Category — Música
Belchior no Scream Yell (e no Globo)
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Entre os aos menos três projetos de lançamento que o Scream & Yell tem para 2014, o primeiro já começa a dar as caras. Com produção e curadoria do grande parceiro Jorge Wagner, até o fim do mês estará disponível para download gratuito no site um tributo independente a Belchior chamado “Ainda Somos os Mesmos”, com base no álbum “Alucinação”, de 1976.
“Alucinação” é praticamente um greatest hits de Belchior contando com alguns dos maiores sucessos da carreira do compositor, alguns deles na voz de outros interpretes, caso de “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”, eternizadas por Elis Regina. Los Hermanos, Wander Wildner e Engenheiros do Hawaii estão entre as bandas que já regravaram canções de Alucinação.
Abaixo você confere a seleção de artistas que estará presente na coletânea.
Álbum: “Ainda Somos os Mesmos”
1- Dario Julio & Os Franciscanos – Apenas Um Rapaz Latino Americano
2- Manoel Magalhães – Velha Roupa Colorida
3- Phillip Long – Como Nossos Pais
4- Nevilton – Sujeito de Sorte
5- Lucas Vasconcellos – Como o Diabo Gosta
6- Bruno Souto – Alucinação
7- Lemoskine – Não Leve Flores
8- Fábrica – A Palo Seco
9- Transmissor – Fotografia 34
10- Marcelo Perdido – Antes do Fim
EP Bônus: Entre o Sonho e o Som
1- nana – Coração Selvagem
2- Jomar Schrank – Comentário a respeito de John
3- Ricardo Gameiro – Medo de Avião
4- João Erbetta – Paralelas
5- The Baggios – Todo Sujo de Batom
março 12, 2014 No Comments
Scream & Yell na coluna #GPS

Fui convidado pela queridíssima Renata Simões para falar um pouco sobre a edição de Melhores de 2013 do Scream & Yell, e o papo – com direito a boas cervejas – você ouve abaixo online na coluna dela na Oi FM, #GPS (se quiser fazer o download em MP3, use o botão +).
fevereiro 2, 2014 No Comments
David Bowie está entre nós

David Bowie está entre nós. Bem, quase. O Museu da Imagem e do Som de São Paulo abre nesta sexta-feira, 31 de janeiro (e segue até 20 de abril), a exposição David Bowie, retrospectiva imperdível sobre a intensa carreira do artista britânico, que lançou seu primeiro disco, “Space Oddity”, em 1967, e continua na ativa – “Next Day”, seu álbum de 2013, foi eleito o Melhor Disco do Ano pelo júri convidado pelo Scream & Yell (veja aqui) –, embora esteja longe dos palcos.

A mostra reúne cerca de 300 itens relacionados ao artista, sendo que se destacam os 47 figurinos usados por David Bowie em diversos momentos de sua carreira, como o conjunto em matelassê desenhado por Freddie Burreti em 1972 para a turnê do álbum “Ziggy Stardust” e usado por Bowie na apresentação de “Starman” no Top of The Pops em julho de 1972, ou o impressionante traje de vinil desenhado por Kansai Yamamoto em 1973 para a turnê “Alladin Sane” – que decora o material de apoio da mostra.

Bastante focada em moda, mas abrindo espaço também para observações sobre o processo criativo do artista, a mostra é montada de forma peculiar: assim que adentra o espaço da retrospectiva no MIS, o visitante recebe um fone de ouvido, que irá acompanha-lo por todo o percurso, interagindo com os vídeos presentes na mostra conforme o espectador entrar na área de alcance do objeto. Assim, trechos de filmes, entrevistas ou mesmo videoclipes clamam por atenção nos fones.

Particularmente chamam a atenção os diversos rascunhos de letras escritos por Bowie, e presentes na mostra, registros iniciantes de canções como “Ziggy Stardust”, “Heroes”, “Rebel Rebel”, “Ashes To Ashes” (e um programa de computador que exercita a técnica de cut-ups, na qual um texto é cortado e reorganizado para criar um novo texto – além de um vídeo com Bowie explicando como usou isso em letras) ou mesmo esboços da arte que seria usada em algumas das capas famosas do compositor.

