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SY01: “O Tempo Vai Me Perdoar”, Terminal Guadalupe (2009)

Dois anos após o marco zero do Selo Scream & Yell, (ou SY00), o compacto “Canção Para OAEOZ“, do OAEOZ, que lançamos em 2007, liberamos um novo lançamento no site. Diz o texto da época:

“A MTV e o Scream & Yell foram escolhidos para distribuir gratuitamente o single ‘O Tempo Vai Me Perdoar’, com arte assinada pelo grande @DiegoMedina74 (numa leitura bem particular do Subcomandante Marcos) e quatro músicas novas que o @TerminalGuadalupe gravou com os produtores Roy Cicala (John Lennon) e Apollo 9 (ex-Planet Hemp), e que deveriam estar no quinto álbum da banda. O arquivo compactado de ‘O Tempo Vai Me Perdoar’ traz a capa do EP e o selo para ser impresso em casa, e quatro músicas inéditas – ‘O Tempo Vai Me Perdoar’, ‘Chico Balboa’, ‘Romance Juvenil Operário’ e ‘BR 376′”.

Fui até o velho Hotmail para tentar resgatar curiosidades sobre esse lançamento, e descobri que tenho conversas com Dary e Allan datadas de 2004 e 2005, mas não dessa época (2009). O fato é que o Terminal Guadalupe estava passando por um período de mudanças, e, na minha visão, a produção do renomado Roy Cicala (imagina entrar em um estúdio com um cara que tinha no currículo a engenharia de som de “Born To Run” e “Darkness on the Edge of Town”, de Bruce Springsteen, “Easter”, de Patti Smith, “Lodger”, de David Bowie, e gravou quase todos os discos solos de John Lennon?) não colaborou na época

Ouvindo hoje, “O Tempo Vai Me Perdoar” reúne quatro baitas canções, todas inéditas nas plataformas.

Após uma pausa, a TG voltou em 2022 com um belo disco de inéditas, “Agora e Sempre“, e lançou em maio um novo EP, “Sara” – estamos conversando sobre um show deles em São Paulo pra logo.

No Scream & Yell, você pode resgatar o EP “O Tempo Vai Me Perdoar”. Baixe e ouça aqui!

Mais sobre o Selo Scream & Yell

junho 5, 2025   Encha o copo

Atlanta: Shaky Knees Festival acerta de novo

Setembro em Atlanta, nos Estados Unidos, rola o Shaky Knees Festival, um festival que costuma acertar muito seus line-ups (mesmo num ano carente de boas turnês como 2025).

A curiosidade da edição que acontece de 19 a 21 de setembro no Piedmont Park, porém, é que, se você comparar com atenção, vários nomes do cartaz (vários mesmo) do Shaky Knees Festival também estão no mexicano Corona Capital, porta de entrada para que muitos artistas desçam para shows na América do Sul.

Será que temos um caso de uma mesma produtora vendendo um “pacotão” de shows? E se for, alguém compra e traz pro Brasil? Valeu!

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junho 4, 2025   Encha o copo

Thundercat fará quatro shows no Brasil

O grande Thundercat anunciou yma turnê latino-americana com quatro datas no Brasil:

– 20/8 em São Paulo na Audio
– 21/8 no Rio de Janeiro no Circo Voador
– 23/8 em Porto Alegre no Opiniao
– 24/8 em Curitiba na Opera de Arame

Ingressos à partir de 10h da sexta (6) em theamazingthundercat.com/tour

junho 4, 2025   Encha o copo

Esperanza Spalding fará três shows no Brasil

Esperanza Spalding fará três shows no Brasil em setembro:

– 14/9 em Belo Horizonte (Palácio das Artes)
– 18/9 no Rio de Janeiro (Vivo Rio)
– 20/9 em São Paulo (Audio)

Ingressos à venda!

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junho 4, 2025   Encha o copo

Corona Capital 2025, no México, está incrível

Após uns 20 line-ups fakes vazarem, eis o O-F-I-C-I-A-L do gigante mexicano Corona Capital 2025, que acontece de 14 a 16 de novembro na Cidade do México, e deve deixar escapar algumas atrações para o Brasil em novembro e dezembro…

Quem vocês gostariam de ver aqui?

