Category — Cenas de SP
O terceiro ap que morei em São Paulo

Se a memória não estiver me traindo (o que é sempre possível), esse foi o terceiro prédio que morei em São Paulo, e acho que foi em 2001 (”Meu peito é de sar de fruta fervendo no copo d’água”, ecoa Tom Zé). Fica na esquina da Rua Rocha com a Itapeva, um quilômetro de ladeira até a Paulista (valeu Google Maps). Era uma república, algo complicado prum niilista solitário, e ainda que a experiência não tenha acabado tão bem, tenho boas lembranças desse apartamento – nenhuma delas ligada aos ensaios dominicais da Vai Vai na quadra debaixo (parecia que a bateria da escola de samba estava dentro do meu quarto) nem ao barulho da construção do prédio que começou a ser erguido em frente à minha janela (e que me acordava todo dia às 8h, pontualmente, com o barulho bastante alto – melhor que despertador). Dos bons momentos, houveram grandes batalhas de War e muitos papos legais na sala. A ladeira para a Paulista era um desafio, mas o bairro como um todo era bem… bairro mesmo, o que era bem legal.
julho 3, 2015 No Comments
O segundo ap que morei em São Paulo

Rua Teodoro Sampaio, 632. Edifício Amapá. “Meu” segundo ap em São Paulo. Quando pintou uma oportunidade de voltar para cá (eu nasci aqui), a coisa toda foi rápida demais e um amigo querido me abrigou no apartamento que ele dividia com o irmão na esquina da Cardeal Arcoverde com a Dr. Arnaldo. Depois de uns dois meses eles se mudaram para este prédio na Teodoro, e fui junto. Foi na virada de 1999 para 2000. Fiquei mais alguns meses com eles e o que lembro desse edifício é que o ap era enorme e incrivelmente silencioso (o edifício Amapá são duas torres igual essa primeira, e a gente morava na segunda), que eu amava o feijão do boteco na esquina da Capote Valente e da pizza da esquina da Oscar Freire com a Teodoro (que não existe mais). Foi um período bem difícil, repleto de emoções, dúvidas, medos, erros, brigas e corações partidos (com direito a ir para o trabalho e encontrar cartinha de despedida no travesseiro na volta). Algumas coisas aqui eu faria muito diferente hoje em dia, mesmo. Daqui fui para a Rua Rocha, mas isso já é outra história. 🙂
julho 1, 2015 No Comments
O primeiro ap que morei em São Paulo

Quando voltei a morar em São Paulo, em 2000, esse foi o primeiro prédio que morei, esquina da Dr. Arnaldo com a Cardeal ArcoVerde, abrigado de favor na casa de um bom amigo do interior que havia vindo pra capital um ano antes de mim (Gu, um eterno obrigado). De lá pra cá, se não perdi a conta, já passei por nove apartamentos em São Paulo! É a velha frase “já morei em tanta casa que nem me lembro mais”. No Instagram brincaram: “Parece uma caixinha de leite do Blur!”. E parece mesmo! risos. As lembranças que tenho desse apartamento são que o celular só pegava no corredor próximo do elevador (bastava entrar no ap que perdia o sinal, devido as várias antenas de rádio e TV na proximidade), que eu acordava às 5h20 da manhã para pegar o ônibus Socorro na esquina debaixo para chegar ao iG às 6h e que era um frio assustador (cheguei no meio do inverno, e desde então esse foi o meu inverno mais frio em São Paulo) e que a turma do CardosoOnline “morou” alguns dias ali (haha). Essa foto abaixo foi tirada pelo Marcelo Mim nesse ap para uma reportagem da Folhateen sobre escritores de cultura pop (eu dormindo numa cama de CDs montada na sequência do colchão improvisado no chão). E lá se vão 15 anos…

