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Category — Música

Os meus gostos musicais e, claro, Woody Allen

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Sou o entrevistado da Jukebox Weekly, do site Move That Jukebox, desta semana. No bate papo curtinho e eficiente coisas sobre hype, as bandas que me acompanham desde sempre, uma guilty pleasure e Woody Allen. Leia aqui.

outubro 29, 2009   No Comments

Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e o ego

Festa de três anos da edição brasileira da Rolling Stone. Bourbon Street, São Paulo. Na porta, o pessoal do Pânico na TV faz arruaça. Brinca com as modelos que recebem os convidados, e sacaneiam a lista de convidados: “Não tem ninguém famoso”. Vesgo pega o celular e liga para Sabrina Sato. “Vem pra cá dar uma força pra eles”. Ela não aparece, mas Adriane Galisteu chega e faz a festa dos humoristas.

Dentro da casa, 700 convidados se animam com bebida e comida de graça. A decoração exibe as 36 capas da revista em formato pôster. Bem bacana. No palco, o casal Marcelo Camelo e Mallu Magalhães abre a noite com um show especial para a comemoração. Mallu estraga as três primeiras músicas, cantadas em português, e reclama o tempo todo do retorno, que não retorna.

Quando assume a voz, Camelo enche o local com seu vozeirão, e o show engrena. É impressionante como sua interação com o grupo (boa parte do Hurtmold) evoluiu e rende belíssimos momentos instrumentais na noite, com Granato marretando o vibrafone, Takara pontuando com habilidade a bateria, e a metaleira (e, às vezes, um violino) encantando em ótimas passagens.

Mallu entra no show de verdade quando começa a cantar em inglês, e se solta. Camelo lhe faz uns chamegos, e então começa a bancar o mala. Reclama que o tititi no meio da galera está incomodando. “Ela largou a gravação do disco novo, eu deixei minhas coisas, passamos a semana ensaiando e eu sei que tem cerveja de graça, que é hora de comemorar, mas seria legal vocês prestarem atenção”, reclama.

O hit da dupla, “Janta”, surge em versão sussurrada. Camelo desiste do violão nos primeiros acordes, e segue cantando ao som de estalar de dedos. Mallu entra sussurrando, e nenhum dos dois consegue ser ouvido em meio ao barulho das conversas paralelas. Vem “Morena”. Camelo reclama de novo e avisa: “Essa é a última. Tínhamos mais coisas, mas não dá. Está realmente atrapalhando”.

Enquanto estava cantando e tocando, Marcelo Camelo conduziu um show eficiente com grandes momentos de uma nova música popular brasileira. Assim que começou a reclamar, tornou-se o chato que muita gente não suporta e não leva a sério. Topou fazer parte de uma comemoração (e provavelmente recebeu para isso), mas quis ser maior do que a festa, querendo a atenção de quem não queria assistir ao show, que foi bom.

Um grande erro que muita gente comete é não prestar atenção no tempo /espaço impondo-se sobre a natureza de uma situação. Apesar de Camelo e Mallu estarem no palco, a festa era para a Rolling Stone, uma revista que conseguiu se firmar e alcançou respeito em meio a uma crise sem precedentes na mídia impressa. A Rolling Stone merece os parabéns. O ego de Marcelo Camelo merece vaias.

Ou como cantou Rubinho Jacobina, que fez um show excelente no Studio SP algumas horas depois, “artista é o caralho, é o caralho”.

outubro 23, 2009   No Comments

100 Maiores Músicas da MPB

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A nova edição da Rolling Stone está nas bancas comemorando o terceiro ano de aniversário da revista. A capa destaca uma eleição especial que aponta as 100 maiores músicas brasileiras de todos os tempos, resultado de um júri formado por colaboradores e convidados da revista, da qual também participo. A lista que enviei para os editores com as minhas 20 escolhidas segue abaixo. E você também pode comparar com a seleção da equipe da revista Bravo, elencada aqui.

