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Uma pequena grande cerveja: Duvel

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A Duvel Moortgat Brewery é uma cervejaria que foi fundada na região flamenga da Bélgica em 1871, mais propriamente em Breendonk, meio do caminho entre a central Bruxelas e a portuária Antuérpia. O carro chefe da casa é a loira Duvel, uma cerveja absolutamente encantadora cujo nome tem origem no dialeto Brabant (pronuncia Dyvel), uma mistura de holandês, francês e alemão, cujo significado é… Diabo. Não pense em brincar com ela.

Lançada na década de 20 para comemorar o fim da Primeira Guerra Mundial, a Duvel no início se chamava Victory Ale, mas a família Moortgat decidiu mudar o nome quando um bebedor a descreveu como um diabo real. A garrafa, baixinha e gordinha, lhe dá um aspecto fofo, mas é bom levar muito à sério essa que é considerada por muitos a versão definitiva do estilo Belgian Strong Golden Ale, versão turbinada e altamente saborosa das ales tradicionais.

O aroma complexo e viciante destaca uvas verdes, maçã e frutas cítricas, e também algo picante que se aproxima de cravo e pimenta do reino (mas mantendo o adocicado). Há, ainda, mel (provavelmente derivado da mistura do malte belga com açúcar branco) e, claro, álcool, afinal são 8,5% de graduação alcoólica distribuídos de forma exemplar no conjunto (que ainda recebe lúpulo da Bohemia com leveduras de origem escocesa).

Já o paladar não fica atrás em complexidade. Lúpulo e malte travam um duelo interessante que consegue aconchegar o paladar distanciando a presença do álcool – que não aparece, mas está ali, inserido de forma tão caprichada que você só sentirá o efeito após duas ou três garrafinhas. Ainda assim, o malte consegue se sobressair marcando o céu da boca e deixando apenas o trecho final – e seco – para o lúpulo, que não chega a marcar de amargor o conjunto. Simplesmente fantástica.

Exportada para mais de 40 países, a Duvel é facilmente encontrada no Brasil em qualquer bom empório, embora o preço não seja nada convidativo: entre R$ 18 e R$ 24 a garrafa de 330 ml (na Europa custa até 4 euros, cerca de R$ 10). Vale cada centavo. Além da Duvel, a Moortgat Brewery é dona da Maredsous (fabricada sob licença dos monges da abadia de mesmo nome desde 1963) e, desde de 2006, da excelente Brasserie d’Achouffe.

Duvel
– Produto: Belgian Strong Golden Ale
– Nacionalidade: Bélgica
– Graduação alcoólica: 8,5%
– Nota: 4,35/5

Leia também:
– Top 500 Cervejas, por Marcelo Costa (leia aqui)
– Do capítulo “cerveja também é cultura”: La Achouffe (aqui)

Ps. O copo tradicional é presente do amigo Carlos Soares, ganho em uma feira de cervejas, a Gentse Feesten 2009, em Gent. Valeu, amigo!

outubro 19, 2011   Encha o copo

Dez links que valem o seu clique

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Foto: Marcelo Costa

– Álvaro Pereira Júnior: Quando a chapa esquenta… (aqui)
– Tiago Agostini: Novos adultos, pessoas velhas? (aqui)
– Jon Savage: Morrissey e os Smiths mudaram nossas vidas (aqui)
– Carlos Calado: Ron Carter e a elegância de um contrabaixista (aqui)
– Marcos Bragatto: Arctic Monkeys no Lollapalooza Brasil 2012 (aqui)
– Rolling Stone Espanha: O britpop em 25 discos (aqui)
– Independent: My Secret Life, Brett Anderson, Suede (aqui)
– Juliana Zambelo: “Ouvimos muito ‘Acabou Chorare'”, diz Josh Rouse (aqui)
– Popload: Cine Jóia, a “Sgt. Peppers” das casas de shows do Brasil (aqui)
– El Pais: Quem manda no Brasil? A SuperPresidenta Dilma (aqui)

outubro 16, 2011   Encha o copo

Os sete brotos da orquídea

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 Não lembro quando eu e Lili ganhamos essa orquídea, mas ela nos acompanha já faz um bom tempo. Quando chegou, num vasinho, estava esplendorosa, com as flores belíssimas – como mando o figurino da floricultura. Achávamos que, após as flores murcharem, ela não teria mais frutos, mas ano a ano ela vem nos surpreendendo.

