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Voltando a programação normal

No segundo semestre do ano passado eu concedi algumas palavras (antes de uma palestra bem bacana) para os jornalistas Itaici Brunetti, Luiza Paiva, Jairo Falvo e Roger Mendes, em Araraquara (SP) versando, quase sempre, sobre a cena independente de música no Brasil. O papo entrou no documentário “Três ou Quatro Riffs”, que além de mim ainda conta com depoimentos de Kid Vinil, Fábio Massari, Lúcio Ribeiro, Supla, bandas como Matanza, Forgotten Boys, Vanguart, Hurtmold e Dance of Days, e outros. Você pode assistir via youtube ou baixar o documentário na integra no site oficial. Assista abaixo:
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Assim que cheguei de viagem, o José Franco Jr. do blog Eu e o Pop me encaminhou umas perguntas para uma seção chamada Talk Show com questões do tipo “Por que o rock?”, “Qual o atual papel da grande mídia”, “Quais as cinco bandas ou artistas que eu traria para tocar no Brasil?” e “Um CD e um filme hoje”. Você pode conferir as minhas respostas clicando aqui, muito embora eu ache que – antes – você deva conferir mesmo as respostas do grande Arthur Dapieve aqui.
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Vou cutucar a onça com vara curta: você está surpreso com o fim do Violins? Alguma coisa saiu de órbita no mundo quando a banda anunciou o fim? Apesar de terem lançado dois álbuns sensacionais, eles têm alguma importância/relevância para a música mundial? Fãs, me desculpem, mas o mundo não pára de girar só porque uma banda bacana desistiu de fazer música. O mundo não pára de girar nem mesmo quando a gente segura na alça de uma caixão e leva um grande amigo para ser enterrado sete palmos do chão (coisa que eu já fiz três vezes na minha vida, antes dos 30).
Então vamos parar com esse lenga lenga porque a vida segue em frente e, sexta, em São Paulo, tem show do graaaande Josh Rouse (que eu saiba, ainda tem ingressos), teremos Vaselines e Breeders nos próximos meses e, domingo, o Lestics, banda querida deste espaço, toca no projeto Folk This Town, no Lado B, ali perto da minha ex-casa, na rua General Jardim, 35, a partir das 19h. Estarei de plantão no fim de semana (você acha que a gente tira 40 dias de férias e não “paga” nada por isso? – risos), mas farei o possível para aparecer no Lado B para beber uma Bohemia com os amigos. Apareça, mas sem lágrimas. A vida é uma festa.
agosto 12, 2008 No Comments
Cinema: “Joy Division”, o documentário

“Joy Division”, de Grant Gee – Cotação 4/5
Na temporada em que o mundo redescobriu Ian Curtis, dois longas ilustram a trajetória do mártir pós-punk: “Control”, de Anton Corbijn, aposta no preto e branco tendo como base o livro de Deborah Curtis, viúva do cantor. “Joy Division”, de Grant Gee, finca-se apenas no preto ouvindo todos os demais “envolvidos”, menos Deborah (embora seu livro seja citado em vários trechos do filme). Enquanto o primeiro filme dramatiza a história do vocalista, o segundo tenta documentar o período, num esforço interessante de contar a história da banda.
Grant Gee, que tem no currículo no excelente “Meeting People Is Easy” (documentário que flagra os traumas do Radiohead pós “Ok Computer”), coloca seus “personagens” na parede e os deixa falar, falar e falar. Optando por esse formato convencional de documentário, Gee acaba por hiperbolizar a história da banda, que por si própria tomou dimensões estratosféricas após o suicídio de Ian Curtis, em maio de 1980, às vésperas da primeira turnê norte-americana do grupo.