Votos: Marcelo Costa
Juízo Final, (Nelson Cavaquinho)
Chega de Saudade (João Gilberto)
Construção (Chico Buarque)
Carinhoso (Pixinguinha/Orlando Silva)
O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
O Mundo é Um Moinho (Cartola)
Canto de Ossanha, (Baden Powell/Vinicius de Moares)
Tropicália (Caetano Veloso)
Domingo no Parque (Gilberto Gil)
Mal Secreto (Jards Macalé)

Panis Et Circenses (Mutantes)
Pérola Negra (Luiz Melodia)
Tô (Tom Zé)
Felicidade (Lupicínio Rodrigues)
Saudosa Maloca (Demônios da Garoa)
14 Anos (Paulinho da Viola)
Charles Anjo 45 (Jorge Ben)
Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
Detalhes (Roberto Carlos)
Inútil (Ultraje a Rigor)

Rolling Stone elenca as 100 Maiores Canções da MPB

01 – Construção (Chico Buarque)
02 – Águas de Março (Elis Regina e Tom Jobim)
03 – Carinhoso (Pixinguinha)
04 – Asa Branca (Luiz Gonzaga)
05 – Mas Que Nada (Jorge Ben)
06 – Chega de Saudade (João Gilberto)
07 – Panis et Circenses (Os Mutantes)
08 – Detalhes (Roberto Carlos)
09 – Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinícius de Moraes)
10 – Alegria, Alegria (Caetano Veloso)

11 – Domingo no Parque (Gilberto Gil e Os Mutantes)
12 – Aquarela do Brasil (Francisco Alves)
13 – As Rosas Não Falam (Cartola)
14 – Desafinado (João Gilberto)
15 – Trem das Onze (Demônios da Garoa)
16 – Ouro de Tolo (Raul Seixas)
17 – O Mundo É um Moinho (Cartola)
18 – Sinal Fechado (Chico Buarque)
19 – Quero Que Vá Tudo pro Inferno (Roberto Carlos)
20 – Preta Pretinha (Novos Baianos)

21 – Tropicália (Caetano Veloso)
22 – Da Lama ao Caos (Chico Science & Nação Zumbi)
23 – Inútil (Ultraje a Rigor)
24 – Eu Sei Que Vou Te Amar (Vinícius de Moraes)
25 – País Tropical (Wilson Simonal)
26 – Roda Viva (Chico Buarque e MPB4)
27 – Garota de Ipanema (Pery Ribeiro)
28 – Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Geraldo Vandré)
29 – Nanã – Coisa Número 5 (Moacir Santos)
30 – Baby (Gal Costa)

31 – Travessia (Milton Nascimento)
32 – Ovelha Negra (Rita Lee)
33 – Pérola Negra (Luiz Melodia)
34 – Brasil Pandeiro (Novos Baianos)
35 – Trem Azul (Lô Borges)
36 – O Bêbado e o Equilibrista (Elis Regina)
37 – Primavera (Tim Maia)
38 – Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (Sérgio Sampaio)
39 – Metamorfose Ambulante (Raul Seixas)
40 – Sangue Latino (Secos & Molhados)

41 – Manhã de Carnaval (Luis Bonfá)
42 – Sampa (Caetano Veloso)
43 – Como Nossos Pais (Elis Regina)
44 – Azul da Cor do Mar (Tim Maia)
45 – Carcará (Maria Bethânia)
46 – Ponteio (Edu Lobo e Marília Medalha)
47 – Me Chama (Lobão e os Ronaldos)
48 – Maracatu Atômico (Chico Science & Nação Zumbi)
49 – Os Alquimistas Estão Chegando (Jorge Ben)
50 – Ando Meio Desligado (Os Mutantes)

