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Category — Música

Festival Casarão, Porto Velho: Dia 1

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O pessoal não estava brincando: Porto Velho ferve. Após um voo rápido com escala em Belo Horizonte (ou nos Confins da capital mineira), e um bom voo da Trip (com “A Via Láctea”, de Buñuel, rodando no lap) desci na capital rondoniense com o bafo do calor na nuca. Dez horas da noite – e só esquentou mais durante a madrugada. Em certo momento, as meninas da assessoria disseram: “Não venta nessa cidade”. E fez-se o vento (risos). “Ou melhor, não neva”, completaram.

O Festival Casarão 2012 começa oficialmente hoje, mas a produção todo ano faz um esquenta sossegado num bar da cidade, uma festinha de lançamento para aquecer a galera. Os locais do Expresso Imperial abriram a noitada numa jam session instrumental com foco no jazz, mas que flerta com levadas regionais e rock. É a velha regra de “cada um vai prum lado e a gente se encontra no final”, quase uma viagem particular, mas que rende momentos interessantes.

Na sequencia, o casal Andrio e Liege, prestes a lançar o primeiro álbum cheio do Medialunas, mostrou um repertório que avançou muito desde quando Scream & Yell & Urbanaque fizeram uma festa com eles na Dissenso, em São Paulo, ano passado. Afiadíssima, a dupla (Andrio na guitarra, Liege na bateria) amplia o leque do barulho mostrando de influências grunge até pop punks assobiáveis e contagiantes. Já dá para esperar um dos grandes álbuns de estreia do ano.

O calor continua, e o Festival Casarão também. Nesta quinta-feira, véspera de feriado, oito bandas estão escaladas com Cachorro Grande de headliner. Não me lembro a última vez que vi os gaúchos ao vivo (talvez em 2001/2002, num show no Sesc Pompéia, em que o baixista arremessou seu instrumento para o alto, e acertou o supercílio do vocalista Beto Bruno, que “deu sangue” naquela noite cantando – e jorrando – até o final), mas a noitada promete. Espero neve.

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Leia também:
– Cobertura completa do Festival Casarão 2012, por Mac (aqui)
– Três perguntas para Vinicius Lemos, do Festival Casarão (aqui)
– Os destaques do Festival Casarão 2010, por Tiago Agostini (aqui)

setembro 6, 2012   No Comments

Três perguntas: Vinícius Lemos

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 Nesta quarta-feira, 05 de setembro, começa a décima-terceira edição do Festival Casarão, em Porto Velho, Rondônia. O chapa Tiago Agostini esteve lá em 2010 pelo Scream & Yell e agora é a minha vez de conhecer a cidade e o festival. Já estou me preparando mentalmente para o calor: “Porto Velho é uma cidade quente e isso dá o tom do festival”, avisa Vinicius Lemos, produtor do festival.

Já devo descer do avião dentro do show dos locais do Expresso Imperial (duas pessoas já me falaram para prestar atenção neles), que abre o festival e a noite para o Medialunas, do Andrio e da Liege. Depois, entre muitos nomes da cena local e alguns de fora (Dary Jr me falou bastante do Tangerines and Elephants), ainda tem Transmissor (que só vi rapidamente em Belo Horizonte), Wado, Cachorro Grande e Pouca Vogal, do mestre Humberto Gessinger.

Neste bate papo rápido, Vinicius Lemos adianta um pouco do que me espera em Porto Velho, fala sobre as bandas da região que se apresentam no festival e relembra alguns grandes shows que o Casarão já levou para a cidade em 13 anos de existência, mostrando que a construção do line-up se preocupa em sempre trazer algum nome forte para atrair o público, que, por tabela, acaba tendo acesso à cena local (um dos pontos positivos do festival). Fala Vinicius:

Essa será a minha primeira vez em Porto Velho e no Casarão. O que posso esperar da cidade e do festival?
Esperar algo quente. Porto Velho é uma cidade quente e isso dá o tom do festival. Muita coisa quente. Mas uma cidade em pleno desenvolvimento, muitas obras (quase todas inacabadas) e um caos. E a gente vivendo nesse caos querendo trazer a cultura. O festival representa tradição. Ser decano do Norte traz uma resposanbilidade de sempre inovar. Numa cidade de 500 mil pessoas muitas bandas nunca vieram, como o próprio Pouca Vogal e o Wado e esse é o tom do festival. Sem editais, grandes patrocinios e dependendo muito de bilheteria, o line up é enxuto e buscando coisas para o publico pop e indie, com o melhor que temos em cada temática no Brasil. E muitas bandas regionais.

O Festival surgiu no mesmo que o Scream & Yell, em 2000, e você deve ter muitas histórias! Quais foram os shows que você mais curtiu nesses anos todos dentro do Casarão? Aqueles que te dão orgulho de ter produzido!
História é o cerne do festival. O nome Casarão é um icone em Porto Velho, é o local mais antigo construido aqui e que infelizmente não fazemos mais lá desde 2009, por causa da Usina de Santo Antonio. E lá eram as melhores histórias. Sobre os shows acabamos que na hora de apresentar o festival temos o curriculo grande, pela primeira vez para Porto Velho trouxemos Matanza, Cachorro Grande, Ratos, Pato Fu, Dead Fish, Moveis, Autoramas etc e ainda já trouxemos Pitty. E isso que dá o grande nome. Mas o orgulho pessoal é como o festival coloca Porto Velho no mapa com bandas conceitualmente ótimas, tenho orgulho de ter trazido Ludov em 2005, Do Amor em 2008 (primeiro festival a levar a banda), Comunidade em 2010, Emicida em 2011 e Wado em 2012. Aqueles que o publico as vezes não entende, mas é o meu maior orgulho.

E pra 2012? Quem você quer muito ver e quais nomes da cena local que eu não posso perder de maneira alguma?
A Versalle é a nossa banda mais legal, mais pronta, indie rock dos melhores. E vai ter o teste de tocar antes de um headliner. Expresso Imperial é uma ótima instrumental e acho que num clima descontraido com o Medialunas vai ser bem legal. Tem a ótima Sub Pop de Vilhena, interior do Estado, surpreendente. A nova Kali e os Kalhordas – que seria a renovação da cena e pela primeira vez um destaque para uma cantora local. Sobre eu querer ver, sempre tento responder todo o festival, desde a banda de fora que veio de Roraima ou Acre ou aquelas que vem de longe. Acho que o festival nos traz emoções as vezes surpreendentes de shows que esperamos pouco. Mas a ansiedade é por Medialunas e Wado.

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setembro 3, 2012   No Comments

Assista: Episódio #4 do Music Trends

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Leia também: Os quatro episódios do Music Trends (aqui)

agosto 31, 2012   No Comments

Três perguntas: Fernando Rosa

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Fernando Rosa é um dos nomes de primeira hora da internet brasileira. Quando a rede começou a engatinhar no país, ele colocou no ar o Senhor F, em 1999, um site essencial que, ao mesmo tempo, lançava luz sobre a história do rock brasileiro buscando nomes dos primórdios do cenário tanto quanto distribuía via download gratuito através de seu selo virtual os novos nomes da música brasileira. Posteriormente, o Senhor F se tornaria também um selo fonográfico e uma produtora de shows e festas sob o comando apaixonado de Fernando Rosa, um cara superativo, extremamente simpático e que é, provavelmente, uma das pessoas que mais fez coisas pelo cenário independente brasileiro.