Ano passado, porém, houve uma pequena tragédia familiar. Estávamos fazendo a mudança para o apartamento novo, mais ou menos nessa mesma época, e ela estava novamente com vários brotos prontos para abrirem em flores. Eu tinha na cabeça que iria levá-la em meu colo, no carro de um amigo, para protegê-la, mas em meio a correria, o pessoal da mudança a trouxe, e quebrou o caule.

Ou seja, em 2010, nossa orquídea não deu flores. Ficamos chateados (tenho uma relação meio paternal com as plantas em casa), e até achamos que ela não daria mais frutos, mas eis que, de três meses para cá, os brotos começaram a aparecer totalizando sete ao final. Um deles não vingou, mas hoje três abriram alegrando o apartamento em meio ao domingo cinza que brinda São Paulo. Das coisas simples da vida…

outubro 16, 2011   Encha o copo

Compacto Petrobras Ano 2

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No meio da semana fui acompanhar a gravação do primeiro encontro da segunda temporada do Compacto Petrobras, projeto bacana que em 13 encontros reuniu muita gente boa da nova geração da música brasileira, nomes como Erika Machado, Fernando Catatau, Siba, Gabi Amarantos, Karina Buhr, Curumin e Superguidis, entre muitos outros.

O primeiro encontro, que irá ao ar até o fim do mês no canal Compacto (aqui), foi de Juliana R com Edgard Scandurra. Para um cara como eu, que ouviu muito Ira! na adolescência, o timbre da guitarra de Edgard Scandurra soando dentro de um estúdio foi algo bastante especial. E Juliana distribuiu charme (aproveite e leia a entrevista que fizemos com ela no começo do ano, aqui).

Mais do que assistir aos programas, fui convidado pelo pessoal da Colmeia, que produz o Compacto junto ao pessoal da Petrobras, para gravar um vídeo elencando cinco artistas que eu gostaria muito de ver no ano 2 do projeto. A escolha foi difícil (a pré-lista tinha 17 nomes!), mas minha listinha final ficou com Wado, Romulo Fróes, Lê Almeida, Los Porongas e Apanhador Só.

Tentei me concentrar em cinco nomes cujo trabalho tenho admirado, não apenas musicalmente, mas também como cada um desses artistas trabalha sua carreira. Wado, Romulo Fróes, Lê Almeida, Los Porongas e Apanhador Só lançaram grandes discos, e estão ai, no corre deste pouco amigável cenário musical nacional, mostrando suas canções e dando a cara a tapa. Acredito no trabalho deles.

Eu sou apenas um dos 11 nomes que irão indicar seus cinco artistas. Do pacotão com todas as listas sairá um grupo de artistas que irá para a fase 2 do projeto, em que a produção fará uma proposta de encontros e o público votará nos que mais deseja ver. Os mais votados serão produzidos, conforme disponibilidade de agenda das bandas. Ou seja, muita coisa boa vem por ai. Enquanto isso, assista (e baixe em MP3) aos programas no link abaixo.

http://www.blogspetrobras.com.br/compacto/

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Fotomontagem: Marcio Black

outubro 15, 2011   Encha o copo

Cinco fotos: Bruges

Clique na imagem se quiser vê-la maior

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Medieval

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Esquina

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Zonnekemeers

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Minnie Water

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Estacionamento

Leia também:
– Correndo e pedalando daqui pra lá (aqui)
– Uma festa do interior… na Belgica (aqui)