51 – Disparada (Jair Rodrigues)
52 – Diário de um Detento (Racionais MC’s)
53 – Brasileirinho (Waldir Azevedo)
54 – Sabiá (Cynara e Cybele)
55 – Balada do Louco (Os Mutantes)
56 – A Lua e Eu (Cassiano)
57 – Conversa de Botequim (Noel Rosa)
58 – Apesar de Você (Chico Buarque)
59 – Minha Namorada (Carlos Lyra)
60 – Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Hyldon)

https://www.youtube.com/watch?v=SON4_aiKGSk

61 – Chão de Estrelas (Silvio Caldas)
62 – Luar do Sertão (Luiz Gonzaga)
63 – Alagados (Paralamas do Sucesso)
64 – As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos)
65 – BR-3 (Toni Tornado)
66 – Clube na Esquina nº2 (Milton Nascimento)
67 – A Banda (Nara Leão)
68 – Comida (Titãs)
69 – Rosa de Hiroshima (Secos & Molhados)
70 – Ronda (Inezita Barroso)

71 – Como Uma Onda (Lulu Santos)
72 – Gita (Raul Seixas)
73 – Wave (Tom Jobim)
74 – Sentado à Beira do Caminho (Erasmo Carlos)
75 – Foi um Rio Que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola)
76 – Samba de Verão (Marcos Valle)
77 – Insensatez (Tom Jobim)
78 – Cálice (Chico Buarque e Milton Nascimento)
79 – Maria Fumaça (Banda Black Rio)
80 – Vapor Barato (Gal Costa)

81 – Que País É Este? (Legião Urbana)
82 – Sossego (Tim Maia)
83 – Ideologia (Cazuza)
84 – Rosa (Orlando Silva)
85 – O Barquinho (Maysa)
86 – Nervos de Aço (Paulinho da Viola)
87 – Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes)
88 – Sá Marina (Wilson Simonal)
89 – A Flor e o Espinho (Nelson Cavaquinho)
90 – 2001 (Os Mutantes)

91 – Felicidade (Caetano Veloso)
92 – Tico Tico no Fubá (Ademilde Fonseca)
93 – Casa no Campo (Elis Regina)
94 – O Mar (Dorival Caymmi)
95 – Último Desejo (Aracy de Almeida)
96 – Disritmia (Martinho da Vila)
97 – Você Não Soube Me Amar (Blitz)
98 – A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
99 – Rua Augusta (Ronnie Cord)
100 – Anna Júlia (Los Hermanos)

Votação Melhores Músicas do Ano Scream & Yell

2001: Todo Carnaval Tem Seu Fim, Los Hermanos (aqui)
2004: Festa no Apê, Latino (aqui)
2005: O Vento, Los Hermanos (aqui)
2006: Semáforo, Vanguart (aqui)
2007: Grupo de Extermínio de Aberrações, Violins (aqui)
2008: Pareço Moderno, Cérebro Eletrônico (aqui)
2009: My Favorite Way, Black Drawing Chalks (aqui)
2010: Às Vezes, Tulipa Ruiz e Cama, Cérebro Eletrônico (aqui)
2011: Não Existe Amor em SP, Criolo (aqui)
2012: Passarinho, Curumin (aqui)
2013: Crisantemo, Emicida (aqui)
2017: “Te Amo, Disgraça, Baco Exu do Blues (aqui)

Leia também:
– 100 Canções Essenciais da MPB segundo a revista Bravo (aqui)

outubro 10, 2009   No Comments

Frank Jorge – “É Hora de Fingir” (MGMT cover)

setembro 30, 2009   No Comments

Fred ZeroQuatro, a internet e o fim da indústria

Fred ZeroQuatro / Foto: Marcelo Costa

Fred ZeroQuatro / Foto: Marcelo Costa

“No caso específico da música, por exemplo, eu não posso chegar numa feira livre e pegar quatro tomates e cinco pimentões e levar pra casa, porque eu vou ser acusado de ladrão – e olha que estou falando de coisas que brotam da terra. Primeiro porque estamos numa sociedade capitalista, e segundo porque ali houve trabalho, investimento…”

Fred ZeroQuatro em entrevista ao G1 (leia mais aqui)

Quem acompanha esse espaço sabe que admiro o líder do Mundo Livre S/A, porém acho que agora ele deu uma tremenda bola fora. Já falei sobre o fim da indústria da música em um artigo chamado “A Nova Idade Média” (leia aqui), e cada vez mais me vejo acreditando na morte da indústria e de um modelo de negócio que sobreviveu por mais de 50 anos, mas que começa a definhar.