Aberta para a imprensa na véspera da abertura oficial, a montagem ainda mostrava falhas: a baixa luz nas salas dificulta (principalmente em uma que traz diversos trajes postados logo abaixo dos vídeos em que foram usados), as etiquetas que identificam objetos colocadas no canto baixo da obra não ajudam (havia gente ajoelhando para ler as placas na escuridão) e, principalmente, falta de nome nas salas, o que pode confundir o espectador (haverá gente que irá embora acreditando ter visto todas as salas, mas deixando para trás uma ou outra).

Para complementar a exposição, o MIS preparou uma divertida brincadeira para a edição brasileira. Durante o período em que a mostra estará em cartaz, o Museu convida os visitantes a participarem do Estúdio MIS, um karaokê exclusivo que o Museu montou para você cantar com seus amigos os grandes sucessos do cantor. A performance será gravada e disponibilizada no site http://estudio.mis-sp.org.br/– o estúdio funcionará das 16h às 20h, sendo que cada ingresso vale para até três pessoas por música.

Para os fãs, vale o investimento no enorme livro da mostra, à venda na loja do MIS, por R$ 119. Com 320 páginas, capa dura e reprodução dos figurinos, rascunhos de letras e fotos icônicas, o livro é um bom resumo do passeio. Os ingressos para a exposição “David Bowie” podem ser comprados antecipadamente pelo site www.ingressorapido.com.br, com valor único de R$ 25 (reserva de data e horário para o espectador). A partir de hoje, 31/01, às 13h, os ingressos também podem ser comprados na Recepção MIS por R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

Leia também:
– “Next Day”, de David Bowie, o melhor disco de 2013 (aqui)
– A mesma música: Três vezes David Bowie (aqui)
– As várias sonoridades diferentes de “The Next Day” (aqui)
– Mais sobre a exposição David Bowie em São Paulo (aqui)
janeiro 31, 2014 No Comments
Pete Townshend fala de Jimi Hendrix