Em 2008, Fernando Rosa, Sylvie Piccolotto e Pablo Hierro organizaram o Festival El Mapa de Todos, um evento que busca quebrar as fronteiras musicais entre os países latinos, e que segue com uma excelente vitrine da boa música feita na América Latina. Em 2012, o El Mapa de Todos acontecerá nos dias 6, 7 e 8 de novembro na casa de shows Opinião, em Porto Alegre, e contará com a participação de 15 artistas: Bareto (Peru), Juan Cirerol (México), Algodón Egipcio (Venezuela), Dënver (Chile), NormA (Argentina) e El Cuarteto de Nos e Franny Glass & Banda (Uruguai). Os artistas nacionais são Nenhum de Nós, Autoramas, Apanhador Só, Esteban, Bidê ou Balde, Medialunas, The Tape Disaster e Fábrica do General Bonimores.

Para saber um pouco sobre a relação de Fernando Rosa com a música latina, envie três perguntinhas rápidas:

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Quando a música sul-americana surgiu na sua vida? O que a despertou?
Olha, um conjunto de fatores. Primeiro, tem a influência da música gaúcha que, por conta do Pampa comum, é meio uruguaia e meio argentina, e que cresci ouvindo no rádio. Depois, devido a proximidade com esses dois países, quando pequeno ouvia algumas rádios argentinas, ainda mais música tradicional do que rock. Na infância também ouvi muita música sertaneja paulista, com apelo mexicano, tipo Pedro Bento & Zé da Estrada, Tonico e Tinoco e outros tantos. Mas o mais determinante foi o convívio com jovens argentinos e uruguaios foragidos das respectivas ditaduras, em meados dos anos setenta. Alguns deles foram parar em minha casa, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, trazendo dor, saudade e discos – de artistas jovens como eles. Naquele momento, então com pouco mais de 20 anos, já tinha sido “convertido” ao rock, depois de uma escala na Jovem Guarda e na Tropicália, mesmo sem entender do que se tratava. Vale destacar ainda a repercussão da presença dos mexicanos Santana em Woodstock, que vi em filme, e imediatamente comprei seus discos, que saíram no Brasil. Ouvíamos discos de Almendra, Spinetta, Sui Generis, La Confradia de La Flor Solar e outros grupos roqueiros da época. Isso foi muito marcante e, desde então, assim como acompanhei o desenvolvimento do rock anglo-saxão, segui ouvindo o que rolava ali do lado. Também me interessei por artistas nacionais que fizeram essa ponte com a música em espanhol, como Milton Nascimento, Secos & Molhados, Fagner (um pioneiro, com o disco “Traduzir-se”), Belchior e alguns outros. Com o tempo, especialmente a partir dos anos noventa, fui ampliando o horizonte musical para além do Uruguai, do Argentina e da Espanha ouvindo artistas de outros países. Com o surgimento da internet, fechei o ciclo de gerações do rock da maioria dos países, baixando uma infinidade de discos, muitos dos quais conhecia apenas pela lenda. Outros fatores são extra-música, como a minha origem portuguesa-galega-espanhola e uma visão político-ideológica de defesa da integração latinoamericana.

Se alguém quisesse desbravar a América do Sul independente e roqueira, quais discos você recomendaria pra começar?
Uma resposta difícil, porque em todas as décadas e gerações, e em todos os países, tem discos geniais. Mas, vai então uma lista de artistas e grupos atuais, com seus lançamentos mais recentes, sem ordem de importância (nisso tem bastante de gosto pessoal):

