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Category — Música

Cinco blogs especializados em bootlegs

fevereiro 24, 2012   No Comments

Cinco perguntas para Marcelo Jeneci

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Fotos por Liliane Callegari

“Feito Pra Acabar”, o disco de estreia de Marcelo Jeneci, teve um lançamento em duas etapas: a primeira, via Natura Musica, em dezembro de 2010, o que permitiu que aqueles que ouvissem o álbum o recomendasse aos amigos, e o colocasse no topo do Melhores do Ano do Scream & Yell 2010: “Feito Pra Acabar” ficou a frente de “Efêmera”, de Tulipa Ruiz, por dois votos (40 a 38).

O pessoal do selo Som Livre Apresenta comprou a ideia e “relançou” o álbum em janeiro, o que fez com que Marcelo Jeneci aparecesse novamente em diversas listas de melhores do ano, e fosse elevado ao posto de Homem do Ano na categoria Música da eleição da revista GQ (leia aqui). No Scream & Yell, Marcelo Jeneci foi novamente campeão, mas desta vez no posto de Melhor Show Nacional de 2011 – que ele venceu novamente por dois votos, e desta vez, Criolo (veja aqui).

No papo rápido abaixo ele desmitifica o sucesso (“Eu gosto de ser popular”, conta), confessa que imaginava a boa repercussão do álbum e já começa a desenhar o sucessor. “Já estou trabalhando nele, compondo músicas”, adianta. Com vocês, Marcelo Jeneci.

Como foi 2011 para você?
Foi um ano de muito trabalho. Nos últimos quatro anos eu passei elaborando todos os detalhes da construção deste primeiro disco; as músicas, as construções melódicas, as letras. Eu fiquei três anos trabalhando nisso, gravei no começo do ano passado e lancei no começo deste ano. Então foi o primeiro ano em que experimentei os resultados do trabalho, espalhando e chegando para muita gente como eu queria que chegasse. Foi um ano de realização e de projetar o próximo passo. Passei um bom tempo fazendo shows em vários Estados do Brasil e, ao mesmo tempo, ficando feliz com as situações de destaque que acabam aparecendo. Foi um trabalho bastante sincero e verdadeiro para mim.

Você tinha expectativa desta recepção?
Expectativa a gente sempre tem. Confesso que, em vários momentos, eu ficava imaginando: “Seria legal ouvir essa música tocando na rádio, as pessoas cantando aquela outra…”. Eu ficava imaginando e me emocionava. Só não sabia de fato que as coisas iriam acontecer como estão acontecendo. Na maioria das vezes o mundo é injusto, mas nesse caso não tenho do que reclamar.

Como você se encaixa nesse momento da música brasileira?
Eu sou mais um em um momento muito fértil, muito bacana para quem está produzindo agora. A vida vai mostrando pra gente que ela segue um movimento espiral, cíclico, e algumas coisas vão se repetindo. Acho que a gente vive um período muito rico culturalmente, e não só na música, mas em várias áreas. O mundo começou a borbulhar e a arremessar coisas novas. Eu sinto que de uma hora para outra apareceram vários lugares para serem ocupados, e muitos artistas bons estão ocupando estes lugares.

E o próximo disco?
Eu tive 28 anos para fazer o primeiro disco, e o tempo será, com certeza, menor para o segundo disco. Eu já estou trabalhando nele, compondo músicas. Acho que começo a gravar no final do ano que vem.

E sobre a música na novela? Como você vê isso?
Para mim é natural. Cresci assistindo TV aberta. Sempre fui muito ligado a cultura popular e é dai que venho, (daí que) absorvi tudo isso. Quando comecei a fazer músicas, elas acabaram sendo encaminhadas para este tipo de lugar. Música na novela na voz da Vanessa da Mata, do Leonardo… Aos poucos fui percebendo uma triangulação, como se eu saísse de um lugar, fosse para outro, e tentasse devolver… tudo que eu faço sai com essa vontade de grande exposição, grandes massas, porque é dai que eu venho, é esse universo que absorvi muito. É a base do que faço. Eu gosto de ser popular. A maior vontade do compositor é de que a música dele seja escolhida pelas outras pessoas, que ela não seja só dele, mas dos outros também. Que as pessoas escolham aquilo pra si e cantem, se identifiquem. Acho que esse é o maior desejo do compositor. Não compartilho dessa visão negativa da exposição. Acho legal que você tenha um trabalho sincero, original. Prefiro as coisas que acontecem depois de existir do que as que existem antes de acontecer. Isso soa meio falso, meio mentiroso, e parece um planejamento comercial. Prefiro quando acontece naturalmente. Quando é assim, não tem quem não goste.

