já vi, mas estes dois com certeza foram os melhores. Poucos nomes da música conseguem ampliar o alcance de seu trabalho – de forma positiva – após dez anos de carreira, e o Autoramas adentra este seleto grupo.

A apresentação de sexta à noite, no CB, marcou a estréia em palcos paulistanos do projeto acústico do trio. Nada de metais, violinos, músicos de apoio e banquinhos. Apenas Gabriel no violão, Flávia no baixo acústico e Bacalhau na bateria. E um repertório impecável que homenageava Erasmo (“Minha Superstar”), Elvis (“Love Me”), Carl Perkins (“Blue Suede Shoes”) e Reginaldo Rossi (“No Claro e No Escuro”), resgatava Little Quail (“Galera do Fundão”) e apresentava pela primeira vez na cidade um grande hit de Gabriel na voz de amigos seus: “I Saw You Saying”, cantada em coro pelo público.
Isso tudo sem contar o bom repertório próprio do grupo, mais romântico, com destaques para “Música de Amor”, “Copersucar”, “A História da Vida de Cada Um”, “Agora Minha Sorte Mudou”, “O Bom Veneno” e “A 300 Km”. Gabriel não economiza elogios para a nova baixista em entrevistas dizendo que sem ela o acústico não aconteceria, e a versatilidade de Flávia fica evidente no palco. São só os três músicos, um violão, e a sonoridade preenche o ambiente com classe e elegância. Para fechar a noite, uma versão sacolejante e instrumental de “Blue Monday”, do New Order.
No dia seguinte, a parada era outra. No projeto Pares, do Sesc Pompéia, o Autoramas divida o palco com o Cachorro Grande em uma noite de guitarras em alto volume. Abriram com “Motocross” e seguiram-se hits do quilate de “Paciência”, “Mundo Moderno”, “Nada a Ver”, “Rei da Implicância”, “Você Sabe”, “Fale Mal de Mim” e “Carinha Triste”. Uma das poucas canções que marcou nos dois shows, “A 300 Km/H” foi um dos grandes momentos da noite ao lado de “Surtei”, um blues do álbum “Teletransporte” dedicado, neste show, para Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande. Flavia cantou “Send Me a PostCard”, do Shoking Blue, e Gabriel resgatou “1,2,3,4”, do Little Quail.
Na seqüência, o Cachorro Grande entrou no palco disposto a satisfazer uma horda de jovens fãs que aguardava os gaúchos em São Paulo com ansiedade. A banda abriu com “Roda Gigante”, hit do último álbum, “Todos os Tempos”, e depois fez um passeio pelo repertório destacando “Hey, Amigo”, “Lunático” e “Você Não Sabe o Que Perdeu” em uma apresentação bem mais comportada e polida do que o usual do quinteto. Para o final, as duas bandas subiram juntas ao palco para homenagear Beatles com uma cover de “I Saw Her Standing There” e encerrar um ótimo fim de semana de rock and roll.

Mais fotos dos shows do Autoramas e do Cachorro Grande aqui
Leia também:
– “Teletransporte”, do Autoramas, por Marcelo Costa (aqui)
– André Azenha entrevista o Autoramas (aqui)
janeiro 26, 2009 Encha o copo
Os Melhores do Ano do Scream & Yell
A gente até faz nossas listinhas particulares, mas curte mesmo juntar com a dos amigos, somar tudo e ver o que dá. Neste ano, 84 convidados dividem suas opiniões para o Prêmio Scream & Yell de Melhores de 2008, que demorou para sair (ok, nem tanto, ainda estamos em janeiro – risos), mas saiu.
Votação bastante equilibrada em diversas categorias, e algumas surpresas aqui e ali. Amigos da Rolling Stone Brasil, Veja, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, MTV, iG Música, VIP e Playboy, além de editores de sites, blogs e músicos dividem suas listas pessoais com os leitores. Está tudo no link do banner abaixo. Divirta-se.
janeiro 19, 2009 Encha o copo
Senhor F lança coletânea ibero-americana

Control C Control V
O portal Senhor F inaugura nesta semana série de coletâneas “11 Temas”, com artistas ibero-americanos atuais. A primeira edição traz artistas do México, Portugal, Peru, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai (playlist abaixo). Em sua maioria, são músicas recentes, dos últimos lançamentos em discos-cheios, eps ou singles. Com periodicidade mensal, e arte de Sara Soyaux, a coletânea terá apenas versão virtual, para download gratuito.
