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O Resto é Ruído: Melhores de 2013

O primeiro Resto É Ruído de 2014 ainda é olhando para 2013. Fizemos uma retrospectiva geral relembrando os grandes discos, criticando os médios e ruins e não concordando com quase nada – se existe um consenso sobre 2013 é que não existe consenso nenhum. No set list, cada apresentador escolheu duas faixas favoritas do ano: Amanda foi de Purling Hiss e Charles Bradley, Elson de Tera Melos e Girls Against Boys, Fernando de Hookworms e FireFriend, Filipe de Triángulo De Amor Bizarro e My Bloody Valentine, e Marcelo fechando com Apanhador Só e Suede. Divirta´se.


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Leia também:
– Os Melhores de 2013 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2013 da Revista Bizz (aqui)
– Os Melhores de 2013 do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores de 2013 do Omelete e da Red Bull (aqui)
– Uma playlist especial de canções de 2013 (aqui)
– APCA elege os Melhores de 2013 (aqui)

janeiro 15, 2014   Encha o copo

Desafio: Harmonizando vinho e música

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Fotos de Liliane Callegari

Sempre fui um admirador de vinhos, mas nunca um profundo conhecedor. Não sei, por exemplo, que vinho combina com determinada comida muito menos ocasião, e quando o pessoal da Wines of Argentina me propôs uma harmonização de vinhos com músicas, achei que seria o momento perfeito para corrigir alguns erros no meu currículo de bebedor, afinal meu olfato evoluiu bastante desde que me formei Beer Sommelier no primeiro semestre de 2013, e passei a estudar a bebida fermentada com afinco. Talvez eu esteja pronto para aproveitar mais do vinho na taça do que há alguns anos atrás. A Wines of Argentina me mandou duas garrafas de vinho: um Kaiken Torrontés 2012, branco, da cidade de Salta, e um Reserve Pinot Noir 2011 da Bodega Salentein, de Mendoza. Se cada vinho precisasse ser harmonizado com apenas uma canção, eu iria de “What’d I Say”, de Ray Charles, para o Kaiken Torrontés 2012 (uma canção sedutora e atrevida para um vinho idem), e “Chelsea Hotel #2”, de Leonard Cohen, para o Reserve Pinot Noir 2011 da Bodega Salentein (uma canção de saudade e memórias, suave e profunda que combina com este vinho), mas optei por criar uma pequena trilha sonora (com canções retiradas da playlist que me foi disponibilizada aqui) que me acompanhasse no tempo em que eu bebesse o vinho.

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A primeira garrafa aberta foi a de Kaiken Torrontés, numa terça-feira calorenta de São Paulo, que tornou o vinho branco, gelado (calculei mais ou menos 10 ºC), ainda mais aconchegante. Na taça, a percepção do Torrontés é de um vinho com um intenso bouquet floral, remetendo a um jardim primaveril. A uva é bastante perceptível no aroma, mas há mais notas frutadas (como, por exemplo, abacaxi), que se traduzem de forma mais clara no paladar, remetendo a pêssego (principalmente em calda) no final.

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No quesito harmonização, a sensação que o Torrontés passa é de um vinho perfeito para abrir um início de noite a dois, ainda com o dia claro e com um clima de sedução que valoriza o feminino, por isso abri com a versão de Brad Mehldau para “Dear Prudence”, dos Beatles, cuja letra original convida a menina para brincar ao sol, algo que o Torrontés parece reafirmar. “What’d I Say”, de Ray Charles, é ótima para fazer a ponte da metade da garrafa, um pouco mais atrevida, mas nem tanto, enquanto os ânimos aquecem. “Eu Sou do Tempo Que a Gente Se Telefona”, de Blubell, com seu arranjo, que começa nos anos 40, e lá pelo meio cresce e preenche o ambiente, parece perfeita para o calor que o vinho e a conversa trazem nesse estágio, e quando a alegria parece querer pular para fora da taça, “Tuve Sol”, do Bajofondo. Uma harmonização de encontro a dois, ao mesmo tempo sedutor e respeitoso, que os aproxima conforme a garrafa esvazia.