É algo natural…
Isso. Eu não penso nela. Acaba saindo nesse formato.

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– Ao vivo em  SP : Letuce e Marcelo Jeneci, por Mac (aqui)
– Jeneci e a não descartabilidade da música, por Ismael (aqui)

fevereiro 6, 2012   No Comments

Três shows: Apanhador, Wander e Karina

Foto: Liliane Callegari (veja outras fotos do show aqui)

Na quinta-feira, Baile de Verão da Agência Alavanca, e os gaúchos do Apanhador Só subiam ao palco do Studio SP para mostrar um impressionante amadurecimento. Abriram o show com duas  canções novas (as ótimas “Torcicolo” e “Na Ponta dos Pés”) e um cuidado raro com os arranjos dos “velhos hits”. Uma bateria galopante introduziu “Um Rei e o Zé” enquanto “Jesus, O Padeiro e O Coveiro” teve ecos de rock de arena, dois grandes números da noite ao lado de “Prédio”, “Pouco Importa”, “Peixeiro”, “Nescafé” e “Maria Augusta”, pedida com ênfase pelo público no bis. Um grande show.

Na sexta foi a vez de Wander Wildner se apresentar no Inferno, exatamente um ano após o último show que havia visto dele, excelente, no Sesc Consolação. Desta vez, porém, o show musicalmente deficiente, desentrosado e desestrado, mas punk rock (e bêbado) em essência. Os hits se atropelaram – “Lonely Boy”, “Maverikão”, “Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo”, “Eu Não Consigo Ser Alegre o Tempo Inteiro”, “Um Bom Motivo”, “Adeus às Ilusões”, “Lugar do Caralho”, “Amigo Punk” e “Bebendo Vinho” (além de uma versão de “Passenger’, de Iggy Pop, que coloca a versão do Capital Inicial no chinelo) – e deixaram o público rouco, mas Wander pode mais.

No sábado, lançando seu ótimo segundo álbum, Karina Buhr fez e aconteceu em um show absurdo de sensacional no Auditório Ibirapuera. A sensação era de estar diante de Gal Costa circa 71, mas com dois Lanny Gordin no palco (os geniais Fernando Catatau e Edgard Scandurra) e uma banda coesa e entregue (com as belas intervenções de Guizado tocando a alma). Karina duelou com o microfone, rolou as escadas do palco, dançou no meio da galera que tomou as laterais do Auditório e cantou – de forma densa e tensa – canções de seus dois álbuns com destaque para “Guitarristas de Copacabana”, o chamego “Não Me Ame Tanto”, “Copo de Veneno” e os hits “Vira Pó”, “Eu Não Menti Pra Você”, “Ciranda do Incentivo” e “Plástico Bolha”. Um show raro e incandescente.

fevereiro 6, 2012   No Comments

Os Melhores de 2011 do Guia da Folha

Hoje estou debutando no júri de Melhores do Ano do Guia da Folha votando na categoria Melhor Show Nacional. Aqui todos os votos.

dezembro 23, 2011   No Comments

Melhores de 2011 da SuperInteressante

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Assim como em 2010, o pessoal do site da revista Superinteressante caprichou demais em seu especial do ano, imperdível, que desta vez reúne Lúcio Ribeiro (Popload), Renato Silveira (Cinema em Cena), Marcel Nadale (Mundo Estranho), Renan Frade (Judão) e Marcelo Hessel (Omelete), entre outros, além de todo o pessoal da Super e de mim: assino o texto “Música em 2012”. Leia aqui.

Ps. eu também participo da votação da Trama Virtual: aqui

dezembro 22, 2011   No Comments

Blemish volta a tocar em São Paulo

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Quando me mudei pra São Paulo, final de 1999, começo de 2000, havia poucas casas noturnas na cidade que recebiam shows, e as que existiam ficavam na Rua Mourato Coelho, na Vila Madalena (Alternative, Torre e Borracharia). Nessas casas vi alguns dos melhores shows daqueles anos, de bandas fodidamente sensacionais ao vivo como Wacko (Guarulhos) e Blemish (São José dos Campos).