A questão toda é que vivemos uma época de mudanças, e não dá para cravar verdades absolutas. Porém, o que fica nítido na reclamação de ZeroQuatro é que tanto a direita quanto a esquerda dos “partidos” envolvidos em música (trocadilho infame, eu sei, mas você entendeu) sentiram o baque, e estão completamente perdidos procurando uma forma de dar rédeas ao jogo.

Grande bobagem. Se Fred ZeroQuatro tivesse nascido 100 anos atrás, e quisesse ser músico, ele não estaria vendendo discos, afinal eles ainda não existiam (talvez ele vendesse tomates e pimentões, mas ai são outros quinhentos). A forma de propagar sua arte era, ao amanhecer, pegar a viola, colocar na sacola e ir trabalhar. Fazer show de cidade em cidade. Esse era o cenário.

Pois bem: estamos voltando a ele. E ainda com uma série de vantagens: você ainda pode vender seu disco (nos próximos 30, 40 anos ainda terá quem compre) e o show já não é mais um momento único. Ele pode ser reproduzido de diversas maneiras, e vai se dar bem quem aprender a lidar com elas. Provavelmente moleques de 10, 11 anos, gente com cabeça aberta pro futuro.

O cenário tal qual o conhecemos está com os dias contados. As gravadoras tiveram um papel importantíssimo na difusão da música ali pelas anos 40 e 50, mas agora precisam modificar o negócio. Não a toa, muitas já estão entrando no ramo de agenciamento de shows. O que resta a fazer para os artistas? Pé na estrada. Era fácil ficar em casa enquanto alojas faziam sua parte vendendo CDs.

Era. Agora vivemos a Nova Idade Média. Acostume-se.

setembro 29, 2009   No Comments

Ludov ao vivo no Sesc Pompéia

Vanessa Krongold, do Ludov, por Marcelo Costa

Vanessa Krongold, do Ludov / Foto: Marcelo Costa

Sexta, para uma chopperia do Sesc Pompéia lotada, o Ludov fez o segundo show da turnê “Caligrafia”, e ao menos aqui em casa o disco cresce muito a cada dia. Interessante que num primeiro momento as seis músicas do “lado a” se sobressaiam sobre as outras seis do “lado b” com canções fortes “Luta Livre” e “20%” pedindo mais e mais execuções.

No show, porém, o público pedia insistentemente pela rancheira “Magnética”, que surgiu em excelente versão. Já “Não Me Poupe”, com seu arranjo calcado no violoncello, cresceu absurdamente ao vivo. Minha preferida no momento, a desengonçada “Paris, Texas”, soou ainda mais desengonçada, o que lhe confere certo charme.

A noite contou com as doze músicas que compõe o novo disco (todas para download gratuito em http://ludov.com.br/musicas/) mais uma “O Passado” (uma das sete faixas bônus também disponíveis para download) e alguns hits do disco anterior (como “Urbana”, “Estrelas” e “Kriptonita”) que mostram que o Ludov vive a sua melhor fase.

setembro 21, 2009   No Comments

Os caminhos da música

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Em outubro do ano passado, após um show de Curumin na Galeria Olido (escrevi aqui), encontrei o Pedro, que estava com alguns amigos fazendo um mini-documentário sobre os caminhos da música. Ele me passou o link hoje e vale assistir mais pelas palavras do Curumin do que pelas minhas. É só clicar na imagem.

setembro 21, 2009   No Comments

Edições especiais do Radiohead

Chegaram na sexta-feira aqui em casa os três volumes que faltavam da série “Collectors Edition”, do Radiohead. No primeiro pacote lançado em janeiro vieram os três primeiros álbuns (”Pablo Honey”, “The Bends” e “Ok Computer” – veja aqui). Agora é a vez de “Kid A”, “Amnesiac” e “Hail To The Thief” baixarem nas lojas em belíssimas edições de luxo. Agora só fica faltando “I Might Be Wrong – Live Recordings” do catálogo da Parlaphone, já que “In Rainbows” foi lançado pela própria banda.

