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Entrevista ao Verdades Particulares

Entrevista concedida a Bárbara Bom Angelo (setembro de 2011)

Texto curto, rápido e direto. De preferência com fotos mil. Esse é o padrão em que querem, há tempos, amarrar a internet. Só que tem vezes que você quer algo com mais sustância, sabe? Tipo comida de mãe? Você quer ler impressões mais profundas de um disco, um show, um filme ou um livro e para isso não ter que correr para um jornal ou revista. Afinal, você quer agora – é o mal dessa nossa geração instantânea.

Quando essa vontade bate, o lugar para onde vou de olhos fechados é o Scream & Yell, site de cultura pop que já está em seu décimo primeiro ano de vida. Antes de estabelecer casa no mundo digital, o S&Y era um fanzine de papel e tinta que rodava feliz pelas ruas de Taubaté, interior de São Paulo. Ele vinha cheio de textos sobre música, filmes e comportamento e se manteve assim até mesmo quando mudou de mídia definitivamente em 2000. O editor Marcelo Costa resolveu vir para a capital paulista de vez e não mais restringir todo aquele conteúdo bacana a uma só cidade.

Gosto de imaginar o Marcelo como um Rob Gordon tupiniquim. Rob, para quem não lembra, é o personagem principal de Alta Fidelidade, do Nick Hornby, que é viciado em música e em fazer listas de tudo o que for possível. Quem frequenta o blog pessoal do Marcelo sabe bem do apreço que ele tem pelo escritor britânico e também em bolar os seus próprios Top 5, que ficam sempre em destaque e acabam servindo para mim como uma espécie de guia. Mas atenção, ele garante ser bem mais confiante que Rob e outros tipos de Hornby.

Eu tendo a concordar com ele, ainda mais depois de gentilmente aceitar dar a entrevista que você confere abaixo ao Verdades para contar um pouco mais do S&Y e de si mesmo.

Essa é a vida que você sempre quis? Escrever sobre o que gosta, viajar bastante, ir a vários shows… Está faltando algo?
Eu tive um pouquinho de sorte no trajeto até agora (e vou precisar de mais um tantinho para prosseguir), mas quando olho para trás fico muito feliz com tudo o que aconteceu. Ainda assim tento não pensar tanto no que aconteceu e sim no que vai acontecer. É uma metáfora interessante: quando observo o tanto que caminhei, me sinto feliz e realizado; quando penso no tanto que ainda falta para caminhar, parece que não sai do lugar. A vida segue…

Como fazer para não perder o tesão editando há 11 anos o mesmo site?
E quem disse que eu não perco? Existem dias ruins, em que a vontade de abandonar tudo é enorme. Deletar e-mail, Facebook, Twitter, largar o site e… sair por aí sem rumo, lenço e documento. Felizmente existem dias bons, em que um bom texto me faz sentir que, sim, vale a pena continuar fazendo o que eu faço. Sigo balançando entre os dois extremos e… risos… parece outra metáfora da minha vida.


O Scream & Yell vai na contramão do que muitos acreditam ser o que funciona na internet: textos curtos. Por lá, a gente encontra entrevistas, críticas e reportagens bem longas. E dá mais do que certo. Por quê?
Eu não tenho a resposta, mas acredito que existem pessoas interessadas em conteúdo, em algo mais elaborado, profundo, irônico. Quando começamos só queríamos provocar, sabe. Fugir do lugar comum. Fazer algo que a gente gostasse realmente sem precisar seguir algum hype. E conseguimos um espaço de que me orgulho. No entanto, um tempo depois apareceu gente escrevendo textos longos, então inverti a provocação tentando resenhar discos em 500 e 1000 toques. Provocar é essencial. Tirar o leitor (e você mesmo) da zona de conforto. Isso me interessa.

