Preguiça e boa comida
Enfim estamos chegando ao trecho final de nossa viagem. Como era de se esperar, comecei a sentir dores fortes nos joelhos baleados ainda no último dia de Ouro Preto, então as caminhadas em Tiradentes foram entremeadas com pausas em buteco para uma cerveja e momentos de contemplação do ambiente. E o cansaço bateu, então ontem, pela primeira vez, fizemos uma “siesta” depois do belo almoço mineiro cancelando toda programação da tarde.
Assim, a visita ao alambique de Coronel Xavier Chaves ficará para uma próxima visita a região, que esperamos não demore tanto. Aliás, nosso plano no almoço de ontem era prestigiar um dos cinco restaurantes citados no Guia Quatro Rodas. Chegamos a entrar em um deles, mas o preço nos intimidou. Acabamos perdendo a chance de termos como companhia na mesa ao lado o casal Willian Bonner e Fátima Bernardes (acompanhados dos trigêmeos), que entraram lá minutos depois que saímos.
A tal “siesta” durou mais do que planejávamos, e acabamos acordando quase às 19h. Perdemos, desta forma, o passeio de Jardineira indicado pela Camila, mas ganhamos um belíssimo por-do-sol na Serra de São José. E acabamos fazendo a excelente besteira de entrarmos no Theatro da Villa, outro dos restaurantes indicados pelo Guia Quatro Rodas. Gastamos o triplo do que teríamos gasto no outro, no almoço, mas cartão de crédito está ai para isso mesmo, e a vida é para ser apreciada. A gente merece um agradim de vez em quando.
O restaurante é comandado por dois irmãos, gêmeos, Carlos Fernando (que se ocupa da cozinha) e Carlos Eduardo (que administra a casa) e o local abriga um anfiteatro com espetáculos de música nos moldes dos antigos teatros romanos. A especialidade da casa é cozinha contemporânea inventiva e tanto eu quanto Lili nos deleitamos. Toda hora que um dos donos vinha perguntar, ou mesmo o simpático Cristiano, que nos atendeu, a resposta era: “estou derretendo de prazer”.
Lili comeu um negócio muito complicado, na verdade, o prato que venceu uma das categorias do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes no ano passado. Era perdiz ao molho de redução de vinho do porto com mostarda de frutas e mais algumas coisas. O meu foi tranças de filé-mignon de cordeiro acompanhadas de um ravioli de batata com nozes e mais algumas coisas que não consigo descrever. A entrada (um molho de tomate com maça e ervas e outro al pesto com nozes) é foda. E a sobremesa, indescritível.
Saímos de lá balançando pelas ruas de pedra da cidade apaixonados pela noite, com o gosto do Pinot Noir africano nos lábios e a alma radiante. Ainda vimos, antes de dormir, mais um capítulo da comédia breguíssima “Maysa – Quando Fala o Coração”, e apagamos em um sono leve e bom. Hoje é dia de partida. Vamos de Maria Fumaça para São João Del Rey e, de lá de ônibus, para Belo Horizonte. Amanhã tem Inhotim, em Brumadinho, e cachaças à noite. Acho que ainda volto para papear.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta)
janeiro 9, 2009 Encha o copo
“A rua é estreita, mas a banda é larga”
Não tinha como começar este post de outra forma. O lance é que me apaixonei por Tiradentes, e olha que não sei se volto pra terrinha depois daqui (brincadeira, argentino, brincadeira). Muita coisa pra contar, mas pouco tempo de internet no cyber cafe que leva o slogan que dá título a este post. E, assumo, estou meio bêbado de cachaça, cerveja e pão de queijo. Então me aguarde que eu volto. Se eu encontrar o caminho para a Pousada da Bia. Torce por mim…
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Nada como uma boa noite de sono, né mesmo. Cheguei no quarto ontem e ainda deu tempo de assistir duas partes de “A Favorita” e um capítulo inteiro de “Maysa”, que aliás está extremamente brega, hein (mas curti a guria). Acordamos bem, tomamos um ótimo café da manhã e começamos os planos para hoje que incluí um passada em Coronel Xavier Chaves para visitar um alambique.
No entanto, deixa eu colocar as coisas em ordem nesta viagem. Na terça à noite, ainda em Ouro Preto, fui pagar as diárias com o Washington e acabei engatando um papo longo de albergue com um alemão, um casal argentino, um conterrâneo de Taubaté e seu amigo de São José dos Campos, mais o Washington, dono da casa. Rolou de tudo. Falamos de Cuba, Che, o povo brasileiro, a ocupação espanhola e portuguesa e tudo o mais.