A banda argentina El Mato a Un Policia Motorizado, grande revelação do rock local e sul-americano, abre a coletânea com o tema “Mi Próximo Movimiento”, de seu novo EP “Dia de los Muertos”, lançado recentemente. Também da Argentina, The Tormentos comparece com “Espanto”, instro-surf que, junto com o disco “Death Drop!”, fez do quarteto definitivamente um dos melhores do mundo no gênero.
“A Morte”, do disco “Autista”, com o cantor e compositor português Azevedo Silva, acompanhado de Filipe Grácio, introduz os “cantautores” na coletânea. Ao lado dele figura o brasileiro Beto Só, com a música “Com Leite e Café”, de seu novo disco “Dias Mais Tranqüilos”, melhor disco do ano para o jornal Correio Braziliense, de Brasília. E também o chileno Gepe, destaque da moderna música do país, com tema de seu novo EP “Las Piedras”.
A banda mexicana San Pascualito Rey, outra grande surpresa da nova cena musical em língua espanhola, se faz presente com “Caemos o Volamos”, de seu último disco “Deshabitado”. A coletânea ainda destaca os peruanos Turbopotamos com “Terrorize You/Disco Flor”, single lançado na segundo semestre de 2008. E os brasileiros Volver, do Brasil, com “Não Sei Dançar”, do disco “Acima da Chuva”, outro destaque entre os melhores lançamentos do ano no Brasil.
Também do Brasil, “11 Temas” traz o grupo Macaco Bong com a música “Noise James”, do disco “Artista Igual Pedreiro”, eleito o melhor de 2008 para a Rolling Stone. Outra presença importante na coletânea é a dos chileno Congelador, com a musica “Abrigo”, que abre o novo disco que marcou o retorno da banda à cena musical. Ainda destaque da região do Prata, o duo uruguaio Danteinferno agrega ao playlist o noise-pop “Happy Easter”.
Segundo o editor de Senhor F, Fernando Rosa, o projeto pretende contribuir para promover um maior intercâmbio da produção independente ibero-americana. “É uma idéia inspirada na ‘Parada Senhor F’, que durante muito tempo ajudou a divulgar internamente a cena independente brasileira”, diz ele. E também em outros iniciativas, como as coletâneas da revista espanhola Zona de Obras, ou os “podcasts” do Zona Girante, produzido na Argentina.
“11 Temas” – Volume 1
1.El Mato a Um Policia Motorizado – Mi próximo movimiento (Argentina/Laptra)
2.Azevedo Silva – A morte (Portugal/Lastima)
3.San Pacualito Rey – Caemos o volamos (México/Independente)
4.Volver – Não sei dançar (Brasil/Senhor F Discos)
5.Turbopotamos – Terrorize you/Disco flor (Peru/Discos Gordos)
6.Congelador – Abrigo (Chile/Quemasucabeza)
7.Beto Só – Com leite e café (Brasil/Senhor F Discos)
8.Gepe – De paso (Chile/Quemasucabeza)
9.Danteinferno – Happy Easter (Uruguai/Debil+Amplitude)
10.Macaco Bong – Noise James (Brasil/Trama+Monstro+Fora do Eixo)
11.The Tormentos – Espanto (Argentina/Scatter Records)

janeiro 18, 2009 Encha o copo
Habemus vencedor (ou quase)
Na verdade, ainda faltam chegar alguns votos perdidos para o Melhores do Ano Scream & Yell, o que pode bagunçar algumas categorias como “disco internacional”, cujo primeiro lugar recebeu (até o momento) 15 votos, o segundo 14 e três discos empatam na terceira posição com 13 votos, mas não consegue impedir que a fatura esteja liquidada em “disco nacional”, cujo álbum vencedor abriu cinco votos do segundo colocado (e este ficou seis votos à frente do terceiro).