Como dar conta de tudo o que você precisa ouvir, ler e assistir? Como não deixar as coisas que você mais gosta virarem obrigação?
Algumas coisas acabam virando, inevitavelmente, mas o que me salva ainda é um bom disco, um bom filme, um bom livro, uma boa foto. Quando algo bom toma a alma da gente, a obrigação passa a ser falar disso, estender o entendimento, contaminar outras pessoas. Não é uma obrigação – no sentido negativo do termo – escrever 11 mil toques sobre o disco do Decemberists. Eu preciso escrever do disco porque quero que pessoas que não o conhecem, o descubram. Se vou dormir às 5 da manhã em uma viagem porque eu queria escrever sobre o que aconteceu naquele dia é porque quero que essa pessoa que lê participe da minha experiência e tenha, assim, vontade de ter a dela.

Qual banda anda consumindo seus ouvidos ultimamente? Está ansioso por algum show que vai rolar em breve?
Tenho tentado não ouvir Decemberists (risos), mas é tão difícil. Sobre shows, tenho pensado bastante no Pearl Jam. Acho que será especial. Mas se tivesse que escolher um seria o show gratuito que o Arcade Fire fará em Montreal, 22 de setembro, encerrando a turnê “The Suburbs” em casa. Tem tudo para ser histórico.


O que você faz só para você?
Vejo filmes (muitos), ouço discos (muitos também), leio livros (poucos) e bebo cervejas (não muitas… risos). De vez em quando cozinho… bem de vez em quando.

Acompanho muito o desenvolvimento dos seus roteiros de viagem, especialmente porque eu adoro fazer o mesmo. Qual a próxima?
Não há nenhuma desenhada neste momento, mas pequenos prováveis roteiros. Por exemplo: estou pensando em ir ao cruzeiro do Weezer, em janeiro, e descer de lá para a casa de um amigo na República Dominicana passando pelo Haiti e por Cuba. Não deve acontecer, mas é uma ideia. Outra envolve a Escandinávia (incluindo San Petersburgo). Há ainda uma viagem de carro pela Itália, a necessidade de conhecer Portugal e a vontade de ir ao Fuji Rock Festival, no Japão. Ou seja: são vários roteiros que se adaptam a oportunidade do momento.

Quais são os lugares que você visitou que roubaram seu coração?
Veneza é a número 1, e acredito que o texto sobre a cidade assinado pela Cathy Newman, editora especial da National Geographic, pesa no olhar poético que tenho sobre a cidade. Mas só um pouco: bastou olhar as casinhas empilhadas sobre o mar da janela do avião para o coração derreter. Santorini também é algo inacreditável. Praga, Paris e Amsterdã são mais táteis, mas não menos apaixonantes. Por fim, Cork – pelo folk irlandês.


Em que lugar de São Paulo você encontra um pouco de Taubaté, a cidade onde cresceu?
Eu nasci em uma maternidade no Belenzinho, pois, segundo minha mãe, não havia nenhuma na Mooca, onde morávamos na época. Fui para Taubaté com cinco anos e cresci olhando a vida com olhar de interior. Mas meu coração sempre bateu por São Paulo. Então, hoje em dia, só encontro Taubaté quando pego no telefone para falar com a minha mãe, a minha irmã e a minha sobrinha. Sempre fui São Paulo, mesmo quando não estava aqui.


O que tem de paulistano em você?
O jeito meio workaholic de ser, talvez. Sinceramente, não sei. Paulistano é meio blasé porque se acostumou a ter acesso a tudo (e isso é um grande defeito), então não se importa em perder um show ou um filme hoje, “porque semana que vem tem outros shows e filmes”. O bom de viver em uma cidade de interior é aprender a valorizar a necessidade. Ir ao cinema e não ter filme nenhum para ver (mas não perder de maneira alguma quando aparecer algo interessante). Será que sou paulistano mesmo? Certa vez, em uma troca de cartas com uma amiga carioca, escrevi:

De resto, tudo bem. É impressionante como essa poluição toda me faz bem para alma.