A argentina, arquiteta, queria saber a importância de Ouro Preto no contexto histórico e como a capital brasileira pulou de lugar para lugar e foi acabar em Brasília. A conversa durou horas entremeada por ótimas trocas de informações sobre a gênese de cada país. Papo tão bom que quando voltei ao quarto já era mais de 1 da manhã, e nosso ônibus para São João Del Rey estava marcado para às 6h20. Noite curta.
A viagem foi extremamente sossegada, mas demorada. Após quase quatro horas – e paradas em cidades como Barroso, Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Carandaí – chegamos ao nosso destino. Assim, não fomos com a cara de São João Del Rey. É a maldita expectativa. Você chega esperando uma cidade antiga e dá de cara com uma típica cidade interiorana (como minha amada Taubaté, por exemplo).
É que o centro histórico de São João fica bastante distante da estrada e da rodoviária. Lili não pensou duas vezes e propós: “Vamos para Tiradentes?”. Dito e feito. Compramos passagens via Estrada Real e pouco menos de uma hora depois adentrávamos a fofa Tiradentes, não á toa, a cidade da região do ciclo do ouro mineiro cujo centro histórico está em melhor estado de conservação.
Não tinhámos feito reserva em nenhuma pousada. Batemos em uma, R$ 170 a diária promocional para o casal. Em outra estava R$ 250. Acabamos indo para a Pousada da Bia, que a Camilinha já havia nos indicado (entre muitas outras coisas legais que ela indicou sobre a cidade), e pegamos o último quarto de casal do lugar pelo ótimo preço de R$ 120. Desfizemos a mala e fomos caminhar pelas ruas.
Ao contrário de outras cidades em que você corre para tentar conhecer todos os lugares, Tiradentes convida a contemplação. Demos uma boa caminhada pelo pequeno centro histórico, Lili se apaixonou por umas roupinhas de uma loja fofa, e acabamos no Conto de Réis (outra dica da Camila), um barzinho na esquina da praça, comendo pão de queijo, bebendo cerveja e experimentando cachaça (Lua Nova e Meia Lua, caro Alexandre).
Um casal de Piracicaba sentou ao nosso lado e o Zé Carlos puxou papo. Quando vimos a noite já tinha caído e lá estávamos nós conversando e ouvindo histórias em uma cidadezinha deliciosa. Hoje de manhã visitamos a Igreja Matriz de Santo Antônio, que assim como a cidade surpreende pela preservação e o douramento das obras. A idéia agora é almoçar em um dos cinco badalados restaurantes eleitos pelo Guia Quatro Rodas e passar na Raro Brasil para comprar o “legitimo rocambole de Lagoa Dourada”.
Ou seja, dia comprido pela frente. A idéia é acordamos amanhã, caminharmos pela cidade para se despedir e irmos de trem para São João Del Rey, dar uma passada no centro histórico de lá, e voltarmos para Belo Horizonte. No sábado vamos para Brumadinho, visitar o tão falado Museu do Inhotim e, depois, encher o saco dos amigos para irmos cachaçar em algum lugar. Domingo é o último dia da tour e deverá ter Mercado Central e feirinha. Vamos ver, vamos ver.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta)
janeiro 7, 2009 Encha o copo
Último dia em Ouro Preto
Eu tinha dito no post anterior que o dia aqui havia amanhecido ensolarado, né mesmo. Bah, São Pedro tirou uma com a nossa cara. Só foi o tempo de irmos tomar café no albergue, papear rápido com outros hospedes e sair que as nuvens cinzas cobriram a cidade, mas não impediram a gente de bater pernas e aproveitar cada minuto do nosso último dia em Vila Rica.
Começamos descendo a rua dos Bancos e caímos em frente à Casa dos Contos (o equivalente a Casa da Moeda), um belo casarão monumento do barroco mineiro, construído entre 1782 e 1784. O prédio abriga uma ótima exposição sobre as moedas nacionais, mas o que mais chama a atenção é a importante exposição, na senzala da casa, sobre a escravidão na região.
Saímos dali tentando fugir da chuva, mas o tempo abriu a ponto de podermos apreciar com calma a arquitetura de uma das mais belas igrejas da região, a de Nossa Senhora do Rosário, que se diferencia das outras por sua fachada circular, construída em 1785. Acabamos almoçando por ali mesmo, no Largo do Rosário, no restaurante Acaso 85, em um casarão que impressiona (e a comida também é boa).
A próxima parada foi na igreja mais rica da cidade (quiça do Brasil), a de Nossa Senhora do Pilar, padroeira da cidade. Aqui foram usados 400 quilos de ouro e 400 quilos de prata. A entrada impressiona, e pedimos o auxílio de uma guia, a Sonia, para contar histórias do local. Trabalharam na construção o tio, o pai e o mestre de Aleijadinho, que tem algumas peças assinadas por ele expostas no museu no subsulo.
