No Urbanaque: Guia da Baixa Gastronomia
“O Urbanaque agora é música para comer e beber. Além das preciosas dicas de cervejas que o Leonardo Dias Pereira publica na seção Birrinhas, vamos começar a coletar informações preciosas no Guia da Baixa Gastronomia. O tema da estreia foi o pão na chapa. Uma iguaria simples, rápida e segura que além de matar a sua fome, pode definir o caráter e o cardápio de toda uma padaria. Nossa primeira colaboração veio de Marcelo Costa, do Scream & Yell, que descreve com maestria todas as qualidades de “A Boa”. Aproveite”
Nunca gostei tanto assim de pão na chapa. Tive uma fase, ali antes dos 20 anos, em que a balada que começava depois do jantar terminava, invariavelmente, com o dia claro em uma padaria em frente à Rodoviária Velha, no centro de Taubaté, com um pão na chapa e um pingado que ajudavam a recompor as ideias e levar o corpo para a casa (com o pão e o leite para a mãe e a irmã). Afinal, não basta voltar pra casa com o sol raiando: tem que levar o café da manhã.
Um dia isso mudou. Já cidadão de São Paulo, encontrei a Padaria Boulevard. Vasculho a memória, e fico na dúvida se foi uma ex-namorada que estudava no Mackenzie que me apresentou à padaria, ou se fui eu mesmo, que morei seis anos nas redondezas, que descobri sozinho. Não importa. O que importa é que um belo dia conheci aquilo que no balcão da padaria é popularmente conhecido como “A Boa”, uma pequena baguete de provolone levada à chapa com manteiga e depois coberta com requeijão. Água na boca, né.
Não é uma descoberta isolada. A Boulevard é um vício da região. Estudantes do Mackensie abarrotam o local na hora do café da manhã e do almoço, e no fim de semana são os moradores que disputam um lugar cobiçado no balcão. Os lanches também são um ponto alto da padaria (vale dar uma olhada no cardápio no site da casa), mas vez em quando, quando o sol abençoa o sábado ou domingo de manhã, estico até a Boulevard para comer “A Boa”, o meu pão na chapa preferido de São Paulo.”
Padaria Boulevard
Rua Piauí, 270, esquina com a Rua Itambé
São Paulo (SP) – Higienópolis
http://www.padboulevard.com.br
fevereiro 20, 2011 Encha o copo
Da Inglaterra: Wells Banana Bread
O slogan da cervejaria britânica Wells & Youngs diz muito sobre os anseios da casa: “cervejas especiais para ocasiões especiais”. Nascida em 2006 da união da Charles Wells (fundada em 1876) e da Young’s Brewery (1831), a Wells & Young’s é responsável pela produção da John Bull e da ótima Young’s Double Chocolate Stout além de fabricar e distribuir no Reino Unido a jamaicana Red Stripe, a espanhola Estrella Damm e a ótima mexicana Negra Modelo.
A Wells Banana Bread Beer, como o nome apresenta, traz banana e malte estilo pão em sua composição (além de casca de limão), e ao contrário do que possa parecer, não é tão adocicada como esperado (uma boa surpresa). O aroma, extremamente delicioso e conquistador, é pura essência artificial de banana – com malte quase imperceptível. No paladar, no entanto, a banana se mistura com o malte mantendo um amargor leve do começo ao fim, que termina mais adocicado (banana, claro).
A leveza da Wells Banana Bread Beer impressiona, com os 5,2% de álcool bem inseridos no conjunto. A banana (marca das weiss, bem mais encorpadas que essa Wells) cumpre seu papel dando um toque diferente e bastante particular ao sabor, que em nenhum momento chega a enjoar, valorizando o equilíbrio da composição (a essência tão presente no aroma surge muito bem ambientada no paladar) de uma cerveja que merece ser provada. Minha preferida de frutas continua sendo a belga Mongozo, mas a Wells Banana Bread Beer foi uma grata surpresa.