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No dia seguinte foi a vez do Reserve Pinot Noir 2011 da Bodega Salentein, um vinho tinto de coloração avermelhada, puxada para o rubi. A recomendação era para bebê-lo em torno dos 17 ºC, mas dado o calor intenso deste começo de janeiro, deixei-o aproximar-se dos 20 ºC e, ao tirar da geladeira, deixei-o a garrafa sobre a mesa alguns minutos, para que o vinho se acostumasse com a temperatura ambiente do meu apartamento. Na taça, o Salentein Pinot Noir me pareceu bastante frutado (frutas vermelhas, mas puxado para amora e cereja), com um leve toque de amadeirado, que também traz baunilha. O paladar, por sua vez, começa doce e frutado, e se abre, como um leque, oferecendo uma paleta variada de tons (leve acidez, frutado, amadeirado, uma pitada de álcool, um toque de baunilha).

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Para este vinho, no quesito harmonização, minha percepção foi direcionada para um conjunto de canções suaves, mas, ao mesmo tempo, profundas. Desta forma, imaginei abrir a garrafa ao som de “Chelsea Hotel #2”, de Leonard Cohen, uma canção de saudade, de memórias, suave e profunda (impressão que o arranjo delicado amplifica). Imagino o vinho descendo aconchegante e nos trazendo memórias e sonhos. Mantendo o clima, “Todas Las Hojas Son Den VIento”, do Pescado Rabioso, grupo que o saudoso Luis Alberto Spinetta manteve entre 1971 e 1973, e, na sequencia, outro de El Flaco, desta vez solo com “Era de Tontos”, as duas canções cumprindo a função de acompanhar o vinho na passagem do estágio da contemplação para o da excitação, com a memória atiçada pelo líquido e pela letra (“No puedo evitar que mi memoria esté recompilando los viejos tempos”, canta El Flaco). Para o final da garrafa, nada acelerado (ao contrário do Torrontés), mas mais reflexão: “Off You”, do Breeders, conduzindo o ouvinte, de mãos dadas com o vinho, por um mundo que muda a todo momento – o que valoriza todo o percurso de memórias feito até aqui.

Vamos começar de novo?

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janeiro 10, 2014   Encha o copo

Anos 70: Led, Deep Purple e Who ao vivo


Led Zeppelin, Londres, 1975


The Who nos Estados Unidos, 1970


Deep Purple em Copenhagen, 1972

janeiro 6, 2014   Encha o copo

Anos 70: Três shows históricos no Brasil

Phono 73 foi um festival de música realizado no Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo, de 11 a 13 de Maio de 1973, com participação de Jorge Ben, Elis Regina, Raul Seixas, Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso e outros.

Show de inauguração do Teatro Bandeirantes, em São Paulo, realizado no dia 12 de agosto de 1974, com apresentações de Rita Lee, Tim Maia, Elis Regina, Chico Buarque e Maria Bethânia.

Hollywood Rock I, realizado em 11 de janeiro de 1975 no campo do Botafogo, no Rio de Janeiro, com shows de Rita Lee e Tutti Frutti, Vimana, O Peso, Erasmo Carlos, Celly e Tony Campelo e Raul Seixas

janeiro 6, 2014   Encha o copo

Dez links

1) Os 15 melhores filmes de 2013 para Rodrigo Salem (aqui)
2) Entrevista: Michael Stipe e o direito de recomeçar (aqui)
3) Os 15 discos latinos de 2013 por Marcus Losanoff (aqui)
4) El País: A vitória e os segredos dos livros proibidos (aqui)
5) Birrinhas: As melhores cervejas de 2013 (aqui)
6) Marcelo Costa e as expectativas para o Lollapalooza (aqui)
7) El País: Em SP, contagie-se pela nova efervescência (aqui)
8 ) Empresário defende garçom contra desembargador (aqui)
9) El Cabong: O que andaram falando no mundo da música (aqui)
10) Heavy Lero: Gastão e Bento recebem Fábio Massari (aqui)

janeiro 3, 2014   Encha o copo

O dom de afundar navios

As mulheres e as crianças são as primeiras que desistem de afundar navios, escreveu certa vez Ana Cristina César. Sonhando acordado, imagino um enorme transatlântico, e, sentado no porão dele, lá estou eu olhando uma pequena rolha e tentando resistir a tira-la e jogar todos os meus sonhos, que já não são tantos, no fundo do mar. Que ninguém diga que eu não tentei resistir…

janeiro 2, 2014   Encha o copo

Melhores do Ano da Superinteressante

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O caprichado especial de Melhores do Ano da Superinteressante está no ar e pelo terceiro ano consecutivo participo da votação. Em 2011 escrevi sobre as minhas expectativas para Música em 2012 (aqui). Em 2012 escrevi (aqui) sobre as 10 músicas (11 na verdade) do ano e repito a categoria em 2013. Como método, segui o padrão que estabeleci no ano passado, um misto de opinião pessoal apostando em grandes canções que não saíram de seus guetos, mas mereciam, com reconhecimento dos hits incontestes, aquelas canções que vão perdurar. Confira todo o especial da Super aqui, e a minha lista de 10 (12 na verdade) canções de 2013 aqui.

