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A solidão do centro de São Paulo no domingo

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Rua da Quitanda / Foto: Marcelo Costa

O domingo está nublado. Quem caminhar pela selva de pedra que é o centro velho de São Paulo vai entender porque chamam essa cidade de terra da garoa. As gotas insistem em cair preguisosamente. Uma aqui, outra acolá beijam o asfalto cinzento. O centro financeiro da cidade de 11 milhões de habitantes está vazio.

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Detalhe: Praça do Patriarca / Foto: Liliane Callegari

Uma turma de italianos fotografa o Edíficio Martinelli (esse). Em frente ao largo São Bento, no Café Girondino (esse), uma mesa é ocupada por duas britânicas acompanhadas de uma brasileira. A mesa seguinte está vazia. E na outra, um brasileiro conversa com um canadense e um norte-americano. O inglês britânico e o norte-americano dançam na atmosfera.

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 Detalhe: Rua São Bento / Foto: Marcelo Costa

Não se ouve a língua portuguesa até um garçom pedir uma cerveja enquanto o outro entretém os turistas em um inglês impecável. As inglesas riem. Os norte-americanos estendem o papo assim que o garçom conta que conhece Chicago. Os ocupantes das duas mesas, antes de deixarem o café, pedem uma foto ao lado do garçom de recordação.

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Praça do Patriarca / Foto: Liliane Callegari

A garoa às vezes vira chuva, às vezes vira brisa. Os prédios imponentes pedem atenção com suas portas enormes de metal. Um trio de chilenos fotografa uma fachada. Outra fachada destaca dois homens segurando o prédio inteiro nos ombros (aqui). Detalhes insuspeitos da cidade brotam na solidão do centro de São Paulo em um domingo cinza e bonito.

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Centro Cultural Banco do Brasil / Foto: Marcelo Costa

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