A grande barbada deste ano, você sabe, é “show internacional”. O vencedor está batendo os demais concorrentes por quase 25 votos de diferença. Em “Filme” (tanto nacional quanto gringo) a fatura também já está fechada com uma margem de vantagem de cinco votos. As melhores músicas (nacional e gringo) parecem firmes. Na verdade, a grande canção internacional já tem lugar garantido. A nacional pode até perder… para outra do mesmo artista.
Segunda-feira, se o BBB 9, a Gisele Bündchen e o SPFW deixarem, o especial Melhores do Ano do Scream & Yell estará no ar. Até o momento, 81 votos estão computados. Duas longas noites de trabalho pela frente. Aguarde.
janeiro 16, 2009 Encha o copo
No clipping do iG e novos textos no site
Eu até já tinha desistido de comentar sobre isso, pois peguei a Revista Imprensa de dezembro quando estava saindo de viagem, e quando voltei uma nova já estava nas bancas, mas então chega o clipping do iG e está lá o meu pequeno perfil que saiu na revista. Então, está ai:

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Como estou concentrado no fechamento dos números dos Melhores do Ano do S&Y, textos novos só na semana que vem. Aproveitei para abrir espaço e destacar um material bacana que baixou aqui. O Leonardo Vinhas, com seu famoso senso corrossivo de escrever, explica aqui por que você deve ouvir o novo do La Carne, “Granada”, e esquecer o CSS (e quetais). O estreante Nuno Manna debuta no site com um belíssimo texto (aqui) sobre “A Noite”, de Antonioni, um filme que você precisa ver. E o amigo Jorge Wagner conta em seu texto (aqui) que se impressionou bastante com o novo trabalho do Ramirez, liberado na integra para download. Leia, baixe e comente.
janeiro 15, 2009 Encha o copo
Melhores do Ano Scream Yell 2008
Aproximadamente 80 votos se acotovelam em meu e-mail aguardando apuração. E, pelo pouco que vi numa pré contagem no fim de dezembro, não existem favoritos disparados nas categorias principais. Estou começando a mexer com o especial, e a me surpreender…
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Acho que gostei do disco novo do Franz Ferdinand. Anteontem eu achava o contrário. Já o novo do Morrissey não me pegou de cara.
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E esta forte o papo da confirmação do Los Hermanos no festival que terá Radiohead e Kraftwerk. Agora esgota… rapidinho.
janeiro 13, 2009 Encha o copo
Tops dos 14 dias em Minas Gerais
TOP 3 CIDADES
1. Ouro Preto
2. Tiradentes
3. Belo Horizonte
TOP 3 IGREJAS (EXTERNO)
1. São Francisco de Assis, Ouro Preto
2. Nossa Senhora do Rosário, Ouro Preto
3. Capela de São José, Ouro Preto
TOP 3 IGREJAS (INTERNO)
1. São Francisco de Assis, Ouro Preto
2. Nossa Senhora do Pilar, Ouro Preto
3. Matriz de Santo Antônio, Tiradentes
TOP 3 OBRAS
1. Os Profetas de Aleijadinho, Congonhas
2. Teto da Igreja Francisco de Assis por Athayde, Ouro Preto
3. Pinturas de Portinari na Igreja da Pampulha, Belo Horizonte
TOP 3 ARQUITETURA
1. Casa de Baile, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte
2. Edifício Oscar Niemeyer, de Oscar Niemeyer, em Belo Horizonte
3. Galeria Adriana Varejão, de Rodrigo Cerviño Lopez, no Inhotim
TOP 3 COMIDAS
1. Mexidoido Chapado, Casa Cheia, Belo Horizonte (R$ 14)
2. Trança de mignon de cordeiro baby, Theatro da Villa, Tiradentes (R$ 110)