junho 27, 2015 No Comments
Cenas da vida em SP: No supermercado
No supermercado:
– Você sabe onde encontro quinua?
– Quinua? Quinua? Quinua? Ahhh, Quinoa! Perae que vou ver com outra pessoa: Julião, sabe onde tem Quinoa?
O Julião chega e indica o lugar, avisando:
– Tem em grãos e em flocos…
Pequena pausa.
Na hora de passar a compra, a garota do caixa:
– Quinua? Pra que serve isso?
dezembro 3, 2013 No Comments
Cenas da vida em São Paulo: O almoço
São Paulo, domingo, hora do almoço. Dois amigos em um restaurante.
– Estou cansado de ficar sozinho…
– O problema é que você é ativo!
– Tá bom…
– Calma, tudo vai dar certo. Você é um cara legal.
– …
– Qualquer pessoa que eu conheça em uma casa gay é especial.
– …
– Serio. Você é charmoso, interessante, inteligente. Vai encontrar o cara certo.
– Sei…
– Já tentou pegar mulher?
– O que? Nem homem eu consigo pegar, imagina mulher!
– Sabe como é: amplia o seu universo de 50% para 100%
– (o amigo solteiro olha com cara de desconsolado em silêncio)
– Você vai comer essa saladinha? Tenho nojo de salada…
Leia outras cenas da vida em São Paulo, por Marcelo Costa, aqui
maio 27, 2013 No Comments
Cinco fotos: Chuva em São Paulo
Clique na imagem se quiser vê-la maior
Leia também:
Cinco fotos: Edição dupla de aniversário de São Paulo (aqui)
fevereiro 19, 2013 No Comments
Atrás de blocos no carnaval de São Paulo

Fotos impares: Liliane Callegari / Fotos pares: Marcelo Costa
Texto: Marcelo Costa
Nunca fui muito de pular carnaval. Em Taubaté, cidade onde passei minha adolescência (período propicio para a farra), a minha turma aproveitava o feriadão para ir para Ubatuba ou Caraguá com um rotina dividida entre passar a noite no calçadão paquerando depois ir pralgum boteco em que o bicho estivesse pegando. Chegávamos à casa alugada por volta das 7 da manhã e dormíamos até as quatro, cinco da tarde. Praia? Carnaval? Nem lembrávamos.

Com exceção de algumas noites clássicas no delicioso carnaval de rua da queridíssima São Luiz do Paraitinga e um carnaval insano no meio dos anos 90 seguindo blocos com um amigo pelas ruazinhas do bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, não me lembro de aproveitar o carnaval ‘carnavalizando’. Mesmo as noites bêbadas e antológicas nos carnavais divertidíssimos de cidadezinhas mineiras como São Lourenço e Caxambu não tinham espirito de carnaval. Era outra coisa.

Porém, este ano a coisa foi diferente. Lili conseguiu um freela que previa fotografar blocos de carnaval. Cogitamos ir ao Rio, pensamos em Recife e Olinda, e até em São Luiz do Paraitinga, mas, em tempos de vacas magras, decidimos economizar e ficar em São Paulo. O papo que tive com Rodrigo James e Thiago Pereira em Belo Horizonte, sobre o carnaval na cidade, tinha me despertado a curiosidade: será que São Paulo também acordou para a força dos blocos?

Para tergiversar a resposta – que é complicada e repleta de atenuantes, agravantes históricos e comparações sem sentido – gostaria de dizer que fazia muito tempo que eu não me divertia tanto no carnaval, carnaval mesmo (provavelmente desde aqueles dias no Rio). A ideia era começar na sexta, mas um temporal colocou os planos de molho e nos fez perder o Bloco Lira da Vila e a Banda do Trem Elétrico. Mas do sábado em diante embarcamos na folia. Para acompanhar, levei minha câmera.