É uma das igrejas mais impressionantes de toda a viagem, até agora, e só não bate a de São Francisco de Assis, obra máxima de Aleijadinho. A quantidade de detalhes chama a atenção, e a nave, mais espaçosa, lembra muito a de um anfiteatro. Sem contar a quantidade de ouro usada, que marca a abundância do período. Ela foi inagurada em 1733, ainda não terminada, e diz a lenda que a procissão que se seguiu para levar a padroeira da igreja do Rosário para a nova foi feita toda sobre ruas cobertas com pó de ouro.

A guia nos contou várias histórias interessantes, e saiu com uma das máximas mais bacanas da viagem: “Ouro Preto é para ser vista à noite”. Segundo ela, várias obras trazem á tona novos significados quando vistas na escuridão. É o momento em que detalhes interessantes que os artistas ocultam nas obras surgem. Como, por exemplo, segundo ela, uma caveira na fachada da Igreja de São Francisco de Assis, que é valorizada em dias de chuva, que escurecem certas pedras mais do que outras. “Dizem que ele errou em alguns profetas de Congonhas, né. Que nada. Ele fez aquilo de propósito para mostrar o defeito das pessoas e símbolos da maçonaria”, comentou.
Na saída, a chuva apertou, e acabamos parando na cachaçaria Milagre de Minas, na rua de cima da Igreja de Pilar. Ficamos ali uma meia hora, e a Leila caprichou na hospitalidade. Experimentamos cerca de dez ou doze cachaças (sacumé, perdi a conta), além de uma geleia da marvada. Acabei optando por um jogo de copos para pinga e uma bela garrafa da cachaça da casa, a Milagre de Minas, aguardente curtida em dezenas de especiarias. Logo mais em casa, em São Paulo. Aguarde.
Nosso último ato turístico foi visitar o Museu da Inconfidência, na Praça Tiradentes, com um excelente acervo que conta não só a história de Minas Gerais, mas também do Brasil. É se segurar para não sair de lá procurando uma lojinha com a camiseta que traz a estampa da bandeira mineira e o popular “Liberta que será tamém”. Estou me segurando, mas alguma coisa eu devo levar, além das cachaças (ainda tomo uma Providência em BH, pode ter certeza).
Ainda passamos pela Igreja Nossa Senhora do Carmo (frequentada pela aristocracia rica da cidade), projetada pelo pai de Aleijadinho, e que conta com um belíssimo desenho de Athayde na sacristia. Interessante observar como cada comunidade local tinha sua igreja, mesmo os negros, que apesar de não terem fontes de renda, construiram uma das mais belas igrejas da cidade, a do Rosário. Agora é hora de um café. Amanhã seguimos viagem para São João Del Rey.
Ps. Após terminar o post fomos comprar as passagens na Rodoviária. Demos sorte. Pegamos dois dos últimos quatro lugares (vamos em um ônibus que segue para São Paulo e nos deixará em São João). Aproveitamos que estávamos por ali para ver a Igreja de São Francisco de Paula (uma das que mais chama a atenção na cidade, por estar sobre um morro). Dali “descobrimos” outra bastante especial descendo o morro, a Igreja de São José.
Erguida entre 1730 e 1811, a Igreja de São José pertencia à uma irmandade que reunia vários artistas chamada Confraria de São José dos Bem Casados, entre eles Aleijadinho, que desenhou (gratuitamente) o risco do retábulo, da capela-mor e da torre. Junto com a do Rosário e de São Francisco de Assis, a de São José é a que mais me chamou a atenção (embora seja visível o descuido com a obra) em toda a viagem, parte por ela fugir do padrão e ter uma entrada circular e suas sacadas frontais.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta)
janeiro 6, 2009 Encha o copo
Estrada Real e Os Profetas
Quando disse no post anterior que iríamos fazer um “bate e volta” para Congonhas, não imaginava que seria uma quase aventura (hehe). Aviso aos navegantes: no site de Ouro Preto consta que existem ônibus direto da cidade para Congonhas, mas essa linha foi desativada. Agora são dois os caminhos a seguir: pegar um ônibus de Ouro Preto para Ouro Branco ou então para Conselheiro Lafaiete, e de lá para Congonhas.
Parece simples, não. Não é. Para Conselheiro Lafaiete só existem duas partidas e voltas diárias. Para Ouro Branco há mais possibilidades. Acabamos optando pela primeira, cujo ônibus saia quase uma hora antes da segunda, mas não fazia o mesmo trajeto pois a estrada estava “fechada” (como descobriríamos na volta), então a linha seguia um longo atalho pela Estrada Real (http://www.estradareal.org.br/).
A Estrada Real inicialmente ligava a antiga Villa Rica, hoje Ouro Preto, ao porto de Paraty, mas pela necessidade de uma via de escoamento mais segura e mais rápida ao porto do Rio e, também por imposição da Coroa foi aberto um “caminho novo”. A rota de Paraty passou a ser o “caminho velho”. Com a descoberta das pedras preciosas na região do Serro, a estrada se estendeu até o Arraial do Tejuco (atual Diamantina), deixando Ouro Preto como o centro de convergência.