Wells Banana Bread Beer
– Produto: Strong Ale
– Nacionalidade: Inglaterra
– Graduação alcoólica: 5,2%
– Nota: 3,42/5
– Preço: entre R$ 15 e R$ 25 (garrafa de 500 ml)
Leia também:
– O aroma cativante da Young’s Double Chocolate Stout (aqui)
fevereiro 20, 2011 Encha o copo
Alemanha: duas Weihenstephaner
Com vocês, a cervejaria mais antiga do mundo. É sério. A Weihenstephan Brewery foi licenciada oficialmente por monges beneditinos na Bavária, Alemanha, em 1040, mas antigos documentos fazem referência a plantação de lúpulo por volta do ano 768. Há outra abadia, Weltenburg, também na Baviera, que diz que foi fundada por volta do ano 620, mas a falta de documentos oficiais coloca a Weihenstephan como a primeira cervejaria do mundo. Não é pouco.
Ou seja, quase mil anos de tradição cervejeira e história não podem ser ignorados. Durante o passar dos séculos, o mosteiro sobreviveu a invasões, saques e incêndios, até que em 1803 a abadia foi dissolvida pelo governo e a cervejaria estatizada e transformada em patrimônio da Bavária. Em 1919 (em um processo iniciado lentamente em 1852) a Weihenstephan Brewery passou a integrar a Universidade de Agricultura e Cervejaria de Munique, com um centro de produção que também forma mestres cervejeiros.
A Weihenstephaner Hefe Weissbier é uma cerveja que mantém todas as características das cervejas de trigo da Bavária: o aroma tem algo de floral e frutado, pendendo claro para banana (altamente reconhecível), mas também destacando o cravo. O paladar, no entanto, é extremamente leve, com um início adocicado que persiste até o (pouquíssimo amargo) final. A leveza é valorizada pela textura aguada que, ao contrário do que possa parecer, valoriza o conjunto desta cerveja extremamente refrescante. Uma delicia.
A versão Vitus da cervejaria é apresentada como um Weizenbock, porém sua cor está longe das ruivas tradicionais. A Vitus é dourada como uma boa cerveja de trigo, mas sua textura promete (e cumpre) uma cerveja mais encorpada que a versão Hefe da cervejaria. Então, pegue tudo do parágrafo anterior, e acrescente mais… sabor. É isso: a Vitus é mais saborosa que a Hefe com paladar e aroma invadidos pela presença intensa de cravo e banana.
Os 7,7% de teor alcoólico da Vitus – contra os 5,4% da Hefe – não soam agressivos ao paladar, embora a cerveja seja muito mais marcante – e o final mais duradouro. Ou seja: comparativamente falando (chutando), é muito mais fácil sentir no corpo que você bebeu uma Vitus do que duas Hefe. A segunda é muito mais leve e refrescante, enquanto a primeira pega o sujeito de jeito pelo sabor e pelo álcool (que não transparece no paladar, mas está ali – acredite). No entanto, as duas são excelentes pedidas.
Weihenstephaner Hefe Weissbier
– Produto: Weiss
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 5,4%
– Nota: 3,99/5
– Preço: entre R$ 8 e R$ 15 (garrafa de 500 ml – vários supermercados)
Weihenstephaner Vitus Weizenbock
– Produto: Weiss Bock
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 7,7%
– Nota: 3,98/5
– Preço: entre R$ 8 e R$ 15 (garrafa de 500 ml – vários supermercados)
fevereiro 16, 2011 Encha o copo
Cinco fotos: Leuven
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Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)
fevereiro 16, 2011 Encha o copo
Três filmes: o capitão, o lutador, a garota
Mais três filmes. O primeiro visto em DVD (relançado em 2009 em uma edição comemorativa de 30 anos), os outros dois no cinema…

“Sem Destino” (“Easy Rider”, 1969)
Peter Biskind, no obrigatório “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll Salvou Hollywood”, diz que Dennis Hopper jogou a última pá de cal sobre o cinema dos anos de ouro de Hollywood com esta obra prima de sexo, drogas e rock and roll. “Sem Destino” não é só o filme que ensinou a América a fumar maconha, tomar LSD e cheirar cocaína. “Sem Destino”, nas palavras de Biskind, “mostrava os rebeldes, os fora da lei e, por extensão, a contracultura como um todo, como vítimas: estavam sendo exterminados por um mundo careta”. Jack Nicholson, o advogado cachaceiro, é o responsável pelo momento que explica o filme, e praticamente a história da humanidade. No final, após uma orgia psicodélica em túmulos de cemitério, Capitão América sentencia: “Nós estragamos tudo”. Estragamos. E não conseguimos consertar. O resultado é um filme absolutamente sensacional.

