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Rock in Rio: Oi Pocket Show
Parada quente pra quem tem banda ou trabalho solo: até o próximo dia 08 de novembro de 2015 você pode se inscrever no concurso Oi Pocket Show e concorrer a uma oportunidade de tocar no Palco Sunset do Rock In Rio, fazendo um pocket show de 10 minutos com passagem, hotel e alimentação na faixa, tudo pago. Sem contar o dia de curtição no festival.
O processo é o seguinte: vai no www.oipocketshow.com.br, dá uma sacada no regulamento e se inscreve gratuitamente. Os inscritos passaram por três fases: na primeira, eu (pelo Scream & Yell), Alexandre Matias (Trabalho Sujo) e Tony Aiex (Tenho Mais Discos Que Amigos) vamos escolher SETE (7) para apresentarem-se ao vivo no dia 10 de setembro usando o Periscope, quando farão exatamente o show que pretendem apresentar no Rock In Rio.
Essas apresentações serão assistidas por Lucio Ribeiro (Popload) e Kid Vinil, que dos 7 vão indicar TRÊS (3) nomes ao diretor artístico do Palco Sunset, Zé Ricardo, que escolherá aquele que será o felizardo que vai pegar essa barbada. O processo de curadoria é coordenado por Carlos Eduardo Miranda, que irá acompanhar todas as fases do processo com os curadores convidados. E ai, bora passar um fim de semana no Rio e, de quebra, tocar no Rock In Rio?
Inscreva-se: http://oipocketshow.com.br/