Muitos anos atrás, ainda na época em que eu trabalhava na Pró-Reitoria de Extensão da Universidade de Taubaté, fiz um trecho de caminhada pela Estrada Real de Cunha até Parati com alunos de Arquitetura. Agora pegamos mais de quarenta minutos em estrada de terra batida com asfalto em paisagens lindissimas, mas é preciso estômago para se concentrar no visual e não enjoar diante das dezenas de curvas.
Atravessamos Cachoeiro do Campo, um pedacinho de Glaura, Santo Antônio do Leite, Engenho Correia, Miguel Burnier e Lobo Leite. Foi quando percebi uma placa de Congonhas, e sai correndo para falar com o motorista, que nos deixou debaixo de uma ponte na BR-040 avisando: pode ficar ai que o ônibus para Congonhas passa logo. Não deu outra: dez minutos depois pegamos um que vinha exatamente de Conselheiro Lafaiete. No mínimo duas horas de economia.
Na Rodoviária de Congonhas, o pessoal meio que olhou torto quando perguntamos sobre o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, até se atentarem que estávamos na verdade querendo conhecer a Basílica. Há um ônibus com este mesmo nome que deixa o visitante na porta do santuário, obra de Aleijadinho em 1757 (e terminada em 1790) sob encomenda de Feliciano Mendes como forma de pagar uma promessa para o santo.
É aqui que estão os famosos Profetas de Aleijadinho, obras impressionates que praticamente flutuam na entrada da igreja. É um conjunto tão forte que é impossível não querer traze-los pra casa, nem que for em miniatura, como eu fiz (ok, não vou ter espaço para os 12 profetas, mas já separei alguns para amigos). O Santuário é completado com seis capelas que ilustram os Passos da Paixão de Cristo em obras também de Aleijadinho. De cair o queixo.
Almoçamos no Restaurante da Ladeira, ali mesmo, um típico prato de Tutu a Mineira que serve para dois, mas na verdade dava fácil para quatro, acompanhado de uma cachaça artesanal (mais uma). Na volta ainda passamos pela igreja matriz (também de Aleijadinho) e partimos para a saga do retorno para Ouro Preto, com escala em Ouro Branco, passagem rápida pela Vila de Itatiaia, mais um trecho da Estrada Real e uma parada estratégica.
Lembra que tivemos que fazer um longo trecho em estrada de terra pois a estrada que liga Ouro Preto com Ouro Branco estava fechada? Então, mais ou menos fechada. Na verdade, está proibida a passagem de ônibus sobre a ponte do Rio Falcão, então o que o pessoal da empresa Vale do Ouro faz: eles levam o passageiro de Ouro Branco até a ponte, e trocamos de ônibus atravessando a pé (passageiros do outro lado fazem o caminho inverso). Coisas de Brasil.
A paisagem na volta é novamente belíssima apesar das nuvens baixas e da chuva constante. Chegou a lembrar o alto da Cordilheira dos Andes, na região do Atacama, quando visitamos alguns lagos perto de vulcões ativos. É impossível não ter vontade de fazer o caminho da Estrada Real conforme as tradições: a pé, de bike ou, melhor, à cavalo. Quem sabe um dia, né mesmo.
Hoje o dia amanheceu ensolarado novamente em Ouro Preto, mas a maioria das igrejas abre para visitação após o meio-dia. Após um bom café no albergue, lá vamos nós atrás das belezas do barroco mineiro. Me aguarde.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta/)
janeiro 6, 2009 Encha o copo
“Um cara bom de serviço”
Foto: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta/)
Um casal de franceses (falando muito bem o português) conversa com um guia mineiro dentro da Igreja de São Francisco de Assis, a obra mais famosa de Ouro Preto, simbolo máximo do barroco mineiro. “Esse Aleijadinho era muito bom”, comentam os franceses. “Ele era um cara bom de serviço, né mesmo”, responde comicamente o guia. Realmente, o homem era muito bom de serviço. Um gênio, na verdade.
A Igreja de São Francisco é a obra maior de Aleijadinho em Ouro Preto, embora encontre-se coisas suas em dezenas de monumentos da cidade. Aqui ele desenhou o prédio na função de arquiteto, a portada, tribuna do altar-mor, altares laterais e capela-mor. São também suas as esculturas da portada e dos púlpitos. Mestre Ataíde conferiu excelência artística ao teto, representando a assunção de Nossa Senhora.