“Kid A” ganhou um segundo CD imperdível (com 13 registros ao vivo, 12 deles inéditos em programas como no Evening Session, da BBC Radio 1, no Lamacq Live in Concert e no Canal + Studios, em Paris) e um DVD que poderia ser dispensável, se os três vídeos da banda tocando “The National Anthen” (com direito a um septeto de metais – assista aqui), “Morning Bell” e “Idioteque” ao vivo no Jools Holland não fossem fenomenais.

“Amnesiac” ressurge na capa de pano vermelha da edição de luxo, mas dentro traz o encarte com a capa original e um segundo CD com todos os b-sides dos singles “Pyramid Song”e “Knives Out” mais seis registros inéditos ao vivo nos estúdios do Canal +, em Paris. O DVD aqui é caprichado com 47 minutos de duração que compilam quatro clipes do álbum, dois registros no Top of The Pops e mais quatro números da mesma sessão matadora no Jools Holland (a integra aqui).

Fechando o pacote, “Hail To The Thief” aposenta no segundo CD a ótima coletânea japonesa “Com Lag” (escrevi dela aqui) com suas dez faixas presentes aqui e acrescenta uma demo de “There There” mais “Go To Sleep” ao vivo no programa de Zane Lowe e “Sail To The Moon” em registro na BBC Radio1. O bom DVD junta quatro clipes do álbum, quatro registros vivo no Jools Holland (incluindo “There There” – assista aqui) mais “2+2= 5? ao vivo em Earls Court. E um poster da edição especial.

Com estas seis edições “Collectors Edition”, a Parlaphone raspa o tacho de tudo que o Radiohead lançou quando em contrato com o selo. Estão aqui todos os b-sides da banda entre 1992 e 2003, todos os videoclipes oficiais, o registro ao vivo de um show inteiro no Astoria em 1994, o registro em áudio de um show inteiro no Canal +, de Paris, em 2001, mais 16 vídeos ao vivo no Jools Holland entre 1995 e 2003 mais apresentações no Top of The Pops, no 2 Meter Session (assista “Fake Plastic Trees” aqui e “High and Dry” aqui) e outras coisas perdidas. Material de primeirissima qualidade. Abaixo, o tracking list de cada um dos CDs.

Kid A
Disc: 1
1. Everything In Its Right Place
2. Kid A
3. The National Anthem
4. How To Disappear Completely
5. Treefingers
6. Optimistic
7. In Limbo
8. Idioteque
9. Morning Bell
10. Motion Picture Soundtrack

Disc: 2
1. Everything In Its Right Place
2. How To Disappear Completely
3. Idioteque
4. The National Anthem
5. Optimistic (Lamacq Live In Concert)
6. Morning Bell (Live At Canal+ Studios, Paris)
7. The National Anthem (Live At Canal+ Studios, Paris)
8. How To Disappear Completely (Live At Canal+ Studios, Paris)
9. In Limbo (Live At Canal+ Studios, Paris)
10. Idioteque (Live At Canal+ Studios, Paris)
11. Everything In Its Right Place (Live At Canal+ Studios, Paris)
12. Motion Picture Soundtrack (Live At Canal+ Studios, Paris)
13. True Love Waits (Live In Oslo – I Might Be Wrong)

Disc: 3 – DVD
1. The National Anthem (Live On Later With Jools Holland)
2. Morning Bell (Live On Later With Jools Holland)
3. Idioteque (Live On Later With Jools Holland)