Veja mais imagens de cidades no link “cinco fotos” (aqui)

outubro 5, 2011   Encha o copo

Dez links que valem o seu clique

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– Folha: “A crítica não perturba”, diz Álvaro Pereira Júnior (aqui)
– Estadão: Grandes países assinam acordo contra pirataria (aqui)
– Download de música não precisa ser pago, diz corte dos EUA (aqui)
– Robert Levine e “o contra-ataque da indústria da cultura” (aqui)
– The Fall, a última banda cult, por Carlos Freitas (aqui)
– Primavera Sound anuncia edição em Portugal (aqui)
– Resumo do Rock in Rio 3, de 2001, por Marcelo Costa (aqui)
– Fala Cultura: Como Picasso foi parar na Palestina (aqui)
– Tusq: “Nós tocamos rock/indie com elementos psicodélicos” (aqui)
– R7: Pela libertinagem de expressão, por André Forastieri (aqui)

outubro 4, 2011   Encha o copo

Mais Wilco

O Wilco postou em seu site oficial esse vídeo acima que mostra a prensagem do vinil duplo “The Whole Love”. Muito bacana.

E essa edição em vinil traz uma faixa bônus, “Sometimes it Happens”, exclusiva do formato (e do iTunes). Ou seja: a versão simples em CD traz 12 faixas, a edição dupla de luxo acrescenta quatro músicas a mais, e o vinil traz mais uma (e todas as 17 faixas se encontram no iTunes)

outubro 4, 2011   Encha o copo

Opinião do Consumidor: Warsteiner

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A pequena cidade de Warstein, localizada no Estado da Renânia do Norte-Vestfália (a menos de 1h30 de Düsseldorf e Dortmund), entrou no mapa cervejeiro em 1753, quando a cervejaria Arnsberg Forest Nature Park foi fundada. Com menos de 30 mil habitantes, Warstein (ao contrário de muitas outras cervejarias) não deixou de fabricar cerveja nem durante a guerra, e a Arnsberg Forest Nature Park segue ainda hoje nas mãos da propriedade privada.

Atualmente, a Arnsberg produz quatro rótulos: Warsteiner Premium Verum, Warsteiner Premium Dunkel, Warsteiner Premium Fresh e König Ludwig Weiss, sendo que apenas as três primeiras estão disponíveis no mercado brasileiro. A Verum é uma tradicional pilsen alemã, bastante leve e refrescante (que poderá agradar o paladar médio nacional). O aroma maltado se destaca, e o lúpulo – ainda que em quantidade moderada – marca o paladar com um leve amargor. Lembra Heineken – tão tradicional quanto normal.

A Warsteiner Premium Dunkel, no entanto, se sai melhor. A Arnsberg tenta unir a leveza da pilsen clássica com o sabor de uma dunkel, e o resultado é interessante. No aroma, o malte tostado é suave e sugere chocolate e café (mas com bastante leveza). Já no paladar, o malte tostado chega com mais intensidade (embora ainda distante de um dunkel tradicional) encobrindo o lúpulo. A sensação de café sobrepõe a do chocolate e a nota final é bastante agradável em uma cerveja que consegue ser saborosa e leve.

A Warsteiner vem sendo exportada internacionalmente desde a década de 1980, e a empresa também adquiriu ações de outras cervejarias internacionais, como a Isenbeck na Argentina e cervejarias na África. Para o Brasil, ela vem sendo trazida da Alemanha pelo pessoal da Bier & Wien, o que não impede você de encontrá-la com fabricação argentina. Segundo consta, a versão alemã é superior (e sai entre R$ 6 e R$ 9 a garrafa de 330 ml em vários empórios e lojas online – há ainda versões de 1 litro).