Na lista do sábado, mais de dez blocos iriam sair pelas ruas da cidade (todos liberados pela prefeitura). Escolhemos o João Capota na Alves, cuja concentração fez o pontilhão do metrô Sumaré tremer. O bloco existe desde 2008 e homenageia às ruas João Moura, Capote Valente e Alves Guimarães. O cordão desce a Oscar Freire, dobra na Arthur de Azevedo e depois vira na Lisboa encontrando-se com outros blocos na Praça Benedito Calixto. No repertório, ótimas marchinhas reinventadas.

No domingo foi a vez de conferir o Bloco Guerreiros de Jorge, que existe desde 2012 e desfila pelo Minhocão saindo da Praça Marechal Deodoro. Com repertório mais tradicional e uma turma menor, mas não menos animada, o bloco mostrou sua força quando, ao sair, foi abençoado com uma tempestade. Ninguém parou. Todo mundo se protegeu debaixo do Minhocão e a batucada seguiu até o tempo melhorar. Foi bonito, muito bonito.

A segunda-feira era dia do bloco mais antigo da cidade, os Esfarrapados do Bixiga, que desde 1947 passeiam pelas ruas do bairro com muita animação e folia. Antes do bloco, almoço numa cantina. Depois, hora de queimar as calorias. Foi o bloco mais estruturado, animado e lotado (cerca de 15 mil pessoas). Era tanta gente que o som se dividia entre três carros distribuídos pelo trajeto. Palmas para o puxador, que convidada, rua a rua, os locais para aderirem a festa.

Na terça foi a vez de voltar no tempo. E não poderia ter sido mais perfeito. O Urubó sai desde 2009 durante todos os dias de carnaval. O percurso – uma volta no Largo da Matriz da Nossa Senhora do Ó – é simples e animado com quase todos os homens do bairro vestidos de mulher (como numa cidade do interior) eparadas estratégicas em frente aos bares patrocinadores (como o Frangó). No repertório, marchinhas clássicas e hits diversos de Mamonas a Sidney Magal.

Ainda conferimos o impagável Jegue Elétrico e o Grupo de Maracatu Bloco de Pedra. Faltou acompanhar o Cordão Cecilia, que desfilava no sábado na Barra Funda (vimos em 2010), e descobrir se o Cordão Triunfo, que iria desfilar e encenar a peça “Cine Camaleão – Boca do Lixo”, realmente saiu. O bloco sairia da sede da Cia. Pessoal do Faroeste, localizada na quadra tomada por usuários de crack no centro de São Paulo. Veículos como o Guia da Folha e outros não informaram este fato ao público, e uma turma de jovens por volta dos 15 anos girava em torno da área buscando descobrir o paradeiro do bloco.

Tirando esse ato de irresponsabilidade muito parecido com uma pegadinha (se foi, temos mais um caso de hoax derrubando veículos – vale pesquisar), os blocos em São Paulo foram uma alegria contagiante. A maioria começava por volta das 14h ou 15h e ia noite afora cumprindo a promessa da festa carnavalesca. Em meio a boa vibe impressiona o número de foliões fantasiados tanto quanto o número de crianças se divertindo (nas ruas de uma cidade que é hostil com elas).

Alguém pode provocar: existem carnavais melhores! Existem, sem dúvida, melhores e infindáveis. Mas como há graça em ir atrás do melhor (quando o dinheiro permite), há também prazer em fazer o melhor (quando a criatividade funciona). Neste ponto, os Blocos de São Paulo estão de parabéns. Foi bonito. Mesmo. O carnaval aqui acabou (afinal, o ano começa) mas quem (por algum motivo) ficou na cidade e soube aproveitar, o carnaval 2013 na cidade valeu muito a pena.