Amnesiac
Disc: 1
1. Packt Like Sardines In A Crushed Tin Box
2. Pyramid Song
3. Pulk/Pull Revolving Doors
4. You And Whose Army?
5. I Might Be Wrong
6. Knives Out
7. Morning Bell/Amnesiac
8. Dollars & Cents
9. Hunting Bears
10. Like Spinning Plates
11. Life In A Glasshouse

Disc: 2
1. The Amazing Sounds Of Orgy
2. Trans-Atlantic Drawl
3. Fast-Track
4. Kinetic
5. Worrywort
6. Fog
7. Cuttooth
8. Life In A Glasshouse (Full Length Version)
9. You And Whose Army? (Live At Canal+ Studios, Paris)
10. Packt Like Sardines In A Crushed Tin Box (Live At Canal+ Studios)
11. Dollars & Cents (Live At Canal+ Studios, Paris)
12. I Might Be Wrong (Live At Canal+ Studios, Paris)
13. Knives Out (Live At Canal+ Studios, Paris)
14. Pyramid Song (Live At Canal+ Studios, Paris)
15. Like Spinning Plates (Live In Oslo – I Might Be Wrong)

Disc: 3 – DVD
1. Pyramid Song [Videoclipe]
2. Knives Out [Videoclipe]
3. I Might Be Wrong [Videoclipe]
4. Push Pulk/Spinning Plates [Videoclipe]
5. Pyramid Song (Live on Top Of The Pops)
6. Knives Out (Live on Top Of The Pops)
7. Packt Like Sardines In A Crushed Tin Box (Live On Jools Holland)
8. Knives Out (Live On Later With Jools Holland – 09/06/01)
9. Life In A Glasshouse (Live On Later With Jools Holland – 09/06/01)
10. I Might Be Wrong (Live On Later With Jools Holland – 09/06/01)

Hail To The Thief
Disc: 1
1. 2 + 2 = 5
2. Sit Down. Stand Up
3. Sail To The Moon
4. Backdrifts
5. Go To Sleep
6. Where I End And You Begin
7. We Suck Young Blood
8. The Gloaming
9. There, There
10. I Will
11. A Punch Up At A Wedding
12. Myxomatosis
13. Scatterbrain
14. A Wolf At The Door

Disc: 2
1. Paperbag Writer
2. Where Bluebirds Fly
3. I Am Citizen Insane
4. Fog (Again) (Live)
5. Gagging Order
6. I Am A Wicked Child
7. Remyxomatosis (Cristian Vogel RMX)
8. There There (First Demo)
9. Skttrbrain (Four Tet Remix)
10. I Will (Los Angeles Version)
11. Sail To The Moon (BBC Radio 1’s Jo Whiley’s Live Lounge – 28/05/03)
12. 2 + 2 = 5 (Live At Earls Court)
13. Go To Sleep (Zane Lowe – 08/12/03)

Disc: 3 – DVD
1. There, There [Videoclipe]
2. Go To Sleep [Videoclipe]
3. 2 + 2 = 5 [Videoclipe]
4. Sit Down Stand Up [Videoclipe]
5. 2 + 2 = 5 (Live At Belfort Festival)
6. There, There (Later With Jools Holland – 27/05/03)
7. Go To Sleep (Later With Jools Holland – 27/05/03)
8. 2 + 2 = 5 (Later With Jools Holland – 27/05/03)
9. Where I End And You Begin (Later With Jools Holland – 27/05/03)

Leia também:
– Os três primeiros do Radiohead em edições remasterizadas (aqui)

setembro 13, 2009   No Comments

“Atlântico Negro”, de Wado, para download

O cantor e compositor Wado está disponibilizando seu novo disco, “Atlântico Negro”, para download gratuito em seu site oficial: http://wado.com.br/. Em uma primeira ouvida, o quinto disco de Wado é o mais afundado na música brasileira de sua carreira com destaques para afoxés, sambas e funks. É um disco para ser ouvido com calma com muita atenção nas referências. Wado fez um faixa a faixa do disco a pedido do GazetaWeb.com. Acompanhe.