agosto 19, 2015 No Comments
Uma playlist e um texto sobre Galveston

Badalado pelo sucesso da série “True Detective”, o criador, roteirista e escritor Nic Pizzolatto tem seu primeiro romance, “Galveston” (2010), lançado agora no Brasil, e fãs da série vão encontrar muita coisa em comum (e bacanas) entre o roteiro e o livro. Eu ainda não tinha assistido a série, e mergulhei nos oito episódios em três dias. Na sequencia, devorei o livro, e as duas narrativas soaram irmãs em vários aspectos. A pedido da editora Intrínseca escrevi sobre “Galveston” e meu foco foi na fixação de Pizzolatto pelos fracassados e um tipo meio torto de redenção: os personagens passam uns mal bocados antes de ter algo tátil para faze-los sorrir, ainda que este algo esteja muito distante do padrão romantizado de Hollywood, porque Pizzolatto fala de um outro Estados Unidos em “True Detective” e “Galveston”, ele fala do Texas e da Louisiana. Assim como fiz quando escrevi (aqui) de “Circo Invisível”, primeiro romance de Jennifer Egan, preparei uma trilha sonora inspirada em alguns artistas citados no livro. Se no “Circo Invisível” de Egan, a sonoridade começava no flower power e terminava no punk, em “Galveston” ela é totalmente country sulista de boteco. Leia o texto sobre “Galveston” aqui.
01 – Billy Joe Shaver – “Good Ol’ USA”
02 – Roy Orbison – “Uptown”
03 – Glen Campbell – “Lovesick Blues”
04 – Conway Twitty & Loretta Lynn – “Louisiana Woman, Mississippi Man”
05 – Hank Williams – “Lost Highway”
06 – Willie Nelson – “I Gotta Get Drunk”
07 – Johnny Cash – “I Walk the Line [Alternate Take]”
08 – Merle Haggard – “The Fugitive”
09 – Loretta Lynn – “Trouble In Paradise”
10 – Waylon Jennings – “Just To Satisfy You”
11 – Billy Joe Shaver – “When Fallen Angels Fly”
12 – Patsy Cline – “Poor Man’s Roses”
13 – Roy Orbison – “Love Hurts”
junho 24, 2015 No Comments
Na Gazeta do Povo: Primavera Sound
Clique na imagem para ler a reportagem na integra
Leia também:
– Entrevista: Alberto Guijarro, diretor do Primavera Sound (aqui)
– Balanço do Primavera Sound 2010, por Marcelo Costa (aqui)
– Balanço do Primavera Sound 2011, por Marcelo Costa (aqui)
– Balanço do Primavera Sound 2012, por Marcelo Costa (aqui)
maio 26, 2015 No Comments
Um disco: 11:11, Come (1992)
Disco de estreia do Come, banda comandada por Thalia Zedek, “11:11” é, segundo a Entertainment Weekly, “uma explosão cativante de tédio e feedback”; para o All Music Guide, “11:11” combina “extrema angústia com poder de comando”; para a Rolling Stone é um dos discos que definem o som do selo Matador. Para mim, “é uma pedra amarrada na alma e arremessada ao rio”. Ouça com cuidado…
maio 12, 2015 No Comments
Três canções memoráveis
Uma amiga, a Letícia, me marcou numa corrente no Facebook pedindo para que eu publicasse durante três dias seguidos uma canção memorável. Ok, a primeira que escolhi foi “A Design For Life”, do Manic Street Preachers, mas não na versão do álbum (homônimo de 1996) e sim o remix maravilhoso do Apollo 440, que com o nome de Stealth Sonic Orchestra assinou diversos remixes orquestrais para o Manics (destacando ainda “Everlasting”, “Motorcycle Emptiness” e “Everything Must Go”).
“A Design For Life” foi o primeira canção escrita após o desaparecimento de Richey Edwards e destaca uma letra fortíssima. O título foi inspirado no nome do primeiro EP lançado pelo Joy Division, “An Ideal For Living” (1978) e a letra abre com duas importantes citações: “As bibliotecas nos deram poder” é uma frase escrita no topo da antiga biblioteca de Pillgwenlly, em Newport, na Inglaterra; “Então o trabalho veio e nos fez livres” é um slogan alemão que decorava a entrada dos campos de concentração.
Segunda da lista, “So Broken” foi escrita por Björk em 1996 durante as sessões para o que viria a ser o álbum “Homogenic” (1997), um busca pessoa por algo menos eletrônico. A inspiração para a canção foi a morte de seu stalker, Ricardo López, que após enviar uma carta-bomba para a casa da cantora (interceptada pela polícia metropolitana de Londres), filmou seu próprio suicídio. Abalada em sua casa, Björk imaginou-se como protagonista em uma novela espanhola e compôs “So Broken”…
A versão original foi gravada em Málaga, na Espanha, e acabou ficando de fora do álbum “Homogenic”, posteriormente sendo inclusa na versão japonesa do disco (surgiu também como lado b do single e EP “Jóga”, lançado em setembro de 1997). Essa versão ao vivo no Jools Holland (com o violonista espanhol Raimundo Amador, que gravou a original, acompanhado de João Luiz Rodriguez) é grandiosa e impactante por ter o componente visual, mas ainda assim não alcança o brilho da memorável versão original.
Pra fechar o trio de canções memoráveis em três dias, escolhi o provável melhor momento que vivi como espectador diante de um artista executando uma canção. Aconteceu em 2005, quando Elvis Costello baixou em São Paulo (como uma data extra de sua escalação para o Tim Festival, no Rio) para um show único e, pouco se fodendo pro público que estava nas mesas (algumas pessoas, de costas para o palco), chamou a galera das laterais pro gargarejo e fez um daqueles shows que vão ficar na memória.
A grande estrela da apresentação foi “I Want You”, música lançada no álbum “Blood & Chocolate”, de 1986, e ao vivo se transforma em um poderoso blues metalizado, com longos solos e algumas citações. Naquela noite, Costello citou U2 (”Ever Better The Real Thing”) e Beatles (”Happiness Is A Warm Gun”). Dá para se ter uma ideia pela versão estraçalhante que ele tocou no Rio (vídeo abaixo). Uns bons pares de anos depois tive o prazer de reouvir a execução no Royal Albert Hall e espero poder esbarrar com ela mais algumas vezes na vida…
maio 9, 2015 No Comments
Um sussuro de diesciseis voces
“Luis Alberto Spinetta nos enseñó que “Todas las hojas son del viento”. Si partimos de esa idea e imaginamos que las hojas son canciones, o palabras, o países, pero no tal como los conocemos, sino que los hacemos parte de una postal en la que no tengan fronteras que detengan las voces ni los barcos ni al tiempo, al tomarla en nuestras manos, vamos a poder decir que “Somos Todos Latinos”, que no tenemos solamente relaciones de diplomacia y de buena vecindad por colgar la ropa en sogas tendidas que cruzan el cielo; vamos a poder asegurar que no nos une solamente la tierra, la selva, el agua. Y si prestamos atención, en esa postal, vamos a poder escuchar el susurro de diesciseis voces que quizás no todos conocemos, pero que nos van a contar al oído, historias que alguna vez nos cantaron las guitarras y músicos entrañables de todos los tiempos. El susurro es brasileño, de músicos solistas y grupos contemporáneos emergentes convocados por Scream & Yell.” (continue lendo)
maio 5, 2015 No Comments
Para evitar a doença do rock naftalina
“Eu, por mim, recomendo a qualquer um – de 16, 21, 30, 45, 55 anos – que, ao menos uma vez por semana, escute algo que jamais pensaria escutar. E, certamente, algo que fuja dos padrões daquilo que as gravadoras determinaram ser “apropriado” para sua faixa etária – um ouvinte de 16 anos tem tanto a se beneficiar com uma audição de A Nod Is as Good as a Wink, dos Faces, quanto um de 55 do disco do Kula Shaker. É um santo remédio, o equivalente a uma corrida no calçadão, uma hora de malhação, uma partida de basquete: o suficiente para manter os ouvidos flexíveis, o cérebro desentupido, o coração palpitante e prevenir a instalação – muitas vezes precoce – do reumatismo estupidificante do classic rock.” Ana Maria Bahiana, em 1996 (leia aqui)
abril 29, 2015 No Comments
Três vídeos: Edu Schmidt acústico