3. Picadinho á moda do Parque, Restaurante do Inhotim (R$ 28)
TOP 3 PÃO DE QUEIJO
1. Verdemar, de Belo Horizonte
2. Pousada da Bia, Tiradentes
3. Boca do Forno, Belo Horizonte
TOP 3 PASSAGENS MAIS CARAS DE ÔNIBUS
1. Belo Horizonte para Diamantina: R$ 59,95 (6h de viagem)
2. Diamantina para Belo Horizonte: R$ 58,35 (5h30 de viagem)
3. Ouro Preto para São João del Rey: R$ 48,00 (4h de viagem)
TOP 3 LUGARES QUE VOU VOLTAR
1. Tiradentes
2. Instituto Cultural Inhotim, Brumadinho
3. Igreja São Francisco de Assis, Ouro Preto
TOP 3 CYBER INTERNET MAIS CAROS
1. Aeroporto de Confins: R$ 10 por meia-hora
2. Formule 1 de Belo Horizonte: R$ 10 por uma hora
3. Patio Savassi Shopping, Belo Horizonte: R$ 5 por uma hora
TOP 3 BUGIGANGAS
1. Doze Profetas em pedra por R$ 5, Congonhas
2. Imagem de geladeira do Mercado Central por R$ 3, Belo Horizonte
3. Garrafa de Cachaça de Jabuticaba por R$ 25, no Inhotim
TOP 3 HOTÉIS / ALBERGUES
1. Pousada da Bia, Tiradentes (R$ 120 a diária)
2. O Sorriso do Lagarto, Ouro Preto (R$ 90 a diária)
3. Formule 1, Belo Horizonte (R$ 85 a diária)
TOP 3 “LÍNGUAS” MAIS OUVIDAS
1. Mineires
2. Francês
3. Italiano
TOP 3 COISAS LEGAIS
1. Viagem de trem de Ouro Preto para Mariana
2. Fim de tarde bebendo cerveja na praça de Tiradentes
3. Soneca após o almoço no Inhotim
TOP NÂO SEI QUANTO DE CACHAÇA
Milagre de Minas (Belo Horizonte), Cachaça de jabuticaba (Brumadinho), Lua Nova (Salinas), Boazinha (Salinas), Vale Verde (Betim), Samba & Cana (Belo Horizonte), Pé do Morro (Ouro Branco), Cachaça do Caçador (Tiradentes), Da Boa (Boa Esperança), Meia Lua (Salinas), Lua Cheia (Salinas), Alambique (Tiradentes), Cachaça Artesanal (Tiradentes), A Tentadora (Ouro Preto), Canarinha (Salinas)
DEZ FOTOS
1. A fuga dos gansos (aqui)
2. Niemeyer dançando no mini Copan (aqui)
3. Cavaleiros seguindo em frente (aqui)
4. Uma centena de casinhas no morro (aqui)
5. Um homem na última porta do trem (aqui)
6. Lili observando a paisagem (aqui)
7. Passando por Passagem de Mariana (aqui)
8. Um pássaro nas ondas do rádio (aqui)
9. Fim de tarde em Ouro Preto (aqui) *
10. Fim de tarde em Tiradentes (aqui)
Detalhe na número 9, lá no alto, um caminhão no meio da serra… 🙂
Fotos: Liliane Callegari (http://flickr.com/photos/lilianecallegari)
janeiro 12, 2009 Encha o copo
São João Del Rey e o inesquecível Inhotim
Em São Paulo. Vou te dizer, estou um bagaço. E olha que dormi aproximadamente doze horas de sábado para domingo, mas não adiantou muito. Esse post deveria ter sido escrito no sábado se houvesse cartão para usar internet no Formule 1 de Belo Horizonte (a internet está lá, mas você não pode usar), se não tivesse batido uma preguiça de esticar até o Pátio Savassi, ou mesmo se a internet no aeroporto de Confins não custasse o roubo de R$ 10 cada meia-hora. Vamos lá, a noite é uma criança… chorando. (hehe)
Recapitulando: na sexta saímos de Tiradentes. A idéia era fazer a viagem de Maria Fumaça até São João Del Rey, mas não tivemos paciência para esperar duas horas e fomos de ônibus mesmo (pela Estrada Real novamente). Na Rodoviária de São João compramos passagens para BH, 16h. Eram 12h e a idéia era aproveitar essas quatro horas para bater perna no centro histórico de São João Del Rey, almoçar e voltar com uma nova visão da cidade no lugar da que tivemos inicialmente. Nada mudou.