01. Estrada (Wado/Dinho Zampier/Mia Couto)
É o afoxé mais afoxé do disco, quase um axé mesmo. Para começar com certo desconforto. Contém uma narração charmosa de um estudante estrangeiro que está em Maceió e é de Guiné-Bissau.

2. Atlântico Negro (Wado/Dinho Zampier/Beto Bryto/Fernando Coelho)
Vinheta final de Estrada, determina os rumos disco com interessante sotaque.

3. Jejum / Cavaleiro de Aruanda (Wado/Tony Osanah)
Medley de uma canção minha que pede um dia de abstinência com o clássico de Tony Osanah que foi sucesso com Gal Costa, Ronnie Von e recentemente com Margareth Menezes e Ney Matogrosso.

4. Martelo de Ogum (Wado/Dinho Zampier)
Samba que tem letra inspirada no título do álbum Made in the Dark, da banda Hotchip, e é uma homenagem a Ogum, orixá dos metais e das novas tecnologias.

5. Cordão de Isolamento (Wado/Dinho Zampier)
Afoxé inspirado nos discos de Davi Moraes e que toca no delicado assunto das cordas que separam classes sociais em carnavais e micaretas.

6. Hercílio Luz (Wado/Mia Couto)
Hercílio Luz é o nome da ponte de ferro de Florianópolis, Santa Catarina, que lembra a ponte de São Francisco, na Califórnia (EUA). Na minha infância ela era de uso apenas dos pedestres e dos ciclistas – por ser muito antiga, não tinha mais força para que carros a atravessassem com segurança. Muitos trechos da poesia de Mia Couto estão ali.

7. Pavão Macaco (Wado)
Lista coisas desconectadas de seu habitat e nos coloca frente a frente no espelho com uma espécie de bicho vaidoso e lacônico… Dizendo assim prefiro a música para contar a história…

8. Frágil (Wado/Alvinho Cabral)
É uma montanha-russa melódica e de sentimentos, uma canção de amor tradicional.

9. Feto / Sotaque (Wado – Wado/Alvinho Cabral/Eduardo Bahia)
Medley de duas canções que acho que, juntas, têm unidade de sentido e criam uma nova e ainda mais divertida. Única regravação minha no disco.

10. Boa Tarde, Povo (Baianas de Santa Luzia do Norte/Maria do Carmo)
Um clássico do cancioneiro alagoano que já foi gravado pelo grupo paulistano Barbatuques e teve remixes de Lucas Santtana. Nossa versão aproxima a música dos big beats do Fatboy Slim.

11. Rap Guerra no Iraque (Gil do Andaraí)
Conheci essa música numa coletânea de funk carioca chamada Proibidão, que faz muito sucesso no Rio de Janeiro – acho que essa era a vigésima sétima compilação feita. A letra é muito boa. Tentamos regravá-la de forma respeitosa.

agosto 5, 2009   No Comments

Três horas de Bruce Springsteen em Roma

Bruce Springsteen em Roma

Ok, ok, melhor falar a verdade: não foram três horas exatas de show, e sim duas horas e cincoenta e nove minutos. Mas foram 179 minutos ininterruptos de apresentação sem saída para o bis. Bruce ficou no palco o tempo inteiro correndo de lá pra cá enquando a sua E Street Band descia o sarrafo com músicas de altíssima qualidade. Nem parece que ele está para fazer 60 anos…

Os portões do Stadio Olimpico foram abertos às 16hs e uma multidão já esperava debaixo do forte sol buscando um lugar pertinho do palco. Os 42 mil ingressos colocados à venda já estavam esgotados, e cambistas faturavam em cima daqueles que deixaram para a última hora. Dezenas de barraquinhas de camisetas mostravam que o lugar já era dominio de Bruce, mesmo com o Mundial de Natação acontecendo ao lado do estádio.