“Durante uma das sessões de ‘A Quick One’, em outubro de 1966, conheci Jimi Hendrix pela primeira vez. Ele vestia uma jaqueta militar imunda, com botões de latão e dragonas vermelhas. Chas Chandler, seu empresário, me pediu para ajudar o jovem tímido a encontrar amplificadores adequados. Sugeri o Marshall ou o Hiwatt (então chamado ‘Sound City’) e expliquei as diferenças entre eles. Jimi comprou os dois, e, mais tarde, me recriminei por ter recomendado armas tão poderosas. Quando o vi pela primeira vez, não tinha a menor ideia de seu talento nem noção de seu carisma no palco. Agora, claro, sinto orgulho por ter desempenhado um pequeno papel na história de Jimi. (…)
Durante o inverno de 1966/7 ouvi ‘Forest Flower’, do saxofonista de jazz Charles Lloyd, em uma gravação de sua extraordinária apresentação no Festival de Jazz de Monterey, em setembro de 1966. ‘Forest Flower’, como a obra-prima dos Beach Boys, ‘Pet Sounds’, parecia perfeitamente ajustada aos novos tempos. Keith Jarrett era o pianista de Lloyd, e em dado momento do disco, começa a esmurrar o piano e a percutir as cordas. Senti que ali estava um músico totalmente de meu gosto, que tocava todo instrumento de maneiras despropositadas.
Keith Jarett e eu nascemos no mesmo mês, e suas interpretações geralmente me levam às lágrimas do tipo reservado para a solidão embriagada. Venderia minha alma para tocar como ele – e não faço essa declaração de modo superficial. Como muitos compositores, eu também ouvia jazz em busca de inspiração e ideias. Uma curta faixa de Cannonball Adderley chamada ‘Tengo Tango’ me deixou entusiasmado com seu poder dançante. (…)
Minha amizade com Eric Clapton havia se aprofundado graças às nossas saídas juntos para prestar homenagem a Jimi Hendrix, que naquela primavera vinha fazendo seus primeiros shows sensacionais em Londres. Jimi testava algumas de suas primeiras ideias de letra nos shows. Um amigo de Eric, o pintor e designer Martin Sharp, o ajudava a compor as canções, e suas letras eram muito ambiciosas e poéticas. Surpreendido entre dois grandes talentos emergentes da composição, senti-me desafiado a evoluir.
Ver Jimi tocar também foi desafiador para mim como guitarrista. Jimi tinha os dedos ágeis e experientes de violinista de concerto; era um verdadeiro virtuose. Eu me lembrava de papai e sua prática incansável, o tempo que ele levou para chegar a um nível em que podia tocar tão rápido que as notas formavam um som único. Mas com Jimi havia algo mais: ele casava o blues com a alegria transcendente da psicodelia. Era como se tivesse descoberto um novo instrumento em um novo mundo de impressionismo musical. Ele se superava no palco e parecia poderoso e másculo sem agressividade.
Era um artista hipnotizante, e hesito em descrever o quanto era fantástico vê-lo tocar, porque realmente não quero levar sua legião de fãs mais jovens a sentir que perdeu a grande chance de testemunhar aquele talento. Eu perdi a chance de ver Charlie Parker, Duke Ellington e Louis Armstrong. E se você perdeu a chance de ver Jimi ao vivo, saiba que perdeu algo muito especial. Vê-lo em carne e osso deixava claro que se tratava mais do que um grande músico. Ele era um xamã, e parecia que uma luz colorida cintilante emanava das pontas de seus longos e elegantes dedos enquanto tocava. Quando fui ver Jimi tocar, não tomei ácido, não fumei maconha e não bebi, por isso posso relatar com precisão que ele operava milagres com a Fender Stratocaster para destros, que ele tocava virada de cabeça pra baixo (Jimi era canhoto).
A chegada de Jimi Hendrix em meu mundo aguçou minha necessidade musical de estabelecer algum território legitimo. Em alguns sentidos, a interpretação de Jimi tomou empréstimos da minha – o feedback, a distorção, a guitarra teatral –, mas seu gênio artístico reside em como ele criou um som todo próprio: soul psicodélico ou o que chamarei de “blues impressionismo”. Eric Clapton estava fazendo algo parecido com o Cream e, em 1967, a banda Traffic, de Stevie Winwood, lançaria ‘Mr. Fantasy’, levantando outro desafio incrível. Os músicos à minha volta estavam realmente decolando em uma nave espacial colorida, ascendente, abastecida pelas novas criações de Jimi, Eric e Stevie – e, no entanto, as canções psicodélicas de Jimi, Eric e Stevie ainda se mostravam profundamente enraizadas no blues e no R&B. (…)
Lembro-me de ter ido a um almoço encontrar Barry e Sue Miles. Barry era fundador da Indica Bookshop, um estabelecimento radical que vendia livros e revistas relacionados a tudo que era psicodélico e revolucionário. Ali conheci devidamente Paul McCartney, com sua então namorada, Jane Asher. Paul tinha ajudado a financiar a Indica e parecia muito mais politizado que qualquer outro músico de minhas relações. Era lúcido e perspicaz, bem como charmoso e essencialmente gentil. Jane era bem-nascida, muito educada e de uma beleza estonteante; por trás de seu recato exterior ardia uma personalidade forte, o que a equiparava a seu famoso namorado.
George Harrison chegou um pouco mais tarde com sua namorada, Pattie Boyd, que era franca e simpática. Tinha o tipo de rosto que a gente só via em sonhos, animado por uma vontade evidente de que todos gostassem dela. Karen (minha namorada) estava comigo e, pela primeira vez, me senti parte da nova elite da música pop londrina. Ela, curiosamente, parecia mais à vontade que eu.
Vi Paul novamente no Bag O’Nails, no Soho, onde Jimi Hendrix fazia um show comemorativo de retorno à cidade. Mick Jagger chegou, ficou um pouco e depois se foi, imprudentemente deixando Marianne Faithfull, sua namorada na época. Jimi se aproximou dela de mansinho após sua apresentação impactante e ficou claro, pelo modo como os dois dançavam juntos, que Marianne tinha as estrelas do xamã em seus olhos. Quando Mick voltou para buscar Marianne, deve ter se perguntado a razão de tantos risinhos abafados. No final, o próprio Jimi dissolveu a tensão, tomando a mão de Marianne, beijando-a e pedindo licença para vir falar comigo e com Paul. Mal Evans, o adorável roadie e ajudante dos Beatles, virou-se para mim e deu um grande e irônico sorriso ‘liverpooliano’: “Isso é o que chama trocar cartões de visita, Pete”.
Trecho de “A Autobiografia”, de Pete Townshend
Leia também:
– Pete Townshend: uma batalha entre o velho e o novo (aqui)
– Keith Richards: Gostar ás vezes é melhor do que amar (aqui)
– Marianne Faithfull: Drogas, Sexo e Mick Jagger (aqui)
– Alex Ross: “O minimalismo e o rock and roll” (aqui)
– Keith Richards, Rolling Stone Alone (aqui)
– Gram Parsons por Keith Richards no livro “Vida” (aqui)
janeiro 30, 2014 No Comments
Uma batalha entre o velho e o novo