Paga-se R$ 6 para visita-la ganhando-se o direito de visitar o Museu Aleijadinho, na Matriz N. Sra. da Conceição, que além de obras do artista ganha destaque por sua bela construção. Ainda falta visitarmos – dentre tantas – a Matriz de Nossa Senhora do Pilar (a igreja mais rica da cidade) e a Nossa Senhora do Rosário (que se destaca por sua rara fachada circular) e beber mais algumas cachaças.
Por enquanto, tenho seis cachaças anotadas no caderninho. Na parte da tarde deste domingo fomos comer no Bené da Flauta, um restaurante bacana que fica na descida da Igreja de São Francisco. O garçom ofereceu algumas cachaças, entre elas a Milagre de Minas, que eu havia bebido na noite anterior. “Achei muito forte”, comentei. “É mesmo? Ela é curtida em especiarias e ervas”, explicou. E eu tinha anotado na noite anterior: “forte gosto de pimenta do reino”. (risos)
Vou comentar todas as cachaças em um post à parte, ok. Agora vamos de trem para Mariana. Se você está planejando uma viagem pelas cidades históricas, coloque Ouro Preto e Mariana num fim de semana, tá. O Trem da Vale só funciona para passeios de sexta a domingo (mais feriados) em dois horários diários. As viagens (R$ 18 – aceita-se meia entrada) são de uma hora e valem a pena.
Em Mariana, pela primeira vez, pegamos um guia local para nos explicar as belezas da Igreja de São Francisco de Assis. O Renildo mostrou conhecimento do local, e valorizou o passeio com ótimas observações. No entanto, perdemos o concerto na Basílica da Sé, marcado para às 12h15 (todos os domingos). É um concerto em um orgão alemão do século 18 com 7 metros de altura, 5 de comprimento e 964 tubos, doação de Dom João V.
Voltamos de ônibus – com mais franceses e espanhóis – e fomos passear na feirinha de artesanato. Quase comprei um jogo de xadrez em pedra (R$ 20) para fazer par com o meu “incas vs espanhóis” adquirido no Atacama, mas ainda estamos no meio da viagem, e carregar pedras não é um bom negócio. Amanhã devemos embarcar para Congonhas em um bate e volta de um dia. Se eu não estiver bêbado demais, apareço. hehe
Foto: Liliane Callegari (http://www.flickr.com/photos/lilianecallegari)
janeiro 4, 2009 Encha o copo
De Diamantina para Ouro Preto
Sete horas de viagem. Cinco de Diamantina para Belo Horizonte mais duas de Belo Horizonte para Ouro Preto. Viajar de ônibus, meus caros, cansa. Aliás, fica a dica: saem vôos de Belo Horizonte para Diamantina todos os fins de semana (só nos fins de semana) por R$ 99. Como o ônibus custa quase R$ 60, compare o tempo das viagens, planeje e faça sua escolha: de ônibus são 6 horas; de avião só meia-hora. Se nós tivéssemos pesquisado antes…
Deixamos Diamantina sob chuva, fraquinha, mas chuva. Passamos o dia todo caminhando para cá e para lá, e sou obrigado a dizer que a cidade me conquistou, embora a infra-estrutura no quesito “turismo” deixe bastante a desejar. Não me compreenda errado: fomos muito bem tratados em todos os lugares em que passamos (aquele jeitinho mineiro de querer que você se sinta como se estivesse em casa) e a cidade merece sua visita. No entanto…
Bem, parece que a cidade não acordou para o turismo… ainda. Das seis igrejas históricas da cidade, três estavam fechadas para o público. Se você for pensando em comer comida mineira, vai precisar camelar muito. Quase todos os restaurantes atendem no formato self-service, e com sorte você encontra um a la carte com comidas típicas (que eles dizem que o prato dá para duas pessoas, mas fácil que alimenta quatro amigos famintos). E nem parece que Minas tem mais de 2 mil cachaças. Nenhum bar tinha variações da marvada.
Fora isso, se você quiser fazer alguma trilha, visitar o Caminho dos Escravos ou a Estrada Real, ou mesmo visitar algum garimpo, terá que dar sorte do centro de atendimento ao turista estar aberto para pegar telefone de algum guia e marcar um horário. Ou seja: você precisa ir atrás. Ao contrário de diversas outras cidades turistas, em que guias e agências oferecem uma variedade de passeios ao público, em Diamantina é preciso peneirar, peneirar e peneirar. Mas vale a pena.
Diamantina é uma graça. O calçamento da cidade é feito todo em pedra e as casas não possuem recuo frontal, o que torna o centro bastante aconchegante. O conjunto arquitetônico do centro histórico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, e, em 1999, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial.
A igreja mais rica da cidade é Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, que teve sua construção iniciada em 1766. Sua maior característica pode ser observada por fora: os sinos ficam na parte de trás da construção, e muita gente diz que ela foi construída assim para que o barulho dos sinos não acordasse Xica da Silva, a ex-escrava que viveu um romance com o homem mais rico da região (e que mandou erguer esta igreja). Dentro dela chama a atenção uma estatua em madeira do Profeta Elias que pesa mais de 80 quilos.