Algodón Egípcio – La Lucha Constante (Venezuela)
Bareto – Ves Lo Quieres Ver (Peru)
Buenos Muchachos – Se Pule La Colmena (Uruguai)
Christina Rosenvinge – La Jovem Dolores (Espanha)
Cienfue – La Calma y La Tormenta (Panamá)
Davila 666 – Tan Bajo (Porto Rico)
Dënver – Música, Gramática, Gimnasia (Chile)
El Mato a Un Policia Motorizado – El Nuevo Magnetismo (Argentina)
Fernando Milagros – San Sebastián (Chile)
Francisca Velenzuela – Buen Soldado (Chile)
Franny Glass – El Podador Primaveral (Uruguai)
Gepe – Audiovisión (Chile)
Juan Cirerol – Haciendo Leña (México)
La Vida Boheme – Nuestra (Venezuela)
Lisandro Aristimuño – Mundo Anfíbio (Argentina)
Los Mentas – Unidad Educativa Los Mentas (Venezuela)
Los Negretes – México City Blues (México)
Los Vigilantes – Los Vigilantes (Porto Rico)
Manel – 10 Milles per Veure una Bona Armadura (Espanha)
Mima – El Pozo (Porto Rico)
Monareta – Fried Speakers (Colômbia)
NormA – A (Argentina)
Odio Paris – Ódio Paris (Espanha)
Vetusta Morla – Mapas (Espanha)
Xoel López – Atlântico (Espanha)

Como foi o processo de montar o line-up do El Mapa de Todos 2012?
Assim como nos anos anteriores, o lineup é resultado do acompanhamento do que está acontecendo nas respectivas cenas musicais independentes de cada país. Uma espécie de fotografia do momento, contemplando artistas novatos, como Algodón Egípcio, em ascensão, como Juan Cirerol, ou mesmo já consagrados, como Bareto, mas oriundos da cena independente local. Ouvimos os discos, vemos os vídeos de shows no Youtube, acompanhamos outros festivais, como Vive Latino (no México), lemos resenhas de discos e shows, etc para chegar a uma escalação final de acordo com a nossa capacidade econômica, que nos impõe limitações. No campo nacional, fizemos uma opção por valorizar os artistas que têm uma sintonia com a música latinoamericana. O gaúcho Nenhum de Nós, por exemplo, tem históricas parcerias com artistas argentinos e uruguaios, enquanto os Autoramas está entre os grupos brasileiros que mais circula pela América Latina.

Acima, um documentário em três partes sobre a edição 2011 do El Mapa de Todos, dirigido e produzido por Liege Milk. O Senhor F também disponibiliza um álbum contendo o áudio do festival, com uma faixa de cada artista. Baixe aqui

http://www.elmapadetodos.com.br

agosto 27, 2012   No Comments

Keith Richards, Rolling Stone Alone

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“Os tiras estavam armando o cerco, usando todos os recursos possíveis e inimagináveis para pegar um único guitarrista. É claro que o gerente do hotel devia saber, mas ninguém nos avisou nada. A polícia subiu direto até o nosso quarto. Meu filho Marlon normalmente não teria deixado nenhum policial entrar, mas eles estavam vestidos de garçons. Eles não conseguiram me acordar. Por lei, o sujeito tem que estar consciente para ser preso. Eles levaram 45 minutos… A lembrança que tenho é de acordar com eles me dando uns tapas e perguntando: ‘Quem é você? Você sabe onde está e por que estamos aqui?’. Respondi: ‘Meu nome é Keith Richards, estou no Harbour Hotel, mas não tenho a mínima ideia do que vocês estão fazendo aqui’. Antes disso eles tinham encontrado o meu estoque, que tinha aproximadamente 28 gramas (de heroína). Era muita coisa. Não mais do que um homem como eu precisava, quer dizer, não dava para alimentar uma cidade. Me prenderam e, devido a quantidade, fui acusado de tráfico – o que no Canadá resulta em uma longa sentença de cadeia. (…) Fui solto sob uma fiança de muitos dólares, mas tomaram meu passaporte e minha liberdade estava restrita ao hotel. Eu estava aprisionado, e ainda tinha que esperar para ver se iam me prender. Ian Stewart sugeriu que eu usasse aquele tempo de espera para gravar algumas músicas (os Stones tinham deixado Toronto para que a polícia não os envolvesse). Ele alugou um estúdio, um belo piano e um microfone. O resultado vem circulando por ai por algum tempo – KR’s Toronto Bootleg. Nós simplesmente tocamos todas aquelas músicas country, bem parecido com o que faríamos em qualquer outra noite, mas havia certa pungência naquela sessão, já que naquele momento as coisas estavam parecendo um tanto sombrias para mim”.