“O Vencedor” (“The Fighter, 2010”)
Você já assistiu essa história antes. Jovem com problemas com drogas transforma a vida da família em um caos, mas o irmão mais novo (auxiliado por uma namorada determinada) segue em frente atrás de um sonho. O drogado se torna ex-drogado, apóia o irmão e tudo termina bem. “O Vencedor”, de David O. Russell, representa “Um Sonho Possível” na cerimônia do Oscar deste ano. Assim como Sandra Bullock saiu com seu Oscar (merecido), desta vez a Academia deverá coroar a atuação de Christian Bale, ótimo no papel (embora seja válida a questão: papéis com cacoetes são mais fáceis de interpretar e arrebatar um estatuazinha dourada? Acho que sim, e os exemplos são muitos). “O Vencedor”, assim como “Um Sonho Possível” (e “Ray”, e “Walk The Line” e tantos outros) é (mais) uma história verídica de redenção pessoal. Apesar de soar batido, tem lá seus bons momentos, e vale a meia entrada do cinema.

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pillgrim vs The World, 2010)
Ou o amor e a adolescência encontram o mundo dos games. A idéia é bem simples: transportar o universo de uma comédia romântica adolescente para o mundo virtual, e o diretor Edgar Wright alcança o seu objetivo. Não confunda simplicidade com falta de personalidade: um rapaz (Scott Pilgrim) se apaixona pela garota (quase) impossível (Ramona V. Flowers) e precisa enfrentar uma série de desafios para conquistar o coração de sua amada. Como se estivesse passando de fases em um game, Scott enfrenta os sete ex-namorados da moça, a sua própria ex-namorada que não quer largar do seu pé, os amigos de sua banda indie que querem assinar um contrato com uma major, e sua própria timidez. O resultado é uma deliciosa comédia romântica repleta de citações de games, algumas passagens impagáveis, cabelos cor-de-rosa e paixonites adolescentes. Nada de novo, mas é possível sonhar com Ramona Flowers durante semanas…
fevereiro 15, 2011 Encha o copo
Três filmes: o amor, o rei e o cisne
Uma das minhas metas pessoais para 2011 era a de ver ao menos um filme no cinema por semana. Já vi mais, mas para não acumular os pequenos textinhos, lá vão três…

“O Amor e Outras Drogas” (“Love & Other Drugs”, 2010)
Imagine a cena: três roteiristas sentados na mesa de um bar tentando, cada um, puxar a sardinha do roteiro do filme que estão fazendo em conjunto para o seu lado. É mais ou menos isso que Edward Zwick (que também assina a direção), Charles Randolph e Marshall Herskovitz deixam transparecer com “O Amor e Outras Drogas”, um filme que no papel deveria ser bem bacana, mas que nas telas se transformou em um dardo de tiro ao alvo voando pra todo lado. Há drama (uma garota com mal de Parkinson), sensualidade (a mesma garota andando nua boa parte do filme – a propósito, Anne Hathaway), comédia (o começo divertido com Jake Gyllenhaal bastante inspirado) e pastelão. Em nenhum momento do filme, o roteiro decide pra que lado quer ir. No final deixa uma impressão de comédia romântica dramática, mas não convence.