Por causa do Mundial de Natação, inclusive, a produção avisou por email um mês antes que o show atrasaria meia hora, inicio previsto para às 22h30. Bruce entrou às 22h27, e em poucos segundos já havia conquistado o público com os primeiros acordes de “Badlands”. A audiência deu um show à parte estendendo-se ainda para “Out In The Street”, com seu coro do refrão sendo cantado desde os primeiros segundos.

Bruce ao violão canta “Working on a Dream”

A épica e nova “Outlaw Pete” trouxe belas imagens no telão enorme. Seguiram-se “No Surrender”, “She’s The One”, uma versão fofa de “Working On A Dream” (com estrelas brilhando no telão), “Seeds” (com dezenas de imagens da E Street Band) e uma estupenda versão de “Johnny 99” seguida de “Atlantic City”, as duas do álbum “Nebraska”. O primeiro bloco foi fechado por “Raise Your Hand”, que fez a cama para um dos grandes momentos do show.

É o seguinte: se você quer muito, mas muito mesmo que Bruce toque a sua música preferida, ajuda e muito escrever o nome dela em um cartaz, chegar cedo, e passar o pedido para o chefão no meio do show. Ele pega vários pedidos, lê, mostra para a banda, e se for aprovado, coloca na frente do pedestal e manda brasa. Acontece sempre no meio do show, mas no fim ele sempre escolhe mais um ou dois cartazes, dependendo do humor.

Nesta noite, a festa começou com “Hungry Heart”, em versão de chorar (até uma menininha de uns cinco anos participou do coro quando Bruce desceu até a galera). “Eu casei na semana passada e estou pegando fogo”, dizia outro cartaz com a deixa para Bruce tocar “I’m on Fire”. Vieram ainda “escolhidas pelo público” outras duas surpresas: “Pink Cadillac” e “Surprise, Surprise”.

Pelo telão comandando 50 mil pessoas

A terceira parte do show começou com “Prove It All Night”, seguiu-se com uma versão linda de “Waiting On A Sunny Day” (que contou com a participação de um garotinho retirado da platéia que cantou o refrão no maior embromation – hehe), “The Promised Land”, “American Skin (41 Shots)”, “Lonesome Day”, “The Rising” e… “Born To Run”, com todo o estádio aceso e gritando a letra da canção. Momento para não esquecer.

Ao final do número, Bruce agradeceu a todos, a E Street Band começou a deixar o palco, mas o chefão pegou o violão e mandou uma bonita  versão de “My City Of Ruins”, que serviu a perfeição como introdução de “Thunder Road”, clássico maior (assista a um trechinho aqui). O “bis” ainda teve “You Can’t Sit Down” e “American Land” (com a mãe do compositor, Adele Zirilli, nascida no sul da Itália, subindo ao palco para abraçar o filho).

Acabou? Não. Bruce pegou mais um cartaz da galera e mandou “Bobby Jean”. Uma companheira do disco “Born In The USA” veio em seguida, o megahit “Dancing In The Dark”, com Bruce puxando uma garota da platéia para dançar com ele. Finito. Ou quase. Estatelado no centro do palco, e ensopado de suor e água, o chefão mandou: “Não dá mais, Roma”, mas a galera insistiu, e ele fechou a noite com uma cover de “Twist and Shout” (com citação de “La Bamba”).

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A impressão final é de uma noite perfeita. Bruce fez valer a grana que todo mundo pagou com suor, entrega e uma apresentação majestosa, dessas que mesmo os italianos que já estão acostumados a ver Bruce todos os anos (o desfile de camisetas de turnê é impressionante) saem surpresos e felizes. O jornal gratuito do Metro italiano cravava na manhã desta segunda-feira: “The Boss conquista Roma”. Impossível discordar, impossível.

Fotos da viagem:
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julho 20, 2009   No Comments