Após observar algumas belas igrejas (mas para quem já havia passado por Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes e Congonhas, belas igrejas já não impressionavam mais) e almoçar, saímos correndo da cidade. Pegamos um táxi e o taxista comentou: “Indo embora já? Não tem muita coisa pra se ver na cidade, né. Vai melhorar. O secretário de Turismo que acabou de assumir é o mesmo que levantou Tiradentes. Antes as pessoas vinham até São João e, se sobrasse um tempo, passavam em Tiradentes. Agora inverteu”. Inverteu mesmo.
A viagem para Belo Horizonte foi cansativa, três horas e meia de ônibus com várias paradas em cidadezinhas, inclusive uma de 15 minutos em Congonhas. Quase fomos dar um olá para o Profeta Daniel. Chegamos na capital mineira sem chance de jogar o segundo tempo com os amigos. Optamos por um filmezinho no Pátio Savassi com pipoca do Cinemark encharcada de manteiga. Até derramei umas lágrimas em “Marley e Eu”, mas isso não conta muito. Voltamos para o hotel a pé desbravando as ruas belohorizontinas.
Acordamos no sábado com a missão de conhecer Inhotim, dica esperta do concunhado. Não tem como explicar em poucas palavras. É o tipo de coisa que você não acredita que possa existir, mas existe. Segundo a apresentação do site, o lance todo é o seguinte: “o Instituto Cultural Inhotim é um complexo museológico original, constituído por uma seqüência não linear de pavilhões em meio a um parque ambiental. Suas ações incluem, além da arte contemporânea e do meio ambiente, iniciativas nas áreas de pesquisa e de educação. É um lugar de produção de conhecimento, gerado a partir do acervo artístico e botânico (leia mais)”.
Bonito, né. Então saiba que o lance todo é muito mais bonito do que esse parágrafo. O parque (ou museu ou seja lá o que ele for) fica em Brumadinho, 60 km de BH. A viagem cansa, ainda mais quando se está viajando faz quase 15 dias de lá pra cá, de cá pra lá. Eu até já tinha começado a praguejar, mas só foi entrar no complexo cultural para deixar o queixo cair dez vezes. Assim que entramos avistamos uma belíssima borboleta azul, que nos acompanhou num trecho. Depois avistamos várias outras que tentei fotografar, em vão. Porém, não faltaram bichos para fotografar.
As galerias de arte (dez no total) vão se intercalando com o parque belíssimo, um oásis no meio das Gerais, e algumas obras espalhadas no meio do verde, ao ar livre. Sobre arte moderna eu comentei quando visitei a Tate Modern, em Londres: “Não sou conhecedor nem pesquisador do lance todo, mas preciso dizer que a arte moderna, principalmente as instalações e muitas esculturas, não me convencem (leia mais)”. Mesmo assim fiz várias anotações sobre coisas que gostei no Inhotim, no entanto, o lugar chama muito mais a atenção do que o que está lá.
E não só ele. O atendimento é de primeiríssima qualidade. A organização do parque é irrepreensível e até o restaurante impressiona. Foi lá que uma das cozinheiras nos falou que o Inhotim já é o segundo ponto mais visitado em Minas Gerais, perdendo apenas para Ouro Preto. Vou te dizer: é impossível não almoçar e desejar tirar uma soneca depois. Bancos e lugares feitos especialmente para isso existem aos montes no percurso. Não tem como resistir.
Das obras que mais gostei destacam-se “Forty Part Motet”, de Janet Cardiff (veja aqui), em que a artista gravou cada integrante do coral da Catedral de Salisbury, trabalhando com vozes masculinas – baixo, barítono e tenor – assim como uma soprano infantil e as dispôs em quarenta caixas acústicas individuais em uma sala para alcançar o resultado de um moteto, um tipo de composição polifônica medieval para oito coros de cinco vozes, que trata de humildade e transcendência. É de chorar.
Ainda me surpreendi com a “Nave Deusa”, de Ernesto Neto (veja aqui); “Swoon”, de Janine Antoni (veja aqui); a ótima sala de Doris Salcedo (veja aqui); a impressionante sala de Tunga, valorizada ainda por estar quase no final do bosque e do lago (veja aqui), a também impressionante galeria de Adriana Varejão, em que obra e prédio se fundem de forma genial (veja aqui); a parceria de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida movida a Jimi Hendrix (veja aqui); e por fim Cildo Meirelles, que “me fez” caminhar sobre cacos de vidro em “Através” (veja aqui).