Edu Schmidt era vocalista da grande banda argentina Árbol, e em 2007, em entrevista ao Scream & Yell, contou que gostava “muito de Arnaldo Antunes, Caetano, e os mais clássicos… Agora ando escutando casualmente muito Lenine”. O Árbol encerrou as atividades em 2010, e Edu partiu para a carreira solo, lançando “El Silencio Es Salud” (2009) e, mais recentemente, liberando para download gratuito o álbum “Chocho” (baixe aqui!), em 2013. Esse set abaixo também é de 2013 e traz duas canções do álbum “Chocho” (a magnífica “Un Rio” e também “Hoy”) além de um clássico do Árbol, “El Fantasma”, que ganhou uma versão de André Mendes no tributo “Somos Todos Latinos”, lançado pelo Scream & Yell.
Saiba mais sobre a coletânea “Somos Todos Latinos” aqui
abril 25, 2015 No Comments
Um Top 5 do Record Store Day 2015

Neste sábado, a partir das 12h, o Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, irá comemorar o Record Store Day com uma grande feira de LPs nacionais e importados! São mais de 70 estandes, discotecagem de Kid Vinil e pockets shows de Bruno Souto e Rômulo Fróes durante o evento (infos aqui).
No embalo da festa, a turma do MIS me pediu uma listinha com cinco discos do Record Store Day 2015. Me enganei e enviei uma lista com cinco discos do ano quando, na verdade, eram cinco discos da lista oficial do evento (essa aqui). Abaixo, então, 10 discos: o meu Top 5 do ano e um Top 5 do RSD.

Top 5 2015
“Echolocations: Canyon”, Andrew Bird
Aqui Andrew não só toca, mas ouve (e incorpora) os ecos devolvidos pelo ambiente, no caso o canion Coyote Gulch, em Utah. É só violino, assovio e natureza. E é bonito demais.
“Carrie & Lowell”, Sufjvan Stevens
O retorno de Sufjan ao folk soa como tentar juntar as peças de um velho quebra-cabeça incompleto. Ele está sangrando e você tem um grande disco para ouvir.
“Existe Alguém Ai”, Wander Wildner
Eis a trilha sonora tristonha para os dias esquisitos que estamos vivendo num Brasil movido a indignação seletiva. “Saudade” já é um clássico do cancioneiro de Wander.
“What a Terrible World, What a Beautiful World”, The Decemberists
Se “The King Is Dead” era notadamente urgente, “Terrible/Beautiful” soa distanciado e menos direto, e deve ser ouvido com a atenção de quem lê um livro.
“Carousel One”, Ron Sexsmith
Em seu décimo quarto álbum, este compositor canadense apaixonado pela melancolia para ter descoberto a felicidade num disco que confortar corações e almas perdidas.

Top 5 RSD 2015
Bob Dylan: “Basement Tapes”
Esse vinilzinho já devia sair do Record Store Day para um museu. Se você tiver aqueles quadros que emolduram capas de disco em casa, esse álbum já tem lugar garantido.
The Decemberists: “Picaresque”
Edição comemorativa de 10 anos em vinil vermelho do disco que ampliou o séquito de admiradores da turma de Colin Meloy – eu incluso.
The Replacements: Replacements EP
Uma obra prima no formato de canção pop (“Alex Chilton”, em homenagem ao gênio líder do Big Star), um b-side blueseiro (“Election Day”) e um cover de “Route 66”… Essencial.
Suede: “Dog Man Star. Live. Royal Albert Hall”
Meu disco preferido da turma de Brett Anderson na integra ao vivo no mítico Royal Albert Hall. São só 350 cópias…
Gram Parsons/Lemonheads: “Brass Buttons”
Gram Parsons é um herói aqui em casa. E Evan Dando me diverte com as versões surreais que o Lemonheads já fez de Metallica, Whitney Houston e Oasis. Bela dobradinha em vinil rosa.

abril 17, 2015 No Comments
Blog do Japão destaca Natalia Matos
O blog japonês Summer Breeze recomendou o álbum de Natalia Matos, disponibilizado para download gratuito pelo Scream & Yell. Para ler o texto original basta clicar na imagem. Conheça o trabalho de Natália aqui.
março 26, 2015 No Comments



