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Category — Música

Bruce e uma garotinha de 4 anos em Oslo

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Os shows de Bruce Springsteen duram, invariavelmente, cerca de três horas… todas as noites desde os anos 70 (ok, um ou outro passou de quatro horas). E neste longo espetáculo, Bruce não deixa o palco um segundo sequer, nem na hora do bis, quando a banda toda sai e ele faz um ou dois números solo até a banda voltar. Há vários momentos que se repetem show após show: ele tira pessoas da plateia para dançar no palco com ele e com os integrantes da banda em “Dancing In the Dark” (repetindo a cena do clipe original com Courtney Cox), pega cartazes que os fãs fazem com todo carinho pedindo músicas (em São Paulo, um rapaz não só pediu a música “She’s The One” como também queria pedir a namorada em casamento, e Bruce os trouxe para o palco para que o pedido fosse realizado), vira o cartaz para a banda, e ela toca o que o fã pediu. Um dos momentos mais fofos, porém, acontece em “Waitin’ on a Sunny Day”, canção do álbum “The Rising”, de 2002, e talvez seu último grande hit single planetário (e nem foi tãooo sucesso assim, mas boa parte das pessoas conhece e canta com ele) – e olha que dos sete álbuns que Bruce lançou neste século, seis foram número 1 na Billboard. Bem, em “Waitin’ on a Sunny Day”, o teatrinho fofo se repete em todo show, seja em São Paulo, em Trieste, em Roma, em Manchester, em Los Angeles ou… Oslo, que recebeu na quinta-feira passada a E Street Band para as tradicionais três horas de show. No momento de “Waitin’ on a Sunny Day”, Bruce puxa para o palco uma garotinha de 4 anos, que dá o “pequeno show” que você assiste abaixo (Bruce fica tão impressionado com a doçura e determinação da menina que retorna a ela depois, no segundo vídeo, para presenteá-la com sua gaita. Ela termina o vídeo mandando beijos para o Chefão). É emocionante.

Leia também:
– Bruce Springsteen ao vivo em São Paulo: Inesquecível (aqui)
– Discografia comentada: todos os discos de Bruce Springteen (aqui)

julho 5, 2016   No Comments

Três vídeos: Little Quail and Mad Birds

Ao vivo no Sesc Santo Amaro, 04/06/2016

junho 6, 2016   No Comments

Papo Magnético no próximo domingo

No próximo domingo (05/06), no Sesc Santo Amaro, irei conversar com Gabriel Thomaz (Autoramas) e o cartunista Daniel Jucá sobre o livro “Magnéticos 90“, lançado pela editora Ideal, e a geração de fita k7 dos anos 90 do rock nacional. Papo bom (e gratuito). É só colar no Papo Magnético!

O Sesc Santo Amaro fica na rua Amador Bueno, 505, no bairro de Santo Amaro, e o acesso é super fácil: é possível chegar a unidade tanto de ônibus quanto via CPTM (o prédio do Sesc Santo Amaro fica ao lado do terminal de ônibus Santo Amaro e da estação Largo Treze).

De ônibus, a linha 6200 (Terminal Santo Amaro) é bastante rápida saindo do Terminal Bandeira e descendo a 9 de julho via Marginal fazendo o percurso em pouco mais de meia hora; outra, a 669A, sai do Terminal Princesa Isabel, sobe a Consolação e atravessa a Paulista descendo, depois, a Brigadeiro, e o percurso demora quase uma hora.

Via CPTM é simples: linha Amarela até a Estação de Pinheiros e de lá trem da CPTM destino Grajaú. Descer na Estação Santo Amaro e baldear para a linha Lilás do metrô em direção a Estação Adolfo Pinheiro – é só uma estação, Largo Treze). Segundo o site do Metrô São Paulo, o tempo estimado é de 32 minutos.