Trecho de “Vida”, autobiografia de Keith Richards

Nota: as oito faixas dessa sessão em Toronto podem ser encontradas em diversos bootlegs de Keith Richards, incluindo “Rolling Stone Alone” (aqui), e se tratam de versões para canções de George Jones, Hoagy Carmichael, Fats Domino e Merle Haggard. Foi a fase fundo do poço de Keith, que terminou em um acordo do músico com a polícia, após o advogado de defesa declara-lo como viciado e doente, e encaminhava o guitarrista para um período de reabilitação (ele ainda usaria a droga nos anos seguintes, mas cada vez mais estava longe do “veneno”, como ele diz no livro, terminando por abandona-la em 1979). E a saída do fundo do poço começou nesse período em Toronto…

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Leia também:
– Keith Richards: “Gostar ás vezes é melhor do que amar” (aqui)
– Gram Parsons por Keith Richards (aqui)
– Quando os Rolling Stones invadiram Matão (aqui)

agosto 22, 2012   1 Comment

Três perguntas: Banda Gentileza

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Vasculhando minha caixa do antigo Hotmail (há muitas histórias ali), o primeiro contato que tive com Heitor Humberto, vocalista da Banda Gentileza, foi em novembro de 2007. Eu estava indo para Curitiba, e ele havia me escrito, pois queria entregar o EP de sua nova banda. Acabei não voando nesse dia (devido a um congestionamento monstro na Marginal), mas o recebi em minha casa três anos depois para uma longa e interessante entrevista lado a lado com Nevilton (terminamos todos no Ecléticos, o histórico boteco mais pé sujo da Augusta, escolhendo músicas na Jukebox), que buscava contar um pouco da história das duas bandas. Com um ótimo disco de estreia nas costas, a Banda Gentileza decidiu causar em 2012. Lançaram um clipe divertidíssimo de uma canção nova e um… game. “As próximas canções só vai ouvir quem passar de fase”, brincava Heitor às cinco da manhã numa pastelaria na Augusta, algumas semanas atrás. Aproveitando que a Banda Gentileza toca nos próximos dias em Santos (SESC, 23/08), São Paulo (Casa do Mancha, 24/08) e Campinas (Cartoons, 25/08), mandei três perguntinhas pro cara. O clipe você vê abaixo. O jogo aqui. Divirta-se.

Como rolou a ideia do clipe? E do game?
A gente estava um dia pensando em universos que combinariam com a estética de “Quem me Dera”. Acabou que fomos para o mundo dos caminhoneiros por conta daquele riff meio brega de metais que tem na música. E aí uma ideia foi levando à outra – mulher caminhoneira que leva a banda na caçamba, com perseguição policial e briga de bar. O game foi bem sem querer. A ideia surgiu quando estávamos pensando na identidade visual que o single teria – novo site da banda, thumbnail do download etc. Pensamos em fazer alguma coisa que remetesse aos jogos antigos e aí veio a ideia: “então por que não fazemos nosso próprio game?”. Pareceu meio distante, mas por coincidência o Tuna conhecia o pessoal da Monster Juice, que justamente faz esse tipo de trabalho. Eles curtiram a ideia e o negócio realmente acabou acontecendo. Ainda estamos nos divertindo com o fato de termos virado personagens de um game.

Vi umas fotos suas dançando (risos)… onde você aprendeu a dançar?
Cara, esse seu “(risos)” só comprova que eu justamente não aprendi a dançar! Acho que de fato estou precisando aumentar meu repertório com algumas aulas de verdade já que por intuição eu só sei balançar os braços e rebolar.

