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Category — Música

#SomosTodosLatinos: Herbert Vianna

“Eu acho que Charly [García] e Fito [Páez] influenciaram o Herbert mais que qualquer artista brasileiro. Quando, nos anos 90, fomos tocar na Argentina, nós todos fomos muito impactados pela forma apaixonada como eles se relacionam com o rock. É quase como se eles o tivessem inventado (risos). E vimos muitas bandas incríveis. Certamente, foi uma influência enorme para todos nós”, João Barone em entrevista a Leonardo Vinhas, publicada no Scream & Yell em 2013.

Os Paralamas do Sucesso sempre foram próximos da cena musical latina, e foi uma feliz surpresa quando Leonardo Vinhas, produtor do álbum “Somos Todos Latinos”, lançado pelo Scream & Yell, contou que Herbert havia gravado um vídeo recomendando o tributo. Nós não pedimos. Herbert tomou a iniciativa inspirado na mesma paixão pela música latina que nos moveu a reunir 16 bandas/artistas e mais de 50 pessoas na execução do projeto “Somos Todos Latinos”. Assista ao vídeo abaixo e faça o download do disco aqui.

março 18, 2015   No Comments

Cure for Pain: The Mark Sandman Story

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“Cure for Pain: The Mark Sandman Story” é um documentário de 2011 que examina a vida e a obra de Mark Sandman, o intenso líder da banda Morphine. Ben Harper, Queens of Stone Age, John Medeski estão entre os convidados do filme. Assista na integra e legendado abaixo.

fevereiro 26, 2015   No Comments

Documentário: Sobre Amigos e Canções

Documentário que conta a história do movimento musical mineiro Clube da Esquina, produzido como trabalho final do curso de Jornalismo da PUC-SP. O filme superou expectativas e foi exibido na TV Cultura e em diversos festivais e mostras. As diretoras Bel Mercês e Leticia Gimenez entrevistaram e acompanharam, durante todo um ano, músicos como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Wagner Tiso, Toninho Horta e outros. Além das histórias contadas pelos protagonistas do movimento, o documentário é recheado com um material de pesquisa rico em imagens históricas.

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fevereiro 23, 2015   No Comments

Histórias de viagem: Raconteurs em 2008

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Fotos por Marcelo Costa

Minha primeira viagem para a Europa foi em 2008, e para acalmar o desejo guardado por tantos anos preparei um roteiro absurdo de 40 dias de viagem passando por nada menos que seis países sempre atrás de shows e festivais. Na época dividi o roteiro de modo direto: eu iria enlouquecer em festivais nos primeiros 20 dias e puxar o freio nos 20 dias seguintes. E o Festival Internacional de Benicàssim foi exatamente o ponto de mudança no roteiro.

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Em três semanas de viagem eu encarava o terceiro festival seguido: comecei no excelente Rock Werchter, na Bélgica (que eu voltaria dois anos depois), parti na segunda semana para a Escócia para pegar o mastodôntico T In The Park (parando em Berlim pra ver Radiohead), que me cansou tanto que cheguei a dormir coisa de duas horas entre um show e outro numa tenda e, dali, partir para a Espanha e para o Benicàssim.

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Para não esquecer: descendo a escada do avião em Girona vindo de Glasgow, a escocesa atrás de mim abriu um sorriso e mandou um sonoro “I Love You, Spain” para comemorar o maravilhoso sol que nos recebia. E foi debaixo de um sol de deserto que cheguei ao festival para pegar minha pulseira, beber como água um copo de um litro de Heineken, e começar a procurar pelos amigos hospedados no vilarejo (fiquei na cidade vizinha, Castelon, que também me abrigou quando voltei ao festival alguns anos depois).

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Depois de troca-los por Grinderman, na Bélgica, e por The Pogues, na Escócia, finalmente me vi frente a frente com o Raconteurs, e foi um daqueles shows de lavar a alma, mas só em alguns momentos. Jack White conseguiu montar uma banda de garagem com todos os clichês do gênero (para o bem e para o mal), e isso fez com o show alternasse muito o clima, com longos improvisos e jams que validam o momento, e que vez em quando desembocavam em momentos matadores, como a versão de “Steady, As She Goes” do vídeo.

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Na época escrevi: “Nenhuma música surge tal qual foi gravada em álbum. Eles recriam tudo, e em várias passagens se superam, mas não é “o” show. São apenas quatro bons músicos declarando paixão e devoção pelo barulho. “Many Shades of Black”, com Brendan Benson comandando, foi um dos grandes momentos, mas muita coisa boa do primeiro disco foi preterida em favor de faixas medianas do segundo”. Bem, hoje amaria ver esse show novamente (com todas as músicas do segundo disco)… Uma baita lembrança boa.