A Igreja do Carmo pode ser a mais rica, mas a mais fofa é a de Igreja de São Francisco de Assis (procure o Artur e peça para ele contar histórias sobre o prédio). Aqui os santos são todos de roca. A outra capela aberta na cidade é de Nossa Senhora do Amparo, e vale a visita pelo belíssimo presépio do secúlo 18 feito todo com conchinhas. Além destas igrejas vale visitar a Casa de Juscelino, o Casarão de Xica da Silva, o Museu do Diamante e o Passadiço da Casa da Glória.
No Museu do Diamante apreciamos uma belíssima exposição de fotos de Assis Horta, fotógrafo que registrou os anos 30 e 40 da cidade. E é bom não esquecer que aqui também se encontram três construções desenhadas por Oscar Niemeyer, como o Hotel Tijuco, marcas de uma parceria com Juscelino que acabaria, por fim, nos dando Brasília (há rascunhos de desenhos de Lúcio Costa na casa do ex-presidente).
Tudo muito bem, tudo muito bom. Assim que entrei em Ouro Preto não fui muito com a cara da cidade. Diamantina é uma joiazinha enquanto em Ouro Preto está tudo mais misturado. Porém, bastou parar na frente da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco para deixar o queixo cair, bater no chão, e voltar ao rosto. Obra máxima do gênio Aleijadinho (e do mestre Athayde), a Igreja de São Francisco já entra no meu Top 3 ao lado da Abadia de Westminster (Londres) e da Catedral de Glasgow, mas falo mais sobre ela depois.
Ps. A Sagrada Família, de Gaudi, é hors-concours, ok.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta)
janeiro 3, 2009 Encha o copo
Uma cidade fantasma
Praticamente seis horas de viagem de ônibus de Belo Horizonte para Diamantina. Ali por Sete Lagoas (o ônibus da Passaro Verde vai parando aqui e ali no caminho) entrou uma senhora e um tal de Felipe. Ela monologou com ele praticamente duas horas para o ônibus inteiro ouvir. Poderia irritar se não fosse engraçado. “Cheguemo”, gritou ela para o tal Felipe quando o ônibus entrou em Curvelo, a capital do forró (bem destacado na rodoviária da cidade).
Fora isso, a viagem foi tranquila e cansativa. “Cheguemo” em Diamantina debaixo de um sol forte. O hotel fica ao lado da rodoviária, e segundo Lili é o pior hotel em que já ficamos. Bate até o de San Pedro de Atacama. “E olha que lá estávamos no meio do deserto”, observa ela. Até achamos uma pousada fofa no centro histórico por R$ 20 a mais do que estamos pagando no hotel, mas decidimos ficar aqui já que acordamos amanhã às 5h30 para irmos para Ouro Preto. Vai ser bom estar do lado da rodoviária e não “lá embaixo”.
Como era de se esperar, Diamantina no dia primeiro de janeiro estava completamente entregue aos fantasmas. Comemos em um self-service básico, que embora tivesse a boa Backer (cerveja artesanal mineira), não nos impressionou com a comida. À noite, para jantar, foi uma dificuldade. Acabamos optando por um caldinho muito bom (de feijão com torresmo pra mim, de mandioca com carne seca pra Lili).
Ok que era feriado, mas sentimos que falta um pouco de estrutura para a cidade atender aos turistas. Imagina: em três bares que fomos não havia carta de cachaça. Minas Gerais produz mais de 2 mil marcas diferentes e os caras aqui não tem nada! Nos ofereceram no primeiro bar uma “pinga artesanal”, que Lili bebeu e gostou. Depois uma de alambique, igualmente boa, mas sem marca.
Já a cidade é uma jóia. Lili, que conhece bem Ouro Preto, diz que ambas são muito parecidas, mas que Diamantina é muito menor. As ruas são lindas e a cidade tanto durante o dia quanto à noite é belíssima. Batemos muita perna, mas acabamos fazendo poucas visitas aos lugares históricos, já que todos estavam fechados. Acabamos acompanhando junto com moradores a posse do novo prefeito, e esperamos que a banda de jovens da cidade tocasse, mas demorou pacas, e desistimos.
Um dos momentos engraçados da noite aconteceu quando foram abertos os votos para o cargo de primeiro secretário do novo prefeito. Resultado final: fulano de tal, 04 votos; votos em branco, 05. Os presentes riram, mas o prefeito confirmou fulano de tal como primeiro secretário. Eita Brasil. O dia permaneceu com bom tempo até a madrugada, quando despencou uma chuvarada enorme, mas amanheceu novamente lindo.