“Em exibição nos corredores da Academia de Arte de Ealing havia colagens interativas de madeira criadas por nosso monitor de curso, Roy Ascott, das quais o espectador podia rearranjar diversas partes. Devíamos passar um ano nos livrando de nossos preconceitos sobre arte, escolas de arte, ensino de arte e todas as formas de design. Descobri que as lacunas em minha educação eram imensas.
A escola incluía tanto a jovem como a velha guarda. Esta última eram composta pelos refinados que vestiam tweed: desenhistas, calígrafos, encadernadores e afins – que tendiam a ser muito exigentes. A primeira era formada pelos boêmios que vestiam jeans em seus vinte, trinta anos de idade. Em nossa primeira aula de desenho, o encarregado vinha da velha guarda. Ele nos instruía sobre como apontar o lápis, qual nível de dureza escolher para cada tarefa, como prender o papel na prancheta, como sentar, segurar o lápis e medir um conjunto de escalas relativas de distância.
“Desenhem uma linha.”
Cada um de nós desenhou uma linha e se submeteu à mais dura crítica do professor, que salientava que a primeira linha deveria ser de cima para baixo, ter 15 centímetros de comprimento, espessura uniforme e desenhada com um lápis 3B sem régua; qualquer variação representava um excesso indigno dos alunos da Academia de Arte de Ealing.
A segunda aula foi conduzida por um dos membros da jovem guarda. Uma aula bem simples, um teste para avaliar o grau de nossa base.
“Desenhem uma linha.”
Sem problema. Como se coreografados, cada um de nós desenhou uma linha, de cima para baixo, 15 centímetros de comprimento, espessura uniforme, etc. Nosso professor, o jovem Anthony Benjamin, saiu da sala e regressou com o escultor Brian Wall. Começaram a esbravejar pela sala, gritando conosco. A certa altura, Benjamin apanhou um pequeno canivete e espetou seu dedo, arrastando sangue em uma folha branca de papel. ‘Isto é uma linha. Vocês entendem?’. Claro que entendemos. Éramos uma vitima inocente de uma batalha entre o velho e o novo”.
Trecho de “A Autobiografia”, de Pete Townshend
Leia também:
– Sobre Scorsese e filmes que salvam almas, por Mac (aqui)
– Keith Richards: Gostar ás vezes é melhor do que amar (aqui)
– Marianne Faithfull: Drogas, Sexo e Mick Jagger (aqui)
– “O minimalismo e o rock and roll”, trecho de “O Resto é Ruído” (aqui)
– Neil Young propõe passeio por seus vícios, paixões e medos (aqui)
– “Disparos do Front da Cultura Pop” é aula de jornalismo cultural (aqui)
– Keith Richards, Rolling Stone Alone (aqui)
– Gram Parsons por Keith Richards no livro “Vida” (aqui)
janeiro 23, 2014 No Comments
Melhores do Ano da Superinteressante

O caprichado especial de Melhores do Ano da Superinteressante está no ar e pelo terceiro ano consecutivo participo da votação. Em 2011 escrevi sobre as minhas expectativas para Música em 2012 (aqui). Em 2012 escrevi (aqui) sobre as 10 músicas (11 na verdade) do ano e repito a categoria em 2013. Como método, segui o padrão que estabeleci no ano passado, um misto de opinião pessoal apostando em grandes canções que não saíram de seus guetos, mas mereciam, com reconhecimento dos hits incontestes, aquelas canções que vão perdurar. Confira todo o especial da Super aqui, e a minha lista de 10 (12 na verdade) canções de 2013 aqui.