Ps. No sábado, o mesmo Sesc Santo Amaro recebe o show do Little Quail and The Mad Birds (aqui)

SERVIÇO
– Papo Magético: Rock Brasileiro dos Anos 90
– com Gabriel Thomaz e Daniel Jucá
– mediação de Marcelo Costa (Scream & Yell)
– Domingo, 05/06, de 15h30 às 17h
– Local: Espaço de Tecnologias e Artes (2° andar)
– Sesc Santo Amaro

maio 31, 2016   No Comments

Tentando decifrar o novo DeFalla

“Eu me mijei de rir quando você captou a minha inadequação em ser menos Iggy e mais Bowie”, diz Edu K em troca de mensagens no Instagram sobre isso daqui

maio 21, 2016   No Comments

Download: As Mulheres do Rap em SP

“Narrativas femininas de 10 rappers do Estado de São Paulo são o mote da publicação “Mulheres de Palavra: um Retrato das Mulheres no Rap de São Paulo”, que encontra nestas MCs a voz de um universo cultural ainda predominantemente masculino. São elas: Bia Doxum, Brisa De La Cordillera, DJ Niely, Dory de Oliveira, Luana Hansen, Lunna Rabetti, Odisseia das Flores, Preta Rara, Priscilla Fêniks e Sharylaine.

A obra mostra os trabalhos artísticos dessas mulheres em consonância com suas vidas sociais e familiares, extrapolando o palco. A publicação vai além: busca entender a ancestralidade no trabalho e na poesia de cada uma destas mulheres, uma vez que, em sua maioria, são negras.

A publicação foi idealizada pelas pesquisadoras Fernanda Allucci, Ketty Valencio e Renata R. Allucci, com registro audiovisual de Ricardo Dutra e Samuel Malbon e textos de quatro autoras convidadas, Daniela Gomes, Izabela Nalio Ramos, Nerie Bento, Roberta Estrela D’Alva e será distribuída gratuitamente nos principais equipamentos culturais de São Paulo.”

www.mulheresdepalavra.com

abril 25, 2016   No Comments

Duas playlists: Latin e Tugas

Atendendo a um convite da equipe da rádio UFSCar 95.3 FM preparei duas playlists que foram apresentadas no programa Residentes, em dois sábados. Em cada uma das playlists busquei valorizar a aproximação do Scream & Yell com as cenas de música latina e portuguesa. Abaixo você pode ouvi-las.

01) El Cuarteto de Nos – “Cuando Sea Grande” (2012)
02) Bestia Bebe – “No Me Importa Verte Perder” (2013)
03) La Vela Puerca – “De Amar” (2013)
04) El Mato a Un Policia Motorizado – “Violencia” (2016)
05) Superhéroes – “Danger Four” (2011)
06) Edu Schmidt – “Un Río” (2015)
07) Molina y Los Cosmicos – “En el Camino del Sol” (2014)
08) Concha Buika – “Jodida Pero Contenta” (2005)
09) Los Fabulosos Cadillacs – “La Vida” (1999)
10) Cafe Tacvba – “Cómo Te Extraño Mi Amor” (1996)
11) Julieta Venegas – “Amores Platónicos” (2010)
12) Babasonicos – “El Loco” (2001)
13) Charly Garcia – “Los Dinosaurios” (1983)
14) Vivian Benford – “La Edad del Cielo” (2015)
15) Soda Stereo – “De Musica Ligeira” (1990)
16) Attaque 77 – “Perfección” (1998)

01) Ornatos Violeta – “Dia Mau” (1999)
02) A Caruma – “Diabetes com Chantili” (2010)
03) Nuno Prata – “Se Acabou, Acabou” (2010)
04) Tiago Lacrau – “Qual é o Meu Tom, Zé?” (2015)
05) Diabo na Cruz – “Dona Ligeirinha” (2009)
06) Os Pontos Negros – “Amor é Só Febre” (2010)
07) B Fachada – “Estar à Espera ou Procurar” (2009)
08) O Martim – “Rosa” (2014)
09) Capicua – “Medo do Medo” (2014)
10) Deolinda feat. DJ Riot – “A Velha e o DJ” (2016)
11) Antonio Azambujo – “Flagrante” (2012)
12) J. P. Simões – “Gosto de Me Drogar” (2013)
13) Ana Claudia – “João e o Pé de Feijão” (2013)
14) Linda Martini – “Unicórnio De Sta. Engrácia” (2016)
15) Os Golpes – “O Amor Separar-Nos-Á” (2011)
16) Manuel Fúria e os Náufragos – “Que Haja Festa Não Sei Onde” (2013)
17) The Legendary Tigerman & Maria de Medeiros – “These Boots Are Made For Walkin'” (2009)

abril 24, 2016   No Comments

Cinco momentos inesquecíveis de shows

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Foto: Marcelo Costa

São tantas emoções que é difícil separar cinco. Comecei a ter ideia dessa seleção quando estava ouvindo “Art of Almost”, do Wilco, nos fones, e me lembrando da hipnose de ver a banda executar a canção ao vivo: eu estava no fosso, a dois metros da banda, fotografando e enlouquecendo com a catarse de Nels Cline neste show do Primavera Sound. Dai comecei a lembrar de outros e, até hoje, os shows que mais me deixaram desidratado foram Brian Wilson no Tim Festival, em 2004, e Leonard Cohen no Festival de Benicàssim, Espanha, em 2008. Abaixo, outros cinco momentos arrepiantes…