Teste de Qualidade: Warsteiner Premium Verum
– Produto: Pilsen
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 2,38/5

Teste de Qualidade: Warsteiner Premium Dunkel
– Produto: Dunkel
– Nacionalidade: Alemanha
– Graduação alcoólica: 4,8%
– Nota: 2,93/5

Leia também:
– Top 100 Cervejas, por Marcelo Costa (leia aqui)
– Primeiro Beer Experience, em São Paulo, por Marcelo Costa (aqui)

outubro 3, 2011   Encha o copo

Três comédias abaixo da média

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 “Quero Matar Meu Chefe” (Horrible Bosses, 2011)
Nove entre cada dez funcionários sonham em estrangular seu chefe (é só escolher uma universidade norte-americana qualquer que ela referenda fácil essa pesquisa). Com esse mote, que nem é novidade no cinema, o diretor Seth Gordon conseguiu (em seu segundo filme – o primeiro foi o esquecível “Surpresas do Amor”, de 2008, com Reese Witherspoon e Vince Vaughn) um elenco badalado – Jennifer Aniston, Colin Farrell, Jamie Foxx, Donald Sutherland, Kevin Spacey e Jason Sudeikis – para estrelar uma comédia que parece a todo o momento que vai engatar, mas fica no quase. O núcleo narrativo é formado a partir da junção de três histórias de mesmo teor emocional: três amigos são infernizados por seus chefes (uma ninfomaníaca, um drogado e um psicopata), e chegam à conclusão que a única solução possível seria eliminá-los. O roteiro desperdiça alguns clichês em cena, mas só a história de Jennifer Aniston (uma dentista ninfomaníaca tarada por seu auxiliar – que é apaixonado e fiel à namorada) e a excelente ponta de Jamie Foxx demonstram vitalidade na tela. Vale como passatempo.

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“Amor a Toda Prova” (Crazy, Stupid, Love, 2011)
Assim como Seth Gordon (de “Quero Matar Meu Chefe”), a dupla Glen Ficarra e John Requa também é novata na função de direção tendo apenas “O Golpista do Ano” (de 2008 com Jim Carrey, Ewan McGregor e Rodrigo Santoro) precedendo este “Amor a Toda Prova”. Porém, o resultado final, se não é um grande acerto, ao menos aponta algumas qualidades. O foco do roteiro de Dan Fogelman (dos dois “Carros”, da Pixar Disney) é Cal Weaver (Steve Carell), um quarentão que leva um pé na bunda da esposa, que o traiu com um almofadinha da empresa em que ela trabalha. Ele deixa a casa e cai na noite escudado pelo galã Jacob Palmer (Ryan Gosling), que o ensina passo-a-passo como levar uma mulher pra cama. O ex-virgem de 40 anos se dá bem com a mulherada, mas não consegue esquecer a mulher. De mensagem tradicionalista, “Amor a Toda Prova” não acredita no seguir em frente, e decepciona. No entanto, a história paralela (de Emma Stone) garante boas surpresas e revela (não intencionalmente) o moralismo do personagem principal. No final, o saldo é ok, mas poderia ser bem melhor.

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“Missão Madrinha de Casamento” (Bridesmaid, 2011)
O sucesso de “Hangover” (2009) não só rendeu uma continuação caricata (mas ainda assim engraçada) como também esta versão feminina, que fez um barulho enorme nos Estados Unidos tornando-se a sétima comédia romântica mais lucrativa de todos os tempos. No entanto, não espere facilidades nem grandes risadas (ao menos na primeira meia hora). As roteiristas Kristen Wiig e Annie Mumolo preferiram focar a história na vidinha de merda de Annie (Kristen Wiig), que viu seu futuro ir pro buraco após a falência de sua loja de bolos e o conseqüente pé na bunda do namorado. Os clichês superlotam a trama, e a dupla de roteiristas mostra que a mulherada também é capaz de “apreciar” o mau-gosto (após almoçar em um restaurante brasileiro baratinho em Chicago, as madrinhas de casamento tem uma dor de barriga que culmina na noiva… ok, veja no cinema), e ainda assim ter bom coração. Só incomoda (um pouco) a semelhança excessiva de alguns personagens com os de “Hangover” (tirando as citações explicitas). Mas se for para rir e esquecer, até que vale perder 2 horas.

outubro 2, 2011   Encha o copo

Tabela Periódica de Blogs Brasileiros

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O Scream & Yell na tabela do Youpix. Veja aqui

outubro 2, 2011   Encha o copo