O Blemish passou por altos e baixos desde 2000 (uma das melhores noites que passei em 10 anos de São Paulo foi com eles tocando ao lado da Bidê ou Balde, que fazia o primeiro show na cidade, pré lançamento do primeiro disco, no Orbital, uma festa em que ferrei as caixas de som na discotecagem com Afghan Whigs no volume máximo – fotos aqui), alguns integrantes foram morar em Londres, tocar com Isabel Monteiro no renascido Drugstore (aqui), mas eles estão de volta.

O retorno com shows acontece em janeiro e a banda passa por São Paulo (Sesc Vila Mariana, 18/01 infos aqui), Campinas (20/01, Bar do Zé, infos aqui) e São José dos Campos (Hocus Pocus, 21/01, infos aqui). Vale ficar atento ao Facebook dos caras (aqui), pois novas datas podem ser anunciadas. Essa volta também marca o lançamento do álbum “Transatlantic Broken Dreams”, com canções compostas entre 1998 e 2011, incluindo a regravação do hit ‘Silver Box Song’, de 2001.

Um conselho: não perca esses shows de forma alguma. Mesmo.


dezembro 17, 2011   No Comments

Natura Musical anuncia contemplados 2011

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Em dois dias no final de outubro deste ano fui para Cajamar, na belíssima sede da Natura, analisar e debater com os jornalistas Marcus Preto (Folha de São Paulo) e Marcelo Damaso (Se Rasgum) quais projetos a Comissão de Especialistas formada por nós indicava como prioritários dentre milhares enviados para o edital Natura Musical 2011, no valor de R$ 1,5 milhão.

Foi uma experiência bem interessante que me permitiu olhar o outro lado dos editais de cultura, e fiquei bastante satisfeito com o que presenciei. Foram dois dias de análises, estudos e observações acerca de dezenas de projetos (ao menos 60 ficaram – e ainda dicam – indo e vindo na minha mente, quem dera poder patrocinar todos), e a Natura oficializou no dia 14/12 a lista de contemplados abaixo:

“O programa Natura Musical cresceu. Neste ano, chegamos à oitava edição do Edital Nacional do Natura Musical. Mais de mil projetos foram inscritos e o valor investido, R$ 1,5 milhão de reais, aumentou 50% em relação à quantia investida no ano passado. Quem ganha é a música brasileira!

Os novos nomes da casa, jovens artistas e músicos já consagrados, são:

Tulipa Ruiz, Tom Zé, Milton Nascimento e Otto. O edital ainda viabilizará a produção do filme “Que Cantadora A Vida Me Fez”, sobre a cantora e compositor Dona Inah, e do livro biografia “O Samba foi sua Glória”, sobre o compositor Wilson Baptista.

Os projetos foram selecionados por uma comissão técnica independente composta pelos jornalistas Marcelo Costa (SP), editor do site Scream & Yell, Marcus Preto (SP), da Folha de S. Paulo – também curador e produtor dos projetos Música de Bolso e do Prata da Casa – e Marcelo Damaso (PA) – também produtor musical e diretor responsável do Festival Se Rasgum, o maior da região Norte.

Saiba mais sobre os projetos selecionados:

Tulipa Ruiz: Ainda colecionando elogios com seu CD de estreia, Tulipa Ruiz vai gravar seu segundo álbum acompanhada pelos músicos Gustavo Ruiz, Caio Lopes, Luiz Chagas e Márcio Arantes. A cantora fará uma turnê passando por São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Belém.

Tom Zé: Celebrando seu 75 anos, Tom Zé continua criando. Ele está preparando um novo CD e vinil com canções inéditas e produção musical de Kassin. O trabalho levará o nome de ‘Navegador de Canções’. Para o lançamento, o compositor fará shows em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Milton Nascimento: O músico mineiro vai comemorar seus 50 anos de carreira com sete shows pelo Brasil. A rota inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Salvador, e Três Pontas, suas cidade natal. A turnê será registrada em um DVD que será distribuído gratuitamente em escolas públicas de Três Pontas.

Otto: Com o CD ‘The Moon 1111’, Otto promete dar continuidade à sua sempre boa mistura musical, do rock e rap ao maracatu e frevo. Os músicos Fernando Catatau, Kassin, Dengue e Pupillo farão parte de seu time. O CD será lançado com shows em São Paulo e Recife.

“Que Cantadora A Vida Me Fez”: com o filme-documentário da diretora Patrícia Francisco, poderemos conhecer a vida e obra da cantora Dona Inah. Com seus 76 anos, a sambista paulista traz histórias que revelam muito sobre a história do Brasil e de nossa música brasileira.