Leia também:
– Festival Sensacional e o carnaval em Belo Horizonte (aqui)
– 2010: “O primeiro carnaval em que folguei após três anos (aqui)
– Curta o Carnaval que esse pode ser o seu último verão (aqui)
– Mais fotos: Liliane Callegari (aqui) e Marcelo Costa (aqui)
fevereiro 13, 2013 No Comments
Meu roteiro pelo centro de São Paulo

São Paulo, uma cidade com 11 milhões de habitantes e média de 7 mil e 400 pessoas por quilometro quadrado. Como canta Wado com certa ironia tristonha, “vem viver comigo nesse apartamento, estamos uns sobre os outros, e temos satisfação”. São Paulo é uma megalópole que exige muito de cada pessoa, mas amo essa cidade de uma forma que não consigo explicar. Nasci no Belenzinho, morei na Mooca, depois fui para o interior. Voltei um milhão de anos depois, e é Tudo Tanto, como canta Tulipa (“O banco, o asfalto, a moto, a britadeira. Fumaça de carro invade a casa inteira”), que a vontade de sumir se aconchega vez em quando.

Ainda assim, nestes meus 13 anos (em 2012) de morador de São Paulo, criei uma rotina pessoal que costumo seguir todos os sábados, e que diz muito sobre a minha relação com o centro da cidade. É um roteiro simples que poderia ser descrito em uma ou duas linhas: acordar -> passar na Velvet CDs (Rua 24 de maio) -> descer a rua Capitão Salomão, das lojas de DVDs -> comer um sanduíche na Casa da Mortadela (esquina da São João com a Ipiranga) -> voltar pra casa feliz. Mas é um pouco mais que isso. Numa rápida autoanalise, descobri que quase tudo que preciso está no centro de São Paulo. E tudo gira em torno deste passeio rápido de sábado.

Costumo fazer dois roteiros quando vou ao centro no sábado. Se o tempo está bom, desço a Rua Augusta a pé. Se estou com preguiça, ou o tempo está ruim, desço de ônibus. Antes de ir na Velvet CDs, resolvo alguns pequenos problemas. “Minha” costureira fica no prédio do Sindicato dos Jornalistas, quase na esquina da Ipiranga com a Rua Rego Freitas. A Helga, cabeleireira, e seu Marinho, sapateiro, ficam no mesmo prédio da Velvet CDs (a Galeria Presidente, 116). Se preciso de eletrônicos (para conserto ou alguma novidade), o destino é a Rua Santa Efigênia. Se a necessidade é material fotográfico, Galeria da rua Sete de Abril.

A Velvet CDs é o tipo de loja que o amigo Carlos Eduardo Lima sonha em seu texto Estrella Discos. Conheci a loja em 1997, numa época em que saia de Taubaté para comprar CDs na Galeria do Rock, e num desses passeios de sábado, subi a escada rolante da Galeria Presidente para conhecer a London Calling, loja que anunciava na revista Bizz desde os anos 80, mas que é bem cara. No mesmo andar (Rua Alta), encontrei a Velvet, comprei um bootleg do Belle and Sebastian, e fiquei amigo do dono, o André, que na época tinha um fanzine, o Velvet Zine, e hoje em dia é parceiro de viagens e grande amigo pessoal.

A loja é praticamente um ponto de encontro de vários amigos, e o assunto invariavelmente é cultura pop. Uma manhã encostado no balcão da Velvet CDs e você sairá mais informado sobre música e cinema do que se tivesse lido qualquer caderno de cultura de qualquer grande jornal. Já toquei em festa de aniversário da loja (que já existe há mais de 20 anos), já fui vendedor quebra-galho, e tenho para mim que se você quer escrever a sério sobre música, precisa frequentar lojas como essa, saber quais os últimos lançamentos, descobrir o que está em promoção, quem vem tocar no País, o que anda acontecendo no mundo pop.