Esta nova mitificação do mito serve para colocar várias peças em seus devidos lugares, principalmente entre os três integrantes do Joy Division: Peter Hook, Bernard Sumner e Stephen Morris abrem o coração para o cineasta em um mea-culpa composto por “50% de tristeza, 50% de raiva” (palavras do baterista) em relação ao ato final do amigo. “Nós só fomos prestar atenção às letras quando Deborah as publicou em um livro. Pensamos: era disso que ele estava falando?”, diz um entrevistado.
Sumner fala pausadamente; Morris fala desajeitamente, rindo – aparentemente de nervoso – nas lembranças mais dolorosas; Hook é um tosco que virou baixista e faz questão de deixar isso bem claro, mas é responsável por uma das declarações mais fortes do documentário: “A única coisa que me arrependo em minha vida foi não ter ido ao funeral”. Boa parte do valor do documentário está nas declarações destes três homens que evitaram durante anos falar sobre o assunto.
Gee, ainda, conseguiu reunir peças importantes para recontar a história de uma das bandas mais importantes de Manchester: o jornalista e empresário Tony Wilson, o designer Peter Saville, o fotógrafo Anton Corbijn, o músico Pete Shelley (Buzzcocks) e a jornalista (e amante/namorada) de Ian Curtis, Annik Honoré, entre outros nomes. Também reuniu um acervo de imagens raras da época de registros de shows em vários lugares, cuja baixa qualidade apenas aguça a curiosidade do espectador.
Não espere, no entanto, descobrir algum fato novo em “Joy Division”. O documentário se presta muito mais a imortalizar o mito com declarações oficiais – as primeiras – do que esmiuçar a história. Quase todos os temas abarcados já foram dramatizados em filmes como “A Festa Nunca Termina” e “Control” além do livro “Touching From a Distance”, de Deborah, e os motivos que cercam o suicídio continuam nublados (depressão x coração dividido x epilepsia), embora Gee (e seus entrevistados) acredite numa junção de vários fatores enquanto Corbijn, em “Control”, pareceu focar apenas no desastre romântico do vocalista.
São dois filmes imperfeitos, mas que juntos (e com a companhia de “A Festa Nunca Termina”) jogam luz sob um dos grandes poetas do rock britânico, e embora a fotografia e as boas atuações credenciem “Control”, Grant Gee pula a frente por flagrar os personagens reais dessa epopéia recontando conquistas e dramas. Funciona como a versão oficial de um dos momentos marcantes da história da música pop e é perfeito tanto para jovens que estão descobrindo o Joy Division agora tanto quanto para fãs de anos e anos que, pela primeira vez, vão poder ver os próprios personagens remexendo o baú da memória. Pena que o personagem principal não esteja vivo para contar a sua versão. Pena mesmo.
junho 15, 2008 No Comments
No Youtube: Galvão detonando Pelé
O Youtube é sensacional…
junho 8, 2008 No Comments
Três músicas novas
– “Mutantes Depois”, Os Mutantes
Não é para levar à sério, né
– “Rat Is Dead (Rage)”, Cansei de Ser Sexy
Pixies puro. Tirando o descaramento, soa bacana.
– “Violet Hill”, Coldplay
E o Coldplay troca de banda preferida de Liverpool: saem os Bunnymens, entram os Beatles. Não quero jogar úruca, mas por essa canção, “Viva la Vida or Death and All His Friends” pode vir a ser o primeiro grande disco da turma de Chris Martin. Tô até com medo.
maio 12, 2008 No Comments
“Pero me pierdo si no estás”
“Odio el Amor”, Rubin
Odio el amor
La primavera y el sol
La luna y todo lo demás
Odio el calor
Y las canciones de Paul
Ir de la mano junto al mar
Pero si estás
No tengo tiempo de más
Para perder en soledad
No es tan difícil dejarme llevar
Pero me pierdo si no estás
Odio el ayer
Y lo que vino después
Que no me deja respirar
Odio a mis ex
Y a cada amor de mis ex
Ir a tu casa y esperar
Pero si estás
Todo parece cambiar
Y el viento deja de soplar.
No es tan difícil dejarme llevar
Pero me pierdo si no estás.