“Wilson Baptista – O Samba Foi Sua Glória”: O músico e pesquisador Rodrigo Alzuguir se dedica há mais de 7 anos à biografia do compositor Wilson Baptista. Conheceremos todo esse riquíssimo material no ano que o grande sambista comemoraria seu centenário.”

dezembro 16, 2011   No Comments

Pato Fu recebe disco de ouro

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O Pato Fu encerra o ano recebendo Disco de Ouro pelo CD “Música de Brinquedo”, que alcançou a marca de 40 mil cópias vendidas (e ganhou uma registro do belo show em setembro com o lançamento em CD e DVD do álbum “Música de Brinquedo ao vivo” – veja aqui) .

“Música de Brinquedo” também rendeu o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Latina para Crianças, agora o grupo entra de férias e retorna em março de 2012 com promessa de novidades. Será um disco novo com canções inéditas? Tomara…

dezembro 12, 2011   No Comments

Entrevistando Emicida ao vivo

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Na quarta-feira (07/12) participei do Estúdio Trama Sprite, ao vivo, com Emicida, DJ Nyack e DJ Cia, e logo mais devem aparecer uns vídeos da história toda, mas vale dizer que me diverti bastante com a turma.

Minha função era “invadir” o palco entre os blocos de música com perguntas selecionadas entre as que foram enviadas aqui no blog, as que chegavam via Twitter e e-mail, e algumas coisas que eu mesmo tinha curiosidade de saber do cara.

Quem acompanha este blog deve ter percebido ao lado que “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa”, EP lançado em 2011, é para mim um dos grandes discos do ano. Assim foi bacana ouvir ao vivo “Licença Aqui” e “Viva” (que abre dizendo “Eles querem saber como faz pra chegar / Como foi, como é, se tem boi, quem que tá / Eu digo é nóiz, eu digo é nóiz”).

No bate papo ao vivo, Emicida louvou a cena rap brasileira dos anos 80 e 90, apontou Mano Brown como o principal nome da história do rap nacional (“E vai ser difícil aparecer outro para tomar o lugar dele”, completou), prometeu trampos com Cone Crew e DJ Cia, e brincou com a pergunta sobre 2011 ter sido o ano do rap no Brasil: “Dai 2011 acaba e o que acontece?”.

Perguntando sobre como seria sua apresentação no Festival Planeta Atlântida (se com banda ou apenas com DJ Nyack nas pick-ups), Emicida mandou o recado certeiro: “Essa é a nossa formação! Eu e DJ Nyack. Uma banda de rock é baixo, guitarra e bateria. Nós somos microfone e pick-up ao vivo. Algumas pessoas precisam entender isso”.

Fora do ar, Emicida se mostrou uma pessoa bem-humorada, profissional e muito atenciosa. Brincou com todo mundo, festejou o presente da #SpriteTrama, um Xbox com Kinect que entreguei todo desajeitado – hehe. Bateu um nervosismo leve em mim (gravação ao vivo é sempre desafio), um pouco de falta de noção de onde ficar no palco na hora das perguntas, mas no final todo mundo curtiu. Curti a experiência. Quando a Trama subir os vídeos, publico por aqui.

Ps.  Ainda dá pra participar do concurso e ganhar um Xbox igual do Emicida no www.sprite.com.br

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dezembro 9, 2011   No Comments

Wado: entre a música e o concurso público…

por Carla Castelloti, Gazeta de Alagoas, 27/11/11

“O movimento é de gangorra: alegria e prazer durante os shows, dor de cabeça na hora de pagar as contas. Enredo conhecido de nove entre dez músicos da cena independente no País, a dificuldade de se manter exclusivamente da atividade musical tem incomodado o cantor e compositor Wado, catarinense cuja trajetória foi em grande parte construída em Alagoas. Aos 34 anos e em busca de segurança financeira, ele anda um tanto desiludido e fala em prestar concurso público – mas não cogita parar com a música. Sem jamais se esquivar de temas delicados como este, foi com toda generosidade que Wado aceitou nossa proposta para uma entrevista colaborativa, formulada a partir de perguntas enviadas por fãs, admiradores e ouvintes em geral. Com disco novo na rede, ele falou do desejo por uma vida mais confortável e do processo de produção de Samba 808, entre outros assuntos. Vale a pena conferir”

Clique na imagem para ler/baixar toda reportagem em PDF

Download: clique na imagem com o botão direito e “salvar como”

dezembro 7, 2011   1 Comment