Da Velvet, geralmente, dou uma passada rápida na Galeria do Rock. Tenho seis ou sete lojas preferidas de CDs e vinis na Galeria do Rock, e sempre dou uma olhadela na vitrine para ver o que chegou de novo e/ou usado. A Galeria do Rock também tem, no primeiro piso, um dos bons hambúrgueres do centro da cidade (e com bom cardápio de cervejas, para quando quero variar), mas tocamos no assunto comida mais pra frente. Melhor antes se encaminhar para a rua Capitão Salomão, paraíso de CDs e, principalmente, DVDs, com alguns itens que você nem sabia que haviam sido lançados, e muitos custando menos da metade de qualquer grande site varejista.

Descendo a Capitão Salomão em direção ao Anhangabaú, pegue a calçada da esquerda. Do começo até a próxima esquina você passará por um bom número de lojas, incluindo duas barraquinhas de CDs e DVDs (a primeira é excelente para apaixonados em séries, a segunda para lançamentos de CDs). Meu ponto preferido hoje em dia é a Neco Filmes, no número 54/58, duas lojas juntas com um belo acervo que inclui (no momento) desde raridades de Woody Allen e Pedro Almódovar até obras clássicas de Truffaut, Fellini, Godard, Rohmer e títulos raros de cinema autoral (e curiosidades como o box com todos os episódios da Caverna do Dragão). Tudo entre R$ 10 e R$ 15 (o box, R$ 60).

Após a Capitão Salomão, hora de comer o melhor sanduíche de mortadela da cidade, numa das esquinas da Rua Ipiranga com a Avenida São João. E não sou só eu quem acha isso: “As quatro estrelas valem pelo conjunto. O clima do lugar é ótimo com atendimento rápido e simpático. A versão mais pedida é a com queijo e vinagrete. O pão está sempre fresco e o recheio é farto, mas não exagerado”, elogia uma repórter do Guia da Folha, em um quadro que os donos exibem com orgulho (a Casa da Mortadela foi a única a receber quatro estrelas – batendo, inclusive, os famosos lanches do Mercadão). Meu lanche preferido é o Pão com Mortadela, Queijo, Vinagrete e Bacon. Sou viciado.

Porém, há dezenas de lugares bacanas para se comer no centro de São Paulo. De um restaurante nordestino excelente (e barato) na Galeria Metrópole e Galeria Nova Barão (Restaurante Feijão do Norte), ao prato feito mais em conta da cidade (Restaurante Ita, na rua do Boticário, ao lado do Largo do Paisandu – recomendo não levar a namorada, pois o lance ali é bem true), o tradicionalíssimo Ponto Chic (com o clássico Bauru – no Largo do Paisandu), o ótimo La Farina (número 618 da Rua Aurora), o Churrasqueto (na rua 24 de Maio, quase esquina com a Praça da República) e a excelente Churrascaria Boi na Brasa (Rua Marques de Itu, 188) além do Sujinho da esquina da avenida Rio Branco (e dos pasteis de feira que se multiplicaram na região) e da novíssima Casa Mathilde, uma incrível Doçaria Tradicional Portuguesa na praça Antônio Prado, do ladinho do Bar Salve Jorge.

Depois de forrar o estômago, hora de voltar pra casa. Ainda costumo dar uma passada na melhor banca de revistas do centro (na esquina da Avenida São Luís com a Praça da República – mas existem várias, algumas vendendo livros com preços ótimos) e caminhar até o Copan para uma passada no tradicional Café Floresta. É um roteiro bastante adaptável de duas ou três horas, mas que me mostra o quanto estou ligado a essa cidade. Quando penso em me mudar (Veneza é o sonho – impossível – atual), imagino que teria que descobrir todos esses lugares novamente (e muitos outros). Bate uma preguiça.

É claro que o centro de São Paulo não é só isso. Pelo contrário, é muito mais. Tem o Theatro Municipal, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Salve Jorge. Tem a Galeria Boullevard, com várias lojas de vinis, também na R. 24 de Maio, 188 (vale uma visita ao Ventania) e a Galeria Nova Barão (tem que ir na Locomotiva Discos). Tem o Edifício Martinelli. O Mosteiro São Bento (com seu pão incrível). O Pátio do Colégio. O Café Girondino. Vários prédios do Oscar Niemeyer. E com pequenas caminhadas é possível chegar ao Mercado Municipal e à Pinacoteca. Há muita coisa pra fazer no centro de São Paulo. É só desenhar o seu roteiro.