Há um ônibus que sai da rodoviária de Belo Horizonte às 9h para Brumadinho e deixa o visitante dentro do Inhotim às 11h. Esse mesmo ônibus busca o pessoal às 16h. O Instituto Cultural abre às 9h30 e fecha às 16h30, tempo mais do que suficiente para deixá-lo boquiaberto. O Inhotim foi criado em 2005 como entidade privada sem fins lucrativos e qualificado pelo Governo do Estado de Minas Gerais como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). É o tipo de coisa que eu adoraria ter criado se tivesse ganhado na Megasena na semana retrasada. Mas existe. Ou não. Você precisa descobri-lo.
A volta para o hotel foi sonífera. Antes, porém, passei na lojinha do Museu/Parque e comprei uma belíssima garrafa de Aguardente de Jabuticaba, produto artesanal fabricado em Brumadinho. Experimentei agora pouco e acho que gelada deve ficar irresistível. Voltando ao hotel, desmaiamos. Acho que foi às 19h de sábado. Acordamos às 7h de domingo. Uma caminhada de duas quadras e lá estávamos nós no Mercado Central novamente, uma de nossas primeiras paradas no início dessa viagem por cidades mineiras.
Fomos ao Mercado para comprar três queijos Minas da Serra da Canastra (dois eram presentes, tá), alguns badaluques que Lili queria, e observar mais um pouco este lugar bastante particular da cidade, visita obrigatória para qualquer pessoa que esteja por aqueles lados. Há, ali, inclusive, a melhor cachaçaria de toda Minas Gerais. Ok, não dá para ficar bêbado de experimentar cachaça como fizemos em Ouro Preto, mas AJR Vinhos, Licores e Cachaças de Minas, no Mercado Central de Belo Horizonte, tem a maior variedade e os melhores preços que encontramos. Anote.
Acho que é isso. Para matar o tempo entre a saída do hotel e a espera do vôo para São Paulo terminei a biografia do Nirvana escrita pelo Michael Azerrad enquanto Lili finalizou “Grande Sertão: Veredas”, o Guimarães Rosa que já feito aniversário de leitura com ela em casa. Vou tentar organizar as idéias e preparar um top de toda viagem para amanhã, mas não prometo nada, já que a semana estará atribulada. Tem Melhores do Ano do Scream & Yell para apurar, viagem bate e volta para Brasília na terça-feira e plantão na capa no próximo fim de semana. Descansar é bobagem, né mesmo.
Em tempo: o chef Carlos Eduardo, do Theatro da Villa, em Tiradentes, respondeu rapidamente nosso e-mail sobre a descrição dos pratos (do post anterior). Segue abaixo:
Prezados, Liliane e Marcelo
Fiquei feliz com o email de vcs ao saber que sairam satisfeitos daqui. Minha profissão não é mais nada além de dar prazer as pessoas e quando isto acontece vem a sensação de dever cumprido. Que bom!
Segue a descrição das entradas:
– Pecorino romano com mel de trufas brancas e amendoas
– Queijo de cabra empanado e gratinado ao forno servido com chutney de tomate e maçã com especiarias e pêsto de salsa orgânica com parmesão Grana Padano e pinolis, servido com torradas e banete.( pão especial da casa )
Pratos principais:
– Perdiz desossada recheada de vitelo e azeitonas pretas em molho reduzido de vinho do Porto, servida com polenta de fubá de moinho d’agua recheada de gorgonzola cremoso, acompanhada de mostarda de frutas com pinolis.
– Trança de mignon de cordeiro baby, marinada ao alecrim, grelhada, servida com ravioli artesanal recheado de pure de batata refogado na pimenta biquinho ao pêsto de manjericão com parmesão Grana Padano e castanha de caju xerem.
Sobremesa:
Terrine de chocolate meio amargo, servida com calda de frutas vermelhas ao cassis Dijon, com frutas vermelhas e amendoas.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta)
Exceto a do Jimi Hendrix: Divulgação Inhotim
janeiro 12, 2009 1 Brinde