E ela: Meu Deus, os paulistas realmente não são deste planeta. Isso é porque você não mora no Rio: eu vejo o mar e o sol e a lagoa e a montanha todos os dias… todos os dias Deus me lembra que estou viva.

Não sei se tenho algo de paulistano realmente, mas me emociono todas as vezes que o piloto do avião diz que o pouso na cidade está autorizado e as casas e prédios começam a crescer e se multiplicar pela janela do avião até o infinito. Sei que estou em casa.

Não podia deixar Nick Hornby de lado nesta entrevista. Tirando Alta Fidelidade, qual o seu livro preferido dele? Você se vê um pouco em Rob Gordon ou em algum outro personagem?
“Um Grande Garoto” ocupa a posição número 2, mas “Juliet Naked” mexeu bastante comigo também. Acho que, de tudo que ele escreveu, só não gosto mesmo da segunda metade de “Uma Longa Queda”. E eu devo ter coisas mínimas de vários personagens, mas não acredito que tenha um em especial que me absorva por inteiro. Não sou tão confiante, mas ainda assim sou mais confiante que os personagens dele (risos). Ou ao menos acho…

E falando em livros e Nick Hornby… Nos seus Top 5 do Calmantes com Champagne falta uma lista de livros. Qual o ranking do momento?
Não tenho lido tanto, sabe. Isso é algo que São Paulo tirou de mim: o prazer silencioso da leitura, algo que sobrava nos anos em Taubaté. Mas se eu tivesse que levar cinco livros para uma ilha deserta, eu iria roubar na contagem e incluir “O Tempo e o Vento”, do Érico Veríssimo (sim, os sete volumes, mas se você insistisse muito que eu não poderia levar tanto peso, eu deixaria os dois volumes relativos ao Arquipélago), “As Obras Completas”, do Oscar Wilde (parece muito, mas é só um volume gordinho em papel bíblia), “O Chão Que Ela Pisa, de Salman Rushdie”, “O Macaco e a Essência”, de Aldous Huxley e os dois volumes pequeninos de comédias, tragédias e sonetos, de Shakespeare (na edição marrom da editora Abril, de 1981). Esses cinco livros me fariam feliz até o fim dos tempos. Se você fosse boazinha eu pediria, ainda, “Crime e Castigo”, de Dostoievski, uma coletânea de poetas franceses do século XIX (organizada por José Lino Grünewald e lançada pela Editora Nova Fronteira em 1991) e a coleção “Em Busca do Tempo Perdido”, de Marcel Proust (que está completa aqui na minha estante, mas que ainda não li). Droga, não inclui a coletânea “Seleta”, da Lygia Fagundes Telles nem as três coletâneas de tirinhas sobre Deus, do Laerte, e nada do Manoel de Barros… Posso levar 10?

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novembro 13, 2013   No Comments

Entrevista para a Revista Bula

Entrevista concedida a Carlos William Leite (outubro de 2006)

Marcelo Costa é uma lenda entre blogueiros e zineiros. Editor do site Scream e Yell, um dos fenômenos da história dos zines no Brasil, ele concedeu uma divertida entrevista a Bula. Com respostas telegráficas e certeiras, falou sobre música, cinema, internet com uma auto-estima que parece ser inquebrantável.

Onde começa sua genealogia?
Tem de tudo no meu sangue. Muito de alemão, do meu tataravô, que saiu da Alemanha para engravidar uma índia na Bahia. Daí em diante entra um pouco de sangue espanhol e francês, e o baiano do meu bisavô. Uma mistura brasileira, digamos.

Como surgiu o Scream & Yell, o mais famoso zine Brasileiro?
Obrigado pelo “mais famoso”. Da junção de gostos de um cara que era a discoteca musical da turma (eu) com a de um outro que amava Metallica e Engenheiros do Hawaii nas mesmas proporções. E mais: num dia de natal. Era em papel, numa época que hoje até dá saudade. Era muito bacana postar via correio os zines, fazer papelotes com endereço e apresentação do S&Y, todo dia chegando coisa em casa, de todos os lugares do país. Mas, numa resposta direta, o zine surgiu para suprir a necessidade de se falar de coisas que não se falavam na época.