Todas as fotos por Marcelo Costa
Leia também:
– A solidão do centro de São Paulo no domingo (aqui)
– A história do Edifício Martinelli (aqui)
– Uma tarde no bairro da Liberdade (aqui)
– Meus cinco botecos preferidos em São Paulo (aqui)
– Cinco fotos: São Paulo (edição dupla) (aqui)
– Histórias: cenas da vida em São Paulo (aqui)
– CDs e vinis: Sebos e lojas bacanas em São Paulo (aqui)
– Site do projeto Viva Centro -> http://www.vivaocentro.org.br/
julho 27, 2012 2 Comments
Dois Brasis que o Brasil (finge) desconhece(r)

Uma das grandes reportagens da nova edição da Rolling Stone (Shakira na capa) é de Yara Morais, que para fechar seu trabalho de conclusão de curso em jornalismo alugou um barraco (por R$ 65 o mês) em uma favela barra pesada da periferia de São Paulo e passou um mês convivendo com os moradores, indo de festas de aniversário a execução de devedores do tráfico. Uma parte da reportagem está aqui. A integra só na revista.
A foto que abre este post é de João Wainer, fotógrafo da Folha de S.Paulo desde 1996. Ele retrata Maria Aparecida da Silva, que na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, é conhecida por Márcia. Aos 42, ela trabalha como faxineira de manhã em uma firma e prostituta a tarde, em frente a estação de trem mais movimentada do Rio de Janeiro. Cida sustenta quatro filhos e a mãe sozinha. Leia mais sobre no ótimo texto do João Wainer aqui.
Outro link que vale conferir é o do excelente blog reportagem “Glamour e Boca do Lixo”, retrato da prostituição no centro de São Paulo:
janeiro 12, 2010 No Comments
A solidão do centro de São Paulo no domingo
Rua da Quitanda / Foto: Marcelo Costa
O domingo está nublado. Quem caminhar pela selva de pedra que é o centro velho de São Paulo vai entender porque chamam essa cidade de terra da garoa. As gotas insistem em cair preguisosamente. Uma aqui, outra acolá beijam o asfalto cinzento. O centro financeiro da cidade de 11 milhões de habitantes está vazio.
Detalhe: Praça do Patriarca / Foto: Liliane Callegari
Uma turma de italianos fotografa o Edíficio Martinelli (esse). Em frente ao largo São Bento, no Café Girondino (esse), uma mesa é ocupada por duas britânicas acompanhadas de uma brasileira. A mesa seguinte está vazia. E na outra, um brasileiro conversa com um canadense e um norte-americano. O inglês britânico e o norte-americano dançam na atmosfera.
Detalhe: Rua São Bento / Foto: Marcelo Costa
Não se ouve a língua portuguesa até um garçom pedir uma cerveja enquanto o outro entretém os turistas em um inglês impecável. As inglesas riem. Os norte-americanos estendem o papo assim que o garçom conta que conhece Chicago. Os ocupantes das duas mesas, antes de deixarem o café, pedem uma foto ao lado do garçom de recordação.
Praça do Patriarca / Foto: Liliane Callegari
A garoa às vezes vira chuva, às vezes vira brisa. Os prédios imponentes pedem atenção com suas portas enormes de metal. Um trio de chilenos fotografa uma fachada. Outra fachada destaca dois homens segurando o prédio inteiro nos ombros (aqui). Detalhes insuspeitos da cidade brotam na solidão do centro de São Paulo em um domingo cinza e bonito.
Centro Cultural Banco do Brasil / Foto: Marcelo Costa
novembro 25, 2009 No Comments