Para esta sexta-feira vários planos. Passamos na casa de Juscelino, filho ilustre da cidade, e começamos o circuito pelas igrejas tradicionais, todas datadas de 1700 e pouco. Se você estiver com planos de passar por Diamantina (hoje, 02 de janeiro, ela já está bem mais habitada), comece seu passeio pela Igreja de São Francisco de Assis (1772). O Artur, que recebe os turistas ali de quinta a domingo, dá uma ótima aula sobre as igrejas da cidade, com excelentes observações históricas. Vale a visita.
Fotos: Marcelo Costa (http://www.flickr.com/photos/maccosta)
janeiro 2, 2009 Encha o copo
Pão de queijo e Praça da Liberdade

Foto: Marcelo Costa (http://flickr.com/photos/maccosta/)
Dia total de preguiça. Demos folga aos amigos e fomos atrás do melhor pão de queijo da cidade, no Supermercado Verdemar, da avenida Nossa Senhora do Carmo. Lili, que é especialista no assunto (como boa mineira), aprovou. Mas, assim, não tem como comparar com o do Boca do Forno, pois ao contrário deste, o da Verdemar é daqueles pequeninos, e quentinhos devem ser de viciar.
Porém, mais do que o pão de queijo, o que me chamou a atenção na Verdemar foi um pãozinho feito com massa de pão de queijo e recheado com cenoura, cebola, azeite e especiarias. Uma delícia. Sem contar as pizzas. Saímos do Supermercado e fomos para a lanchonete Verdemar. Não arrisquei e fui da básica e muito boa Peperoni, mas Lili pediu uma deliciosa de Alho Poró. Se for lá, peça. Vale, vale, vale.
Aproveitamos que estávamos em um bom supermercado (segundo a Veja, um dos melhores de BH) e compramos champagne e alguns petiscos para nossa festinha particular. Nada muito especial, afinal vamos amanhecer na rodoviária em direção a Diamantina. Tiramos uma soneca à tarde, assistimos ao programa Alto-Falante (edição festivais europeus) e partimos para fotos noturnas da Praça da Liberdade.
Assim como a avenida Paulista, em São Paulo, que está atraindo um público imenso todas as noites devido a sua belíssima decoração de natal, a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, também caprichou na decoração. Muita iluminação dourada, estrelas, luzinhas e árvores totalmente iluminadas deram um colorido todo especial ao local. Passamos um bom tempo fotografando o lugar enquanto a chuva não vinha.
De volta ao hotel, com São Pedro dando adeus ao ano que se vai, temos que arrumar as malas e prepararmos a nossa pequena ceia de ano novo. Agora, só no ano que vem. Nos vemos. Novamente, um 2009 sensacional para todos nós.

Foto: Liliane Callegari (http://flickr.com/photos/lilianecallegari)
dezembro 31, 2008 Encha o copo
Complexo da Pampulha e Mercado Central
Dia bastante movimentado. E primeiro sinal de quem São Pedro anda ouvindo nossos pedidos. Fez sol o dia todo! E à noite uma garoazinha de nada. Lindo. Acordamos cedo e fomos a pé, subindo morros, para a Praça da Liberdade, local que abriga a sede (provisória) do governo de Minas Gerais (Aécio está construindo a toque de caixa uma nova sede desenhada por Niemeyer) e dois edifícios assinados pelo Oscar: a Biblioteca Pública e o próprio Edifício Oscar Niemeyer. E tem também o polêmico Rainha da Sucata.
Ficamos um bom tempo fotografando o Edifício Oscar Niemeyer, que parece muito um Copan miniatura. É o tipo de edificação que você pode fotografar o dia inteiro, e todas as fotos vão ficar lindas. Risoleta e Tancredo Neves moraram neste prédio. Dali partimos – já em companhia do Alexandre – para o Complexo da Pampulha. No início da década de 40, o então prefeito Juscelino Kubistchek recorreu ao jovem arquiteto Oscar Niemeyer (depois de tentar vários outros nomes) para projetar os prédios do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, às margens da lagoa artificial.
O Conjunto é composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Cassino (hoje, Museu de Arte), a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Vou te dizer: a Casa de Baile é uma das construções mais lindas do Oscar. Pequenina e aconchegante, ela foi inaugurada em 1943 voltada para o povo (o Cassino, do outro lado do lago, era voltado a elite) e continua aberta com exposições e eventos. Quem passar por lá em janeiro ganha um belo livro que conta a história da Casa e do complexo.
Próximo destino: Igreja de São Francisco de Assis. Também construida em 1943, no entanto, a igreja só foi aceita pelo bispo da cidade em 1957, ficando 14 anos fechada devido a visão de Oscar e, principalmente, Candido Portinari, da religião católica. Portinari assina os afrescos belíssimos dos azulejos assim como um imenso painel atrás do púlpito e os doze quadros arrepiantes da via sacra. Todos os domingos, às 9h30, tem missa, mas é possível visitar o interior da capela pagando R$ 2 nos outros dias.