Leia também:
– Os Melhores de 2012 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2011 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2013 da Revista Bizz (aqui)
– Os Melhores do Ano do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores do Ano do Omelete e da Red Bull (aqui)
– Uma playlist especial de canções de 2013 (aqui)
– APCA elege os Melhores de 2013 (aqui)
dezembro 29, 2013 No Comments
Melhores do Ano da Revista Bizz
A revista Bizz voltou, e é difícil explicar para quem não estava lá (nos anos 80 e 90) a importância desse título para a molecada que não tinha grana pra comprar revista importada muito menos Google para acessar informações quentinhas sobre música pop, cultura e comportamento. A revista Bizz moldou uma, duas, talvez três gerações, e está de volta no formato digital, apresentando um especial de Melhores do Ano “em três plataformas: tablets, smartphones e desktops. Multimídia, reúne não apenas artigos dos maiores críticos musicais brasileiros como vídeos, fotos, gifs, streamings e uma HQ”. O preço para lê-la na integra online é ótimo: R$ 4,99. Mas você pode conferir algumas reportagens especiais gratuitamente no site, como a votação de melhores do ano, compilada pelo jornalista José Flávio Júnior, que reuniu um júri de 38 votantes, do qual orgulhosamente faço parte, que elegeu os 10 melhores discos nacionais e internacionais de 2013. Você pode, inclusive, montar a sua própria lista de Melhores do Ano. Há mais coisas, mas o melhor a fazer é fuçar por lá. Divirta-se:

Leia também:
– Os Melhores do Ano do Guia da Folha (aqui)
– Os Melhores do Ano da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores do Ano do Omelete e da Red Bull (aqui)
– Uma playlist especial de canções de 2013 (aqui)
– APCA elege os Melhores de 2013 (aqui)
dezembro 28, 2013 No Comments
Os Melhores de 2013 do Guia da Folha
A edição do Guia da Folha que circula hoje com a Folha de São Paulo traz os melhores de 2013 na categoria “Eventos” segundo votos da crítica especializada e do público. Na categoria Show Internacional não teve pra ninguém: Bruce Springsteen levou fácil o prêmio de show do ano, segundo a crítica, já que o público preferiu a apresentação do Hanson.
Na categoria Melhor Filme Internacional, “Azul é a Cor Mais Quente” foi o campeã mesmo sem ter sido o filme preferido dos cinco votante, enquanto “O Som ao Redor” levou fácil o prêmio de Melhor Filme Nacional – pessoalmente acho os dois filmes muito bons, mas nenhum deles me surpreende a ponto de estar numa lista de melhores (mas votação é isso: discussão).
Este é o terceiro ano consecutivo que participo da enquete do Guia, e gosto muito da votação por abrir um pequeno espaço para que cada um dos votantes fale um pouco sobre o motivo do seu voto. Neste ano, palpitei nas categorias de Melhor Show Nacional (cinco votantes, 15 shows diferentes!) e Melhor Festival – votos abaixo. A votação completa você confere aqui.
Leia também:
– Melhores do Ano do Guia da Folha 2012 (aqui)
– O melhor Planeta Terra dos últimos anos, por Mac (aqui)
– Lollapalooza Brasil 2013 corrige erros, mas precisa melhorar (aqui)
– Três vídeos: Jair Naves no Sesc Belenzinho, por Mac (aqui)
– Apanhador Só: noite claustrofóbica em São Paulo, por Mac (aqui)
dezembro 27, 2013 No Comments
Uma playlist sobre 2013

O pessoal da Beltrano Musical, responsável pela Popload Gig, pediu a quatro amantes de música que escolhessem as três canções que marcaram o ano de cada um deles, sem temas pré-definidos ou regras. Os convidados foram eu, Paulo Terron (With Lasers), Lísias Paiva (Deepbeep) e José Flávio Júnior (Billboard) e o resultado foi divertido e traça um panorama interessante da (diversa) produção musical de 2013. Ouça a mixtape e confira as explicações interessantes de cada um dos convidados aqui.
dezembro 24, 2013 No Comments
Dois textos clássicos de Tony Parsons
dezembro 22, 2013 No Comments