Por que mesmo os projetos antigos, com prestigio e grande números de acessos, conseguem viabilidade financeira na internet?
Primeiro: Porque jornalistas não são vendedores de anúncios. Sabemos escrever, argumentar em palavras no papel (seja real ou word mesmo), mas somos uma grande negação quando precisamos vender o próprio peixe. Muito porque ou se escreve, ou se vende anúncio. Quando tentamos fazer as duas coisas, nunca dá certo. Segundo: cultura não é viável no Brasil. Monta um site de sexo que você verá como será mais fácil ganhar dinheiro.

Quem é o gênio da raça na terra brasilis?
Tenho pensado muito nisso. Uma vez o The Guardian fez uma matéria dizendo que Morrissey era o maior inglês vivo. E o The Guardian é o jornal mais respeitado das ilhas. Desde então fiquei pensando nisso em relação ao Brasil. Chico Buarque é um nome forte. Além de ter uma história absolutamente genial, ele ainda produz tanto livros quanto discos. Se fosse pra escolher um nome só, agora, seria ele.

E o chato?
Caetano Veloso. Ele tem o mesmo passado do Chico, mas usa de forma com que as pessoas o odeiem. Gostei do disco novo, por exemplo, mas cada vez que Caê abre a boca tenho calafrios. Ele é um pesadelo ambulante.

Quais músicas compõem a sua trilha?
São tantas, mas tantas, mas tantas. Porém, dia desses fiz um CD com as músicas que eu mais gostava de ouvir sempre. Entrou “Rust” do Echo & The Bunnymen, a versão lenta de “Disco 2000” do Pulp cantada pelo Nick Cave, “Lucy” do Divine Comedy e “Everyday Is Like Sunday”, do Morrissey com o Colin Meloy, vocalista do Decemberists. As canções sempre voltam. Amo, por exemplo, “O Fundo do Coração”, d’Os Paralamas do Sucesso, mas não a ouço faz um tempo. “Working Man Blues Nº 2” , nova do Bob Dylan, deve fazer parte de uma trilha futura.

Quais livros povoam a sua estante?
A maioria é sobre música, e algumas biografias. E alguns romances, claro. Tem Aldous Huxley, responsável pelo meu livro predileto de todos os tempos (“O Macaco e a Essência”), tem Paul Auster (meu livro recente preferido: “Achei Que Meu Pai Fosse Deus”), tem as biografias ótimas do Marlon Brando e do Billy Wider, livros de música como o ótimo “Eu Não Sou Cachorro Não”, do Paulo César de Araújo, e o “Mate-me Por Favor”, do Larry McNeil e da Gilliam McCain. E Shakespeare, que eu amo. É muita coisa, mas nada tanto assim (risos).

A vida é curta para não ser pequena? como diria o Chacal.
Sim. Ou como diria Woody Allen: “É assim que eu vejo a vida: cheia de solidão, miséria, sofrimento e tristeza, e acaba rápido demais”. Não dá para se lamentar muito, né.

Cinema, literatura ou música?
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… risos

Um filme brilhante?
Um não, três: “A Trilogia das Cores”, do Krzystof Kieslowski.

Um filme chatíssimo?
“Chicago”… ou “Moulin Rouge”

O blog do século?
O do compadre Inagaki. Quer nome melhor prum blog do que “Pensar Enlouquece, Pense Nisso”?

Machado de Assis ou Glauber Rocha?
João Gilberto

O que é pior que música sertaneja?
Filhos de cantores sertanejos se transformando em artistas pop.