R.E.M. no Rock in Rio, 2001
Vários momentos mágicos marcaram a primeira apresentação da banda no Brasil (e a primeira das cinco vezes que os vi ao vivo) e um dos melhores shows que vi na minha vida. Eu estava, sei lá como, no gargarejo, com o set list distribuído para a imprensa nas mãos, e amando cada segundo do show, mas o grande momento veio no maior hit da banda, uma canção que eu adoro, mas nem sei se figuraria num Top 10 pessoal: “Losing My Religion”. Quando Peter Buck dispara no bandolim o riff inconfundível ouve-se a massa vibrando (imagine 150 mil pessoas atrás de você gritando insanamente quando ouvem uma das músicas mais lindas já escritas na música pop). Esse é o momento cristalizado na minha memória: o silêncio antes da canção começar, os primeiros acordes e o urro apaixonado da plateia.

Blur no Hyde Park, 2009
Era pra ser a volta oficial do Blur, mas eles não resi$tiram e tocaram no Glastonbury antes. Isso não evitou que os 110 mil ingressos evaporassem (55 mil por dia), e eu, que não tinha lá muita certeza do que esperar, sai chapado com um set list de 25 canções numa apresentação impecável. Algumas das minhas favoritas estavam no set (“End Of A Century”, “To The End”, “Tender”, “Out Of Time”), mas a canção dessa noite foi “Parklife”, que eu gostava, mas nunca tinha dado muita bola. Porém, antes de começa-la, Damon Albarn comentou que morou um bom tempo na vizinhança do Hyde Park, e diz que aquela canção (que acabou por dar nome para um disco que marca uma virada na carreira do Blur) nasceu ali, nas caminhadas dele no parque. Isso tornou aquele momento especial… e inesquecível (ajuda também ter virado DVD oficial, local aonde você pode assistir a esse momento na integra).

Radiohead em São Paulo, 2009
Eu já os tinha visto no Rock Werchter, na Bélgica, e logo em seguida em Berlim, na mesma turnê. O show belga foi excessivamente eletrônico e meio frustrante (o Sigur Rós os engoliu nessa noite), mas o show de Berlim, no meio de uma floresta (a mesma em que eles tocavam enquanto as torres gêmeas estavam sendo atingidas em 2001 – há um bootleg imperdível desse show), lavou a alma, com uma garoa nos molhando enquanto desconhecidos se abraçavam cantando “No Surprises”. Que momento. O show de São Paulo, no entanto, foi quilômetros melhor: a banda estava muito mais bem humorada e o set list, generoso. O grande momento aconteceu em “Paranoid Android”, tocada, como sempre, de forma matadora. Porém, essa noite aconteceu algo especial: assim que a canção acaba, o público continua fazendo a segunda voz (que na música é de Ed O’Brien) mesmo com a canção terminada. Essa segunda voz começa baixa e vai num crescendo até Thom Yorke entrar no clima: ele pega o violão e volta a fazer a primeira voz entrelaçando-se com a plateia num daqueles momentos raros que valem uma vida. A partir de 1h31m18s no vídeo.

Pulp no Primavera Sound, 2011
Essa noite no Primavera era o primeiro show oficial do Pulp em 9 anos no local em que eles haviam feito o último show da carreira, em 2002, e a banda se mostrou absolutamente impecável. Barcelona vivia um momento tenso de manisfestações e, naquele dia, a polícia havia invadido a Praça da Catalunha e descido a porrada nos manifestantes, um grupo nomeado Indignados. No show, Uma faixa no meio da galera dizia: “Spanish revolution: sing along with de common people”. Jarvis Cocker não desperdiçou o momento: “É complicado quando uma pessoa de fora chega ao seu país e emite uma opinião, mas vi a faixa de vocês e só tenho a dizer que algo está errado quando a polícia entra em uma praça e pessoas inocentes vão para o hospital. Essa próxima música eu dedico aos Indignados” (é o começo do vídeo abaixo). Arrepia só de lembrar todo mundo dançando abraçado!

