Algumas pessoas com algo a dizer
“Música é profissão?”, por Pena Schmidt
“Se eu estivesse começando a carreira hoje, prestaria atenção em algumas coisas que podem fazer a diferença entre profissão ou passatempo. Como todo conselho dos mais velhos, pode ser interpretado apenas como - preste atenção!” Leia mais aqui
“Download legal está com dias contados”, diz John, do Pato Fu
“A venda de músicas em lojas de download legal está com os dias contados, as pessoas não pagam por aquilo que é ofertado de graça logo ali ao lado. Só consigo enxergar um futuro bom para os dois lados no streaming de música. Liberado, sem custo para o ouvinte, mas remunerado para os artistas pelos anunciantes dos sites. Exatamente como funciona uma rádio.” Leia mais aqui
“O rock brasileiro precisa morrer”, por Vladimir Cunha
“É assim que se apresenta o rock brasileiro nos anos 00: como um veículo de satisfação imediata, que por ser baseado em regras de mercado, e não em imaginação e força criativa, não possibilita o estabelecimento de um novo paradigma ou de uma nova percepção. NXZero, Fresno, CPM 22, Leela, Capital Inicial, Cachorro Grande…” Leia mais aqui






















1 comentário
Esse terceiro comentário é bem interessante. Mas acho que erra o alvo. Todas essas bandas citadas (com exceção do Capital Inicial, que, um dia de posse de um punhado de canções do Renato Russo, quis ser uma banda de verdade), são música para adolescentes entre 11 e 14 anos, que é o público oficial da MTV já há alguns anos. Marmanjos reclamam de como a MTV não tem mais um programa decente. Mas erram o alvo também: a MTV mudou o público, só isso. Não é mais feita para quem tem em torno de 18, 19 anos e está querendo ouvir algo novo, interessante. É para crianças entre 11 e 14 anos, que querem ter a idéia de que fazem parte de uma cultura ‘rock’, ‘cheia de atitude’. Todas essas bandas citadas são apenas as ofertas do mercado para suprir essa demanda que vem do desejo de ter uma experiência (falsa) de ‘rock’, que te encaixe em um grupo de adolescentes sexual e consumisticamente ativo.
Então isso é toda uma questão que não vem ao caso quando se fala de criar ‘novo paradigma’, porque esses sujeitos não se vêem como artistas, mas como ‘rockeiros’.
Hoje em dia, se vc toca numa banda de rock, vc ou está extremamente feliz com isso ou extremamente desconfortável e constrangido. Naturalmente, só pode sair música boa dos que se sentem desconfortáveis e constrangidos. O problema é que, mesmo na ‘cena independente’, de festivais em geral ao redor do Brasil e de bandas independentes para as quais canais de tv em geral vez por outra dão uma colher de chá com programas de nicho, encontramos a mesma felicidade em estar numa banda. Há algo de serviçal demais nisso, algo de satisfeito demais, algo de ‘por favor, me dê uma chancezinha, eu sou tão bonzinho e cortei meu cabelo assim desse jeito super legal”, que obviamente nunca vai fazer ninguém escrever uma canção bonita. No Holger, você tem 10 sujeitos cantando, e nenhum deles parece saber o que é uma melodia realmente foda.
Por isso o rock independente nacional, em geral, é formado por bandas com um pé numa atitude punk ou rock’n'roll - com arranjos cheios de base de potência, de distorção e letra gritada. Ou, o reverso disso, música supostamente sexy, ‘para dançar’. Como se isso ainda significasse alguma coisa.
Mas nem tudo vai mal. Tem gente do Nordeste que bota pra foder, como o Cidadão Instigado.
Abraço,
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