Quais os próximos passos da Banda Gentileza?
Estamos nos dedicando a  viajar para fazer shows de divulgação de “Quem me Dera”. Mas vem um novo single por aí nos próximos meses, também acompanhado por um clipe. Em 2013, a meta é lançar nosso segundo álbum.

http://www.bandagentileza.com.br/

agosto 21, 2012   No Comments

Assista: Episódio #3 do Music Trends

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Leia também: Os quatro episódios do Music Trends (aqui)

agosto 20, 2012   No Comments

Show: Supercordas no Sesc Belenzinho

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Fotos: Liliane Callegari

Seis longos anos se passaram, e uma porção de indies velhos (“indie véio”, como diria um amigo) marcou presença numa noite bonita de sábado no Teatro do Sesc Belenzinho para presenciar o renascimento do Supercordas. Muita coisa aconteceu no cenário nacional desde que o grupo lançou o grande “Seres Verdes ao Redor”, em 2006, e tudo pelo que a banda passou desde então (das alegrias as alergias) esteve presente no palco do Sesc.

Ostentando um certo “indie pride”, o Supercordas tocou a integra de “A Mágica Deriva dos Elefantes”, recém-lançado disco (disponível para download gratuito no http://www.supercordas.org/, sem concessão a hits ou velhas canções durante o tempo normal do show. Quem ainda não tinha ouvido o álbum – ou aqueles que não estavam acostumados ao novo disco – fez uma imersão nas novas canções (o que também serviu pra banda tirar o peso de seis anos de suas próprias costas).

Sob um belo trabalho de imagens, o repertório de “A Mágica Deriva dos Elefantes” mostrou que a banda voltou apegada a riffs fortes, mas algumas coisas pareceram fora de foco no show, a principal delas relativa à saída de uma das (três) guitarras da última (e melhor) formação da banda para a entrada de um tecladista, o que acabou congestionamento o meio dos arranjos e apagando o belo trabalho do guitarrista Filipe Giraknob.

Alguns dos melhores momentos da noite aconteceram quando Pedro Bonifrate assumiu o violão e a gaita (expediente que ele já vinha usando muito bem em sua carreira solo), e o que o show e a nova formação explicitam, mais do que encerrar um silêncio de seis anos, é que “A Mágica Deriva dos Elefantes” soa como um disco necessário de transição, um peso do qual a banda se livrou para voltar a pensar tranquilamente em seus próximos passos.

No bis, os fãs antigos foram presenteados com boas versões de “Da Órbita de Um Sugador”, (presente no EP “Satélites de Bar”, de 2005) além da lindíssima “3000 Folhas” (com Bonifrate no violão e gaita compensando com lirismo a falta – do peso – da segunda guitarra no crescendo da canção do álbum “Seres Verdes ao Redor“), mas várias outras grandes canções ficaram de fora, mostrando uma preocupação do grupo em romper com o passado ao mesmo tempo em que deseja reafirmar o presente (e o futuro, que começa a partir de agora).

O Supercordas volta para São Paulo no dia 06 de setembro para tocar no Studio SP da Vila Madalena.

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Veja também:
– Download: “A Mágica Deriva dos Elefantes”, Supercordas (aqui)
– Três vídeos: Bonifrate ao vivo em São Paulo, por Mac (aqui)

agosto 19, 2012   No Comments

Três perguntas: Labirinto

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Me aproximei bastante do Erick e da Muriel, o casal que fica à frente do Labirinto (ele na guitarra, ela na bateria), em 2010, quando ao lado dos amigos (sócios) do Urbanaque fizemos uma série de festas na Casa Dissenso, um misto de estúdio, sala de shows e loja que ficava na Rua dos Pinheiros. Posso garantir sossegadamente que algumas das melhores noites daquele ano foram vividas naquele espaço assistindo a shows bacanas e bebendo e conversando sobre cerveja (Erick também é um apaixonado pelas boas cervejas). Fiquei felizmente impressionado com o esmero e carinho de todo o pessoal que gravita em torno da Dissenso (como a querida Lita, por exemplo), que começou um segundo semestre movimentado. Primeiro foi o lançamento do EP “Kadjwynh”, em vinil e CD, com quatro músicas novas (além de Erick e Muriel, o Labirinto é Daniel Fanta, Hugo Falcão e Ricardo Pereira). Depois a reinauguração do Dissenso Studio. Isso posto que em boa parte do primeiro semestre eles estiveram na estrada, entre Estados Unidos e Canadá, mostrando ao vivo as canções de “Anatema” e de “Kadjwynh”. Aproveitando todas as novidades, mandei três perguntinhas para eles.