Eu queria APENAS Lucy Dacus, Waxahatchee, Nilufer Yania, Vampire Weekend, Alabama Shakes, Mogwai, Weezer, James, TV on The Radio e Kaiserchiefs tocando o primeiro álbum.

Ok, QOTSA, Of Monsters and Men e Franz tb!

Tenho quase certeza que vou receber 4 non Blondes, Cut Copy e Aurora

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junho 3, 2025   Encha o copo

O excelente Pohoda Festival, na Eslováquia

O Pohoda Festival acontece em Trenčín, na Eslováquia, cidade de 90 mil habitantes próxima da fronteira com a Tchéquia e a cerca de uma hora da capital Bratislava (que eu visitei usando o Bratislover, um passe de trem que comprei em Viena com viagens ilimitadas usando o sistema de transporte público em Bratislava e região, incluindo trens, bondes, trólebus e ônibus, por 24 horas).

Na edição 2025 do festival, que rola de 10 a 12 de julho, e que eu estava acompanhando embasbacado os anúncios separados, e que agora eles juntam nesse cartaz, tem Massive Attack, Iggy Pop, Kamasi Washington, Fontaines DC, Magdalena Bay, Queens of The Stone Age, The Kills, Morcheeba, JPEGMAFIA, Ashnikko, Geordie Greep e muitos nomes locais!

Com o perdão do trocadalho, o Pohoda tá phoda <3

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junho 3, 2025   Encha o copo

Top 10 Maio de 2025 no Scream & Yell

TOP 10 TEXTOS MAIS LIDOS – MAIO DE 2025
01) Os discos favoritos do Wilco, por Bruno Capelas (aqui)
02) Entrevista: Air, por Bruno Capelas (aqui)
03) Balanço: C6 Fest Edição 2025, por Mac e Capelas (aqui)
04) Entrevista: Lucio Ribeiro, por Marcelo Costa (aqui)
05) Entrevista: Steve Diggle (Buzzcocks), por Guilherme Lage (aqui)
06) Especial: Eurovision, por Alexandre Inagaki (aqui)
07) Os discos favoritos de Mark Arm, por Luiz Mazetto (aqui)
08) Faixa a faixa: “Y”, novo disco da Selvagens à Procura de Lei (aqui)
09) Virada Cultural SP, por André Fiori, Capelas, Leandro Luz e Mac (aqui)
10) Teatro: “Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso”, por Renan Guerra (aqui)

VIA GOOGLE:
01) As 30 músicas mais tocadas de Aldir Blanc (aqui)
02) Cinema: “Meu Rei”, de Maïwenn, por JP Barreto (aqui)
03) Entrevista: Angela Ro Ro, por André Aram (aqui)

O EDITOR RECOMENDA:
01) Entrevista: Olavo Rocha (Lestics), por Bruno Capelas e Mac (aqui)
02) Entrevista: Adrian Younge, por Fábio Machado (aqui)
03) Entrevista: Capicua, por Pedro Salgado (aqui)

TOP 10: Apenas textos de 2025 (cinco meses)
01) Melhores do Ano Scream & Yell 2024 (aqui) FEV
02) Simply Red ao vivo em São Paulo, por Bruno Capelas (aqui) MAR
03) Especial Oscar 2025, de Alexandre Inagaki (aqui) FEV
04) Entrevista: Adriano Cintra, por Alexandre Lopes (aqui) JAN
05) Bush ao vivo no Rio, por Marco Antonio Barbosa (aqui) ABR
06) APCA: Os 50 melhores discos de 2024 (aqui) JAN
07) Três livros: “Eu Fui Traficante de Keith Richards”, “Nação Tomada Pelo Medo”, “Good Pop, Bad Pop: Um Inventário”, por Mac (aqui) JAN
08) Teatro: “Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso”, por Renan Guerra (aqui) MAR
09) Patti Smith ao vivo em São Paulo, por Marcelo Costa (aqui) JAN
10) Os discos favoritos do Wilco, por Bruno Capelas (aqui) MAI