“O Discurso do Rei” (“The King’s Speech”, 2010)
Pra você ver como as coisas são, caro leitor: o mundo deu voltas e voltas, e o cinema independente agora posa de cinema clássico, sem arriscar, sem ousar, apenas usando a tela para contar uma história. Ok, nem tão independente assim (com a The Weinstein Company metida no meio), mas é interessante ver como Hollywood se afundou na megalomania e um filmezinho bacana de 15 milhões de dólares ameaça arrebatar várias estatuetas douradas na festa do Oscar. “O Discurso do Rei” é corretíssimo, mas esquecível. Em cinco anos ninguém vai lembrar dele (alguém lembra de “Shakespeare Apaixonado” por exemplo?). Isso não desmerece as belíssimas atuações do trio de fource (hehe) de atores (Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter), mas o cinema pode mais, bem mais do que isso. Serve como antítese e passatempo. E só.

“Cisne Negro” (“Black Swan”, 2010)
Um dos grandes filmes do ano passado, “Cisne Negro” soa como se Darren Aronofsky tivesse recuperado a confiança com o ótimo (e extremamente básico) “O Lutador” após ter dado com os burros n’agua em “A Fonte da Vida” (que até tem fãs, mas continua sendo uma porcaria). Aronofsky volta a filmar com o tesão que mostrou nos excelentes “Pi” e “Réquiem Por um Sonho”, o que garante a mesma dose de exagero deste dois em “Cisne Negro” (“O Lutador”, por sua vez, é bem mais econômico). Os exageros (visuais e ficcionais) às vezes tiram um pouco da força da história, mas não arranham o status de grande filme de “Cisne Negro”, não só devido à ótima atuação de Natalie Portman, que é bacana e tal, mas é hiper-dimensionada pelo excelente roteiro (esse sim deveria ganhar o Oscar). O grande nome do filme não é Natalie Portman, mas sim Darren Aronofsky. Ele sabe o que faz (na maioria das vezes)… 😛
fevereiro 15, 2011 Encha o copo
O bar é um exercício de solidão
“Passei horas deliciosas nos bares. O bar é para mim um lugar de meditação e recolhimento, sem o qual a vida é inconcebível. Hábito antigo que se arraigou ao longo dos anos (…), passei nos bares longos momentos de devaneio, raramente conversando com o garçom, na maioria das vezes comigo mesmo, invadido por cortejos de imagens que não cessavam de me surpreender. Hoje, velho como o século, não saio mais de casa. Sozinho, nas horas sagradas do aperitivo, na saleta onde guardo minhas garrafas, gosto de lembrar dos bares que amei”.
Luis Buñuel em “Meu Último Suspiro” (Cosac Naify)
Mais pra frente, o cineasta lamenta que o bar tenha se transformado em um local barulhento, com música alta e ambientes iluminados, propensos a conversação. A relação dele com seus bares era de amor. E amor só se divide com o objeto amado.
“Agora queria falar das bebidas. Como é um tema em que sou praticamente inesgotável, tentarei ser bem conciso. Os que não estejam interessados – desgraçadamente, eles existem – podem pular algumas páginas. (…) Meu drinque favorito é o dry martini”. Veja a receita pessoal de Buñuel aqui.
Leia também:
– De Stanley Kubrick para Luis Buñuel (aqui)
– Luis Buñuel e uma estranha reunião de fantasmas (aqui)
– Luis Buñuel: o que aconteceu com o surrealismo? (aqui)
– Luis Buñuel: a minha receita de dry martini (aqui)
fevereiro 14, 2011 Encha o copo
Sobre a dor e a sofisticação
“Em minha aldeia, onde nasci em 22 de fevereiro de 1900, pode-se dizer que a Idade Média se estendeu até a Primeira Guerra Mundial. (…) Tive a sorte de passar minha infância na Idade Média, época ‘dolorosa e sofisticada’, como escreveu Huysmans. Dolorosa em sua vida material. Sofisticada em sua vida espiritual. Justamente o contrário de hoje”
Luis Buñuel
fevereiro 10, 2011 Encha o copo
Da Inglaterra: Hen’s Tooth
Antes de qualquer coisa, o que mais chama a atenção na Hen’s Tooth é sua cor: é de um alaranjado quase amarronzado tão brilhante que parece mel – ou uísque. A garrafa transparente (ao contrário do tradicional tom escuro) valoriza ainda mais essa English Strong Ale que posa de Real Ale (termo criado para reunir as cervejas elaboradas com ingredientes tradicionais, maturadas com uma segunda fermentação no próprio barril de onde será servida e extraída sem o auxílio do CO2), mas na verdade é uma Old Ale (refermentada na garrafa).