Ella pasó, vino y se fue
¿qué debo hacer
Para que quiera volver?
Pero si estás
No tengo tiempo de más
Para perder en soledad
No es tan difícil dejarme llevar
Pero me pierdo si no estás
(siempre) me pierdo si no estás
abril 17, 2008 No Comments
Chazinhos não acalmam
“Igual”, os Gianoukas Papoulas
Música: Miranda/Rocha
Os erros não ensinam
Vitórias não empolgam
Pancadas não consertam
Afagos não consolam
Eu sei eu já tentei
e continuo igual
O mesmo coração
A mesma digital
As drogas não ajudam
Venenos não dissolvem
Chazinhos não acalmam
Remédios não resolvem
Eu sei eu já tentei
e nada em mim mudou
A mesma timidez
gritando quem eu sou
Os livros não explicam
Exemplos não envolvem
Conselhos não adiantam
Palavras não comovem
Eu sei eu já tentei
e agora tanto faz
Quando eu envelhecer eu vou ser uma criança
que já viveu demais
fevereiro 3, 2008 No Comments
Acmed, The Dead Terrorist
“Silence, I kill you!”
janeiro 24, 2008 No Comments
Cat Power, Flaming Lips e Black Sabbath
Estou ficando apaixonado pela Cat Power…
janeiro 11, 2008 No Comments
Discotecagem no CB e Blogoteque

Assumo as pick-ups no CB hoje à noite ao lado do André Fiori (capo da Velvet CDs) e do chapa Focka. No palco, Cassevetes, banda formada por músicos do cenário indie dos anos 90 que tocam Elvis Presley, Neil Young, Velvet Underground, Van Morrison, Echo and the Bunnymen, Radiohead, Talking Heads, Tom Waits, Madonna, Stevie Wonder, Smashing Pumpkins, Beatles e outros. Noitada boa!
Segue o serviço:
FESTA ROCK ‘N’ ROLL DINER, no CB (SP)
A partir das 21h
Shows: Cassavetes
DJ: Focka, André Fiori e Marcelo Costa
$18 ($12 na lista)
Av. Brigadeiro Galvão, 871, Barra Funda, São Paulo
Tel: (11) 3666.8971
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Falando em discotecagens, as duas de semana passada não rolaram. Um trânsito absurdo de quase três horas não permitiu que chegássemos em tempo de pegar o vôo para Curitiba para assistir aos shows de Terminal Guadalupe e Violins. Uma pena. Pior foi ter que encarar mais três horas de trânsito na volta de Guarulhos pra casa (sério, ficamos quase meia hora com o ônibus parado no MESMO lugar).
Já no domingo a história foi outra. A organização do festival Groselha Fuzz cancelou a segunda data do festival. Admiro o trabalho que o Tiago Fuzz faz na região, e deixo aqui meio completo apoio. Criar um circuito de shows não é nada fácil, e são os tropeços que permitem que a gente continue caminhando sabendo onde pisar (filosofia de boteco, mas plenamente real). Tiago, força sempre.
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Acho que nunca comentei aqui do Blogoteque, né. Bem, acompanhei o surgimento do blog/site francês uns anos atrás, sempre admirando o trabalho dos caras. Num resumo tosco, eles fazem pequenos clipes ao vivo com bandas independentes, e os locais de cenário podem ser os mais inusitados: de um pista de skate, passando por uma praça, um café, um edifício abandonado, ou um quarto de hotel, como você pode assistir nos vídeos abaixo que trazem a dupla Damon & Naomi tocando Bob Dylan (”Oh Sister” dentro de “I Wonder If”) e Caetano Veloso (”Araça Azul”).
Ou então o Guillemots tocando a fofíssima “Made Up Love Song #43?
Ou que tal o National tocando “Start a War”…
Dá para ficar dias assistindo: http://www.blogotheque.net/
novembro 17, 2007 No Comments