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Leia também:
– Os Melhores de 2012 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2011 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2013 da Revista Bizz (aqui)
– Os Melhores do Ano do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores do Ano do Omelete e da Red Bull (aqui)
– Uma playlist especial de canções de 2013 (aqui)
– APCA elege os Melhores de 2013 (aqui)

dezembro 29, 2013   Encha o copo

Melhores do Ano da Revista Bizz

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A revista Bizz voltou, e é difícil explicar para quem não estava lá (nos anos 80 e 90) a importância desse título para a molecada que não tinha grana pra comprar revista importada muito menos Google para acessar informações quentinhas sobre música pop, cultura e comportamento. A revista Bizz moldou uma, duas, talvez três gerações, e está de volta no formato digital, apresentando um especial de Melhores do Ano “em três plataformas: tablets, smartphones e desktops. Multimídia, reúne não apenas artigos dos maiores críticos musicais brasileiros como vídeos, fotos, gifs, streamings e uma HQ”. O preço para lê-la na integra online é ótimo: R$ 4,99. Mas você pode conferir algumas reportagens especiais gratuitamente no site, como a votação de melhores do ano, compilada pelo jornalista José Flávio Júnior, que reuniu um júri de 38 votantes, do qual orgulhosamente faço parte, que elegeu os 10 melhores discos nacionais e internacionais de 2013. Você pode, inclusive, montar a sua própria lista de Melhores do Ano. Há mais coisas, mas o melhor a fazer é fuçar por lá. Divirta-se:

http://bizz.abril.com.br

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Leia também:
– Os Melhores do Ano do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores do Ano da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores do Ano do Omelete e da Red Bull (aqui)
– Uma playlist especial de canções de 2013 (aqui)
– APCA elege os Melhores de 2013 (aqui)

dezembro 28, 2013   Encha o copo

Os Melhores de 2013 do Guia da Folha

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A edição do Guia da Folha que circula hoje com a Folha de São Paulo traz os melhores de 2013 na categoria “Eventos” segundo votos da crítica especializada e do público. Na categoria Show Internacional não teve pra ninguém: Bruce Springsteen levou fácil o prêmio de show do ano, segundo a crítica, já que o público preferiu a apresentação do Hanson.

Na categoria Melhor Filme Internacional, “Azul é a Cor Mais Quente” foi o campeã mesmo sem ter sido o filme preferido dos cinco votante, enquanto “O Som ao Redor” levou fácil o prêmio de Melhor Filme Nacional – pessoalmente acho os dois filmes muito bons, mas nenhum deles me surpreende a ponto de estar numa lista de melhores (mas votação é isso: discussão).

Este é o terceiro ano consecutivo que participo da enquete do Guia, e gosto muito da votação por abrir um pequeno espaço para que cada um dos votantes fale um pouco sobre o motivo do seu voto. Neste ano, palpitei nas categorias de Melhor Show Nacional (cinco votantes, 15 shows diferentes!) e Melhor Festival – votos abaixo. A votação completa você confere aqui.

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Leia também:
– Melhores do Ano do Guia da Folha 2012 (aqui)
– O melhor Planeta Terra dos últimos anos, por Mac (aqui)
– Lollapalooza Brasil 2013 corrige erros, mas precisa melhorar (aqui)
– Três vídeos: Jair Naves no Sesc Belenzinho, por Mac (aqui)
– Apanhador Só: noite claustrofóbica em São Paulo, por Mac (aqui)

dezembro 27, 2013   Encha o copo

Uma playlist sobre 2013

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O pessoal da Beltrano Musical, responsável pela Popload Gig, pediu a quatro amantes de música que escolhessem as três canções que marcaram o ano de cada um deles, sem temas pré-definidos ou regras. Os convidados foram eu, Paulo Terron (With Lasers), Lísias Paiva (Deepbeep) e José Flávio Júnior (Billboard) e o resultado foi divertido e traça um panorama interessante da (diversa) produção musical de 2013. Ouça a mixtape e confira as explicações interessantes de cada um dos convidados aqui.

dezembro 24, 2013   Encha o copo