Integrante do conglomerado da Greene King, cervejaria fundada em 1799 em Suffolk, Inglaterra, que com o passar dos anos tornou-se a maior cervejaria britânica devido à compra (muita vezes criticada) de pequenas fábricas, a Mortland (cervejaria fundada em de Abingdon, no condado de Oxfordshire) tem como carro chefe da casa a famosíssima Old Speckled Hen, uma das primeiras cervejas premium do Reino Unido, mas começa a investir pesado na Hen’s Tooth (a exportação para outras países é um indicativo).
Tudo aqui é especialmente britânico. O aroma destaca a presença do lúpulo trazendo à memória a lembrança de abacaxi, uvas e flores – e por fim, malte. O paladar é aquilo que os ingleses tentam transformar em clássico: o álcool levemente disfarçado em algo que lembra caramelo e, levemente, café. O amargor característico (devido à boa presença de malte) se faz presente de forma comportada, mas o final é surpreendentemente adocicado (não confundir com enjoativo – está bem longe disso).
Um fato interessante: a Hen’s Tooth parece mais forte do que os 6;5% de álcool prometem logo na apresentação (o que, em condições normais, já é muito para o paladar brasileiro acostumado aos 4,5% das cervejas tradicionais nacionais). O aroma e o paladar no primeiro toque na língua são marcantes, mas aos poucos a cerveja amacia, e seu final levemente adocicado torna a cerveja bastante interessante, um conjunto agradável que pode surpreender. No entanto, vale tomar cuidado: você acha que ela não vai te embebedar, mas ela vai. Acredite.
Teste de Qualidade: La Trappe Dubbel
– Produto: English Strong Ale
– Nacionalidade: Inglaterra
– Graduação alcoólica: 6,5%
– Nota: 3,77/5
– Preço: entre R$ 15 e R$ 25 (garrafa de 500 ml)
fevereiro 9, 2011 Encha o copo
Estados Unidos 2011: roteiro fechado
Ok, viagem fechada. Eu queria muito, mas muito ir mesmo ir a Memphis, mas não vai rolar desta vez. A logística toda seria muito trabalhosa (perderíamos um dia inteiro para ir e outro pra voltar apenas em voo e conexão saindo de Los Angeles – e “perder” dois dias em uma viagem de 20 dias não rola) e o gasto seria maior (economizar, economizar). Então melhor manter os pés no chão. Abaixo o roteiro e os shows que ainda podem entrar na agenda.
Agora é sair atrás de hotéis… alguém tem dicas?
06/04 – São Paulo / Nova York
07/04 – Nova York
08/04 – Nova York
09/04 – Nova York (The Greenhornes)
10/04 – Nova York
11/04 – Nova York
12/04 – Nova York / San Francisco
13/04 – San Francisco
14/04 – San Francisco (PJ Harvey)
15/04 – San Francisco/ Índio (Coachella)
16/04 – Índio (Coachella)
17/04 – Índio (Coachella)
18/04 – Los Angeles
19/04 – Los Angeles
20/04 – Los Angeles
21/04 – Los Angeles / Chicago
22/04 – Chicago (Arcade Fire + National)
23/04 – Chicago / Columbus (Decemberists)
24/04 – Columbus / Chicago / São Paulo
Shows que podem entrar no roteiro:
The Hold Steady no Terminal 5, 08/04 (Nova York)
Rush no Madison Square Garden, 10/04 (Nova York)
Bright Eyes no Fox Theater, 12/04 (Oakland)
Klaxons no Fillmore, 12/04 (San Francisco)
Animal Collective no Great A. Music Hall, 13/04 (SF) Sold Out
fevereiro 9, 2011 Encha o copo