TOP 10 – Sem textos publicados em 2025 (cinco meses)
01) Cinema: Os 10 filmes de Wong Kar-Wai, por Marcelo Costa (aqui) 2022
02) Cinema: “O Chef”, de Philip Barantini, por Renan Guerra (aqui) 2022
03) As 30 músicas mais tocadas de Aldir Blanc (aqui) 2020
04) Entrevista: Daniel Groove, por Marcelo Costa (aqui)
05) Matérias Antológicas: The Clash por Lester Bangs (aqui) 2019
06) Top 10: livros publicados no século XIX, por M. R. Terci (aqui) 2019
07) Filmografia comentada: Woody Allen, por Marcelo Costa (aqui) 2023
08) Discografia comentada: Gal Costa, por Renan Guerra (aqui) 2020
09) Discografia comentada: Bob Dylan, por Gabriel Innocentini (aqui) 2010
10) Dois livros de Édouard Louis, por Renan Guerra (aqui) 2024

TOP 10 GERAL 2025 (quatro meses)
01) Melhores do Ano Scream & Yell 2024 (aqui)
02) Simply Red ao vivo em São Paulo, por Bruno Capelas (aqui)
03) Especial Oscar 2025, de Alexandre Inagaki (aqui)
04) Entrevista: Adriano Cintra, por Alexandre Lopes (aqui)
05) Cinema: Os 10 filmes de Wong Kar-Wai, por Marcelo Costa (aqui)
06) Cinema: “O Chef”, de Philip Barantini, por Renan Guerra (aqui)
07) Bush ao vivo no Rio, por Marco Antonio Barbosa (aqui) Entrevista: Daniel Groove, por Marcelo Costa (aqui)
08) APCA: Os 50 melhores discos de 2024 (aqui)
09) Três livros: “Eu Fui Traficante de Keith Richards”, “Nação Tomada Pelo Medo”, “Good Pop, Bad Pop: Um Inventário”, por Mac (aqui)
10) Teatro: “Avenida Paulista, da Consolação ao Paraíso”, por Renan Guerra (aqui)

Confira os textos mais lidos no Scream & Yell nos meses anteriores

junho 2, 2025   Encha o copo

10) “Um livro que te fez chorar de rir”

Na primeira vez que fiz essa série, em uma rede social, listei Lygia Fagundes Telles e Oscar Wilde alegando que “nenhum dos dois me fez chorar de rir (o livro do “Choque de Cultura” taí pra isso), mas a inteligência, a perspicácia e o humor classudo deles me ganham”.

Dessa vez até cogitei em pegar o volume sobre “Cortadas ferinas para respostas cretinas de perguntas idiotas” da revista Mad, mas acabei separando o antológico “Comédias da Vida Privada”, de Luis Fernando Veríssimo (que já citei em ao menos duas passagens dos #meus20livros, e reforço: já leste (e dedicaste) “Tu e Eu” para alguém?) e o impagável “Socialismo para Milionários”, do Bernard Shaw, perfeito para gargalhar em silêncio <3.

Porém, matutando sobre sarcasmo e ironia, formas de expressão que fazem a minha alma chorar de rir, preciso ir em meu item definitivo: “Nelson Rodrigues, o Melhor do Romance, Contos e Crônicas”, um volumezinho mulambento que um representante da Folha em Taubaté me “presenteou” – com direito a dedicatória em 1994 (as aspas são porque o volume era cortesia para quem renovava a assinatura da Folha na época).

Eis uma porta de entrada sublime para o universo rodriguiano (entre tantas que existem).

São apenas 11 histórias – algumas, na verdade, excertos de textos mais longos – mas que histórias.

Abre com a absolutamente antológica “A Coroa de Orquídeas”, resgatas peças de “A Vida Como Ela É” (como a clássica “A Dama do Lotação”) e “O Óbvio Ululante” e fecha com a poesia de trechos de “A Sombra das Chuteiras Imortais”.

Depois dessa introdução mágica fui, claro, atrás de todos os livros de Nelson Rodrigues e devo ter enchido dezenas de tulipas de cerveja com lágrimas de riso desenfreado.