Leia também:
Histórias de viagem: D’akujem (aqui)
Histórias de viagem: Um hotel em Paris e Cherry Coke (aqui)
Histórias de viagem: Resumão de ideias confusas da viagem 2008 (aqui)

fevereiro 21, 2015   No Comments

Um documentário sobre Nick Drake

“A Skin Too Few” foi produzido em 2007 para integrar a reedição do box “Fruit Tree”, lançado pela primeira vez em 1979 e reunindo os três oficiais de Nick Drake: “Five Leaves Left” (1969), “Bryter Layter” (1970) e “Pink Moon” (1972). Quando foi reeditado em CD, em 1986, foi acrescentado um CD com raridades, “Time of No Reply”, com quatro outtakes das sessões de “Five Leaves Left”, quatro gravações demo caseiras, um take diferente de “Thoughts of Mary Jane” e as últimas quatro canções gravadas pelo bardo. Esse CD (que pode ser ouvido na integra abaixo) foi retirado da reedição do box em 2007 para dar lugar ao DVD com o documentário “A Skin Too Few”, que conta um pouco da vida de Nick, morto aos 26 anos em 1974. Participam familiares, amigos e o produtor Joe Boyd. Com o tempo, outros álbuns de raridades, com material diferenciado, foram lançados no mercado, destacando-se “Family Tree”, de 2007, e o quíntuplo “Tuck Box”, de 2013, que contém “Family Tree”, os três álbuns oficiais de Nick mais um quinto CD de raridades, “Made to Love Magic” (2004) com 10 das 14 canções de “Time of No Reply” (além de outras três inéditas). Renato Russo gravou “Clothes of Sand”, presente em “Time of No Reply”, em seu primeiro disco solo, “The Stonewall Celebration Concert” (1994)

fevereiro 12, 2015   No Comments

As 100 músicas que mais ouvi em 2014

…segundo a Last.FM. Clique para ver a imagem em alta.

São as músicas mais tocadas entre 31/12/2013 e 31/12/2014. No topo geral, Bob Dylan. Está tudo lá: http://www.lastfm.com.br/user/Maccosta/

dezembro 31, 2014   No Comments

O mercado de shows em SP em 2014

Infográfico do site http://www.rockinchair.com.br/

Confira o levantamento completo sobre o mercado de shows internacionais no estado de São Paulo em 2014: http://www.rockinchair.com.br/especial/2014

dezembro 27, 2014   No Comments

Melhores de 2014: Divirta-se, Estadão

Após três anos seguidos votando nos melhores do ano do Guia da Folha, em 2014 alterno e voto no especial do caderno Divirta-se, do Estadão. Fui convidado para participar da categoria “Melhor Show Internacional”, e fico feliz de ter cravado os dois primeiros lugares. Juçara Marçal levou “Melhor Disco do Ano” e “Boyhood” levou “Melhor Filme”. Confira o especial completo aqui. E aqui você lê as justificativas de cada votante na categoria.

Leia também:
– Os Melhores de 2014 da Superinteressante (aqui)
– APCA elege os Melhores de 2014 (aqui)

dezembro 26, 2014   No Comments

Melhores do Ano da Superinteressante

O excelente especial de Melhores do Ano da Superinteressante está no ar e pelo quarto ano consecutivo participo da votação. Em 2011 escrevi sobre as minhas expectativas para Música para 2012 (aqui). Em 2012 escrevi (aqui) sobre as 10 músicas (11 na verdade) do ano e repeti a categoria em 2013 (aqui). Para 2014 foi me pedido novamente para assinar um texto sobre os grandes hits de 2013, e listei 11 canções (aqui), mas sugeri também um texto sobre 11 músicas brasileiras e independentes que foram pouco ouvidas (de discos para download gratuito), e eles publicaram aqui. Demais!

Confira o especial: http://super.abril.com.br/melhores-2014/

Leia também:
– Os Melhores de 2013 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2012 da Superinteressante (aqui)
– Os Melhores de 2011 da Superinteressante (aqui)

dezembro 20, 2014   No Comments

No som: Raridades do Linda Martini

O Linda Martini é uma boa banda de Lisboa com mais de 10 anos de estrada. Como definiu certa vez a baixista Cláudia Guerreiro em entrevista ao Scream & Yell, eles fazem “rock com muito noise, às vezes pesado, às vezes calmo, cantado em português, mas pouco”. Esta delicada coletânea “Baú” (2014) surgiu encartada na edição de junho da boa revista de música portuguesa Blitz, que pode ser encontrada ao preço de R$ 15 em várias bancas de São Paulo. São apenas 34 minutos em sete faixas resgatadas de dois programas de rádio (“3 Pistas” , de 2006; e “Concerto de Bolso” , de 2010, os dois programas da rádio tuga Antena 3), mais uma parceria com o Filho da Mãe e uma demo do disco mais recente do quarteto, “Turbo Lento” (2014), e o despojamento da seleção valoriza um grupo conciso de canções, que destaca “Quarto 210”, com vocal do benguelense Kalaf Angelo, frase dolorida na escaleta e menos peso do que na versão original presente no álbum “Olhos De Mongol” (2006); a sonicyouthiana “Malha Coração” (favorita de muitos fãs), que permanecia inédita até hoje; a declaração de amor “Juventude Sônica”, mais suave (e, de certa forma, mais charmosa) do que na poderosa versão registrada no álbum “Casa Ocupada”, de 2010 (o mesmo pode ser dito de “Amigos Mortais”); e a encantadora versão de “Sempre Que O Amor Me Quiser”, de Luís Pedro Fonseca ( grande sucesso na voz de Lena d’Água), neste álbum que soa como se fosse o “Hatful of Hollow” dos lisboetas. Ouça na integra abaixo.

dezembro 1, 2014   No Comments