Arcade Fire no Coachella, 2011
Nunca esquecerei o diálogo com o amigo Renato Moikano. Arcade Fire no auge fechando a noite no palco principal do Coachella. O show estava seguindo, impecável, quando ele vira e manda: “O que é aquilo acima da estrutura do palco?”. E eu: “Sei lá. Não tava lá?”. E ele: “Não!”. Demos de ombro e seguimos vendo o show, maravilhoso. Dai Win Butler avisa que o show está chegando ao final, que é a última canção, e que agora a gente precisa cantar de verdade. Começam os acordes de “Wake Up” e a galera estende os braços para a frente e grita enlouquecidamente, como se estivesse numa missa. Só isso bastaria para ser especial, mas dai, aquilo que estava sobre a estrutura do palco se abre, e dezenas de bolas gigantes luminosas caem sobre o público. A coisa toda fica ainda mais bonita quando, na parte acelerada da canção, todas as bolas começam a piscar e mudar de cor… sincronicamente! Foi foda! Assista abaixo!

Leia mais
-Top 25 Shows em 10 Anos (2005/2015) – Leia aqui

março 23, 2016   No Comments

Os Melhores de 2015 do Guia da Folha

Neste ano votei em Melhor Show Internacional e Melhor Festival.

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Meus votos:
MELHOR FESTIVAL
1) Popload Festival
Evento impecável com grandes shows e Iggy Pop inspiradíssimo

2) Dia da Música
Feliz surpresa, festival apostou em independentes. Deu certo!

3) Jazz na Fábrica
Daymé Arocena e Shai Maestro Trio brilharam no Sesc Pompeia

MELHOR SHOW INTERNACIONAL
1) Iggy Pop, Popload Festival
Com 20 minutos – e quatro clássicos – já era o show do ano

2) Shai Maestro Trio, Sesc Pompeia
De Israel, eles foram um dos pontos altos do Jazz na Fábrica

3) St. Vincent, Lolla BR
Riffs ásperos, modernidade, esquisitice pop e muito charme

dezembro 25, 2015   No Comments

Os Melhores de 2015 do Divirta-se

Neste ano votei na categoria Melhor Show Internacional

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dezembro 25, 2015   No Comments

Top 25 Shows (2004/2023)

 

Uma lista bastante pessoal:

01) Bruce Springsteen no Espaço das Américas, 2013 (Texto)
02) Wilco no Auditório Ibirapuera, 2016 (Texto)
03) Radiohead na Chácara do Jóquei, 2009 (Texto)
04) R.E.M., Via Funchal, 2008 (Texto)
05) Leonard Cohen no Benicàssim, 2008 (Texto)
06) Nick Cave and The Bad Seeds no Espaço das Américas, 2018 (Texto)
07) Blur no Hyde Park, 2009 (Texto)
08) Lou Reed em Málaga, 2008 (Texto)
09) Arcade Fire no Coachella, 2011 (Texto)
10) Neil Young, Stockholm Music and Arts, 2014 (Texto)
11) Elvis Costello no Royal Albert Hall, 2012 (Texto)
12) Neutral Milk Hotel no Paradiso, 2014 (Texto)
13) PJ Harvey no Paradiso, 2011 (Texto)
14) Pulp no Primavera Sound, 2011 (Texto)
15) Bob Dylan no Via Funchal, 2008 (Texto)
16) Paul McCartney na Ilha de Wight, 2010 (Texto)
17) Sigur Rós em Benicàssim, 2008 (Texto)
18) Tom Petty and The Heartbreakers em Cork, 2012 (Texto)
19) Portishead no Best Kept Secret, 2013 (Texto)
20) Pearl Jam no Pacaembu, 2005 (Texto)
21) Weezer, Curitiba Rock Festival, 2005 (Texto)
22) Swans, Best Kept Secret, 2013 (Texto)
23) The Rolling Stones, Praia de Copacabana, 2005 (Texto)
24) Brian Wilson no Tim Festival, 2004 (Texto)
25) Iggy & The Stooges, Claro Que é Rock, 2005 (Texto)

Essa lista é completa com o… Top 10 da minha vida

agosto 20, 2015   No Comments