Da mesma forma, ri muito com as adaptações de “A Vida Como Ela É” (muitas delas pro Fantástico – quem dera a busca no Globoplay funcionasse) e com o filme “Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos” (2015), de Clovis Mello, padrão quadradinho especial Globo de adaptação, mas que texto, que texto – assista aqui (na integra):

É isso: Nelson Rodrigues me faz chorar de rir.

#meus20livros

maio 15, 2025   Encha o copo

Relembrando a cena de Curitiba dos anos 00

O show do Tindersticks, algumas semanas atrás, não foi especial apenas pela apresentação delicadamente matadora do quinteto britânico; como sempre, um bom show também é lugar para reencontrar boas almas…

Naquela noite, entre diversos abraços amigos, reencontrei Ivan Santos e Adriane Perin, que me presentearam com “Cena de Cenas – Do Rock de Inverno aos Índios Eletrônicos”, livro de Asaph Eleutério, resultado de sua dissertação de mestrado desenvolvida entre 2021 e 2023 na UNESPAR.

Enquanto conversava ali na entrada do auditório Simon Bolivar, e folheava o livro, me deparei com uma foto minha e o capítulo “Dois Marcelos, duas redes, uma cena”, que conta, entre outras coisas, como o Scream & Yell acompanhou a cena curitibana dos anos 00 com certa proximidade.

Automaticamente me transportei para o começo dos anos 2000. Meu primeiro contato com a cena de Curitiba foi com o Dary, que estava idealizando a Terminal Guadalupe. A gente se conheceu na Velvet, loja do André, e logo ficamos amigos. Ele foi me aplicando várias coisas novas da cidade, como a Poléxia, do Rodrigo Lemos (como ouvi o “Acústico” gravado no Teatro Paiol – inédito até hoje)!

Depois me aproximei do Ivan, e consequentente dos lançamentos de seu selo, o De Inverno Records. Em 2003, Ivan e Adriane me convidaram para ir ao festival Rock de Inverno, que celebraria sua 4ª edição. Parti para Curitiba ao lado do lendário Carlos Eduardo Miranda e do queridissimo Bruno Saito, com a Paola Wescher nos ciceroneando.

Havia muita coisa que eu queria ver no festival: OAEOZ, claro, e também Sonic Jr., Cores D Flores, Sofia (que eu iria viciar!), Bad Folks, Polexia (que eu já estava viciado), Laura’sProblem, Criaturas (o single “Homem Mosca” virou um hitzinho em casa, Jully et Joe, a grande La Carne, Gruvox, Blanched (eu tava ouvindo direito o EP deles na época), Íris e Loxoscelle.

O festival, no entanto, foi cancelado quando tinha acabado de começar, mas como já estávamos na cidade com tudo pago, decidimos aproveitar o hotel e desbravar Curitiba (bebendo todas) em três dias: foi antológico, um dos finais de semana mais especiais que passei com Miranda (que nos levava a uns restaurantes exóticos – eu dizia, “Velhinho, tu tá aqui pela Trama e o Bruno pela Folha, eu tô pelo Scream & Yell, não têm bordero pra gastar não – risos” e ele dizia apenas: “Não se preocupa” – e nos entretia com histórias surreais, que saudade).

Aproveitei também para pesquisar a cena da cidade, o que rendeu uma porção de matérias (muitas citadas neste livro do Eleutério), entre elas “O novo rock de Curitiba em dez discos“, que fiz para um especial com entrevistas e mais coisas para o Portal Terra quando eu era sub de Cultura lá. Bons tempos!

O livro do Eleutério é apenas a ponta do iceberg. O projeto ganhou uma versão online que amplifica o material e é imperdível. Acesse: cenadecenas.com

maio 14, 2025   Encha o copo

Testament retorna ao Brasil com 6 shows

Testament retorna ao Brasil em agosto com seis shows!

Limeira/SP (16/08)
Curitiba/PR (17/08)
Belo Horizonte (19/08)
Brasília/DF (21/08)
Rio de Janeiro/RJ (23/08)
São Paulo (24/08)

A realização é da Liberation Music Company.

Ingressos: www.fastix.com.br (exceto Rio: eventim.com.br)

+ SHOWS e FESTIVAIS

maio 13, 2025   Encha o copo