Qual o maior escritor brasileiro vivo?
Lygia Fagundes Telles

Qual a grande revelação da música brasileira?
Violins, de Goiânia, uma banda que merece atenção.

Um rock raro?
“O Disco dos Mistérios ou 3 Diabos e 1/2 ou Sexplícito Visita o Sítio do Pica-Pau Amarelo ou Tributo a H.Romeu Pinto”, dos mineiros do Sexo Explicito, de 1991. Como item raro poderia vazar a versão de “Purple Rain” que eles gravaram para esse disco, mas que Prince não liberou. Se chamava “Sem Ninguém”.

Um pobre rock?
Qualquer disco do Strokes com exceção do “Is This It” .

A pior banda de todos os tempos?
São tantas…

Pra que serve o ECAD?
Para calar o canto dos sabiás.

Dizem que na música e na literatura existem várias igrejas, em qual delas você reza?
Na Assembléia Hippie Punk Popular.

Um blogueiro chato?
Marcelo Costa, ele vive reclamando e têm a vida que pediu a Deus…

Gilberto Gil: uma mistura de desastre com populismo pop ou um grande ministro e um cara legal?
Um grande músico em um grande circo.

E o PT?
Um sonho que nos apresentou a realidade: não existem sonhos!

Já pensou em acabar com Scream & Yell?
Já acabei com ele, e voltei. Já abandonei ele por meses, e voltei. Agora ele caminha ao meu lado, na camiseta que visto, no CD que ouço, no Champagne que bebo, no calmante que me faz dormir. Mas um dia ele vai acabar. Espero.

É possível sobreviver sem a internet?
Como nos vivíamos sem internet é a pergunta. E eu não sei te responder (risos)…

Qual o futuro do livro?
Os livros sempre vão existir… já os discos…

E das gravadoras?
Elas vão fazer a ponte entre o artista e o mercado até que os artistas descubram o caminho por si só. Então fim. Será mesmo?

O que te motiva atualmente?
Bob Dylan, Patti Smith, Scarlett Johanson, jornalismo e Liliane Callegari.

O que existe além das estrelas?
Um menino jogando cristais na via-láctea.

O que fazer quando o inferno astral não passa?
Rir de si mesmo.

Se existir o céu, o que gostaria que deus te falasse na chegada?
“Foi engano, senhor Marcelo Costa. Por isso, você voltará agora mesmo e viverá mais alguns bons pares de anos com esse mesmo corpo além do que lhe era previsto. Cortesia da casa pelo inconveniente.”

Que epigrafe te define?
O ato mais sublime é colocar outro diante de ti, WB.

Onde está a melhor música do mundo?
Hoje em dia, no terceiro mundo. É uma música que tem ginga e tristeza.

O que sobrou dos anos 80?
A certeza do quão bregas éramos.

Concorda que os anos 90 foi a década da desilusão?
Hummm, acho que foi a década em que a molecada virou adulta e bundona.

Existe algo, além de dinheiro, na cabeça dos executivos de gravadoras?
Vinho e vento.

Por que a música brasileira vive de ciclos?
Porque a vida vive de ciclos.

Pagode pode ser considerado uma espécie de distribuição de renda, como o futebol?
Claro, assim como o senado e a câmara federal.

Por falar em futebol, qual o seu time?
Corinthians, mas faz tempo, acho que foi em 1910.

Artesanato é arte?
Qualquer coisa hoje em dia é arte, menos Woody Allen.

Funk quebra barraco é música?
Nem funk quebra barraco nem rolê de bonde. São a mesma coisa: nada. Mas o mundo precisa do nada para ocupar o tempo na falta de algo melhor.

Quem mandaria para Marte?
Pensei no Paulo Maluf, mas seria maldade com os marcianos. Então mandaria a Daniella Cicarelli. Assim ela não mata todo mundo de desejo e inveja aqui na Terra.

Dez anos a mil ou mil anos a dez?
Mil anos a mil.

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novembro 13, 2013   1 Comment