Como está a repercussão do novo EP, “Kadjwynh”? Fiquei chapado com a arte do vinil!
Com o disco anterior, “Anatema”, conseguimos boa repercussão, no Brasil, e principalmente, no exterior. Lançamos o “Kadjwynh”, com o mesmo esmero e dedicação que o “Anatema”, mas sem a pretensão de repetir o mesmo feito, até pelo disco ser um EP. Nos surpreendemos com as críticas e a repercussão positiva. Estamos muito felizes com o “Kadjwynh”, que apresentou um conceito artístico diferente do disco anterior, e nos possibilitou experimentar novas formas de composição. O artista que produziu a arte do vinil, o grande Ricardo Sasaki, está trabalhando há alguns meses já em uma animação de uma das faixas do “Kadjwynh”, que será lançada no final deste ano.

Como foi a turnê norte-americana? Qual foi o melhor show?
A última turnê que fizemos pelos EUA e Canadá foi melhor que a primeira, que já tinha sido muito bacana. Mais shows, melhor estrutura, boa divulgação, conhecemos mais bandas e fizemos mais amigos, tocamos em dois festivais internacionais, e foi mais rentável economicamente. Foram 6 mil milhas em 40 dias. O melhor show que fizemos, certamente, foi na Casa del Popolo em Montreal, local de propriedade do baixista da banda Godspeed You! Black Emperor. A casa estava cheia e o público foi sensacional, tocamos com bandas que admiramos (thisquietarmy e Sweet Mother Logic), e para nós, o lugar era mítico, devido a toda sua história, e o que representa para diversas bandas que apreciamos. Esperamos tocar novamente lá na próxima tour!

Vocês estão reinaugurando o Dissenso Studio. Como ele vai funcionar?
O Dissenso Studio irá iniciar as atividades agora no mês de setembro, estamos finalizando os testes, e deixando todo o sistema de gravação tinindo, para podermos abrir o espaço aos clientes – que são desde bandas e artistas à pessoas que produzem trilhas, jingles, áudio para cinema, web, rádio, enfim, tudo o que envolva produção de áudio. O Dissenso Studio é o desenvolvimento, após dez anos, do primeiro espaço onde trabalhamos com estúdio, que foi o Velouriah. Depois do fechamento do Velouriah, em 2006, nos mudamos provisoriamente para o endereço da Casa Dissenso, em Pinheiros, onde realizamos alguns trabalhos com áudio, enquanto seguíamos com a construção do Dissenso Studio, paralelamente, no endereço onde ele está hoje, no bairro do Bom Retiro. Foi bacana que a Casa Dissenso, durante esse período de cinco anos, também teve uma série de atividades diferentes; shows, feiras de arte, lançamentos de discos, livros, toy art etc. No Studio, além dos serviços de gravações, também daremos um jeito de trazer mais atividades para o espaço! Faremos transmissão via web de sessões de gravação e apresentações no espaço do estúdio, e também teremos uma programação com apresentações em um canal online, de curadoria da equipe da Dissenso, com bandas selecionadas por nós. Parte desse material também estará na Dissenso Records, responsável pelos lançamentos e distribuição em mídias físicas e digital. Aliás, esta semana estamos lançando o site novo da Dissenso Records!

www.dissensorecords.com

agosto 16, 2012   No Comments

Assista: Episódio #2 do Music Trends

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Leia também: Os quatro episódios do Music Trends (aqui)

 

agosto 12, 2012   No Comments