Depois de uma longa volta pelo lago (de carro) chegamos ao Cassino, hoje Museu de Arte da Pampulha, local em que o PatoFu gravou seu ao vivo MTV alguns anos atrás. Não gostei tanto da parte interna, apesar de ter achado fofo o auditório, mas o prédio conqusita você na parte externa. Bom, quase duas da tarde, hora de comer. Fomos ao sensacional Mercado Central. Logo na entrada provei um quejio Canastra, de Patrocínio, divino. E fomos direto para o Casa Cheia.
O Casa Cheia é um assíduo frequentador da competição Comida di Buteco e eu não poderia ter começado melhor minha aventura pelas comidas mineiras. Lili foi de Tutu a Mineira, Alexandre escolheu um PF e eu encarei o Mexidoido Chapado (R$ 14) que é um mexido feito na chapa com picanha fatiada, lombo defumado, linguiça caseira, bacon, legumes preparados no azeite, ovo frito de codorna, arroz e ervas aromáticas. O prato vem uma frigideirinha e é tão bonito de se ver que até a mesa do lado pediu para fotografa-lo.
Lógico, não basta ser bonito, tem que ser gostoso, e você tem alguma dúvida que o prato era divino? Primeira sacada: na cozinha do Casa Cheia só vozinhas fazendo a comida. Não tem como dar errado. O prato era simplesmente delirante. E eu ainda fiz pouco caso do tamanho dele naquela frigideirinha, mas não consegui comer tudo. Para acompanhar, coca-cola e a segunda cachaça da viagem, uma boa Samba e Cana, de Belo Horizonte.
Depois do almoço de reis fomos dar uma volta no Mercado. Passamos em uma cachaçaria para uma olhada sem compromisso. A Havana estava saindo por R$ 390, uma versão especial da Germana (a minha preferida) por R$ 220 e a famosa Anisio Santiago custava apenas R$ 190. Ok, tem para todos os bolsos. Se você quiser tomar uma Providência basta apenas desembolsar R$ 8,90. Experimentei a Pendão, de Itatiaiuçu. Boa. Não levei nada, afinal, estamos no começo da viagem, mas vou retornar para São Paulo abastecido. Aguarde.
Após uma soneca providêncial, Rodrigo James nos pegou para nos apresentar o que, segundo ele, é o melhor pão de queijo do mundo. Fomos ao Boca de Forno, da praça Nova Iorque. Pão de queijo caprichado, com recheio saboroso e um belo tamanho que só me fazia imaginar que ali caberia um belo lanche. Próxima parada, Bar do João, na Savassi, seguindo o lema “se não tem mar, tem bar”. Terminamos à noite com Thiago Pereira (assim como o James, do Alto-Falante) e com Alexandre bebendo e conversando sobre cultura pop.
Último dia do ano. Decidimos dar uma folga aos amigos para batermos perna atrás do pão de queijo da Verdemar e de outras peculiaridades de Beagá. Dia 01, às 06h30 da manhã, embarcamos para Diamantina. Vou ali beber uma cachaça e comer um queijo. Eu acho que volto.
Fotos: Marcelo Costa (http://flickr.com/photos/maccosta/)
dezembro 31, 2008 Encha o copo
Primeira cachaça da viagem
Chegamos em Beagá na hora certa, sem nenhum atraso. Lili pediu uma Xingu no avião, eu uma coca-cola. Tudo errado. Ela molhou os lábios com a cerveja, não gostou, e eu fiz a troca de bom grado. Namorado é pra essas coisas também. O centro de atenção ao turista no aeroporto de Confins (que não nega o nome: fica realmente nos confins) quebrou um galhão com mapas e orientações sobre a cidade. Pegamos o ônibus (R$ 16,90 per capita) e depois morremos em R$ 6 no taxi para chegarmos ao primeiro hotel da viagem, o primeiro F1 da minha vida (hehe).
O Alexandre passou uns 20 minutos depois e fomos para a Mercearia do Lili beber Bohemia, comer um ótimo bolinho de mandioca e bebericar umas cachaças. A primeira da viagem foi a ótima Boazinha, de Salinas. Bem leve, sem muito amargor nem queimação. Lili bebeu o copo dela primeiro que eu. O James apareceu depois para papearmos sobre coisas de Minas, experiências na Europa e trechos do livro do Bill Graham. E voltou a garantir: “O pão de queijo do Boca do Forno é melhor que o da Verdemar”. Hoje tiraremos a prova. Lá vamos nós que a Pampulha nos espera.
dezembro 30, 2008 Encha o copo
























